Caronaê Seguir historia

aikimsoo Ai KimSoo

Caronaê é um aplicativo novo com o intuito de ajudar aos estudantes da faculdade a gastarem menos passagem. Quem tem carro, oferece carona para quem mora pelo caminho que faz todos os dias. Kyungsoo não queria usar esse aplicativo, porque tinha medo de ser sequestrado, abusado ou qualquer coisa parecida. Seu melhor amigo, insistia que o aplicativo era uma boa para ele perder a boca virgem que tinha em pleno 23 anos. Kyungsoo se negava. Ele negou até ser assaltado e não ter como voltar para casa. Sua única saída é o caronaê. O nome de seu carona? Kim Jongin. Casal foco: Kaisoo | Casais secundários: ChanBaek | Menção: HunHan e KrisTao


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#jongin #kyungsoo #kai #sexo #lemon #gay #yaoi #romance #chanbaek #kaisoo #aikimsoo
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Caronae

Meus amigos não cansavam de falar da porcaria do aplicativo Caronaê. Tudo bem que receber uma carona até a faculdade seria muito bom, mas do que adianta ir com quem não conheço? E para melhorar, por que diabos insistiam que seria bom pegar essa maldita carona para poder perder o BV? Sinceramente não vejo nenhum problema em ser BV com a idade que tenho. Existe alguma lei que me obrigue a sair beijando todo mundo só por que tenho 23 anos?

-Pela cara que tá fazendo, Soo, aposto que está se lamuriando por ser um virjão de marca maior. - meu melhor amigo amava implicar comigo.

-Cala a boca, Baek. Não é porque você gosta de sair dando, que eu tenho que gostar também. - retruquei

-Acordou de TPM hoje é? Isso é falta de dar. - tornou a insistir.

-Vou sentir falta do que, se nunca fiz? - o lembrei e acabamos rindo.

Meu amigo e eu sempre fomos de jogar faísca um para cima do outro, mas era apenas nosso jeitinho de dizer o quanto nos amávamos. Estávamos conversando durante o almoço, porque depois dele minha aula seria extensa demais e eu só saíria 18h. Tristeza. Se ele tivesse ao menos conseguido pegar a vaga naquela matéria, teríamos ficado juntos.

-Baekkie! - ouvimos gritar e olhamos. Era Chanyeol, o garoto cobiçado da turma de música. - Vai querer carona hoje?

-Claro, Channie. - meu amigo respondeu com um sorriso.

Os dois tinham se conhecido naquele aplicativo e desde então viviam voltando para casa juntos. Eu achava que o Chanyeol gostava do Baekhyun, mas não podia ter certeza.

-Olá Kyung! - o grandão me cumprimentou.

-Olá Yeol. - cumprimentei de volta. - Por você já ter chegado, significa que a minha aula já vai começar. Até amanhã meninos. - me despedi pegando minha mochila e a sacolinha com o meu lixo para jogar fora.

Fui para a aula. Eu estava no prédio oposto ao meu, porque o Baekkie quis comer doce no prédio de engenharia. Chanyeol sabia que sempre almoçávamos lá, por isso nos achou. Eu estava caminhando de volta para o meu prédio de Belas Artes, quando senti um empurrão. Caí de cara no chão e logo senti minha mochila ser puxada.

-Passa tudo! Se resistir é pior! - o ladrão falou e eu apenas o deixei levar minha mochila. O vi correr enquanto eu ficava para trás e no chão.

Permaneci ali mesmo. Motivo? Ele tinha acabado de levar todas as minhas xérox. Eu não estava me importando com celular, dinheiro ou nada, apenas com as minhas preciosas cópias com anotações. Fiquei deitado ali e entregue a tudo. Ali tinha minhas anotações preciosas para a prova.

-Ei! - ouvi chamarem, mas não me mexi. - Ei! Você está vivo? - ouvi a voz mais próxima.

-Seria melhor não estar. - respondi.

-O que houve? - o rapaz tornou a perguntar. Olhei para cima e vi como ele era alto. Deveria ser maior que o Chanyeol.

-Fui assaltado. - respondi e ele se abaixou para me ajudar a sentar. - Levaram tudo, até as minhas preciosas anotações pra prova. - choraminguei.

-Ele te agrediu? Seu queixo está sangrando. - ele falou e eu levei a mão imediatamente ao local. Vi sangue.

-Isso deve ter acontecido na hora que caí. - murmurei pensativo.

-Você tem como voltar pra casa? - ele perguntou e eu fiz que não. - Então vamos fazer assim: você me diz onde mora e eu procuro uma carona pra você.

-Qual seu nome?

-Wu YiFan.

-YiFan, eu não quero carona. E se a pessoa for psicopata? Eu vou morrer antes de reprovar! - choraminguei e ele riu.

-Eu sempre pego carona e nunca morri.

-Já viu seu tamanho? Eu pareço um anão! Se tentarem me agarrar, eu vou ser agarrado. - falei e ele concordou ao me ver levantar.

-Então você pode ligar pra alguém...

-Meu celular foi roubado junto. - avisei.

-Eu te empresto o meu. - ele falou me entregando seu celular.

Agradeci timidamente e peguei o aparelho. Digitei o número do Baekkie, mas caía direto na caixa postal. Meus outros amigos não estudavam naquela faculdade e moravam longe, não havia possibilidade de me buscarem.

-Pela cara...

-Aquele dadeiro de uma figa não atende! - praguejei.

-Então vamos arrumar uma carona pra você. - ele falou pegando o celular que eu tinha estendido para si e começou a mexer no aplicativo.

Ele me perguntou o endreço e eu falei. Tive que ceder, porque não adiantava mais ficar renegando. Eu tinha perdido tudo, estava com o queixo sangrando e meu melhor amigo não atendia. Eu não podia simplesmente ficar na faculdade até o dia seguinte. Eu nem mesmo estava com psicológico para assistir aula!

-AH! Achei! - ele falou animado. - Iii eu o conheço! Ele é gente fina, faz aula de dança comigo.

-Então não corro riscos? - quesitonei incerto.

-Risco nenhum. Me fala seu nome, porque ele precisa saber.

-Do Kyungsoo. - respondi sem muita vontade.

-Ok! Olha, aqui está dizendo que ele vai te esperar na frente do ponto de ônibus daqui do prédio. Seu nome é Kim Jongin. É fácil reconhecê-lo, porque ele tem a pele meio bronzeada. - ele falou e eu concordei a contra gosto.

-Obrigado pela ajuda... - murmurei.

-Não foi nada! Agora vamos logo pro ponto de encontro, porque já estou atrasado pra minha aula. - ele falou e eu concordei.

Começamos a caminhar em direção ao ponto de ônibus. O maior era simpático e prestativo, mas eu não conseguia ser igual enquanto me afundava na tristeza. O ladrão tinha levado minhas anotações! Ali tinha tanta coisa importante, que eu já me via reprovando o período. Eu não me importava com dinheiro, documentação ou celular, porque naquele dia eu não tinha levado muito dinheiro e a minha documentação era vencida. Eu tinha mania de andar com a primeira via para - em casos de roubo - não ter que ter dores de cabeça para tirar novos documentos. Quanto ao celular, estava no seguro e eu poderia pegar outro. Minha preocupação era minhas anotações...

-Chegamos. Eu ficaria pra esperar com você, mas sinceramente não dá. Tenho prova daqui a pouco. Fique bem baixinho.

-Obrigado. - agradeci me curvando em um ângulo de 90 graus.

Eu teria reclamado com ele por me chamar de baixinho, se não me sentisse tão sem chão. Olhei ao redor tentando encontrar o suposto carona. Apesar de estar procurando, meus olhos lacrimejados não me permitiam perceber com precisão. Eu estava realmente mergulhado na mais profunda depressão.

-Do Kyung Soo? - ouvi me chamarem e olhei para trás.

O rapaz moreno e mais alto deu um passo para trás e arregalou os olhos. Provavelmente tinha se assustado com meus enormes olhos lacrimejando.

-Kim Jong In? - murmurei e ele concordou.

-Kyungsoo... Você está bem? O que houve? - o moreno perguntou preocupado.

-Não. Eu fui roubado. - respondi com pesar e o vi arregalar seus pequenos olhos.

-Omo! Agora que vi, seu queixo! - ele exclamou e deu um passo a frente. - Vamos ao hospital, Kyungsoo!

-Jongin, não... - tentei falar, mas ele já me arrastava.

-Não pode ficar assim! Vamos ao hospital e depois a delegacia! - ele falou me empurrando para dentro do carro.

Neste momento me senti em pânico. Para onde ele iria me levar? Estaria mesmo me levando para o hospital? E se eu estivesse sendo sequestrado?! Ninguém sabia que eu era da família Do, a rica e poderosa família Do, todos caíam na minha farsa de apenas ter o sobrenome parecido...

-Ai caraca! Você está ficando sem cor! - ele falou ao entrar do lado do motorista. - Aguenta um pouco, o hospital está bem perto! - ele pediu e ligou o carro de forma afoita.

Uma parte de mim dizia que ele não me faria mal, enquanto a outra insistia que eu tinha que tomar cuidado. Eu estava dividido demais e nem ouvia o que ele falava para mim. Talvez ele estivesse certo e eu pudesse estar...


XOXO


-DOUTOR, ELE ESTÁ ACORDANDO! - ouvi gritarem e abri os olhos desnorteado. Tudo era branco, claro demais... - Kyungsoo, você está bem?! - o rosto de Jongin entrou em meu campo de visão.

-Jong... - tentei falar, mas me senti estranho.

-Do Kyungsoo? - o médico perguntou e eu concordei. - Você desmaiou e nós aproveitamos para dar pontos no seu queixo. Ele está anestesiado e o senhor levou 5 pontos.

-Foi tão sério assim? - perguntei surpreso e vi Jongin concordar arduamente com a cabeça. - Nossa... -O senhor está sentindo mais alguma coisa? - o médico perguntou. Eu fiquei em silêncio enquanto me analisava internamente, mas no fim eu estava bem. Fiz que não sentia nada. - Então o senhor está liberado para ir até a delegacia mais próxima e dar sua denúncia.

-Eu só quero ir pra casa. - murmurei.

-Mas precisamos ir à delegacia. - Jongin insistiu e eu o olhei com os olhos mais pidões que eu tinha.

-Por favor, só... Me leva embora. - pedi e o vi relutar, mas depois balançou a cabeça concordando.

-Tudo bem. Vou te levar pra casa, mas depois você precisa ir à delegacia pra que prendam o infeliz que te machucou. Detesto esse tipo de pessoa! Nós somos honestos e lutamos pra conseguir o que queremos, ai vem unzinhos desses ladrões e tiram tudo da gente! - ele reclamou e eu concordei. -Podia ter deixado, pelo menos, minhas xérox. Eu vou reprovar sem minhas anotações. - choraminguei sentando na cama com sua ajuda. O médico nos olhava de forma silenciosa. - Doutor, eu já posso ir pra casa?

-Sim. Mas faça o que seu amigo disse, vá a delegacia depois. - ele aconselhou e eu concordei. Não tinham colocado nenhuma roupa de hospital em mim e ao ver meu olhar questionador, o médico explicou que eu só dei tempo de me darem ponto e logo em seguida acordei, por isso nem conseguiram pensar em trocar minhas vestes.

Antes de sair, Jongin pegou uma receita com o médico e sorriu para mim. No meio daquele caos que minha vida tinha se tornado, aquele sorriso me pareceu a luz do dia. Uma fileira de dentes branquinhos, um sorriso tão infantil e meigo. Jongin era alguém muito bonito e eu podia apostar que tinha uma penca de pessoas que se interessavam por ele. Mas como aquele sorriso que tinha acabado de me lançar, ele era meigo e não alguém metido.

-Obrigado. - agradeci assim que saímos do quarto. Ele me olhou confuso e eu murmurei algo sobre ele ter me ajudado. O sorriso apareceu de novo.

-Não foi nada! Se quiser me retribuir, pode me indicar como babá pra algum conhecido. - ele falou de forma simpática. Eu estava dando passos vacilantes, porque estava tonto da anestesia e meu corpo doía por culpa da queda, mas o que mais me deixava desnorteado era a atenção devota que aquele moreno me dava. Ele estava andando com os braços esticados em direção a mim, com medo de que eu caísse e com medo de me tocar contra minha vontade.

-Babá? - questionei confuso e desviando os olhos dos dele. Eu precisava me concentrar para andar e não cair.

-Sim! Eu cuido de crianças pra me sustentar. Dá muito dinheiro e é bastante divertido. As crianças são um amor. - ele explicou e mesmo sem olhá-lo, eu conseguia perceber sua animação palpável ao falar do seu... Ofício?

-Olha quantas crianças? - questionei curioso. Estava chegando ao estacionamento do hospital.

-Três! Um par de gêmeos meninos e um garotinho muito fofo! - ele respondeu animado. - Eles são crianças adoráveis. Os gêmeos já estão com quase 5 anos e acabam sendo mais calminhos. Os pais deles os deixam comigo de 17h às 22h toda terça e quinta, então infelizmente eu quase não consigo brincar com eles, mas o outro menininho é uma pilha só. Tem 3 anos, mas vale por 3! Eu o olho todos os dias e ele fica comigo desde a hora do almoço, até a hora do pai chegar. - ele contou mais detalhes do que eu tinha pedido.

Apesar de não ter perguntado detalhes de seu trabalho temporário, Jongin me contou bastante coisa com uma animação sólida. Se eu não tivesse ouvido que eram seus protegidos, poderia pensar que ele era um pai coruja.

-E eu estou te atrapalhando. - murmurei ao me dar conta de que ele precisava olhar o garotinho que sempre ficava com ele...

-Ah não! Hoje eu tinha que resolver um problema na reitoria e por isso não tinha como olhá-lo. Não se preocupe. - ele me assegurou e entramos no carro. - Então... Você é meu dongsaeng?

-Acho mais provável você ser meu dongsaeng. - lhe respondi e o vi soltar um risinho.

-Tenho 22 anos e você? - questionou com a atenção totalmente voltada para a estrada.

-Tenho 23. Pode me chamar de hyung. - me gabei e o vi olhar para mim, rapidamente, de forma incrédula.

-23?! Eu jurava que você ainda era um adolescente! Você parece muito novo, hyung! - ele ainda estava abismado.

-Estou acostumado a ouvir isso. Pelo menos eu nunca vou aparentar ser um velhinho no futuro. - comentei e nós dois rimos.

Jongin era um rapaz agradável. Dono de um carisma só, me fez perceber que eu não precisava ter o temido quando me carregou para o carro. Não demorou muito para que chegássemos ao prédio que eu morava, sozinho e com a mesada dos meus pais. Me preparei para sair do carro e me despedir dele, quando o mesmo entrou na garagem do prédio e estacionou tranquilamente.

-Eu moro aqui também, hyung. - ele justificou ao ver meu rosto incrédulo. - Moro no terceiro andar, porta 14b.

-Omo! - arquejei surpreso. - Eu moro no segundo andar, porta 12b.

-É o apartamento abaixo do meu então. - ele falou saindo do carro e eu também.

-Agora faz sentido os barulhos que escuto as vezes. É você brincando com as crianças. - comentei brincalhão e o vi coçar a nuca sem jeito.

-Desculpe, vou tentar fazer menos barulho. - me assegurou e eu ri, lhe dizendo que não era necessário. Entramos, juntos, no elevador e combinamos que ele me daria carona nos dias que pegássemos e saíssemos de casa e da faculdade na mesma hora. Nos despedimos quando meu andar chegou e prometemos nos encontrar no dia seguinte, 7 horas da manhã, para irmos à universidade juntos.


XOXO


Uma semana tinha passado desde que o episódio do roubo aconteceu. Jongin e eu íamos juntos todos os dias para a faculdade. Fiquei surpreso em ver que ele sempre estava disponível para me levar, parecia um sonho nossos horários baterem. Em contra partida, Jongin não podia me levar para casa dia de terça. Eu detestava terça-feira. Pegava 7:30 e largava 18h. E a matéria nem era a que eu gostava.

Certo dia eu voltava para casa animado, porque consegui pegar meu celular no seguro, e entrei no meu apartamento. Era dia do Jongin estar junto com as 3 crianças, mas incrivelmente o apartamento estava silencioso no andar de cima. Não me preocupei muito, já era 19h e eu estava exausto. Tomei banho e logo cai na cama para dormir.

Não tive sonhos e acordei com o despertador me azucrinando. Peguei o celular para desligar o alarme e fui fazer minha higiene matinal. Depois de estar completamente vestido, comi uma maçã como a primeira refeição do dia e segui em direção a porta para sair. Assim que a abri, dei de cara com Jongin e um garotinho em seu colo.

-Bom dia, hyung! - os dois me saudaram animados e com enormes sorrisos.

-Bom dia. - respondi, mas sem a mesma animação. Eu não conseguia ficar animado daquele jeito durante a manhã. Eu sentia inveja de Jongin por sempre sorrir.

-Eu sô TaeOh! - o garotinho se apresentou e fez uma reverência desajeitada no colo do maior. - Tenho 3 anos.

-Oh! Você é o famoso TaeOh? - perguntei animado. Jongin falava muito dele. - Eu sou o...

-Kungsu. - ele me interrompeu e pronunciou o que provavelmente seria meu nome. Não pude deixar de rir. - Nini-hyung fala muito do hyung dele.

-TaeOh! - Jongin repreendeu a criança baixinho e eu pude ver seu rosto ruborizar. Eu tenho certeza que o meu também ficou igual.

-Hã... O que TaeOh faz a essa hora aqui? Não vai pra faculdade? - perguntei para mudar de assunto. Jongin carregava uma mochila de criança e estava com roupa de sair.

-Vou pra faculdade, mas antes preciso deixar o TaeOh na escolinha. É caminho da gente, então não vamos nos atrasar. Você se importa se ele for com a gente? - indagou receoso.

-Claro que não! Eu estava doido pra conhecer o famoso TaeOh. - fui sincero e estiquei os braços para ver se o menino iria vir para o meu colo. Sorri ao ver que o mesmo nem hesitou.

-TaeOh mimi na casa do Nini-hyung. Kim voou pa longe. - o garotinho contou e eu não soube como interpretar. Quem era Kim? Ele tinha viajado de avião ou...

-O... pai do TaeOh precisou ir em uma viagem de negócios e perguntou se eu podia ficar com o filho dele por duas semanas. Disse que me pagaria o dobro, mas eu nem me importo com isso. Adoro ter a companhia do garotão aqui. - falou bagunçando os cabelos do menininho. - Agora vamos logo, se não ele vai se atrasar pra escolinha e eu vou ter que levá-lo pra faculdade. - o moreno falou e eu concordei.

Segui Jongin com TaeOh no colo. O garoto era falante e muitas vezes eu não entendia o que dizia, porque a criança estava na fase de aquisição da língua materna. Jongin até repreendeu o menino por estar me incomodando e falou para o mesmo ir para o chão, mas eu lhe assegurei que não era incômodo algum.

Dentro do carro, fui no banco de trás e com TaeOh no colo. Jongin tinha uma cadeirinha de criança - que até ontem não estava ali - mas TaeOh queria minha atenção. Eu podia não ser muito experiente com crianças, mas TaeOh me conquistou de uma forma única.

O deixamos na escolinha e ele deu um beijinho em nossas bochechas. Não evitei bagunçar seus cabelinhos e dar um beijo em sua testa. Voltei para o carro com Jongin e juntos fomos conversando. Ele me explicava sobre a situação familiar de TaeOh e eu fiquei triste.

A mãe do pequeno garotinho falante o tinha abandonado logo após terminar de amamentá-lo. O pai era solteiro e não se envolvia com nenhuma mulher desde que uma tentou fazê- lo colocar TaeOh em um internato. Eu estava chocado, porque TaeOh era um garotinho tão meigo. O menino me lembrava Jongin.

Não demoramos a chegar à faculdade e dessa forma tivemos que nos separar. Jongin fazia artes cênicas e eu cinema, mas nossos prédios eram colados. Com a rotina de uma semana que assumimos, nos encontrávamos pelo campus para comer pão de queijo. Ele era um viciado e eu adorava vê-lo devorar os pães quentinhos com verdadeira vontade.

Baekhyun conheceu Jongin no começo da semana e muitas das vezes se juntava à nós no nosso lanche. Chanyeol também aparecia, mas logo ia embora e levava meu melhor amigo junto.

-Eles são namorados? - Jongin perguntou naquele dia que deixamos TaeOh na escola pela primeira vez.

Eu não sabia o que responder. Eu não sabia se eles tinham um caso, mas minha insegurança para dar uma resposta era o fato dos dois serem homens. Eu não sabia se Jongin era hetero e repudiava a classe homossexual ou se era hetero e não tinha nada contra. Algo dentro de mim dizia que o próprio Jongin pertencia a classe homo, assim como eu, mas mesmo assim...

-Hyung? - Jongin me chamou e eu o olhei. - Por que essa expressão assustada? Eu não vou julgar seus amigos. - ele me assegurou e eu soltei o ar que nem tinha percebido prender.

-Eu não sei se eles têm alguma coisa. - fui sincero.

-Acho que tem. Devemos descobrir em breve. - ele comentou rindo de forma natural e eu fiquei feliz. Eu podia não saber sua orientação sexual, mas pelo menos ele não era homofóbico. - Eita! Estou atrasado pra aula de História do Teatro II.

-Vai logo, garoto! - mandei e o vi levantar correndo. Ele jogou a mochila nas costas e saiu em disparada. Não pude deixar de rir.

Eu adorava esse jeito espontâneo de Jongin agir. Ele não era falso, como as pessoas da sociedade rica em que cresci. Ele era um rapaz bom, meigo e sexy quando queria ser. Podia fazer uma semana e dois dias que nos conhecíamos, mas eu não podia negar que com o tempo poderia vir a sentir algo mais forte por ele.

Assisti a aula que tinha após lanchar e fiquei esperando Jongin na porta de seu prédio para irmos embora. Enquanto esperava, olhei para os corredores do lugar e avistei o moreno caminhando, rindo, empurrando e brincando com um loiro. Aquilo me chocou, de certa forma.

Naquele momento percebi que eu nunca tinha conhecido nenhum amigo de Jongin, somente ele conhecia os meus. Eu nunca me questionei se ele não tinha amigos, apenas me apeguei ao fato dele ser meu amigo.

Uma sensação estranha se apossou de mim ao vê-lo cheio de amizade com outro. A sensação não deveria ter cabimento, porque eu não podia me sentir traído por Jongin ter outros amigos além de mim. Eu também tinha outros amigos. A lógica da vida era essa. Eu estava sendo um tremendo idiota por me sentir estranho.

-Hyung! - Jongin gritou ao me ver, deu um tchau para seu colega e veio correndo em minha direção. Seu sorriso meigo estava presente em sua corrida e sua mochila balançavas nas costas. A mochila que ele nunca tirava do carro, porque no dia seguinte teria que colocá-la lá de novo. - Te fiz esperar muito? - ele questionou ao parar à minha frente.

-Não. - respondi e ele respirou fundo para recuperar o fôlego.

-Então vamos logo. TaeOh chora se ficar esperando muito tempo alguém ir buscá-lo. - ele comentou e caminhamos juntos até o carro.

Ele não mencionou seu amigo. Eu tão pouco sabia sobre a pessoa que Jongin era. Suspirei pesado ao perceber que ele tinha entrado na minha vida enquanto eu não parecia ter mais do que uma participação superficial na sua.

-Hyung, por que suspira tanto? - o ouvi questionar. Jongin sempre fazia perguntas sobre mim e eu nunca sobre ele.

-Pensamentos da vida. - respondi e tirei os olhos da estrada. - Jongin, como foi a aula? - questionei. -Foi muito legal! Meu professor passou um trabalho sobre a História do Teatro. Precisávamos formar duplas e escolher um dos fatos históricos dos espetáculos pra fazer uma performance. Sehun e eu estamos decidindo entre criar uma coreografia pra representar a História Geral do Teatro ou escolher algum musical trágico. Acabou que nem conseguimos terminar de escolher e amanhã ele vai lá em casa pra gente tentar começar. Aquele loiro precisa ser produtivo em algo. - ele contou animado. Sehun era o nome do menino com quem ele conversava antes.

Mas apesar de estar ligado no nome do rapaz, não pude deixar de notar no livro aberto que é Jongin. Se perguntam, ele apenas responde com empolgação. Eu fazia um papel superficial em sua vida por culpa minha. Decidi que mudaria isso.

-Mas se ele for pra sua casa, TaeOh pode acabar atrapalhando a linha de raciocínio de vocês. Se quiser, posso ficar com ele amanhã a tarde. - ofereci.

-Hyung, TaeOh não é quietinho. - ele me alertou e eu ri.

-Ele vai se comportar. - lhe assegurei e Jongin estacionou o carro em frente a escolinha da criança em questão.

Descemos juntos e logo vimos TaeOh correndo até nós. Percebi que seu jeito de correr me lembrava o jeito do Jongin. Seu sorrisinho infantil, a mochilinha do homem de ferro nas costas e a lancherinha em sua pequena mãozinha enquanto corria me fazia ficar encantado. Era uma criança adorável.

-Hyungs! - ele nos saudou assim que chegou perto e Jongin o pegou no colo. - Fome.

-Mas já? - Jongin indagou e o menino fez biquinho.

-Não seja mal com ele! Estamos em horário de almoço! - adverti Jongin e TaeOh se remexeu inquieto no colo do maior para se jogar em meus braços. - Amanhã você vai ficar com o Soo-hyung, tem problema?

-Soo-hyung é mais legal. Nini-hyung biga muito. - o garotinho reclamou e eu ri.

-Alguém precisa te educar né? - Jongin rebateu com um bico nos lábios.

-O appa dele não pode fazer isso? - perguntei confuso e vi Jongin parecer... Tenso?

-O... Appa dele o mima muito. - Jongin respondeu com certa relutância. - Vamos logo pra casa? Agora quem está com fome sou eu. - o moreno mudou de assunto e se encaminhou para o carro.

Fui no banco de trás novamente e TaeOh tagarelava sobre o dia na escola. Estava animado, porque no dia seguinte iria ter "sessão pipoca", onde assistiria filme na aula.

Chegamos - ao prédio que vivíamos - em pouco tempo e Jongin pegou TaeOh de mim para poder levá-lo para almoçar. Nos despedimos dentro do elevador e eu fiquei um andar abaixo do dele. Entrei no meu apartamento, joguei a mochila em algum canto e fui tirando a roupa pelo caminho. Minha intenção era tomar um banho.

Entrei no banheiro, já sem roupa, e comecei a me lavar. Não demorei muito e estava pensando o que fazer para comer. Talvez um ramen viesse a calhar, uma vez que eu não estava com muita fome e nem com pique para cozinhar. Saí do banheiro com a toalha enrolada na cintura, quando ouvi baterem na porta. Baterem e não tocar a campainha.

-Já vai! - gritei e corri para o meu quarto. Coloquei uma calça de moletom e fui andando apressado para a entrada, enfiando a blusa pela cabeça. Assim que abri a porta, não vi ninguém.

-Soo-hyung! - ouvi a voz manhosa de TaeOh e logo um peso na minha perna direita. Olhei para baixo e ele estava abraçado a mim. - TaeOh cum fomi.

-Onde está o Jongin? - perguntei puxando o menino para dentro do meu apartamento e fechando a porta.

-Ficandu xerosu. - o menino respondeu e eu pude deduzir que deveria ser "tomando banho". - TaeOh não quer mais papinha! TaeOh quer fita!

-Papinha? Fita? - perguntei confuso ficando de cócoras para ficar na altura da criança.

-É Soo-hyung. Áni e fita! Gotoso! - ele falou e colocou a mão na barriga como se fosse uma afirmação ao que dizia. - Áni é muito bom! TaeOh gota muito.

-Áni? - repeti confuso.

-Não! É Áni! - o menino insistiu.

-Mas eu disse a mesma coisa.

-Não. Hyung disse áni, mas é áni! - ele continuou falando e eu fiquei confuso, até que lembrei de uma vez que assisti uma aula no departamento de letras.

As crianças, no processo de aquisição da linguagem, falavam o que entendiam e por estarem aprendendo a falar, pronunciavam as palavras erradas. Mas mesmo pronunciando a palavra errada, elas sabiam como era a verdadeira forma de ser dita a palavra e se um adulto repetia o que a própria criança falava e não a palavra do jeito certo, a criança o corrigiria. TaeOh estava me corrigindo, porque eu estava pronunciando a palavra errada e mesmo que ele falasse da sua maneira, ele compreendia que eu era capaz de falar a palavra que ele é acostumado a ouvir.

-Então vamos fazer assim: eu vou abrir a geladeira e você me amostra o que quer. Soo- hyung vai fazer a comida mais gostosa que você já comeu. - lhe assegurei.

-EBA!! - o garotinho comemorou e me estendeu sua mão, para que eu o guiasse até a cozinha.

Andamos juntos e logo eu abri a geladeira. Notei que precisava fazer compras. Perguntei a TaeOh se ele queria algo e o pequeno apontou para o congelador. Assim que o abri, ele começou a pular.

-Áni e fita!!! - ele comemorou agitado e eu o peguei no colo. - Áni e fita! Soo-hyung, TaeOh qué áni e fita! - ele insistiu e apontou.

-Ah! Você quer carne e batata-frita! - falei ao entender o que ele queria e o mesmo concordou. Coloquei TaeOh sentadinho na cadeira da cozinha e peguei as comidas escolhidas por ele. O pequeno me perguntou se eu conhecia Pororo e ao ter uma resposta afirmativa, ele pediu para cantar com ele as musiquinhas. Mal abri a boca para soltar a primeira palavra da melodia, quando minha campainha começou a tocar loucamente.

-Já vai! - gritei irritado pelo barulho chato da campainha. Peguei TaeOh no colo e nós dois seguimos emburrados até a porta. Assim que a abri..

-TAEOH! - Jongin gritou e seu grito pareceu aliviado. Puxou o pequeno menino dos meus braços de maneira brusca e começou a abraçar o corpinho em formação. - Filho, não faça isso comigo. Eu quase tive um troço, não posso te perder. - Jongin murmurava várias palavras de desespero e eu fiquei confuso.

-Filho? - balbuciei. Vi o moreno levantar o olhar para mim e mostrar surpresa.

-Ah... Bom, é que... Eu tenho o costume de chamar as crianças que olho desse jeito. - ele respondeu um pouco... Inseguro? - TaeOh, não faça mais isso! Não era pra você ter saído de casa sem me avisar! Como conseguiu apertar os botões do elevador?!

-Uma noona apertou pa mim. - ele respondeu inocentemente. - TaeOh cum fomi.

-Eu deixei sua sopa pronta! Não era pra ter fugido! - Jongin tornou a brigar.

-TaeOh, o Jongin está certo. Foi muito perigoso o que fez e poderia se machucar. Mas já que agora o susto passou, vou preparar sua carne e batata-frita. - falei bagunçando os cabelos da criança.

-Não, hyung! TaeOh vai voltar comigo para o apartamento e vai comer a sopa que eu fiz. Obrigado por olhar ele. - dito isso Jongin virou de forma determinada e seguiu em direção ao elevador.

Eu nunca o vi agir daquela forma. Claro que ele não foi rude comigo e estava irritado pelo comportamento do menino que ele olhava, mas... Ele não parecia ser um empregado do pai de TaeOh. Ele parecia mais o pai do TaeOh, devido a sua firmeza em ser autoritário com o menino. Se eu tivesse um filho, não deixaria a babá tratá-lo dessa forma. Só quem poderia dar puxão de orelha seria eu. Mas Jongin...

-Deixa pra lá. - murmurei para mim mesmo e fechei a porta do meu lar.


XOXO


Acordei com o despertador. Antes de levantar da cama, fiquei pensando no ocorrido do dia anterior. Será que Jongin iria deixar o TaeOh comigo? Na verdade, será que ele estava irritado comigo por ter ficado com o garoto e nem ter o avisado? Suspirei pesadamente e levantei da cama.

Fui fazer minha higiene matinal e logo já estava pronto para ir estudar. Peguei duas maçãs e cortei em pedacinhos. Coloquei em um pote e logo a campainha tocou. Pendurei minha mochila nas costas e abri a porta.

-Bom dia, hyung! - TaeOh e Jongin me saudaram animados e com um enorme sorriso no rosto. Me senti um idiota por ter ficado me remoendo sobre o dia anterior, enquanto os dois agiam de forma natural.

Os cumprimentei e logo fomos para o elevador. Jongin, TaeOh e eu comemos as maçãs cortadas e ficamos brincando sobre quem comia mais. Depois de ter feito nossa mini refeição, seguimos para o estacionamento, entramos no carro e seguimos para a escolinha.

Dessa vez TaeOh foi na cadeirinha e eu no banco do carona, mas isso não quer dizer que ele não tenha tagarelado o tempo todo. Estava animado, porque Jongin falou para ele de manhã que deveria ser um bom garoto comigo durante a tarde.

Passamos o caminho até a escolinha de forma barulhenta e depois para a faculdade com uma conversa agradável. Jongin nem mesmo parecia lembrar do ocorrido do dia anterior. O moreno me perguntou o que eu faria com o protegido dele durante a tarde e eu perguntei se poderia sair com o garotinho. Recebi uma resposta positiva, várias recomendações e perguntas sobre onde iríamos.

-Nem eu sei. - fui sincero. - Perguntei, porque se caso aparecer alguma ideia de lugar pra ir, eu já tenho permissão. - expliquei e ele concordou.

Nos separamos ao chegar na faculdade e ele avisou que não teria como fazer um lanche comigo, porque iria se resolver com o tal do Sehun. Me senti trocado, mesmo que não devesse. Minhas aulas passaram rapidamente e logo eu estava caminhando para o prédio de engenharia com meu fiel amigo Byun. Ele tagarelava sobre uma boate que tinha ido com o Chanyeol e que eu deveria ir também, para perder o bv.

-Sério! Boate LGBT é muito boa! Você precisa ir, Kyunggie! Não aceito você dizendo que é do mundo das purpurinas como eu se você nem nunca provou desse mundo. - ele reclamava e eu o ignorava.

-10 pães de queijo, por favor. - pedi enquanto Baekhyun continuava reclamando. Peguei meu pedido, ele fez o dele e fomos sentar em umas cadeiras que tinham ali.

-Baek, me diz um lugar legal pra levar uma criança. - pedi.

-Uma pracinha é legal e... Pera! Criança? - ele perguntou confuso.

-Sim. Criança. - respondi.

-Que criança? Seu irmão mais velho é pai e você nunca me falou?

-Não, não. Jongin é babá de crianças e uma delas vai ficar com ele durante duas semanas. Ele tem um trabalho importante pra fazer e eu me ofereci pra ficar com o garotinho essa tarde. TaeOh é muito agitado e atrapalharia o trabalho do Jongin com o Sehun. - expliquei tentando conter uma careta ao mencionar esse amigo do Jongin.

-Sehun? Oh Sehun? O garoto mais cobiçado por todos os gêneros já conhecidos? - ele perguntou surpreso e eu franzi a testa. - Ah! Fala sério, Kyungsoo. Você não tem crush no Oh Sehun? Aquela porta com bunda gostosa? Até hoje me questiono como ele consegue ser tão magro e ter tanta bunda. - ele me bombardeou.

-Enfim, obrigado por me dar a ideia de parque. - o cortei e vi o mesmo revirar os olhos. Ele desta essa minha mania de fazer pouco caso quando seus assuntos são homens.

Deu a hora da nossa outra aula começar e voltamos para o nosso prédio. A aula passou voada e logo eu já me via dividindo o carro com Jongin e Sehun. Sim, Sehun estava dentro do carro e ainda se sentava no banco do carona. Eu me segurava muito para não fazer careta e meu desconforto só diminuiu com a chegada de TaeOh.

Sehun até brincou com o garotinho e teve a atenção do mesmo durante um tempo, mas Jongin mandou que TaeOh viesse para o meu colo e me contasse como foi a aula, porque em uma conversa paralela ele falava do trabalho com o loiro.

Sehun parecia alguém legal, o problema era comigo. Eu parecia ter me tornado egoísta sobre a atenção de Jongin, mas consegui me manter quieto e ouvindo tudo que TaeOh tinha a dizer. Pelo o que entendi, um coleguinha novo tinha entrado na escolinha e TaeOh estava o tratando como seu protegido.

-Qual o nome dele? - perguntei curioso.

-Koji. - ele respondeu e sorriu animado.

-O que acha de chamarmos o Koji pra ir brincar com você na pracinha? - sussurrei no ouvido do pequeno.

-MUITO LEGAL! - ele respondeu animado.

Chegamos ao nosso prédio e após estacionar o carro, saímos. Jongin, uma vez, tinha comentado comigo que a escolinha do TaeOh era muito boa e que a professora tinha criado um grupo com os pais das crianças. Jongin fazia parte desse grupo, mas de acordo com ele era porque ele também era responsável do TaeOh e precisava saber das coisas na escola.

Eu ainda achava este fato estranho e mais uma vez eu me questionava até que ponto a presença de Jongin, na vida de TaeOh, se permitia ir. Mas o momento não era esse e por isso, antes de entramos no elevador, pedi que ele entrasse em contato com os novos pais do grupo e desse meu número.

-Mas por que, hyung? - ele perguntou confuso.

-TaeOh quer chamar o amiguinho pra brincar. Bora Jongin, manda a mensagem. - falei impaciente e o vi fazer o que mandei. Não consegui evitar rir por ele ter me obedecido de prontidão.

-Kai sendo mandado? Pensei que você era o mandão. - Sehun implicou.

-Quem é Kai? - perguntei confuso e segurando firme a mão de TaeOh para ele não sair correndo.

-É o Jongin. É porque Kai significa começo e o Jongin sempre é quem começa nas danças e tudo. - explicou.

-Ah...

-Pronto. Eles vão te chamar. - Jongin me avisou e eu concordei.

13 de Abril de 2019 a las 23:01 0 Reporte Insertar 2
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