Black Sheep Seguir historia

paddyyy Amanda Jaques

“Sabe, uma vez Sirius disse para Harry: E depois o mundo não se divide em gente boa e Comensais da Morte, todos temos luz e trevas dentro de nós, o que importa é o lado que decidimos agir, isso é o que realmente somos." No seu primeiro ano, Rose dizia que não pode escolher, que simplesmente foi jogada nas Trevas sem o direito de escolher se era isso que queria. Talvez, em algum momento, ela pudesse ter escolhido se era aquilo que realmente queria, mas não faria diferença. Ela, Rose Weasley, continuaria sendo ignorada e humilhada pela sua família, pelos seus amigos, por qualquer pessoa. Entretanto, anos depois, ela diria que Sirius estava certo; Nós podemos escolher o lado que queremos ficar. Ela não foi jogada ali. Ela escolheu fazer parte daquilo, porque era aquilo que ela realmente era.” “Foi quando meu pai me disse: Filha você é a ovelha negra da família”


Fanfiction Libros No para niños menores de 13.

#Scorlily #Scorose #Riddle #Zabini #traição #romance #drama #Rose-Weasley #harry-potter
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Capítulo I.


Rose Katherin Weasley.


“Tudo começou no meu primeiro ano em Hogwarts.

Todos achavam que a "ovelha negra" da família seria Albus,

Mas, na verdade, a "ovelha" foi eu:

Rose Weasley”


De fato, receber a carta de Hogwarts foi um alívio para sua família. Todos já estavam achando que Rose era um aborto.

“Imagine que horror, uma Weasley ser um aborto! Seria a maior vergonha da família!”

Rose ouviu seu pai dizer isso para sua mãe, pois para ele, ela ainda não havia feito magia e nem havia recebido sua carta. Mas o porquê deles estarem brigando não era só isso. Não. Nunca seria.

Eles brigavam, pois naquele dia, mais especificamente no almoço, Dominique havia feito um copo quebrar e logo depois sua carta havia chegado.

 “Rose poderia dizer que aquele era um belo domingo; passarinhos cantando, sua família toda reunida na Toca, seus primos rindo e brincando, Teddy e Victoire namorando em um canto da casa, seus pais conversando com seus tios. – Mas ela nunca diria isso, afinal, a chegada do almoço arruinou qualquer possibilidade daquele dia ser perfeito.

Estavam todos sentados, almoçando, seu pai conversava com seus tios sobre Quadribol, sua mãe fofocava com suas tias, seus primos contavam que não viam a hora de ir para Hogwarts. Tudo estava bem, até James começar a implicar com Dominique.

Aquilo era normal, os dois vivam discutindo, mas depois estavam conversando como se nada tivesse acontecido. Entretanto, o que James falou mexeu com Dominique.

“Então, Domy.” James começou a falar. Ela apenas o olhou. “Você já recebeu a sua carta?”

“Ainda não”

“Será que a nossa loirinha é um aborto? Imagine o desgosto da nossa família se isso acontece! Dominique, Dominique, o que a Tia Fleur faria? Se eu fosse ela, ficaria lou...”

“Cala a boa!” Gritou Dominique, todos ficaram em silêncio, até os adultos “Eu não sou um aborto!”

Esse ataque dela resultou em um copo quebrado, foi tudo tão rápido; em um momento ela estava gritando, no outro, todos estavam desviando dos cacos de vidro.

E ao invés de brigarem com ela, eles bateram palmas, até porque, em menos de um segundo, sua carta estava ali.

“Parabéns, Domy!”

“Mais uma bruxinha na família!”

E enquanto todos festejavam, Rose olhava para seu pai. Ele a olhava de uma forma tão assustadora que logo fez a garotinha se sentir amedrontada.

Ele a olhou e sem emitir som algum, falou “Dominique, Hugo, toda família já deu algum sinal de magia e você? Nada! Espero que não nos envergonhe, imagine, a filha de Ronald Weasley ser um aborto, seria o fim do mundo!”

Depois, ao voltarem para casa, ela se trancou no quarto. Ficou lá, deitada, em silêncio, escutando a discussão deles.”

Se eles prestassem atenção nela e não só nos outros, saberiam que ela já havia feito mais do “quebrar” um simples copo. Saberiam que ela era capaz de destruir um “cubo-mágico” apenas com um simples gesto. Mas é claro que eles nunca saberiam disso, eles não se importavam com ela.

Na manhã seguinte, para sua felicidade, lá estava a sua carta. Ela lembrava de ver o sorriso no rosto de seus pais e por um momento se sentiu especial, mas logo esqueceu isso, pois seu pai havia falado:

“– Já estava na hora! — Sua mãe riu e seu irmão apenas revirou os olhos — Pensei que a minha princesinha era uma aborto. — Desta vez, seu irmão acompanhou sua mãe, e assim como ela, ele riu – Imagina o meu desgosto quanto a isso!

E naquela momento, Rose quis gritar, dizer que não era uma princesa; que era uma Rainha e não uma Rainha boa. Rainhas boas eram chatas e sem graça.

Rose Weasley era uma Rainha Má.



Primeiro de setembro chegou tão rápido quanto a nova Mercúrio* e para surpresa de todos, Rose era a única que não estava feliz com isso. Ela não queria ir para Hogwarts, ela queria estudar no CasteloBruxo, mas isso não foi possível, seus pais nunca deixariam. Entretanto, se olharmos para o futuro, talvez, ir para Hogwarts tenha sido muito bom.

O passeio no trem havia sido silencioso, pelo menos, por parte da ruiva, pois seus primos faziam uma bagunça naquela vagão. Já a ida até o castelo havia tido um ponto alto. – Ele estava ali, estava tão perto. E era tão bonito. Ela poderia dizer que ele foi o seu pior erro, mas isso não seria verdade, ela era o pior erro dele.

Porque o pior erro dela, sempre seria achar que ele ficaria ao seu lado. Mas isso é assunto para depois.

Entrar no Salão Principal poderia ter sido o melhor momento da vida dela, mas há outro em seu lugar. – Pois, para a pequena ruiva, o salão se abria para o infinito. Haviam centenas de velas flutuantes que iluminavam e davam um aspecto tremeluzente ao local. As compridas mesas das quatro casa estavam dispostas paralelamente umas ás outras e, mais adiante, no extremo do salão, há outra mesa, também comprida, onde se sentam os professores, defronte à saída e ás quatros mesas, uma para cada casa e seus respectivos alunos. – Olhar para o teto enfeitiçado e ver as estrelas daquela linda noite, havia sido, com certeza, a terceira coisa mais bonita que ela havia visto.

A primeira vocês saberão depois.

A segunda havia sido ele.

Ela contava os segundos, queria ser escolhida logo. Mas, demoraria um pouco; agora, todos no salão olhavam para o chapéu. Por alguns segundos fez-se um silêncio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:


Ah, vocês podem me achar pouco atraente,

Mas não me julguem só pela aparência

Engulo a mim mesmo se puderem encontrar

Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.

Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,

Suas cartolas altas de cetim brilhoso

Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts.

E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.

Não há nada escondido em sua cabeça

Que o Chapéu Seletor não consiga ver,

Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer

Em que casa de Hogwarts deverão ficar

Quem sabe sua morada seja a Grifinória,

Casa onde habitam os corações indômitos.

Ousadia e sangue-frio e nobreza

Destacam os alunos da Grifinória dos demais,

Quem sabe seja na Lufa-Lufa que você vai morar,

Onde seus moradores são justos e leais

Pacientes, sinceros, sem medo da dor,

Ou será a velha e sábia Corvinal

A casa dos que têm a mente sempre alerta,

Onde os homens de grande espírito e saber

Sempre encontrarão companheiros seus iguais,

Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa

E ali estejam seus verdadeiros amigos,

Homens de astúcia que usam quaisquer meios

Para atingir os fins que antes colimaram.

Vamos, me experimentem! Não devem temer!

Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!

(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)

Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!


O salão inteiro prorrompeu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma reverência para cada uma das quatro mesas e em seguida ficou muito quieto outra vez.

Rose roía as unhas de ansiedade.

A cada vez que alguém era chamado, Rose achava que era a sua vez. Logo, Dominique foi chamada e para sua tristeza, a garota havia ido para a Grifinória.

A ruiva revirou os olhos.

— Malfoy, Scorpius.

“Então esse é o nome dele” Pensou ela, observando o loiro sentar no banquinho.

Silêncio.

— GRIFINÓRIA!

Silêncio. Depois palmas.

— Um Malfoy na Grifinória, que surpresa! – Gritou James sorrindo.

Mas não havia surpresa maior do que a que estava por vir.

— Weasley, Rose.

Mais uma vez, o silêncio predominou naquela local.

A última coisa que Rose viu antes de o chapéu lhe cair sobre os olhos foi um salão cheio de gente se espichando para lhe dar uma boa olhada. Em seguida só viu a escuridão dentro do chapéu.

— Difícil. Muito difícil. Bastante coragem, vejo. Uma mente nada má. Há talento, há, minha nossa, uma sede razoável de se provar. Ora isso é interessante... Então onde vou colocá-la?

Rose ficou em silêncio. Nada conseguia pensar em nada.

— Oh, você quer ir para Grifinória... Interessante, mas... Não se sente confortável naquela casa.

“Por favor, fale logo!”, pensou a garota.

— Já sei, você vai ser grande, sabe, está tudo aqui na sua cabeça, essa casa lhe ajudará a alcançar essa grandeza, SONSERINA!

Não houveram palmas, só o silêncio e ele era tão horrível para a pequena Rose. Silêncio. Muito silêncio.

Rose levantou e foi até a sua mesa, e então a única coisa que era ouvida no castelo, eram as palmas dos Sonserinos.


“Sim, eu fui "jogada" na Sonserina.

Me odiei e me senti mal ao vera decepção nos olhos dos meus familiares. 

Porque, eles me aceitariam em qualquer casa,

Menos na Sonserina.”


Rose sentou na mesa das cobras e olhou para os primos.

A decepção que via nos olhos deles à fez se senti mal, como se a culpa fosse dela, o olhar deles a julgava tanto. Pois é como ela mesma disse: Eles a aceitariam em qualquer casa, menos ali, no meio das Cobras.

— Olá, eu sou Arabella Zabini. – Disse a menina ao seu lado.

— Oi, eu sou a Rose... Rose Weasley.

— Não fique triste, a Sonserina é a melhor casa de Hogwarts. Acredite em mim, se eles não te aceitam aqui é porque não gostam de você, desculpe, isso deve tê-la magoado, mas é a verdade. Se gostassem realmente de você, a aceitariam do seu jeito. Eles julgam demais.

Rose suspirou.

— É, julgam e muito...

E naquele momento, Rose percebeu que não se importava com o fato de ter ido para as Cobras, porque ela sempre soube que seria dali.

Como não percebeu os pequenos detalhes?

Desde pequena tinha uma fascinação pelas histórias sobre seus pais, mas não por causa deles, não, claro que não. Era por causa de quem eles enfrentavam. Ela se repreendia toda vez que se pegava pensado em o quão magnifica Bellatrix era.

“Rose não pense isso! Ela torturou sua mãe, ela fez coisas horríveis, você não deveria estar achando ela uma pessoa legal!”

Dentre suas primas, Rose era a única que não gostava dos Heróis.

O que é o Batman comparado ao Coringa? O que é Thor comparado ao Loki? E, por Merlin, o que é Godric perto de Salazar?

Uma vez, Albus a chamou de má na frente de toda sua família, só porque ela disse que entedia o porquê de Voldemort querer tanto o poder. Ela o olhou e respondeu “Eu não sou má, sou inteligente. Se é maldade pensar exclusivamente no meu poder, então maldade é apenas uma dádiva necessária” Depois disso, ela levantou e foi para seu quarto, deixando pra trás sua família surpresa.

Em um dos jantares em família, eles estavam conversando sobre as casas de Hogwarts, quando Molly II perguntou o que Rose achava, ela parou de comer, tomou um pouco de suco. Suspirou e respondeu “Lufa-lufa é ingênuo, Corvinal é maduro, Grifinório é sonhador... Agora me diga, de que me vale essas "qualidades"?”

E por aí vai...

Na manhã seguinte, Rose esperava receber uma carta, mas não recebeu nada. E nos próximos dias a mesma coisa. No Halloween, ela não ganhou nada da família, enquanto todos os seus primos estavam com o suéter feito pela Vovó Molly, ela estava com uma blusa, onde estava escrito: “Corvinais criam problemas, lufa-lufas são as vitimas, Grifinórios levam a culpa e sonserinos tiram proveito.”

— Tudo bem? — Perguntou Arabella.

Em pouco tempo, as duas haviam virado melhores amigas.

— Mais ou menos. –Suspirou. – Sabe como é, eles não me aceitam.

— Bitch, não se importe! A vida é muito curta para ficar esperando que as pessoas a aceitem.

— E não é que a vadia tem razão? – Risos. – Amo você, puta.

— Também te amo, vagabunda.

Porque a amizade delas era na base do "xingamento".


“Naquele ano, não fui convidada para passar o Natal em casa,

Também não fui convidada para passar o ano novo.

E nos anos seguintes, a mesma coisa.”


Rose saiu do Salão Comunal da Sonserina, acompanhada por Arabella e foi até o Salão Principal, entretanto, na ida, ela acabou ouvindo a conversa dos primos.

— É verdade que a Rose não foi convidada para passar o Natal com a gente? — Perguntou Fred II.

— Verdade, ela também vai passar o Ano Novo aqui. — Respondeu Louis.

— Vocês esperavam o que? Acha mesmo que depois de ir para a Sonserina, ela continuaria sendo alguma coisa da família? Tio Ron disse que tem vergonha dela!— Fala Dominique

— Cara, seria melhor se ela fosse um aborto... Mas ir para a Sonserina? É demais! Até o Hugo sente vergonha! – Diz James.

A ruiva queria chorar. O que havia feio para merecer aquilo? Ela só foi para a Sonserina! Mas, ela não choraria na frente deles, nunca!

Então, Rose passou por eles de cabeça erguida e “sem querer” esbarrou em Dominique, fazendo-a cair no chão.

— Ei, garota! — Gritou Dominique. – Você me empurrou, não vai pedir desculpa?

Rose olhou para a prima e pensou: “Como ela tá na Grifinória? Ô, garota chata!”

— Barraqueira. — Murmurou Arabella, fazendo Rose rir.

— Dominique, querida, eu não queria lhe machucar. Só queria que você não se esquecesse de onde veio.

— Sangue-ruim!— Gritou Arabella e para a surpresa dos primos, Rose riu.

Porque para elas, sangue-ruim não eram só os nascidos-trouxa, eram também aquela “parte” da família.

— Pera aí, você vai ficar em Hogwarts?— Perguntou Arabella arqueando uma sobrancelha.

— Parece que sim.

— Por que não vem passar com a minha família? Eles não se importam com o fato de você ser uma Weasley.

— Pode ser!

Aquele ano foi perfeito, na visão da ruiva; Detenções, brincadeiras, amizades e brigas.

Mas, infelizmente, ela não poderia passar as férias na escola. Então lá estava ela, olhando para os pais com sua melhor cara de tédio.

— Posso ir para o meu quarto ou vocês vão continuar me obrigando a ouvir sobre o quão bonita Dominique está, o quão divertido foi o Natal sem mim, o quão legal era ser da Grifinória? — Perguntou para os pais. – Ah, eu não sei se vocês lembram, mas a Grifinória não é a única casa que existe. E, me desculpe, mas vocês não são os melhores. Se bem que, parando para pensar, até a Lufa-Lufa é melhor que a Grifinória!

 

*Mercúrio: Vassoura criada por mim, é considerada a vassoura mais rápida do mundo, o nome foi baseado no deus romano, Mercúrio. 

5 de Diciembre de 2018 a las 22:03 0 Reporte Insertar 0
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Conoce al autor

Amanda Jaques A única certeza que tenho na vida é que vim ao mundo destinada a sofrer por shipps que nunca serão canon.

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