One And Only Seguir historia

abo-dream Projeto Abo Dream

Chanyeol, um é alfa doce e gentil, que vive inseguro por ter um ômega extrovertido e popular que todos amam. Após um incidente, Baekhyun quer demostrar todo seu amor ao alfa por meio de uma noite.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Capítulo um

ONE AND ONLY

PORbhlovescy




Em mundo onde sua classe social é determinada pelo seu segundo gênero, Park Chanyeol nasceu fugindo de todos os estereótipos que um alfa poderia ter.

Chanyeol sempre foi considerado um alfa diferente. Era óbvio pelo jeito que agia e tratava outras pessoas ao seu redor, e quando começou a trabalhar na biblioteca municipal, os rumores de como ele não era um alfa funcional começaram. Sempre carinhoso e gentil, o alfa estava acostumado a ser confundido com um ômega, principalmente no inverno, onde suas roupas largas escondiam o físico musculoso comum em alfas.

Mesmo assim, isso não o impedia de ser quem era. Chanyeol estava feliz sendo uma pessoa doce e usando roupas duas vezes maior que o seu tamanho.

Park Chanyeol conheceu aquele que viria ser a sua alma gêmea em uma tarde chuvosa na biblioteca. O alfa estava arrumando a seção infantil quando ouviu um barulho do corredor ao lado, e então ele correu para checar o que tinha acontecido. Acontece que uma pilha de livros havia tombado e Chanyeol estava pronto para brigar com o culpado se o próprio não estivesse agachado em sua frente tentando arrumar a bagunça.

Byun Baekhyun era um ômega popular na região. O primeiro a se formar em psicologia e ser admitido na ala infantil do hospital da pequena cidade onde eles viviam. O pequeno resolveu visitar a biblioteca naquele dia a procura de livros para a roda da leitura que acontecia nos finais de semana, porém assim que puxou um exemplar de "O Pequeno Príncipe" de uma alta pilha de livros, a gravidade se provou presente e derrubou todas as pilhas ao redor.

Ele estava tentando juntar tudo rapidamente, para evitar problemas, quando percebeu um par de sapatos parados em sua frente. Curioso para saber a quem pertenciam, levantou o olhar para o desconhecido, que estava franzindo o cenho, parado com os braços cruzados. O crachá preso a sua blusa azul indicava que ele trabalhava ali.

Outro ômega, pensou ao observar o cabelo levemente cacheado e os óculos redondos no rosto do desconhecido, mas se espantou ao sentir o cheiro de alfa que emanava da pessoa em sua frente. O estranho havia se abaixado para ajudar a pegar os livros caídos e não parecia ligar para Baekhyun, que o encarava com curiosidade.

Ele fez questão de guardar o nome que estava escrito no crachá antes de ir embora.

Tal curiosidade o fez voltar mais vezes para aquela mesma biblioteca a procura de Park Chanyeol, o gigante alfa que lia para as crianças em seu tempo vago e organizava os livros mais procurados na prateleira do meio para ajudar os outros a encontrá-los com mais facilidade.

Passado um mês , Byun Baekhyun finalmente reuniu coragem e se aproximou do doce alfa.

Três meses depois eles saíram para o seu primeiro encontro, e dois encontros após esse, beijaram-se pela primeira vez.

Agora, um ano depois, eles dividiam um apartamento no centro da cidade e tudo parecia estar indo bem.

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Chanyeol sempre soube que Baekhyun era alguém extrovertido demais para ele. O Park gostava de ficar em casa em silêncio e só se reunia com dois amigos, apenas quando era necessário ou quando Sehun ligava precisando de atenção, porém ele também sabia que o laço que eles haviam formado era muito forte para se abalar com detalhes de suas personalidades.

Mesmo assim, se sentia mal por não conseguir desfrutar de eventos sociais que Baekhyun adorava participar, contudo ele nunca deixava de acompanhar o menor. Chanyeol era inseguro demais para deixar Baekhyun sozinho em festas, pois tinha medo que em algum momento o Byun iria perceber que existia alfas mais interessantes e extrovertidos do que ele. Mesmo sabendo que lá no fundo o ômega nunca faria isso.

Baekhyun sabendo das inseguranças de seu namorado, fazia de tudo para deixá-lo mais confortável em situações que sabia que Chanyeol não achava agradável. Baekhyun até deixava de comparecer a certas reuniões ou bailes do hospital, optando assim pelo conforto do seu alfa. Considerava uma noite nos braços de seu namorado mil vezes melhor do que qualquer festa que ele poderia ser convidado.

Porém havia situações que ele não conseguia fugir, como a festa de aniversário do hospital em que trabalhava. Debateu internamente se conseguiria pular fora com alguma desculpa de última hora, mas Chanyeol sabia como esse evento era importante para o Byun.

Sendo o único ômega da ala psicológica, Baekhyun era necessário na maior parte dos eventos sociais que envolviam o hospital.

— Eles só querem me usar para poder falar que o hospital não discrimina ômegas — disse Baekhyun, quando Chanyeol indagou uma vez o porquê dele ser tão requisitado.

Mesmo assim eles aceitaram o convite e confirmaram a presença no centésimo baile do hospital de sua cidade.

No dia da festa, Chanyeol estava com os nervos à flor da pele.

Ver Baekhyun, seu ômega, conquistar todos no local com seu carisma e humor o deixava orgulhoso e ansioso ao mesmo tempo. O Byun parecia sentir o desconforto do maior, porque ele sempre estava segurando a mão de Chanyeol ou apoiando a cabeça no braço do gigante, como se quisesse mostrar que ele não iria a lugar nenhum. Particularmente, o alfa adorava ter o menor grudado perto de si, pois o Byun tinha o tamanho exato para encaixar perfeitamente em seus braços.

Baekhyun sabia que parte dessa ansiedade era o fato do alfa ainda não ter o marcado, mas Baekhyun ainda não se sentia pronto para dar tal passo em sua vida e ele amava Chanyeol imensamente por compreender e não fazê-lo se sentir culpado.

A marca de um alfa era importante por dois motivos: primeiro, impossibilitaria que outros alfas seduzissem um ômega marcado com feromônios e que um alfa marcado sucumbisse ao cheiro do cio de outro ômega. E segundo, era o ponto mais alto de conexão entre um casal, pois representava que eles estavam prontos para seguir suas vidas como um só.

No final do evento, Chanyeol já estava se sentindo mais calmo e alegre, pois logo iriam embora. Eles só tinham que cumprimentar alguns convidados antes de partirem.

— Dr. Byun, quero que conheça alguém — o diretor do hospital disse ao se aproximar.

Baekhyun xingou internamente. Ele sabia que uma conversa com o diretor podia durar vários minutos, onde o idoso parecia não perceber o quão entediados seus ouvintes ficavam. O casal colocou um sorriso forçado no rosto e escutou como diretor despejava elogios no desconhecido entre eles.

— Como pode ver, ele é um médico de grandes conquistas — disse por fim. — Gostaria de apresentar o Dr. Kim Hyunjoo, o novo chefe da ala pediátrica.

Ah, pensou Baekhyun, por isso o discurso todo. Sendo o único psicólogo infantil do hospital, era normal para o Byun ter que se relacionar com qualquer médico que trabalhasse na pediatria.

— É um prazer conhecê-lo — disse ao estender as mãos em um cumprimento. — Espero que possamos trabalhar bem juntos.

— O prazer é todo meu por trabalhar com um ômega tão encantador — respondeu ao acariciar levemente a mão de Baekhyun.

No mesmo instante, uma torrente de feromônios invadiram o olfato do ômega, fazendo ele oscilar um pouco no lugar. Sentiu os músculos de Chanyeol se enrijecerem e imediatamente segurou o braço do alfa com mais força. Baekhyun usou a presença do seu alfa para se manter no lugar e não se deixar levar pelo cheiro do outro.

— Agradecemos o convite, porém temos que ir agora — anunciou Chanyeol ao passar o braço ao redor da cintura do ômega. — É um prazer conhecê-lo, Dr. Kim.

Chanyeol rapidamente guiou Baekhyun até a saída mais próxima, onde ele parou para deixar o menor respirar um pouco de ar puro. O Park ainda não conseguia acreditar na ousadia do outro alfa de tentar seduzir seu namorado em sua presença. Se Baekhyun não tivesse apertado seu braço com força, Chanyeol teria sem dúvidas, enfrentado Hyunjoo.

Graças a esse incidente, Baekhyun começou a evitar o novo médico durante seu expediente e tentar fazer com que os dois alfas não se encontrassem.

Infelizmente, ele não conseguiu deixá-los longe um do outro por muito tempo.

Era um dia de chuva quando Chanyeol chegou no hospital para buscar seu namorado, pois como sempre, Baekhyun havia esquecido de levar um guarda-chuva, então o alfa fechou a biblioteca mais cedo. Ele estacionou o carro e debateu por alguns minutos se deveria ou não fazer uma surpresa para o seu ômega e o esperar em sua sala, mas ficou com receio de interromper uma de suas sessões, então escolheu mandar uma mensagem primeiro.

Enquanto isso, Baekhyun se despedia de seu último paciente e observava da janela a tempestade que se fazia presente nas ruas. Ele se amaldiçoava internamente por ter esquecido o guarda-chuva quando recebeu uma mensagem de texto.

Chanyeol

20:08

Você já terminou?

Tô te esperando aqui fora

Baekhyun sorriu ao ver a mensagem e agradeceu aos céus por ter um alfa carinhoso e gentil como namorado. Chanyeol devia ter terminado seu expediente mais cedo, e só o fato dele ter se esforçado para chegar a tempo aquecia o coração do ômega.

Baekhyun

20:10

Já estou saindo

Baekhyun trancou a porta de sua sala e foi na direção do elevador para ir ao térreo. Era uma das poucas coisas que odiava em seu trabalho, o fato de que a sua sala era no final do corredor do terceiro andar, mas ele aguentava o caminho, pelo fato de uma das janelas ter uma vista maravilhosa para o jardim do hospital.

As portas do elevador se abriram e o sorriso de Baekhyun se desmanchou.

— Ah, doutor Byun! Já está indo embora? — indagou Hyunjoo.

Baekhyun considerou correr para as escadas, mas chegou a conclusão que estava sendo ridículo, pois por mais ousado que esse alfa fosse , ele não atacaria o ômega em um espaço filmado e além disso, queria chegar até Chanyeol o mais rápido possível. Com um sorriso falso no rosto, ele respondeu:

— Sim, meu último paciente acabou de ir embora.

Eles ficaram em silêncio após isso, Baekhyun relaxou ao ver o elevador chegar no andar desejado e poder sair de perto do alfa. Já conseguia ver Chanyeol parado na recepção e estava prestes a correr até ele quando sentiu uma mão segurar seu pulso. Baekhyun se virou surpreso para Hyunjoo, que mantinha um aperto forte em seu braço.

— Não gostaria de uma carona? — propôs ao puxar o ômega para mais perto. — Está chovendo muito e vi que não tem guarda-chuva.

— Não, obrigado — falou o Byun. — Eu já tenho carona.

Baekhyun estava tentando se soltar, mas mesmo com sua resposta negativa o alfa não queria desfazer o aperto em seu pulso.

— Tem certeza? — perguntou novamente, dessa vez liberando feromônios no ar.

Baekhyun sentiu sua garganta fechar e todos os seus sentidos pararem de funcionar. O delicioso cheiro de um alfa entrando por suas narinas e o fazendo ceder pouco a pouco. Ele sabia que faltava pouco até seu lado ômega o dominar e se deixar levar pelo alfa em sua frente.

— Por favor — suplicou com lágrimas nos olhos. — Por favor, me solte.

Baekhyun estava prestes a usar suas últimas forças para gritar por ajuda quando foi solto, com tanta força, que caiu de joelhos no chão. Ele procurou o Kim para saber o que tinha acontecido quando o viu no chão, com Chanyeol em cima de seu corpo.

Chanyeol. Seu doce alfa, Park Chanyeol, em cima de seu colega de trabalho, distribuindo socos com a mão direita enquanto segurava o colarinho do médico com a esquerda. Baekhyun estava em choque ao observar tal cena, que não percebeu os seguranças se aproximarem para tirar seu namorado de perto do outro alfa. Baekhyun só voltou ao presente ao sentir alguém o sacudindo com força.

— Dr. Byun, o senhor está bem? — Era uma das enfermeiras que trabalhavam na recepção.

A mente do Byun pareceu voltar à ativa e ele tentou ficar de pé, mas seus joelhos falharam e caiu novamente. Tentou achar Chanyeol na multidão que se formou para observar a briga e o viu sendo segurado por dois seguranças com um olhar enfurecido no rosto.

— Chanyeol! — gritou com lágrimas nos olhos.

Foi o suficiente para o Park parar de tentar se soltar e focar sua atenção na voz de seu pequeno ômega.

Os seguranças ao perceberem que o alfa tinha se acalmado, o soltaram, mas continuaram por perto para garantir que não ocorresse outra briga. A enfermeira que estava ao lado do Byun o ajudou a levantar e manteve o braço ao redor da cintura do ômega, para se certificar que ele não cairia novamente.

Enquanto isso, Hyunjoo havia levantado, e encarava Chanyeol com ódio no olhar.

— Eu quero esse homem preso! — gritou, apontando para o Park.

Um enfermeiro tentava levar o médico para uma sala, para poder tratar de seus ferimentos, mas Hyunjoo não saía do lugar.

— Ele me atacou! — continuou a acusar o alfa. — Exijo que ele seja preso.

Baekhyun se recusava a acreditar no que ele dizia. O ômega sabia que a diretoria do hospital não ficaria feliz com o ocorrido, apenas esperava que eles se apegassem mais a igualdade de direitos do que um chefe da pediatria. Que o único ômega do hospital fosse mais valioso do que um alfa qualquer.

— Você assediou o Dr. Byun — a enfermeira que o segurava contestou. — Você tentou ludibriá-lo com feromônios quando ele já tinha um alfa.

Ocorreu um arquejo coletivo no local. Tentar iludir um ômega sem seu consentimento era uma infração social grave e Hyunjoo percebeu a situação embaraçosa que havia se metido.

— Como eu deveria saber que ele tinha um alfa? — argumentou o Kim raivoso. — Ele não é marcado, portanto está livre.

Aquelas palavras acertaram Baekhyun com mais força do que o médico havia tentado fazer. O Kim só estava tentando achar uma desculpa para o que tinha feito, mas ômega sabia que tais palavras deixariam seu namorado inseguro.

Chanyeol não era como os outros alfas, mas ele ainda sentia a mesma necessidade de proteger e ter seu ômega para si como qualquer um. O fato de Baekhyun ainda não ser marcado o incomodava imensamente, mas sendo o alfa doce que é, Chanyeol nunca comentou seu desconforto ou forçou Baekhyun a se decidir sobre o momento certo.

Baekhyun começou a pensar se ele não havia deixado seu alfa esperando por tempo demais.

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Demorou um pouco para a rotina dos dois voltar ao normal.

Baekhyun já não andava mais sozinho pelos corredores, o que não era algo tão ruim, pois ele tinha feito amizade com a enfermeira que o ajudou no dia da briga, uma gentil beta chamada Joohyun. Ela era a que normalmente andava com Baekhyun pelo hospital e ficava de vigia caso algum alfa se aproximasse. O fato de Kim Hyunjoo não ter sido demitido e que ele continuava a andar pelo hospital deixava Baekhyun nervoso, mas não tinha o que fazer por agora.

Seu sonho era ter uma clínica própria, porém sua poupança ainda não tinha a quantia suficiente para isso e o Byun se recusava a pedir ajuda a seu namorado ou a seus familiares. Ele queria ser um ômega independente e seu orgulho não o deixava aceitar ajuda de outras pessoas.

A cada dia que Baekhyun ia trabalhar, Chanyeol ficava cada vez mais silencioso. Demorou uns dias para o Byun perceber a distância que o alfa estava colocando entre eles e quando tentou confrontá-lo, Chanyeol se afastou ainda mais.

Baekhyun sabia que o Park estava se sentindo culpado pela briga do hospital.

O ômega conhecia bem seu namorado para saber que ele estava se sentindo culpado e ao mesmo tempo desejoso pela marca. Esse fato fez o Byun pensar se ele estava mentindo para si mesmo sobre não estar pronto. A relação deles continuaria a mesma e apenas a ligação entre eles ficaria mais forte, mais segura. Iriam fazer quase dois anos de namoro e metade desse tempo passaram morando juntos.

A mente do Park estava em conflito nos últimos dias. O fato de ter brigado e usado a violência contra alguém, por mais que o médico tivesse merecido, em sua opinião, o deixava envergonhado. O vexame que Baekhyun devia ter passado em seu local de trabalho o fazia se sentir culpado, ainda mais pelo fato dele estar desejando marcar seu ômega desde o acontecido.

Por isso se afastou. Chanyeol não queria que uma vontade primitiva ditasse seu relacionamento com o namorado. Seu ômega havia declarado que ainda não estava pronto e o alfa iria respeitar isso, mas por enquanto, era melhor para os dois que ele se distanciasse.

Foi quando Chanyeol desviou o olhar durante o jantar que Baekhyun decidiu dar um basta na situação. Não iria mais aceitar que seu alfa se sentisse culpado por algo que ele não foi responsável.

Estava na hora de Baekhyun provar para Chanyeol que ele era o único alfa que queria em sua vida.

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Determinado a provar para Chanyeol que ele era incomparável em seu coração, Baekhyun tirou um dia folga em seu trabalho para preparar seu plano à noite.

Ele saiu para comprar os ingredientes da receita escolhida, deu uma passada na floricultura para comprar um buquê para o vaso da mesa de jantar e entrou na farmácia para comprar camisinha, porém ficou com vergonha ao ver sua professora do fundamental na fila e saiu do estabelecimento sem levar nada. Não queria encontrar com a Sra. Jung carregando pacotes de camisinha no dia que planejava ter o melhor sexo de sua vida.

Ele chegou em casa jogando as sacolas no chão e foi direto à cozinha para preparar o jantar. Baekhyun queria tentar fazer um Bife à Rolê, porém não tinha muita confiança em suas habilidades culinárias, visto que quem cozinhava normalmente era Chanyeol, mas como o ômega queria provar seus sentimentos, achou que não faria mal tentar preparar algo. Ele só esperava não explodir a casa enquanto isso.

Deixando a carne no forno, ele correu para tomar banho, tirando a roupa no meio do corredor e deixando-as lá, teria tempo de juntar tudo depois, mas percebeu no meio do caminho que ainda não havia escolhido uma roupa. Saindo do banheiro apenas de cueca, o Byun parou em frente ao seu guarda-roupa para escolher algo para vestir. Queria algo sedutor que saísse fácil de seu corpo, mas suas calças jeans eram apertadas demais e não eram de fácil acesso. Remexeu nas gavetas e cabides, mas não encontrou nada que o agradasse e combinasse com aquela noite.

Em seu estado nervoso e com a confusão de coisas para fazer em sua mente, o ômega resolveu dar uma pausa e beber água. Sua agitação e ansiedade não o ajudaria a completar nada, e com uma nova determinação, voltou para a sala. Reuniu a louça suja na pia e colocou o vaso com as flores novas em cima da mesa. Ele queria um jantar romântico à luz de velas e ficar aninhado com seu alfa no sofá após comer. Sua mente já estava imaginando os beijos que daria em seu namorado quando a porta do apartamento foi aberta. Baekhyun rapidamente sentiu o cheiro de seu alfa e olhou para o relógio para constatar que ele havia chegado mais cedo de seu turno na biblioteca.

De todos os dias possíveis, Chanyeol tinha que chegar mais cedo justo naquele? Baekhyun xingou baixo ao ver que nada estava pronto e seus planos estavam indo por água abaixo. O Byun ainda estava com a carne no fogo, uma bagunça na cozinha e apenas de cueca, parado no meio da sala quando Chanyeol entrou no cômodo. Seus olhos foram primeiro para a bagunça na pia, que estava cheia de pratos e talheres, e depois para o ômega ainda parado perto do sofá.

— Uhm... Surpresa? — tentou com um sorriso nervoso.

Chanyeol não parecia impressionado. Seus olhos focaram no torso nu de seu namorado, admirando por alguns segundos a pele branca e macia antes de prosseguir para a cozinha e observar o que tinha dentro do forno. Ele sabia que seu namorado era terrível na arte da culinária e temia que Baekhyun explodisse alguma coisa enquanto estivesse fora, então sentir o cheiro de queimado logo ao chegar em casa fez com que sirenes disparassem na cabeça do alfa.

— Baek, a carne está queimando — avisou para o ômega, que ainda estava desnorteado na sala.

— O quê? — o outro gritou, correndo para a cozinha.

Baekhyun desligou o forno e tirou a assadeira de dentro para observar os estragos. Parecia um bloco de carvão e sabia que não conseguiria salvar seu jantar após isso, contudo foi quando percebeu Chanyeol lavando a louça silenciosamente que ele sentiu as lágrimas começarem a escorrer pelo seu rosto. Só queria preparar uma noite romântica para demonstrar o quanto amava seu namorado e fazer seu alfa parar de se sentir culpado, mas tudo havia dado errado e o Park parecia nem notar suas intenções.

— Por que está chorando, meu amor? — Chanyeol aproximou-se após secar suas mãos.

Ver seu adorável ômega com lágrimas escorrendo por suas bochechas rosadas fazia o coração do gigante apertar. Baekhyun era lindo de todos os jeitos, porém ele odiava ver seu precioso namorado chorando.

— Deu tudo errado, Yeol — murmurou baixo enquanto passava as mãos pelo rosto para secar as lágrimas. — Eu tentei meu melhor para mostrar como eu te amo, mas nada deu certo.

Chanyeol sorriu com a doçura do menor e o envolveu em seus braços. Baekhyun não precisava demonstrar o seu amor, pois o alfa sabia muito bem como ele se sentia e debaixo de todas as suas inseguranças não duvidava do seu namorado.

— Eu tenho um lindo ômega dizendo que me ama — sussurrou ao depositar um beijo no cabelo do menor. — Não acho que tenha nada errado aqui.

Baekhyun levantou a cabeça para olhar nos olhos do Park e sentiu um calor em seu peito ao notar a adoração com que Chanyeol o olhava.

— Você se distanciou de mim — acusou o menor seriamente. — Desde o incidente no hospital você tem estado estranho.

O alfa sentiu a culpa penetrar dentro de si. Em sua incessante tentativa de poupar o menor de seus instintos e a vergonha que ele carregava desde a briga, Chanyeol não tinha considerado como seu pequeno ômega poderia estar se sentindo naquela situação.

— Me perdoe, meu amor — disse depositando pequenos beijos no rosto do menor. — Eu só não queria...

Baekhyun percebeu que o outro parou de falar e apertou seus braços ao redor do maior, tentado demonstrar que ele poderia falar quando estivesse pronto.

— Eu sinto muito por ter causado aquela briga — admitiu com pesar na voz. — Eu não queria colocar você em uma posição difícil em seu trabalho.

Se Chanyeol soubesse o quanto Baekhyun havia ficado grato e orgulhoso por ver seu doce alfa lutando por si , talvez ele não se sentisse tão culpado.

— Sabe, eu gostei muito de te ver lutando por mim — confessou com a voz baixa e bochechas rosadas de vergonha. — Foi algo fascinante de ver.

Depois de todo o nervoso da situação ter passado, o Byun chegou a conclusão que ver seu alfa o defender era algo que mexia com suas emoções e Chanyeol parecia tão atraente naquele momento, com os músculos enrijecidos e os botões da camisa social quase arrebentando.

— Você não ficou com vergonha? — indagou o alfa confuso.

— De quê? De ter um alfa forte me protegendo? — o ômega rebateu com outra pergunta.

Chanyeol estava começando a perceber como ele havia formado uma ideia errada da situação.

— Eu estive querendo te marcar também — completou o alfa aflito. — E eu sei que você não está pronto ainda, por isso fiquei com medo e acabei me distanciando.

Baekhyun sentiu seu coração dar um salto em seu peito. Não eram todos os ômegas que tinham a sorte de ter um alfa atencioso e carinhoso por perto. Isso só fez o Byun ter mais certeza sobre a decisão que havia tomado. Ele passou os braços ao redor do pescoço do maior e deu um pulo para envolver as pernas na cintura do gigante, que o segurou com firmeza pelas coxas apesar da surpresa estampada em seu rosto.

— Bem, já que o jantar está destruído e já resolvemos nossos problemas, que tal irmos direto para sobremesa? — propôs com um sorriso sedutor.

A resposta de seu namorado foi o puxar para mais perto e colar suas bocas em um beijo. Baekhyun os separou por uns segundos para sussurrar:

— Leve-me para a cama.

O alfa então começou a andar em direção ao quarto e Baekhyun arfou ao sentir o trinco da porta raspar em suas costas, Chanyeol aproveitou e enfiou sua língua na boca quente do menor. Baekhyun se segurou melhor em seu ombro para não cair e embrenhou uma das mãos nos fios encaracolados do gigante.

O ômega só percebeu que eles haviam chegado no quarto quando o alfa o depositou gentilmente na cama e se posicionou entre suas pernas, o corpo pesado do maior em cima do seu. Baekhyun se apegava ao Park como se ele fosse a última gota de água do planeta, agarrando seus ombros fortes e puxando seu cabelo enquanto o alfa mordia seu lábio inferior incessantemente.

O ômega já podia sentir o lubrificante natural de seu corpo molhando sua cueca e encharcando o tecido. O cheiro da excitação do menor assaltou o olfato de Chanyeol e fez com que ele ficasse desorientado por alguns segundo e parasse o beijo. O Byun aproveitou o tempo para beijar o pescoço do maior e tentar tirar a camisa que ele estava vestindo, mas Chanyeol não tinha nenhuma intenção de levantar os braços e retirar as mãos da pele macia do ômega.

Em um movimento ágil, o alfa prendeu os pulsos do menor acima de sua cabeça com uma das mãos enquanto distribuía beijos molhados pelo torso pálido, parando algumas vezes para mordiscar e chupar a região. Baekhyun sentiu seu membro enrijecer com a atenção que Chanyeol estava dando em um de seus mamilos, o alfa mordia e chupava, prendendo a pequena protuberância entre os dentes.

O ômega sentiu que finalmente conseguia respirar quando o Park levantou para tirar a camiseta e calça jeans que estava apertando seu membro duro. Baekhyun sentiu o ar sair de seus pulmões ao notar os músculos definidos do outro, ele sempre se surpreendia em como Chanyeol conseguia esconder seu corpo e passar despercebido. As pessoas mal sabiam que, por baixo de todas aquelas roupas, existia um alfa gostoso e que sabia foder Baekhyun como ninguém.

Baekhyun soltou uma de suas mãos e puxou o cabelo de seu namorado, direcionando sua boca para perto, para que elas colidisse em um beijo novamente, porém o alfa não o deixou controlar dessa vez e enfiou sua língua de forma brusca, como se quisesse provar quem estava mandando ali. O barulho de beijos soava pelo quarto, junto com alguns gemidos que o Byun deixava escapar quando Chanyeol esfregava suas ereções ainda cobertas .

O alfa se distanciou para ajudar o menor a tirar a única peça de roupa que o separava da completa nudez. Ele ficou observando por alguns minutos a beleza do seu ômega, com as bochechas coradas, os fios bagunçados e a ereção pesada que pendia para sua barriga, deixando um rastro de sêmen. Baekhyun tentou cobrir o rosto ao ver seu alfa o encarando, mas Chanyeol segurou seus pulsos.

— Não tem por que se esconder, meu amor — sussurrou perto do ouvido do menor. — Você é precioso demais.

O Byun sentiu calafrios percorrerem o seu corpo ao ouvir a voz grave do maior tão perto de seu ouvido, ainda mais quando o alfa mordiscou o lóbulo de sua orelha. Com o rubor chegando até seu pescoço, o ômega esticou o braço para tirar a cueca do maior. Era injusto que ele ainda possuísse uma peça de roupa quando o próprio Baekhyun queria vê-lo sem nada.

Chanyeol se afastou para tirar sua cueca e Baekhyun se apoiou em seus cotovelos para erguer seu corpo e observar a cena em sua frente. O membro duro do alfa se erguia com orgulho e o ômega sentiu sua boca salivar ao ver uma veia em particular que estava saltada. Ele queria correr a língua pelo nervo enquanto seu alfa segurava seu cabelo e o puxava mais para perto.

— Eu sei o que está passando nessa sua cabeça e apesar de eu adorar a ideia, tenho outros planos.

Dito isso, o alfa segurou as pernas do menor e as levantou até que estivessem apoiadas em seus ombros, com ele no meio. Ele apreciou a vista que era seu ômega arquejando de prazer, tentando o trazer para mais perto enquanto o lubrificante natural escorria por suas coxas. Não conseguindo mais se conter, o alfa abaixou-se até que estivesse no mesmo nível que a entrada do menor, ele espalmou as mãos nas bandas fartas, separando-as para observar melhor a abertura que se contraía.

— Seu cheiro é tão bom aqui — contou o alfa, distribuindo beijos na parte inferior das coxas pálidas.

Baekhyun só sabia se contorcer a cada beijo e aperto que o Park dava. Ele embrenhou uma das mãos no cabelo do maior, tentando puxar sua boca para onde realmente queria, mas Chanyeol apenas o ignorava e continuava seu caminho lentamente.

— Eu posso? — indagou ao chegar perto da entrada do menor.

Baekhyun, perdido na névoa de prazer em sua cabeça, sentiu seu coração apertar em seu peito. Mesmo sentindo a dura ereção de seu namorado em sua perna, o alfa pedia pelo seu consentimento para fazer algo e Baekhyun sabia que, caso ele quisesse, Chanyeol pararia tudo que está fazendo e respeitaria seus desejos.

— Você pode continuar, alfa — confirmou o ômega.

Chanyeol deu um rápido beijo na coxa do menor antes de voltar sua atenção para a pequena abertura que transbordava lubrificante. O doce cheiro característico do ômega era mais forte ali e o Park passou uns segundos apenas inalando o prazeroso aroma .

Baekhyun ia pedir para o seu namorado se apressar quando sentiu uma língua adentrar sua abertura. Ele soltou um gemido alto ao sentir Chanyeol separar suas nádegas para encaixar melhor seu rosto. Os olhos do Byun estavam começando a lacrimejar pelo prazer que estava sentindo, e seu membro soltava cada vez mais gozo a cada mordida ou chupada que o maior dava. O alfa passava a língua por toda a região, fazendo Baekhyun se contorcer na cama.

Baekhyun estava ficando impaciente.

Não iria demorar para alcançar seu limite e gozar ali mesmo, com o rosto do alfa enfiado em sua bunda, porém não era esse o plano que tinha para noite, então puxou o cabelo de Chanyeol para que ele se afastasse. O alfa levantou rapidamente, confuso e excitado, para observar o Byun com desejo nos olhos.

— Eu quero te perguntar algo e quero que seja sincero — começou o ômega. — Você quer me marcar?

Chanyeol ficou estupefato. O sucesso de ter esclarecido como se sentia já era o suficiente, acreditava ele.

— Eu não quero forçar você a fazer algo que não está pronto ainda — admitiu com a voz baixa. — Eu esperei até agora e posso esperar mais.

Baekhyun sorriu com aquilo, contente com Chanyeol por colocar seu ômega em prioridade do que seus próprios desejos. Isso só reforçou a certeza que ele tinha.

— Você sabe qual foi o principal motivo de eu ter tentado fazer tudo aquilo hoje? — indagou se levantando na cama.

Chanyeol observou o menor engatinhar para mais perto e sentar em seu colo. Vendo que o alfa estava perdido demais para responder ele continuou:

— Porque eu queria que hoje fosse finalmente o dia que eu seria marcado pelo meu alfa.

Chanyeol segurou o rosto do menor entre as mãos, procurando sinais de que ele não estava confortável com aquela situação ou ao pedido. Baekhyun possuía segurança no olhar misturado com amor, e foi então que o Park finalmente relaxou. A ideia de que iria marcar seu ômega após tanto tempo e que Baekhyun queria isso tanto quanto ele o enchia de satisfação.

Ele começou a beijar o menor novamente, só que dessa vez mais brusco e apressado. Baekhyun respondia com igual fervor e abraçava o maior pelos ombros em uma tentativa de o trazer para ainda mais perto. As mãos de Chanyeol desceram pela coluna do menor, provocando um arrepio, e pousaram na carne farta de sua bunda, fazendo com que Baekhyun arquejasse ao sentir as pontas dos dedos do alfa tão próximas a sua entrada.

O Park começou devagar, enfiando apenas um dedo na abertura apertada do menor e esperando um tempo para o ômega se acostumar com a sensação. Quando Baekhyun fez um sinal para que ele continuasse, Chanyeol enfiou um segundo dedo junto com o primeiro e começou a movimentar os dígitos lentamente para não machucar o menor.

Baekhyun estava tentando se acostumar com a nova sensação e tentava relaxar quando sentiu os dedos de Chanyeol tocarem seu ponto de prazer, o fazendo soltar um alto gemido. O Byun estava excitado demais e encontrava-se começando a perder a paciência. Ele queria que outra coisa substituísse os dedos do alfa, mas Chanyeol parecia não escutar suas reclamações e apenas continuava a prepará-lo.

As duas ereções raspavam uma na outra, causando uma fricção que deixava Baekhyun ainda mais descontrolado. Lubrificante escorria até suas coxas e pingava no colchão, molhando o tecido. O alfa percebeu que o menor estava prestes a explodir e retirou os dois dedos lambuzados para poder guiar seu membro rijo para a entrada do menor, que se contraía à procura de algo para apertar.

— Você quer mesmo isso? — perguntou para ter certeza. — Eu preciso que me fale se mudar de ideia, está bem?

A resposta do Byun foi agarrar a ereção em suas mãos e a guiar até sua abertura que gotejava de prazer. O lubrificante natural do ômega facilitava a penetração e Baekhyun revirou os olhos ao sentir o membro de seu alfa adentrar sem dificuldades. Chanyeol o havia preparado bem, porém o alfa ainda esperou alguns segundos para seu namorado acostumar-se com a sensação.

Os movimentos começaram devagar, com Chanyeol segurando o menor pela bunda para ajudá-lo a se mexer e Baekhyun se apoiando em seus joelhos para subir e descer no pênis do alfa. Chanyeol apertava as nádegas do menor com o prazer, se deleitando no fato delas couberem perfeitamente em suas mãos e soltava um suspiro toda vez que Baekhyun apertava sua ereção.

O ritmo das estocadas ia aumentando à medida que o nó do alfa ia crescendo, Baekhyun não conseguia mais manter os olhos abertos e apenas gemia de prazer toda vez que o membro de seu namorado tocava sua próstata. O suor escorria pelas têmporas do alfa de tanta força que ele estava fazendo para não trocar de posição e jogar seu ômega na cama para meter com mais força ainda.

Os joelhos do ômega estavam começando a doer de ficarem na mesma posição por muito tempo, mas ele continuava a rebolar no colo do maior. Chanyeol distribuía beijos no pescoço do seu namorado, particularmente na região que desejava marcar, ele chupava com força, fazendo o Byun arquejar de prazer. O alfa subiu suas mãos até a cintura do outro e começou a estocar rapidamente e com força, mirando na próstata do ômega que chorava de prazer a cada vez que sentia a ponta da ereção do alfa dentro de si.

Chanyeol sabia que não faltava muito para ele gozar, então parou o ômega para que pudesse introduzir seu nó antes dele crescer mais. Novamente procurou o olhar de seu namorado em busca da última confirmação e com um aceno do menor, o alfa estava pronto. Segurou Baekhyun pela cintura enquanto esperava ele se acostumar com a sensação, o ômega estava com o cenho franzido em concentração, se sentindo cheio por ter o nó de seu alfa dentro de si. O Byun sentia tanto prazer que estava começando a ficar difícil controlar o volume de sua voz.

— Porra, você é tão apertado — exclamou o Park.

Quando o nó do alfa passou pela abertura apertada do Byun, os dois soltaram um suspiro coletivo. Impossibilitado de subir e descer no membro do Park, pois o nó o mantinha no lugar, Baekhyun apenas continuou a rebolar no colo de seu namorado, buscando seu ápice de prazer. Chanyeol, notando a impaciência do menor, pegou a ereção do ômega em sua mão e começou a fazer movimentos de vai e vem, dando atenção ao falo que deixava escapar algumas gotas de sêmen.

Baekhyun podia sentir que estava se aproximando e apertou os ombros do Park para alertá-lo que estava perto. Chanyeol apenas aumentou a velocidade de sua mão e deixou sua boca perto do pescoço do menor, pronto para quando fosse marcar. O orgasmo do menor o atingiu com força, fazendo com que ele jogasse a cabeça para trás enquanto gemia alto. Não demorou muito para o Park gozar também, pois Baekhyun estava contraindo ao redor de seu pênis, o fazendo ficar com a vista embaçada.

Chanyeol aproveitou que o ômega deixou seu pescoço exposto e o segurou pelo cabelo para mantê-lo assim. Ele depositou um pequeno beijo na região antes de abrir a boca e morder com força, fazendo com que gozasse mais uma vez e deixando Baekhyun com a boca aberta em um grito mudo. O Byun sentiu seu pescoço arder como se estivesse pegando fogo e durante todos os minutos que a sensação continuou, Chanyeol fazia caricias em seu cabelo e bochecha, dizendo:

— Você está indo muito bem, meu amor. Já vai passar.

Depois de minutos, que pareceram horas para o ômega, a sensação finalmente diminuiu. Cansado, com o suor fazendo seu cabelo grudar em suas têmporas, Baekhyun apenas deitou em cima de seu namorado e esperou o nó do alfa desinchar para que eles pudessem se separar. Chanyeol puxou dois travesseiros para servirem de apoio para suas costas e abraçou Baekhyun para mantê-lo aquecido.

— Você está bem? — indagou o alfa após alguns minutos.

A euforia de ter marcado seu ômega após tanto tempo havia passado e a consciência do gigante voltava pouco a pouco.

— Bem... Era para arder desse jeito?

Chanyeol plantou um beijo nas partes alcançáveis do menor, em seus ombros, testa e qualquer lugar que ele conseguisse achar.

— Acredito que sim, afinal, nossas almas estão unidas agora — comentou com um sorriso.

Baekhyun queria se esticar e beijar os lábios cheios do gigante, entretanto seu corpo parecia pesado demais e suas pernas ainda doíam do esforço da atividade anterior, então ele se contentou de pegar uma das mãos grandes e depositar um beijo.

— Obrigado, por me deixar marcar você.

Baekhyun se virou para poder olhar nos olhos do Park que estavam cheios de lágrimas. Ter o prazer de poder chamar um ômega de seu e saber que, daqui para frente, Baekhyun estaria seguro de qualquer alfa que tentasse seduzi-lo com feromônios fazia Chanyeol se emocionar.

— Seu grande bebê, eu que deveria agradecer por ter esperado durante tanto tempo sem nem reclamar — confessou o Byun com um sorriso gentil.

Eles continuaram assim até Baekhyun reclamar de frio e o alfa ter que se mover com o menor no colo para puxar o cobertor.

— Chanyeol...

O Park estava quase caindo no sono quando ouviu o menor chamando seu nome, o que o fez acordar. Baekhyun estava coberto até o pescoço, apenas uma parte pequena de seu rosto visível, e o olhava carinhosamente.

— Chanyeol... Eu amo você...

O gigante tinha certeza que o Byun queria falar mais alguma coisa, mas foi levado pelo sono antes de conseguir terminar. Chanyeol não ligou, ele apenas se aconchegou para mais perto e envolveu o menor com os braços.

Seja lá o que Baekhyun queria dizer, o alfa poderia ouvir depois, afinal, eles tinham o resto de suas vidas para isso.

12 de Marzo de 2019 a las 13:27 0 Reporte Insertar 121
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