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pealruniverse Leticia Silva

A movimentada cidade de Boston, conhecida por seus bairros elegantes e excelentes universidades acadêmicas, se torna palco de um impiedoso assassino que não medirá esforços para atingir seus objetivos. Mais vítimas são encontradas mortas em estado lamentável, e mais boletim de sequestro vem chegando a delegacia. Luck, Manson e Markus, os rebeldes da Ala 33, lutam pela tão sonhada liberdade tentando escapar das terríveis garras do destino. Entre mar de sangue e briga de gigantes, estão três adolescentes lutando por seus respectivos sonhos. Porém, na mira do assassino as três se juntam para prender o assassino e até lá, manter-se viva. O inferno é gelado e tortuoso, apenas o mais forte sobrevive as geleiras do mal.


Fanfiction Sólo para mayores de 21 (adultos).

#estupro #mortes #drogas #ficção #ficção-adolescente #colegial #terror
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Capítulo 1

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.


                                                     ACT 1: PRISONER


Abnormal Reformatory, Boston

   cela era sufocante demais para ele, as paredes de concreto parecia se fechar lentamente, a falta de luz o enlouquecia e a falta de tempo, parecia uma tortura. Poucas vezes ele via um guarda transitando entre as celas. Ele não fazia ideia de quanto tempo passara, parecia que aquele lugar sugava todo o resquício de vida e deixava apenas um buraco vazio e solitário.

Sua respiração saía entrecortada na boca e o coração batia descompassado no peito. O prisioneiro se apoiou nas pedras frias e úmidas não agüentando seu próprio peso. Seu joelho bateu no chão de concreto enquanto que, com sua mão esquerda tenta normalizar seu coração.

Aquela cela estava o deixando claustrofóbico, e daquele jeito era certo que ele teria um desmaio. Sua garganta estava fechada e seca, implorando por um pouco de água. Seu corpo magro se arrastou até as grades onde a segurou firmemente.

̶  Água... Por favor... Tire-me daqui...  ̶  Ele implorou.                            

O guarda que vigiava sua cela gargalhou.

Ele caiu de cara no chão e fechou os olhos permitindo-se vagar por um sonho lúcido.

Luck acordou com um gemido de dor, seu corpo doía e sua garganta implorava por água. Ele trocou de posição no chão e abriu os olhos encarando o teto de concreto da cela. Seus olhos violetas vagaram até a beliche onde percebeu, outro alguém ali.

Na beliche de cima encontrava-se um garoto de cabelos loiros e olhos azuis, lendo um gibi qualquer com tédio. Luck arrastou-se até a beliche debaixo com o corpo dolorido. O prisioneiro se sentou na cama debaixo encarando o chão que passou a ser mais interessante que o garoto deitado na cama de cima.

As horas se passavam vagamente até o guarda que vigia sua cela anunciar hora de ir ao pátio. Várias celas se abriram dando vida ao corredor antes vazio. Luck migrou até ao pátio junto com seu mais novo companheiro de cela sendo acompanhado de seu guarda.

Luck respirou fundo quando sentiu os raios solares ao contato com sua pele. Escorou-se nos altos muros de pedra sempre respirando fundo, com olhos fechados deliciava-se da sensação do toque acolhedor do sol e o vento fresco em contato com sua pele. Ele pensa por um minuto qual é a sensação de estar livre. Apesar de ficar ali quase um ano, aquele lugar parecia sugar todo e qualquer resquício de tempo dando a sensação de eternidade ali.

Luck já tentara fugir várias vezes, mas todas as suas tentativas foram falhas, os prisioneiros estavam reunidos em pequenos grupos, varia desde desordeiros aos mais "dentro da lei". O sistema de segurança de Abnormal  Reformatory era superior a qualquer sistema de segurança que já conheceu.

Os guardas eram sempre vistos com armas de grande porte e de alta destruição. Havia várias câmeras instaladas em lugares estratégicos além de sensores de calor. Além de que a vigilância dali era muito forte. Os tubos de ventilação era sempre bem equipado em caso de uma possível fuga. Aquele lugar realmente não dava chances para fugir.

Luck percebeu o garoto loiro que agora dividia a cela do outro lado do muro, ele continuava a ler aquela mesma revistinha que outrora percebeu. Ele parecia ser do tipo que não se enturma. Luck, também já fora assim, o moreno prefere ficar sozinho do que seguir um bando de idiotas. Ou ser líder deles.

Luck lambeu os lábios trincados e secos quando o horário de tomar sol havia se esgotado. Eles foram escoltados até suas respectivas celas onde permaneciam até o horário de almoço. O guarda encarregado de vigiar sua cela o parou o olhando com nojo.

̶  Prisioneiro 106, apresente-se a sala do Dr. Bills.  ̶  Ordenou com desprezo na voz.

Luck respirou ruidosamente antes de responder.

̶  Não sei porque sou obrigado a ir todos os dias, essa merda não faz diferença nenhuma em minha vida.  ̶  O guarda ignorou o discurso de ódio do prisioneiro e o escoltou até a sala do Dr. Bills que ficava no terceiro corredor da ala nordeste. A porta foi aberta por reconhecimento de voz e logo destrancou revelando um cômodo espaçoso.

O prisioneiro foi empurrado para dentro obrigado a encarar seu psicólogo. Seu psicólogo era dotado de sagacidade e inteligência, e como quase todo funcionário que trabalha ali, tinha sangue frio.

̶  Olá, senhor El'rick, por favor, sente-se...  ̶  Pediu.

O prisioneiro revirou os olhos violetas e obedeceu o que o Dr.Bills havia pedido.

̶  Vamos de onde paramos?  ̶  Dr.Bills perguntou.

̶  Quer que eu diga o que? Que eu sou um peso para a sociedade e deveria acabar com a minha existência na Terra? Ou simplesmente como é difícil o seu trabalho porque um filha da puta não colabora comigo?  ̶  Luck sorriu sarcástico ao ver o Dr. Bills respirar fundo.

̶  Por que você não me diz como foi matar toda sua família? Ou matar a pessoa que você mais amava? Ou como é ser traído pela pessoa que você mais amava?  ̶  Foi a vez de Dr.Bills sorrir.

Luck rangeu os dentes e apertou furiosamente o estofamento da poltrona fitando os olhos caramelados de seu psiquiatra.

̶  Nunca mais toque nesse assunto!  ̶  Sua voz saía carregada de ódio e o desejo insano de rasgar aquele sorriso daquele rosto nojento era devastador.

̶  O pequeno causador de problemas tem coração?  ̶  Sua voz sarcástica foi o gatilho para partir em cima do psicólogo. O psicólogo claramente se divertia com a situação, seus métodos não eram muito diferente dos métodos utilizados pelos guardas.

̶   SEGURANÇA!  ̶  Não tardou para dois guardas aparecerem devidamente armados. Os dois brutamontes utilizaram arma de choque no prisioneiro o paralisando instantaneamente.

̶  Leve-o para a solitária!  ̶  Ordenou sorrindo maleficamente.

O corpo de Luck foi levado até a solitária, um cubículo onde não entrava nenhuma passagem de ar. Não havia nem mesmo um balde para utilizar. A solitária é um lugar em que muitos temem, pois muitos acabam sucumbindo a loucura ou até mesmo a morte.

O prisioneiro foi jogado naquele cubículo para perecer até que o diretor permitisse, sem qualquer acesso a higiene básica ou alimentação básica. Seu corpo entrava em convulsão por conta do choque produzido pela arma de choque. Lentamente seu corpo começava a se normalizar.

Ele virou-se para a esquerda ofegante com o coração acelerado. Pelas próximas horas tudo ficou vago, as horas se arrastavam lentamente e por aquele quarto ele não sabia se era dia ou noite, ou se já era um outro dia. Ele foi atraído pelo som de passos próximos a porta e respirou aliviado quando um guarda apareceu.

̶  Vem cá seu merdinha, o diretor liberou você, se eu fosse o diretor daqui nenhum de vocês estaria vivos!  ̶  O guarda  pegou seu corpo molenga e fraco o escoltando até sua cela.

O guarda o jogou em sua cela fria fazendo o prisioneiro 106 gemer. Seu corpo foi deixado lá até o prisioneiro reunir forças para deitar-se a cama. Seu companheiro de quarto continuava a ler seu gibi sem se importar com os danos infligidos em seu corpo. No outro dia, Luck fora escoltado até a sala de seu psicólogo com algemas em seus pulsos.



O prisioneiro 106 comia com desgosto a comida ganha no refeitório, apesar do gosto ruim o moreno não podia deixar de se alimentar. Os dias na solitária é uma prova viva de quanto fora desgastante sua passagem por lá. O garoto com quem dividia a cela, permanecia em sua maioria, calado e sempre com um gibi diferente na mão. Os dois não trocara nenhuma palavra e Luck preferiria assim. O loiro era indiferente em tudo ao seu redor e extremamente calado.

O que era um ponto positivo para o moreno, visto que ele não seria muito diferente do loiro. O dia passou calmo sem nenhuma briga entre os prisioneiros, a cada dia a esperança de sair daquele inferno se esgotava restando apenas a incerteza do amanhã. Luck não temia a morte, mas sim temia viver enjaulado como um animal selvagem. Naquele dia, pela primeira vez, o loiro conversou realmente com o prisioneiro da cela 106.

̶  Meu nome é Markus.  ̶  Foi o suficiente.

̶  Luck.  ̶  Apresentou-se.

Não tardou para aquele início de conversa se tornasse uma cumplicidade de dois seres com o mesmo propósito: A liberdade.

E eles fariam qualquer coisa para tê-la.

Markus se tornou aquilo que Luck sempre soube, um excelente arquiteto de planos engenhosos, anti-social, manipulador além de um bom companheiro. Além de um ótimo maquinário. No próximo dia que se estendeu, Markus havia planejado um excelente plano de fuga, porém, eles precisavam da ajuda de outra pessoa.

Em pouco tempo eles recrutaram Manson para arquitetar seu plano de fuga, o moreno da cela 200864 se mostrou útil em seus planos além de fiel. Em sua cela, o prisioneiro 106 jogava incansavelmente uma bola avermelhada na parede demonstrando seu tédio perante a situação. Markus como sempre lia um gibi qualquer em sua cama superior.

Sua atenção foi chamada pelos barulhos do guarda e as grades de sua cela serem puxadas. Um guarda, Jason, empurrou o prisioneiro da cela 200864 para dentro da cela. O moreno cambaleou antes de se estabilizar, xingou o guarda e sentou-se no chão de concreto.

̶  E aí? 

̶  Demorou.  ̶   Disse Markus virando uma página de seu gibi.

O moreno de olhos negros suspirou.

̶  É, tive de arrumar uma confusão com meu companheiro de cela...  ̶ Explicou-se.

̶  Quer jogar cartas?  ̶  Perguntou Luck tediosamente.

̶  Como é que você conseguiu?  ̶  Perguntou o moreno intrigado.

̶  Tive de roubar de um prisioneiro.  ̶  Explicou-se dando de ombros.

Manson deu de ombros e concordou, com nada a se fazer o melhor era aproveitar com que tinha. O plano seria posto na manhã seguinte, então, os três teriam que agir normalmente.

̶  Ei, caralho, vocês sentem falta de sua antiga vida?  ̶  O moreno perguntou atraindo o olhar de Luck para si.

̶  Por que pergunta?  ̶  O loiro se mantinha curioso sobre a pergunta da cela 200864.

 

̶  Nada demais...



                                        ACT 2: INCONVENIENT GILR



- Argh! - A morena gemeu assim que as luzes que batiam nas persianas fizeram contato com seu rosto.

Bullen já amanhecia assim como seus habitantes, prontos para mais um dia de trabalho duro e escolar. A morena levantou-se da cama e fez suas higienes matinais, observou seu reflexo através do espelho acima da pia. Seus cabelos negros curtos estavam bagunçados e seus olhos verdes estavam cansados, fruto de uma noite mal dormida.

Suspirou e por fim, saiu do banheiro se sentindo exausta. A morena queria permanecer na cama mas ela não podia, ela tinha de ajudar sua mãe doente de alguma maneira. Estudar era sua única forma de ajudá-la. A mulher que a carregou por nove meses na barriga e a alimentou, a educou e a vestiu, estava frágil e fraca.

Precisava de cuidados médicos mas, como o mundo é injusto, a família não tinha condições para pagar medicamentos e o posto de saúde não ajudava em nada. A jovem, trabalhava nas horas vagas ocupando todo seu tempo. A morena mal passava tempo em casa.

A mesma, morava num bairro pobre junto com sua mãe, sem condições financeiras e um pai, a garota se encontrava sozinha. Mesmo sem demonstrar ela era frágil e precisava de cuidados, mas todos se preocupavam apenas consigo mesmos.

Era mais fácil ignorar o problema do que se preocupar com a pessoa ao lado.

Ela se vestia automaticamente, como se ensaiasse aquilo a vida toda. Penteou o cabelo curto e alisou a saia azul marinho. O conjunto de uniforme era um blazer azul marinho por baixo de uma blusa social branca e um laço de borboleta perfeita um pouco abaixo do pescoço.

No blazer estava estampado o tão orgulho símbolo do colégio.

Ela passou os olhos verdes pelo minúsculo quarto reparando na bagunça do mesmo. Amanda, a chamada moça, era desleixada e não se importava com a bagunça de seu quarto. O via como sua personalidade. Bagunçada e imperfeita.

Após sua análise saiu do quarto e desceu a curta escada de madeira velha que rangia sob seu peso. Sua mãe estava na cozinha preparando o café, a mulher colocou a xícara sobre a mesa e cumprimentou a jovem com um sorriso mo rosto.

- Como dormiu, hoje? - Perguntou se dirigindo a filha.

- Bem... - Respondeu com um sorriso forçado no rosto, sentou-se a mesa e começou a tomar o café.

Ignorou a sensação quente em sua boca e preparou o pão. Sua mãe estava no seu lado direito, cortando o pão e passando a manteiga sobre o mesmo.

- Você soube do desaparecimento de Leine Coper? A garota desaparecida? - A mulher perguntou como jeito de puxar assunto.

A morena negou e logo após de tomar o café da manhã, deu um beijo de despedida em sua mãe e saiu de casa sendo cortejada pelo vento gélido bater contra seu rosto. Algumas crianças magras e esqueléticas gritavam e corriam brincando com enormes sorrisos no rosto. Amanda sorriu com a visão antes de caminhar até seu ponto de ônibus.

Esperou pacientemente em pé até que o ônibus chegasse, todos já estavam de pé, a pobreza era nítida ali e isso parecia não incomodar os habitantes. Havia lixo espalhado pelo chão empilhados e papéis, havia fezes de animais e todo tipo de sujeira. Amanda ansiava pelo término de seus estudos, queria garantir uma vida boa para sua mãe e para ela. Também havia o fato de não engolir aquela gente do colégio.

Por ser um colégio caro, os estudantes de lá eram fúteis e mesquinhos, só se importando com os bens materiais, lugares luxuosos por quem já passou, festas deslumbrantes e marcas de roupa. Amanda odiava aquele lugar mas precisava continuar com seus estudos até o término dele.

Assim que o ônibus parou em frente ao ponto, Amanda se apressou para entrar nele. O automóvel era abafado pela quantidade de gente, a moça precisava ficar em pé. Entregou o dinheiro para o caixa e esperou até chegar em seu destino.

Demorou até chegar em Beacon Hills, o bairro de classe alta perfeita para a mídia e a sociedade. Por um curto período de tempo, Amanda sentiu inveja, por que era tão injusto que sua mãe e ela tenha que viver naquele chiqueiro, enquanto que eles, a classe alta tinha que viver nesse bairro elegante? Eles, que são tão mesquinhos e fúteis que só se preocupam com bens materiais e com seu próprio umbigo.

Enquanto que ela tinha que ralar sempre para trazer algum trocado que não dava nem para colocar comida na mesa. Sua raiva e inveja durou até o ônibus estacionar próximo de seu local de destino. Desembarcou e encarou com expressão apática os grupinhos já formados na entrada do colégio.

Todo mundo tinha alguém para conversar menos ela, a pobretona sem ter de cair morta, ou então, a bolsista. O apelido mais utilizado ali. Adentrou ao tão conhecido colégio sentindo as centenas de olhares direcionados a si, apenas sorriu sarcástica e continuou caminhando para seu armário. A morena já podia imaginar o quanto já falavam de si pelas costas, mas ignorou os comentários ácidos.

Pegou seu material e pôs se a caminhar para sua sala onde aconteceria a aula de química.

Era a segunda estar em sala de aula, a primeira era uma ruiva de olhos rosas, a morena imaginou ser lentes. Amanda a conhecia, ela era Chloe, a menina de ouro. A morena apenas revirou os olhos e passou pela ruiva solitária.

Amanda imaginou o porquê de ela não estar com suas milhões de amigas conversando sobre bens materiais e suas viagens para a Europa. A morena encarou a janela até a rosada lhe chamar a atenção.

- Olá, você é a bolsista não é? Saiba que é bem conhecida por aqui... - Sua voz era doce e calma, diferente da sua que era amarga e sarcástica.

- É mesmo? Saiba que você também é bem conhecida por aqui. É o " Cérebro do colégio ".  - Comentou um pouco ácida e sarcástica.

- E você é a " pobretona sem onde cair morta." - A ruiva comentou, mas sua voz não tinha o deboche como as outras.

Amanda respirou fundo e estava prestes a sair da sala.

- Desculpe, se isso pode ter te incomodado. Não ligue para eles, as pessoas não se resume a ter dinheiro.

Aquilo fora como um gatilho para Amanda que logo se irritou.

- É mesmo? Pois saiba que eu queria ter a sua vida e de qualquer garota idiota por aqui! - Retrucou com grosseria e acidez.

Algumas garotas que já entravam na sala, ouviram este comentário e se trataram de rir.

- Coitada, saiba que você nunca será como nós, bolsista... - A garota loira riu sendo acompanhada de suas amigas.

Amanda, que já estava chateada, olhou para elas com ódio antes de se retirar da sala sendo acompanhada pelos olhos da ruiva de olhos rosas e pelas risadas do grupinho. 



                                                       ACT 3: SINNER



A alma suja do pecador o guia para a doce morte, os risos infantis se transformarem em um último sopro de vida, a mãe chorar pela perda do filho, um bom homem sucumbir à loucura, e teus loucos delírios sobre um mundo sã.

Ele vê o diabo mais à frente, ele vê os anjos no céu e teu Deus todo poderoso, e ele sabe o significado da vida. Ele vê a Terra em seu formato perfeito, ele vê os pecadores desejarem a imortalidade, ele vê um caminho estreito e tortuoso, ele vê o caminho reto e fácil.

E o homem procura o caminho fácil, o caminho fácil é de um pecador.

Ele vê sua alma sucumbir pelos prazeres da carne, ele vê o diabo o tentar com suas doces mentiras e ele engole com prazer. Sua alma baila para o inferno até o raiar e ele fez sua escolha.



                                           ACT 4: SELFISHNESS



O egoísmo guia está pobre alma condenada às penas do inferno, seus olhos azuis é pecadora, seus lábios vermelhos é pecadora, seus cabelos loiros é pecadora, seu corpo escultural é pecadora. Sua maquiagem é sua vaidade, seu cartão de crédito é seu orgulho impiedoso.

Cuidado garota, ninguém pode saber o que esconde atrás de seu armário. Sorrie, você sabe o que é bom para você. Conte sobre suas viagens de verão, conte sobre garotos que já ficou.

Ah, garota eu te avisei, seu egoísmo é sua queda, mas você não se importa. Gaste seu dinheiro para sentir-se feliz, pinte seus lábios de vermelho, pois eles são sua luxúria. Passe maquiagem no rosto, pois eles são sua vaidade. Mostre sua sensualidade garota, ninguém pode saber o que se esconde dentro de você.

Você é podre, mas tudo bem, nada mais importa se você for perfeita. Porque a perfeição lhe mostra quem é você. A perfeição molda o homem, não seu caráter.

Sorria, eles estão te observando.

Sege perfeita garota se não, ninguém vai te amar. Você ama a si mesma?

Ninguém quer uma garota feia, ninguém quer uma garota imperfeita. Sege perfeita garota, gaste seu cartão de crédito, sege magra garota, diz o quanto sua vida é perfeita. Ninguém vai te amar se não for bonita.

Você se orgulha de quem você é? Seu orgulho é sua queda.

  ̶  Ellie, aquela garota é tão feia não é?   ̶  Sua amiga, Charlotte, ri apontando para a bolsista.

  ̶  Coitada, não tem nenhum pai rico!   ̶  Esnoba sua amiga, Jessica.

Ellie ri acompanhando suas amigas, um sorriso maléfico cresce em seus lábios pintados de vermelho. Ellie caminha elegantemente até a bolsista sentada num dos bancos próximo a cerejeiras. Já próxima, para encarando aqueles terríveis olhos verdes, que parecem um abismo profundo a puxando até o imenso fim.

Verde e azul, é tão incrível está combinação de cores. Ambas garotas tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais. Como yin e yang. Ellie a despreza profundamente por ser diferente de si, sua postura superior já revela quem é ela. Ellie e suas amigas se apresentam como Chanel's, como um grupinho de patricinhas mimadas de sua série favorita. Ellie, com seu sorriso encantador, tenta uma aproximação com a bolsista com o intuito de fazê-la ser sua seguidora.

  ̶  Desculpe, eu não sigo gente idiota que não tem um mínimo de caráter na cara.  

Ellie, surpresa arregala os olhos azuis com a audácia da garota, aperta as mãos em punhos, e olha com tamanho ódio e desprezo para a garota, que a pudesse matar ali mesmo. A bolsista saí dali deixando o grupinho de patricinhas para trás.

Ellie, possuída pela raiva e desejo de vingança, parte para a diretoria onde soltaria todo seu veneno.

Ellie se vingaria, isso é uma promessa.



                                                     ACT 5: PROUD



Seus dedos finos e elegantes deslizam sobre as teclas de seu piano clássico, os sons de uma melodia calmante ressoam sobre aquela sala em estilo vitoriano. Seus olhos rosados acompanham seus dedos e sua alma vazia, não compatível com a melodia, cria um fluxo inebriante. Seus dedos se perdem nas notas e ela se deixa levar para a música, seu ponto de escape.

Seus ouvidos captam o som de sapatos de gripe ressoando sobre os degraus da longa escadaria de branco e dourado. Sua mãe em toda plenitude aparece, com seu longo vestido branco com rendas elegantes formando uma longa calda, seu cabelo ruivo trançado perfeitamente e um brilho em seus lábios rosados.

Chloe é uma cópia perfeita de sua mãe. E ela se orgulha disso. Ela se tornará alguém tão, ou mais belo que sua mãe.

  ̶  Bonjour, ma fille!   ̶  Sua mãe a cumprimenta com um sorriso gentil em seu rosto.

  ̶  Bom dia, mãe...   ̶  A cumprimenta de volta.

Sua mãe termina de descer as escadas para sentar em seu elegante sofá plumenbache diamond estofado em couro e incrustados com diamantes.

  ̶ Comment est la classe?   ̶  Sua mãe perguntou como meio de puxar assunto.

  ̶  Bem...   ̶  Respondeu suavemente.

  ̶  Très Bien...   ̶  Elogiou a mãe sorrindo docemente para a filha.

  ̶  Votre professeur d' allemand viendra...   ̶  A mulher informou.

  ̶  Sim...   ̶  A garota respondeu.

Quando por fim, a garota se cansou da conversa fiada de sua mãe, subiu ao seu quarto e jogou-se na cama. Pegou seu celular e foi até seu perfil, sorriu ao ver a quantidade de seguidores que tinha antes de revirar os olhos para as fotos de outras garotas postadas no twitter e a vários posts contando sobre suas viagens.

Seus ouvidos captam o som dos salto alto de sua mãe que, enfia a cabeça na porta.

̶  Votre professeur d' allemand est arrivé.  ̶  Sua mãe informa.

Assim que ela desaparece na porta, Chloe ajeita seu cabelo, cruza as pernas e dobra a barra da saia. Seu professor de alemão adentra o quarto seriamente com seu ar maduro e atraente.

Ele a cumprimentou com seu sotaque alemã que o deixava perigosamente sexy em sua visão. Chloe sorriu docemente e ambos retornaram ao ponto de partida onde pararam. Seu professor, Jefferson, tinha o dom de ensinar, e foi esse o dom que o colocou como melhor professor acadêmico, tanto de Harvard quanto em várias universidades de prestígio.

Sua constante admiração pelo professor alemão tornara-se um amor sucumbido de luxuria.

 

Por vezes sua mãe aparecia oferecendo comida ou, perguntando como ia a aula. Apesar do semblante sério do professor, Chloe podia notar o brilho desejoso do professor direcionado a sua mãe fazendo sua raiva ferver como fogo em brasa.

Por vezes, Chloe ostentava sua imagem comportada para aquele que visse, mas por dentro sua imagem refletia a uma manipuladora sem escrúpulos. Uma hora depois, sua aula de alemão havia acabado e a frustração arrombava a porta. Com uma educação e elegância invejável, Chloe o acompanhou até a porta.

 ̶  Obrigada mais uma vez, professor... ̶  Sua mãe agradeceu com seu carismático sorriso.

Chloe conteve-se de revirar os olhos naquela cena.

̶  Não precisa agradecer, sua filha é uma excelente aluna... ̶  Elogiou o professor Jefferson.


                                                ACT 6: MARKUS

                             

 

Markus vira a página amarelada de seu gibi, seus olhos azuis seguem os quadrinhos sem muito interesse. Seus companheiros de cela estão jogando baralho, algo pouco familiarizado para o loiro. Markus não sabia quantos dias se passara desde sua prisão, mas ele imagina ser mais ou menos, uma semana. A história parece ser mais interessante do que ao seu redor, não que Markus fosse fã de histórias em quadrinhos, mas sem nenhuma atividade favorável a leitura passa a ser interessante.

O desenrolar da história se mostra interessante a medida que Markus vira a página. O vilão se mostra ser alguém inteligente mas nenhum pouco sensato. Os quatro protagonista, de personagens distintas, unem-se para recuperar uma pedra perdida, que misteriosamente, realiza desejos.

O garoto inteligente, se mostra um formidável líder que guia seu grupo de amigos até o ladrão da pedra. O que os leva as garras do vilão, logo, se demostra uma grande reviravolta, quando os quatro amigos conseguem prender o vilão em sua própria armadilha.

Markus os assemelha como Scooby Doo, ou até mesmo Turma da Mônica. Dois garotos e duas garotas. Um, inteligente e sábio, o outro, burro e o palhaço da turma, a garota, vaidosa e mimada, a outra, tímida e com um grande coração. E claro, a pedra. De coloração azulada que brilha ao desejo ser clamado, passa-se a ser a ambição dos personagens.

Markus assemelha-se a história em quadrinhos como a própria vida, claro, sem um final feliz, pois, finais felizes não existem, foi apenas criado com o intuito de dar esperanças em criancinhas tão inocentes. Se, por acaso, a pedra da tal história fosse real, iria criar uma grande guerra devastadora entre humanos, para tomarem posse da pedra.

À aqueles que dizem que seres humanos são revolução, Markus diz que não.

Humanos são cegos demais, egoístas demais, manipuladores demais.

Entre realidades paralelas, está geração está podre.

Markus, é interrompido de sua leitura como em seus pensamentos, quando o guarda Jason, abri a cela e os escolta até o refeitório.

O refeitório é uma área grande onde é cercado por muros onde, se é possível ver os guardas transitando nas muralhas. Todos bem armados e equipados. Havia câmeras instaladas em pontos estratégicos e Markus, tem o cuidado com cada uma delas.

Os três prisioneiros escolhem uma mesa vazia para sentar e pegam sua comida em bandejas metálicas. A comida tinha gosto ruim mas Markus já havia comido comida pior. Esse pensamento arrecadou lembranças de sua vida em que ele era um mero civil. Sua irmã, Kassy, costumava a fazer comidas sempre queimadas até ser obrigada a manter-se longe da cozinha.

Ele encara a comida por um curto período de tempo.

̶  Manson, quero que arrume confusão com um prisioneiro. ̶  Ordenou.

O dito moreno o encarou antes de levantar-se, rumou até o grupinho de prisioneiros da Ala 15. Jogou as bandejas que continha comida no chão e começou a xingar o que parecia o líder de todos os nomes possíveis. O grandalhão de longos braços musculosos e tatuagens grosseiras ergueu-se e ambos começaram a troca de socos.

Não demorou muito para os guardas cessarem a briga, e não demorou muito para o plano ser posto em ação.



3 de Diciembre de 2018 a las 21:08 0 Reporte Insertar 0
Continuará… Nuevo capítulo Cada 30 días.

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