Frühling in Paris Seguir historia

ester-cabral1547943732 Ester Cabral

Primavera, a estação onde a natureza floresce. E também romances. Paris, a Cidade Luz e um dos maiores sonhos dos apaixonados. Também destino de Evelin, uma fotógrafa alemã que escolheu a França para seu intercâmbio. Em sua curiosidade por explorar a famosa Paris, ela conhece Albert, músico e apaixonado por poesia. O rapaz, encantado pela moça, mais do que pela própria cidade, apresenta-lhe os tão conhecidos pontos turísticos. Entre belezas de encher os olhos, ambos se perdem entre sorrisos e olhares, imersos em um sentimento que florescia junto da primavera.


Romance Contemporáneo Todo público.

#258 #primavera #paris #França #fotografia #fofura #desafio #arte #Alemanha
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Arte e artistas

Hallo hallo, pessoas! Como vão vocês? 
Bem, essa história está participando do desafio Dia dos Namorados: a primeira vez, do grupo do Nyah no Facebook. Maaass, eu resolvi postar aqui também :3 
O tema desse primeiro capítulo é: a primeira vez que nos falamos. 
Boa leitura ;) 
*Frühling in Paris significa Primavera em Paris.

XXX


Era o início da primavera. As flores despontavam e a neve ia embora. A temperatura começava a subir, fazendo com que todos abandonassem as roupas pesadas, conforme esquentava ao longo da manhã.

Passei pelo Tuileries e observei a estação despontar pelo jardim, com suas cores e transformações. Caminhei, até atingir a entrada do museu Orangerie, o último de meu tour por Paris, que já durava algumas semanas.

Mudei-me para a cidade para ter acesso ao conservatório de Música. Pouco dos meus antigos colegas de turma também escolheram o mesmo destino, a Cidade Luz. Portanto, conhecia Paris sozinho, em companhia dos meus pensamentos e devaneios.

E junto deles eu caminhava pelo museu, enquanto admirava os quadros de Monet, que tomavam paredes completas. 

Pintura não é uma das artes a qual sou mais ligado, porém, não deixo de admirá-la. E minha atenção foi tomada pelas cores chamativas e formas das pinturas. Era realmente exuberante. 

Continuei minha caminhada calada pelo museu, apenas parando vez ou outra para tomar de nota de uma ideia que surgia em minha mente.

Orangerie era um museu menor em comparação com o Louvre. Entretanto, não deixava de ser belo à sua maneira. Havia menos pessoas e mais silêncio. Silêncio e arte.

O tempo passou e me perdi entre Picassos e Cézannes. E meus pensamentos também se perderam, fazendo com que eu me distraísse.


— Ops, desculpa — pediu uma jovem com uma câmera fotográfica em mãos. Sorriu gentil, com seus lábios marcados por um batom rubro. Aquela cor ficava bem nela, destacando seu sorriso, junto da pele pálida como porcelana. A moça me encarou por alguns instantes. — Eu já não te vi antes? — ela falou devagar, em um francês difícil e arrastado. Até mesmo pesado.

— Perdão? — Fiquei confuso, enquanto a moça riu baixo.

Disse algo em um idioma desconhecido para mim, que soava diferente para meus ouvidos.

— Eu te vi alguns dias atrás, cantando em um bar. — Continuava falando devagar, como se medisse as palavras, ou procurasse por elas, já que era aparentemente estrangeira. — Eu hã... — Parou um pouco e olhou para cima. — Gostei da sua voz. É muito bonita. — E sorriu de novo. Um sorriso belo e simples. Não pude evitar o meu. Era contagiante, de certa forma.

— Obrigado. Fico feliz que tenha gostado. 

— Eu... hã... Será que você poderia... Me ajudar a chegar ao Louvre? Eu queria tirar umas fotos. — E ergueu sua câmera, como se para demonstrar o que queria dizer.

— Claro. — Assenti com a cabeça e sorri com gentileza. A moça agradeceu. 

Fiz um gesto para que começássemos a caminhar. Ela seguiu ao meu lado, enquanto saíamos do museu e passávamos pelo jardim.

— Esse lugar é realmente lindo! — a jovem exclamou, chamando minha atenção para ela. Seus olhos azuis ciano brilhavam em animação pelo que aparentava ser novidade para ela. Sua expressividade contida era encantadora.

A moça cessou de andar e se afastou um pouco, tirando algumas fotos das estátuas históricas. Parei, observando-a. Ela ajustava a lente por alguns instantes, até conseguir o enquadro que queria e bater a foto.

Voltou para onde eu estava parado, sorrindo.

— Você conhece outros lugares assim? Para eu visitar? Sou estudante de fotografia e faço intercâmbio em Paris — explicou-se e eu assenti.

— Conheço alguns, porém creio não ser um dos melhores guias. — Entramos nos jardins do Louvre, com suas enormes construções visíveis. 

Ela parou mais uma vez, para fotografar uma fonte, onde algumas pessoas sentavam-se à beira.

— Eu tentei falar com alguns guias, mas eles não foram muito simpáticos. — A moça parou de novo, dessa vez tirando fotos da entrada do museu, com o triângulo espelhado ao centro e as construções antigas ao redor. — Desculpa por te fazer parar. — Ela finalmente sorriu de novo. — É tanta coisa...

— Não se preocupe. Fiquei da mesma forma quando cheguei em Paris — assegurei-a, enquanto nos dirigíamos a uma das grandes portas de entrada do Louvre.

— Você é turista?

— Não, sou do interior. Também vim a Paris a estudo. — A moça assentiu, parecendo interessada. Mas logo parou novamente, encantada com a primeira obra de arte visível.

— Acho que vou ficar perdida aqui. É enorme. — Tropeçou um pouco na pronúncia das palavras, enquanto olhava para todos os lados, encantada. Seus olhos quase se arregalaram em espanto pelo lugar. Olhei divertido para sua expressão.

— Eu conheço um pouco do museu, se você quiser... — A fotografa olhou sorrindo para mim, com seus olhos brilhando. 

Acabei me tornando seu guia aquela tarde.

...

Entre esculturas, pinturas e arquiteturas estonteantes, acabamos conhecendo um pouco sobre o outro. Evelin, como se apresentara, estava em Paris há alguns dias. Estudante de fotografia, amante da arte, dona de uma personalidade encantadora e alemã. Diferente da visão que tinha em mente, nem todos são fechados e reservados. Evelin gostava de conversar. Sobre o tempo, sobre a arte, sobre a cidade, sobre as pessoas, sobre ela, sobre tudo e mais um pouco. Era uma garota interessante e que eu adoraria ter o prazer de conversar mais vezes.

Contudo, tivemos que nos despedir. 

Trocamos algumas palavras e a observei partir. Sua silhueta se afastando, com as vestes claras e os cabelos negros balançando ao vento, conforme caminhava por entre flores e arte. Evelin também era arte. Arte que ela transbordava em seus olhares, suas expressões e suas palavras.



20 de Enero de 2019 a las 19:53 0 Reporte Insertar 0
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