Cuento corto
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Um copo de leite, por favor.

O que começou como um simples conto soberbo vidrado ao clichê matinal de uma página de jornal rodeado por uma mesa de café, tornou-se uma completa indagação existencial.

O simples tornara-se muito mais difícil e o difícil um complexo elevado a mil potências inexistentes. Os arrodeios rotineiros não passavam de apenas uma plenitude interligada a uma dose de solitude.

As manhãs não passavam de uma simples dose diária de monotonia, que me levariam ao auge do apogeu de um eterno pensamento eloquente de vida. O quão ruim ou o quão bom poderia ser ? Talvez, de alguma forma, algo não precisasse estar ali, e se eu estivesse intervindo?

O café esfriava, e eu nem havia bebido sequer um gole, mas já não fazia diferença, meu apetite já tinha se esvaído, assim como toda a vontade de fazer algo.

Todo aquele barulho de chuva caindo, me fez pensar ao entardecer, o pôr do sol, o simples guarda-chuva se abrindo e as pessoas correndo para se protegerem de uma simples chuva, por que elas não querem se molhar?

Por que todo o usual se tornou o casual e não o formal?

O autor de cada poema, de cada texto, já não era si mesmo, mas um própio personagem que criara para todos, e principalmente para si. Talvez, de alguma forma, poderia ser medo?

O que causara tanto alvoroço para que nós fechássemos? Como uma flor, que ao toca-lá, fecharia lentamente, mas rapidamente vista de outra forma. Modo, frequência e ação.

O café, que antes quente, agora se encontrava frio, isso causou uma ação. Simplesmente poderia ter levantado e feito outro, ou ter ficado ali, esperando que algo acontecesse. Mas obviamente, nada aconteceria. Por quê ?

Porque simplesmente nos precipitamos. O que me garantiria que algo aconteceria se ali só tinha eu? O modo.

O modo pelo qual eu imaginava. De todas as indagnações que havia me feito durante todos os dias, nada me sobressaía áquelas lembranças. O toque, as palavras e as memórias. Talvez memórias póstumas fossem mais adequadas. O quão mais clichê poderia ser de um funeral sem ter ninguém para ir?

Por quais motivos e por quais oportunidades eu estava querendo? O que me motivava era a mesma coisa de cinco minutos atrás? E as minhas escolhas, decisões? Permaneceriam as mesmas daqui a dez minutos?

Simplesmente havia me sucumbido ao medo, assim como o anoitecer estrelado, mas nunca reparado, assim como o zumbido de uma abelhinha e a respiração de uma flor.

Erroneamente o piano começa a tocar, informando-me de que ainda estava ali, ou que poderia estar. Ele causava alvoroços de arrepios, uma série de frequências que em contantes, me dissipariam.

Nunca esperava estar em viças de palhas, espalhadas por um mar de cacos de vidros e areias de safiras. Só sabia que eu já não poderia contar comigo mesma.







3 de Julio de 2019 a las 02:17 0 Reporte Insertar 2
Fin

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