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Maldita tempestade

Choveu tanto, mas tanto, que a roupa amanheceu molhada no varal. Tinha sido uma tempestade nunca antes vista; com vendavais capazes de arrastar pequenas cadeiras de quintais, e derrubar grandes árvores. O chão de terra batida havia se transformado em lama, tudo estava sujo. Geladeiras, mesmo colocadas no alto estavam cheias d’água, água suja que não podia ser reaproveitada.

A enchente assustou a todos. Sempre chovia nessa época na cidade, mas com essas proporções era a primeira vez. As ruas estavam impregnadas de lodo, pessoas corriam tentando salvar o que fosse possível. Tinha gente carregando fogões, geladeiras, roupas; tinha gente carregando gente e gente empenhando-se para sobreviver em meio a tanto caos.

Como eram tristes e desoladores estes cenários. Onde só se enxergava destruição e não se vê nem um pingo de esperança. Mangueiras eram esticadas e torneiras foram abertas. Jatos de água limpa, porém, fraca, eram jogados nas calçadas. Moradores esfregavam suas vassouras gastas na expectativa de que aquilo ficasse como antes, mais digno.

Então o céu começou a escurecer outra vez, e um raio riscou o céu. A correria foi grande. As pessoas corriam para salvar o pouco que ainda restava, mas quando o aguaceiro começou nada mais adiantava. E foram lágrimas misturadas com chuva, desespero e gritos misturados com o barulho dos raios e tristeza, mas muita tristeza ao ver que tudo que fora conquistada a custa de muito esforço estava sendo levado pelas águas. E quando o morro veio abaixo e casas foram soterradas a dor foi maior; três crianças, uma com dois anos, outra com cinco e mais uma com sete estavam debaixo da lama, sem vida e sem sorte. Pobre gente, pobre vida, maldita tempestade.

6 de Julio de 2019 a las 17:32 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Fernando Camargo Escrevo desde os oito anos de idade, culpa da professora de português. De tanto gostar de fazer isso (escrever), resolvi estudar jornalismo. Formado, atualmente eu passo meus dias a criar personagens e novas histórias.

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