Cuento corto
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único


Junhong era um pirralho arteiro de dez anos. Ele morava com seu irmão mais velho em um pequeno apartamento perto de Hongdae onde Yongguk trabalhava. Yongguk era o Hyung de Junhong. Os pais dos dois trabalhavam muito como correspondentes internacionais da KBS TV ao redor do mundo. Por muito tempo os dois meninos foram obrigados a seguir os progenitores por todos os lugares em que eles tinham que ficar.

Yongguk era extremamente infeliz com todas essas viagens, que tiravam a atenção de seus pais dele e do irmão, e também das constantes mudanças de rotina e modo de vida a cada nova cultura que tinham que se acostumar. Por muito tempo ele se isolou dentro da própria mente passando a ignorar os pais como eles o ignoravam. Somente quando Junhong nasceu foi que Yongguk encontrou alguma razão para tentar fazer parte da família.

Os primeiros anos foram mágicos para a família Bang. De volta a Seul, Yongguk sorria e cantava pela casa junto com a mãe enquanto via Junhong aprender os primeiros passos. Mesmo com dez anos, ele era muito responsável. Aprendeu a fazer mamadeira, trocar fraudas e a mexer no fogão apenas para ajudar a mãe na tarefa de cuidar do bebê. O pai os levava constantemente a passeios no parque e contava histórias para Yongguk dormir. Os dois se divertiam jogando videogame com Junhong no andador fazendo barulhos engraçados para a televisão, fascinado com as cores e os sons que saiam do aparelho.

Até que toda a felicidade findou.

Junhong completou um ano e o pai dos dois garotos teve a proposta de se mudar para a China. A família seguiu o patriarca e logo a mãe conseguiu um trabalho ao lado do marido. Yongguk e o irmão eram deixados com babás e muitas vezes foram esquecidos sozinhos quando os pais tinham que sair apressados para uma reunião ou cobertura urgente.

Nós dez anos que se seguiram Yongguk aguentou tudo calado. Cuidou do irmão com todo o amor que possuía. Junhong se tornou extremamente apegado e dependente do mais velho emocionalmente, já que os pais nunca estavam presentes para nada. Nunca foram na escola no dia dos pais quando estavam na Inglaterra, ou quando recitou um poema no dia da independência nos estados unidos, ou quando apresentou uma música em linguagem de sinais com sua turma na escola japonesa. Em todos esses momentos era seu Hyung que estava ali, aplaudindo e lhe dando a força que precisava.

Quando Yongguk completou vinte anos seus pais decidiram o enviar a Coreia para que ele fizesse um cursinho e prestasse os vestibulares. Diante da imposição dos pais o rapaz foi firme, não iria sem levar o caçula junto. Muito contrariados o casal permitiu, afinal, não faria muita diferença Junhong com eles ou não.

Sozinhos, os dois irmãos se instalaram no pequeno apartamento que os pais alugaram, felizes por estar finalmente livres do falso paternalismo de seus progenitores.

— Hyung, agora a gente vai ficar bem, não é?

Yongguk sorriu para o pequeno e bagunçou seus cabelos com uma caricia afável.

— Yah Zelo, vamos ficar bem. – O menino riu e passou a ajudar o irmão a desfazer as bagagens.

A adaptação foi um pouco mais difícil para o caçula, mas rapidamente ele já estava feliz na escola e fazendo amigos com rapidez. Junhong sempre foi muito sociável, ao contrário do irmão que se limitava a seu pequeno caderno de anotações e cuidar do caçula.

O Bang mais novo estava sentado no sofá sentindo-se impaciente. Já era a quinta vez que colocava Rei Leão 2 na televisão enquanto esperava seu Hyung voltar do trabalho. Ele já havia comido o que Guk-Hyung havia deixado em cima da mesa para ele comer quando chegasse da escola, deixado a roupa suja no cesto e feito algumas tarefas.

Era realmente a primeira vez que seu Hyung se atrasava tanto. Balançou as pernas ainda mais impaciente e com medo.

E seu Hyung não voltasse?

E se não gostasse dele?

E se ele tivesse arranjado uma namorada e decidido viajar pelo mundo como os pais e tê-lo abandonado ali.

E se o Guk-Hyung não gostasse mais dele?

Eram perguntas que rondavam a mente infantil o tempo todo, mas naquele momento, enquanto o sol se punha sob Seul e não havia sinal nenhum de que Yongguk estava chegando, Junhong se desesperou. Mesmo com dez anos e a pré-adolescência batendo aporta ele ainda se sentia perdido sem o irmão mais velho por perto.

De repente o som da porta abrindo despertou o menino de seu torpor fazendo com que ele saísse correndo até ela pronto para pular em cima do irmão cheio de saudade. Em vez disso, quando a porta se abriu havia apenas dois policiais no lugar de seu Hyung.

— Olá Dongsang. Você pode chamar seus pais? – Um dos policiais perguntou com um sorriso amigável.

— Eles estão viajando. E meu Hyung ainda vai chegar do cursinho. – Os dois homens se entreolharam com apreensão.

— É apenas você e seu irmão?

Junhong acenou sentindo que havia alguma coisa errada com aqueles policiais. 

— Senhor policial, eu tenho que fechara porta para esperar meu Hyung chegar.

Um dos homens se abaixou até a altura dos olhos do menino com os olhos resolutos e cheios de tristeza.

— Eu sinto muito Dongsang, mas acho que seu Hyung não vai volta hoje.

 

Yongguk estava animado para voltar para casa naquele fim de tarde. Tirou uma boa nota no simulado e foi elogiado pelos professores acerca de suas notas perfeitas. Ele tinha muito potencial para passar em qualquer universidade que desejasse. Passou em uma barraquinha de comida e comprou alguns lanches para comemorar junto com seu irmãozinho. Passou em uma loja de conveniência e tratou de compra chocolates também, sabia que seu pequeno Zelo ficaria irritado se não levasse seu chocolate favorito.

Ajeitou a mochila nas costas e saiu pelas ruas até o apartamento que não era tão longe, afinal já estava em Hongdae. Pensou se deveria ligar para os pais e falar sobre a nota. Descartou a ideia rapidamente sabendo que estariam ocupados demais e nem atenderiam a ligação.

Era só atravessar a rua.

Yongguk só precisava atravessar a rua para chegar no prédio onde morava, quando o homem encapuzado apareceu. Encostou o cano da arma em seu abdômen e disparou. O rapaz sentiu todo o corpo anestesiar, não sentiu a dor logo de cara. Quando engasgou com o sague que subia sua garganta sentiu, a sentiu finalmente. Sem forças caiu na calçada. Pode ouvir gritos de transeuntes, sirenes e vozes lhe chamando.

A única coisa que passou por sua cabeça naquele momento, era em Junhong sozinho no apartamento.

23 de Noviembre de 2018 a las 18:00 2 Reporte Insertar 1
Fin

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Yume -ni Eu estou atualmente focada na minha produção acadêmica e TCC.

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Giovana Guimar�es Giovana Guimar�es
chorei
25 de Noviembre de 2018 a las 10:37

  • Yume -ni Yume -ni
    Awn, não chore. 25 de Noviembre de 2018 a las 11:24
~