Escola Harukaze de Magia e Estudos Seguir historia

felipemukurovongola Felipe Mukuro

Magia é muito mais do que dominar elementos, muito mais do que emanar energias e ser um com a natureza. Ser um mago é tomar para si a responsabilidade de construir um futuro melhor, onde magos e civis andem juntos pela paz. Esta missão vem sendo preservada por uma instituição que há anos vem lutando para encerrar a Magidemia e unir nações, a Escola Harukaze de Magia e Estudos, no coração do Japão. E desta vez não é diferente e às margens do The Mage, a competição anual de combate entre escolas mágicas do mundo todo, a aposta alta é Kazuki Fujieda, o pior e mais desleixado aluno. Ao lado de Lisa Hardwick, o demônio ruivo, Kazuki terá de se mostrar apto tanto para encarar o desafio da competição e de seus intensos treinos, como também conhecer um novo mundo de aliados, companheiros, inimigos, traidores e terroristas que pretendem acabar com a chance de paz com os civis. Em meio à guerra, virá o vento primaveril para soprar e te mostrar que mesmo na dura realidade há magia. Basta segui-la. Basta senti-la.


Fantasía Sólo para mayores de 18.

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Dilema do Dissidente


Olá amigos, tudo bem? Aqui se inicia uma jornada mágica, uma nova realidade paralela à nossa onde magia, amor, lutas e o terror de uma guerra caminham conosco, de uma fagulha o fogo se inicia e a magia é sua aliada. Sejam muito bem-vindos à Escola Harukaze de Magia e Estudos, no coração do Japão. Desde já quero agradecer de coração pelo apoio da incrível amiga @LuInoue, nesta nova casa depois de muitos anos terríveis em outra plataforma e que este recomeço tenha o sabor doce da volta da paixão e da dedicação, da verdadeira magia. Basta abrir os olhos para ver, e eu convido vocês para enxergarem comigo este novo mundo. Estão prontos?



Distrito de Shinjuku, Tóquio, Japão, 1999.


A madrugada soava fria e sorrateira por entre os becos e vielas. A noite se alongava através das vidraças das concessionárias e lojas tradicionais pelas ruas. Os letreiros de neon do comércio noturno criavam rotas, caminhos por entre a iluminação dos postes e a negritude de avenidas mais longínquas. Poucos transeuntes se aventuravam em barraquinhas ambulantes de lanches e bares abertos onde se era possível comer àquela hora. O trânsito cessara. Os cidadãos se recolheram. O vento soprava solitário. O som do trem na estação de Shinjuku e os miados eletrônicos de uma estátua de brinquedo do gato Doraemon em frente á uma loja de doces eram sinais de vida na imensidão obscura. Tenebrosa obscuridade.


Em meio aos intrincados becos e acessos do distrito, passos apressados e ininterruptos ecoavam pelos cantos. Uma respiração ofegante se fazia ouvir e sua sombra contrastava com a luz da lua sobre o piche do asfalto. Ela corria cautelosa, temerosa e prevenida, mas corria desesperada. Seu coração sairia pela boca. Nem mesmo o ar frio lhe refrescava e o medo constante a fazia esgueirar-se em cada muro a fim de evitar seus perseguidores. Estavam à sua caça! Sua e de algo a mais. Algo que teria de proteger com a sua vida.


Olhava incessantemente para o relógio de pulso para averiguar a hora. Cada minuto perdido durante a missão era um minuto perdido na retirada de sua guilda e no retorno seguro para sua casa, para sua terra. Estavam em território estrangeiro, em área inimiga e vulneráveis ao que quer que os espreitasse pelas sombras. Puxou ávida o pequeno rádio de sua cintura e contatou seu parceiro de equipe, sem baixar a guarda.


— Satoru, na escuta? — Indagou, ofegante e tentando disfarçar o nervosismo. Espiou através do muro a larga avenida mal iluminada e percebeu a rua deserta. Um possível ponto de fuga.


— Por que está demorando tanto, Anna? — Uma voz jovem e chiada a respondeu, provavelmente a interferência do sinal era forte devido aos prédios ao redor. — A guilda já está pronta e o equipamento também, estamos á sua espera! Vamos embora logo!


— E-eu... Estou sendo seguida! — Exclamou Anna, receosa. — Estou com o pergaminho e já estou perto, mas parece que um grupo está atrás de mim.


— Vamos mandar alguém aí, apenas fique onde está! Pode nos mandar a sua localização?


— Não, se precisar de ajuda eu falo! Há algum traço de centelha mágica aparecendo no radar de vocês? — Indagou Anna, também verificando no seu radar portátil por algum sinal. Nada.


— Aqui não está aparecendo nada. Deixe de ser teimosa, Anna. Vou mandar o Vince aí para te ajudar, tá na cara de que estamos em possível perigo. Nada pode arriscar esta missão e muito menos você!


— E é por isso que estou mandando vocês permanecerem onde estão! – Ralhou Anna, ríspida. — Apenas estejam prontos para minha chegada. Quero fugir deste inferno o quanto antes...


Cautelosa, preparou-se para sair de seu esconderijo após verificar se havia movimento na extensa avenida. Sorriu aliviada ao perceber que não havia nada. Em uma rápida corrida, atravessou a rua e se pôs a correr em direção ao local de encontro onde a guilda Hawkeye já estava preparada. Seus parceiros de equipe com certeza reclamariam de seu atraso. Respirou vibrante ao pensar no avião de volta para casa, em seu lar em Phoenix, Arizona, no casarão colonial de seus pais. O velho Theodore lhe encheria de sermões, mas este era o preço a se pagar por sair em missões urgentes e de última hora. O que mais a fazia sorrir era a chance de pegar sua filha nos braços novamente e apertá-la contra o peito. A pequena Lisa já estava crescendo, falando as primeiras palavras e aprendendo os primeiros passos e a inevitável cena de seus redondos e fofos pés caminhando em sua direção a fazia derramar algumas lágrimas. Seu rechonchudo rostinho branco era uma memória viva aonde quer que fosse. Aquela tarefa estava prestes a acabar... E a segurança de sua terra natal já a aquecia só de imaginar.


De repente, um contínuo bipe a desconcentrou de suas memórias. Parou por um instante e puxou o radar de sua cintura, verificando o que estava sendo detectado. Seus olhos arregalaram-se, surpresos. Um sinal, um ponto estava sendo emitido numa localidade muito próxima da sua, piscando em vermelho ininterruptamente. Um suor frio escorreu por sua testa. Não demorou muito para perceber uma intensa luz que surgira do nada, atrás de si e projetou sua sombra à frente junto com o crescente calor. Hábil, jogou-se para o lado a tempo de evitar a enorme bola de fogo que por segundos não a engoliu. A esfera flamejante voou veloz até a vidraçaria de uma loja do outro lado da calçada, explodindo-a e causando um estridente estouro, incendiando instantaneamente o estabelecimento. Assustada, Anna levantou e virou-se abrupta, encarando o que a havia atacado. Engoliu em seco. Temerosa, recuava a passos apertados.


Lentamente, calmos, eles se aproximavam. Eram indistinguíveis, vestidos até os pés por longos mantos e capas que os cobriam por completo. Estavam encapuzados e a pouca luz dos postes evidenciavam uma máscara de tecido que tampava seus rostos até os olhos. Caminhavam sem pressa. Suas presenças eram intimidadoras e Anna sentia o crescente pavor lhe atravessar a espinha. Um grupo de oito que se dividiam em quatro pela esquerda e direita enquanto a cercavam, pacientes. Desesperada, Anna os observava e já imaginava qual era a intenção daquele misterioso grupo: roubar o pergaminho da “Maldição” que estava em suas costas, sob seu poder. Rondavam-na silenciosos e a estudavam com o olhar à procura de uma brecha sua para o iminente ataque. Corajosa, a maga gritou:


— Quem são vocês?


— Quem somos nós...? — Zombou um deles, caminhando em sua direção. — A pergunta certa é quem são vocês, forasteiros? Se aventurando longe de casa, em terras estrangeiras e levando algo que não pertence a vocês!


— Reivindicamos este pergaminho à nossa escola pela lei e legalmente temos todo o direito de levá-lo do Japão! — Exclamou Anna, retirando o pergaminho de suas costas e o agarrando firme. O medo a fazia transpirar enquanto posicionava-se para lutar. Era claro que fariam de tudo para tirar o item de suas mãos.


— Escute americana, este item pertence a nós, aqui é o berço da magia e sabemos o quão omisso é o seu Conselho ocidental sobre isso. — Riu o misterioso homem, num tom irônico. Levantando a mão em direção à maga, ela percebeu que a enigmática figura usava luvas negras que a impossibilitava de ver a tatuagem tributária de seu atributo em suas mãos, muito menos uma possível tatuagem de sua escola. Logo os outros membros do grupo também revelaram suas mãos e todos trajavam luvas. Era óbvio que estavam escondendo suas tatuagens tributárias dos atributos e suas respectivas escolas para que a maga não os investigasse... Caso saísse com vida dali. Não demorou a que começassem a emanar energia de suas mãos, preparando o ataque enquanto a cercavam num circulo fechado. Exauriam uma progressiva luz e concentravam lentamente as centelhas em suas palmas. Rápida, Anna também exauriu sua Mana e concentrou as centelhas em suas mãos, fazendo brilhar suas tatuagens do atributo Aquam em sua mão esquerda e da escola Thundero em sua mão direita.


— Podem vir malditos! — Afrontou Anna, pronta para se defender. Com um sinal de cabeça, o homem ordenou a outro membro que disparasse o ataque. Rapidamente, o mago correu para frente e vociferou extasiado, concentrando uma fagulhenta e vermelha carga em suas mãos.


— IGNIS! RAJADA CARMIM!

Em uma ligeira explosão, uma intensa e voraz rajada de fogo foi disparada em direção a Anna. Num ágil movimento, a jovem apontou sua palma ao ataque e pronunciou em voz alta.


— AQUAM! FÚRIA TORRENCIAL!


Numa fração de segundos, uma poderosa enxurrada de água ininterrupta arremessou-se contra as chamas e um estrondo ecoou com a colisão das magias. O fogaréu fora apagado pelas águas, dissipando uma quente e propagadora fumaça que tomou conta da avenida. Através do ascendente vapor era possível enxergar as luzes das manas sendo exauridas pelos inimigos. Anna não baixava sua guarda enquanto aguardava o próximo ataque.


— Usuários de Ignis? — Caçoou a maga, rindo alto. — Esta batalha já está acabada!


— Para sua infelicidade... Não! — Articulou o encapuzado, aproximando-se de Anna. — Esta cultura de fraquezas e resistências não está difundida aqui em nossas raízes. Está em um mundo bem diferente... Porém eu estou aberto a um acordo, o que acha?


— A-acordo? — Indagou a jovem, estarrecida.


— Sim, uma pequena trégua. Você é líder de sua guilda, uma maga forte e uma incrível mulher. Não tem porque alguém tão jovem e cheia de planos e ambições morrer por causa de um mero pergaminho que caiu em suas mãos. Façamos um trato, você nos entrega o item e deixamos você ir em paz. Poderá voltar para sua casa, abraçar seus velhos pais... Beijar a pequena Lisa... — Riu o homem enquanto estendia sua mão à Anna.


— UM MALDITO TELEPATA! — Vociferou Anna, exaurindo sua mana ao máximo. — Este não é apenas um pergaminho e conheço homens como você, que voltam atrás com sua palavra. NÃO ESCAPARÃO ILESOS! AQUAM! VORTEX ESPIRALAR!

Uma cristalizada energia explodiu violentamente das mãos de Anna e logo num clarão azul originou-se uma imensa tromba d’água coberta por raivosas ondas que engoliram os oponentes, varrendo-os de sua frente enquanto os arremessavam para longe. Entre a tormenta, percebeu que alguns haviam desviado de sua magia e para sua surpresa o desconhecido homem pulou em sua direção... Completamente intacto. Concentrando sua mana, ele gritou em um comando.


— AURULA! FOICE AERIFORME!


Não houve tempo de reação, apenas uma lancinante e aguda dor atravessando seu corpo até o ombro esquerdo. Um afiado e faiscante vento a cortara profundamente, lançando-a de forma brutal até o outro lado da rua e a fazendo colidir contra um muro. O choque lhe rendera alguns ossos quebrados. Era provável que o maldito oculto encontrou uma abertura entre sua magia e usou um ataque de longo e estreito alcance. Sua visão estava comprometida. Seu sangue escorria em um mar incessante sobre a calçada. Suas pernas e braços não a obedeciam. Uma insuportável dor a afligia e enquanto lutava para respirar, tudo o que vinha à sua mente era a imagem de Lisa... À sua espera.


— Matem-na! — Ordenou o homem. — E recuperem o pergaminho!


✽+†+✽――――✽+†+✽


Morioka, província de Iwate, Japão, 2019, dias atuais.


“A magia é a forma de vida e sinergia natural mais antiga e misteriosa que existe. Um dom, um ciclo da natureza que se originou há milhões de anos atrás com o fenômeno do Big Bang. Desde então a magia é compartilhada pelo que chamamos de Ciranda Elementar aos seis principais elementos da vida na Terra. Água, Fogo, Ar, Terra, Trevas e por fim a mãe de tudo... a Luz. Assim que nós, homens, surgimos de nossos ancestrais, já conhecíamos os primórdios da magia em seu estado mais puro na natureza e este laço nos acompanhou firme durante os consecutivos anos da evolução humana e teve seu ápice durante o período Edo do Xogunato Tokugawa aqui no Japão, no tempo dos Samurais e senhores feudais até a Era Meiji , onde a arte mágica ganhou imenso destaque e seus ensinamentos partiu de nossas terras para o ocidente, para a Europa, América e países asiáticos. A primeira e pioneira escola de magia japonesa criada foi na antiga província de Satsuma em cooperação com o primeiro Conselho Regente de Magia criado pelos Daimyo... O- o que é isso, que barulho é este...”


Irritado, o professor largou o livro sobre sua mesa e olhou atento como um falcão para seus alunos, ávido por descobrir a origem do som que atrapalhara sua explicação. Retirou os óculos para encarar com nitidez a expressão de cada jovem enquanto caminhava até eles. Todos permaneciam quietos, apenas os contínuos bipes e ruídos digitais eram ouvidos. Paciente, perguntou calmamente.


— Quem está fazendo estes barulhos? Estamos em plena aula e não admito interrupção durante minha matéria... Por favor, se apresente o responsável!


No mesmo instante a turma inteira apontara para o responsável pela interrupção. Todos os dedos mirados em uma única direção, a costumeira classe onde ele sempre sentava. As expressões de seus colegas eram diversas, desde indignação por atrapalhar a aula até risos debochados. Mas ele não as via, eram imperceptíveis já que tudo o que via à sua frente era a pequena e colorida tela de seu console, um Nintendo 3DS, no qual jogava a paixão de sua vida: um game de The Legend of Zelda, Ocarina of Time. Despreocupado, de pés para o alto e recostado em sua cadeira, vibrava a cada jogada e golpe de seu personagem favorito, Link, sem se importar com o mundo ao redor. Bocejava enquanto coçava o volumoso cabelo azul, soltando um palavrão a cada movimento errado que seu personagem dava e rindo frenético após cada vitória.


— Você de novo, rapaz? — Questionou o professor, perplexo. Aquela situação já era rotineira e comum na escola, naquela turma. Não havia um único professor que não confrontara o baderneiro, preguiçoso, irresponsável, imaturo, desaforado e quebrador de regras... Kazuki Fujieda. Conhecido entre os funcionários da Escola Harukaze de Magia e Estudos como a “Peste Anilada”, “Vadio ordinário”, “Praga dos infernos” entre outros codinomes carinhosos, Kazuki era problema não apenas para os tutores mágicos como uma grande dor de cabeça também para o diretor Daisuke Matsumoto, uma constante visita (inconveniente) em sua sala. — Sr. Fujieda, poderia por favor guardar este game antes que eu o confisque? Está mais uma vez atrapalhando a aula!


— Que game, Sr. Yarubo? — Indagou o jovem, desligado, focado apenas em seu game.


— Ora, está se fazendo de idiota garoto? — Ralhou o tutor, bravo. — Por que sempre tem de fazer isso? Qual é o seu problema? Não vê seus colegas se esforçando para estudar e aprender novas magias?


— Meu problema são estas galinhas que não param de me atacar... — Bufou o rapaz, revirando os olhos. — Mas assim que eu pegá-las...


— Chega! Fora da minha sala! Vá para o gabinete do diretor agora!


— Não posso, estou no meio de uma batalha mortal e acirrada, Sr. Yarubo, minha estratégia depende dessas Cuccos e...


— VÁ AGORA! — Gritou Yarubo, furioso.


— E lá vamos nós de novo... — Sussurrou Kazuki, inconformado. — Posso pelo menos salvar meu jogo? — Porém a carrancuda expressão de seu professor lhe dizia que não.


— Mandou bem de novo, otário! — Zombou um de seus colegas, fazendo os outros rirem enquanto Kazuki saía de sua classe. Ignorando as gargalhadas, o estudante fechara a porta atrás de si e caminhava vagaroso á sala do diretor. Mais um fatídico dia de suspensão ou detenção após as aulas, sorte se pudesse ficar na biblioteca onde podia jogar em seu celular no modo silencioso, como o perito em jogatina discreta que era. Torcia para que o sermão do diretor Matsumoto não durassse mais de dois minutos. Se fosse suspenso, passaria à tarde no pequeno fliperama de Morioka ou iria à casa de Toriko, seu melhor amigo, jogar RPG de mesa. Encheria a barriga de doces e refrigerantes. Já ansiava pelo gosto da contraditória liberdade. Parou em frente à porta da diretoria, abrindo-a devagar. Fora abordado pela secretária.


— Olá novamente, menino! O que vai ser hoje? Castigo ou só sermão? Se eu ganhasse um iene a cada vez que te vejo aqui...


— Engraçada... O velho está aí?


— Como sempre... Está a sua espera! Mas eu não cantaria vitória antes do tempo, hoje ele está estranho...


Kazuki adentrou cauteloso na sala. Não demorou a enxergar a austera e séria figura de seu diretor de costas, fixado à janela e observando o pátio externo. Silencioso. Não notara a entrada do aluno em seu gabinete, ou parecia estar distante em pensamento pela forma como olhava pelo vidro. Rindo de leve, retirou os óculos do velho semblante e virou-se para Kazuki , sentando-se em sua mesa. Encarou o rapaz por um instante, reflexivo e analítico. As expressivas linhas em seu rosto demonstravam um homem vivido e experiente, com seus cabelos alvos penteados para trás e uma fina barba a correr-lhe pela face. Enigmático, puxou um folheto colorido de sua gaveta e o pôs sobre a mesa, indicando para que Kazuki sentasse.


— O-olhe diretor... – Balbuciava Kazuki, nervoso. — O senhor sabe que eu sei onde isto vai chegar... Então podemos pular essa parte do sermão e irmos logo para a suspensão ou o castigo na biblioteca, afinal o senhor sabe que é inútil... A minha mãe tá trabalhando, já aviso que ela não virá e o meu irmão...


— Cala a boca e senta aí, moleque! — Exclamou Matsumoto, pacifico. Diferente de outros dias, realmente estava estranho. — Precisamos conversar!


— T-tudo bem! — Esboçou o garoto, temeroso.


— Vou ser direto ao ponto, Sr. Fujieda, então não se preocupe que hoje não haverá sermões. — Falou Matsumoto, entregando-lhe o panfleto.


— O que é isto?


— É uma nova porta que abrirá para você... Kazuki... Preciso de sua ajuda!

1 de Agosto de 2019 a las 01:14 8 Reporte Insertar 8
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Lu Inoue Lu Inoue
Olá gato! Olha, é uma verdadeira pena que as mimizentas do feminismo não perdem seu tempo com leitura, pois estou ocupadas chamando Mortal Kombat de racista, machista, implicando com os beijo da Misato e do Shinji o chamando de abuso, revivendo a polêmica sobre o estupro da Caska, entre outras pérolas nojentas do atual e afetado mundo geek, porque se elas curtissem uma obra de verdade que gosta de empoderar uma mulher, dariam chance a Harukaze. Rapaz, ainda me lembro da minha cara de espanto e admiração pela Anna. Mulher, mãe, forasteira. Lutando contra o desconhecido, pois nem teve chances de estudar os inimigos e saber ao certo com o que estava lidando.Uma líder inteligente o suficiente para morrer lutando, mas não morrer com a desonra de cair na lorota do telepático. Foi um grande começo, uma apresentação fenomenal e diferenciada e dói no core saber que a Lisa cresceu sem todo amor que Anna tinha por ela. E de repente vem essa mudança gostosa, para os tempos atuais. É brilhante se valer de um professor em sua classe a explicar sobre a harmonia da magia com o mundo, enquanto apresenta mais do seu universo para os leitores. Reparei que você reduziu o tamanho dos parágrafos, o que deixou bem confortável e fluido. E as galinhas, tem razão isso é uma batalha acirrada mesmo kkkkkkkkk E claro que eu tenho que rir dos apelidos carinhosos que Kazy recebe na cçasse. Mal sabe ele , seu austero diretor ta assando sua batata, antes fosse detenção, antes fosse, sabe de nada, inocente. Curtindo como a primeira vez. Até breve, boa sorte no recomeço. Beijos!
27 de Agosto de 2019 a las 14:47

  • Felipe Mukuro Felipe Mukuro
    Olá gata! Muito obrigado sempre por todo esse carinho, dedicação e apoio à Harukaze, kkk olha dou graças a Kami que essas loucas estão longe de Harukaze ou teria que aturar o mi-mi-mi e socorro... Realmente, é ruim quando você se mune de preceitos e virtudes, de armas e receios antes de conhecer uma obra, de dar chance a algo que possa até mesmo ir contra algum princípio seu às vezes, porque no fundo não sabemos o que vamos estar perdendo e isso vale pra tudo na vida, tudo mesmo. É como um Takari desejar ler Kenyako para pelo menos entender, ver se de fato o shipp alheio é tão inferior assim como pensam, é como a feminista largar mão de ser militarista só porque em tal trama a mocinha lá sofre um estupro ou é agredida. Muitas vezes ir contra é deixar de ver a arte como deve ser vista, somente como arte. Harukaze tem sim boas personagens femininas que encaram de frente o perigo de lutar entre homens, de usar magia para seguirem seus ideais e não quererem tratamento maior ou menor à este, mas somente o que merecerem e dentro desse universo, homens e mulheres sofrem juntos. Anna é forte, é destemida, pode ter falhado em não querer ajuda ou puxar toda a responsabilidade de liderança para si naquele momento, mas acima de tudo provou seu valor ao abdicar de Lisa, de voltar pra sua terra, de deixar de ser mãe para cumprir sua missão e morrer por ela e isso sim supera o feminismo. Não o medo de morrer por ser mulher, mas o medo de deixar sua filha sem mãe e claro, deixar de ser mãe. Assim como Minato em Naruto que alegou que fugir de sua pátria é amaldiçoar o futuro de seu filho, Anna também seguiu sua cruz, o propósito que infelizmente muitos magos já pagaram duramente: a morte para o ódio. Kkkkk sim, eu amaria uma aula dessas e mataria o Kazy por ficar atrapalhando, coitado, mal sabe o que espera por ele. Particularmente eu amo muito esse dilema da dor kkk, Kazuki em breve reconhecerá que aceitar seu propósito é a luta da sua vida. E sorte tenho em ter você como parceira, AMIGA PARCEIRA, juntos vamos alcançar a bainha dos deuses! Beijos <3 1 de Septiembre de 2019 a las 23:37
Karimy Karimy
Olá! Tudo certo? Escrevo-lhe para parabenizá-lo pela Verificação de sua história e deixar um feedback sobre seu primeiro capítulo. Fiquei bastante impressionada com o desenvolvimento da apresentação desse novo mundo que você criou. Não me senti perdida em momento algum; pelo contrário, o ritmo da apresentação dos personagens e também da introdução do surgimento da magia e demais elementos é um ponto muito forte da história. Ficou bastante coerente e fez com que eu me sentisse próxima de tudo. Outra coisa que chamou bastante minha atenção foram os personagens. A Ana é uma mulher madura e isso vai ficando mais explícito conforme a vida dela vai sendo exposta. As ações dela também mostram que ela é uma pessoa experiente e focada. Em contrapartida, quando Kazuki foi apresentado, a narração se tornou um pouco menos tensa e mais engraçada, o que combinou muito com o personagem e ajudou a expor a realidade diferente de vida dele com relação à da Ana. Isso é muito bacana, porque estou falando apenas do primeiro capítulo da sua história e sinto que já seria capaz de diferenciar um personagem do outro através da narração mesmo antes de o nome deles ser mencionado. A estrutura do texto também ficou muito boa. Na primeira parte, consegui sentir a pressão que Ana sofria por causa da aproximação dos mascarados; o tom narrativo contribuiu muito para criar a atmosfera perfeita para tudo o que estava acontecendo. Na segunda parte, não me senti confusa com a mudança de humor da narrativa, porque ela foi apresentada de uma forma gradual e bastante convincente. Com relação à escrita, só tenho uma observação: é importante tomar cuidado com o uso da crase, como em "em frente á" em vez de "em frente à", pois o fenômeno da crase é virado para o lado esquerdo, diferente do acento agudo, que é para o direito. É uma coisinha pequena, mas que queria deixar exposta para caso decida fazer uma correção. Bom, parabéns mais uma vez. Sua história está incrível e cativante.
15 de Agosto de 2019 a las 07:43

  • Felipe Mukuro Felipe Mukuro
    Olá Karimy! Primeiramente, muito obrigado pelo excelente trabalho de verificação da minha obra, me sinto grato e contente por sua atenção, muito obrigado. Em relação ao capítulo, fico extremamente feliz que você tenha gostado, é um projeto ambicioso, o trabalho de uma vida e ter essa crítica construtiva, acirrada e bem estruturada realmente me ajudou muito. Anna é mesmo uma grande personagem e Kazuki, o protagonista, ainda será bastante trabalhado e fiquei aliviado em saber que estou no caminho certo na questão da troca de narrativa, da densa e pesada para a mais cômica, muito bem observado. É difícil caracterizar assim cada personagem de maneira concisa e sua opinião me auxiliou a continuar, bem como seu olhar sobre a crase e que vou sim corrigir, obrigado pelo toque. Agradeço muito pela dedicação e carinho, pelo bom trabalho e rapidez de entrega, sou novo aqui na plataforma e já me sinto acolhido por esta boa equipe. Grande abraço Karimy! :) 15 de Agosto de 2019 a las 21:20
Fluttershy 77 Fluttershy 77
Na madrugada abandonada tananananan. Ele está de volta e de capa nova, lindas, as duas a principal e a contra, parabéns! E eu estou aqui novamente para te desejar um feliz recomeço e que essa estoria linda conquiste muitos corações como conquistou o meu. Seguiremos juntos, recomeçar é viver! Beijos!
1 de Agosto de 2019 a las 22:39

  • Felipe Mukuro Felipe Mukuro
    Olá loba das lobas, como cê tá minha flor! Kkkk nossa, essa veio dos confins da extinta Eldorado dos funks <3 E estamos de novo no jogo, na banca, prontos para chutar bundas e rumo às estrelas! Muito, muito obrigado mesmo por continuar me acompanhando, por seguir comigo nesse recomeço e por todo o carinho de sempre, pelo apoio de ouro. Eu sempre digo pra Lu, ela trouxe uma grande e talentosa amiga junto dela, o pacote completo. Valeu lobona, juntos vamos nos reerguer! <3 2 de Agosto de 2019 a las 17:24
Andre Tornado Andre Tornado
Bem-vindo, meu amigo, a este novo espaço. Grande abraço!
1 de Agosto de 2019 a las 09:54

  • Felipe Mukuro Felipe Mukuro
    Olá amigo, muito obrigado pelas tuas boas vindas, é um prazer te reencontrar aqui! Grande abraço e até mais :) 1 de Agosto de 2019 a las 19:40
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