Saudade ※ jikook Seguir historia

xixisss Isis

O nós que eu e Jungkook fomos era o peso mais maravilhoso que eu tinha de carregar. ※ pjm♡jjk ※ universo real ※ angst leve


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13.

#lgbt #kookmin #jikook #jungkook #jimin #bts
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bogo sipda

보고 싶다. Bogo sipda.

É uma das formas de dizer que sentimos falta de alguém em coreano.

Eu já vi diversas pessoas se perguntando se é possível sentir falta daquilo que nunca teve. Nossos fãs mais recentes, por exemplo, às vezes falam disso quando vêem algo do nosso começo e, embora tenhamos crescido e evoluído e hoje possamos ter a certeza de que nem nós nem ninguém que nos ama iria querer estacionar naquele início, compreendo o sentimento de nostalgia.

Então sim, acho que é possível sentir falta do que nem teve.

Mas minha questão não é essa. Hoje, o que me pergunto é se faz sentido sentir falta daquilo que nunca perdeu. Porque mesmo estando juntos o tempo todo, parece que sinto.

Ouvi dizer que o português é o único idioma que tem uma palavra específica para esse sentimento.

Saudade.

Uma palavra única, com significado tão profundo, mas que tem uma suavidade surpreendente. Me agrada. Então acho que vale a pena dizer que tenho saudade de Jungkook.

Não. Não é saudade de Jungkook. Afinal todos os dias, em quase todos os momentos, posso ouvir sua voz, vislumbrar seu sorriso ou sua feição concentrada, sentir a maciez da sua pele e, vez ou outra, o aperto do seu abraço. E, na verdade, ainda que não pudesse, Jungkook é tão parte de mim que é como se fosse uma presença constante. Numa música que faça lembrá-lo, numa comida que já compartilhamos, num cheiro familiar… Então a falta que sinto não é dele.

A saudade, na verdade, é de nós.

Dos nossos olhares cúmplices carregados de segredos. Não segredos enormes, às vezes apenas uma piada interna ou uma lembrança boba, mas nossa piada, nossa lembrança.

Dos toques displicentes e ao mesmo tempo eletrizantes. De quando não éramos assim cheios de dedos um com o outro, mas sim duas pessoas que não podiam manter as mãos longe.

Das sutilezas escusas. Como um ajeitar de cabelo tinha um sentido a mais; ou um sorriso pequeno carregava grande significado; ou mesmo não se olhar queria dizer algo.

O nós que eu e Jungkook fomos era o peso mais maravilhoso que eu tinha de carregar.

Mas mesmo amando a carga, uma hora ela pesa demais e temos que soltar. E agora percebo como soltar Jungkook e nosso nós é mais doloroso do que qualquer desconforto causado por suportar o peso.

Mas não entenda mal, não dói estar perto dele. Doeria infinitamente mais não estar, eu tenho certeza. O que dói é essa sensação. Eu fico esperando o momento em que nossos fios vão se emaranhar de novo, porque meu âmago diz que é assim que tem que ser. Que soltamos agora, só pra desembolar, mas voltaremos a dor o nó.

É dolorosa a certeza mais incerta que já tive.

Enquanto espero ele terminar o ensaio de seu solo para voltarmos para o hotel dividindo o mesmo carro, porque hábitos antigos não se perdem facilmente, tento me convencer de que sequer há um fio.

O que há é a vida, o trabalho constante, a falta de tempo, as câmeras e o medo delas. As coisas que pesaram demais pra nós dois.

Será que se me concentrar no peso delas, serei capaz de ignorar a leveza que os toques dele me faziam sentir? Ou a suavidade que seus beijos tinham? Ou como tudo se tornava mais rarefeito a cada palavra de amor?

Não tenho tempo de chegar a uma conclusão antes de ele se aproximar secando o rosto úmido, a expressão cansada mas satisfeita, me perguntando se o vi voar.

É só que faço Jungkook, te observo voar e penso que, mesmo se você voasse para longe, eu ainda me sentiria privilegiado por poder sentir o vento advindo das suas asas.

Não é isso que digo, no entanto, e a conversa até o carro é mais profissional do que costumava ser; o silêncio na viagem curta até o hotel não pesa mas também não conforta; a despedida no elevador não machuca mas também não traz as antigas promessas.

Mas, como tem acontecido vez ou outra, penso ter visto algo em seu olhar, alguma centelha antes adormecida. Me iludir seria a pior coisa a se fazer, mas não pensar no que achei enxergar se mostra impossível sob a água morna e o relaxamento que ela traz ao corpo e ao coração doloridos.

E, vários minutos depois, um som familiar há muito não ouvido me desperta para possibilidade de que os ventos de seu voo possam ter reacendido a chama. De que haja sim um fio e que ele ainda esteja inteiro e próximo, esperando as mãos de formarão novamente o laço. De que podemos não ter mais os mesmos olhares, toques e segredos bobos, simplesmente por não sermos mais os mesmos, mas que isso não significa que não possamos criar outros.

O som é a melhor melodia que poderia ouvir. Duas batidas características; o ranger da porta abrindo após destravada; poucas palavras, mas pronunciadas pela voz que faz toda a diferença:

— Jimin-ssi, posso entrar?

Nem precisa pedir, Jungkook. Você nunca saiu.

29 de Junio de 2019 a las 22:17 0 Reporte Insertar 1
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