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aikimsoo Ai KimSoo

Jongin se considera o fotógrafo mais sortudo do mundo. Foi pensando em tirar uma foto, que virou fotógrafo e encontrou seu sonho. Foi pensando que era um sonho bobo, que Kyungsoo se abriu para Jongin. Jongin tirou seu anjo particular do cárcere em que o mesmo vivia e Kyungsoo aprendeu que precisava ser o que queria ser e não o que queriam que fosse.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#gay #yaoi #jongin #kai #kyungsoo #kaisoo #aikimsoo
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Meu anjinho particular

Eu era um fotógrafo completamente sortudo. O que relatarei aqui, nada mais é do que a minha lembrança mais preciosa que desencadeou o futuro mais lindo da minha vida. Eu tinha 23 anos quando fui designado para fazer o ensaio fotográfico do photoshoot do cantor e ator em ascensão. Eu iria fotografar Do Kyungsoo, o coreano mestiço.

Todos conheciam sua história, porque aquele ser era conhecido mundialmente, mesmo que só tivesse apenas 24 anos. Era filho de Do MyungSoo, o cantor coreano mais famoso dos anos 80 até os anos 2000. O homem cantava todas as músicas temas de doramas coreanos atuais, enquanto no passado era aclamado pelo seu timbre de voz tão característico da nação.

Tinha sido tão famoso, que acabou viajando para fora com o intuito de divulgar a música tradicional coreana e foi em uma dessas viagens internacionais – Dinamarca – que conheceu a atriz e cantora Anika. Tiveram que fazer uma parceria para um festival de misturas culturais, que ocasionou na aproximação de ambos e futuramente um casamento.

Casamento esse que gerou Do Kyungsoo, o mestiço mais lindo.

Anika era a definição de fenótipo europeu. A mulher possuía cabelos ruivos, sobrancelhas ruivas, olhos azuis, cílios ruivos e muitas sardas pelo rosto e corpo; era esbelta, não muito alta e dona de um talento sem fim. Myungsoo tinha olhos um pouco maiores e bem redondinhos, devido sua descendência japonesa, lábios fartos e em formato de coração, possuía também uma altura razoável para os homens e se mostrava um autêntico asiático.

E eu fui o sortudo à contemplar tão de perto o fruto da união de duas estrelas.


>><<


O ensaio se baseava em ser no meio de flores, matos e árvores. Eu tinha escolhido o lugar mais lindo que conhecia na Coréia do Sul, fiz alguns esboços de como queria algumas fotos e apresentei para os figurinistas, já que os deixaria escolherem o figurino do meu modelo.

Eu nunca tinha visto Do Kyungsoo pessoalmente até o momento em que ele saiu de uma van – aquelas bem características de idol – e veio até mim. Eu precisei prender a respiração, porque ele simplesmente era a perfeição. Eu nunca tinha visto um ser tão lindo, tão perfeito, eu nunca tinha visto um anjo.

A primeira coisa que notei, quando o vi, foram suas sardas espalhadas pelo rosto e seus cabelos cobreados. Ele tinha um rosto pequeno, queixo anguloso, olhos tão redondinhos quanto os de seu pai, lábios fartos, ombros estreitos, altura mediana, sardas por suas bochechas, pescoço e clavículas, além de seu tom de cabelo cobreado tão natural quanto os de sua mãe.

O contraste da luz do sol fraca com o suéter rosa bordô largo e as calças jeans claras, além do fato dele estar descalço e no meio de tantas flores altas, me fez prender a respiração. Do Kyungsoo era um anjo, era a perfeição e eu já devo ter repetido isso tantas vezes, mas nunca vou me cansar de repetir quando for me referir a ele.

-Bom dia, é um prazer conhecê-lo, sou Do Kyungsoo. – se apresentou assim que chegou perto de mim. Eu devia parecer um idiota com a cara que fazia, porque eu nunca conseguia esconder minhas expressões.

Ainda mais perante aquela voz grossa, baixa, suave e tão calma. Eu realmente achava ter morrido e ido ao céu.

-Bom dia, sou Kim Jongin, o prazer é todo meu! – me afobei em responder e pude vê-lo dar um sorriso contido.

O ensaio fotográfico deu início e eu percebi como ele fazia tudo de forma tão mecânica. Eu precisava ver sentimentos, queria enxergar paixão, interesse, contentamento e não olhares tão sem sentimentos e frios. Do Kyungsoo era lindo, mas me parecia tão solitário.

-Senhor Do, se importaria de dar uma volta comigo? – perguntei interrompendo o ensaio. Todos ficaram espantados com o que eu fiz, mas ninguém da minha equipe iria se intrometer nas minhas decisões, eles sabiam que eu não gostava de trabalhar por trabalhar.

-Há algo de errado? – Kyungsoo questionou se aproximando e parecia um pouco tenso.

-Nada, apenas queria poder passear por esse campo tão lindo. Poderia me acompanhar? – insisti e ele apenas concordou, mesmo que acanhadamente.

E sob o sol leve da manhã, nós dois passeávamos pelos campos e nos afastávamos de todos. Eu sabia que não podia perder muito tempo, a iluminação da manhã era perfeita para as fotos que eu pretendia produzir e se eu a perdesse, somente no dia seguinte poderia ser agraciado com seus raios solares leves novamente.

-Desculpe, senhor Kim, eu fiz algo errado não é? – o silêncio fora interrompido pelo artista ao meu lado e eu sorri sem graça.

-Na verdade, você fez as coisas certas demais. – respondi e o vi me fitar com confusão. – É esse tipo de expressão que preciso.

-Ainda não compreendo, senhor...

-Por favor, não precisa me tratar por “senhor”, sou seu dongsaeng. – o cortei e ri, ele ficou surpreso e eu só conseguia pensar que era aquele olhar que eu queria. – Não gosto de muita formalidade, acho que estraga um pouco o clima ameno que gosto de criar.

-Então... Kim, eu...

-Jongin. – o interrompi novamente e olhei para o céu, absorvendo os raios solares. – Apenas Jongin.

-Oh! – o ouvir arfar e consegui olhá-lo a tempo de ver seus lábios formando um perfeito O.

-Eu gostaria que você agisse assim, hyung. – fui ousado, precisava disso, ele precisava se soltar.

-Assim como... Jongin? – ele perguntou incerto e eu parei de andar, para poder olhá-lo.

-Com mais humanidade. – respondi e vi seu semblante transmitir muitos sentimentos de uma vez, mas no final ele riu.

-Você é intrigante, Jongin. – sua voz era tão musical, que eu me sentia um pouco entorpecido. – Há tempos que deixei de ser quem sou.

-Oh, então por que não volta a ser? Algo aconteceu pra te tirar a humanidade? – indaguei curioso e ele sorriu. Seus lábios formavam um coração.

-Por que eu sinto vontade de te contar as coisas, Jongin? Por acaso seria culpa do clima em que nos encontramos? – questionou olhando ao redor da perfeita paisagem em que estávamos inseridos. – Eu sempre tive que ser o perfeitinho, não pude pensar em nada pra seguir, apenas era destinado que eu fosse um cantor e um ator. – desabafou e eu peguei a câmera.

-Por que não se senta? Serei todo ouvidos, estou curioso e você pode aproveitar pra ceder a vontade de me contar tudo. – induzi e ele concordou, estava totalmente absorto ao seu redor.

-Eu cresci sendo um mestiço e mesmo que sendo filho de quem sou não tenha permitido que eu sofresse bullying, existe a sensação de não me encaixar em nenhum lugar. Eu não tenho uma casa pra chamar de minha, ser meu lar, não frequentei escolas e não pude ter experiências normais de adolescentes. – contou olhando para o lado e parecia tão chateado, que eu não aguentei e tirei foto. – O que está fazendo? – ele ergueu o olhar para mim, já que eu permanecia de pé e ao seu lado, e eu aproveitei para registrar mais aquele momento. – O que...

-Você disse que não teve como escolher o que seguir, que apenas era esperado que você fosse um artista. – comentei como quem não quer nada e pude ver sua confusão. Seus olhos eram tão expressivos quando ele permitia que os fossem. – Geralmente, em filmes, quando os protagonistas pensam assim, é porque eles já têm algo em mente.

-Ah... – vi suas bochechas corarem e meu coração pulou. Ele era tão lindo, por Deus! – Talvez eu tenha algo em mente. – cedeu e se deitou no meio das flores. – Talvez. – deixou no ar e olhou para o lado. Eram poses tão lindas, que eu não conseguia me conter em registrar aqueles momentos.

-Por que deixa as coisas no ar? Estou aqui pra te ouvir. – incentivei e ele virou a cabeça para mim, mesmo ainda deitado e sendo adornado por pequeninas flores rosas.

-Por que eu estou realmente falando? Nunca contei a ninguém. – pareceu contrariado e se sentou. Novamente registrei aquele momento. – Por que está tirando tantas fotos?

-Porque é meu trabalho. – fui sincero. Eu estava de frente para ele e agachado, então registrei novamente aquele ângulo. Ele pareceu decepcionado. – E porque você é lindo. – segredei e Kyungsoo olhou imediatamente em meus olhos, que se transformaram em lentes de câmera profissional e registraram aquele momento.


-x-


Era o segundo dia do ensaio e Kyungsoo usava um blusão branco com algumas cores jogadas. Considerei que a blusa era uma tela em branco e fora pincelada com todos os tipos de cores, o que a poderia tornar estranha, mas que a fazia ser tão adequada para o dono que a vestia. Kyungsoo estava com uma calça de pano social preta, era folgada e ao mesmo tempo justa. O pessoal do figurino precisava ser parabenizado.

-Então, hoje você bem que poderia me contar o que você tinha em mente. – cutuquei o menor.

Estávamos passeando pela outra parte do campo e mais uma vez sozinhos. Percebi que conseguia muito mais progresso estando apenas nós dois lado-a-lado, do que o tendo perto de toda a equipe de produção.

-Você é muito curioso. – resmungou baixinho e eu ri.

Desde que eu o elogiara – no dia anterior – ele tinha ficado envergonhado, se retraído, mas ao mesmo tempo se soltado um pouco mais. Ele era curioso e eu sentia vontade de desvendá-lo.

-Você aguça minha curiosidade. – fui sincero e ele se abaixou para passar as mãos nas flores. Eu, mais uma vez, o fotografava sem seu conhecimento.

-É um sonho bobo. – soltou e eu me animei, afinal, ele poderia soltar o que realmente queria para si. – Se compará-lo com o que eu sou e tenho, torna-se idiota.

-Quanto pessimismo! – reclamei. Ele voltou a ficar de pé e agora segurava um caule com uma pequena flor. – Nenhum sonho é bobo, hyung.

-Então por que ao invés de sonhar em ser um escritor, apenas sonho em publicar um único livro? – soltou e como estava andando na minha frente, virou apenas a cabeça para o lado e me olhou pela visão periférica. – É o mesmo que você sonhar em tirar uma única foto ao invés de se tornar um fotógrafo. – argumentou no momento em que me viu registrar mais um momento seu. Abaixei a câmera e sorri.

-Foi pensando em tirar uma única foto, que me tornei um fotógrafo. – contei e o vi ficar espantado, mas de alguma forma, também vi um brilho surgir naquelas orbes redondinhas.


>><<


-Olhando esse ensaio novamente, Nini? – ouvi sua voz melodiosa surgir atrás de mim e ri.

-É meu ensaio preferido, nunca farei um melhor que esse. – me defendi e ele sentou-se ao meu lado na nossa cama.

-Me sinto lisonjeado, mas muito acanhado também. Não entendo o porquê desse ensaio ser o seu preferido, eu estava tão...

-Encantador. – completei e ele fez careta. – Você estava finalmente saindo do seu casulo, Soo. Você estava finalmente deixando o seu verdadeiro “eu” sair.

-E foi você que me ajudou a sair do meu comodismo. – ele ressaltou e se aproximou, selando meus lábios nos seus.

Era um beijinho tão gostoso, casto e capaz de me tirar da razão. Do Kyungsoo era um anjo encarcerado quando o encontrei e mesmo que suas atitudes gritassem para todos o quanto estava insatisfeito com a vida, apenas fui o único a ler seus sinais. Eu me sentia o ser mais sortudo do mundo, porque foi pensando em tirar uma única foto, que me tornei um fotógrafo e futuramente, graças à isso fui capaz de conhecer a razão da inspiração de ainda continuar seguindo meu sonho.

Foi pensando em publicar um único livro, embora achasse infantil e inferior à toda sua carreira de artista em ascensão por culpa de ter o DNA que tinha, que Do Kyungsoo se tornou o escritor mais famoso do país. Ele fazia sucesso internacionalmente também e nada tinha relação com sua carreira artística ou com seus pais, porque meu pequeno anjo assinava com um codinome “D.O” e somente eu sabia disso.

Fazia 3 anos que estávamos juntos e 2 que dividíamos o mesmo lar. Meu pequeno não relutou em assumir o que tínhamos, mesmo que fosse famoso e pudesse sujar sua carreira, porque ele disse que já tinha sido o perfeitinho de todos por muito tempo. Estava cansado de ser o que queriam que fosse e não o que queria ser.

Mui grande foi nosso espanto quando todos pareceram gostar ainda mais dele. Alegavam que essa sua atitude tinha relação com seu DNA europeu, uma vez que, o ocidente costumava muito se entregar à vários tipos de relações. Culparam sua criação no exterior e não verdadeiramente ele. Claro que uma coisa nada tinha a ver com a outra, mas fora o que o marketing de sua agência usou como saída para a carreira do ator e cantor não chegar ao fim.

Mesmo sendo um grande escritor, meu pequeno não tinha abandonado sua carreira primária. Kyungsoo aprendeu a gostar do que fazia, porque querendo ou não, sua alma era artística e ele gostava de atuar, além de emocionar com seu canto. Meu pequeno só estava incompleto quando o achei.

-Jagiya? – chamou e eu o olhei. Ele me olhava tão apaixonadamente, que eu via meus sentimentos refletidos em seus olhos. Ele dizia que eu o olhava como se fosse o bem mais precioso do mundo, porém, ele fazia o mesmo comigo. – Lembra que eu disse que parecia nunca me encontrar? Nunca ter um lugar ou um lar pra voltar?

-Lembro sim. Você reclamou disso e de não ter estudado em um colégio. – relembrei virando o corpo em sua direção e ele sorriu, enquanto se aproximava de mim.

Kyungsoo engatinhou pela cama até que pudesse deitar sua cabeça em minhas pernas. Eu o olhava de cima e fazia carinho em suas madeixas cobreadas. Eu amava todo cantinho de seu corpo, assim como idolatrava suas sardas.

-Eu encontrei o meu lar. – sua voz me arrancou do meu devaneio e eu vi seu sorriso. – Você é o meu lar, Jongin-ah! – declarou e abraçou minha cintura, escondendo seu rosto em meu abdômen.Ele era um fofo, não conseguia pensar em uma palavra melhor. Seu jeitinho nunca mudara e eu gostava tanto dele por isso, eu o amava tanto. Não consegui conter a euforia que subiu pelas minhas veias, apenas o soltei do seu aconchego e me coloquei por cima de si na cama. Ele gargalhou levemente e eu me anestesiei com aquela música. Me inclinei por sobre o corpo menor que o meu e tratei de beijá-lo de todas as formas.

-Um...

-Ah não, de novo não! – ele murmurou desacreditado, mas seu tom de voz era de divertimento.

-De novo sim! Dois... – e eu beijava suas sardas, uma por uma, enquanto as contava.

Kyungsoo ria e eu também. Nosso quarto era claro, com os lençóis brancos e as janelas abertas para sermos agraciados com os leves raios solares. Eu estava contando trinta quando me ergui um pouco e mirei Kyungsoo mais uma vez. Ele estava com um moletom rosa bordô igual quando nos conhecemos e a iluminação do sol o deixava ainda mais divino.

-Eu simplesmente te amo, meu anjinho particular. – sussurrei e vi seu rosto corar.

Eu sempre o chamava de anjo e desde que o explicara o porquê, meu anjo particular corava majestosamente. Do Kyungsoo finalmente tinha deixado sua prisão e encontrado o seu lar.

29 de Julio de 2019 a las 21:24 0 Reporte Insertar 0
Fin

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