Lies - Um contrato milionário Seguir historia

sweetdrama Ana França

T&J Company é uma empresa em ascensão no ramo de designe e arquitetura. Seus donos, Kenneth Julis e Max Taylor, são amigos de longa data. Inclusive são cunhados. A vida que levam é boa e muito tranquila, contudo isso muda quando eles recebem a notícia de que a sua empresa está passando por problemas financeiros. Com um rombo de dois milhões eles se veem desesperados, mas com a chegada da irmã mais nova de Max a cidade, Mackenzi, parece que a solução está caindo do céu. Darek Fielder é o cliente que salvará a empresa, mas o Sr. Fielder é um homem velho, metódico e cheio de conceitos fixos. As confusões começam quando para manter o contrato milionário Max tem que fingir ser gay, mesmo estando completamente encantado com a neta do seu cliente mais importante; e Kenneth tem que fingir que está noivo de uma amiga mesmo tendo acabado de levar um pé na bunda da verdadeira noiva. Uma história repleta de romance e boas risadas.


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Capítulo 1 - O começo dos problemas

O sol nova iorquino queimava um pouco, afinal o verão já estava chegando e junto com ele as tão esperadas férias de Bernard. O rapaz que tinha seus recém dezessete anos caminhava pela calçada da famosa wall street indo em direção ao prédio onde o pai trabalhava.

No seus fones tocava Bruno Mars. Ele olhava para frente pelos seus óculos escuros Ray Ban estilo aviador e balançava levemente a cabeça no ritmo da música.

O sol naquela parte da cidade não era tão intenso, mas o calor parecia ser maior. Os prédios tapavam o sol, mas na sombra o calor parecia quase tão insuportável quanto no sol. Depois de dez minutos ele chegou ao grande prédio cinza que tinha as iniciais T&J na parte superior.

Assim que passou pelas portas automáticas e sentiu o ar condicionado o atingindo, ele pode suspirar aliviado. Pausou a música e tirou os fones da orelha jogando-os em qualquer canto da mochila.

Continuou o seu caminho até chegar na frente da mesa das recepcionistas. Eram sempre três que de seis em seis meses mudavam. Uma melhorava o cargo e as outras duas eram despedidas.

—Oi, preciso de um crachá. —Disse o rapaz apoiando-se sobre o balcão de mármore.

—E quem é o senhor?— Perguntou a loira que estava na sua frente.

—Sou Bernard, Bernard Taylor. —Os olhos da garota pareceram vacilar tentando ter certeza do que ele falava. — Sou filho do Max Taylor.

Ela assentiu e não demorou a alcançar uma credencial ao rapaz que sorriu mostrando suas covinhas e lançou uma piscadela antes de passar pelo detector de metais, o qual apitou. Mesmo querendo, o segurança, apenas ignorou e deixou que o rapaz passasse sem fazer a revista.

O garoto caminhou tranquilamente até o elevador e esperou que a grande caixa de metal chega-se. O que não demorou muito. Quando as portas se abriram e revelaram Perrie Silver, a garota dos cabelos rosa. Um sorriso devasso brincou nos lábios de Bernard.

—Oi, Perrie, como você está? —Questionou o moreno.

A mais velha apenas revirou os olhos azuis  e saiu do elevador, ignorando a presença do filho do seu chefe. Ela passou reto por ele e saiu do prédio, certamente estava indo visitar algum cliente ou medir a sala que receberia a reforma ou... Ou qualquer outra coisa que eles faziam lá dentro.

Bernard apertou o botão do quadragésimo segundo andar e esperou chegar a cobertura do prédio para poder falar com o pai. Ele parou em diversos andares antes de chegar até a tão esperada cobertura. Entre os andares as pessoas entraram e saíram apressadas, mas nenhuma chegou ao último andar com ele.

Quando as portas se abriram, Bernard se deparou com um corredor não tão longo de piso de mármore preto, por onde caminhou tranquilamente escutando o ranger dos seus all stars indo de encontro com o chão.

—Bernard! —Disse a senhora Holland ao vê-lo. Elena  Holland era uma senhora com seus sessenta anos já e trabalhava com seu pai desde que o menino era pequeno, por conta da sua competência — e paciência— com as coisas da empresa e de seu pai. Elena  era como a avó que Bernard nunca teve.

—Oi, Elena , como você está? —Perguntou o rapaz sorridente enquanto dava a volta na mesa para abraçar a idosa.

—Estou bem, e você, meu jovem?

—Estou bem, um pouco nervoso. —Comentou o rapaz.

—Mas por quê?

—Vou apresentar Lynda para o meu pai hoje no jantar, para ele e para o tio Ken e nós vamos conhecer finalmente a Luana.

Lynda Wilson era a garota por quem Bernard era apaixonado e finalmente, naquele último ano de colegial, ele criou coragem e foi falar com ela. Uma tentativa bem sucedida, pois eles estavam juntos desde então e isso faziam três meses. Já Luana, era outra história. Ela era mulher que Ken Julis queria pedir a mão em casamento.

—Meu pai está muito ocupado, Elena ?

—Está com cliente, querido. Não quer ir até a lanchonete e depois voltar? Ela acabou de entrar.  —Disse a mulher dando uma boa sugestão ao rapaz que estava morrendo de fome.

—Ótima ideia, quando ele terminar, me liga, por favor. —Pediu o rapaz.

—Mas é claro, querido. Ele não falará com ninguém antes de ver você.

O garoto agradeceu e tratou de ir para a lanchonete que tinha dentro do prédio.

***

A mulher terminava de abotoar a camisa que agora estava um tanto quanto amassada, assim como a camisa do executivo na sua frente. Ela terminou de ajeitar-se e aproximou-se do empresário na sua frente.

—É sempre um prazer fazer negócios com você, Sr. Taylor. —Disse a mulher cativante roubando um selinho do homem que terminava de calçar os seus sapatos.

—Eu sei... —Respondeu ele convencido, enquanto fechava o blazer e indicava a porta. —É um prazer revê-la, Srta. Mozer.

—Espero que os negócios sejam finalizados agora, Sr. Taylor. Meu marido aguarda ansiosamente pelo resultado da casa.

Droga, ela era casada.

—Estará entregue no final do mês. — Avisou Max apertando a mão da mulher.

A loira assentiu e começou a caminhar para fora da sala do homem. Assim que as portas do elevador se fecharam, o homem bufou.

—Elena , me lembra de nunca mais me meter com mulher de homem casado, faz o favor. —Ele pediu enquanto retornava a sala e esperando que a secretária o segui-se, o que não aconteceu. Estranhando, ele colocou a cabeça para fora da sala mais uma vez, apenas constatando que ela desligava o telefone. —Alguém ligou?

—Não, Sr. Taylor, apenas fui avisar Bernard que o senhor já está sem clientes.

O homem apenas assentiu e continuou agora seu caminho com a mulher no seu encalço.

—O Bernard quer? Eu preciso trabalhar. —Disse o homem passando as mãos pelos seus olhos e apertando—os um pouco.

—Ele me disse sobre o jantar de hoje. —Comentou a mulher o que fez com que o patrão arregalasse os olhos.

—Puta merda! Como que eu fui esquecer desse maldito jantar?! —Reclamou o homem levantando-se exacerbado da sua cadeira de couro.

—Você esqueceu como sempre, não é?! —Comentou Bernard entrando na sala do pai.

O homem que segurava seu lábio inferior com a ponta dos dedos, virou-se com o calcanhar até que seus olhos verdes encontrassem com os castanhos do filho.

—Bernard, eu só ando ocupado demais, só isso filho. —Disse o Max observando o homem que seu filho vinha se tornando.

—Avisou o tio Ken também que você esqueceu? —Debochou o rapaz. —Ah, quer saber? Deixa pra lá pai, você deve estar muito ocupado mesmo, eu marco pra outro dia com a Lynda. —Dito essas palavras o rapaz saiu furioso da sala do pai, correu pelo corredor e apertou o botão do elevador.

—O quê eu faço, Elena ? —Questionou o homem realmente sem rumo.

—Vá atrás dele! —Ordenou a secretária.— Ele é seu filho, Max!

O homem começou a correr para fora da sala, mas quando estava no meio do corredor, viu seu filho dentro do elevador fazendo o mesmo gesto que a mãe, no dia que foi embora e sofreu o acidente que a levou para sempre. Ele balançou a cabeça negativamente enquanto as portas se fechavam.

 ***

—Você é campeão, Max, o que foi dessa vez? —Questionou Kenneth Julis olhando para o sócio.

—Não fiz nada! —Alegou do de cabelos cacheados fechando a porta da sala.

—Se não tivesse feito nada eu não teria recebido uma ligação do meu sobrinho favorito dizendo que não vai mais no jantar hoje a noite.

Max revirou os olhos enquanto servia-se de whisky no canto da sala.

—Eu esqueci o jantar. — Soltou Max de uma vez.

—Por que será que eu não estou surpreso com isso?! —Debochou o amigo.

—Pare, Ken! —Disse o de olhos verdes estalando a língua no céu da boca. — Ele saiu furioso da minha sala hoje, só faltou dizer o que ela disse.

—O que ele fez?

Max mexeu um pouco o Whisky no copo com gelo, sentando-se na frente do sócio em seguida.

—Ele nego com a cabeça, igual ela fez quando foi embora.

—Todo mundo nega com a cabeça. —Retrucou Ken.

—Mas ela negou e morreu algumas horas depois. —Soltou Max furioso bebendo o Whisky todo de uma vez.

O dono da sala suspirou e pegou seu copo com água e tomou um pouco.

—Você deveria superar a morte da minha irmã,  Max. —Disse Ken. —Nós somos jovens ainda. Por quê não arranja uma namorada?

—Não, dispenso. —Respondeu o de olhos verdes.

—A minha irmã não vai voltar, acho que você deveria arranjar alguém.

—Quem sabe se eu me apaixonar, por enquanto não.

21 de Noviembre de 2018 a las 13:33 0 Reporte Insertar 0
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