You are my Hero Seguir historia

lollipopmars Lollys Mars

Em meio a tanta coisa ruim, encontro em você o meu porto seguro.


Fanfiction Comics No para niños menores de 13.

#gay #marvel #au #peter-parker #harry-osborn #parksborn
Cuento corto
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Capítulo Único

Olá! Sou eu, o Peter!

Mas acho que você me conhece como Homem-Aranha, é que, nas horas vagas, eu faço bico como herói. Não ganho um centavo por isso, mas é bom saber que ajudei alguém.

Isso é maravilhoso, já que eu ajudo as pessoas, mas, é horrível, não tem como sobreviver sem ganhar nada, é por isso que eu trabalho como fotógrafo, o que também não paga muito. Isso é Nova York e o ano é 2019, todo mundo pode dar uma de fotógrafo com seus iPhones e vendê-las por preços baixíssimos ou até mesmo distribuir de graça na internet, o que faz com que caras como eu sejam jogados para debaixo do tapete.

Porém, essa história não é sobre mim e a minha falta de emprego, embora isso tenha sido algo muito recorrente ao longo da minha vida. Pelo menos não apenas sobre mim. Essa história é sobre como eu conheci o Harry. E o mais importante: de como nós ficamos juntos, como namorado e depois como maridos.

Caso você não saiba, em duas semanas, dia 26 de março de 2019 é o dia em que Harry e eu completamos um ano de casados. Embora, nossa amizade remonte a tempos bem mais antigos.

Nos conhecemos na escola. Aquele velho clichê de sempre, éramos amigos e tudo mais, e para ser sincero, eu nunca entendi o motivo de o Harry ter ido estudar lá, levando em conta todo o dinheiro que a família dele tinha.

Apesar do que possa parecer, eu não me casei com o Harry por interesse. É ele quem paga 99%das contas? Sim, mas só porque eu ainda não fui aceito pelos Vingadores. Sei que isso pode chocar alguns, mas, eu me casei com ele por amor. Sim. Eu amo o Harry, e ele é a pessoa mais importante de toda a minha vida. Acho que eu morreria por ele, se fosse preciso.

Eu sei o quanto isso soa idiota, mas, é simplesmente a verdade. Não sei como explicar, porém é isto. Acho que, você só é capaz de entender algo assim quando sente. E quando você sentir, irá saber e então valorize esse sentimento, ele é único e raro.

Enfim, voltando à como eu conheci o Harry, foi no primeiro dia de aula do segundo ano do Ensino Médio. Ele tinha acabado de mudar de escola por motivos nunca revelados. Acho que talvez, eu tenha me apaixonado pelo Harry no primeiro instante que vi ele. Ele estava meio perdido na escola, sem saber para onde ir. Ele não pediu ajuda para mim, falou com a Mary Jane, que me apresentou para o Harry e só assim nos tornamos amigos de fato, Mary Jane e eu éramos vizinhos, então íamos para escola juntos e tudo mais. Era um pouco estranho, eu já havia tido outros amigos homens, nenhum deles ficou por muito tempo, as coisas foram meio que se desgastando e eles foram se afastando, e a única amizade que sobrou foi a Mary Jane e a Gwen Stacy, mas nenhum deles se comparava a sensação que o Harry me trazia. Eu poderia ter dito, logo no começo, porém, nem mesmo eu sabia direito o que estava acontecendo. Era algo completamente novo para mim. E tem aquele outro problema: eu achava que era hétero, era completamente inconcebível gostar do Harry, pensar no Harry de uma forma romântica e sexual.

No fim das contas, foi a melhor das ideias, o Harry ficar na escola, por qualquer motivo que seja. Se ele não tivesse ficado, nunca teríamos ficado junto e eu não poderia contar essa história agora.

[— Ei! Harreh! — Peter se levanta deixando a tela do laptop ligada e vai até o sofá onde o marido se encontra. — Você nunca falou o motivo de ter ido para a Midtown.

— Eu queria ter uma experiência diferente do que estava acostumado. — Harry falou se virando para o esposo. — Na verdade, eu só pretendia ficar lá por um ano.

— E por que não saiu?

— Ah, essa parte você sabe.

— Quero ouvir você dizer.

— Eu me apaixonei pela Mary Jane. — Harry falou com um sorriso travesso no rosto.

— Eu quero o divórcio. — Peter falou e deu as costas para o marido.

Harry se levantou e correu até o esposo e o abraçou por trás.

— Qual é, Peter. Você sabe que é o único na minha vida. Mary Jane não faz o que você faz.

— E o que eu faço? — Ele disse se virando e ficando de frente para o marido.

— É o melhor marido de todos. É um super herói. É o amor da minha vida…

— Irei fingir que acredito, e talvez, eu repense o divórcio.

— Você não seria capaz de pedir o divórcio.

— Realmente duvida tanto de mim assim, Osborn?

— Eu simplesmente sei que você acabou de escrever que me ama mais do que tudo e que morreria por mim. O que seria estúpido, mas, ainda assim, de alguma forma, é romântico.

— Eu falei para não ler o que eu tava escrevendo! — Peter falou dando um soco no ombro de Harry e empurrando-o alguns centímetros para longe.

— Desculpa! — Harry falou erguendo as mãos. — Eu não consegui me segurar.

— Eu não vou mais falar com você. Você é teimoso! — Peter falou e fez biquinho.

Harry se aproximou e beijou os lábios de Peter. Deu vários selinhos no esposo até que ele desfizesse o biquinho e o beijasse de verdade.

— Viu! Você não consegue ficar bravo comigo! — Harry falou sorrindo.

— Só porque você é chato e fica me perturbando. Agora me deixe, preciso terminar a história.

— Porque você está fazendo isso mesmo?

— Para a posteridade.

— E quando vai me deixar ler?

— Nunca. Eu disse para não ler enquanto eu ainda estava fazendo.

— Sabe o que seria ótimo? Se tivéssemos um filho. Então, poderia contar essa história para ele. Ou ela.

— Não sei… Não acha que é muito cedo? Quer dizer, eu ainda sou o Homem-Aranha...

— Você não tem ideia do que eu acabei de imaginar agora! — Harry falou super animado.

—- Se você não falar eu nunca vou saber…

— Você, de barrigão, vestido de Homem-Aranha! — Harry parecia eufórico. — O uniforme super apertado e a sua barriguinha saliente saindo para fora do uniforme. Oh, Peter, deixa eu te engravidar? Só para tornar essa cena real! Por favor! — Harry parecia uma criança implorando ao pai para ir brincar na terra.

— Isso é ridículo. Eu não posso engravidar.

— Nunca saberemos se não tentarmos.

Peter beijou o esposo e se deixou ser levado até o quarto.]

Algumas coisas não precisam ser reveladas, são perfeitas como estão.

Enfim, Harry ficou na escola, nossa amizade foi ficando cada vez mais forte e, como é típico de adolescentes na flor da idade, nós namoramos garotas. Harry antes de mim, não julguem ele mal, o pai dele era bem insistente e conservador. Provavelmente o único motivo de Harry e eu termos casado e ter deixado a sexualidade tão exposta dessa forma, é porque o pai dele não está mais vivo, uma longa história e que não possui relevância nessa história, é algo para outro momento, porém, o que importa agora é que: Harry namorava a Mary Jane, já lá pela metade do 2º ano. E eles ficaram juntos até a formatura, o que era algo realmente incrível, considerando a curta duração de 99% dos relacionamentos da escola.

Quando o Harry me falou pela primeira vez que estava com a Mary Jane, eu sou obrigado a confessar que fiquei muito triste, tipo, completamente decepcionado, mas, eu tinha 16 anos e sequer sabia o motivo de ter ficado daquela forma, quer dizer, ele era meu melhor amigo, eu deveria estar feliz por ele, mas tudo o que eu conseguia sentir era a mais pura tristeza e decepção e eu me negava a admitir que era ciúmes, que queria ser eu quem namorava com o Harry e não a Mary Jane. Era difícil ter que fingir estar feliz por eles, e ouvir a Mary Jane falar sobre o Harry o dia inteiro e sobre como ele era incrível e como ele a levava em teatros e não sei mais o que. Era horrível ter que fingir que achava tudo aquilo ótimo e que estava feliz por ela e por ele, quando na verdade eu queria estar no lugar dela. Porém, eu não tinha coragem para falar nada. Nem com a Mary Jane e nem com o Harry. Mas, leve em conta que eu nunca tinha sentido nada por nenhum garoto antes. E nem garota, o que era um pouco estranho, mas eu era relativamente burro no que diz respeito a relacionamentos, então, releve.

Então, qual foi a minha brilhante solução para compensar a minha eminente tristeza por ver o Harry tão feliz com a Mary Jane? Isso mesmo, consegui uma namorada também. Era a Gwen. Ela era tão bonita, nunca vou entender como aceitou namorar comigo, eu era o maior mané.

Quer dizer, quando eu comecei a namorar com a Gwen, eu já havia ganhado os meus poderes, eu só não sabia como usá-los ainda, e nem ela sabia, o que não mudava nada, então, continuava sendo o mesmo mané de sempre.

Não estou dizendo que poderes mudam algo, digo, eles mudam, mas, ao mesmo tempo, eu continuava sendo o mesmo Peter de sempre. Parte de mim agora era o Homem-Aranha, e precisava ser, mas, eu ainda era o Peter. E nunca deixaria de ser.

Sendo honesto, a única pessoa que parecia realmente feliz com o meu relacionamento com a Gwen era a tia May. As vezes eu tinha a impressão de que a Gwen havia se arrependido de ter aceito, porém não sabia como falar aquilo e simplesmente deixou o barco andar. Digo, a tia May queria que a Gwen fosse lá em casa todo final de semana e quando a Gwen ia, ela fazia meio mundo de coisas que normalmente ela não fazia. Arrumava a casa inteira e tentava umas receitas novas que havia pego com alguns amigas.

Não é como se ela não aprovasse o meu casamento com o Harry. Citando ela “pelo menos não é nenhum doido desconhecido”, mas, ainda assim eu sei que ela teria ficado muito mais feliz se eu tivesse levado o relacionamento com a Gwen pra frente. O que teria sido a maior burrice de todas, já que o meu relacionamento com ela se limitava a fazer as tarefas de casa e ir ao cinema ou ao parque uma vez por semana. A gente nem se beijava muito. E quando beijava não era um beijo, era só um selinho, o tipo de coisa que você faz até com seu cachorro.

Eu sinto um pouco de pena da Gwen e não culpo ela por ainda não querer falar comigo, quer dizer, eu meio que usei ela pra fazer ciúmes ao Harry (o que funcionou muito bem, não é algo que eu recomendo, mas, funcionou, de certa forma).

Em minha defesa, eu preciso dizer que não era a minha intenção usar a Gwen Stacy com esses propósitos.

No início, eu realmente achei que gostasse dela e tudo o mais, porém, conforme a coisa foi acontecendo e o tempo foi passando, eu fui me apaixonando cada vez mais pelo Harry, até chegar o ponto em que não dava para negar. Acredito que até mesmo a Gwen tenha percebido, já que uma vez ela me perguntou o quanto eu gostava do Harry. Foi meio constrangedor, eu me embananei todo e comecei a gaguejar, realmente sou um ator horrível.

E então, chegamos à formatura.

Era pra ser um dos dias mais importantes de nossas vidas, afinal, era a formatura, o marco do fim de um ciclo e o início de algo novo, algo completamente diferente, o início do que seria o resto de nossas vidas.

Eu fui para o baile com a Gwen, e o Harry com a Mary Jane. Elas estavam lindas, na verdade, todas as garotas da escola estavam maravilhosas, mas, eu só tinha olhos para uma pessoa: Harry.

Nessa altura do campeonato, o Harry já sabia que eu era o Aranha, e ele era o único que sabia. A Gwen havia chegado bem perto de descobrir, mas, consegui despistar ela, felizmente, ou minha identidade poderia não ser mais tão secreta depois daquele baile de formatura.

Fomos os quatro para o baile, numa limusine que o Harry estava pagando, as garotas estavam muito animadas, e eu não conseguia parar de olhar o Harry, ele não estava só lindo, ele estava um perfeito, deus de smoking.

Eu encarei tanto o Harry que a Gwen percebeu e perguntou se eu estava bem.

Lembro de ter apenas acenado com a cabeça e então dar um beijo rápido nela, antes de sair da limusine para o baile.

Durante a noite toda, eu não parava de encarar o Harry, era impossível não olhar para ele.

Num dado momento, a Gwen chamou a Mary Jane para irem ao banheiro e eu fiquei sentado na arquibancada do ginásio com o Harry.

Ficamos os dois sentados por um tempo, sem falar nada.

Então, veio o ponto alto da noite: a música romântica da noite e que todos os casais estavam esperando.

Lembro de o Harry olhando para a porta de saída, procurando a Mary Jane, então, ela apareceu, junto com a Gwen. O Harry se levantou e ia caminhar até ela, quando eu o segurei pelo braço.

Eu não disse nada além de um “eu te amo” e foi o suficiente. O Harry me abraçou e me puxou para o meio da pista de dança. Foi tipo aquelas cenas de filme mesmo. E foi brega e clichê e eu amei tudo aquilo. A escola toda estava olhando para nós, mas eu só tinha olhos para o Harry.

O DJ estava tocando Mirrors, do Justin Timberlake, e meio que essa virou a nossa música desde então.

No momento em que a voz do Timberlake entoou “Keep your eyes on me”, nós estávamos olhando nos olhos um do outro, e quase que automaticamente, nós nos beijamos. Aquele foi simplesmente…

[ — Aquele foi simplesmente… o que? Foi simplesmente o que? Por favor, Peter, não pare agora! Eu preciso saber! — Harry falou, erguendo-se, depois de ler por sob o ombro de Peter.

— Você simplesmente não tem jeito, não é? Eu disse para não ler! Eu não quero que você leia! — Peter falou fechando o laptop com um pouco de violência.

— Calma, meu amor. Eu só não consegui segurar a curiosidade. — Harry falou erguendo as mãos.

— Eu te odeio, Harry. — Peter falou se levantando e levando o laptop consigo.

— Mas acabou de dizer que me amava! Ali! Eu li! Você falou!

— Estou retirando o que eu disse.

— Você não pode.

— Sim. Eu posso. E estou fazendo isso. Inclusive, estou me retirando dessa casa. — Peter falou enquanto se dirigia para a janela do apartamento.

— Meu amor, isso é tão injusto! — Harry falou, mas não tinha certeza se Peter ouvira, pois ele saltara da janela e foi embora, se balançando entre os prédios.]

… o melhor momento de toda a minha vida. No instante em que nossos lábios se tocaram foi como se tudo de ruim no mundo tivesse deixado de existir e existe somente Harry e eu, ali, conectados. Feitos um para o outro, em perfeita harmonia.

Não importava se a escola inteira estava vendo, se aquilo fosse errado, se era qualquer coisa. A única coisa que importava era que eu estava ali, com o Harry.

Obviamente, tudo possui consequências. Aquela foi a última vez que eu vi a Gwen, quase seis anos se passaram e eu não faço a menor ideia do que possa ter acontecido com ela. Talvez a Mary Jane saiba, afinal elas eram amigas, mas ela não fala nada.

A Mary Jane se tornou atriz, como ela sempre sonhou. Agora ela vive em Los Angeles, mas, sempre que vem a NY por qualquer motivo que seja, dá um jeito de nos visitar.

A tia May ficou bem triste com a coisa toda da Gwen e mais do que surpresa com a nova história com o Harry, foi um pouco difícil e demorou até ela se acostumar com a ideia de que eu não me casaria com uma garota e teria filhos com ela da “forma tradicional”. Porém, tia May sempre foi uma mulher muito compreensiva e também uma ótima organizadora de casamentos.

Não é como se tudo tivesse sido um mundo de maravilhas. Harry e eu brigamos, muito, mas muito mesmo. Ainda éramos jovens demais, impulsivos demais e somos um casal gay num mundo homofóbico. Não é fácil. Nunca foi e nós sempre soubemos disso. Mesmo com tudo, as vezes as coisas saiam do controle e nós brigávamos.

Depois da maior briga de todas, ficamos separados por mais de dois anos. Foi provavelmente a pior época da minha vida. Foram os dois anos mais sombrios da minha vida. Harry e eu havíamos brigado por conta da minha vida como super-herói. Ele queria que eu parasse, dizia que era perigoso demais e que ele não suportaria me perder. Pode parecer que ele só queria me proteger, mas, se eu parasse de ser o Homem-Aranha, eu deixaria morrer uma parte de mim. E eu não estava disposto a deixar essa parte de mim morrer.

O mais irônico de tudo, é que, mesmo tendo usado essa desculpa para o Harry, depois que nos separamos, tudo o que eu fiz, não tinha nada de heróico. Como eu disse, foi uma época sombria e algo que prefiro não falar muito.

As únicas coisas relevantes são: eu passava muito tempo em Chicago e em San Francisco, com um mercenário que não foi a melhor das companhias, e que acabou me levando a fazer coisas nada heróicas e levar uma vida terrível.

Então, um dia, eu recebi uma carta do Harry. Eu não sei como ele me achou nem nada, talvez ele tenha pedido ajuda ao Stark ou qualquer coisa do tipo, esses caras cheios de dinheiro sempre se conhecem, mas, aquilo foi tudo o que eu precisei.

Viajei de volta para NY e, quando amanheceu, toda a cidade se deparou com um grande pedido de casamento escrito em teia de aranha na ponte do Brooklyn.

Esperei na frente da porta da casa do Harry, com um anel de plástico na mão, foi o único que o dinheiro que eu tinha podia comprar, e esperei ele sair para o trabalho.

Ele já tinha visto. Eu não precisava dizer mais nada. Ele apenas disse “sim” e me beijou.

Nos casamos três meses depois.

Foi o melhor dia da minha vida. A tia May fez um trabalho incrível. Foi uma cerimônia bem íntima, só alguns amigos próximos. Mas foi lindo. E foi perfeito, porque foi com o Harry.

A gente ainda briga, geralmente por coisas bobas e sem muito relevância e que são esquecidas dois minutos depois. Mas, no fim tudo fica bem. E continuamos nos amando e levando uma vida relativamente tranquila, o mais tranquilo que um herói pode ter.

[ Peter parou de digitar e ouviu uma porta ranger atrás de si.

— Você é um cara difícil de se achar. — Harry falou indo até onde Peter estava.

— E você é um cara bem persistente. — Peter respondeu fechando o laptop e se virando para Harry.

— Me desculpe. Eu não deveria ter lido. Deveria ter sido mais paciente.

— Harry…

— Deixa eu falar? Por favor, eu vim o caminho todo ensaiando esse monólogo.

— Ok. Vá em frente.

— Eu sei que sou um cara difícil. E que sou teimoso e insistente e muito, muito chato. Mas eu te amo. E eu odeio quando você se joga daquela maldita janela e some, eu não posso simplesmente criar asas e ir atrás de você, porque não sou nenhum herói e nem tenho poderes. Eu tenho medo de você errar o alvo e cair, Peter, eu não aguentaria te perder. Se eu fico te perturbando, eu só estou tentando descontrair, você se tornou um cara tão sério, estou apenas tentando te fazer sorrir. Eu nunca sei quando você vai sair por aquela janela e nunca mais voltar.

— Harry… Me desculpe, eu…

— Não é você quem precisa se desculpar. Eu não sei o que aconteceu quando você desapareceu e acho que talvez seja melhor assim, mas, por favor, não some mais.

Peter abraçou o marido e sussurrou:

— Eu não vou. ]

Para alguns, pode ser complicado ter um relacionamento como o nosso, não por ser um relacionamento homossexual, mas por eu ser um herói conhecido e que está sempre colocando a própria vida em risco para ajudar os outros.

Mas, o que a maioria das pessoas não sabem, é que o Harry, mesmo sem ter nenhum poder especial e nem nada do tipo, ele é me salvou. Ele salvou a minha vida de uma forma que nenhum outro herói poderia ter feito. E por isso, ele é, no fim das contas, o meu herói.

2 de Mayo de 2019 a las 16:56 0 Reporte Insertar 119
Fin

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Lollys Mars Desde 2012 escrevendo altas merdas por ai.

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