Calmo e Selvagem Seguir historia

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[BAEKSOO | PWP] Kyungsoo estava cansado por ter sido feito de capacho o dia inteiro, mas bastou que Baekhyun revelasse o motivo de seu nervosismo para que ele repensasse sobre o tal cansaço.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#gay #oneshot #exo #pwp #baeksoo #soobaek
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Calmaria e Selvageria

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Baekhyun ficou ao longe olhando a figura minúscula de Kyungsoo movendo-se pelo pátio.

Os olhos grandes e redondos analisavam cada canto à procura de qualquer falha que, quando encontrada rapidamente era corrigida. Notou seu perfeccionismo, sua mania em focar nos detalhes e o modo como mexia os quadris de um lado ao outro.  Talvez ele sempre fizera isso e tenha percebido apenas agora, de qualquer forma não conseguia parar de olhá-lo. Não importava quantas vezes as líderes de torcida passassem chacoalhando seus corpos e pompons, Baekhyun simplesmente não conseguia parar de olhá-lo.

Era automático seu movimento se invadir o saco de salgadinhos de Taeyong que estava por um triz de arrancar sua mão. Mas Baekhyun não se importava, pelo menos enquanto aqueles quadris avantajados estivessem desfilando e chamando sua atenção deixando-o inerte. Nem mesmo quando a banda de calouros passou fazendo barulho ele desviou os olhos. Já Taeyong fazia o favor de limpar a baba — com a manga de sua jaqueta — que escorria do canto dos lábios do amigo fazendo uma careta. Não conseguia acreditar em si mesmo.

Nem mesmo isso desviou a atenção do loirinho.

No entanto, havia  uma razão para estar daquela forma.

Na sexta-feira passada após a festa de Joohyun, Baekhyun insistiu em dar uns amassos em Kyungsoo, para ver se o relacionamento caminhava mais um pouco, porém — obviamente —, o ignorou e o expulsou de casa. Tudo bem, ele sempre fazia isso. Estaria tudo bem se não ele não houvesse o atiçado com aquele sorriso destruidor de estruturas enquanto passava os braços por cima de seus ombros e dito: "Depois". Uma simples palavra capaz de deixar Byun Baekhyun completamente nervoso e tendo sonhos bem animados durante toda a semana — até mesmo quando estava acordado.

Por isso estava daquela forma: inerte, nervoso — mesmo que não parecesse.

Por isso — também —, talvez tenha reparado ainda mais nos atributos físicos de Kyungsoo, nas roupas juntas e no fato de todos parecerem interessados em conversar com ele. Baekhyun pensava também o quanto exposto o namorado estava naquele dia. A pele do pescoço exposta naquela camisa, a calça muito justa e o maldito corte de cabelo destruíam ainda mais suas estruturas. Ele estava muito atraente, de qualquer forma. Os lábios rosados eram umedecidos e mordidos simultaneamente, as mãos pequenas passeavam nos fios escuros, tudo isso só deixava Baekhyun ainda mais apaixonado, inerte e nervoso. 

Mesmo que já soubesse disso concluiu mais uma vez: tenho um namorado incrível.

— Kyungsoo está incrível naquela calça. — Antes mesmo de fazer o comentário, Taeyong já sabia o que suas palavras causariam. E poxa, já estava ficando envergonhado em ver toda a animação do amigo. Mas talvez tenha se empolgado um pouco aos deduzir as reações dele. Baekhyun o encarou tornando sua marca registrada, o lápis de olho, assustador. A inexpressão fez Taeyong se arrepender o pouco do que falou. Mas só um pouco. — Passa tanto tempo com o namorado que já estão ficando parecidos — tomou o saco de salgadinhos da mão do amigo e o virou de uma vez na boca. Infelizmente já estava vazio. — Poxa!

— Não vai se desculpar?

— Pelo quê? — lambeu a ponta dos dedos que estavam sujas de salgadinhos.

— Pelo comentário idiota que fez.

— Qual deles? — e jogou a caixinha do suco para baixo da arquibancada.

Baekhyun revirou os olhos e depois balançou a cabeça.

— Pelo menos respeite seu namorado.

— Jaehyun já sabe que sou cara de pau e, caramba! — ele mesmo se interrompeu. — Já imaginou ele beijando o Kyungsoo? — não conseguiu controlar os próprios pensamentos. — Seria muito sexy!

Baekhyun apenas fez uma careta enquanto o amigo mordia o lábio e olhava para o namorado conversando com Kyungsoo no meio do pátio. Não sabe como ou porquê quis ser seu amigo. De cada seis coisas que ele falava sete eram besteiras.

— Só fica de boca fechada.

— Jaehyun já está vindo resolver esse problema.

— Me poupe! — pulou do muro e saiu caminhando para qualquer lugar.

Não há quem os suporte se beijando. É oito ou oitenta: melosos ou perversos demais.

No fundo Baekhyun sentiu um pouco de inveja. Mas só um pouco.

Quando retornou seu olhar a Kyungsoo automaticamente sorriu. O sorriso de coração já era um grande motivo para sua felicidade. Mas quem disse que os pensamentos deram trégua? Baekhyun se sentia o ser mais pecaminoso por estar vendo o namorado daquela forma, todavia já sabia que era apenas tesão acumulado. 

Já namoravam há três anos e nunca passaram dos beijinhos e amassos escondidos, porque mesmo que Baekhyun fosse pervertido, às vezes ainda possuía respeito e não gostava de deixar o namorado envergonhado. Envergonhado pelos motivos errados. Porque obviamente já roubou várias bitoquinhas de seus lábios carnudos e caminharam de mãos dadas. Toda fofurinha de sempre; que uma hora acabaria quando dessem conta que as necessidades humanas também afetavam — e muito — um relacionamento. O problema agora era analisar a resposta que recebeu — o "depois". Pois pelo visto Kyungsoo deixara a entender que uma hora eles acabariam transando, mas Baekhyun estava tão nervoso que não conseguia raciocinar direito. Poxa! Era seu Kyungsoo, o mesmo cara que se apaixonou aos dezoito anos ainda no colegial. Não conseguia acreditar que seu bebê estava crescendo tanto ao ponto de... caramba!

Baekhyun só percebeu onde estava indo quando esbarrou em Bomi espalhando confetes por cima deles e pelo chão. Kyungsoo ao longe riu pela sua falta de atenção, logo foi ajudar os outros rapazes a colocar a faixa no palco.

Os veteranos estavam fazendo uma festa e cada curso poderia fazer a própria. Kyungsoo não gostava de festas, detestava lugares e pessoas barulhentas demais, mesmo assim se disponibilizou em ajudar seus colegas do teatro pois não ganharia nem perderia em nada. Infelizmente ficou sabendo de última hora que as festas ocorreriam no mesmo espaço — na quadra e no campo — e teve que, as pressas, terminar de ensaiar a peça com o pessoal e correr para organizar as coisas até às 6hs. Não descansou as pernas nem dois minutos desde que pisou no gramado, estava cansado, além de suportar aquela maldita calça que era a única limpa no guarda-roupa — fora a do pijama. Sentia-se muito exposto. Ainda mais com aquele sol de quase fim de tarde que o cegava e fazia o suor escorrer pelo corpo.

Kyungsoo acordou mas não se preparou o suficiente para um dia puxado. Poderia simplesmente se jogar a qualquer momento em um dos bancos e atirar as folhas para o alto. No entanto, teria de manter-se em pé por mais uma hora pois ainda haviam muitas coisas para serem resolvidas com:o as encomendas das bebidas e comidas, iluminação, banda (porque a da faculdade estava se preparando para um outro espetáculo mais tarde), músicas, decoração. Ou seja, muitas coisas precisavam ser resolvidas e, ainda tinhas as turmas de calouros organizando suas barracas de beijo, tiro ao alvo, cachorro-quente, churros, pipoca, bebidas. 

Pensar que Baekhyun continuava o esperando deixava-o ainda mais mal pois ele estava obviamente cansado de estar ali. Notou sua inquietação quando chegaram, o modo como balançava as pernas enquanto conversava com Taeyong, como comia os salgadinhos entendiado e principalmente o modo como se aproximou lentamente arrastando-se automaticamente para o gramado. Kyungsoo queria ir até lá e abraçar seu garoto, dizer que podia ir para casa pois se atrasaria mais um pouco, no entanto, estava ocupado ajudando os rapazes a colocarem a enorme faixa na entrada do colégio. Então, apenas sorriu para o namorado tentando reconfortá-lo.

— Um pouquinho para a esquerda. Está ótimo! — fez um sinal com o polegar e os rapazes já desciam pelas escadas apoiadas na parede. — Obrigado pelo trabalho! — se curvou rapidamente e depois acenou enquanto eles iam embora. Suspirou ao voltar a atenção para as folhas em mãos. Ainda faltava escolher as músicas. — Jinyoung podia fazer esse favor para mim... — seus olhinhos procuraram o tal rapaz ao redor mas viu que era inútil, ao vê-lo conversando relaxado com Moonbyul. — Pelo visto terei que fazer tudo sozinho... de novo!

Pediu mentalmente mais um pouco de paciência enquanto arrastava-se pelo pátio novamente até o corredor principal. A fadiga apossava-se de seu corpo fazendo-o sentir a tentação entre se jogar ali mesmo ou jogar a responsabilidade para qualquer pessoa que aparecesse.  Tomou um copo d'água em um gole só ao sentir um leve tapa em suas costas quase fazendo-o cuspir tudo.

— Quer ajuda? — Nunca a voz de Baekhyun o acalmou tanto como naquele momento. Sorriu aliviado ajeitando a coluna como se um peso houvesse sido retirado ao ver os dentes do namorado aparecessem.  Felizmente haviam almas que ainda valiam a pena. Infelizmente não podia aceitar sua ajuda.

— Quero, mas não posso aceitar — passou a manga sobre os lábios. — E cadê o pessoal do seu curso? Vão preparar alguma coisa? — ele queria que Baekhyun ao menos se divertisse um pouco.

— Apenas uma barraca de jogos, mas a Bomi disse que cuidaria disso — suspirou de cabeça baixa e enterrou as mãos nos bolsos. — Falta muito para terminar? — Kyungsoo se sentiu mal pelo rosto cansado do namorado. Estava tão cansado quanto ele. Se aproximou e fez um carinho em seus fios loiros.

— Você pode ir para casa, não precisa ficar me esperando.

— Mas eu não quero te deixar sozinho aqui. Não pode pedir a alguém para cuidar disso um pouquinho? — indicou as folhas nas mãos do namorado que as olhou e suspirou. Ele entendeu o recado. — Me manda uma mensagem quando tiver terminado, venho te buscar para comermos alguma coisa.

— Só quero um bom banho.

— E uma massagem. — Ele conhecia Kyungsoo tão bem. — Eu te amo! — ele não precisava de respostas para saber o que o outro estava pensando. — Até mais tarde! — foi sua deixa para deixar um beijo no topo da cabeça do namorado que se sentiu mais aliviado.  Kyungsoo aproveitou a deixa para tirar alguns papéis que tinham no cabelo do namorado.

Então Baekhyun foi embora. Kyungsoo se sentiu mais aliviado.

— Anda, Kyungsoo! Precisamos confirmar a presença dos Eagles.

Ele apenas suspirou e acompanhou Jaehyun, que — só por observação — estava com os lábios inchados e os cabelos meio assanhados. Taeyong ao longe já acompanhava os passos de Baekhyun agarrado ao seu pescoço o irritando.

[...]

Quando Kyungsoo chegou em casa a primeira coisa que fez foi jogar a mochila sobre o sofá-cama adaptável de seu colega de quarto, Jackson — que provavelmente estava em algum lugar da cidade com a namorada. Por que ele dormia lá? A ex colocou fogo na sua antiga cama. Kyungsoo lembrava do dia que chegou do encontro com o namorado e recebeu a notícia de que seu dormitório estava pegando fogo. Foi um outro dia muito louco.

Precisava de um banho, definitivamente precisava, os pés doíam tanto, parecia que haviam milhões de agulhas sob eles e um enorme peso sobre suas costas. A roupa abafada apenas piorava a situação.

Arrancou os sapatos e sentiu a liberdade dos dedos, espreguiçou as costas — tanto, que as ouviu estalar —, depois tirou a camisa, a calça, as meias, a cueca e se enterrou debaixo do chuveiro. A água lhe acalmou e quando terminou o banho pensou em dormir só de toalha mesmo, afinal seu colega provavelmente chegaria na manhã seguinte, ou na segunda, não haveria problemas. No entanto, lembrou que seu quarto era o principal local que os outros gostavam de invadir. Trancou a porta e vestiu seu pijama, que era apenas uma camisa e calça folgada. 

De repente a noite pareceu fria, porém, ainda não estava no fim.

— Não... — lamentou-se ao ver as resmas de folha que estavam sobre a mesa. — Essa maldita peça! — ele amava atuar, mas não estava em seus melhores dias. Sentou-se na cama e puxou a papelada para o colo. Precisava ensaiar a bendita peça e terminar os trabalhos pendentes. Jamais odiara tanto um fim de semestre como aquele. 

Olhou as horas. Seis e oito. A festa ainda estava começando e no fundo ele queria ir, mas estava tão cansado que nem para sair da cama. Passara o dia inteiro em pé de um lado ao lado pela faculdade levando e carregando coisas leves e pesadas, parando segundos apenas para ir no banheiro e beber água, além de suportar os abusos de seus coleguinhas que davam sumidas de meia hora e jogavam tudo nas suas costas. Foram tantas responsabilidades postas sobre elas que talvez estivesse começando a ficar corcunda. Imaginou todos se divertindo, curtindo as músicas, as barracas, dançando e sorrindo. 

Kyungsoo realmente pensou em ir, em deixar a fadiga de lado, colocar outra roupa e ir festejar, mas não dava. Seu corpo estava cansado demais e ainda tinha que ensaiar suas falas na peça e marcá-las com o marca texto, além de ter que ir no pessoal que faz xerox — porque ele tinha quase certeza que Joohyun não quis ir a festa, embora fosse muito festeira — e copiar mais algumas para sua turma. Porque diabos ele sentia que as pessoas se aproveitavam de sua bondade?

Então, ensaiou, por duas horas inteiras lutando contra o cansaço, o sono, os óculos que teimavam em deslizar por seu nariz e a vista embaçada, além dos bocejos e a barriga roncando. Lembrou que também não comera nada depois do almoço, apenas comeu alguns furtos das outras turmas e fora alvo da bondade de Jaehyun em trazer-lhe algumas frutas e sucos. 

Tirou os fones de ouvido e guardou as resmas na gaveta. Faria as xerox na segunda, primeiramente teria que pensar como iria encher a barriga. Podia ir na festa, mas ainda estava com preguiça para ir trocar de roupa e roubar alguns doces e bebidas. O que faria?

— Será que já pode abrir a porta, amor? — Kyungsoo reconheceu a voz abafada pela porta. Era Baekhyun. Foi atendê-lo.

— Desculpa, eu esqueci completamente de...

— Está tudo bem, Kyungsoo. — O interrompeu sorrindo. — Se acalma. Que tal uma boquinha? — e mostrou as sacolas de suas mãos. — Bebidas, doces e salgados. Para que essa cara? Bomi disse que eu podia pegar de boa — Kyungsoo cruzou os braços.

— Pensei que sua turma fosse fazer uma barraca de jogos.

— Isso não quer dizer que não tenha comida. E eu pedi ao Taeyong para comprar algumas coisas. Vai me deixar entrar? — o outro dá passagem. — Obrigado! — sentou-se na única cama que havia e deixou a sacola sobre a cômoda. — Você está bem? — perguntou ao ver Kyungsoo bocejar.

— Apenas cansado. Nada que uma boa noite de sono não resolva.

Baekhyun bateu em suas coxas e Kyungsoo riu, arrastando-se até ele e sentando em seu colo, apenas para relaxar, sentindo seu cheiro amadeirado e passar as mãos em seus fios castanhos meio loiros. Ele era completamente viciante. Se pegou pensando no quanto ele também tinha a habilidade de acalmá-lo.

— Quer uma massagem? — Baekhyun perguntou colocando as mãos em sua cintura e começando a apertá-la, lentamente subindo por dentro da camisa e tocando a linha da coluna. Ele sabia o quanto o namorado era sensível naquela área.

— Adoraria.

— Então, deita aí.

Kyungsoo apenas se jogou no colchão de bruços e fechou os olhos esperando a magia que as mãos de Baekhyun eram capazes de propor — mesmo os óculos o irritando um pouco. Puxou o ar algumas vezes e tentou relaxar, não que estivesse nervoso mas por alguma razão necessitava demonstrar conforto pois sentia que o namorado estava meio tenso. As mãos de Baekhyun puxaram sua camisa para cima expondo a pele branquinha e leitosa cheias de pintinhas. Os dedos longos começaram a passear por suas costas subindo e descendo num vaivém contínuo arrancando suspiros e resmungos de dor.

Na verdade, Baekhyun estava nervoso, nervoso para caramba, por isso não estava fazendo uma das melhores massagens que fizera.

Depois que deixara Kyungsoo no colégio para terminar os preparativos da festa já imaginava que ele fosse esquecer de enviar a mensagem, por isso, apenas se adiantou em comprar comida e bebidas para levar quando já estivesse no dormitório. Taeyong apenas pegou alguns doces da barraca de jogos que Bomi deixara e lhe deu. Baekhyun sentia-se tão mal por ter visto seu namorado cansado e cabisbaixo. Ainda teve que esperar ele terminar de fazer seja lá o que for que tenha feito para ser recebido. Ficou esperando meia hora do lado de fora. Mas por cima de toda a preocupação estava o nervosismo.

Não deixara nenhum momento de pensar na maldita palavra e no sorriso que Kyungsoo deu depois da festa de Joohyun. Depois. Por que Kyungsoo tinha que ser daquele jeito? Estavam namorando há três anos e Baekhyun queria avançar no relacionamento, calmamente, mas depois daquela palavra se sentia uma criança: nervoso e com o coração a mil. Amava Kyungsoo, muito e pelo fato de amá-lo tanto estava preocupado e nervoso com a possível primeira vez juntos.

Quem diria que o garanhão estava tão preocupado com uma transa? 

Baekhyun debochava de si mesmo em pensamentos.

— Baekhyun? Baekhyun?

— Hã? — chacoalhou a cabeça após acordar de seu momento inerte.

— Está tudo bem? — Kyungsoo estava preocupado. Já estava sentado a sua frente quando tocou em seu rosto olhando em seus olhos analisando seu rosto, perguntando-se mentalmente se estava tudo bem, ou pelo menos em partes.

— O problema é que desde sexta-feira passada que eu não consigo parar de pensar em você. Eu sei que somos namorados há três anos e temos intimidade o suficiente para conversar sobre isso, mas eu não consigo.

— Você está falando sobre...

— É. Ai, céus! Você não tem ideia do...

— Eu sei. — ao falar, Baekhyun o olhou estranho. — Você não precisa ficar pensando muito nisso — segurou as mãos do namorado a ajeitou os óculos.

— Eu quero amar você de todas as formas possíveis, Kyungsoo. Não estou nervoso pelo fato de ser... isso! Estou nervoso porque é você! — abaixou a cabeça. — Mesmo que eu demonstre todos os dias o quanto eu te amo talvez você não tenha completa noção dos meus sentimentos e eu tento todos os dias demonstrá-los da forma certa. Mas em relação a isso... eu não sei o que fazer. Quem diria que o garanhão estaria preocupado em dar uns amassos no próprio namorado?

Kyungsoo riu.

— Agora.

— O quê? — de verdade, Baekhyun não entendeu.

— Agora, Baekhyun —repetiu Kyungsoo.

— Você quer dizer que...

— É. Agora. — Kyungsoo o interrompeu.

Baekhyun engoliu em seco. Iria acontecer, definitivamente iria. Suas mãos suaram tanto que teve de limpá-las nas calças. Se Kyungsoo tinha a intenção de acalmá-lo não foi muito útil, pois sentia-se mais nervoso que antes. Limpou o suor debaixo da franja e olhou para o garoto a frente. Aqueles olhos inocentes só o fazia sentir-se ainda mais pervertido.

Abaixou a cabeça novamente pensando quem daria o primeiro passo. Kyungsoo tirou a camisa, repentinamente. Ele já sabia o quanto Baekhyun estava nervoso, talvez bem mais que si, mas de qualquer forma teria que tomar alguma iniciativa. O quê um não quer, dois não fazem. A pele de Kyungsoo era tão branquinha que Baekhyun lamentou-se antecipadamente do futuro estrago que causaria, mas focou apenas em contar quantas pintinhas haviam, o que foi difícil pois logo que levantou a mão para tocá-las viu o namorado tremer um pouco. Estava fazendo frio. Puxou-o para seu colo e passou os braços por sua cintura fina, apenas sentindo a textura macia do tronco do moreno que afagava seu cabelo.

— O que faremos com a comida? — Kyungsoo perguntou analisando a sacola por alguns segundos.

— Comemos depois.

Até mesmo Baekhyun se surpreendeu. Pensou que si mesmo faria uma piada de duplo sentido, mas seu baixinho era muito inocente para isso.

— Eu pensei que nossa noite fosse ser algo mais selvagem, porque você vive dizendo que tem tesão acumulado. Mas agindo desse jeito, tenho minhas dúvidas. — Kyungsoo falou olhando nos olhos do namorado enquanto segurava as laterais de seu rosto.

— Apenas estou me controlando, ainda estou nervoso.

Baekhyun teve o rosto puxado pelo baixinho que simplesmente lascou aquele beijo de tirar o fôlego que apenas ele sabia dar, com direito a mordidinhas no lábio e carinho na nuca, além de provocá-lo rebolando em seu colo.

Eu tenho, definitivamente, o melhor namorado do mundo.

Baekhyun perdeu o controle, no bom sentindo. Quando Kyungsoo lhe deu liberdade para continuar simplesmente o fez. Porque seu corpo clamava para estar em contato com o dele, para queimarem juntos, se amarem juntos. Mesmo que estivesse focado em amá-lo de todas as formas, estava sem controle. Não podia dizer que não estava nervoso. Na verdade ainda continuava nervoso e provavelmente seria assim até o fim da noite, mas não é como se pudesse evitar. Era Kyungsoo que estava ali, não era qualquer um. Queria que tivessem a noite perfeita e transar no quarto da faculdade não era lá um sonho, mas não era todo dia que se acontecesse. Apenas tinha que aproveitar, aproveitar o amor de Kyungsoo, o amor que estava dando e principalmente o que estava recebendo.

Foi derrubado no colchão com a boca de Kyungsoo colada a sua, as mãos não paravam em lugar nenhum e de olhos fechados tentava mapear suas curvas a qualquer custo, ainda mais quando o sentia arrepiar-se contra seu tronco e soltar lufadas de ar contra seu peito. Ele era simplesmente perfeito. Avançou novamente contra os lábios carnudos e tratou de maltratá-los, bem mais do que faria se houvessem transado depois da festa de Joohyun. Porém, recompensador que qualquer outra coisa era ver seu namorado tão entregue entre seus braços, gemendo seu nome e correndo as mãos por sua pele como se fosse desaparecer a qualquer momento. 

Baekhyun enfiou as mãos dentro da calça e apertou o traseiro avantajado de seu garotinho fazendo questão de marcar seus dedos lá e brincar ainda mais com a sanidade do baixinho que contorcia-se sob seus toques, manhoso.

Kyungsoo arrancou a camisa de Baekhyun e ficou parado por cima por longos segundos. Da mesma forma que ele o achava incrível, o pensamento era recíproco. Os cabelos recém castanhos espalhados pelo lençol, o suor que começava a surgir nas têmporas, os lábios finos rosados e meio inchados pelos beijos e mordidas, o peito subindo e descendo procurando o fôlego. Notou cada detalhe, anotou mentalmente apenas para ficar pensando mais tarde e para o resto da vida. Arranhou o peitoral do namorado enquanto sorria vendo-o prender o lábio entre os dentes e apertar ainda mais seu traseiro. Kyungsoo era exibicionista, gostava de se mostrar para ele, mas gostava ainda mais dos efeitos que lhe causava.

Quando tentou mais uma vez beijá-lo acabou esbarrando os dentes, algo não muito relevante pois no logo em seguida Baekhyun enterrou uma das mãos na cintura fina dele que gemeu de boca aberta. Estava descobrindo ainda mais seu corpo, mas sabia que o maior efeito que causava era simplesmente sua presença, por isso, a impôs. Virou o corpo pequeno contra o colchão e afundou o rosto na curvatura do pescoço sentindo o cheiro de sabonete emanando de sua pele. Aproveitou o momento para deixar beijos, mordidas, chupões, para cumprir a promessa mental do estrago. Seu corpo queimou ainda mais quando Kyungsoo começara a puxar sua calça jeans para baixo evidenciando o quanto estava ansioso por aquilo.

Mas Baekhyun não o fez, apenas puxou uma das pernas do baixinho e a rodeou contra seu quadril, apenas para ter mais acesso ao seu corpo e passar a simular estocadas, certeiras, roubando ainda mais seu nome fluindo dos lábios carnudos. Isso não diminuía o fato de que ambos estavam nervosos.

Kyungsoo se entregou, bem antes de dar a ideia de terem a primeira vez no quarto da faculdade, bem antes de aceitar namorar. Se entregou quando o viu pela primeira vez pois já sabia que não conseguiria resistir aos seus encantos.

Baekhyun apenas acelerou o ritmo se afundando ainda mais em Kyungsoo, puxando o corpo pequeno como se a distância entre ambos fosse gigante. As unhas curtas raspavam em suas costas e nuca, descontando também sua própria falta de controle. As costas de Kyungsoo subiam e desciam no colchão causando um atrito gostoso em sua pele, a boca meio aberta apenas emitia gemidos ou suspiros toda vez que Baekhyun mudava a velocidade. Suas bocas novamente foram coladas e em meio a toda a afobação e nervosismo seus corpos já começavam a dar respostas pelas provocações.

— Tira a droga dessa calça!

E Baekhyun o obedeceu. Jogou-as para longe, igualmente as meias e aos sapatos e puxou as duas pernas de Kyungsoo para rodear sua cintura. Beijou novamente os lábios carnudos enquanto alisava o peitoral liso raspando as unhas vez ou outra, apenas para provocar ainda. Mas Kyungsoo não estava gostando muito de toda aquela submissão, então, tratou de empurrar o loiro para a cabeceira da cama e rapidamente abaixar sua única peça de roupa até os joelhos. Era a primeira vez do casal, não individual.

Kyungsoo apenas sorriu sacana para o namorado que engoliu em seco e depois mordeu o lábio ao vê-lo abocanhá-lo de uma vez. Baekhyun foi aos céus e voltou. Tombou a cabeça na parede enquanto sentia o baixinho ir fundo e lentamente, fazendo questão de passar a língua na glande e apertar suas coxas. Ele estava com os olhinhos fechados chupando-o todinho como um bom garoto e recebeu um afago nos fios escuros, para depois ter a cabeça empurrada. 

Agora, alguém ditava o ritmo.

Kyungsoo só chupou quatro pessoas na vida e três delas eram mulheres, então sua experiência com paus era mínima possível, mas Baekhyun não sabia disso. Mesmo assim concluiu que ele sabia fazer um boquete como ninguém. A boquinha apertada e aveludada já era uma tentação falando e o beijando, quicá chupando-o com direito a lambidinha expondo a linguinha vermelha e macia. Baekhyun sabia muito bem porquê estava nervoso antes. Kyungsoo era do tipo que mandava na relação, assim como ele, ambos gostavam de impor a presença e principalmente degustar das reações.

Kyungsoo passou a língua nas veias e o Baekhyun gemeu alto contraindo o abdômen e abrindo ainda mais as pernas. Quase morreu ao ver o namorado todo empinado — infelizmente, ainda de cueca — lhe chupando. Lutou contra o próprio corpo para manter os olhos abertos e passou a fazer carinho em Kyungsoo, acariciando as orelhas, a cabeça e estocando minimamente sua boca para sentir o pau tocando o céu da boca. Ficaram assim um bom tempo, até Kyungsoo descer mais um pouco e passar a chupar suas bolas acordando-o de mais devaneios. Baekhyun gozou, melando um pouco o rosto do baixinho e alguns fios morenos pois ele saiu antes que gozasse dentro de sua boca.

Então, se olharam, tempo insuficiente para saberem o que estavam pensando, porém, tempo suficiente para que se enroscassem novamente um no outro. Baekhyun devolveria o favor. Jogou a cueca do baixinho e o virou de bruços olhando seu traseiro avantajado empinado em sua direção. Apertou-o sentindo a textura e deixou uma mordida. 

Kyungsoo sempre soube que ele tinha uma tara em sua bunda, mas não sabia que era tanta assim, por isso diante do ato inesperado os braços quase cederam e caiu de cara nos travesseiros. Era estranho ficar exposto daquela forma. Mesmo que estivesse fervendo, por dentro e por fora, a timidez de estar tão exposto apenas aumentava a ruborização de suas bochechas e nas pontas das orelhas. Não sabia o que esperar e até tentou dar uma espiada, porém, tudo ficou branco quando Baekhyun enterrou o rosto entre as bandas de seu traseiro brincando com seu buraquinho com a língua metendo com vontade.

Baekhyun o sentiu quase ceder mas nem por isso desistiu de provocar. Maltratou ainda mais a entradinha apertada vez ou outra compartilhando-a com os próprios dedos enquanto se deliciava com os gemidos manhosos e arrastados do namorado que tremia os olhos e quase caia sobre o colchão. Afastou o rosto da entradinha olhando-a abrigar seus dedos e contrair.

— Imaginar esse traseiro sentando em mim com força só piora minha situação... — tirou os dedos e juntou-se ao corpo pequeno e frágil, roçando o pau no buraquinho que piscava em sua direção. A visão era tentadora, tanto que fez questão de apertar as bandas do traseiro. Já Kyungsoo paralisou um pouco.

Não sabia que Baekhyun falava coisas sujas durante o sexo, mas de qualquer forma aquelas palavras atiçaram-o ainda mais, aumentando o prazer que estava sentindo e fazendo-o desejá-lo ainda mais. Quando sentiu o quadril do namorado chocar-se contra sua bunda seus braços realmente quase cederam, mas não podia vacilar, não podia deixar-se tão vulnerável nas mãos de Baekhyun, mesmo que fosse muito difícil. Baekhyun era incrível, instigando-o movendo o quadril, o provocando e Kyungsoo só sabia gemer imaginando-o o invadindo e indo fundo, o apertando entre os braços e castigando sua pele com aqueles lábios finos. Seu peito subia e descia, os pulmões procuravam ar mas Kyungsoo só queria as mãos do namorado o maltratando mais um pouco, também queria provocá-lo, maltratá-lo. Além de exibicionista era provocador.

— Rebola para mim, amor. Bem gostosinho, do mesmo jeito que estava na faculdade.

Aquela frase só fez Kyungsoo concluir ainda mais o quanto Baekhyun era fissurado no seu traseiro. Já tinha uma noção que era secado pelos corredores mas receber a confirmação assim na lata e ainda por cima se sentindo exposto o fez querer se exibir mais. Mesmo que pela manhã vestir aquela calça não tenha sido planejado estava aliviado pelo namorado ter gostado. Kyungsoo gostava de se exibir, se exibir para Baekhyun, propositalmente ou não.

Com os braços e pernas tremendo começou a mexer o quadril desajeitado, ainda se sentia estranho naquela posição, mas quando as mãos de Baekhyun agarraram as laterais de seu corpo foi apenas um indicativo para provocá-lo. Mesmo estando por baixo, obviamente era Kyungsoo que mandava naquela relação. Aumentou a intensidade das rebolas desfrutando também da sensação de ter o caralho do namorado esmagado entre seu traseiro e o corpo do mesmo. Mordia os lábios constantemente colocando força nos braços para não cederem. Estava concentrado em provocá-lo, em se mostrar, em se exibir, tanto que não falaram mais nada, apenas ouviam os gemidos e suspiros um do outro, apertando-se e marcando-se. 

Baekhyun se afastou um pouco e respirou, não queria terminar a noite para ali. O corpo ainda estava fervendo e ver o baixinho focado em transmitir o prazer que estava sentindo lhe aquecia o peito. Acabou caindo ao lado de Kyungsoo que o olhava ainda na mesma posição. Lhe deu um sorriso. O maldito sorriso de sexta passada. Entendeu o recado. Kyungsoo ajeitou-se sobre o colo do namorado e ajeitou o fios com as mãos puxando-os para trás para ter uma visão melhor. A fina camada de suor já estava sobre ambos os corpos.

Ficaram se encarando um pouco, pelo menos até o baixinho novamente tomar o primeiro passo. Puxou o pau do namorado novamente o masturbou rapidamente, um vai e vem lento que depois mudou completamente de ritmo ao ouvir Baekhyun rosnar. Isso mesmo, rosnar. Parecia um lobo louco o olhando intimidante daquela forma. Kyungsoo se sentia mais exposto, mas não é como se não gostasse.

Baekhyun esgasgou com a própria saliva ao vê-lo levantar um pouco e simplesmente enfiar dois dedos em sua própria entradinha. Olhou para a expressão do namorado. Estava doendo, definitivamente estava. O rosto estava vermelho, da ponta do nariz até as orelhas, o cabelo voltara para frente enquanto os dedos o estocavam fazendo-o jogar a cabeça para trás. Tudo bem que já vira algumas pessoas se tocarem mas Kyungsoo era a exceção. Ninguém jamais ficaria tão atraente como ele estava. O puxou novamente pela cintura e atacou novamente os lábios cheinhos enquanto seguia com as mãos até ao buraquinho apertado, apenas para prepará-lo devidamente. 

Baekhyun não sabia onde diabos estava o lubrificante e deduziu que o namorado não tivesse, pois ele tinha cara que se preparava muito se soubesse que algo aconteceria. Inesperadamente Kyungsoo se esticou até a cômoda e puxou de uma das gavetas o lubrificador.

— Pelo menos não vai doer tanto.

— Você quer tanto assim meu traseiro?

— Foi você quem me atiçou. Agora, passa isso para cá! — Baekhyun melou os dedos e depois os enfiou em Kyungsoo que se assustou-se um pouco com a empolgação. Já sabia que o baixinho jamais fora o passivo numa transa, na verdade já sabia que ele teve apenas dois namorados antes de si e entende seu nervosismo. Até pensou em deixá-lo por cima mas quando se deu conta já estava querendo se apossar do corpinho dele, enterrar-se nele e marcá-lo completamente — lê-se em outras palavras: querendo comê-lo em todas as posições possíveis. Tê-lo ali, todo molinho em seus braços, empinado na sua mão e gemendo contra seu peito incentivou a continuar com as dedadas e só para castigar — e agilizar o processo — aumentou mais um dedo, arrancando um suspiro de Kyungsoo que arranhou seu braço com os olhinhos fechados. Tão extasiado, fervendo e ao mesmo tempo calmo. 

Então sem dar tempo para pensar introduziu-se dentro do namorado que fincou as unhas em seu ombro enquanto arqueava as costas.

No comecinho ficou parado, esperando que se acostumasse, mas ao ouvi-lo permitir que fosse adiante não se segurou. Agarrou-se ao quadril dele com as mãos e passou a estocá-lo fundo fazendo-o quicar em seu colo. Kyungsoo ajeitou-se e apoiou as mãos em seu tronco, apenas para passar a quicar e rebolar por conta própria sentando com força soltando gemidos dengosos e ouvindo o som tão erótico que fluía de seus corpos se chocando contra o outro. Não conseguiam pensar em muita coisa.

Baekhyun afundou as mãos nas coxas do baixinho deixando-o um carinho e depois passou a masturbá-lo recompensando-o pelas boas quicadas e reboladas. Abriu os olhos para ver a tentação de seu próprio pau entrando e saindo da entradinha apertada. Ela às vezes contraia e era o momento que Kyungsoo soltava um suspiro, sentindo a bunda e o buraquinho arder.

Estava tão concentrado que se desligou do mundo e ficou sentando forte e rápido pouco se importando se alguém passaria no corredor. Estava gemendo como um bom garoto faria. Estava gostando de toda aquela selvageria com Baekhyun, mas isso não queria dizer que o próprio não provaria de uma noite sendo o passivo. Kyungsoo passou a apenas rebolar esmagando o pau e olhando para Baekhyun da forma que apenas ele conseguia fazer. Em resposta recebeu um tapa no traseiro, fazendo-o a voltar a quicar.

Foi jogado contra o colchão acabando por baixo do corpo suado de Baekhyun, que simplesmente abriu suas pernas e enfiou-se ainda mais dentro de si, estocando tão forte que até mesmo o próprio se assustou com a brutalidade. Baekhyun estava sem controle. Ia rápido, e afundou o rosto no pescoço do baixinho totalmente concentrado em estocá-lo. As pernas balançavam enquanto as costas deslizavam pelo colchão esquentando-os ainda mais.

Kyungsoo passou os braços pelas costas do loiro e passou as arranhá-las descontando toda a tesão, para também deixá-lo marcado.  Sua boca abriu ainda mais quando sua próstata foi acertada em cheio. Por alguns segundos se perguntou como Baekhyun estava conseguindo respirar. Sentia a respiração quente do rapaz contra a sua mais quente ainda, o suor de seu tronco se juntava com o dele mas Kyungsoo não ligou, apenas fechava e revirava os olhos em deleite, buscando vez ou outra os lábios do namorado para castigar.

Baekhyun continuou daquela forma por um logo tempo, mudando de posição e fazendo questão de deixar o baixinho bem molinho em seus braços, para depois abraçá-lo. Virou-o de ladinho, segurou uma de suas pernas e voltou a meter com um sorriso no rosto enquanto via a cena do próprio pau estocando-o e analisando ainda mais como Kyungsoo conseguia ser sexy e fofo ao mesmo tempo. O suor escorria por seu corpo, principalmente pelos braços e diante da temperatura quente apenas umedeceu os lábios com a língua. Focou em continuar o estocando acertando-o no pontinho que o deixava mais dengoso, levando-o aos céus, recompensando pelo boquete horas antes.

A cama batia contra a parede em sincronia com os corpos que se chocavam contra o outro.

— Você está... tão gostoso sensível desse jeito, amor... — Baekhyun deixou a frase morrer ao ver o baixinho agarrar o travesseiro. Riu perverso e foi para trás dele, voltando a estocá-lo enquanto o abraçava com o rosto afundado entre o pescoço e o ombro, deixando beijinhos, mordidinhas e chupões. Aproveitou também para provocá-lo com mordidas nas orelhinhas vermelhas e brincar com seu pau apenas para vê-lo ainda mais caidinho em seus braços. — Está gostando, amor? Estou viciado em você...

Kyungsoo respondeu entre gemidos e suspiros. Seu corpo estava grudento pelo suor e mesmo tentando controlar os gemidos não conseguia pois os movimentos pélvicos eram certeiros para que abrisse a boca novamente. Sentia o prazer em dobro, triplo. A mão do namorado brincava com seu pau, enquanto a boca alternava entre castigar seus ombros, pescoço, costas e provocá-lo verbalmente, além de senti-lo o invadir com volúpia.

Baekhyun continuou metendo até o baixinho se derreter em seus braços e finalmente gozar, porém, para se satisfazer continuou o trabalho até se derramar dentro dele que então ficou rindo, com o peito subindo e descendo, os fios grudados na testa e os olhos fechados. Baekhyun estava do mesmo jeito, mas antes de simplesmente capotar deixou vários beijinhos pelo rostinho de Kyungsoo e tirou o cabelo do rosto exibindo o sorriso que ele tanto amava.

— Podemos fazer a frase clichê de pós-transa amanhã. — Foi tudo o que disse antes dos olhos fecharem e seu corpo cair sobre o do baixinho que o ajeitou ao seu lado e o abraçou.

— Ah, Baekhyun...

E fechou os olhinhos para dormir. Baekhyun dormiu ouvindo as batidas do coração de Kyungsoo.

[...]

— Você parece mais relaxado hoje — Taeyong comentou, dessa vez roubando os salgadinhos de Baekhyun, que apenas sorriu vendo o namorado chegar no pátio acompanhado de Jaehyun. Estavam no costumeiro local de sempre. — E também está andando com dificuldade. O que aconteceu no final de semana? Ignorou todas minhas ligações e mensagens.

Era segunda, e como Jackson não pisou na faculdade no final de semana, Baekhyun aproveitou e deixou o namorado mais manhoso e dengosinho. Claro que também provou daquele efeito e, caramba, nunca pensou que Kyungsoo pudesse ser tão sexy dando-lhe ordens e ameaçando bater nele. Ambos não conseguiam esconder os sorrisos.

Jaehyun e Kyungsoo chegaram.

Baekhyun apenas puxou o namorado e o beijou ali mesmo, atraindo a atenção dos amigos que os olhavam de olhos arregalados.

Jaehyun riu.

— Já estava na hora. — Falou, tendo os ombros abraçados por Taeyong.

— Amém que finalmente afogaram o ganso! Kyungsoo, você não tem ideia da tamanha vergonha que passei na sexta feira com ele ficando de pau duro te olhando.

— Às vezes você é bem boca grande, Taeyong! — Baekhyun apenas puxou o namorado para si sorrindo olhando-o nos olhos.

— Para aguentar o Jaehyun tem que ser mesmo!

Baekhyun e Kyungsoo apenas saíram de lá. Ambos já sabiam o que casal faria, não suportavam o relacionamento oito ou oitenta. Se bem que o relacionamento deles estava ficando bastante parecido.

27 de Febrero de 2019 a las 22:17 0 Reporte Insertar 0
Fin

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ISOFT 80年代的情人 ♡

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