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mrseloi

— Violentamente, angustiantemente inseriram o diabo em mim — com o polegar, o moreno acariciou os lábios voluptuosos da garota. —, e agora, é completamente improvável parar. As lágrimas cristalinas delinearam as bochechas apáticas. — Você gosta de matar? Isso não o torna diferente deles... Sasuke se afastou e logo após suspirou; pensou em se levantar e partir, deixar a estúpida especulação vagar no ar durante a eternidade. Não o fez e aquele fraquejar tornou-o patético. — Existe uma divergência entre nós, senhorita Haruno — o Uchiha franziu o cenho ao observar com desdém o corpo desprezível do assaltante morto à alguns metros dos dois. —, eles são seus pais, maridos, tios e amigos, estão por toda parte como insetos e amanhã, ainda haverá pessoas inocentes assassinadas, crianças, seus filhos. — o timbre da voz rouca ecoou amargurado. — E sabe onde estou, Sakura? Preenchendo a lacuna defeituosa da lei, oferecendo o último veredito a esses seres miseráveis. — Então, Delegado Uchiha, preciso que ofereça a sentença final para um certo alguém.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#mistério #ação #drama #hentai #fanfic #sasusaku #naruto
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First verdict

The last verdict.

First verdict.

Escrito por MrsEloi.

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♡ ☠ ♡

 

O líquido percorreu flamejante por seu esôfago, torceu os lábios em uma careta discreta, depositando o copo vazio de whisky sobre a mesa redonda de vidro.

— Bem-vindo de volta, teme. — Sasuke não interpretou as palavras do amigo com sucesso, afinal, a música alta os impedia de conversar civilizadamente.

— Por qual motivo me trouxe a um lugar tão desprezível, dobe? — o moreno uniu as sobrancelhas negrumes ao franzir o cenho, elevando o tom de voz para ser escutado pelo amigo.

— Konoha não é tão grande quanto parece, então, imaginei que iria se divertir.

— E o que há de divertido em uma boate três estrelas? A cela do presídio me parecia menos entediantes.

— Não seja estúpido, Sasuke, e pior ainda ingrato.

— Hmm.

— Depois do que fez, Kakashi conseguiu lhe tornar Delegado daqui.

— Enviou-me como um peso para uma cidade morta, — suspirou em frustração. — e com você à tiracolo.

— Essa cidade precisa de um juiz. — o loiro se gabou de suas qualidades profissionais mentalmente.

Sasuke estendeu o copo para o garçom servir uma nova rodada de whisky. — O que é aquilo? — cutucou o amigo com o cotovelo, observando o amontoado de homens.

— Soube que daqui alguns minutos terá a apresentação de uma ótima dançarina. — comentou, mordendo a ponta do dedão bronzeado, na tentativa de se lembrar do nome da tão falada mulher.

— São apostas. — explicou o garçom de cabelo ruivo alaranjado, coberto de piercing na face ao depositar a garrafa da bebida na bandeja de cristal.

— E qual o motivo de um amontoado de marmanjos brincarem de jogar dinheiro fora? — ele foi excessivamente grosseiro, no entanto, o homem de traje social e gravata borboleta escarlate não pareceu se importar.

— Ela! — essas foram as últimas palavras que Sasuke pode ouvir antes das luzes do local serem completamente apagadas.

Ele até poderia passar as mãos pelos cabelos negros para conter a surpresa, no entanto, acabou se lembrando que havia sido obrigado a raspar a cabeça e usar pijama alaranjado na penitenciaria.

Lembrou que os quarenta anos se aproximariam em breve e tudo que lhe restava era a lembrança de sua filha morta, uma esposa que o abandonou e também, a forma que desgraçou sua renomada carreira de Delegado, como também, sua vida. Ali se encontrava ele, em uma boate numa madrugada de quinta-feira, com os olhos vidrados nas nádegas mais exorbitantes que já viu.

A música começou.

 

Não me olha assim (não me olha assim)

A mulher permanecia de quatro, de costas para o palco, revelando as pernas torneadas. Os olhos de Sasuke percorreram vagarosamente até os pequenos pés descalços.

Cê sabe que eu não resisto ao seu jeitin, vai

A mulher ergueu o dorso, permanecendo de joelhos, a flanela verde transparente cobriu seu traseiro. O moreno tentou identificar o escrito que descia delineando perfeitamente a linha de sua coluna, no entanto, estava longe demais para conseguir ler. Não percebeu quando ficou de pé.

Hoje eu tô afim (hoje eu tô afim)

O quadril requebrou de um lado para o outro em sintonia com a voz acalentadora do cantor.

Quero te ver descer assim, mas só pra mim

Sasuke permaneceu com os olhos fixos na silhueta singela. Sua boca salivou.

E é claro que ela quer esticar

A mulher saltou, ficando de pé e então, o penteado que prendiam seus fios exoticamente róseos se afrouxou e o moreno acompanhou o minucioso movimento que os fez alcançar a altura de sua cintura. Extraordinariamente rosas.

Ir pra um outro lugar

A rosada rodopiou, ficando de frente para a plateia. Sasuke estava excitado demais para manter os sentidos coerentes. Os seios tiritaram para cima e para baixo, movimentando os cristais em seu sutiã.

Um after particular

Ela ergueu as mãos para o alto, requebrando o quadril com mais ousadia. Seu busto estava coberto por duas delicadas conchas levemente douradas. Ele orou para que elas caíssem dali. Seu membro latejava insuportavelmente no interior de suas pernas.

Não vamos ficar só no olhar

As pequenas mãos percorreram do busto até o abdômen e ela abriu os olhos.

Vai pode dançar

“Porra!”

Sua mente berrou.

Que depois do baile eu vou te levar

Os olhos esmeraldinos pareciam se divertir com toda aquela situação. Sasuke se perguntou mentalmente se aquela mulher tinha a mínima noção no que estava causando nele.

Ok, esse sobe e desce

Ela obedeceu e o moreno sentiu a pulsação entre suas pernas mais uma vez.

Me alivia o estresse

Não resista comigo

Cê sabe bem que acontece

Uou, suíte 37

É claro que eu levo um beck

Traz suas amigas

Porque eu tô com os moleque

Você me olhou

Sasuke contou os intensos cinco segundos que seus olhos se cruzaram. Ela sorriu para ele, unicamente.

E eu logo entendi

Eu vi que nós dois

Ia sair juntos daqui

Fiquei pensando

Bolando um plano

Não acreditei quando vi você dançando, yeah yeah

 Ele gruiu, empurrando todos os corpos que insistiam em atravessar seu caminho. Devia, naquele exato momento, se aliviar no banheiro.

— Ei gato, presta atenção por onde anda. — ele agarrou o pulso da mesma, puxando-a até o seu destino.

Foi então que percebeu o quão insano estava.

Porém, já havia ejaculado dentro da vagina de uma qualquer.

 

(...)

— Ei cara, onde se meteu? — Naruto indagou, sorridente.

— Não te interessa.

— Você me cheira a sexo. — o loiro não poderia perder a oportunidade de debochar do grande e inabalável Uchiha Sasuke.

— Cala a merda dessa boca, minha cabeça está explodindo. — rosnou, procurando ao redor a figura dançante. — Vou procurar um cigarro, você quer?

— Não quero foder com os meus pulmões, já basta o fígado.

Ele se afastou, pensando no quão idiota era por usar cigarro como justificativa para sair daquele lugar entorpecente. Abriu a porta da saída e se sentiu satisfeito por respirar ar fresco e sem poluentes de embriagues.

Praguejou ao perceber a silhueta rosada escorada na caçamba de lixo.

“Achei o maldito cigarro.”

— É novo por aqui? — a voz preguiçosa chamou sua atenção, o impedindo de dar meia volta e retornar para o ambiente poluído.

— Não. — mentiu.

— Nunca te vi na boate.

— Não é meu ambiente favorito.

— Entendi, talvez seja por isso que não participou das apostas. — os olhos delas pareciam mais maliciosos que suas palavras.

— Não faço o tipo que joga dinheiro fora.

Sua ríspida declaração fez com que ela permanecesse em silencio por um determinado tempo.

— Seu amigo não se parece com você. — provocou.

Sasuke arqueou as sobrancelhas, surpreso. Enfiou as mãos no casaco, preparando para sair.

— Não deveria ficar aqui fora sozinha, pode ser perigoso.

— Você é perigoso? — a mulher jogou o cigarro na poça de água, descolando as costas da caçamba; caminhou como uma pantera em sua direção, cautelosa e astuta.

Sasuke deu de ombros. Ela soube que não arrancaria mais nenhuma palavra dele naquela estrelada noite.

— Boa noite, Senhor Uchiha, sinto que a cidade estará mais segura com você delegando por aqui.

Ele não sabia definir qual das declarações o deixava mais perplexo. O fato de ela saber seu nome, ou a afirmação de sua descoberta sobre o novo delegado de Konohagakure.

— Qual o seu nome?

Ela parou de caminhar, entretanto, não fez questão de olhá-lo.

— Não lhe fará diferença descobrir, Senhor Uchiha, já que não frequenta lugares como esse.

Então ela o abandonou ali, um Sasuke atônito e alucinado com o cheiro forte de menta do cigarro e a suavidade essência de cerejeira.

 

(...)

 

Sasuke utilizou as chaves da delegacia para conhecer seu novo ambiente de trabalho.

— Quem está aí? — gritou uma voz, antes que ele acendesse a luz.

Retirou a lanterna do casaco, iluminando o corredor que seguia a voz apavorada.

No interior do corredor estreito, o Uchiha visualizou um rosto desconhecido.

— O que você fez para parar aqui? — perguntou, procurando com os dedos a tomada.

— Amanhã o novo delegado irá me enviar para o presídio.

— Então, você é o meu primeiro brinquedinho? — Sasuke arremessou o próprio corpo na poltrona, repousando as mãos na nuca.

— Idiota, eu estrangulei a garota que eu amava até a morte, pense um minutinho no que farei quando botar as mãos em você. — Sasuke parou para analisar a estatura do homem. Levantou para buscar a ficha dele e voltou a se sentar no mesmo lugar.

— Kidori Win, 38 anos, passagem por agressão da esposa, no entanto, ela retirou a queixa no dia seguinte. Divorciado e agora, acusado por homicídio da farmacêutica Hahn Liny. — o moreno depositou a ficha criminal no escoro de braço. — Provavelmente você tem aproximadamente 1,83 centímetros de altura e pesa cerca de 91 quilos, é careca e seu nariz se assemelha a um donuts. Assassinou uma mulher de vinte e um anos, por ter sido dispensado?

— Qual é a sua, cara? — gritou, chutando as grades. — Me tira daqui ou vaza.

— Eu vim te tirar daqui. — Sasuke se levantou, fuçando o bolso do casaco com os dedos.

— Quem te mandou aqui?

— Está vendo esse clip? Ele vai te tirar daqui. — Sasuke pegou o cadeado com as mãos.

— Cara, seja rápido, alguém pode chegar.

— Se acalme, me certifiquei de que ninguém nos atrapalhasse. Aproxime-se, deixe eu lhe mostrar como abrir um cadeado com um simples clip de segurar papel e anexar avisos.

Sasuke desdobrou o objeto até que ficasse quase em linha reta e com o polegar, acariciou as duas pontas.

O homem se aproximou, curvando-se para enxergar melhor.

— Tivemos sorte, esse está bem pontiagudo. É o ideal.

— Qual a importância da ponta?

O Uchiha enfiou o braço entre as grades, esmagando o topo da garganta do homem com os dedos, com a outra mão, dilacerou a traqueia em linha reta.

— Atingi o meu anel traqueal favorito, agora vamos avaliar se teremos a presença de exsudato, afinal, adoraríamos um caso de Embolia pulmonar.

Sasuke lavou as mãos e esperou o homem agonizar até a morte.

— Que loucura! O homem se suicidou com um clip de papel, vou orientar a minha nova equipe a se certificar que nenhum detento seja restringido com objetos que possa ser usado contra ele mesmo. Eu não esperava uma cena assim no meu primeiro dia de Delegado na pacata Konohagakure, Kakashi. — ele desligou o celular, contendo um sorriso sádico no rosto.

Seus músculos relaxaram ao se escorar no acento da poltrona. Tudo que lhe restava era esperar a equipe de autópsia. Fumar um cigarro parecia o ideal.

 

(...)

 

Ouviu o zumbido do sino ao abrir a porta de madeira do estabelecimento, avisando aos proprietários da entrada de mais um cliente.

— Bom dia, Sr. Delegado. — a mulher cruzou ao seu lado antes que ele pudesse nota-la. Sua última imagem fora um sobretudo negrume e seus encantadores fios rosados estendidos em um rabo alto, antes da porta se fechar. Foi surpreendido mais uma vez.

Procurou pela banqueta mais próxima do balcão e se acomodou.

— Quem é ela? — ousou perguntar para o senhor de cabelos grisalhos. — Um tradicional, sem açúcar.

— Sakura? — o velhote apoiou os cotovelos no balcão, enquanto sua funcionária se adiantou a preparar seu pedido.

— Então esse é o nome dela? — falou mais para si.

— Pobre garota, passou três anos encarcerada em uma clínica de reabilitação psicológica. Desde que voltou, nunca mais foi a mesma.

A mulher de cabelos castanhos serviu-lhe a xícara nívea de café. A fumaça lhe embriagou as narinas.

— E o senhor, quem seria? — o moreno encarou a mulher, de sobrancelhas arqueadas lhe direcionando um olhar acusativo.

— Sou Uchiha Sasuke, o novo delegado de Konoha.

Notou a tensão sobre ele se suavizar, e a garota deu de ombros.

— Uma população pequena, preciso conhece-la minuciosamente bem para exercer meu papel. — mentiu.

— Eu compreendo perfeitamente, Senhor delegado.

Sasuke retirou a carteira do bolso traseiro da calça, depositando uma quantia maior sobre o balcão, sem ao menos tocar na xícara de café.

— Pode ficar com o troco.

— Ela é a veterinária da cidade. — o velho gritou.

Sasuke sorriu e assim, se retirou.

Estava ansioso para descobrir mais sobre a vida daquela imperscrutável mulher.

Dirigiu até a delegacia, cumprimentando seus novos companheiros de trabalho sem muita empolgação. Adentrou na sua nova sala, pequena, porém, confortável. Empurrou a lixeira com os pés e jogou dentro dela o jarro de flores, torcendo o nariz com entojo.

Sentou-se na cadeira macia, sentindo-a engolir seu corpo. Levantou a tela do notebook e gemeu em satisfação ao confirmar o recebimento da ficha completa de Haruno Sakura.

Há exatamente três anos atrás, em uma fatídica noite de sexta-feira 13, teve o pai cruelmente assassinado à tiros, a mãe espancada, no qual encontra-se em estado de coma até a atualidade e, seu corpo fora encontrado em uma lamúria sangrenta, coberto de hematomas e indícios de abuso sexual; o corpo de delito confirmou indicativo de estupros consecutivos. Sakura entrou em estado de depressão profunda, automutilação e tentativas constantes de suicídio. Aparentemente, a família fora vítima de sequestro em cárcere privado na própria residência durante aproximadamente duas semanas seguidas de tortura física e psicológica. Não há indício inicial de suspeito, pois a vítima conscientemente estável nunca revelou o nome ou características do criminoso. Único relato da vítima, fora a mesma frase repetida durante um ano em monotonia: “Você é uma menina má, não eu. Lembre-se que você começou tudo isso.”.

Ficha criminosa: atualmente postergada.

Sasuke se levantou, aproximando-se da janela, seus dedos envolveram um cigarro e ele sorriu, sorriso esse que ele não esboçava há anos. Tragou a fumaça até ser totalmente envolvido pela brisa maçante da ira e libido.

5 de Noviembre de 2018 a las 16:33 0 Reporte Insertar 0
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