Catch me if you can Seguir historia

sahsoonya Sarah M

[ChanBaek] [sidefic de 'Catch me if you dare] "Um carro preto estacionou perto dele, e um homem alto e mal encarado saiu do veículo. BaekHyun sentiu um certo receio do rapaz magrelo que se dirigiu até o posto, indo em direção à pequena loja de conveniências.Mal sabia o jovem, mas havia acabado de entrar em uma encrenca daquelas... Talvez a maior encrenca de sua vida. O garoto mal encarado tinha um propósito nada puro naquele local, e pensamentos igualmente impuros passaram por sua mente ao ver o rapaz baixinho á sua frente."


Fanfiction Bandas/Cantantes Todo público.

#yaoi #chanbaek #exo #pwp #kaisoo #CMIYC #Sahsoonya
Cuento corto
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Meanwhile...

+ Notas iniciais: Olá chuchus! Voltei hoje com mais uma das clássicas. Espero que quem baixou aqui pela primeira vez goste. Vejo vocês na próxima publicação. Boa leitura! 


 




Uma música lenta tocava ao fundo. BaekHyun penteava os cabelos, enquanto olhava para sua imagem ao espelho.


- E aí, bonitão? Você vem sempre aqui? – sussurrou para si mesmo, com um sorriso libidinoso.

  

Olhou para fora pela janela. Podia ver as árvores balançando sem parar pela força do vento. Por instinto abraçou a si mesmo, antecipando o frio que iria enfrentar ao sair de dentro da casa. Outra coisa que chamou sua atenção, foi D.O. Ele esfregava as mãos e dava pulinhos, encostado em seu carro, que estava estacionado na entrada da casa.


O amigo o viu escorado na janela o observando e, um tanto quanto exaltado, gritou:

- Baek! Vou contar até vinte e estarei indo sem você! - Kyungsoo gritou, olhando para a janela da cozinha.


  O loiro passou a correr de um lado para o outro, buscando pelas coisas que complementariam seu visual para a festa de um de seus muitos amigos, XiuMin. Essa noite era importante para ele. BaekHyun tinha a esperança de arrumar um paquera naquela festa, já que o namorado de XiuMin, LuHan, possuía muitos amigos jogadores de futebol. O baixinho adorava esse tipo de garoto, que se exercita, já que ele próprio praticava vários esportes. Outro motivo por se esforçar tanto para ir à tal festa, estava do lado de fora, resmungando. D.O esteve enclausurado em casa por um longo tempo, depois do fim de seu relacionamento e BaekHyun queria que ele saísse, se divertisse um pouco e quem sabe, conhecesse alguém.


  O problema de BaekHyun, que também poderia ser considerada uma qualidade, era sua vaidade. Poderia estar atrasado o quanto fosse, não saía de casa enquanto não estivesse bem arrumado e perfumado. Era de lei. Ele até tinha uma citação própria, que jogava na cara de D.O toda vez que achava necessário: “Se não for pra causar, eu nem vou”. E seguindo essa linha de raciocínio, continuou se arrumando até que considerou-se perfeitamente arrumado para a festa. Vestiu sua jaqueta de couro, e foi saindo, enquanto guardava o celular no bolso da calça apertada que usava. Ao descer as escadas da varanda, porém, não avistou D.O onde ele estava anteriormente parado. “Ele deve ter ido esperar no carro, já que está tão frio aqui fora” – pensou, dirigindo-se para a entrada dos carros. Lá, novamente, sofreu a mesma decepção. Seu amigo resmungão não estava lá, muito menos seu carro.


- D.O? D.O? Onde você se meteu?! – “Será possível que aquele cretino foi mesmo embora?” – pensou. BaekHyun estava acostumado a passar por situações do tipo. D.O era pavio curto e não suportava as frescuras do amigo.


 “Aish, aquele idiota!” Deu a volta, pegando seu celular.


 O jovem discava o número de D.O enquanto seus cabelos eram sutilmente despenteados devido ao vento forte. O aparelho só dava fora da área de cobertura, e BaekHyun se questionava se o celular do amigo não estava funcionando mesmo, ou se KyungSoo estava jogando o joguinho da vingança consigo. BaekHyun havia feito o mesmo com o amigo há alguns dias, e sabia o quanto D.O era vingativo. Mas, o cantor não se daria por vencido. D.O além de seu melhor amigo, era seu parceiro de trabalho. Ambos eram vocalistas em um grupo de canto muito famoso da cidade. Estavam sempre juntos, e viviam a sacanear um ao outro, em tempo integral.


“Sem problemas...” – pensou, levantando-se do degrau da escada onde esteve sentado, fitando o celular – “Eu não preciso ‘dele’ pra chegar a essa festa”. Discou o número tão conhecido, e após dois toques, ouviu a voz calma do amigo do outro lado da linha:

- Oi, BaekHyun... O que posso fazer por você?

- SuHo, preciso lhe pedir um favor.

- E eu poderia saber do que se trata?


BaekHyun estreitou seus olhos ao lembrar-se do que D.O fizera.

- Isso é tudo culpa do D.O.

- O que você aprontou dessa vez? – o tom de voz de SuHo era brincalhão.


 Na verdade, SuHo era o mais velho no grupo de amigos, com exceção de XiuMin e LuHan, e sua vida se desdobrava entre trabalhar incansavelmente na empresa de seu pai e resolver as confusões nas quais BaekHyun, além de se meter, sempre acabava envolvendo os outros amigos também. Além disso, estava sempre pronto a apartar as longas brigas entre KyungSoo e BaekHyun, que viviam entre tapas e chutes. O empresário já desistira há muito tempo de tentar entender a amizade dos dois. Quando há mais de um ano e meio conhecera BaekHyun em uma festa que D.O o convidara para ir, estava certo de que o cantor era apaixonado pelo melhor amigo, principalmente pelo descontentamento que BaekHyun não disfarçava ao ver o melhor amigo com a namorada, e também pelo ciúme dele quando SuHo se aproximava de KyungSoo. Mas, SuHo estava enganado. Todo aquele ciúme, aparentemente injustificado, na verdade provinha de uma necessidade quase materna de proteger o melhor amigo.


 BaekHyun se tornou órfão quando contava dez anos e após a morte repentina dos pais num acidente, acabou por ser acolhido pelos pais de D.O, amigos de longa data de seus falecidos pais, e que o criaram como seu. A ligação entre os dois meninos desde cedo, era maior que a amizade. Eles eram família. SuHo veio a descobrir, pouco tempo depois, que Baek não agia injustificadamente com a namorada de D.O, com quem o mesmo havia ido morar há alguns meses. Ele parecia prever que a menina não prestava e que magoaria o “irmão”. Após se mudarem para o apartamento que KyungSoo agora residia sozinho, ela lhe traíra com um dos muitos amigos do cantor, e logo D.O tornou-se amargurado em relação à relacionamentos e à vida. BaekHyun ainda morava com os pais de D.O e chegou a pedir que ele voltasse para casa, com o intuito de se livrar da memória da “vadia”, como os meninos passaram a se referir a ela. KyungSoo negou-se a retornar, mas com o tempo, parecia quase já ter esquecido sobre ela. SuHo achava que era esse o motivo de BaekHyun chatear tanto o amigo, já que mesmo que quase se matassem, no fim ambos caíam sempre na gargalhada. Com o tempo, SuHo foi sendo integrado aos poucos, e hoje em dia era como uma mãe, sempre estendendo a mão ao descarado Baek, quando ele lhe pedia por ajuda despudoradamente, após se encrencar.


- E quem foi que disse que eu aprontei algo? – disse fazendo um muxoxo, como se o amigo o pudesse ouvir do outro lado da linha.


SuHo sorriu e proferiu em tom solene, enquanto pegava suas chaves e a carteira com a mão livre:

- Não quero saber de quem é a culpa... Peçam desculpa um para o outro e brinquem apropriadamente... – SuHo sempre utilizava esse tom de mãe, quando lidava com os dois jovens teimosos.

- Guarde sua veia humorística para seu namoradinho... – tornou o mais novo em tom de zombaria.

- Não zombe do YiXing dessa forma. Ele simplesmente demora um pouco pra entender certas piadas... Isso não chega a ser defeito, sabe?

- Oh sim... – Baek ria baixinho – Essa coisa de lerdeza chega a ser sexy...

- Meça suas palavras Byun BaekHyun, e deixe de ser abusado.


Ambos riram em harmonia. Após um longo suspiro, Baek foi o primeiro a se pronunciar:

- Enfim, preciso de uma carona porque o KyungSoo me largou e foi para a festa sozinho.


SuHo sorria do outro lado da linha.


- Pelo que fez semana passada, merecia ir para a festa á pé mesmo.

- Nossa, vocês são iguaizinhos mesmo. Nunca ouviram falar que quem vive de passado é museu?

- Está bem... Já entendi. O D.O se vingou de você. Não se preocupe, já estou saindo. Te pego em dez minutos. Esteja pronto.


BaekHyun assentiu, triunfante.

- Obrigado, meu amigo.


Despediram-se e Baek entrou na casa, xingando o vento por tê-lo despenteado.

Resolveu, então, tentar entrar em contato com o amigo mais uma vez, para se gabar que seu plano falhara, e que estava de carona com o amigo mais rico do grupo. Finalmente após três toques, KyungSoo finalmente atendeu. Mas, a vontade de se vangloriar de Baek se esvaiu ao ouvir o tom de voz do amigo ao atende-lo. D.O estava estranho. Usava frases curtas e parecia assustado. Naturalmente, a primeira coisa que passou pela cabeça de BaekHyun foi que o amigo havia sido sequestrado ou coisa parecida. Com mais algumas breves indagações ao amigo, veio a descobrir que o mesmo havia dado carona a um estranho. A voz de D.O denunciava que estava muito envergonhado e assustado.


- Cara, é um homem? – BaekHyun questionou com a voz exasperada, fitando o celular como se pudesse dirigir seu olhar de reprovação para o amigo.

- Sim.

- D.O! Você é retardado? E se esse cara for um ladrão? E se ele estuprar você? E se ele quiser te matar? – dessa vez o cantor tinha certeza de que não era seu instinto super protetor falando. Ele sentia que algo estava errado. - Onde você esta?

- Perto da estrada 168.


Baek estava decidido. Disse ao amigo que iria encontrá-lo num posto que ficava perto da tal estrada, já que o amigo lhe informara que deixaria o carona ali. Despediram-se e BaekHyun ficou a dar voltas pelo chão da cozinha, imaginando mil situações nas quais o melhor amigo acabava se encrencando.


- Aish! Aquele idiota! – sempre dizia isso quando estava nervoso, e contava os minutos no relógio que ficava acima da mesa, pela chegada de SuHo, para ajudá-lo a abarcar aquela angústia.


O amigo empresário demorou exatos 10 minutos, e quando chegou, foi bombardeado de xingamentos para que se apressasse e levasse o baixinho para a estrada em que D.O o estaria esperando. SuHo mal teve tempo de sair do carro, quando o cantor o empurrou novamente para dentro, pedindo por tudo que lhe era mais sagrado para que voasse com aquele carro e mesmo sem entender bem o que se passava, o mais velho dirigiu seguindo as instruções do cantor.

 

*** 

 

- Tem certeza que é aqui? SuHo estava sentado no carro, mas com as pernas pra fora. BaekHyun estava parado no acostamento, as mãos na cabeça, deixando claro o quanto estava histérico.


- Sim, tenho certeza. Mas, por que está demorando tanto?


Ambos se entreolharam. Não queriam sequer pensar nisso. Talvez tivessem sofrido um contratempo. Talvez D.O estivesse bem... Talvez...


O celular de SuHo tocou. Era JongDae, pedindo-lhe para que fosse ajuda-lo na festa.

- Desculpe, Chen. O Baek e eu estamos resolvendo algo aqui...


BaekHyun levantou a mão e agitou-a, como para dizer que fosse, que ele ficaria bem. SuHo arregalou um pouco os olhos, porém assentiu.

- Ok, estarei indo pra aí. – se despediu do amigo e perguntou:

- Tem certeza que quer permanecer aqui sozinho?


Baek deu de ombros.

- O que poderia me acontecer? Sei me cuidar sozinho, além disso, não há uma viva alma neste muquifo. Irei com o D.O quando ele chegar.


SuHo hesitou por um momento.

- Olha, vá de uma vez... O pessoal precisa de você. Eu cuido das coisas aqui. Te ligarei assim que o baixinho pôr os pés aqui.

- Somos todos baixinhos... – SuHo rolou os olhos. Ambos riram. – Ok. Vou para a festa, e você me avisa quando ele estiver são e salvo. BaekHyun assentiu, e viu seu amigo partir dali, rumando com o carro para a estrada que dava acesso à cidade onde MinSeok (ou XiuMin) morava.

 

 

BaekHyun viu de esguelha um cachorro magro passando por ali. Haviam vários caminhões parados perto do posto, uma lojinha de conveniências e um motel do lado, daqueles bem antigos. Não havia ponto algum de ônibus ali.

- Algo não cheira bem. O tal carona não disse a ele que iria pegar um ônibus aqui? - sussurrou com seus botões.

Poucos minutos depois, um carro preto estacionou perto dele, e um homem alto e mal encarado saiu do veículo. BaekHyun sentiu um certo receio do rapaz magrelo que se dirigiu até o posto, indo em direção à pequena loja de conveniências.


- Eu hein… - sussurrou.

- Eu hein, o que? - tornou o outro rudemente, imitando o tom de voz do baixinho.


Com um susto, BaekHyun se deu conta de que o homem carrancudo estava bem atrás de si. “Como ele chegou aqui?” - questionou-se mentalmente, sobressaltando-se ao ver os punhos do outro fechados. Ele não sabia como se livrar daquela saia justa. O Golias o observava com um olhar inquisidor. “Esse cara vai me espancar aqui mesmo”.


- E… Eu não estava falando do s… Senhor. - disse trêmulo, diante da imponência do outro.


Mal sabia o jovem, mas havia acabado de entrar em uma encrenca daquelas... Talvez a maior encrenca de sua vida. O garoto mal encarado tinha um propósito nada puro naquele local, e pensamentos igualmente impuros passaram por sua mente ao ver o rapaz baixinho á sua frente.


 ChanYeol observou o rapaz que tremia em sua frente, e ele gostava do que via. O baixinho estava bem arrumado, exalando um perfume inebriante. Além disso, as coxas fartas estavam demarcadas e tentadoras demais para serem ignoradas.


“Qual o problema de eu também me divertir enquanto trabalho?” - pensou ChanYeol esboçando um apavorante sorriso cheio de dentes ao jovem, que engoliu em seco.


 BaekHyun não sabia o que dizer ou fazer. Alguns segundos de contato visual inquebrável e ele já estava profundamente incomodado. “Qual o problema desse cara?”

 De repente, empurrando o ombro de Baek com o punho levemente, ChanYeol sorriu de canto, e disse:


- Relaxa, cara… Estou brincando com você.


O menor quase caiu de joelhos diante da constatação de que havia se livrado da maior surra de toda sua vida. Pôs-se, então, a observar o outro. Desde o cabelo de comprimento até a nuca, a tatuagem no pescoço, a jaqueta de couro, o corpo esguio e as pernas longas, tudo nele exalava perigo. BaekHyun observou o contorno das grandes orelhas do rapaz e deteve-se no sorriso que o outro esbanjava. Era perigoso e doce ao mesmo tempo. Sem dúvida, aquele cara era encrenca na certa.

 

 BaekHyun sequer imaginava que o homem diante de si era um golpista. ChanYeol e seu parceiro de crime, Kai, costumavam atrair suas vítimas em beiras de estrada, e arrancar-lhes o dinheiro e demais bens que estivessem portando. Eram muito bons nisso, profissionais, na verdade. E sem que o baixinho soubesse desse fato, o observava em um misto de choque e adoração. Porém, mesmo um tanto quanto em choque, ele ainda foi capaz de proferir:


- O que você está querendo comigo? - disse olhando fixamente para o estranho com uma carranca.


ChanYeol deu uma gargalhada. Era desse tipo de garoto atrevido que ele gostava.


-Primeiramente, meu nome é ChanYeol e, por favor… Me dê alguns minutos, que já decido o que eu quero fazer com você.

BaekHyun arregalou os olhos, mas limitou-se a responder, enquanto se recuperava do choque:

- Olha, como você é convencido, senhor desconhecido. E quem te disse que eu permitirei que faça, seja lá o que?


O outro sorriu ainda mais abertamente. O golpista não era de rodeios, mas sempre foi muito ganancioso. Foi àquele lugar com o intuito de controlar a situação na qual o amigo se metera, estava ali para ajudá-lo a “silenciar” um alvo que ofereceu mais dor de cabeça que o esperado, mas no momento que pôs os olhos no baixinho, decidiu que o queria. E quando ChanYeol queria alguma coisa, simplesmente não descansava até que a possuísse inteiramente para si.


- Acho que as roupas que está usando, são um tanto quanto sugestivas de que você está atrás de uma fodinha... – disse sem cerimônias. Não tinha tempo a perder.


BaekHyun se chocava com as palavras do outro por dentro, mas por fora fingia não se interessar.


- Muitos estupradores usam a mesma desculpa para cometer seus crimes contra as mulheres, por causa de suas roupas, não me diga que você é um desses escrotos...


ChanYeol estava se divertindo demais com aquele garoto.

- Acredite... O que eu quero te dar você vai gostar... E vai até implorar por mais.


BaekHyun sorriu. Não um sorriso de deboche, longe disso. Ele estava ponderando.


- Por que está bancando o difícil, gracinha? – disse ChanYeol alisando de leve o braço do baixinho, e depois puxou levemente a jaqueta que o outro usava, como para arrumá-la. BaekHyun apenas observou as mãos do outro em si com uma carranca. Não que ele não estivesse acostumado com esse tipo de cantada. Ele era atraente, afinal de contas. O que costumava chamar atenção das pessoas, era seu rosto jovial e alegre. Além disso, tanto o corpo quanto o cabelo de Baek chamavam atenção. Ele era ousado, estiloso e aparentava ser indiferente quando queria. Desde jovem, sempre foi elogiado, até mesmo na escola, ele e KyungSoo eram tidos como príncipes e perseguidos por uma horda de garotas. Mas, Baek sabia bem do que gostava desde a tenra idade e apesar dos pais de D.O serem extremamente conservadores, ele fez tanto drama, que acabaram aceitando sua homossexualidade após meses de guerra.


- E por acaso eu lhe disse que era fácil? – disse, arqueando uma das sobrancelhas.

- Gostaria de saber o que um garoto recatado como você – disse ChanYeol analisando-o com os olhos, enquanto mordia os próprios lábios – Faz num lugar como este.

- Acho que isso não lhe diz respeito. – o baixinho andou dois passos à frente, deixando o bandido só. O temperamento de ChanYeol não era dos melhores, porém longe de estar zangado pela resistência do outro, ele seguiu para perto de BaekHyun, com um enorme sorriso nos lábios. Este, que por sua vez, estava se divertindo até demais com toda essa situação. Ele adorava flertar com estranhos, e embora ele soubesse dos riscos de puxar papo com pessoas aleatórias, não era a primeira vez que ele se envolvia com um estranho por uma noite. Aliás, não era a primeira, muito menos a última. O baixinho, simplesmente, não sabia levar um relacionamento amoroso a sério. Porém, para sua sorte, ou azar, esta noite estava cheia de coincidências. ChanYeol também não curtia namoros sérios. Saía tanto com mulheres quanto homens, e nunca dormia com uma pessoa pela segunda vez. Não era bem uma regra, entretanto ele e seu amigo Kai sempre levaram a vida assim.


- Qual é, garoto... Nós podemos nos divertir juntos.


BaekHyun fitou aqueles dentes perfeitamente emparelhados. O sorriso era um arraso. O homem, apesar de aparentemente perigoso e ameaçador, parecia bem humorado e era extremamente bonito. Enquanto o cantor analisava o físico do rapaz, ele começou a estalar os dedos na frente de seu rosto, como para chamar sua atenção.


- E então? O que vai ser? Eu meio que tenho um compromisso daqui a pouco.


“Que mal faria? Ele é charmoso e alto... Não é algo que se vê por aí todos os dias” – pensava consigo mesmo. D.O estava demorando, de qualquer forma. Daria uma rapidinha com o estranho sensual e o amigo nem precisaria saber.


- Estou meio ocupado também... Mas, acho que posso lhe dispensar alguns minutinhos do meu tempo...


O sorriso lascivo que tomou conta daqueles lábios não deixava nenhuma dúvida de que estava satisfeito com a resposta do cantor.


E foi numa confusão de mãos e beijos afoitos, que ChanYeol e BaekHyun adentraram um dos quartos daquele motel. ChanYeol levantou o menor, sustentando-o com seus braços fortes enquanto apertava suas nádegas fartas ao que BaekHyun mordiscava lentamente seu pescoço. Com a pressa que estavam, o golpista tropeçou e BaekHyun acabou por chocar suas costas contra a parede do quarto. Um gemido alto escapou dos lábios do loiro, foi quando o golpista aproveitou para enfiar a língua na boca do menor. Ficaram por um longo tempo entre beijos, mordidas e chupões... O pescoço de Baek não tinha mais espaço para os vermelhidões. “Isso vai ser um problema mais tarde” – pensou enquanto tentava aplacar os gemidos que saiam involuntariamente de sua boca toda vez que o maior corria a língua por seu pescoço alvo. ChanYeol o jogou na cama com um pouco de agressividade, e o baixinho proferiu, com a cara fechada:


- Ei... Cuidado comigo, sou uma beleza delicada.


O outro sorriu e disse ironicamente:

- Claro, não queremos que você se danifique...


A verdade é que ChanYeol não sabia medir a própria força. Desde muito jovem, fora alto e forte e quase sempre machucava os amigos por acidente, durante brincadeiras.


Ele observou o pequeno rapaz com as pernas abertas sugestivamente sobre a cama, e enquanto retirava sua jaqueta, perguntou:

- E então? Do que você gosta?


Baek sorriu maliciosamente:

- Gosto forte... Mas, não tão forte...


ChanYeol estava certo quando imaginou a personalidade do baixinho. Começou a se despir e quando deu-se conta de que o outro também se despia, parou o que fazia e ficou a observar o corpo esguio, porém atlético, na medida certa. BaekHyun tinha coxas de matar... Fartas e firmes. As mãos eram grandes e a expressão retorcida de expectativa dele, por si só, já poderia ter feito ChanYeol gozar ali mesmo.


BaekHyun não fez diferente, e totalmente maravilhado, fitou os músculos fortes dos braços do outro, as veias levemente grossas de seus antebraços e o corpo magro do maior enquanto ele se despia. Ambos estavam só de boxer e BaekHyun foi o primeiro a tomar a iniciativa. Empurrou as peças de roupa que ambos haviam retirado, de cima da cama e depositou um beijo atrás de uma das orelhas do golpista. ChanYeol sentou-se na cama e chamou o outro, que ficou a fitá-lo com um sorrisinho nos lábios.


Ao se aproximar, logo BaekHyun viu dois dedos da mão do outro levantados, e sem hesitar, os envolveu com a boca, umedecendo-os. A forma como o outro sugava e lambia seus dedos fez o baixo ventre de ChanYeol formigar de excitação. Ele mordia os próprios lábios enquanto o outro envolvia seus dedos com os lábios finos. Com um movimento brusco ChanYeol retirou os dedos da boca do outro, dizendo:

- Espera, espera aí... Nós não podemos, ou melhor, não devemos desperdiçar esse seu talento...


BaekHyun sorriu, malicioso. Era justamente o que havia planejado, quando pôs os olhos naqueles dedos enormes. “Se os dedos são grandes...”


ChanYeol abaixou a boxer azul que usava. Estava tão úmida de pré-gozo, que BaekHyun acreditou que poderia torcê-la como um pano de chão.  Tudo que BaekHyun pôde dizer ao ter diante de si aquele membro teso foi:


- Minha nossa...

O outro umedeceu os próprios lábios e sussurrou:

- Espero que você seja bem apertadinho...

- Deus me ajude.


Ajoelhou-se de frente para o outro e aproximou os lábios do falo completamente endurecido do golpista. Deu uma assopradinha na ponta do membro completamente ereto e ChanYeol deixou escapar um gemido rouco. Quando estava prestes a abocanhar a rigidez diante de si, ChanYeol tocou seu ombro e disse: - Aliás, qual é o seu nome?


BaekHyun o fitou impaciente.

- Isso realmente importa?


O outro pareceu satisfeito com a resposta, mas mesmo assim externou o desejo de saber pelo menos o primeiro nome do loiro.

- Baek... – disse revirando os olhos. Voltou novamente sua atenção ao falo diante de si.

- Chan...


Baek o fitou confuso.


- Só pra você ter um nome pra gemer. – e dirigiu-lhe uma risadinha marota.


O baixinho sorriu serenamente e decidiu e decidiu agilizar as coisas. Logo D.O chegaria e não queria deixar o amigo esperando nem por um minuto. Passou a língua pela extensão do pênis de ChanYeol , vendo com satisfação a expressão de prazer do outro, em seguida o empalou com a boca. O membro de ChanYeol estava quente e pulsante. No início teve certa dificuldade para abrigar todo aquele tamanho na boca, mas logo se acostumou com a invasão e Baek pôs em prática todos os seus talentos de sucção, levando o maior à loucura. ChanYeol segurava os lençóis da cama com tanta força que os nós dos dedos já estavam brancos.


- Ah, que boquinha deliciosa, Baek...


Uma das enormes mãos do golpista, embrenharam-se nos fios loiros do menor, tentando descontar a excitação sexual. A cabeça de BaekHyun subiu e desceu mais algumas vezes enquanto sua língua percorria a extensão do membro do maior, até que o mesmo puxou seu ombro pra cima.

- Chega. – sussurrou, trazendo o outro para mais um beijo. As línguas emaranharam-se enquanto ChanYeol sentia seu próprio gosto na saliva do cantor.


Baek deitou na cama e sentiu ChanYeol se projetar sobre ele. O maior lambeu os lábios ao ver o baixinho separar as pernas, totalmente entregue. Retirando a cueca do outro, ele pôde ver o quanto o menor estava excitado. Seu rosto contorcia-se enquanto ChanYeol corria os dedos de forma torturante por suas coxas. O maior colocou-se de joelhos entre as pernas do cantor e imitou-o ao assoprar sua entrada lentamente.


- Ai, agiliza isso, por Deus...


 O maior soltou uma risada nada casta. Não sabia o porquê, mas aquele jeito atrevido do garoto a sua frente lhe agradava a níveis perigosos. ChanYeol pegou um dos preservativos que carregava no bolso da jaqueta, o desenrolou e o colocou em seu falo.  Em seguida, cuspiu na própria mão e esfregou-a no próprio membro. Assim seria menos doloroso para o menor. Baek fitava o outro em expectativa, e lambeu os próprios lábios. A primeira investida veio sem aviso prévio. Baek soltou um gritinho um tanto quanto feminino ao ser invadido com força. Ele mesmo havia dito que gostava forte e diante de si, pareceu enfim ter conhecido alguém capaz de satisfazê-lo.


 As mãos do menor foram então, para os ombros do outro, tentando se estabilizar perante os movimentos rápidos e brutos de Chan. Ele não sabia mesmo controlar a própria força. Baek não era nenhum garotinho virgem... Mas, devia confessar que sentia uma leve dor, que misturada ao prazer que sentia com as estocadas certeiras de ChanYeol o estavam enlouquecendo. Ele gemia alto e sem nenhum pudor. ChanYeol não estava diferente. Seus dentes morderam e marcaram cada pequena parte do corpo do outro que puderam alcançar. O suor escorria por seus corpos, misturando-se, enquanto o quarto se enchia pelo som do choque dos corpos um com o outro.


- Ah... Você é tão gostoso... Chan...


ChanYeol sorriu. Ele gostava de ouvir seu nome sendo falado de forma arrastada e manhosa. Começou a correr as mãos pelo corpo firme do outro, mordendo seus próprios lábios, tamanho era seu êxtase. Ficaram naquela dança frenética de corpos por algum tempo. Ora se beijavam, ora se mordiam, ou diziam sacanagens no ouvido alheio. BaekHyun foi o primeiro a sentir o orgasmo chegando ao sentir aquele ponto sensível dentro de si ser tocado vezes sem fim. Fechando os olhos com força, agarrou a cintura de ChanYeol com tanta força que fez com que o outro ofegasse. O interior do baixinho se comprimiu enquanto ele inclinava o corpo para frente, gemendo arrastadamente. O maior acelerou seus movimentos em busca de prolongar o prazer que sentiam. Derramou-se no interior do menor, apertando as nádegas do mesmo com força.


- Isso foi... – disse ChanYeol sorrindo, ainda dentro do cantor. Porém, foi interrompido, tendo sobre seus lábios o dedo indicador do loiro, que lhe disse:


- Foi bem legal... Agora tenho que ir...


O cantor se pôs de pé, assim que o outro se retirou de dentro de si e começou a se vestir, deixando o outro deitado na cama, fitando-o confuso.


- Aonde você vai?

- Já disse... Estou ocupado.

- Não deveríamos...

- Olha... – disse novamente o interrompendo – Não é nada pessoal, mas eu não te conheço e você parece meio suspeito. Estou esperando um amigo e o que tivemos foi maneiro, mas como você disse, foi uma foda casual.


ChanYeol deveria estar satisfeito. O garoto não parecia ter bens ali que ele pudesse pegar. E ainda estava facilitando a despedida. Mas, por que ainda insistia que ele ficasse? O que tinha dado em si?


BaekHyun se arrumava após se vestir completamente, tentando disfarçar o cabelo desgrenhado e suado e os lábios inchados.

- Eu vou ser sincero... Gostei de você. – até ChanYeol se surpreendeu com o que acabara de dizer. – Você poderia me passar seu telefone... Juro que não sou um criminoso.


O menor lhe dirigiu um meio sorriso. Ele não era lerdo. Tinha um senso de percepção mais que aguçado. O rapaz que se vestia diante de si não poderia ser flor que se cheire. O preservativo foi jogado no lixo, e cobriu a tatuagem que ia do pescoço até o peito com uma camiseta e em seguida pôs a jaqueta.


- Quer uma chance? – disse BaekHyun por fim, dando de ombros, rendendo-se.

- Só preciso de uma...

 

   ***

 

 

 Logo os amigos de ambos chegaram ao posto. Kai corria os olhos pelo local em busca do calhambeque do amigo. Desceram do carro e Kyungsoo disse:


- Estranho, ele já deveria estar aqui.


Qual não foi sua surpresa ao ver o amigo sair de dentro de um carro preto, acompanhado de um rapaz alto, mal encarado.


BaekHyun caminhou até ele com um meio sorriso. Kai olhou para seu parceiro de crime em busca de uma explicação, contudo, o sorriso de ChanYeol era indecifrável.

- D.O… - sussurrou o amigo, segurando o braço de Kyungsoo com força. - Que demora. Você está bem?


O outro piscou várias vezes antes de responder:

- Estou sim, mas quem é esse cara?


Foram interrompidos por ChanYeol, que com seu tom de voz grave olhou para Kai com um sorriso e disse, fingindo surpresa:

- Kai! Você aqui?


Jongin tentou disfarçar e falou: - Quanto tempo…

 

ChanYeol virou-se para BaekHyun e questionou, bem-humorado:

- Por que não disse que seu amigo estava com o Kai, Baek?


D.O os observava calado. BaekHyun deu de ombros e respondeu:

- Eu não sabia…


Virou-se para D.O e completou, respondendo sua pergunta anterior:

- Eu o conheci hoje.


Kai e ChanYeol se entreolharam e o maior perguntou com um sorriso malicioso:

- E aí? O que tínhamos combinado pra hoje ainda está de pé?


Kai dirigiu seu olhar a KyungSoo, que estava imerso numa conversa baixa com seu amigo e disse:

- Não. Vou ter que furar com você hoje. - respondeu baixinho.


 ChanYeol entendeu. Afinal, ele mesmo tinha sentido o sabor da falta de profissionalismo, naquela noite fria. Mesmo sem entender bem tudo que estava acontecendo, Kai não deixou de sentir-se de alguma forma aliviado por terem sido convidados para a tal festa na qual os dois baixinhos iam. ChanYeol e Kai estavam sentados no banco de trás do carro de D.O enquanto o baixinho dirigia para a tal festa, com o amigo sentado a seu lado, quando o mais alto sussurrou para o amigo:

- Este dia está mesmo cheio de coincidências... – sua risada marota pareceu exasperar o amigo.


- Fala baixo... Não quero que o KyungSoo escute.


ChanYeol voltou seus olhos para o rapaz que dirigia. Ele era muito bonito.

- Uma graça... – comentou, vendo os olhos do amigo se estreitarem. Kai bagunçou os cabelos loiros como se estivesse em uma batalha interna. No fundo, nenhum dos dois queria que os rapazes descobrissem quem eram de verdade.


Trocaram um olhar que dividia-se entre uma quase palpável agonia e cumplicidade.


- Não conto se não contar... – ChanYeol sussurrou primeiro.


Kai fitou-o ponderando. Já estava um tanto cansado da vida que levava, e olhando para D.O enquanto dirigia animado ao lado do amigo, pensava que talvez ele pudesse se redimir do que era. Ser... melhor. ChanYeol tinha pensamentos não tão nobres. Inicialmente ele queria apenas esconder do baixinho que era um bandido de beira de estrada. Veria no que isso iria dar no futuro. Não estava preocupado, ou pelo menos não no mesmo nível do amigo.


- Fechado... – apertaram as mãos, dando o assunto por encerrado.


Nos bancos da frente do carro, o clima era mais animado.


- Pensei que tinha morrido, seu idiota! – disse Baek dando um leve soco no braço do amigo. D.O o olhou como para dizer “isso, me bate, que solto esse volante e iremos para a morte”.


- Desculpe por isso... Mas, o Kai é... Legal.


BaekHyun observou o rubor no rosto do amigo. Observou pelo retrovisor o rosto de Kai, que fitava as costas de D.O sem parar.

- Não brinca... Vocês se peg...


- Shhh!!! Gritou KyungSoo completamente envergonhado. BaekHyun estava chocado. Seu amigo hétero estava entrando para seu time. Gargalhava provocando o amigo, que tornou incomodado:


- Parece-me que sua noite também foi boa, Byun BaekHyun...

- Como sabe?

- Essas marcas no seu pescoço me dizem mais que palavras.


“Merda” – pensou. Havia se esquecido de cobrir aquilo.


Os dois riam provocando um ao outro e BaekHyun se virou para trás, dizendo:

- Kai, nem te conheço e já te considero pacas... Você é meu herói!


O outro fitou-o sem entender, enquanto ChanYeol sorria para Baek, impressionado por seu sorriso.


D.O ria nervoso, dando socos no amigo. O carro, onde podiam se ouvir muitas gargalhadas se distanciou daquela estrada, naquela noite fria que marcou o último golpe de ChanYeol e Kai, e o início de uma nova fase para todos.



 

                                                 *** CATCH ME IF YOU CAN ***

6 de Noviembre de 2018 a las 23:02 0 Reporte Insertar 2
Fin

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Sarah M Apenas uma pessoa que ama as palavras e o poder que elas possuem. KPOP, ROCK, ANIME, DORAMA, GAMES, POETRY, HORROR MOVIES, ENGLISH, KIDS EXO - KAISOO "I would prefer not to" - Bartleby the scrivener (Herman Melville)

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