Sayryns - Saga Sllayer |1| Seguir historia

nathycrysbkr05 Nathalia Cristina

Miro Linckol é um rapaz de 18 anos que não possui nenhuma lembrança de seu passado, tudo o que consegue lembrar são dos últimos cinco anos de sua vida. Ele tem o sonho de ser um escritor famoso e deseja que seu primeiro livro seja sobre os Sayryns - antigas criaturas aladas da mitologia grega que já foram extintas há milênios de anos. A cada 995 anos durante cinco anos, essas criaturas lutavam a favor dos humanos em nome dos três deuses-lobos que mantinham o equilíbrio dos elementos da Terra através dos seus corações: Mynddz, Sllayer e Keryuss, contra os Lyvrenys - criaturas aladas das trevas que serviam às maléficas Irmãs do Destino que almejavam os poderes dos corações dos lobos para destruírem o mundo: Lahkhesis, Atropos e Clotho. Depois que um misterioso incêndio destruiu a escola em que estudava no Livriew, Miro foi transferido para uma escola em Tefyan, capital de Zardren. Nessa nova escola, o garoto escritor conhece um rapaz misterioso chamado Cass por quem se sente extremamente atraído. Após descobrir que Cass é um Sayryn que está fugindo de uma maldição e que ele é o único que sabe onde os corações dos deuses-lobos estão, ambos embarcam numa grande aventura com o objetivo de encontrar outros Sayryns sobreviventes, derrotar os Lyvrenys e as Irmãs do Destino, se livrar da maldição, devolver os corações aos deuses-lobos, salvar os Sayryns da extinção, recuperar as lembranças do passado e publicar um livro.


Fantasía Épico No para niños menores de 13.

#aventura #longfic #ação #comédia #romance #original #série #saga #mitologia #fantasia
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Prólogo

A lua brilhava alto no céu, as nuvens carregadas se aglomeravam cada vez mais, a chuva forte caía trazendo um clima de tristeza naquele gigantesco campo devastado que daria um ótimo local para uma batalha sangrenta entre criaturas místicas com poderes mágicos...que foi o que aconteceu. Um Sayryn e um Lyvreny lutaram naquele local tenebroso com todas as suas forças até que um deles caísse. Aquela batalha poderia durar séculos, mas só teria fim quando um estivesse de pé e o outro, é claro, caído aos seus pés.

Maloman, o Lyvreny, era quem tinha caído. Seu corpo encontrava-se estirado em uma poça do seu próprio sangue que escorria da ferida fatal em seu peito, causada pelo ataque do adversário que decidiu sua derrota. Casstyel, o Sayryn, era quem estava de pé. Ele olhava para o rosto jovem e sereno de Maloman com seus olhos felinos verdes e brilhantes ardendo em lágrimas. Maloman podia ser um Lyvreny, mas era seu melhor amigo e Casstyel não aguentava mais aquilo, ter que lutar contra ele a cada mil anos era uma tortura que não poderia mais suportar. E ele sempre vencia, mas a vitória não lhe servia de nada por saber que não veria mais o rosto de seu colega.

As gotas da chuva pareciam ficar cada vez mais pesadas. A franja prateada grudava na testa acinzentada de Casstyel, suas enormes asas brancas estavam tingidas de vermelho do sangue jorrado em batalha, seu corpo cinzento encontrava-se repleto de feridas profundas, suas roupas brancas estavam sujas e rasgadas. As gotas que pingavam em seu rosto se misturavam às lágrimas e o som poderoso dos trovões e relâmpagos que cruzavam o céu noturno escondia o som do choro do Sayryn perante seu único e melhor amigo morto aos seus pés.

Não aguentando mais o peso de seu corpo, Casstyel caiu de joelhos e abaixou a cabeça deixando que a chuva o punisse. Firmemente segurou na lança de luz fincada no peito de Maloman e a puxou delicadamente. Assim que a lança saiu, desapareceu nas mãos de seu portador. A chuva limpava todo o sangue do corpo do Sayryn, mesmo assim, ele ainda se sentia sujo, sujo da culpa por matar aquele que sempre esteve ao seu lado e sempre o apoiou em tudo que fizesse. Casstyel não conseguia entender porque tinha que ser daquele jeito, já estava cansado de tudo aquilo. E o que mais fazia sua cabeça doer era esta terrível dúvida: como o mais fraco dos Sayryns poderia vencer o mais poderoso dos Lyvrenys? Ele sabia que havia algo errado, mas só o que lhe importava era o corpo de Maloman à sua frente.

As asas negras do Lyvreny quebradas e espalhadas pelo chão começaram a se desfazer em milhares de penas que subiram para o céu e foram levadas pelo vento. Casstyel, cabisbaixo, não conseguia parar de chorar. Após ambas as asas se desfazerem, foi a vez do corpo. O Sayryn observava com atenção o corpo de seu amigo se transformar em penas negras e subirem aos céus se misturando às gotas da chuva. Antes que seu corpo desaparecesse totalmente, Maloman abriu os olhos e sorriu.

Ao ouvir a risada marota, Casstyel ergueu a cabeça para olhá-lo. Vendo os olhos felinos dourados abertos olhando fixamente para ele, o Sayryn não sabia se ficava feliz por ver que ele ainda estava vivo, ou se ficava mais triste ainda por saber que ele iria dizer as palavras que sempre dizia após ser derrotado. Aquelas malditas palavras que faziam Casstyel desejar morrer só para não ter que ouvi-las novamente:

"Mandaste bem, meu amigo. Nos veremos novamente...mil anos depois".

E foi exatamente isso que ele disse. Após isso, todo seu corpo se desfez em penas que desapareceram nas nuvens. Casstyel ficou com a cabeça erguida sentindo a chuva cair em seu rosto enquanto olhava para as penas negras voando pelo céu. Ele esperava ver uma pena branca entre elas, mas não viu nenhuma. Maloman se foi e Casstyel continuou sozinho naquele campo devastado.

Depois de algum tempo ajoelhado naquele local, Casstyel resolveu ficar de pé. Suas pernas tremiam, seu corpo pesava, as feridas ardiam e doíam sempre quando uma gota da chuva as tocava. Estava fraco, totalmente sem energia, suas asas baixas pareciam pesar uma tonelada. Se atreveu a dar um passo, conseguiu. Caminhou lentamente sem nenhum rumo, só queria andar, talvez para recuperar a força das pernas. Após alguns passos, mais uma vez perdeu forças e levou um joelho ao chão.

"Tsc...qual o sentido de tudo isso?" — pensou observando com atenção as gotas no fim dos fios de sua franja prateada caírem no chão

Ele conseguiu se erguer novamente e continuou a caminhar com passos lentos e dificultosos. Após um tempo caminhando, parou, desfez o abraço consigo mesmo e ergueu a cabeça para olhar os raios de luz dos relâmpagos que cortavam o céu recheado de nuvens negras e densas. Soltando um longo suspiro, ele ergueu suas gigantescas asas brancas e as abriu totalmente. Se virou um pouco para observar o local onde Maloman estava caído, onde a poça de sangue já tinha sido desfeita pela chuva. Olhou pra cima novamente, dobrou um pouco os joelhos para pegar impulso e em um pulo, deixou o solo em uma tremenda potência deixando uma gigantesca cratera em seu lugar.

Casstyel voou para o alto deixando um visível rastro de luz branca por onde passava parecendo um foguete subindo para o céu. Atravessou as nuvens carregadas de chuvas deixando um pequeno buraco que logo se fechou. Ao atravessar as nuvens, ele automaticamente atravessou o portal que dividia o mundo dos humanos com o mundo dos Sayryns.

XXXXX

Casstyel se encontrou em um novo mundo acima das nuvens que eram iluminadas pelos raios que cruzavam as mesmas. Ao longe, era possível avistar uma gigantesca cidade dando destaque a um enorme castelo branco com três torres imensas - duas, uma de cada lado, e outra bem no centro. Paredes bem esculpidas de cor branca, janelas de vidro com mosaicos coloridos e uma gigantesca estátua de lobo com asas em frente à torre do centro como se fosse um guardião. O castelo localizava-se acima de um pedaço de terra que flutuava no ar acima das nuvens.

O Sayryn voava com dificuldade já que o vento forte soprava contra ele e suas asas estavam fracas e cansadas. Cada vez mais ele se aproximava do castelo, olhou para baixo e pôde ver os raios cruzando as nuvens e o som do trovão da tempestade ecoava em seus ouvidos. Assim que se aproximou mais, avistou dois Sayryns — Yel e Willow — cada um sentado no topo de uma torre com suas enormes asas brancas abertas.

— Vê só quem está de volta! — disse Yel ficando de pé e batendo suas asas de felicidade

— Sabia que ias conseguir, Casstyel! — disse Willow em seguida também ficando de pé

— Demoraste, hein? Até achei que não ias mais voltar. — soltou um suspiro de alivio

— Teu pai ficará muito feliz! E então? Maloman deu muito trabalho dessa vez? — perguntou curiosa

Mas Casstyel apenas os ignorou e adentrou o castelo por uma janela que tinha o vidro quebrado na torre do centro.

— Ei, não custa nada dares um oi, sabias? — disse a voz de Yel sendo deixada para trás

Casstyel pousou no centro do imenso corredor que havia no início do castelo. As paredes brancas, com várias tochas acesas com fogo azul nas mesmas, lustres gigantescos no teto, luzes coloridas refletindo as cores dos mosaicos da janela, duas pequenas piscinas com água branca e cristalina uma de cada lado do corredor atrás de gigantescos pilares que iam do chão até o teto e um enorme tapete vermelho que ligava o portão de entrada do castelo até um outro portão que se encontrava ao longe. Ele começou a caminhar pelo tapete em direção ao portão à frente. Caminhava devagar, com a mão direita massageando o ombro esquerdo machucado, estava um pouco curvado para frente e mancava um pouco. Estava cheio de cortes e feridas pelo corpo, sua asa direita estava caída e com algumas penas faltando e suas roupas estavam sujas e rasgadas. Ele estava muito ferido, Maloman tinha dado muito mais trabalho do que na última vez. O Sayryn caminhava olhando de um lado para o outro parecendo atento e estar tomando cuidado com algo. De vez em quando ele olhava para trás como se sentisse estar sendo observado e seguido. Mas não, estava sozinho naquele salão imenso e silencioso, tão silencioso que era possível ouvir o som de sua respiração ofegante ecoar pelas janelas, além das batidas de seu coração acelerado.

Ele continuou a caminhar. A cada passo que dava ficava mais perto do portão que levava ao salão principal. Assim que chegou em frente ao portão, parou. Hesitou um pouco em abri-lo e ficou imóvel com seus brilhantes olhos verdes felinos um pouco arregalados. Após alguns segundos, suas orelhas grandes e pontudas vibraram e esse foi o sinal. Casstyel rapidamente se virou e projetou uma espada de luz em suas mãos, se defendendo do ataque de um outro Sayryn que veio por trás com uma longa pistola prateada que possuía uma lâmina. Esse outro Sayryn tinha os cabelos longos até a cintura também prateados, sua franja também cobria seus olhos felinos amarelos. Ele usava um sobretudo cinza rasgado por cima de uma camisa e uma calça preta e calçava um par de coturnos pretos. Ele continuou a empurrar sua pistola contra a espada de Casstyel, que parecia cada vez mais perder sua força.

O Sayryn de cabelos longos deu um largo sorriso deixando seus longos dentes caninos à mostra, atirou e a bala atingiu o rosto de Casstyel de raspão, causando mais um corte. O tiro deixou o Sayryn de olhos verdes atordoado e o mesmo acabou amolecendo as mãos, facilitando o outro de bater nas mesmas com a pistola o fazendo jogar a espada longe. Desarmado, Casstyel começou a receber vários socos e chutes do outro Sayryn que parecia não ter nenhum pouco de dó. Bastante fraco e ferido, Casstyel não conseguia se defender. O outro lhe deu uma rasteira o derrubando no chão, e assim que ele caiu, apontou a pistola para a sua cabeça pisando em seu peito para que não pudesse se levantar.

— Lavidh... — disse Casstyel furioso com a voz trêmula e fraca

— Continuas fraco como sempre. Teus reflexos são terríveis. Ainda me admira como consegues derrotar o mais poderoso dos Lyvrenys. — disse Lavidh ainda apontando a arma para a cabeça de Casstyel

— Se serve de consolo...isso também me admira até hoje... — disse cuspindo sangue em seguida

— Estás muito mais machucado do que na última vez. Estou vendo que dessa vez ele não pegou leve contigo. — disse tirando o pé de cima do peito de Casstyel e guardando a pistola na cintura

Casstyel continuou deitado no chão pois não tinha forças para se levantar. Estava exausto e precisava de um descanso. Lavidh ficou o olhando caído no chão, fechou os olhos e deu um pequeno sorriso. Se inclinou um pouco para frente e estendeu a mão ao Sayryn ferido.

— Bem-vindo de volta, amigo.

Casstyel ficou o olhando com os olhos trêmulos e segurou a mão dele, que o ajudou a levantar. Lavidh abriu o grande portão e ambos chegaram ao salão principal. Assim que entraram, foram surpreendidos por dois Sayryns — Simon e Loon — que passaram voando pelo salão lutando com suas espadas.

— Ei, filhotes! O que eu já disse sobre ficardes lutando dentro do palácio? — perguntou Lavidh com sua voz rígida

Os dois rapidamente pararam e esconderam suas espadas atrás das costas.

— Quem está lutando? — perguntou Loon fingindo inocência

— Não estou vendo nenhum Sayryn lutando. Tu estás, Loon?

— Se fordes lutar, fazei isso lá fora.

— Quem é esse? — perguntou Simon se referindo à Casstyel

— Estais cegos? Não estais vendo que é o filho do líder?

— Casstyel?! — perguntou Loon bastante surpreso

Simon soltou uma gargalhada.

— Desculpa! É que tua cara está tão deformada que nem o reconhecemos! — disse sem parar de rir

Casstyel rosnou baixo com raiva. Loon deu um tapa na cabeça do irmão.

— Imbecil! Se fosses tu no lugar dele, ias gostar que zoassem com tua cara?

— Quem tu estás chamando de imbecil?! — perguntou Simon irritado

Eles começaram a se empurrar e logo voltaram a lutar com suas espadas. Lavidh suspirou tentando manter a calma.

— Esses dois realmente não têm jeito... — disse passando a mão na testa por baixo da franja

Os irmãos estavam agarrados mordendo a orelha um do outro, quando foram surpreendidos com um tiro que Lavidh deu para cima.

— Eu não já disse para irdes lutar lá fora?

— Sim, senhor bonitão! — disseram ambos fazendo continência e saindo voando do salão por uma janela que tinha o vidro aberto

— Lavidh, parece que tu não cansas de gastar bala desnecessariamente. — disse uma voz feminina se aproximando

Lavidh e Casstyel olharam para o lado e viram uma belíssima Sayryn de cabelos longos prateados e lisos, a franja de lado, olhos felinos azuis, um belo vestido branco que ia até um pouco acima dos joelhos e um par de botas cinzas de cano longo. Ela possuía quatro asas, duas enormes em cima nas costas e mais duas menores embaixo na cintura.

— Angela, não sabes que eu tenho munição infinita? — perguntou Lavidh cruzando os braços

— Saber, eu sei. Mas ficar ouvindo som de tiro o tempo todo é muito desconfortante. — respondeu coçando a orelha. — Casstyel, bem-vindo de volta.

Casstyel apenas abaixou os olhos em silêncio e lhe deu de ombros.

— Conseguiste derrotar Maloman de novo. Isso é incrível. O mais fraco dos Sayryns derrotar o mais poderoso dos Lyvrenys é realmente algo digno de admiração. Os deuses-lobos estão muito orgulhosos de ti. Agora poderemos ficar em paz por mais mil anos. — disse Angela unindo suas mãos como se estivesse rezando

— Me desculpa, mas...eu não consigo ficar em paz. Eu não vejo sentido em nada disso...por que eu?

— Bom, tu és o único que sabe onde os corações estão, não é mesmo? As Irmãs não vão descansar enquanto não colocarem as mãos neles. — disse Angela

— Quero saber o porquê de eu ter sido escolhido pelos deuses. — especificou

— Talvez...para te proteger da maldição...? — sugeriu Lavidh de modo incerto

— Não suporto mais. Tomei uma decisão. Só voltei aqui para contá-la a vós.

— Hm? — perguntou Lavidh confuso

— Do que estás falando? — perguntou Angela

— Para mim chega... — resmungou Casstyel

Eles ouviram passos e olharam em direção ao belo trono prateado que havia no alto do salão. Uma porta atrás do mesmo se abriu e um belíssimo Sayryn, também de cabelos longos e prateados até a cintura, olhos felinos brancos como a mais pura luz, um sobretudo branco por cima de uma camisa e uma calça cinza e várias tiras de pano brancas enroladas pelos braços e um par de asas maior que as de Casstyel, Lavidh e Angela juntos, entrou no salão e seus olhos brilharam de felicidade ao ver Casstyel.

— Mestre Lídius... — disseram Lavidh e Angela se curvando perante ele

Casstyel continuou de pé, a franja cobria seu olho esquerdo e seu olho direito tremia. A expressão em seu rosto demonstrava tristeza e aflição.

— Casstyel... — disse Lídius com um sorriso alegre no rosto

Ele se aproximou e lhe deu um abraço apertado.

— Como é bom tê-lo de volta, meu filho. Tu conseguiste. Tu sempre consegues. Estou orgulhoso de ti! Nyryas está sorrindo para nós. — disse com as mãos nos ombros do Sayryn de olhos verdes

— Pai...eu...apenas voltei...porque queria dar um aviso. — disse sério

— Como?

Lavidh e Angela, ainda curvados, se olharam.

— Eu vou embora do palácio. Não quero mais ser um Sayryn. — resolveu ir logo direto ao ponto

— O que disseste?! — perguntou Angela ficando de pé

— Não podes estar falando sério! — disse Lavidh também ficando de pé em seguida

— Casstyel...o que estás dizendo?

— Eu não aguento mais! Para mim já chega! Não aguento mais ser obrigado a lutar contra ele a cada mil anos! Eu só quero ficar livre dessa maldição. Ele é muito mais forte que eu...mas eu sempre venço. Eu sei que tem algo errado...já lutamos cinco vezes e nas cinco eu venci! Eu não devia ser capaz de vencê-lo...não são os corações que me protegem, não são os deuses...é outra coisa... — disse com os olhos lacrimejando

— Casstyel, ele é o Lyvreny lendário. E os Lyvrenys são nossos inimigos. Tu tens ciência disso, não tens? — perguntou Lídius

— Eu me recuso a lutar contra ele novamente. O Maloman que eu conheço não é esse monstro que vós conhecerdes! E é por isso que eu desisto de ser um Sayryn. Vou embora do palácio. Sempre fui rejeitado aqui mesmo... — debochou lhe dando as costas

— E para onde vais? Para o mundo dos humanos? — perguntou Angela

— Tolo! Tu és o único que sabe onde os corações estão! É claro que os Lyvrenys e as Irmãs irão atrás de ti! — disse Lavidh

— Então que venham. Vou acabar com todos.

— Não vais se livrar da maldição assim! Além disso, os humanos rejeitam nossa presença!

— Não importa. Vou viver entre os humanos agora. E por favor...não me procureis. Sinto muito, pai.

Essas foram as últimas palavras de Casstyel antes de bater suas asas e deixar o chão voando para bem longe, saindo do castelo pela mesma janela por onde Simon e Loon tinham saído anteriormente. Casstyel chegou em um bosque que havia na floresta ao redor do castelo, os irmãos estavam lá lutando com suas espadas, quando foram surpreendidos por uma sombra gigantesca que passou por cima deles. Ergueram o olhar e viram Casstyel indo embora voando.

— Ei, Casstyel! Para onde vais? — perguntou Simon

Casstyel não respondeu e foi embora sumindo nas nuvens.

— Ele foi embora... — disse Loon

— Juras? Nem notei. — debochou o irmão

— Ora, seu...

Loon parou de falar quando suas orelhas vibraram. Ele rapidamente se virou e sacou sua espada ficando na posição de ataque. Simon fez o mesmo.

— Tu também sentiste? — perguntou Simon com a espada firme na mão

— Tem algo se aproximando... — afirmou

XXXXX

Casstyel atravessou novamente as nuvens cinzas abaixo de si e foi para o mundo dos humanos. Ele parou de bater as asas e apenas ficou caindo. Fechou os olhos e sentia a velocidade de sua queda aumentar cada vez mais. O mundo dos humanos estava no ano de 1017. Em uma floresta, uma carruagem era guiada por quatro cavalos de pêlos castanhos. Um homem de túnica de seda com o vente bordado com cores brilhantes e chapéu frígio com o pico virado para frente era quem guiava a carruagem. Dentro da mesma, uma bela garota de cabelos longos e loiros usando um longo vestido amarelo, com mangas brancas longas e calçando sapatos amarelos decorados com fitas coloridas, estava sentada calmamente olhando as árvores passarem por ela pela janela. Eles estavam em Zardren, um pequeno país da Europa, e estavam indo para uma festa que aconteceria no reino de Tefyan, capital. A garota estava distraída, quando jurou ter visto um vulto negro pular de uma árvore para outra. Era noite, estava muito escuro, mas ela podia jurar que aquele vulto tinha uma forma humana com asas.

— Estamos quase chegando, senhorita. Tefyan está logo à frente. — disse o senhor que guiava a carruagem

De repente, o homem viu uma luz branca surgir no céu e algo cair em alta velocidade deixando um rastro de luz por onde passava.

— Mas o que é aquilo?

A garota colocou a cabeça para fora da janela para olhar e franziu a testa ao ver a luz caindo. Estava cada vez mais próxima do solo e iria cair exatamente naquela floresta. Assim que atingiu o solo, o impacto foi tão grande que causou uma tremenda explosão, tão forte que várias árvores ao redor caíram e a carruagem, que estava bem longe, foi atingida pelo tremor e jogada longe. A carruagem se destruiu completamente com a queda, mas felizmente, o homem, a garota e os cavalos sobreviveram.

— Você está bem, senhorita? — perguntou o homem ajudando a garota a levantar do chão

— S-sim...mas o que foi isso?

— Alguma coisa caiu do céu. Vamos.

Eles foram em direção do local onde ocorreu a explosão. Depois de muito caminhar, finalmente chegaram. Para o espanto de ambos, havia uma gigantesca cratera no chão. Uma cratera tão enorme e tão funda que era como se cem asteroides de tamanho médio tivessem caído ali. A cratera tomava conta de quase toda a floresta e era quase impossível de ver o fundo.

— Veja! — disse a garota apontando para dentro da cratera

O homem olhou para baixo e viu ao longe Casstyel caído inconsciente. Estava extremamente ferido e suas asas estavam quebradas. A queda foi muito forte, mas ele sobreviveu.

— É um anjo... — disse a garota

Eles olharam para o céu recheado de nuvens pesadas com chuva.

— Um anjo caiu do céu...

XXXXX

No palácio dos Sayryns, Lavidh parecia indignado.

— Casstyel é mesmo muito infantil! Não é à toa que ele é o mais fraco! Será que ele não percebe que isso é uma completa estupidez? Aquele covarde...como ousa fugir assim?

— Lavidh, fica calmo. Casstyel tem seus motivos. — disse Lídius

— Motivos bem idiotas!

Angela apenas estava em silêncio com os olhos baixos, quando de repente, suas orelhas vibraram e ela rapidamente empunhou duas adagas, uma em cada mão. As orelhas de Lavidh e Lídius também vibraram. Lavidh sacou sua pistola, a engatilhou e as tiras de pano enroladas nos braços de Lídius se transformaram em correntes prateadas. Eles ficaram imóveis, esperando por algo.

— Ouvistes isso? — perguntou Angela

— Parece...bater de asas. — disse Lavidh bastante cauteloso

— Não pode ser...será possível que são... — disse Lídius sendo interrompido pelos sons dos vidros das janelas sendo quebrados

— Lavidh, atrás de ti! — gritou Angela

Lavidh rapidamente se virou, apontou sua pistola e atirou.

13 de Enero de 2019 a las 19:02 0 Reporte Insertar 5
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