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poisonbunny Poison Bunny

Bastou apenas um sim no altar para trazer Jinyoung as suas mais dolorosas e preciosas memórias. [JJP/Bnior]


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#angst #jinyoung #JB #canon #Bnyoung #Bnior #JJProject #got7
Cuento corto
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#1

Era uma manhã ensolarada de maio, o sol primaveril adentrava os vitrais do salão criando lindos reflexos no chão. A decoração era delicada, cortinas de voil presas a um portal de madeira davam um ar sofisticado ao ambiente originalmente rústico. Os bancos laterais estavam perfeitamente alinhados e distribuídos para todos terem uma boa visão do altar. O tradicional tapete vermelho havia sido substituído por um branco, coberto com pétalas de rosas amarelas, combinando assim com as colunas de cristal que acompanhavam o caminho e os lindos buquês de dentes de leão localizados no topo de cada coluna. Apesar do alto investimento para o casamento, a imagem total era simples e refletia perfeitamente a natureza do casal que iria ali fazer seus votos em poucas horas.


Jinyoung sorriu observando a luz do sol refletir no lustre de pedras de cristal que ficava no centro do salão, criando lindos pontos luminosos ao redor como pequenos diamantes. Tudo ali era a cara do seu maknae favorito e ele não poderia estar mais feliz por fazer parte de um momento tão importante como aquele.


— Hyung? A voz baixa de Yugyeom chamou a atenção de Jinyoung, que sorriu ao ver que o mesmo já estava vestido com seu terno branco estilo príncipe para a cerimônia.


— Yah, Yugyeommie — chamou Jinyoung caminhando os poucos passos que os separavam até ficar de frente ao mais novo — Você me parece nervoso.


— E tem como não ficar nervoso? É o meu casamento hyung. Nem estou acreditando.


Jinyoung riu da expressão nervosa do outro e lhe deu dois tapinhas nos ombros.


— Quem diria que você seria o primeiro de nós a se casar, hum? Estou tão orgulhoso.


Yugyeom era o mais novo dos sete e logo depois que voltou de suas tarefas do exército anunciou a todos que iria se casar com uma das dançarinas que costumava se apresentar com o grupo na época de atividades.


— Os outros estão nos esperando na sala do noivo. Os demais convidados chegarão em breve, precisamos nos apressar — Yugyeom falou, esse foi o motivo dele ter ido chamar o mais velho ali no salão da cerimônia.


Jinyoung apenas concordou com a cabeça e acompanhou o outro até o salão onde os demais padrinhos aguardavam junto do noivo os comandos da cerimonialista. Quando eles chegaram na porta, Yugyeom exitou um pouco e falou de maneira receosa.


— Ele já chegou, espero que você entenda que não tinha como eu não o convidar, vocês são minha segunda família.


— Hey, não se preocupe. Eu sei que ele está aqui e que será um dos padrinhos. Obrigado por se preocupar, mas pode ficar tranquilo.


Yugyeom lançou um olhar preocupado não acreditando cem por cento na fala do amigo, mas a essa altura não tinha muito que ele poderia fazer.


A porta de madeira rangeu quando Yugyeom a abriu e todos os olhos que estavam no cômodo se viraram para eles. O mais novo sorriu enquanto recebia os abraços dos demais que estavam ali, lhe parabenizando pelo casamento.


Jinyoung entrou silenciosamente na sala e fechou a porta atrás de si. Seus olhos vagaram pelos rostos presentes e ele sorria para cada um, sentindo seu peito aquecer ao ver cada carinha das quais ele sentia tanta falta. Foi então que seus olhos finalmente se encontraram com aquelas duas orbes afiadas e negras, o encarando da janela na lateral direita. Um aperto na garganta e um peso no estômago se formou em Jinyoung, enquanto eles silenciosamente travavam uma batalha entre os olhares, aguardando o próximo movimento um do outro.


Como sempre Jinyoung foi o primeiro a ceder, desviando um pouco o olhar e lançando um sorriso sem graça ao outro na janela. Suas mãos suavam frias, era uma reação da qual ele já estava acostumado há anos, mas não importava quantos anos se passassem, Jaebeom sempre causava isso nele.


— Ora ora, se não é nosso ator Park Jinyoung. — Jackson de forma animada chamou a atenção de Jinyoung, lhe dando um abraço forte como eram acostumados a fazer.


— Falou o maior pop star da China — Jinyoung completou abraçando o amigo de volta.


— Você está tão lindo Jinyoung, não mudou nada o príncipe da Coréia.


Jinyoung riu verdadeiramente, Jackson sempre era exagerado e quando se tratava do Park ele fazia questão de ser ainda mais.


Um abraço lateral pegou Jinyoung de surpresa, mas logo ele estava retribuindo o gesto, deixando o perfume familiar de Mark preencher suas narinas.


— Que saudades de você Mark hyung — Jinyoung falou pro amigo. Mark foi o primeiro a partir depois que os contratos não foram renovados. Ele preferiu voltar para LA e seguir sua vida como modelo e produtor de música em sua terra natal.


— Digo o mesmo, conversas pelo celular nunca são iguais às pessoalmente — Mark ajeitou uma mecha do cabelo de Jinyoung e depois lhe falou baixo — está tudo bem aqui? — Mark cutucou levemente o peito de Jinyoung, na região cardíaca e recebeu um sorriso em resposta.


— Nunca esteve melhor — o mais novo respondeu. Mark e Yugyeom eram os únicos que sabiam o que havia acontecido em seu passado e ele agradecia pelos dois ainda se preocuparem, mesmo depois de tantos anos.


Jinyoung saiu dos braços de Mark e depois aceitou o abraço de Bambam e Youngjae. Eles não tinham mudado nada e como sempre foi uma comédia conversar com eles. Youngjae ainda trabalhava na JYPE com ele, por isso os dois se viam frequentemente, enquanto Bambam estava de volta a Tailândia, trabalhando em uma emissora local e sendo o que ele sabia fazer de melhor, um ótimo host de programas de tv e modelo para as principais marcas do país.


Os meninos falavam animados, contando novidades de suas vidas e muito ansiosos pelo casamento do maknae do grupo. Jinyoung sentiu um peso em seus ombros, aquele típico de quando alguém está lhe observando fixamente, mas ele ignorou a pressão, respirando fundo e dedicando sua atenção a Jackson e Mark que contavam animados suas atividades.


Ignorar Jaebeom não era uma tarefa fácil, não quando ele era o ex-líder do seu grupo musical, um amigo de longa data e principalmente, quando ele era seu ex-namorado. O mais velho foi uma peça importante em seu passado e a ferida deixada pela separação ainda latejava em algumas noites mais frias, por mais que Jinyoung dissesse o contrário.


Pouco tempo se passou até a funcionária da empresa contratada por Yugyeom para organizar o casamento os chamar, dizendo que todos deveriam se preparar que em breve a cerimônia iria começar.


Yugyeom foi o primeiro a sair da sala, indo se encontrar com seus familiares. Os seis padrinhos foram conduzidos até a ante-sala que antecedia o salão da cerimônia para se juntarem às madrinhas que a noiva havia escolhido. Jinyoung fez par com uma outra dançarina da JYPE, ele reconheceu a mesma assim que entrou no local. Os pares eram determinados pelas cores das gravatas e vestidos das madrinhas.


A cerimonialista os ordenou em uma fila e disse que cada um deveria ir para um lado, assim que chegassem ao altar. Jinyoung sentiu os pelinhos de sua nuca arrepiarem quando Jaebeom foi posicionado atrás de si, era o mais próximo que eles já tinham ficado desde que o grupo cessou as atividades e ele precisou se concentrar para não demonstrar sua ansiedade ao outro.


O som do violão começou e aos poucos a porta que dividia os dois ambientes se abriu para que os padrinhos adentrassem no salão. Diversos rostos conhecidos estavam nos bancos de convidados e Jinyoung sorria para eles, caminhando de forma elegante até seu ponto final ao lado direito do noivo. Yugyeom balançava no lugar, ansioso pela entrada de sua noiva. Jinyoung ria de forma discreta do amigo e quando a música mudou para a marcha nupcial, a atenção de todos se voltou para a porta.


A noiva de Yugyeom estava linda, seu buquê de flores brancas era delicado e harmonizavam com o seu vestido branco de rendas. Jackson estava com os olhos cheios de lágrimas, se segurando para não fazer uma cena no casamento do amigo.


Quando a mulher chegou ao altar, Yugyeom beijou sua mão e se posicionou ao seu lado, para que o responsável da união pudesse dizer algumas palavras para o casal.


Jinyoung observou o casal ouvir atentamente as frases de juramento, mas seu coração era um traidor e logo nas primeiras palavras os olhos do moreno saíram do casal e percorreram a decoração já lhe familiar até finalmente chegar na última pessoa que ele queria encarar naquele momento.


A luz refletida pelo lustre de cristal acima do altar brilhava nos brincos de Jaebeom, hipnotizando Jinyoung na imagem do outro. Se Jinyoung não tinha mudado muito durante os anos que se passaram, Jaebeom tinha mudado menos ainda. Seus cabelos pretos como a noite estavam estilizados para trás, da forma que antigamente fazia suas fãs perderem a cabeça ao ver. Os ombros largos acrescidos do terno perfeitamente cortado e costurado para seu corpo lhe davam uma aparência forte e poderosa, Jaebeom poderia se passar por um CEO de uma grande empresa que ninguém duvidaria. Contudo, Jinyoung se perguntou se no conforto de casa o mais velho ainda gostava de usar as largas camisetas e shorts de basquete, igual em seus tempos de grupo, quando eles viviam sob o mesmo teto.


A imagem fria e poderosa de Jaebeom era uma fachada para a mídia, Jinyoung sabia melhor do que ninguém o quão dengoso e confortável ele poderia ser com as pessoas que confiava. Ou pelo menos era assim enquanto eles estavam juntos. Esse Jaebeom que estava na sua frente era um desconhecido para si e por mais que Jinyoung tivesse passado grande parte da sua vida ao lado do outro, ele já não podia dizer que o conhecia, não como antes.


Os olhos de Jaebeom encontraram os de Jinyoung e o mais novo prendeu a respiração em seu peito, sem desmanchar o contato visual. Jinyoung sabia que deveria desviar, encarar Jaebeom era como entrar num labirinto sem um mapa, um caminho sem volta repleto de loopings e seus sentimentos eram fracos demais para fugir da profundidade deles.


As ondas de lembranças e emoções carregavam Jinyoung para longe da terra firme, ele era empurrado para alto mar e por mais que ele lutasse para ir contra a maré, suas memórias já estavam ali, o sufocando.


“Sua existência é aquela que me permite ser forte. Eu sou realmente grato por você estar ao meu lado


A pequena frase que tinha tanto significado para Jinyoung passou por sua mente enquanto seus olhos fitavam o mais velho sem exitar. Jaebeom havia escrito isso em sua carta para Jinyoung no segundo fanmeeting do grupo e ele lembrou como se fosse ontem como seu coração palpitou acelerado com a singela declaração.


Naquela época os dois ainda eram muito jovens para entender os significados de seus sentimentos e como isso poderia impactar em suas vidas.


“Oh hyung, você se lembra de como éramos bobos um com o outro? Cheios de piadas internas e gestos que somente nós dois entendíamos”


Jinyoung pensou amargamente, se lembrando de como eles eram complementares, um sempre antecipando as atitudes do outro, espelhando os movimentos como se fossem apenas um corpo. Alguns conhecidos próximos diziam que eles pareciam irmãos de tão iguais, mas irmãos jamais fariam o que eles faziam quando em quatro paredes. Não, eles não eram irmãos e nunca se viram como, porque além da cumplicidade de suas atitudes, os dois dividiam um desejo carnal um pelo outro. Desejo que só era satisfeito em suas camas enquanto um chamava o nome do outro entre gemidos de prazer.


A expressão que Jaebeom sustentava enquanto encarava o mais novo do outro lado do altar parecia querer lhe dizer algo. Uma angústia presa ou um desejo reprimido. Jinyoung não sabia identificar, ele só sabia que a cada segundo gasto imerso naquelas orbes mais ele se sentia de volta no tempo, quando Jaebeom o chamava pelo seu apelido favorito e ele era apenas seu Beommie.


Ainda hoje, depois dos anos separados, Jinyoung se perguntava onde foi que eles tinham errado. É claro que a vida de ídolos não era fácil, mas eles sempre souberam como equilibrar as coisas e quando foi necessário eles até mesmo se afastaram. Pouquíssimos sabiam do relacionamento, Mark e Yugyeom só descobriram quando o mesmo estava prestes a desabar e Jinyoung naquela noite não conseguiu controlar as lágrimas. Por mais indiretas que eles recebessem, nunca foram pegos em momentos que pudessem entregar que o que eles tinham fosse além de um forte laço de amizade.


... uma relação indestrutível com Jinyoung.

Parece que as nossas lápides ficarão lado a lado umas das outras também


A queimação das lágrimas brotando e a súbita falta de ar fez Jinyoung, finalmente, quebrar a magia dos olhos de Jaebeom e desviar o olhar. Se sua caixinha de lembranças não fosse sua pior inimiga, Jinyoung não saberia dizer quem mais poderia ser. A memória da frase mais significativa que ele ouvira de Jaebeom era uma das poucas coisas que podiam o fazer perder o controle. Os dois estavam vivendo o melhor momento de suas vidas, finalmente um comeback como dupla e recebendo o reconhecimento por todo o trabalho dedicado por anos. A frase veio de forma inesperada enquanto eles respondiam algumas perguntas para a revista que havia os escolhido como modelos de capa. Jinyoung ouviu Jaebeom responder a jornalista e ele se lembrava perfeitamente como os olhos do mais velho o procuraram enquanto enunciava as palavras que como uma lâmina, cravaram cada sílaba no peito do mais novo. Naquele mesmo dia antes de irem dormir, Jinyoung entrou no quarto de Jaebeom e o questionou sobre a resposta. O mais velho, como sempre, lhe abriu um sorriso e acariciou sua nuca da forma que sempre fazia quando queria relaxar o outro antes de lhe responder.


Nós somos indestrutíveis Jinyoungie.

Não importa o que aconteça, eu sempre estarei ao seu lado


Jinyoung sorriu de volta e se inclinou na direção do outro, colocando suas mãos em cada lado de seu rosto e lhe beijando, um beijo selador da promessa que eles nunca iriam abandonar um ao outro.


E foi incrível como ele se lembrou justamente disso agora, quando os dois estavam a poucos metros de distância um do outro, mas com os corações longe. Ouvindo um de seus melhores amigos jurar a noiva que iria estar ali, presente, sempre que ela precisasse dele. A lágrima solitária desceu pela lateral do rosto de Jinyoung, ele não tentou limpá-la para não chamar mais atenção do que devia. Apenas deixou Jackson lhe dar um tapinha no ombro enquanto lhe dizia que não tinha problema em chorar ao ver o amigo casando. Mal sabia ele que essas lágrimas infelizmente não eram pela felicidade do amigo, mas sim por sua solidão.


Faltava pouco para a cerimônia se encerrar, Yugyeom terminava seus juramentos e segurava a aliança em seus dedos trêmulos. Jaebeom e Jinyoung nunca usaram acessórios com algum significado como alianças, porém Jinyoung tinha um anel jogado em uma das suas caixinhas de jóias que apesar de tudo até hoje ele não havia conseguido se desfazer. Era um anel de prata simples, com uma pequena lua crescente aplicada, foi um dos acessórios usados durante uma das promoções do grupo, mas Jinyoung pediu para a estilista para poder ficar com o anel, tudo porque o mais velho tinha um outro complementar e dissera para ele que o anel ficava bonito em seus dedos longos.


Era tão estranho estar ali de frente para seu ex e repassar todas essas memórias com tanta lucidez em sua frente, Jinyoung queria questionar, perguntar se Jaebeom também se lembrava desses momentos. Se Jaebeom ainda se lembrava dele, de como eles eram apaixonados e de como seus lábios se encaixavam confortavelmente uns nos outros em longos beijos preguiçosos nos raros momentos que eles tinham a sós no dormitório.


Entretanto, Jinyoung não tinha motivos para falar com o outro e era melhor deixar tudo como estava. Ele não sabia como Jaebeom vivia agora, se ele já tinha encontrado outra pessoa ou se assim como ele, rejeitava qualquer relacionamento que começasse a ficar um pouco mais sério.


O mestre de cerimônias finalmente encerrou o casamento e os noivos se beijaram. Todos os convidados aplaudiram o novo casal e fizeram uma fila para que os mesmos pudessem atravessar de volta para o outro salão. A cerimonialista sinalizou para os padrinhos seguirem atrás dos noivos e Jinyoung sorrindo levemente acompanhou seu par para a posição correta.


O perfume de Jaebeom chegou às narinas de Jinyoung quando ele entrou na frente do mesmo, a fragrância do Jo Malone ainda era a mesma de quando trabalhavam juntos e Jinyoung se segurou para não virar para trás e inalar profundamente aquela essência que por muito tempo foi o seu favorito.


Os padrinhos saíram do salão da cerimônia e foram direcionados a outro local, ainda dentro da propriedade alugada por Yugyeom, onde seria realizada a festa dos noivos.


Evitar Jaebeom durante o almoço de casamento foi fácil. Jinyoung se sentou o mais distante que pode e em um lugar onde eles não pudessem trocar olhares. Mark e Bambam estavam a sua volta e conduziam a conversa de forma animada, não deixando que ele se lembrasse sequer que o ex estava naquele mesmo lugar.


O almoço estava uma delícia, os pratos variaram entre os tradicionais coreanos e alguns estrangeiros que Yugyeom adorava. Jinyoung bebiscava em sua cerveja e acompanhava com os olhos os primeiros convidados que se animavam na pista de dança. Numa festa repleta de dançarinos era esperado que o momento do baile fosse o mais aguardado. Mesmo não sendo mais de um boy group, Jinyoung ainda treinava seus passos de dança, uma paixão da infância que ele nunca deixou morrer e assim como era esperado, se deixou ser levado por Mark e Bambam para o meio dos demais.


Em pouco tempo eles estavam misturados aos dançarinos que conheciam bem das épocas de turnê e as principais coreografias saiam de seus corpos como se eles nunca tivessem deixado de ensaiar. Jinyoung ria da apresentação de Bambam e Youngjae, dançando uma coreografia feminina com maestria, até sentir uma mão em seu ombro, o fazendo virar para ver quem o chamara.


Jaebeom segurava dois copos com cerveja, e ofereceu um deles para o mais novo. Era a bebida favorita dos dois, passaram diversos dias de folga sentados na varanda do dormitório apenas bebendo e conversando, como se não houvesses preocupações. Jinyoung não conseguiu recusar o copo, não quando aqueles olhos o perfuravam de modo intenso e convidativo.


— Olá Jinyoung — a voz rouca e gentil de Jaebeom ecoou nos ouvidos do mais novo e ele engoliu a seco o impacto delas em seu peito.


— Olá Jaebeom hyung.


O nome do mais velho parecia estranho em sua boca, depois de tanto tempo sem pronunciá-lo. Era como tentar falar uma língua aprendida durante a juventude, mas esquecida pelo tempo devido a falta de uso. Um par de braços quebrou o olhar que os dois mantiveram até então. Jackson abraçou os dois pelos ombros, animado pelo reencontro.


— JJ Project! Quanto tempo não os vejo juntos. Estão preparados para animarmos essa festa?


Jaebeom fez um ruído na garganta, envergonhado pela manifestação alheia. Jinyoung apenas bebeu a cerveja que receberá do mais velho e tentou não fazer uma expressão sofrida ao ser referenciado pelo antigo nome do duo.


Os seis antigos amigos dançaram as principais batidas pop da atualidade e da época em que eram ativos, até a cerimonialista chamar a atenção de todos para a entrada dos noivos que estavam voltando da sessão de fotos. O casal havia trocado de roupas para algo um pouco mais confortável para o baile e entraram alegres ao som das palmas dos amigos. Os convidados fizeram um círculo e deram espaço para os noivos dançarem a primeira valsa e com o desenrolar da música os padrinhos se juntaram ao casal, dançando cada um com seu respectivo par. Yugyeom estava com um sorriso de orelha a orelha em seu rosto e Jinyoung nunca se sentiu tão orgulhoso do mais novo quanto naquele momento. Após a valsa os noivos saíram cumprimentando os convidados e Jinyoung cansado da pista voltou a se sentar na mesa do almoço.


Poucos minutos se passaram até a cadeira ao seu lado se arrastada e Jaebeom se sentar ao seu lado, o mais novo virou um copo de água que estava na mesa de uma vez para se manter calmo.


— Jinyoung, será que podemos conversar um pouco? — Jaebeom perguntou observando todos os detalhes do rosto do outro.


Os olhos de Jinyoung se fecharam lentamente enquanto ele pensava em uma resposta. O que Jaebeom queria conversar agora? Será que ele não conseguia fingir que ele não estava ali e curtir o casamento?


— Jaebeom eu acho que não…


Yugyeom e sua noiva chegaram a mesa onde os dois estavam. O maknae os encarou espantado, pois não esperava os ver juntos e tentou manter uma expressão neutra quando seus olhos cruzaram o de Jinyoung.


— Parabéns pelo casamento Yugyeommie — Jinyoung se levantou e abraçou o amigo e depois cumprimentou a noiva sorrindo gentilmente.


Jaebeom imitou o cumprimento e eles receberam um sorriso alegre do casal.


— Estou muito feliz por estarem aqui. Eu gostaria de dizer que sou uma grande fã de ambos — a noiva falou animada — será que eu posso pedir um presente para ambos? Eu já falei com os outros e todos concordaram, agora só falta vocês.


Os olhos de Jinyoung cruzaram com os de Yugyeom, que nesse momento disfarçava, olhando para o lado e fingindo não estar ouvindo o que a esposa falava.


Jaebeom e Jinyoung inspiraram e concordaram com a cabeça, tirando mais um sorriso de felicidade da esposa do maknae.


— Não é segredo para ninguém que eu sempre fui muito fã de vocês e tem uma música em especial que sempre mexeu comigo e quando eu conheci o Yugyeom Oppa eu sempre me pegava cantarolando e associando nós dois a ela. — a mulher sorriu para Yugyeom que coçou a cabeça em timidez, ficando todo vermelho pela revelação — Seria pedir muito para vocês cantarem Prove It para nós, como um presente especial dos padrinhos?


Jinyoung sentiu o chão sumir debaixo dos seus pés ao ouvir o nome da música solicitada. Como um estalo em sua cabeça ele se lembrou de quando Jaebeom lhe mostrou a música na versão demo no celular. Eles estavam no estúdio da JYPE depois de um dia de gravação e o mais velho o abraçou por trás no sofá que existia ali, pedindo para que ele avaliasse a canção. Tudo seria simples se Jaebeom não tivesse cantarolado os principais trechos da música junto a demo ao seu ouvido e no fim insinuando que a música havia sido escrita enquanto ele pensava em si.


Jaebeom quase derrubou a cadeira que estava ao seu lado, fazendo um barulho exagerado enquanto fingia estar bem, mas Jinyoung sabia que ele estava nervoso pelo pedido e o encarava pelo rabo dos olhos, esperando que ele decidisse pelos dois o que deveria ser feito.


Durante todos os anos de existência do grupo, Jinyoung nunca rejeitou um pedido de Yugyeom e era óbvio que ele não iria recusar um pedido de sua esposa, ainda mais em seu casamento. Por isso ele concordou com o pedido, sabendo que se arrependeria daquilo mais tarde.


A mulher bateu palmas em comemoração e disse que iria preparar tudo para que os garotos pudessem cantar para eles. Seria a versão apenas dos dois e com Youngjae e Mark, tudo para que ela pudesse registrar o momento ao lado do marido.


Assim que o casal saiu de perto, Jaebeom tentou conversar com o Jinyoung, mas este rejeitou, saindo para o jardim do local para aliviar a cabeça.


"Se acalme Jinyoung, é apenas uma música. Você já a cantou milhares de vezes"


Jinyoung falava para si mesmo enquanto observava o vento balançar as folhas das árvores. Ele iria fazer isso por Yugyeom e depois iria dar um jeito de sumir da frente de Jaebeom. Eles não tinham mais nada para conversar e era melhor continuar assim, antes que ele dissesse algo desnecessário ao mais velho.


Não demorou muito para Jinyoung ser chamado por Mark, para que eles pudesse cantar para os noivos. Ele respirou fundo e segurou na mão do amigo que o acompanhou até o pequeno palco do salão, onde eles se posicionaram e pegaram os microfones.


A mão de Jinyoung tremia em antecipação, além da pressão de estar ao lado de Jaebeom, também fazia algum tempo que ele não cantava em público e não se sentia seguro o suficiente para tal.


O instrumental da música começou e Jinyoung fechou seus olhos para focar somente na melodia, ignorando seus arredores.


"Eu quero que você escolha minhas roupas

E que quando eu ande por esse caminho, você esteja ao meu lado"


A letra da música foi pronunciada como se Jinyoung cantasse a mesma todos os dias, ele jamais se esqueceria dela e a cada palavra sentia seu coração reabrir as feridas que ele acreditava já terem sarado.


"Então poderíamos ficar mais próximos

Eu te abraço forte para que a gente não se separe

Então podemos ficar mais próximos um do outro

Eu espero que você entenda meu coração"


A voz de Jaebeom o arrepiou, ele não podia mentir que sentia falta daquele timbre. O mais velho ainda mexia consigo e ouvir sua voz tão próxima de si só o fazia se afundar ainda mais nas memórias de quando eles estavam juntos.


"Eu continuo querendo ir, só você e eu

(Você e eu yeah yeah yeah)

Eu quero fazer todas as coisas, você e eu

Minha cabeça está cheia de você, quero te abraçar agora"


Jinyoung tremeu um pouco sua voz nas notas finais e torceu para que ninguém tivesse notado seu desafinamento. Aquilo era demais para si, ele era humano e as emoções estavam fortes demais para até ele, um exímio ator, aguentar de postura erguida. A música finalmente terminou e todos aplaudiram. A noiva chorava abraçada em Yugyeom e Jinyoung entregou seu microfone para Mark, evitando cruzar o olhar com qualquer um ali. Desceu as escadas do pequeno palco às pressas e apenas sorriu para os demais convidados que vieram lhe parabenizar pela apresentação surpresa.


Ele ia explodir. Seus pés o levaram para o lado de fora do salão e continuaram andando em velocidade apressada até o estacionamento onde seu carro estava. Ele não podia ir embora, mas também não podia ficar mais nenhum minuto ali sem entrar em colapso. Destravou o veículo apertando o botão das chaves no bolso da calça e adentrou no mesmo, se apertando no banco de motorista.


— Não chore Jinyoung… Não chore.


Ele falou entre a respiração ofegante, tentando evitar que as lágrimas escorressem. Se ele começasse a chorar agora, ele não iria se segurar e não teria como justificar sua cara inchada aos demais convidados.


— Falta pouco, só mais algumas horas e você pode voltar para casa e tudo voltará a ser como antes. Finja que ele não está aqui.


Jinyoung demorou mais do que esperado para voltar ao salão, mas ninguém questionou o que havia acontecido. Mark ficou ao seu lado por todo o restante da festa e de alguma forma, Jaebeom pareceu ter percebido que ele queria distância, não tentando mais nenhuma vez fazer contato com o mais novo até o fim da festa. Yugyeom pediu desculpas durante seu último abraço a Jinyoung, ele sabia que o maknae não tinha culpa de nada, o problema era dele e de Jaebeom, mas ainda assim agradeceu o gesto do amigo e lhe desejou pela última vez felicidades. Afinal alguém entre eles deveria ser feliz com a pessoa amada.


O sol já havia se posto quando Jinyoung chegou em sua casa, localizado em um condomínio de luxo, afastado um pouco do centro de Seoul. Ele jogou seu terno e a gravata no braço do sofá antes de se jogar no mesmo, ignorando seus princípios de manter a casa o mais organizado possível.


O lustre da sala acima de sua cabeça estava com uma lâmpada queimada, mas Jinyoung estava exausto demais para trocar, deixando essa tarefa também para o dia seguinte, ficando apenas observando a lâmpada apagada se tornar um borrão na sua vista.


[...]


Dois dias se passaram desde o casamento e Jinyoung estava em sua casa, aproveitando a brisa da primavera que entrava pela porta aberta da sacada. Ele tinha textos para decorar do seu novo drama, contudo estava aproveitando um pouco do seu tempo livre para espairecer a mente, ele ainda tinha tempo e já conhecia a dinâmica do personagem bem o suficiente para aprender as falas mais tarde.


Jaebeom ainda assombrava sua mente em todos os momentos possíveis e principalmente durante seus sonhos e ele já havia desistido de lutar contra a presença imaginária do mais velho em sua cabeça. Por mais que anos tenham se passado Jinyoung ainda sentia o vazio deixado pelo outro. Olhando na internet, buscando vídeos da época de atividades de seu grupo ele via como eram conectados. Chegava a ser cômico ver as teorias que as fãs faziam sobre os dois, histórias de almas gêmeas e laços predestinados. Quem dera que os dois fossem almas gêmeas de verdade, Jinyoung pensava enquanto lia o suposto mapa astral dos dois sendo comparados em um vídeo. O ex cantor assistia com cautela os vídeos dos dois, analisando os pontos que as fãs apontavam e era incrível como elas conseguiam enxergar aquilo nos dois. Contudo de fato era visível o brilho nos olhares um do outro enquanto conversavam, os toques e gestos que na época eles acreditavam estar sendo sutís e apenas bons amigos, mas ao ver os vídeos era óbvio que existia algo a mais em sua relação.


A campainha de Jinyoung ressoou pela casa e ele se assustou, não se lembrava de estar esperando visitas naquela noite. Fechou a tela do notebook e se levantou, indo tranquilamente até a porta e a abrindo sem muitas expectativas. Ele morava em um condomínio fechado e não era comum visitas sem avisar, então só poderia ser um de seus vizinhos.


A respiração de Jinyoung ficou presa em seu peito quando percebeu que quem estava na sua frente era justamente quem menos esperava, Jaebeom. O mais velho também pareceu surpreso, como se não esperando que a porta fosse ser aberta daquela forma repentina. Eles se entreolharam por alguns instantes, com um Jinyoung confuso tentando entender como aquilo estava acontecendo.


— Jaebeom? O que está fazendo aqui?


O mais velho corou a face e coçou o nariz antes de falar, tentando achar as palavras certas.


— Eu peguei seu endereço com o Jackson e decidi vir sem avisar mesmo, será que eu posso entrar?


— Como você passou pelo portão do condomínio? — Jinyoung perguntou preocupado.


— Jinyoung nós eramos de um grupo famoso e assim que o porteiro me viu já sabia que estava aqui para falar com você, nem precisou interfonar.


Jinyoung suspirou indignado com a suposta segurança que ele tinha em seu condomínio, mas já que o outro estava ali, acabou cedendo e deixando que entrasse em sua casa.


Jaebeom entrou e retirou seus sapatos, colocando-os no canto e depois deixando o seu chapéu cata ovo pendurado no gancho ao lado da porta. O mais novo observou o outro em silêncio, deixando ele entrar em sua casa enquanto fechava a porta novamente. Jaebeom vestia uma calça esportiva da Adidas e uma camiseta branca lisa, ainda era o mesmo estilo que costumava usar no passado e Jinyoung não deixou de reparar como os ombros largos do mesmo ainda lhe eram marcantes e definidos enquanto de costas.


Jinyoung pediu para o outro aguardar na sala enquanto ia preparar um chá para eles. Ele tremia levemente e seus pensamentos não ligavam os pontos para tentar compreender o motivo da visita alheia. Assim que a chaleira apitou informando que a água ferveu, Jinyoung depositou dois saquinhos de chá nas xícaras e as tampou, colocando-as em uma bandeja e carregando o líquido quente até a sala onde Jaebeom estava aguardando em silêncio. Mais alguns minutos se passaram em total silêncio, apenas o barulho de Jinyoung terminando de preparar os chás e com ambos tentando ignorar o grande elefante branco que estava sob suas cabeças.


O mais novo entregou a xícara de chá com duas colheres de açúcar a Jaebeom, era assim que o outro gostava de seu chá e Jinyoung ainda se lembrava perfeitamente, e depois pegou a outra xícara para si, finalmente então abrindo sua boca para falar.


— Eu não quero parecer mal educado, mas o que diabos você está fazendo aqui Jaebeom? — ele fez questão de não usar honoríficos, não estava em condições de manter sua postura com o outro.


Jaebeom bebeu do chá e depois encarou Jinyoung, que havia se sentado em outra cadeira, distante de si no sofá. Seus olhos percorreram a sala de estar e se fixaram na grande estante que estava ali, cobrindo praticamente a parede toda. Ele se lembrava muito bem dela e um quase imperceptível sorriso surgiu em seus lábios ao admirar o móvel.


— Você manteve a estante — falou olhando para os diversos livros que ali estavam.


Jinyoung foi pego de surpresa pela afirmação, seu rosto aqueceu e ele apenas respondeu com um leve "hum" afirmativo.


— Não tinha como eu manter isso no antigo dormitório e também não sabia como me desfazer dela.


O mais velho se levantou, colocando a xícara de chá na mesinha de centro e indo até os livros expostos, analisando os títulos. Muitos ali ele já havia lido no passado, mas também havia muitos livros novos que ele não conhecia. Jinyoung era muito organizado, os livros alinhados e dispostos em ordem alfabética.


— Jaebeom… — Jinyoung chamou também se levantando e se aproximando um pouco mais do outro — eu tenho certeza que você não veio aqui para pegar um livro emprestado. Diga logo o que quer.


Os olhos de Jaebeom focaram no ex-namorado na sua frente. Jinyoung sentiu o mesmo arrepio do casamento de Yugyeom percorrer sua espinha dorsal enquanto encarava firme o olhar do outro, essa era a magia de Jaebeom e o mais novo não sabe se um dia conseguiria se ver livre do seu encanto.


— Jinyoung, eu sinto sua falta.


Como um soco na boca do estômago, Jinyoung desviou o olhar e encarou outra direção sentindo o ar lhe faltar. Isso era algum tipo de brincadeira?


— Você o que? — perguntou indignado.


— Eu sei que isso parece repentino, mas quando eu te vi entrando com o Yugyeom no sábado… Eu não sei explicar o que aconteceu comigo, foi como se uma chama em meu peito tivesse sido alimentada, um calor percorreu por todos os meus sentidos e eu só enxerguei você naquela sala — Jaebeom falou sincero. Ele nunca fora de medir as palavras e por isso o peso delas caíram como uma bomba no mais novo.


Jinyoung mexeu os lábios como quem queria contestar, parecendo um peixe fora d'água ele deu alguns passos para trás e passou as mãos nos cabelos, jogando-os para o lado e respirando exaurido. Suas palavras não lhe viam a boca, nada fazia sentido e diversos pensamentos passavam em sua mente o deixando desnorteado.


— Na verdade faz tempo que eu queria te procurar para falar isso, mas eu nunca tive a coragem de vir até você... Eu sou um covarde Jinyoung e eu sei disso.


— Você só pode estar fazendo uma piada, onde estão as câmeras escondidas? — foram as únicas palavras que saíram de Jinyoung.


Um mix de sentimentos, raiva, melancolia e angústia lutavam por seu espaço dentro do mais novo. Ele caminhou de um lado para o outro e sentiu a primeira lágrima indesejada escorrer pela lateral de sua bochecha.


— Que inferno Jaebeom, quem você acha que é? O que você acha que está fazendo? Você vem na minha casa para falar isso? — Ele jogava as perguntas no ar, nem sabendo ao certo se queria uma resposta para elas.


— Jinyoung, me escuta…


— Não, eu não vou escutar, que ódio! — Jinyoung estava perdendo o controle — Você acha que pode entrar aqui e falar que sente minha falta como se fosse a coisa mais natural do mundo? Jaebeom são sete anos, você sabe o que é isso? Você tem noção do que são a porra de sete anos?


"Sete malditos anos que eu sofri esperando por você voltar" Jinyoung manteve esse final para si.


Jaebeom fechou os olhos e levou uma das mãos até os olhos, apertando-os. Ele sabia que aquilo ia acontecer, que Jinyoung ia surtar e jogar em sua cara tudo que havia acontecido no passado, de alguma forma. Porém ele tinha ido ali com um objetivo e precisaria passar por aquilo para alcançá-lo.


— Jinyoung, me escuta… Eu sei que nós temos muitas coisas para conversar, mas eu vim aqui disposto a dar o primeiro passo. Por favor não aja assim.


O mais novo havia encostado em uma das paredes do cômodo, o mais distante possível da onde o outro estava.


— Você não acha que está um pouco tarde para dar esse passo? Você nem sabe se eu estou com outra pessoa, você nem me conhece mais.


— Você tem outra pessoa? — Jaebeom perguntou dando alguns passos na direção do mais novo.


Jinyoung virou o rosto, mordendo o lábio inferior entre seus dentes, era óbvio que ele não tinha ninguém.


— Não, eu não tenho, mas isso…


— Então talvez isso signifique que eu ainda te conheça um pouco — Jaebeom cortou a fala do outro dando mais um passo em sua direção.


— Não… Não Jaebeom. Não se aproxime mais — falou Jinyoung em tom de ameaça.


Jaebeom voltou seu olhar para a estante que eles costumavam dividir enquanto moravam juntos, era curioso como o lado que costumava ser seu da estante ainda estava bem vazio se comparado ao de Jinyoung.


— Jinyoungie, por que o meu lado da estante ainda está tão vazio?


Jinyoung se assustou com a pergunta aleatória dentro do assunto que eles discutiam.


— Que raio de pergunta é essa? Eu só não tive tempo para preencher esse lado ainda… — respondeu com uma voz tremida, sem muita veracidade.


— Apenas isso?


O mais novo fez uma expressão de dúvida arqueando uma das sobrancelhas e inclinando a cabeça para o lado. Onde o outro queria chegar?


— Como assim? O que mais poderia ser?


Jaebeom passou um dos dedos no móvel, na área praticamente vazia se não fosse por um pequeno enfeite de cristal.


— Não sei… — Jaebeom exitou antes de finalizar a frase — talvez você esteja esperando eu voltar para preencher o resto — seu olhar foi de encontro ao rosto surpreso do mais novo, como se o pegando no flagra de uma ação que ninguém poderia descobrir.


— Você está louco — Jinyoung respondeu desviando o rosto e voltando a se movimentar nervoso.


Aquilo era um absurdo, Jaebeom estar ali em sua casa lhe dizendo todas aquelas coisas. Ele jamais iria admitir qualquer coisa que o outro julgasse ser verdade, por mais que no fundo elas fossem reais.


— Jinyoung, diz para mim que você não sentiu o mesmo quando me viu no casamento do Yug. Eu vi em seus olhos a mesma chama que queima em mim. Olhe para mim e diz que não imaginou nós dois naquele altar...


— Cala a boca… — Jinyoung falou baixo.


— Vai dizer que não se lembrou de como nós éramos unidos e de nossas juras de amor? Jinyoung, olha para mim e diz que não recordou como eu te abraçava forte enquanto nós cantamos Prove it? Eu lembrei, eu podia sentir você entre meus braços.


— CALA A BOCA JAEBEOM... CALA A MERDA DESSA BOCA! — Jinyoung gritou e tampou os ouvidos tentando escapar das verdades atiradas pelo mais velho. — Eu te odeio, sai da minha casa agora, eu não quero mais te ver.


Jaebeom fez uma cara de dor, uma das quais Jinyoung não via há muito tempo. Os olhos do mais velho também estavam marejados e ele sabia que haviam feridas demais para eles mexerem ali. Eles não conseguiam conversar como antes e as memórias não eram o suficiente para consertar o abismo que havia crescido entre eles agora.


— Jinyoung por favor — suplicou o mais velho insistindo.


— Vamos terminar isso antes que seja pior. Nós terminamos e ainda conseguimos manter as aparências por algum tempo dentro do grupo, não temos motivos para insistir nessa conversa agora. Por favor vá. — Jinyoung evitou olhar o outro e apenas aguardou sua resposta.


— Ok — Jaebeom respondeu fraco, abaixando a cabeça depois de alguns instantes com apenas o suave som do relógio de parede do ator tiquetaqueando.


Jinyoung se surpreendeu um pouco com a submissão do mais velho, ele não costumava ser tão maleável assim. Acompanhou o outro com uma certa distância até a área de entrada da porta onde ficavam os sapatos, deixando o outro se calçar nas suas costas, tentando ao máximo não transparecer todas suas inseguranças.


— Jinyoung — a voz de Jaebeom chamou baixa, quase que um sussurro, ele estava próximo as costas do mais novo e este estremeceu ao ouvir seu timbre tão próximo aos ouvidos.


O mais novo se virou para olhar o outro e encontrou os lábios do mesmo grudando nos seus. Sua primeira reação foi de tentar se afastar e empurrar Jaebeom para longe de si, porém as mãos do mais velho foram mais rápidas ao segurar seus pulsos e lhe empurrar contra a parede da pequena área. Os lábios de Jaebeom permaneceram selados aos de Jinyoung e ele tentou controlar os movimentos do mais novo em seus braços.


Jinyoung sentiu os lábios do outro puxarem o seu inferior entre eles e finalmente fechou os olhos, desistindo de lutar contra algo que sonhava há tempos. Ele sentia tantas saudades daqueles lábios que era uma batalha perdida a investida. O mais velho era mais forte que si e ele sabia que no fundo o que mais desejava era estar novamente dentro daquele abraço. A língua de Jaebeom pediu entrada e Jinyoung cedeu, abrindo sua boca para o outro e se livrando das algemas que o arrastava para longe da pessoa que mais sentia falta em toda sua vida, afinal os lábios de Jaebeom tinham gosto de lar.


Jaebeom soltou os pulsos de Jinyoung assim que percebeu que o outro correspondeu ao beijo. Suas mãos procuraram instintivamente a cintura do mais novo e se encaixaram perfeitamente naquela curva de onde elas nunca deveriam ter saído. Os braços de Jinyoung subiram pelos braços do outro até encontrarem a nuca do mesmo, onde ele apoiou uma das mãos, acariciando os cabelos da região e apertando a cabeça do mesmo para que se mantivesse no lugar.


Não que Jaebeom tivesse alguma intenção de sair daquela posição tão cedo. Seus lábios exploravam a boca de Jinyoung de forma veroz e era recebida na mesma intensidade. Jinyoung dava leves mordidas entre o beijo e tirava suspiros guturais do mais velho. O corpo de Jaebeom pressionou o de Jinyoung contra a parede, colando-os de uma forma onde apenas o fino tecido de suas roupas era o que os separavam.


Seus corpos dançavam num ritmo exasperado, se esfregando um no outro numa busca constante de contato do qual eles eram acostumados no passado. Jaebeom desceu suas mãos até a bunda de Jinyoung e apertou com força os músculos, os contraindo em seus dedos. O gemido de Jinyoung foi engolido pelos beijos do mais velho e ele já tinha perdido qualquer lucidez de sua mente.


— Ji-Jinyoung — Jaebeom chamou entre o beijo enquanto apertava a lateral de uma das pernas do outro.

— Shhhh — Jinyoung respondeu colocando o dedo indicador nos lábios vermelhos do outro para o impedir de falar — não fale nada.


Jinyoung voltou a beijar o mais velho, recuperando sua força e o empurrando entre o beijo, de forma desajeitada de volta a sala da sua casa. Eles andavam esbarrando nos móveis do meio do caminho, mas o dono da casa dava a mínima para os enfeites que caiam no chão devido aos encontros brutos.


— Onde é o seu quarto? — perguntou o mais velho puxando Jinyoung para seus braços e sendo recepcionado pelas pernas do mesmo enrolando em sua cintura.


— Segundo andar, última porta do corredor a direita — respondeu entre a respiração ofegante.


Era incrível como eles tinham forças em situações como aquela. Jaebeom subiu o lance de escadas e caminhou apressado até a porta onde o outro dissera ser o quarto. A cama de Jinyoung ficava no meio do cômodo e Jaebeom o jogou no centro da mesma, observando como o corpo do outro balançou nas molas, se afundando entre o edredom e travesseiros.


Jinyoung abriu suas pernas e se sentou na cama, esticando um dos braços para alcançar a camiseta do mais velho e o puxar para continuarem o beijo. Seus lábios estavam extremamentes vermelhos e volumosos de tantos chupões e mordidas, mas ele queria mais, como se pudesse tirar o atraso dos anos separados naqueles toques afobados.


Jaebeom se deitou por cima entre as pernas do mais novo, roçando seus membros que já estavam completamente duros dentro de suas calças e pressionando o corpo do outro contra a cama. A cabeça de Jinyoung foi para trás enquanto ele gemia sentindo o prazer que o atrito com o outro lhe proporcionava, dando abertura para que Jaebeom descesse os beijos para seu pescoço e clavícula. A língua quente de Jaebeom sabia bem por onde passar, tirando arrepios e movimentos espontâneos do homem abaixo de si. Eles eram dois adultos que sabiam bem como agradar na cama e acima de tudo como fazer com que o outro perdesse as inibições, relaxando de prazer nos toques.


Finalmente os dedos de Jaebeom tocaram a pele do torso de Jinyoung, não demorando muito para erguer a camiseta que ele usava e a puxando para fora de seu corpo. A pele sem marcas de Jinyoung era linda e exatamente do jeito que Jaebeom se lembrava. Seus beijos desceram pelo peitoral definido e deram atenção aos mamilos enrijecidos. Jinyoung mexia o quadril na procura de atrito, mas Jaebeom havia o prendido entre as pernas, deixando seus movimentos limitados.


— Pare de me atiçar, eu já estou louco o suficiente — Jinyoung finalmente falou enquanto Jaebeom mordia o bico de seu mamilo e passava a língua em movimentos circulares na pontinha.


— Me diga o que você quer Nyeoungie — o apelido saiu com malícia dos lábios de Jaebeom enquanto ele rebolava pressionando seus membros juntos.


Jinyoung mordeu seu lábio inferior para segurar o gemido de prazer, sem sombras de dúvidas Jaebeom ainda sabia lhe deixar louco.


— Hmm, fale o que você quer… — Jaebeom desceu os beijos pela barriga do mais novo, acompanhando a linha que saía de seu umbigo e adentrava a calça de moletom do outro, onde seu membro pulsava a cada passada de língua seguida por um leve sopro que arrepiava por completo o mais novo.


— Jaebeom por favor — implorou Jinyoung sentindo o mais velho lhe beijar com a boca aberta o pênis por cima da calça.


— Você quer fazer amor comigo Jinyoung, como nos velhos tempos? — questionou Jaebeom observando cada espasmo do outro sob o domínio de seus toques.


— Amor? — Jinyoung retrucou levantando a cabeça finalmente para encarar o outro — Eu não quero fazer amor com você Jaebeom… — Jinyoung se sentou num impulso, e puxou a camisa do outro com força, o fazendo tirar a mesma de seu corpo — Eu quero que você me foda. Quero que você me coma até eu esquecer meu próprio nome — completou a fala arranhando os ombros do outro que imediatamente ganharam os vergões.


Jaebeom sorriu com malícia para Jinyoung, ele sabia melhor do que ninguém das implicações na fala do outro e por isso assentiu com a cabeça, levando sua destra até a nuca do mais novo e puxando seu cabelo para inclinar sua cabeça, seguindo para seu pescoço onde lhe deixou um chupão marcado, não se importando se Jinyoung teria trabalho no dia seguinte ou não.


Jinyoung apontou para o criado mudo onde estava seu lubrificante e camisinhas e aguardou ofegante o mais velho abrir a gavetinha e retirar os itens. Aproveitou a saída do outro de cima de si e retirou a própria calça, bombeando de leve seu pênis que necessitava de um pouco de atenção. Jaebeom riu do outro e também tirou a própria calça, a jogando em algum canto no chão, antes de voltar para cima da cama.


— De quatro. — Jaebeom ordenou puxando a cintura de Jinyoung para que ele pudesse se virar.


Por mais que Jinyoung não gostasse de ser mandado, quando era Jaebeom ele obedecia sem reclamar. Ele se virou na cama e empinou o quadril na direção do mais velho antecipando pelo toque alheio.


O estalo do tapa que Jaebeom deu em sua nádega ecoou pelo quarto e ele afundou a cabeça nos travesseiros para abafar o som que saiu de sua boca. A marca dos dedos de Jaebeom ficaram visíveis em instantes e o mais velho sorriu ao ver sua obra prima naquela bunda farta e branquinha.


Abrindo o frasco de lubrificante, Jaebeom espalhou um pouco do gel em seus dedos e depois passou os mesmos pela entrada de Jinyoung, observando como o corpo dele reagia ao mais leve dos toques. O primeiro dedo entrou sem dificuldades, tirando um leve suspiro dos lábios de Jinyoung.


Os olhos de Jaebeom assistiam vidrados seu dedo penetrar o orifício quente, Jinyoung era muito gostoso e mesmo com os anos passados o mais novo não havia perdido nada dos seus encantos. O segundo dedo entrou com um pouco mais de dificuldade, Jinyoung era apertado e Jaebeom mordeu o próprio lábio enquanto observava os dedos sumirem no buraco.


Jinyoung rebolava o quadril querendo mais contato e desejando que Jaebeom fosse mais rápido com aquilo. O suor descia por suas têmporas e a temperatura do quarto estava alta demais pro seu gosto.


— Me fode logo hyung — Jinyoung nem percebeu que havia chamado o mais velho pelo honorífico e como recompensa recebeu o terceiro dedo que com a pressão certa acertaram seu ponto sensível, fazendo-o erguer as costas em prazer.


Jaebeom admirava Jinyoung se entregar por completo ao seu toque e sentindo que já estava preparado o suficiente, tirou os dedos de dentro do outro, pegando a camisinha que estava esquecida ao seu lado e a colocando em seu pau que pingava o pré-gozo em sua perna.


Com as duas mãos Jaebeom posicionou melhor Jinyoung, abrindo um pouco suas pernas e inclinando seu tronco para baixo, deixando assim o quadril empinado no ângulo certo. A cabeça do pênis entrou apertada, escorregando lentamente pelas paredes internas do mais novo. Jinyoung alongou a coluna para frente e soltou um gemido quando Jaebeom o penetrou até a base. Por mais que Jinyoung nunca fosse admitir, Jaebeom era o único que conseguia o deixar daquele jeito, totalmente submisso e a mercê de seus toques.


— Eu vou te foder até você não conseguir andar Jinyoungie — Jaebeom falou colando seu tronco nas costas do mais novo para ficar próximo ao seu ouvido e recebendo uma inspiração profunda como resposta.


Jaebeom saiu de Jinyoung, mas voltou a penetrá-lo rapidamente até a base de seu membro, não dando nem tempo para que ele pudesse se recompor. Depois voltou a se movimentar repetindo o processo, tirando sons diversos dos lábios alheios. As mãos do mais velho seguravam firme o quadril do mais novo, mantendo-o no lugar para que as investidas fossem profundas e constantes.


Jinyoung sentia os olhos lacrimejarem pela força que Jaebeom aplicava em si, contudo ele amava ser manuseado daquela forma pelo mais velho. Seu corpo reagia com ondas de prazer o levando a loucura. Uma das mãos de Jaebeom pegou seus cabelos novamente e o puxou para trás, fazendo-o se levantar sobre os dois joelhos para que Jaebeom pudesse acelerar os movimentos enquanto seus corpos estavam colados. A outra mão de Jaebeom acariciava sua barriga e subia por seu peito, apertando um dos mamilos.


— Olha para você Jinyoung, tão entregue a mim. Nós somos um e sempre seremos — Jaebeom sussurrou nos ouvidos do outro, lhe mordendo os ombros.


A cabeça de Jinyoung encostou na curva do pescoço do mais velho e ele sentiu seu corpo queimar pelos toques do mesmo. Ninguém o fazia se sentir tão bem quando Jaebeom e isso lhe ardia a garganta, porque ele queria gritar como o mais velho lhe fazia se sentir bem, mas seu orgulho o impedia de pronunciar as palavras que estavam na ponta de sua língua.


Jaebeom saiu de Jinyoung e o virou de frente para si, seus olhos se encontraram primeiro, antes que os lábios colidissem um contra o outro e Jinyoung fosse deitado na cama, abrindo as pernas para que Jaebeom se acomodasse entre elas. O mais velho ergueu uma das pernas de Jinyoung e com a ajuda de uma das mãos posicionou seu pênis para voltar a fuder o outro.


Novamente Jinyoung se sentiu ser preenchido quando Jaebeom o penetrou por completo, voltando a estocar num ritmo que era confortável e prazeroso para os dois. Seus olhos estavam fixos um no outro, conversando entre si o que suas bocas ainda não estavam preparadas para dizer. Jinyoung puxou Jaebeom para um beijo bagunçado enquanto seus corpos faziam a cama ranger e bater contra a parede.


— Eu estou quase lá Hyung, continue assim… — Jinyoung sussurrou entre os lábios do mais velho, sentindo que seu corpo não iria aguentar por muito mais tempo.


Jaebeom desceu uma das mãos até o membro de Jinyoung e começou a lhe bombear em uma velocidade parecida com a que o penetrava. Ele também estava prestes a gozar e queria fazer isso olhando para a cara do mais novo que se derretia em seu toque.


— Jinyoung, olhe para mim — falou entre os gemidos, fixando o olhar no rosto do mais novo.


Seus olhos se fitaram e Jaebeom acompanhou as expressões do mais novo mudarem de uma versão envergonhada para uma de extrema prazer, quando ele arregalou seus olhos e abriu sua boca, soltando um gemido forte.


— Isso hyung, Oh!


Jinyoung espirrou seu gozo por toda sua barriga e mão de Jaebeom, mas o mais velho apenas assistiu tudo com um sorriso no rosto, vendo o outro se desmanchar em suas mãos. Aproveitando o delírio de Jinyoung, Jaebeom ergueu um pouco mais o quadril do mesmo e acelerou as investidas, sentindo seu corpo arrepiar a cada pressão interna que recebia no próprio pênis, devido às reações do orgasmo do mais novo.


— Jiny-Jinyoung — Jaebeom chamou sentindo que estava próximo — Eu…


Jaebeom não conseguiu terminar de falar, finalmente atingiu seu ápice dentro do outro, ejaculando forte e eriçando todos os pêlos de seu corpo devido as ondas elétricas do prazer. Ele caiu em cima do corpo de Jinyoung e o abraçou, apertando-o e inalando a sua essência doce misturada ao suor que o inebriava, enquanto seu corpo sentia as reações finais do orgasmo.


Os dois respiravam forte, suados um nos braços do outro. Jaebeom se levantou um pouco para poder encarar Jinyoung abaixo de si e recebeu um par de olhos curiosos e exaustos como resposta. Tudo havia acontecido rápido demais para eles processarem, em um instante Jinyoung estava expulsando Jaebeom de sua casa e no outro ele estava sendo jogado em sua cama e tirando as próprias roupas.


Jaebeom saiu de dentro de Jinyoung e se sentou na beirada da cama, tirando a camisinha de si e a amarrando para jogar fora em algum lixo em breve. Jinyoung levantou em silêncio e foi ao banheiro anexo ao quarto, voltando depois de alguns minutos com um roupão em volta de seu corpo e com uma toalha levemente umedecida para o outro se limpar. Eles ficaram em silêncio por mais algum tempo até Jaebeom colocar suas roupas e a nuvem de tensão sobre eles ficar insuportável de tolerar.


— Jaebeom, nós começamos errado novamente…


— Não, nós não começamos — Jaebeom respondeu o mais novo se aproximando dele — Isso que aconteceu foi apenas um reflexo do que nós dois queremos Jinyoung, você sabe disso melhor do que eu.


Jaebeom encostou sua testa na de Jinyoung, puxando as mãos do outro entre seus peitorais.


— Nós podemos recomeçar, vamos dar um passo de cada vez. Não me afaste mais.


Os olhos de Jinyoung perfuraram os de Jaebeom, buscando neles a segurança que precisava. Ele queria mais do que tudo voltar a ficar nos braços do outro e reconstruir suas vidas da onde pararam, contudo ambos precisavam se estabelecer melhor consigos mesmos e principalmente se preparar para o que poderiam enfrentar.


— Hyung… Eu preciso pensar melhor, por enquanto eu acho melhor você ir embora, nós voltamos a conversar em breve, eu prometo.


Jaebeom concordou com a cabeça, era inútil tentar continuar aquela conversa por mais tempo. Ambos desceram as escadas juntos e se preparam para o adeus final. O mais velho dessa vez colocou seus sapatos e vestiu seu chapéu cata-ovo de volta, indo para a porta que já se encontrava aberta pelo outro e lhe lançando um último olhar.


Quando estava prestes a sair pela porta Jinyoung segurou a barra de sua camiseta, sinalizando para ele esperar.


— Agora que você sabe onde eu moro, pode voltar sempre — Os lábios de Jinyoung selaram os do mais velho sutilmente antes que voltassem a se afastar novamente e o encarar com as bochechas coradas.


Os dois ainda tinham muitos pontos para serem acertados, mas Jinyoung acreditou que o mais velho tinha entendido a mensagem devido ao sorriso que receberá de volta antes de Jaebeom sair de sua casa e ir embora.


Jinyoung apagou as luzes do lustre da sala para ir se deitar em seu quarto, desejando que os dois se resolvessem o mais breve possível.

9 de Marzo de 2019 a las 21:27 3 Reporte Insertar 3
Fin

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Poison Bunny Escritora das horas vagas, apaixonada por romances gays.

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BlackSapphire  BlackSapphire
ah vc começou logo com essa que me deixa emotiva :'( mas eu amo <3
March 09, 2019, 21:38
g g
Ahhhh! Esse ink tá começando a se encher de coisa boa! 😍
March 09, 2019, 21:29

  • Poison Bunny Poison Bunny
    totalmente perdida aqui ainda, mas segue o baile xD March 09, 2019, 21:32
~