Não Seja o Batman, Bruce Seguir historia

sophiagrayson Sophia Grayson

O que Thomas Wayne mais desejava era que seu filho fosse feliz, mesmo que isso que precise abandonar o manto e o fardo do Batman


Fanfiction Comics Todo público.

#tragedia #drama #dc #Renascimento #Rebirth #O-Bóton #Flashpoint #The-Flash #batman
Cuento corto
1
629 VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Capítulo Único - Deixe que o Batman morra comigo

No meio da escuridão que se quebrava em certo ponto com poucas luzes de luminárias que iluminavam a caverna, localizada logo abaixo de uma gigantesca mansão de uma das famílias mais poderosas de Gotham, ou o que pelo menos restou dela: A família Wayne.

Um homem cansado vestido com roupas pretas de morcego com alguns detalhes em vermelho, se preparava para o que seria seu fim, sentado em uma cadeira com estofado de cabeça baixa e com um dispositivo na mão, onde detonaria todas as bombas que já estavam implantadas por toda sua casa.

O motivo disso? O rei Arthur de Atlântida e Diana de Themyscira entraram em um acordo pela primeira vez para acabar com o Batman. No caso, matá-lo.

E como golpe Thomas Wayne não se deixaria ser morto de forma tão covarde. Pois dois exércitos contra um homem eram absurdos. Levaria todos com ele. E o homem finalmente teria paz e veria sua família novamente.

Olhou para a foto com porta retrato trincado, nela tinha ele, sua esposa e seu filho, Bruce, que de certa forma não pareceria muito satisfeito. Martha sorria amorosa e o Thomas um meio sorriso. Uma clássica foto em família. Uma das únicas coisas que sobrou para se lembrar dos bons tempos e das pessoas que amava.

Suspirou cansado. O alarme de quebra segurança soou, junto com um baque e quebra de vidros, dando boas-vindas. Eles tinham chegado. Posicionou o polegar para acionar as bombas, mas tão logo foi tirado de seus pensamentos e ações por um outro estrondo. Esse de dentro da própria Batcaverna.

Uma chuva de raios alaranjados percorreu todo o local e pedaços de algo como uma esteira de alta tecnologia se espalharam em todo lugar. E caídos no chão estavam uma figura conhecida, o velocista, Barry Allen. Aquele que prometeu que iria salvar seu filho e cancelar aquela realidade ou tempo, seja lá o que for, pois Thomas não entendia bem. O que não deu muito certo, pois essa realidade ainda existia. Era frustrante.

Logo percebeu o outro indivíduo estancou surpreso, mas se mantendo imparcial suas feições. Era outro Batman. Não precisou de uma análise mais profunda para saber que era seu filho, e quando o mesmo tirou a máscara para olhar o lugar melhor e tentar entender a situação, não teve dúvidas. Os traços, a postura, os olhos azuis vibrantes de Martha, mas, todavia, estes estavam opacos e tristes.

Era ele, o seu garoto. No início achou absurdo, mas quanto mais passava os segundos, mais aceitava que era o menino, já um homem adulto. Mas tinha uma coisa que não gostava do que via. A tristeza, amargura, a dor, a raiva e a dureza no rosto do outro que como o seu demostrava imparcialidade e marcas de estresse. Tinha a mesma tensão no corpo.

Era uma versão dele, movida pelo luto e raiva por não ter protegido seu legado. Por Martha ter enlouquecido, por basicamente tudo. Usando uma fantasia para recompensar o erro que achava que tinha cometido, afinal a culpa não era do Bruce, só foi uma tragédia. E neste caso nem de Thomas Wayne, se formos refletir.

Tudo o que o mais velho desejava era a alegria de seu filho. Seu maior presente, seu legado. Ser o Batman só causaria mais dor. Sendo mais claro, o Batman por si só era a definição de dor. Bruce não seria feliz dessa forma. Tinha que fazer algo.

Os soldados de ambos os exércitos entraram na caverna. Barry Allen afirmou precisava de um minuto e um pouco a mais – pois sempre se atrasava – para consertar a esteira e saírem dali.

Com ajuda de seu filho logo derrubaram os soldados de Aquaman e Mulher Maravilha. Seu menino era habilidoso, tinha que admitir.

Um tremor. O mundo estava se desfazendo, por algum outro motivo que foi explicado pelo velocista e não entendeu. Somente tinha em mente tirar seu filho dali, mas não antes dele escutar que era avô, Bruce tinha seis filhos. Seu coração se aqueceu por um momento. Seu filho ainda tinha chances de ter uma vida normal e criar bem os garotos e recuperar o tempo que havia perdido.

Escutou Flash gritar mais uma vez. Era agora ou nunca. Lançou o Batman mais novo na esteira junto com Flash, mesmo com protestos de ambos. Queriam que fosse junto.

Tirou a máscara mais uma vez. Seus cabelos grisalhos eram penteados pelo vento que a Força da Aceleração criava a partir da esteira. Tinha tempo o suficiente para dizer o que tinha que dizer.

Barry segurava Bruce para o mesmo não sair do equipamento. Poderiam acabar sendo levados embora junto com a realidade que desfazia.

- Bruce – chamou, fitando bem os olhos de seu filho. Não carregava tristeza ou amargura em sua voz. Era como se finalmente tivesse em paz – Você era tudo para mim e sua mãe, nosso maior presente. Me dediquei todo esse tempo por você. E vejo que fiz o certo, pois todas as minhas escolhas me levaram a te encontrar – sentiu alguns raios queimarem de leve sua pele, fazendo fechar os olhos por alguns minutos – Mas tinha uma coisa que queria ter colocado naquela carta e agora percebo ainda mais. Não seja o Batman. Viva sua vida Bruce, seja feliz. Não precisa ser sacrificar por mim e nem sua mãe. Nunca queríamos isso. Seu bem-estar e felicidade são o que mais importa para nós. Sendo o Batman, só vai atrair mais infelicidade. Seja um bom pai para com seus filhos, no qual não pude ser para você. Conversem, se entendam. E deixe que o Batman morra comigo.

- Podemos te salvar pai! – gritou o filho desesperado, quando finalmente a esteira os levou da mesma forma que chegaram, em um brilho de raios.

Thomas ficou parado por um tempo, o dispositivo de acionar as bombas novamente em suas mãos.

- Não se preocupe, Bruce, você já me salvou – atirou com toda a força o dispositivo, quebrando-o na parede da caverna.

Afinal, um Wayne não fica no chão, sempre se ergue. Não importa a situação. Essa realidade estava se desfazendo, mas não iria ficar parado. Com um grito se lançou pela luminosidade que extinguia o lugar.


Desejava e muito que seu filho fosse feliz agora, e que não atendesse mais o Batsinal. Foi um presente poder vê-lo por breves momentos.

2 de Junio de 2019 a las 20:48 0 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~