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lu-inoue1541002911 Lu Inoue

Saori Kido, já não era mais aquela menina de 13 anos que sentia as dores alheias apenas por ser a reencarnação de Athena, mas não as entendia de fato, por ter sido mimada e criada em berço de ouro, não como uma guerreira a qual nascera destinada a ser. Ignorando sua criação e após se sentir inútil diante da morte de tantos inocentes, ela esmerou-se em se consolidar,tornando-se uma mulher forte, cuja sua armadura orgulhavá-se em proteger-lhe o corpo sagrado. Ao olhar para seu santuário reerguido em perfeito estado, funcionando, Saori agora no auge de seus 25 anos, sentia-se de alma lavada e missão cumprida. O pôr-do-sol tingia toda a paisagem e a grandiosa estátua de pedra formava uma magnífica sombra nos blocos de concretos acinzentados do templo. Se corrigindo em pensamentos a deusa suspirou pesarosa: Sua missão não estava cumprida, não ainda, havia algo que lhe fora avisado e solicitado em sonho. (...) — Saori, querida Seu papel dessa vez não será estar à frente da batalha, e sim gerar a vida que estará. — Como assim? Vo…Você está dizendo que… — o choque foi tanto que sentia dificuldade de dizer. — Sim! As previsões para a próxima fatalidade são para daqui a um século. Você deve ter uma filha, e dela sairá a linhagem da próxima Athena. Pode ser sua neta, ou até sua bisneta, tudo dependerá de como os dias serão e como o mal se aproximará. O importante é que todas conheçam a verdade e permaneçam conectadas ao Santuário, assim quando a escolhida nascer, será treinada desde pequena.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#romance #hetero #saintseiya #afrodite #CavaleirosDosZodiaco #SaoriKido #Atena #Peixes
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Arco 1

Santuário de Athena

Algum lugar na Grécia 16:37h

Uma brisa suave soprava trazendo aroma de rosas, esvoaçando a cabeleira violácea e o longo traje branco de Saori, que na sacada de sua alcova, contemplava o pôr-do-sol, meditativa. Eram tempos de paz, há anos seus protetores e ela, não eram atormentados em confrontos. Nenhum Deus ousou perturbar a paz da Terra. Após a batalha sangrenta contra Hades, a deusa ressuscitou todos os que lutaram ao seu lado, dando-lhes uma segunda chance, e assim o Santuário foi erguido novamente. Novos aspirantes a guerreiros eram recrutados e seus fiéis cavaleiros de bronze, agora tinham se tornado mestres.

Saori Kido, já não era mais aquela menina de 13 anos que sentia as dores alheias apenas por ser a reencarnação de Athena, mas não as entendia de fato, por ter sido mimada e criada em berço de ouro, não como uma guerreira a qual nascera destinada a ser. Ignorando sua criação e após se sentir inútil diante da morte de tantos inocentes, ela esmerou-se em se consolidar, tornando-se uma mulher forte, cuja sua armadura orgulhavá-se em proteger-lhe o corpo sagrado.

Ela não era mais uma jóia a ser guardada e protegida, agora era imponente, uma figura a ser admirada. Se alguma contenda surgisse, estaria pronta para marchar à frente do seu exército e mostrar a que veio, e não esconder-se detrás dele. Essa postura adotada por Saori elevou muito a estima entre seus guerreiros, principalmente os dourados, que um dia a taxaram como fraca. E sim, eles tinham toda razão, diante a mulher de hoje, a antiga Saori que choramingava pelo cavaleiro de Pégasus, era uma piada.

Ao olhar para seu santuário reerguido em perfeito estado, funcionando, Saori agora no auge de seus 25 anos, sentia-se de alma lavada e missão cumprida. O pôr-do-sol tingia toda a paisagem e a grandiosa estátua de pedra formava uma magnífica sombra nos blocos de concretos acinzentados do templo. Se corrigindo em pensamentos a deusa suspirou pesarosa: Sua missão não estava cumprida, não ainda, havia algo que lhe fora avisado e solicitado em sonho.


Flashback

— “Onde estou. Que lugar é esse?” — questionava a si mesma em pensamento.

A deusa se encontrava em um local escuro, onde por mais que forçasse a visão, não conseguia enxergar nada, apenas o breu, como uma noite sem estrelas que fica tomada pelas trevas.

Perdida na escuridão, sentiu o peito se encher de esperança ao ver um lume dourado ao longe. Aparentava muito além, o que a fez correr até fadigar, ao ponto do ar entrar quente pelos seus canais respiratórios, enquanto o foco de luz se mantinha tão distante quanto antes.

— “Não importa o quanto eu corra, não consigo me aproximar para ao menos entender” — choramingou em pensamentos.

Uma ideia veio em sua mente; controlando sua respiração, fechou os olhos e  elevou seu cosmo divino para atrair o objeto, ou ser atraída por ele. Seus pés levitaram minimamente e a poeira dourada fora irradiada por todo o ambiente, levando luz a penumbra.

— Muito bem, Saori, você conseguiu me encontrar — a voz, feminina, porém, imponente, assustou a dona das madeixas lilases, que pousou abruptamente, quase caindo.

— Quem é? — indagou prontamente. — Apareça imediatamente!

— Calma, Saori. Estou ao fim dessa estrada. É só segui-la e suas dúvidas serão sanadas. — a voz instruiu pacientemente. Só então, a Deusa da Guerra percebeu que um caminho se abriu para si, e que seu cosmo continuava lentamente se expandindo.

A passos firmes, Atena seguiu na direção indicada, curiosa com o que tudo aquilo significava, e pouco tempo depois estava diante de uma gigantesca estátua; da sua própria estátua.

— Finalmente nos encontramos, srta Saori. — sua estátua revela, com um meio sorriso. A mulher olhava incrédula, como poderia um objeto imóvel estar falando consigo?

— Como? Quem é você? — sua voz era trêmula e desacreditada do que via e ouvia

— Eu sou a alma da primeira Athena, na verdade, um resquício dela. Sirvo como guia para as receptoras do meu espírito ao longo de todos esses anos, estava ansiosa pra lhe conhecer Saori. — Abaixou-se e apanhou a menor em sua palma.

— Ansiosa? — deixou um pensamento escapar pelos lábios, desequilibrando e caindo sentada sobre a palma da mão da estátua.

— Sim. A Athena que foi criada como uma humana mimada, longe dos treinos duros do Santuário, mas que se superou e transformou-se em uma verdadeira deusa da guerra, chamou e muito minha atenção. — explicou com admiração.

— Er… Não sei bem o que falar, mas obrigada —  regraciou timidamente, enrolando uma mecha lilás entre os dedos finos.

— Mas as notícias que lhe trago não são nada boas, srta — seu semblante mudou repentinamente, e a atual Athena sentiu um frio percorrer sua espinha — tempos difíceis se aproximam mais uma vez, e os cavaleiros devem estar preparados para uma nova guerra. — revelou, sem medir palavras.

— Não! — exclamou sentindo o impacto da revelação — Vai ser torturante demais ver meus nobres cavaleiros perdendo suas vidas… Zeus, isso nunca terminará? — uma lágrima escorreu. — Mas se esse for o destino, estarei pronta para lutar e dar forças a eles.

— Saori, querida Seu papel dessa vez não será estar à frente da batalha, e sim gerar a vida que estará.

— Como assim? Vo…Você está dizendo que… — o choque foi tanto que sentia dificuldade de dizer.

— Sim! As previsões para a próxima fatalidade são para daqui a um século. Você deve ter uma filha, e dela sairá a linhagem da próxima Athena. Pode ser sua neta, ou até sua bisneta, tudo dependerá de como os dias serão e como o mal se aproximará. O importante é que todas conheçam a verdade e permaneçam conectadas ao Santuário, assim quando a escolhida nascer, será treinada desde pequena.

— Mas como? Não me casei, não tenho pretendente, eu… — andou de um lado para o outro. — Não levo jeito pra essas coisas. Com quem eu devo?

— Infelizmente isso não posso lhe revelar, mas tenho certeza que quando a hora chegar, você sentirá no seu coração. — a colocou no chão.

Por alguns segundos Saori pensou ter visto a estátua tomando tonalidades de pele e cabelos humanos, mas a mesma desapareceu posteriormente, deixando a violácea com a cabeça cheia de dúvidas e preocupações.

Fim do Flashback

Porque ela? Se as outras encarnações de Athena todas morreram na guerra e nunca tiveram filhas? Ao menos ninguém nunca lhe tinha contado essa parte da história. Tentou especular sobre o assunto com Donko, mas pelos olhos arregalados era nítido que ele nunca vira nada. Poderia questionar a Shion, mas este não quis ressuscitar e preferiu descansar para reencarnar posteriormente.

Não havia nada que pudesse fazer para descobrir, portanto, decidiu tomar suas medidas solitárias de análises. Sentia-se envergonhada por fazer algo assim, mas não era experiente com namoro. Uma vez na adolescência teve uma paixonite por Seiya de Pegasus, mas agora só via isso como uma piada. Ciente da necessidade de recrutar novos aspirantes a cavaleiro, Saori decidiu resolver dois problemas, mandaria seus guerreiros  em missão de recrutamento e quem ficasse para tomar conta de si, ela aproveitaria para conhecer melhor.

Os inocentes dourados nunca poderiam imaginar que estavam a passar por uma seleção. E quase todos já tinham passado por essa averiguação. No tempo que tinha para conhecê-los, Saori prestava atenção em cada detalhe, não priorizando o físico, mas ponderando a visão sobre o mundo que cada qual possuía. Eles eram incríveis, fabulosos, cada um à sua maneira, ela tinha elogios para todos, mas os “poréns’ sempre estavam salientados em sua mente. Por mais perfeitos que fossem faltava química.

Seria ela tão chata e exigente assim?

Suspirou desgostosa, quando um dos servos do santuário anunciou a chegada do cavaleiro de Peixes. Se com os outros não encontrou a química que procurava, com Afrodite é que não encontraria mesmo. Sabia que era medíocre  julgar um livro pela capa, mas… Tinha muito a considerar e ainda se lembrava de que o cavaleiro escolheu por conta própria ficar contra ela na guerra contra o falso Grande Mestre, não que lhe guardasse magoa, mas era um fato a ser considerado, mesmo que o pisciano não tenha sucumbido a proposta de Hades, a verdade é que os dois nunca chegaram a ter uma conversa às claras.

— Athena? — Prostrou-se o cavaleiro em uma reverência. — Deseja falar comigo?

— Afrodite. — pigarreou constrangida. — Bom... — aquilo lhe parecia cada vez mais embaraçoso. Ir para arenas e aprender a lutar tinha sido muito mais fácil. — Obrigado por vir. A verdade é que amanhã eu preciso ir ao Japão. Tenho papéis como acionista majoritária das empresas Kido para cumprir, assuntos da fundação Graad e…

— Guardarei o santuário com a minha vida. — assegurou convicto esbanjando imponência.

— Quanto a isso... — A violácea suspirou profundamente e disse sem delongas. — Eu gostaria que me acompanhasse?

— Acompanhá-la? — o cavaleiro questionou de sobressalto, os olhos azuis arregalaram-se. — A srta previu algum perigo através da leitura das estrelas, teve algum sonho ou mal pressagio?

— Não, não… Não exatamente. A verdade é que desejo sua companhia como Afrodite e não como cavaleiro de Peixes. — revelou tentando se manter austera.

— Não compreendo. — o dourado murmurou mais para si.

— Devo ser breve em minha reunião e após ela gostaria de passear por Tóquio, almoçar em um bom restaurante, entrar em lojas como uma pessoa normal. — suspirou pesarosa, há anos não sabia o que era ser normal. — Mas não veja como uma ordem ou intimação, é apenas um convite. Veja mais como um dia de folga.

— Sim, sim... — desconcertou-se o pisciano. — Um convite, eu compreendo... — Sem se dar conta levou a mão sobre os lábios lembrando-se da última vez que estivera fora do Santuário, em Asgard, poude se divertir bastante ao lado de Máscara da Morte, naquela cidadela simples, mas não se comparava a oportunidade de conhecer uma grande capital e como Athena disse, sentir-se uma pessoa normal.

— E o que me diz? — questionou irreverente.

— Que será uma honra. — O dourado sorriu encantadoramente.

— Amanhã o jatinho estará aqui para nos levar. Partiremos antes de o nascer do sol.

— Estarei preparado.

(...)


Deu um trabalho convencer Afrodite de que não era necessário levar sua armadura, mas enfim estavam no jatinho, cada um olhando pelas respectivas janelas. Saori trajava uma blusa social branca, saia secretária cintura alta, com uma sutil fenda lateral, calçando um  scarpin vermelho, prendera os cabelos em um coque alto, completando o look com óculos escuros de aro branco e bolsa vermelha. Afrodite vestia calças skinning preta, justa ao corpo, camisa no estilo social, dobrada até a altura dos cotovelos na cor lilás clara, colete preto, combinando com as calças, e um sapatenis fechava o conjunto, os cabelos presos em um rabo de cavalo. Estava incrivelmente elegante, de modo que surpreendeu a mulher.

Ao chegarem em Tóquio a limusine já os aguardava. A violácea não conseguia deixar de se divertir com a expressão de contemplação do cavaleiro ao olhar pela janela todas as cores e correria da cidade. As construções eram grandes e apresentavam fachadas tomados por letreiros, outdoors com desenhos, imagens e palavras que pareciam saltar aos olhos. Os adolescentes exibiam trajes extravagantes e coloridos, adornados por acessórios diferenciados. As orbs safiras exibiam um brilho de deslumbre.

— Afrodite? — chamou a violácea tirando o pisciano de sua contemplação.— Vou te levar em um lugar que é muito especial para mim! Gosta de doces? — questionou e ele sorriu, como quem respondesse em pensamento que era óbvio. — Err, quem não gosta de doces, não é?

— É, creio que até o mal-humorado do Saga. — brincou se repreendendo em seguida. — Sinto muito.

— Não se preocupe, Saga precisa comer mais doces, mesmo. — ambos riram divertidos.

Com isso parte do clima estranho que pairava entre eles pareceu ter passado, óbvio que não era nada propício para um flerte, por parte de nenhum deles ainda, mas já era um passo à frente. Saori continuava a observar o rapaz; era engraçado como sem a armadura e sua casa para defender, Afrodite não passava de uma criança empolgada com a novidade a sua volta, chegava a ser gracioso, fofo até.

Chegaram ao destino: uma confeitaria com uma estrutura que assemelhava-se a uma casa de bonecas, grande parte da construção era pintada na cor rosa-bebê e branco, o carpete também era de cor suave e delicada. As mesas arredondadas eram forradas com toalhas nobres de belas rendas nas bordas, e ao centro de cada uma jaziam os mais glamourosos arranjos florais.

Saori explicou que aquela confeitaria era toda preparada para parecer com uma casa de bonecas e que as garçonetes também pareciam lindas Dolls vitorianas, exibindo a famosa moda “estilo Lolita”. Era muita graciosidade para os olhos do rapaz que por sinal sempre fora grande apreciador de coisas belas.

— Nossa tudo aqui é tão incrível… tão belo! — expressava-se alegremente, sorrindo como uma criança que acabou de descobrir um brinquedo novo.

— Quando ainda era apenas a “Srta Saori”, costumava vir aqui com meu avô. — sorriu nostálgica, e por um segundo sentiu falta daqueles dias.

— A srta deveria ser feliz. — ponderou o cavaleiro.

— Sim, de fato era! — respondeu prontamente e sentiu o dourado reprimindo-se.  — Mas tenho certeza que ao lado dos meus cavaleiros tenho um tipo de felicidade diferente, uma proporcionada especialmente por eles! — complementou sua resposta, o que fez nascer um sorriso involuntário no pisciano.

— Fico contente em saber que conseguimos alegrar seu coração, srta. — fez uma leve reverência com a cabeça.

— Sem formalidade hoje, Afrodite, por favor. Apenas Saori, sim? — sorriu segurando suas mãos. O cavaleiro corou acentuadamente, e a deusa não pode deixar de ver meiguice no fato. Afrodite era, de fato, diferente dos demais donos das armaduras douradas!

— Nã…Não sei se consigo... — admitiu com voz trêmula, olhando para o lado oposto.

— Tente por mim, ok? Pense como um… — Fez beicinho pensando — um pedido de Athena para o cavaleiro de Peixe… Não vai me desapontar, em?

— Senho… quer dizer, Saori, é difícil e estranho, mas me esforçarei.

— Isso já está ótimo, agora, vamos pedir nossos doces! — fez um “V” com os dedos, sorrindo, e seu convidado julgou uma graciosidade singular, que lhe rendeu um riso divertido.

— Sim, vamos pedir! — concordou — Mas… não sei o que se pede nesses lugares, não conheço nem metade desses doces — encarou os cardápio sobre a mesa e uma gota se formou na cabeça da violácea.

— O quanto você confia em mim? — perguntou chamando a atenção do rapaz.

— Confio minha vida a você. —  enfatizou sério.

— Então penso que posso escolher por você! — deu língua para ele e após se tocar do que fez ela cobriu os lábios com os dedos. — Me desculpe por isso, Afrodite. — o cavaleiro primeiro olhou sem entender nada, com uma clara expressão de “O que você está fazendo”, mas depois deu um sorriso de lado e, Saori sentiu seu coração parando e voltando “Como é lindo” derreteu-se.

— Tudo bem, hoje estamos aqui informais. Penso que isso é algo que as pessoas “normais” fazem, néh? — mostrou compreensão e a mulher  apenas respondeu um “sim” arrastado, ainda embriagada com o charme do dourado

— Er,  mas falando em pedidos, julgo que melhor fazermos logo. — sugeriu corada, brevemente, uma garçonete se aproximou dando-lhes boas vindas e colocando-se a disposição para servi-los. — Vou querer Macaron Haute Couture, e ele quer. Humm… — leva a mão ao queixo com um olhar pensativo — Uma taça grande de açaí com morango, Kiwi, manga, amora e chocolate, leite em pó, M&Ms e paçoca de cobertura. E por favor, duas colheres, penso que vou acabar querendo um pouco também! — sorriu sapeca.

— Fiquei assustado, parece muita coisa em um lugar só. — o azulado verbalizou seu pensamento.

— Só confie em mim, ok? — Saori pediu e ele, ainda que desconfiado, preferiu acreditar na escolha da deusa da sabedoria, afinal.

Ficaram a conversar  trivialidade, enquanto aguardavam seus pedidos cujo o da mulher foi o primeiro a chegar e ela dividiu com o dourado, devorando sua parte  rapidamente. Afrodite a encarou com uma gota na cabeça, “como ela conseguiu comer tão rápido?”pensou.

— E aí, o que achou dessa? — a pergunta foi feita, assim que ela  terminou de engolir o conteúdo e resmungar muitos “huummm que saudade desse doce”.

— Er… bem, já comi melhores. — foi sincero com um ar um tanto esnobe, e a boca de Saori se abriu em um perfeito “Ó”

— Co… como assim não é tudo isso? Esse é o melhor doce do mundo! — tentou argumentar pasma e até meio ultrajada com a opinião do dourado.

— Ah só… não achei tudo isso, mas é… — pensou em uma palavra. — “bonzinho.”

— “Bonzinho,” meu querido, isso aqui é a perfeição dos deuses, uma benção de Zeus para os humanos!

— Sempre desconfiei que o sr Zeus não gostava muito dos humanos. — caçoou e a protetora da terra a encarou de olhos semicerrados. Ia retrucar quando a garçonete colocou sobre a mesa a especiaria e os dois encararam maravilhados. A taça era gigantesca e seu conteúdo parecia ser extremamente saboroso. O Violeta do açaí fazia uma combinação incrível com as cores dos outros ingredientes dando água na boca a qualquer um que olhasse.

— Olha, se desse você não gostar, eu desisto.

— Parece delicioso! — Olhava bobo para a sobremesa, e aquilo era tão fofo aos olhos da Athena que lamentou-se pelo seu telefone estar sem bateria, quando lembrou-se...

— Afrodite, você ainda está com aquele celular que compramos pra você no aeroporto, certo? — questionou chamando atenção.

— Sim, ele está aqui, — retirou do bolso o aparelho — eu tentei usar, mas não consegui fazer meu cosmo interagir com esse dispositivo. — explicou e a rainha do santuário achou mais graça ainda na inocência da sua companhia. — Mas, para que você quer?

— Primeiro, não use o cosmo, use o dedo, assim... — demonstrava para ele como usava e, suas orbes brilharam, de tanto que maravilhou-se com a nova descoberta — e depois aperta no que quer usar. Esse aqui, por exemplo, é a câmera. Funciona como… hummm... — tentou buscar as palavras certas — como um lago cristalino que reflete a imagem, só que com mais precisão e qualidade. — demonstrou para ele — Mas nós vamos usar esse aqui. Instagram! — mostrou para ele — Vamos fazer um story! — Falava empolgada.

— Um, o que? — A reação foi espontaneamente engraçada, e a violácea tornou a explicar do que se tratava.

Após ensinar o que iria ser feito, Saori posicionou a câmera de selfie e utilizou o filtro boomerang. A selfie ficou maravilhosa, mas ela preferiu não postar para preservar tanto a sua, quanto a privacidade do cavaleiro. Há coisas que são melhores em particular.

— Como se come isso? Ele é quente? É frio? Mistura com tudo? — disparou uma sequência de questionamentos e sem se aguentar Saori sorri.

— Ele é tipo um sorvete. Está gelado, e você pode comer tanto puro, quanto misturando com os outros elementos. Ande, experimente, quero ver sua primeira expressão ao comer essa perfeição! — sorriu encorajando.

Afrodite, tomou a colher e pegou uma boa quantidade do conteúdo da taça,enchendo-a. Juntos, vieram tanto o Açaí quanto leite em pó e um pedaço de manga. Levou a boca e sua expressão foi de mais puro deleite. Saori,ardilosamente” filmou tudo... Os olhos sendo fechados, o gemido de satisfação enquanto o doce derretia na boca e descia pela garganta do cavaleiro.

— Isso é bom demais! — afirmou ao fim da primeira colherada. — a gente tem mesmo que dividir? — perguntou inocentemente e a deusa o olhou debochada.

— Tem sim, eu dividi o meu com você.— contrapos categórica.

— Mas esse aqui é bem mais gostoso! — falou de forma espontânea e Saori o encarou.

— Ha ha, muito engraçado senhor cavaleiro de Peixe! — fingiu bater palmas. — Vamos dividir sim senhor, e não se fala mais nisso, e se me dá licença... — utilizou sua colher para pegar o doce e também experimentar — humm, como divindade, eu declaro esse doce a nova ambrosia. — brincou causando riso no guerreiro.

Continuaram mais um tempo até terminarem a taça, entre muitos risos e explicações sobre os ingredientes. Muitas fotos foram tiradas, ambos tiveram muita diversão durante a estada na confeitaria. Mesmo sem perceber, o pseudo casal, chamou a atenção de clientes e funcionários; a química que demonstraram foi invejável, pareciam feitos um pro outro, companheiros de muito tempo, e tudo era tão natural que nem Saori, muito menos Afrodite perceberam isso.

A herdeira do império Kido, solicitou a conta, e após o pagamento deixou uma gorjeta a garçonete que os atendeu muito bem.

— Se me permite, gostaria de dizer que são um casal muito lindo! — a garçonete juntou as mãos na frente do peito e recitou a opinião compartilhada por todos os presentes. — Vocês devem se amar muito, e se já não tem, terão filhos maravilhosos! — sorriu para os dois. O guerreiro da constelação de Peixes corou na intensidade do seu cosmo chegando a engasgar e ter uma crise de toasse, e quando estava pronto para negar que fossem um casal, Athena tomou a frente.

— Ownt, obrigada querida. Que gentileza! Ainda não temos, mas fico agradecida por desejar coisas tão boas para um casal de desconhecidos, não é amor? — Virou para o sueco que arregalou os olhos. Não poderia desmentir sua deusa, então apenas concordou com a cabeça, ainda muito constrangido. — Bem… vamos indo. Obrigada por nos servir tão bem. — agradeceu mais uma vez.

Ainda no espírito de brincadeira, divertindo-se com o visível constrangimento do dourado, a violácea enlaçou sua mão a dele e o sentiu tensionar os músculos. Ela não pensou que poderia parecer tão intimidadora assim, mas divertiu-se com o fato. Já para Afrodite aquilo fora o maior dos absurdos, já não bastava ter um dia de folga ”com ela,” ser levado a um local de tamanha beleza, com guloseimas tão deliciosas ainda… Sua mente não processava mais nada a partir dali, o aroma dos doces locais deu lugar ao perfume envolvente que exalava de sua deusa, seu rosto ardia e formigava enquanto ela ousadamente o arrastava, como se ele fora algo que a pertencesse… Como se o mundo passasse lentamente, quase parando… Estranho, inusitado, o que estava se passando afinal? O que mais se poderia esperar de um dia que só estava começando?

つづく

29 de Diciembre de 2018 a las 17:15 0 Reporte Insertar 8
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