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noveluas Taynara C

Uma história de amor pode ser contada à partir de um término, e ainda assim ser uma história de amor. [JINKOOK]


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#romance #drama #gay #lgbt #lemon #boyxboy #boyslove #bangtan #jinkook #kookjin
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O término

Essa é uma história de amor, entre Jeon Jeongguk e Kim Seokjin. Sim, o título está correto e diz: término, não há o que eu possa fazer, ela começa pelo término do namoro de sete anos. O Kim mais velho tem vinte e sete anos e o mais novo vinte e quatro, e eles formaram o casalzinho perfeito da vizinhança pelos primeiros cinco anos, mas, algumas coisas começam a pesar a partir do momento em que tudo parece estável demais.

Há quem diga que três anos de diferença em uma relação cheia de amor não significa nada, mas eu posso dizer que nem sempre é assim tão fácil, sabe, há uma certa linha a ser cruzada aos vinte e cinco anos, e estar com alguém que já a cruzou, pode não parecer tão interessante para alguém que ainda pensa que está tudo bem em acordar na quarta-feira de ressaca da última festa do melhor amigo.

Sim, obviamente, Seokjin cruzou a linha, e Jeongguk ainda acorda de ressaca na quarta-feira, não todas, mas enfim.

E você pode pensar: “Ah, okay, então a história é sobre esse fato estranho sobre a linha dos vinte e cinco anos?” Não exatamente, mas sim, sobre tudo que há entre eles e que de certa forma foi dividido juntamente com a separação de lados da vida. Confuso? Um pouco, eu sei, contar a história de duas pessoas complexas não é fácil, então, não me apure ou eu posso te confundir mais ainda.

Mas vamos lá:

Quarta-feira, 6:47 da manhã.

— Não é disso que eu tô falando, Jeongguk!

O clima no apartamento era estranho, como o de um consultório onde o paciente espera a resposta de um médico. O mais velho estava escorado na janela, ainda com o copo de suco de maçã na mão, não fazia meia hora que ele havia pisado os pés de volta do plantão.

— Então sobre o que é? — o mais novo perguntou, debochado, ainda com o rosto amassado da noite mal dormida.

— O que quero dizer, é que chegar em casa e te ver nesse estado, mais uma vez atrasado pro trabalho e sem ao menos ter feito o mínimo esperado dentro de casa, é frustrante pra caralho, é só isso. — Jogou a cabeça para trás, cansado, com sono, com fome e decepcionado.

— Eu não faço isso todo dia, não fale como se eu fosse um inconsequente de dezessete anos, porra!

— Você só não tem dezessete anos… talvez tenha esquecido. — Entregou ao namorado sua melhor expressão cínica, antes de voltar à cozinha, deixando o copo ainda cheio e indo em direção ao banheiro, precisava mais do que tudo de um banho demorado.

Sabia que quando saísse, Jeongguk não estaria mais lá. Não era do feitio do mais novo encarar suas próprias falhas, para ele era mais fácil voltar à noite com o mesmo sorrisinho inocente e pedir desculpas. Seokjin não sabia se aguentaria ouvir aquilo mais uma vez, sabendo que no dia seguinte tudo estaria apagado e ele teria que seguir aguentando aquela rotina e fechando os olhos para a lei do mínimo esforço emocional que Jeon vinha levando aquela relação.

-

O elevador não funcionou por nada no mundo e Jeongguk teve que usar as escadas para descer os dez andares até a portaria, o que não ajudava em nada no fato de estar, inevitavelmente, atrasado. Ele até entendia o que Seokjin lhe dizia, mas ainda assim não concordava que aquilo era de fato um problema, oras, o que é uma louça sem lavar ou um cesto de roupa suja? Taehyung precisava dele na noite anterior e não é como se estivesse traindo o namorado, jamais faria isso e o mais velho sabia, então não entendia a razão de estar sempre aborrecido.

Pensou em mandar uma mensagem carinhosa, um elogio sincero, já que era impossível mentir sobre como Kim Seokjin era dono do rosto mais perfeito de toda a cidade. Mas, ao mesmo tempo que parecia uma boa ideia, parecia também invalidar o descontentamento dele, e isso não era o que ele queria. Jeongguk não era muito bom com as palavras e sempre acabava dizendo: nada.

Apenas continuou seu caminho para a pequena empresa de contabilidade. O chefe ridículo e explorador com certeza já havia descontado algo em seu próximo salário, que se duvidasse, chegaria à metade até o dia do pagamento. Seokjin definitivamente não ficaria feliz em arcar com mais uma ou duas contas. E por mais que o mais novo não enxergasse nada daquilo como empecilho para o relacionamento deles, algo na boca de seu estômago dizia que ele estava chegando em algum tipo de limite, e isso não o deixava nada sossegado.

-

Às duas e meia da tarde, Seokjin acordou do sono, que ao invés de deixá-lo descansado, apenas o fez acordar parecendo um zumbi. Ainda teria que encarar a pia cheia de louça, o cesto cheio de roupas, e ainda estudar pelo menos quatro capítulos para a prova de especialização em enfermagem pediátrica. Realmente precisava de mais doze horas de sono profundo e algum feitiço organizador para que aquela casa ficasse brilhando e com cada coisa em seu lugar. Mas, já que sua carta de Hogwarts nunca havia chegado, só lhe restou encarar tudo aquilo.

No meio do processo de colocar as roupas na máquina enquanto memorizava a matéria, ouviu o toque especial do celular, e só podia ser uma pessoa: Jung Hoseok. O mais velho agradeceu mentalmente e sorriu largo pela primeira vez desde o dia anterior; se pudesse iria até a casa do Jung para férias merecidas, mas sabia que isso causaria alvoroço demais e era justamente isso que ele queria evitar. Desbloqueou o celular e abriu a mensagem no aplicativo:

“Vc acredita q o Nam n me disse q ia sair mais cedo e nem passou por aqui hj ou seja tá me evitando!!!!”

Seokjin riu ao ler a constatação, provavelmente, errônea do amigo sobre o peguete. Pensou em responder um “cala boca seu maluco”, mas resolveu aproveitar e desabafar sobre o que ele tinha encontrado em casa mais cedo.

“E vc acredita q cheguei em casa e encontrei o Guk de novo atrasado, sem fazer uma porra dentro dessa casa e ainda agindo como se fosse perfeitamente normal? Cê acredita?”

A resposta foi mais rápida do que ele poderia imaginar, obviamente Hoseok estava com o celular nas mãos pronto para um pouco de fofoca e difamação alheia, ainda que os fatos não tenham sido alterados.

“KKKKKK pior q acredito, até quando hem?”

“Sei lá, tô deixando fluir…”

“Só que n tá fluindo, né?”

“Não me faz pensar demais, Hoseok!!”

“TÁ, mas hem, vem pra cá depois, sei q é sua folga hj :)”

O Kim considerou a ideia uma falta de respeito com o namorado, mas só por dois segundos, afinal, ele não agia como se aquilo fizesse diferença, na noite anterior passou a noite consolando o amigo e ao menos perguntou se ele estava ou não cansado, com fome, estressado ou qualquer coisa boba que se pergunta para o namorado. Seokjin gostava bastante de abrir uma mensagem interessada na hora do intervalo ou em entre um café e outro. Mas elas eram tão escassas que ao menos se lembrava o que Jeon costumava mandar.

Se decidiu e respondeu: “Eu vou mesmo, pede pizzaaaaa”.

-

Jeongguk entrou no apartamento às sete e trinta e dois, com um pacote cheio de profiteroles, os favoritos de Seokjin. Sua vontade era encontrá-lo jogado no no sofá, ir até ele e enchê-lo de beijinhos, seu coração ficou apertado demais durante o dia e tudo que ele queria, era estar com o mais velho e não largá-lo até a hora ingrata em que teria que se levantar. O único problema, era que ele não estava ali; as luzes apagadas, a pia limpa, o varal cheio, os livros e cadernos fechados.

Droga. Era o que sua mente gritava. Droga.

Obviamente que Seokjin não estaria na mesma vibe que ele, quando saiu de casa o mais velho nem ao menos respondeu sua despedida. Mandar uma mensagem era desperdício, ele não responderia ou atenderia uma ligação. Só o que restava era aceitar que ele aproveitaria a folga em outro lugar e esperar que voltasse.

Enquanto preparava algo sem graça para comer, depois de um banho rápido, o clima da casa ainda parecia o mesmo da manhã, como se a notícia ainda fosse esperada. Uma inquietação tomou toda a noite do moreno, jogou videogame, assistiu um seriado, checou as mensagens e lamentou a falta de qualquer notícia.

Bem que tentou mandar uma mensagem, um — oi, amor, volta que horas? — mas ela não foi visualizada, e seria muita audácia se Jeon ficasse meramente incomodado, já que faz basicamente a mesma coisa quando sai. Não havia combinado nenhum entre eles sobre esse assunto e no início Seokjin parecia bem mais tranquilo com tudo e talvez isso tenha feito o namorado ficar mal acostumado.

Okay, não se apresse em julgar nenhum dos dois, deixa isso para depois. Confia em mim, eu sei das coisas.

O relógio marcava onze e cinquenta e dois quando a porta foi aberta, e por ela entrou um Seokjin de expressão serena. Jeongguk não deu nem tempo para que o namorado passasse do hall e já estava ali, frente a frente com ele, ansioso e quase melancólico.

— Amor…

— Oi, Gukkie.

Eles se olhavam com um pesar desconhecido, uma vontade de espantar aquela nuvem estranha de cima deles. Não falaram mais nada, mas se aproximaram, Jeon queria muito beijá-lo e até esperou algum tipo de iniciativa, mas a tensão era estranha e ele não sabia lidar com ela. Avançou até o namorado, o abraçando pela cintura, se colando a ele. Olhou bem para os lábios bonitos, e os tocou, apenas os prendendo entre os seus, e Seokjin arfou, queria o contato tanto quanto o mais novo.

O apartamento estava silencioso, só se ouvia o barulhinho estalado do beijo longo. Seokjin foi encostado na parede mais próxima, sentiu a mão ansiosa de Jeongguk subir por baixo da camiseta, lhe tocando a pele quente. Queria muito aquilo, queria Jeon dentro de si mais uma vez, gemer para ele, o ver sorrindo ladino como gostava de fazer enquanto o estocava. Mas ainda assim, sentia que o certo era parar.

— Gukkie… — falou baixinho, afastando o moreno.

— O quê? Jinnie?

— Não dá…

O coração de Jeon apertou, parecia querer parar. Aquela era a notícia, a que seu estômago o avisou sobre, a que o fez ficar ansioso o dia todo. Algo dentro dele negava mil vezes que aquilo era uma possibilidade. Mas era.

Tudo pode desmoronar em apenas um segundo.

— Jin… eu sei, olha…

— Não, Jeon, não sabe — Negou com a cabeça, com os olhos marejados. —, eu tô muito cansado. Por favor, não vamos fazer isso do jeito difícil. Nós vamos conversar, claro que vamos, mas não hoje… Não hoje.

— O que quer dizer? Quer que eu vá embora? — Jeon perguntou, sentindo o peso do mundo sobre os ombros.

— Não, não… eu vou sair, só me deixe arrumar uma coisas.

— Você não pode simplesmente sair de casa assim…

— Não transforma isso num show, okay? — O olhou quase furioso, não queria brigar, e Jeon precisava respeitar aquela decisão, mesmo que parecesse cruel.

O mais novo bufou, irritado, frustrado, com medo. Seokjin realmente iria sair por aquela porta. Não havia muito o que ele pudesse fazer, a não ser tentar mais uma vez trazer o outro de volta a si. O fazer relembrar o toque, a voz, os porquês.

Tentou se aproximar mais uma vez, chamando-o pelo nome, suplicando, ainda que seu tom de voz soasse desesperado, Seokjin não abaixou a guarda e não se permitiu olhar nos olhos tristes do namorado mais uma vez.

Depois de poucos minutos, uma pequena bolsa preta estava cheia de coisas é o Kim estava pronto para sair dali. Jeongguk ousou pedir mais uma vez, para que conversassem, para que ele ficasse. Mas Seokjin não parecia disposto a mudar de ideia.

— Vou pro Hobi… não se preocupa. A gente se fala depois. — Encarou os olhos confusos, seu peito doía, não era fácil. — Desculpa, Guk.

E então ele saiu, deixando o apartamento insuportavelmente silencioso.

13 de Junio de 2019 a las 01:01 0 Reporte Insertar 0
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