Big Brother Seguir historia

sophiagrayson Sophia Grayson

Pois Lukas faria o que fosse necessário para cuidar de seu irmão mais novo, Emil.


Fanfiction Anime/Manga Todo público.

#fluffy #familia #drama #hetalia
Cuento corto
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Capítulo Único

Com passos curtos e atrapalhados de pequenas pernas infantis e pezinhos gorduchos, desprotegidos e sofridos pelo piso gelado do corredor, um menininho, assustado por um pesadelo, em que monstros o perseguiam e tentavam tira-lo de sua única pessoa importante para ele no atual momento. Lágrimas escorriam de seus grandes olhos safiras. Queria sua mãe, queria proteção. Mas a mulher tinha o deixado, com um irmão quem nem conhecia – na época – e sabia que existia.

Finalmente depois do que pareciam horas para o pequeno encontrou a porta do quarto de seu irmão. Pegou na maçaneta com dificuldade por ser muito alta e rapidez, abrindo o cômodo que era agraciado por um calor a mais vindo do aquecedor, diferente do frio corredor.

Emil Steilsson de apenas seis anos – no momento do abandono, quatro anos – teve diversos problemas pelo descaso de sua progenitora. Passou por muita dificuldade, transtornos, onde pelo trauma, parou de falar pelos primeiros meses – retornando com poucas palavras com o irmão – se isolando, evitando interações com outras pessoas, não confinado mais nas mesmas – o mais velho lutava com afinco para solucionar esses problemas – e adaptações em um novo país, a Noruega.

Para Lukas Bondevik, o irmão mais velho, fora uma surpresa não tão agradável. Não é todo dia que sua mãe ausente deixa uma criança desprotegida e adormecida pelo forte frio na porta de sua porta. Com uma pequena carta com desculpas esfarrapadas. Não gostava nem de se lembrar de quando o menino despertou, assustado e berrando. Não foi fácil acalma-lo e explicar o que acontecia. Mas, não deixaria sangue do seu sangue largado em lares adotivos.

Para isso mudou radicalmente seu estilo de vida e zona de conforto. Não era tão simples criar uma criança e sendo um adolescente com seus dezenove anos – com seus vinte e um, atualmente – que tinha acabado de sair do orfanato e recém-admitido na faculdade, pior ainda.

Arrumou um emprego, bem melhor do que estava, que por alguma gloria divina, pagava bem e o deixava trabalhar em casa. Mudou seu curso, que era de período integral, para semipresencial. Cortou os gastos supérfluos – ainda não teria seu smartphone de ponta – brigou com o Estado para a guarda efetiva do menino – não imaginou que teria de passar por isso, era claro para ele sua tutoria.

Mas, todavia, isso se mostrara ser a parte mais fácil. Difícil foi se relacionar com Emil, mesmo com ajuda de psicólogos e psiquiatras. Por meses achava que o menino o odiava. Não fazia birra ou algo do tipo. Era distante, além de não falar e ter seus transtornos e traumas adquiridos pelo abandono.

Incógnita, tudo girado ao albino era uma incógnita. Não sabia se estava com frio ou fome, se sentia alguma dor. Cansado ou com sono.

Lukas não sabia como ele mesmo não tinha enlouquecido. Não dormia direito preocupado, então estudava e trabalhava. Basicamente entrou em uma vida um tanto prejudicial para a mesma.

Até que um dia, quando se obrigou a sair de casa e levou a tiracolo o menor para um passeio no parque, como fazia todo fim de semana, este sendo diferente por dois motivos. Um: Sua amiga finlandesa estava presente, ela queria conhecer mais sobre o país que redizia no período estudantil – e também estava preocupada pelo isolamento do outro, mas não vamos entrar em detalhes. Uma moça que era a personificação da alegria, andava até saltitando. Dois: A filhotinha de cachorro Hana no qual seu irmão grudou o passeio inteiro. Mas não foi só por causa desses dois elementos que deu a “guinada” no comportamento do menor e sim quando o deixou só por cinco minutos com a moça.

Até hoje ele se pergunta o que a Tina disse, pois depois daquele dia – quando interrogada e nada afirmou – Emil começou a dar indícios de melhora, chegando até a surpreende-lo quando o chamou de irmão.

Bom, só tinha o que agradecer a ela. E o fez, mesmo não sabendo ao certo o que dizer.

Retornando a narrativa...

- Irmãozão? – a fina voz infantil chamava o rapaz de vinte anos, branco como leite, madeixas lisas e platinadas, dormia como pedra com cansaço acumulando do trabalho e faculdade, envolto de edredons grossos de diversas estampas – Acorde, por favor! – sacolejou de leve o braço do mais velho, que novamente não teve muito êxito. Seu medo infantil aumentou, assim como o choro – Mano!!!

Lukas acordou, assustado, mas não chegou a se mexer. Sentia as mãozinhas o puxando e sendo chamado em desespero. Letárgico, se virou para o menor, ficando apreensivo por vê-lo desmanchando em lágrimas.

Sentou-se apressado, ligando a luz do abajur ao seu lado, iluminado o pequeno e aconchegante quarto. O menino logo pulou na cama e se embrenhou entre as cobertas. Os curtos braços circundaram sua cintura.

- O que aconteceu, pequeno? – perguntou confuso o norueguês sonolento, correspondendo o abraço, embalando o menor, com uma dor no peito. Vê-lo naquele estado era deveras doloroso.

Emil enterrou sua cabeça no peito do maior.

- Os monstros! Eles querem me tirar de você! – sussurrou abafado, as lágrimas molhando o pijama do irmão – Não me abandone, irmaozão! – se encolheu mais ainda contra o corpo do loiro, com medo e receio. Não só pelo pesadelo em si que temia, mas que Lukas realmente o “jogasse fora” como a mãe fizera.

O menor sentiu o subir e descer do peito do fraco suspiro do mais velho. O embalou mais entre as cobertas, puxando um dos vários travesseiros para dar mais conforto.

- Está tudo bem, foi só um pesadelo meu pequeno – murmurou – Jamais te abandonarei – pegou o pequeno rostinho, fitando os olhos claros como céu sem nuvens – Nunca pense o contrário – beijou a testa. Não mentia, realmente não conseguia ver sua vida sem o mais novo, mesmo com todas as dificuldades.

Emil ascendeu, retornado a deitar a cabeça no peito do irmão. Os longos dedos faziam cafuné, cantando baixinho uma música de ninar, acalmando o menino aos poucos, logo adormecendo.

Desligou o abajur, vazando o olhar para o teto, demorando um pouco para voltar aos braços de Morfeu. De alguma forma sentia-se mais tranquilo com seu pequeno em seus braços.

11 de Junio de 2019 a las 21:30 4 Reporte Insertar 3
Fin

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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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Sakura Angeli Sakura Angeli
Eis aqui a história que eu tanto queria *---* Ai, gente, o Emil pequenino é tão fofo! Vontade de apertar mesmo sabendo q ele vá fazer cara feia kkkk Sophia, só para vc ter uma ideia, eu amei tanto essa história q eu utilizei parte do plot na fic q eu estava fazendo. A maneira como eles se relacionam e se tem esse amor fraterno (ainda q sejam, neste caso, "meios irmãos") são tão lindos q é difícil não se apaixonar <3 Maravilhoso!
12 de Junio de 2019 a las 22:51

  • Sophia Grayson Sophia Grayson
    Sim, postei por sua causa, já que está aqui rs. Ora obrigada. Foi muito difícil de sair essa história, demorei um tempão para postar e ainda fiquei receosa. Que bom que você gostou tanto, me fez dar uma atenção que ela ainda não tinha :3 Poxa, sério?! Quero ver depois a fic rs. Eles são muito fofos <3 Beijos, meu anjo, obrigada pelo carinho <3 13 de Junio de 2019 a las 04:01
  • Sakura Angeli Sakura Angeli
    Que bom q pude fazer vc gostar mais dessa história. Ela é mesmo muito fofa! ^^ A fanfic é a History Maker. É q vc não tinha chegado na parte em q eu abordava esse assunto, eu acho... 13 de Junio de 2019 a las 16:01
  • Sophia Grayson Sophia Grayson
    Ah, sim. Não, acho que estou no 3° capítulo. Vou ver se faço outra conta lá, mas não sei ainda. Todavia agora nas férias dou um pulo lá e leio alguma coisa. 13 de Junio de 2019 a las 16:59
~