Flocos de Neve Seguir historia

ageha_sakura Ageha Sakura

"Eu também amo você" Existe algo em momentos memoráveis, em toques inesquecíveis e motivo para que todos sejam no Natal. Todos sempre são tão intensos quanto o frio, são como ver flocos de neve caindo delicadamente no chão já esbranquiçado. Pois assim como flocos de neve caem no inverno, eu caio por você todo natal, Jeongguk.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#jungkook #vkook #taekook #kookv #taehyung #taegguk #taeguk
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Único; Ser fraco não significa não amar

Bom dia / Boa tarde / Boa noite

Sejam todos bem vindos a "Flocos de Neve"!

Essa fanfic foi feita para um projeto, mas por causa da exclusão do mesmo eu estou repostando.

Boa leitura 💞


___________


Os flocos de neve caiam como uma pluma, indo vagarosamente de encontro ao chão.


O vento frio que os acompanhava arrepiava minha pele, deixando aquela sensação estranha, fazendo meu corpo tremer de forma leve.


Caminhava passos calmos pelas ruas que na infância desvendei de ponta a ponta. Conhecia cada pequeno lugar daquele bairro, pois ali foi onde vivi por longos anos da minha vida.


Depois de muitos anos longe finalmente estou em casa.


De todas as minhas doces lembranças, os momentos mais preciosos, do que eu mais senti falta foi dele.


Aquele sorriso angelical que me fazia delirar, as pequenas covinhas que surgiam quando ele lançava seu belo sorriso em minha direção, as mãos um pouco menores que as minhas, a pele um pouco clarinha, os dentinhos avantajados que lembravam os de um coelhinho. Eu simplesmente sentia falta de Jeongguk.


Com ele eu pude viajar em um universo que hoje só possuo poucas lembranças. Foi junto dele que tive a oportunidade de amar de verdade.


Ele era minhas asas e eu o seu escudo. Éramos feitos um para o outro, pelo menos eram o que muitos diziam. Mas para mim éramos um.


Uma dupla inseparável, melhores amigos que não escondiam nada um do outro, ate mesmo perfeitos amantes.


Sempre que relembro nosso primeiro beijo sinto borboletas em meu estômago, uma inquietação absurda que sempre tive quando estávamos juntos. Era absurdo pensar que um garoto poderia gostar de outro, mas foi ele quem me mostrou que nada disso é errado. Amar não é errado.


E desse amor eu também sentia falta. Falta das pequenas carícias, dos beijos, ora calmos ora selvagens, dos abraços quentinhos que compartilhávamos em dias nevados como aquele, na véspera de natal.


Jeongguk me beijou numa noite de natal; nossa primeira vez também foi nesse feriado, entre outros maravilhosos momentos que compartilhamos nesse dia especial. Com ele eu vive os melhores natais de toda a minha vida.


Hoje, depois de ter simplesmente ido embora, retornei. Mesmo temendo chegar e encontrá-lo tendo uma vida nova, com uma pessoa que não seja eu.


Finalmente estava em frente a porta de madeira, que ainda era a mesma da minha infância. Meu lar permaneceu o mesmo, ate mesmo nos mínimos detalhes. Eu sabia que minha família não estava me esperando, pois assim como fui embora agora voltei sem ao menos dá alguma notícia.


Levei minha destra em direção a madeira grossa e dei leves batidas, esperei alguns poucos minutos e finalmente vi a porta ser aberta e revelar minha querida mãe.


Suas madeixas agora possuem um tom esbranquiçado, sua pele enrugada em algumas partes do seu rosto, mas seu olhar afetuoso permanecia o mesmo.


Fui recebido com um abraço caloroso seguido de lágrimas grossas, pois ela estava feliz em ter seu filho de volta. Eu sabia que ela deveria ter sofrido durante todos esses anos sem ter notícias minhas, mas não podia simplesmente mandar algum sinal de vida.


— Meu amado filho... eu senti tanta a sua falta! Doeu muito não te ter por perto. – Abraçou-me mais forte enquanto alguns membros de minha família se aproximavam, um pouco temerosos.


Eles não acreditavam no que viam, suas caras espantadas diziam tudo. Entre aquelas pessoas estava meu amado Jeongguk. A pessoa que faz meu coração bater com simples ações. O dono de cada singelo sorriso, de cada obra de arte que eu dedicava a ele.


O amor da minha vida.


Ele tinha uma cara de choro engraçada, me fez soltar uma risada soprada. Ele ainda conseguia me fazer fraquejar, por isso não resisti em deixar minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto. Precisava expôr toda a dor que também senti por está longe de todos eles. Minha família me fez uma falta grandiosa. Ele me fez uma falta gigantesca.


— Eu... Eu estou de volta! – Exclamei o suficiente para receber salvas de palmas e abraços calorosos de todos.


A animação tomou de conta de cada cômodo daquela casa.


A felicidade começava a dominar todo meu corpo. Meu coração saltitava sem parar, pulava forte dentro da caixa torácica. Parecia que abandonaria meu corpo e partiria em direção ao seu verdadeiro dono.


O dono por quem ele ansiou anos para reencontrar, assim como eu.


Uma pitada de esperança começava a nascer, colorindo aos poucos meu pobre coração que não cansava de ser iluminado pela beleza do seu sorriso.


Um pequeno sorriso brotou em meus lábios e minha destra foi segurada pela minha progenitora, pois ela insistia em comemorar com todos.


Era como a volta do filho pródigo da Bíblia, mas com um motivo completamente diferente – seja pela ida como pela volta.


Estávamos todos sentamos em frente aquela mesma mesa grandiosa. Como se a tradição ali nunca houvesse mudado, como se o tempo não tivesse passado. Tudo exatamente da mesma forma como deixei.


Aquela sensação nostálgica agora habitava meu corpo, trazendo consigo lembranças memoráveis e doces como aquelas bengalinhas de natal.


Um gosto bom, mas que infelizmente tinha suas partes ruins e desagradáveis.


Fechei meus olhos e deixei que um leve suspiro escapasse de meus lábios cor de pêssego. Abri-os novamente e deixei que aquele mesmo sorriso retangular ornar minha face como nos velhos tempos.


Conversamos sobre vários assuntos. Brincadeiras típicas, perguntas sobre minha vida e revelações sobre os acontecimentos que eu havia perdido.


Foi uma verdadeira animação.


Tudo estava tranquilo, mas ainda havia algo que continuava a me incomodar e era Jeongguk.


Mais cedo o mesmo demonstrou está emocionado com minha volta, mas agora estava tão quieto. O silêncio definiu todas as suas ações desde que adentrei a residência e fiz parte do jantar.


Meu peito latejava em saber que eu era o motivo do mesmo está assim. Era difícil admitir, mas doía como se minha alma estivesse sendo dilacerada, queimada, feita em pedacinhos.


Tentei de toda forma ler o que pensava, mas estava difícil então apenas desisti e tentei voltar minha atenção aos demais.


Uma das minhas tias havia percebido que agora prestava atenção em si, logo não se conteve em me fazer a pergunta que eu pretendia evitar desde o momento que havia posto meus pés nessa cidade.


— TaeTae meu querido, eu gostaria de saber qual foi o motivo da sua partida. Sabe... eu senti muito a sua falta, então não consigo não saber o que aconteceu para o meu bebê ter sumido assim, sem mais nem menos. – Percebi a mesma fazer uma expressão um pouco falsa, o suficiente para entregar que estava apenas mentindo para conseguir a resposta de sua suposição.


Eu sabia que ela devia ter colhido provas durante todos esses anos, apenas estava precisando da confirmação final.


Naquela época eu era fraco, medroso e com toda certeza se essa cena fosse a anos atrás eu estaria confessando tudo por puro medo.


Mas hoje eu sou forte, por que Jeongguk me tornou forte. Eu criei uma fortaleza impecável para poder pagar minha dívida de anos atrás e finalmente proteger o amor da minha vida.


— Minha querida tia, eu também confesso ter sentido a sua falta! Mas sinto informar que a minha vida pessoal não lhe deve respeito, muito menos algo que ocorreu no passado. – Peguei o guardanapo e limpei minha boca para em seguida prosseguir — Vamos viver o agora, deixe o passado para trás e aproveite o tempo perdido com seu sobrinho predileto.


Claro que as reações dos demais havia se tornado uma confusão.

Alguns riam, outros ficaram boquiabertos e os demais apenas ignoraram toda a pequena discussão e prosseguiram em assuntos que não me interessavam.


Fitei o relógio da parede e decidi que estava na hora exata de completar minha missão.


Faltava pouco para a meia noite chegar e eu usaria esse pequeno tempo para me redimir.


Levantei-me, pedi licença e expliquei a minha mãe que precisava guardar minhas malas.


— Claro meu filho. Gukkie, meu bebê poderia acompanhar o Tae e mostrar o quarto de hóspedes? – Virou-se em minha direção — Infelizmente seu quarto está sendo usado pelos seus primos.


— Não precisa se preocupar com isso mãe. – Depositei um selar calmo em sua testa e acenei para o Jeon me acompanhar.


O mesmo parecia nervoso em está na minha presença. Isso me deixava ainda mais ansioso e criando expectativas atoa.


Peguei uma das minhas malas e ele pegou a outra, assim juntos subimos lado a lado mantendo o mesmo silêncio.


Caminhamos compartilhando de uma pequena distância de nossos ombros. Finalmente frente ao quarto eu ouso destravar a porta, mas o mesmo me impede.


— TaeHyung... eu gostaria de falar com você. – Viro em sua direção e sou nocauteado pela expressão mais encantadora do moreno, a vergonha.


Aproximo-me um pouco hesitante, ficando frente a frente com o ser que faz meu coração acelerar sem qualquer motivo.


— Então me deixe falar tudo de uma vez! Quando eu terminar você pode me xingar, me bater ou fazer o que achar melhor. – Digo retirando os resquícios de segurança que ainda tinha.


— Como quiser... eu exijo sua resposta.


Suas orbes negras como a imensa escuridão do crepúsculo se assemelhavam a um oceano profundo e intenso que estava me afogando aos poucos.


Engulo em seco e solto o ar de forma fraca, enfim deixando minha boca liberar toda a minha angústia em um pedido de perdão.


— Jeon... eu sei que errei com você, que quebrei uma promessa e te abandonei aqui sozinho. Deixei que o meu egoísmo dominasse e somente você arcasse com todas as consequências. Eu sei mais do que ninguém que errei, errei o suficiente para você me odiar e guardar rancor de mim. Mas mesmo sabendo disso eu criei coragem, aprendi e vim assumir meus erros.


Dei uma pequena pausa tentando recuperar o ar que perdi ao despejar todas aquelas palavras de uma só vez.


Arfei por mais alguns segundos enquanto desfrutava de suas expressões, mas logo conseguindo oxigênio o suficiente para prosseguir.


— Eu estou aqui implorando seu perdão. Me perdoe por todas as dores que eu fiz você suportar sozinho. Me perdoe pelas noites mal dormidas, por todas as suas lágrimas derramadas. Me perdoa por ter feito seu coração ser despedaçado, pelas promessas quebradas e pelos sonhos que não puderam ser realizados.


O mesmo agora chorava copiosamente, fazendo meu coração se apertar e a vontade de abraça-lo ardendo em meu peito junto de todas as minhas palavras.


— Eu ainda amo você, Jeongguk! Eu continuei e continuo amando somente você e mais ninguém! Me perdoa por ter sido tão fraco, por não ter segurado sua mão e assumido para a nossa família que nos amávamos! Apenas me perdoe por todas as burrices que eu fiz naquele último natal que passamos juntos e me dê uma última chance!


Minhas lágrimas não me deixavam mais pronunciar com clareza minhas desculpas, mas o seu abraço foi o suficiente para me sentir livre de todo aquele peso.


Minha alma finalmente estava liberta e pronta para se encontrar com a sua e finalmente tornarem a ser uma novamente.


Meu coração palpitava fortemente, acompanhava os seus e juntos ali deixamos que nossas lágrimas se unissem.


Os corpos juntos emanando calor para aquecerem e saciarem a saudade que sentiam um do outro.


As mãos apertavam todos os lugares, testando se era mesmo realidade ou apenas mais um sonho.


Os lábios necessitados não resistiram e ao implorarem por contato se encontraram, se tocaram suavemente em busca daquela mesma sensação da adolescência.


As nossas borboletas agora flutuavam entre os espaços de nossos corpos e ao nosso redor, como se estivessem lançando algum encantamento ou somente comemorando a nossa volta.


Podia sentir minha pele arder tão forte a cada toque seu. Meu peito parecia que iria explodir a qualquer momento. Eu finalmente estava ligado à você.


E infelizmente aquela maldita falta de ar surgiu nos obrigando a afastar minimamente.


Nossos olhares nublados pelo desejo se encontraram. Seu sorriso acompanhou o meu e novamente me vi perdido na sua imensa beleza.


— Eu... senti sua falta... – Em um fiapo de voz declarei o que deixei guardado a espera desse momento.


— Também... senti a sua falta... – E assim como eu, deixou que sua voz me alcançasse.


Meu sorriso se alargou ainda mais enquanto o seu ganhava aquele mesmo brilho encantador.


— Eu te amo.


— Eu também amo você.


E foi nesse momento que eu me toquei de algo.


O motivo de todos os nossos memoráveis momentos serem no Natal.


Sempre naquele mesmo intenso frio, vendo os flocos de neve caindo em direção ao chão enquanto compartilhávamos um abraço quentinho.


Por que assim como os flocos de neve caem no inverno, eu caio por você todo natal, Jeon Jeongguk.



*NOTAS*


Espero que tenham gostado dessa belíssima história 💞

A capa divosa foi feita pela minha amiga @YOONIERIS amo vc demais por isso nunca desista de mim, sempre irei estar aqui para cuidar de vc 💓😔✊💞💞

Twitter: @stephy_lilian

CuriousCat:
https://curiouscat.me/stephy_lilian

Até uma próxima história 💜

19 de Julio de 2019 a las 01:35 0 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Ageha Sakura >> why do you still wishing to fly? >> taekook is a cute world sope ; bwoo ; kaisoo ; markson ; hyudawn twitter: @stephy_lilian [Ficwriter]

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