lasaphyra Lasaphyra

O relógio avançava o tempo, os ponteiros iam mudando de posição, e aos poucos, os meninos estranharam a demora dos empregados em não irem buscá-los. Assim, ao soar da meia noite e de mãos dadas, saíram daquele cômodo e desceram lentamente as escadas, tudo parecia calmo e silencioso, silencioso demais… e quando finalmente chegaram ao salão principal onde sabiam que todos deveriam estar, se entreolham ansiosamente, e devagar cada um pegou uma maçaneta da porta dupla e abriram ao mesmo tempo enquanto os coraçõezinhos palpitavam em nervosismo.


Fanfiction Todo público.

#kuroshitsuji #sebastian #ciel
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Prólogo



Os Phantomhive sempre foram uma família unida, principalmente em momentos de crise. Não que alguma crise fosse tão grande ao ponto de pôr o relacionamento daquela casa a prova. Mas isso só fazia parecer que não importasse o que houvesse, eles sempre estariam unidos…

…Ou ao menos foi assim até aquela noite, em um dos aniversários dos gêmeos.

Ciel e Astre

Dois pequenos e belos Phantomhive que nasceram de uma forma tão mágica quanto seus olhos brilhavam diante de todos. Esperando num sofá elegante a hora para descerem a sua festa que sempre tinha a decoração comumente misturada com a do dia de Natal.

O relógio avançava o tempo, os ponteiros iam mudando de posição, e aos poucos os meninos estranharam a demora dos empregados em irem buscá-los. Assim, ao soar da meia noite, e de mãos dadas, saíram daquele cômodo e desceram lentamente as escadas. Tudo parecia calmo e silencioso, silencioso demais na verdade… e quando finalmente chegaram ao salão principal onde sabiam que todos deveriam estar, se entreolham ansiosamente, e devagar cada um pegou uma maçaneta da porta dupla e abriram ao mesmo tempo enquanto os coraçõezinhos palpitavam em nervosismo.

  • SURPRESAAAA!

Um susto enorme tomou conta do corpo tão parecido dos gêmeos que logo substituíram o olhar surpreso por um belo sorriso ainda nervoso pelo barulho.

Logo risadas infantis tomam conta do lugar e os gêmeos correm para os braços de seus pais. Beijos, abraços, felicitações e bolo faziam daquela noite uma noite ainda mais especial que as outras.

E assim… aqueles meninos cresceram. Sem preocupações, sem crises, sem nada além da tradição de sua família.

Até é claro, chegarem a maior idade.

Alguns anos se passaram em harmonia com aquela mansão. Porém, como a vida não é sempre perfeita, alguns acontecimentos tristes acompanharam os Phantomhive.

Como por exemplo, a morte melancólica de Rachel por sua doença, numa noite de forte nevasca na qual sua respiração foi comprometida de forma inesperada e seus olhos fecharem lentamente, enquanto seu sono se transformava em um adeus tão belo quanto seu rosto angelical.

Após isso… a morte de Vincent Phantomhive, chefe da família, em uma de suas missões como cão de guarda da rainha. E consequente a isso, Ciel assumindo seu lugar tanto na casa, quanto no submundo. E é claro, casado com Elizabeth Midford, agora “Midford Phantomhive”.

Porém, vocês devem estar se perguntando o que houve com o irmão mais novo… bem, o outro Phantomhive precisou arrumar a sua vida com o que tinha em mãos, já que não tinha mais direito aos bens da família quando seu irmão a assumiu.

  • O Vigário!

Uma das moças da pequena aldeia-cidade que ascendia a mansão do conde dizia apontando Astre.

O homem agora mais alto porém com o mesmo corte de cabelo que tinha quando jovem, a olhou e sorriu acenando, automaticamente todas as moças suspiravam e acenavam de volta envoltas da aura bela e proibida que aquele homem de deus exalava.

Um vigário bonito e jovem, com roupas negras que acentuavam seu corpo e uma gola branca que destacava seu rosto perfeitamente macio de expressão angelical, herdada de sua mãe. Para muitos, Astre era o homem perfeito, tinha uma boa vida apesar de sua doença atacar as vezes, e tinha um bom emprego na qual muitos ali poderiam sonhar mas não tocar. Para muitas, Astre era apenas um amante na qual gostariam de ter, a fantasia de um vigário tão carinhoso e atraente era de fato… revigorante para elas.

Mas Astre não era nem um nem outro. Com o passar dos anos, seu irmão o convenceu em ficar por perto para ficarem juntos, e após tantas noites o acalentando por seus pedidos desesperados por amor fraterno, não podia mais negá-lo isso.

Assim decidiu abdicar de seu desejo de ir a Londres e abrir uma loja de brinquedos, por ele. Mas é claro… ainda que por um lado sua vida parecesse perfeita… por outro, era um homem solitário e triste. Um homem que abandonou seus sonhos enquanto seu irmão levava uma vida dupla cheia de ação e mistério, em aventuras para a rainha e principalmente, acompanhado de uma bela mulher que não só o dava seu lado mais doce como esposa mas também seu lado mais fervoroso em batalha.

Astre caminhava pela igreja e finalmente chegou aos aposentos de trás da construção, um ótimo lugar de repouso onde entrou e sentou a mesa de um escritório equivalente ao paroquial da época.

Suspirou, e se recostou na cadeira de madeira, olhando para o teto de tons quentes ainda que estivesse frio lá fora. Em sua mesa, protótipos de brinquedos e jogos de tabuleiro, em sua estante, fotos de família e um cofre qualquer na qual guardava dinheiro para emergência, e em seus lábios, apenas palavras de melancolia.

  • Eu gostaria… de ser como ele.
26 de Diciembre de 2018 a las 17:38 0 Reporte Insertar Seguir historia
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