A Espera Seguir historia

amarini Arlene Mello

Elorá, Elorá, Elorá.... " Que diabo de nome era Elorá?" Um certo dia de inverno, quando a neve caía e pintava o jardim de branco, Lorenzo despediu-se da menina por quem se apaixonara. Ela não ouviu, não escutou seu discurso, não escutou uma só palavra do que ele disse. Mas, quando Lorenzo foi embora, ela chorou. Elorá era um sonho vivo. .................................................... Um conto clichê sobre as linhas descontínuas da imaginação e do amor. Onde um rapaz recebe uma segunda chance de viver ao lado do seu grande amor.


Cuento Todo público.

#ficção #258 #morte #conto #angel
Cuento corto
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Capítulo Único

I


Lorenzo Fiorani acordou naquela manhã de domingo transmutado em um quarto que não era seu, com uma família que não era a sua e em um corpo que não era seu. Ele não notou isso nos primeiros segundos. Sua existência só começou a ser questionada no momento em que ele, ainda desnorteado pelo sono, encarou seu reflexo no espelho. Mas, antes de contar-lhes esta parte, é preciso dizer que ele acordou exatamente como em todos os outros dias. Relutou em levantar-se da cama e caminhou, arrastando os pés pelo assoalho de madeira pelo corredor até chegar ao banheiro. Não havia nada de incomum, certo? Errado.

De algum jeito, o trajeto parecia familiar. Familiar demais para paredes e pisos tão desconhecidos. Ele não reconhecia o curto corredor e a cor branca das portas. Não reconhecia seus próprios pés. Merda!

E então ele viu.

Ele viu, ao encarar seu reflexo distorcido, viu não a si mesmo ,mas sim uma garota. Uma mulher. Ou era uma menina? Uma jovem... Não era Lorenzo, mas ele estava ali. Desviou o olhar para suas mãos e movimentou seu corpo como se dançasse uma música descompassada. Lorenzo estava no corpo de uma garota. O que se seguiu, é claro, foi o mais puro pânico, seguido de histeria e negação.

E, assim que achou que as coisas não poderiam piorar, Lorenzo deparou-se com outros problemas. O que poderia ser maior do que acordar no corpo de outra pessoa? A resposta era bem simples. Não era somente o corpo metamorfoseado, mas, sim, toda aquela vida ao seu redor. Nada daquilo lhe pertencia. A casa, os móveis, a mulher estranha e assustada que invadiu o banheiro às pressas — tentando entender o que houve com sua filha que a fez gritar. A resposta, é claro, jamais veio. Lorenzo permaneceu calado, observando a mulher se afastar ao constatar-se que nada terrível havia acontecido. Ele — ou seria melhor dizer ela? — suspirou. Nada daquilo era seu. Não era somente o corpo de outra pessoa, mas outra vida. Uma completamente diferente da sua. O que, no final, não importou tanto assim. Aos poucos, Lorenzo afundou-se tanto nessa vida estranha que esqueceu-se da sua.

Os dias foram se passando e ele descobriu que agora era Elorá. Um nome peculiar. "Que diabo de nome era Elorá?" Pensou. No início, Lorenzo, ou melhor, Elorá... estava na fase da negação. O primeiro passo para o desespero. A verdade é que aquilo tudo era tão bizarro que o aterrorizava. Tinha ilusões de que estava imerso em seus sonhos. Preferiu acreditar nisso. Talvez, realmente estivesse em um, não saberia dizer a diferença mesmo que soubesse.

Meses depois, tentando se ajustar a essa nova vida — que agora era dele. Lorenzo descobriu mais coisas sobre Elorá. Seu corpo possuía reflexos automáticos e refletia ações involuntárias. Às vezes, não era ele quem controlava suas ações, era como se ele estivesse preso dentro dela. Vendo o que ela via. Ouvindo o que ela ouvia. Vivendo o mundo pelos olhos de Elorá. E Lorenzo aprendeu tanto! Ele se sentia grato. Conheceu a visão dela, conheceu os lugares por onde ela passou, conheceu suas dores e lembranças.

Ele aprendeu tudo sobre a menina. Coisas que gosta e não gosta. Aprendeu que ela nasceu no dia 10 de setembro; mas sempre detestou suas próprias festas de aniversário. Quando completou 12 anos, Elorá decidiu comemorar sozinha todos os aniversários depois deste. Mas, ela nunca estava realmente sozinha. Lorenzo descobriu também que ela tinha três amigas. E, mesmo com todo o esforço do mundo, ele jamais conseguiu decorar seus nomes, então inventou novos. Chamava-as de sardinha, lula molusco e bolinha de queijo.

Lorenzo descobriu o porquê do nome "Elorá" e, no final das contas, acabou por gostar da peculiaridade. Ela tinha esse nome devido à sua bisavó, que sempre quis conhecer a criança, mas faleceu antes mesmo de seu nascimento. Em homenagem à senhora, Thereza nomeou a filha depois dela. Elorá. Lorenzo gostava desse nome, pois não conhecia ninguém que o tivesse. Era único. Assim como sua Elorá. Outras coisas ele também aprendeu, como; manias, qualidades, defeitos e hábitos. No final, percebeu que ele e Elorá estavam dividindo um só ser. Estavam se adaptando com a presença um do outro. E ele estava tão preso quanto ela. A menina se transformou em um anjo para Lorenzo. Ele entendeu que estava vivendo em segredo, escondido. Essa parte o incomodava, mas ela nunca o deixava pensar nisso por muito tempo. Era como se ela soubesse exatamente o que ele sentia e o que pensava. Ainda que não soubesse de sua existência dentro dela.

No último dia de inverno, quando a neve caía e pintava o jardim de branco, Lorenzo despediu-se da menina por quem se apaixonara tão perdidamente de forma tão inusitada. Ela não ouviu. Não escutou seu discurso, nem mesmo uma só palavra; mas quando Lorenzo foi embora, ela chorou. Nenhum dos dois sabia o porquê, afinal, ele nunca esteve ali de verdade.

Um dia, exatamente como o primeiro, ele acordou subitamente e se viu como ele costumava ser antes de Elorá existir. Se viu novamente em seu corpo, como Lorenzo Fiorani outra vez. Suas mãos suaram e ele sentiu um vento gelado percorrer por sua espinha. Olhou para os lados, ansioso, procurando em volta alguma resposta. O piso, o teto e as luminárias não eram os mesmos. Lorenzo sentiu um aperto no peito e, naquele instante, o ar estava denso demais para respirar com tranquilidade. O pânico que sentiu ao pensar na possibilidade de nunca mais poder vê-la era indescritível.

E tudo transformou-se em escuridão.

Todos os dias, durante os 365 dias do ano, ele permaneceu coexistindo no corpo daquela curiosa garota, que uma vez foi estranha e, agora, era tudo pra ele. Lorenzo sentia o que ela sentia e muito além. Vivia com ela e por ela. Ah... Ver aquele sorriso se acender nos lábios dela! Iluminando todo o seu rosto, provocava uma corrente de energia nele. Queria poder toca-la. Quando sofria e chorava, ele desejava abraça-la. Desejava ser real.

Desejava existir.


II


Numa tarde desconhecida de verão, o sol alpino do meio dia queimava sua cabeça. O calor estava insuportável. Sentia o suor pingar por sua testa, esta que doía intensamente como se houvesse levado uma martelada. Estirado na areia, com o vento batendo em seus cabelos, Lorenzo acordou numa praia totalmente deserta. Tentou, com dificuldade, concentrar o olhar em algo ao seu redor; mas não havia nada além de dunas de areia e a imensidão da água se estendendo diante dele. Tentou se levantar e, sem sucesso, caiu no chão. Não muitos segundos depois, risos abafados chegaram aos seus ouvidos. E, a contragosto, ele se ergueu para achar o dono daquela risada.

Uma silhueta vestida em preto estava em pé. Ela o encarava. O manto, que cobria todo o corpo da figura humana, deixava somente as mãos à mostra. Mãos pálidas, com unhas vermelhas, longas e pontiagudas. Seu rosto também estava coberto, no entanto, era possível enxergar um brilho intenso por de trás dos olhos.

— Pareceu-me que estava morrendo, Lorenzo. — ele escutou a sombra dizer. A voz era fina e melodiosa como a de uma mulher, mas o olhar era feroz como os olhos de um leão faminto. E ardiam como brasas. — Devo entender isso como uma desistência?

Lorenzo tossiu, sem entender.

— Não posso desistir de algo que desconheço a existência.

— Palavras de um tolo, pois somente estes negam a desistência óbvia. Não lhe resta muito, por que ainda insiste?

— Eu não entendo — Lorenzo deixou escapar um sorriso. Aquilo deveria fazer algum sentido para ele? Jamais saberia. Ele suspirou. — Quem é você?

— Não importa. Tenho muitos nomes, alguns me chamam de anjo e outros não são tão gentis.

— Se não há importância, por que não me diz?

A criatura coberta pelo manto desapareceu, deixando Lorenzo boquiaberto. E, em menos de um segundo, sua visão ficou turva e tudo chacoalhou. Ele ouviu gritos distantes, som de água correndo, passos e metais se chocando. Por um minuto. Exatos 60 segundos. Tudo permaneceu em silêncio e, no escuro, ele tentava lembrar. Lembrar de um nome importante. Qual era o nome?

E então ele ouviu, a mesma voz, sussurrando na escuridão:

— Não faça eu me arrepender de minha decisão.


III


Novamente, ele acordou. Olhou para baixo e para os lados, era Lorenzo Fiorani mais uma vez. Mas, algo o incomodava. Parte dele achava que tudo aquilo não passou de um sonho. Era a única explicação plausível. Outra vez, ao olhar para o espelho, encontrou seus olhos escuros, barba por fazer e o cabelo vermelho.

Elorá não passou de um sonho.

Com o coração pesado, cheio de decepção e, talvez, um pouco amargurado, Lorenzo vestiu-se e saiu. Não conseguia pensar em nada que não fosse sua Elorá. Enquanto andava pelas ruas, Lorenzo procurava em cada rosto, de cada uma das mulheres que passavam em sua frente, vestígios de que Elorá fora real. Ele visitava os lugares que ela visitava, seguia seus passos e toda a sua rotina na esperança de encontrá-la. Era idiota. Se apaixonou por um sonho. Uma pura e perfeita ilusão. Linhas descontínuas de informação geradas aleatoriamente, sem nenhum sentido. Lorenzo se apaixonou pelo inexistente. Burro, burro, burro!

No entanto, aquela voz, continuava ecoando em sua mente, como uma condenação... um aviso... uma esperança! Seria aquela figura medonha tão real quando os sonhos? Seria mesmo um anjo? Ou, um demônio. Ainda ouvia sua voz sussurrar...

— Está próximo, Lorenzo...

Ele não conseguiu dormir depois disso. Passou-se mais alguns dias, indeterminados e sem importância. E não houve um só momento que deixasse de pensar na menina. Embora, nunca mais ela tivesse conseguido invadir seus sonhos daquela maneira outra vez.

Foi tudo tão real!


IV


Naquela manhã comum de outono, quando a brisa fria apresentava-se — de certa forma — aconchegante. Ao caminhar pelas ruas com seus amigos, Lorenzo decidiu ir à uma livraria. Os outros estranharam e seguiram seu caminho, deixando Lorenzo sozinho em frente a loja de livros. Ele caminhou para a seção de romance e, sentada no chão do corredor, havia uma menina chorando.

— Deve ser um péssimo livro. — ele disse, sentando ao lado da jovem. Não conseguia ver seu rosto, já que a menina estava com o livro grosso grudado no nariz.

— Na verdade, não é do livro que estou chorando. — respondeu ela, com uma voz melodiosa. Uma que ele conhecia.

— E por que uma mocinha tão linda está chorando? — ele perguntou, enxugando as lágrimas da criança. Não parecia ter mais de seis anos de idade. O cabelo dela descia como cachos de ouro por cima dos ombros.

Uma mulher passou pelo corredor e esbarrou em Lorenzo.

— Camila, por onde esteve? Te procurei por toda a loja! Vamos, mamãe está esperando.

Ao notar a reação da criança, Lorenzo imagina que a mulher seja sua irmã mais velha. Ao fita-la, ambos congelaram. As lembranças de um sonho vivo voltaram e os atingiram como um choque. Era ela.

— Elorá?

— Você sabe meu nome — ela sorriu e Lorenzo desejou que ela sorrisse pra sempre —, como?

— Ah, bom... Eu adivinhei... — disse incerto, coçando a cabeça.

— Não acredito em você.

Claro que não acredita.

Camila já não estava mais chorando. O silêncio tornou-se constrangedor para os dois. Elorá apressou sua irmã e Lorenzo sentiu seu estômago fervilhar. Ela estava prestes a ir embora mais uma vez. Elorá puxou Camila pelo braço e guardou o livro que a criança segurava na prateleira. O amor de sua vida e, literalmente, a mulher que assombrou seus sonhos, estava agora diante de seus olhos, indo embora. Ele não podia deixar isso acontecer. Lorenzo segurou seu braço e virou-a para si. Camila aproveitou a oportunidade e se desvencilhou dos dedos frágeis de sua irmã. Mas, ao contrário do que se pense, ela não fugiu outra vez. Permaneceu ali, observando a cena.

— Sei que, muito provavelmente, posso estar parecendo um completo maluco, mas eu conheço você... — ela o encarou, assustada. — Eu sei que coloca avelã no seu chocolate quente, sei que tem alergia à nozes, mas que sempre come uma ou duas no natal. E isso causa sempre uma briga entre você e sua mãe por sua teimosia. — O olhar da menina agora passou de assustado para completa incompreensão. Sei que guarda um potinho de vidro na primeira gaveta de sua escrivaninha e, dentro dele, coloca pequenas conchas que pega na praia... Estou soando como um louco agora, mas...

— Não, não está. — E, para a surpresa de Lorenzo, foi Camila quem respondeu. Sua voz não se pareceu nada com a voz de uma menininha assustada.

Todos em volta estavam petrificados, com a exceção de Lorenzo e Camila. A criança, que antes parecia um anjo querubim, transformou-se na figura sombria coberta pelo manto negro. Os olhos, antes castanhos, estavam avermelhados agora. E seu rosto estava sério. Lorenzo sentiu raiva. Uma lágrima escorreu de seus olhos, queimando sua bochecha.

— O que quer dizer isso? — perguntou o rapaz, exasperado, jogando os braços contra o corpo. — Por que tá fazendo isso?

— Por que você continua um tolo? Por que insiste?

Foi tudo o que a figura disse antes de desaparecer. Lorenzo sentiu o chão tremer enquanto Elorá desaparecia diante de seus olhos. Não via mais o cabelo loiro, as bochechas rosadas, os olhos claros e o sorriso que o encantara. Sem conseguir dizer mais nada, tudo ao seu redor desabou. Para onde? Ele não sabia, mas caiu também. Caiu eternamente. E, durante a queda, disse a ele mesmo: " Elorá nunca existiu". O limbo era frio e assustador. Estava sozinho na escuridão. E permaneceu lá por mais tempo que se permitiu contar, sentindo muito mais do que somente o vazio.

E então ele ouviu:

Lorenzo...

Era a voz dela. Ela sabia seu nome. Lorenzo. Nunca pareceu tão melodioso saindo dos lábios de alguém quanto soava quando dito por ela. No entanto, alguma parte dele não conseguia mais. Não aguentaria mais uma decepção. Não aguentaria mais uma tentativa falha... Ela não existia mais para ele... e nem ele para ela. Uma parte dele sabia totalmente disso, não poderia acreditar numa mentira para sempre. Mas, a outra parte era fraca demais para resistir aos desejos de um coração apaixonado. Então, cedeu, pois a vontade de reencontrá-la era maior. 


V


Era 10 de setembro mais uma vez.

No quarto andar de um prédio alto, no quarto 446A, estava um homem deitado em uma cama hospitalar e uma mulher sentada em uma cadeira ao seu lado. A janela do quarto estava aberta e a televisão desligada. A mulher, de cabelos pretos e de vestido florido, estava lendo um livro sobre gestação e maternidade. Aparentava ter uns 20 anos e sua barriga estava enorme. Grávida. Todos os dias ela acordava, tomava seu café da manhã, saía para o trabalho e depois vinha visitar seu marido. Bom, na verdade, era seu noivo. Não chegaram a se casar. Lorenzo sofreu um acidente de carro e teve traumatismo craniano duas semanas antes do casamento. Após a cirurgia, os médicos o submeteram ao coma induzido e, todos os dias, a noiva ia visitá-lo na esperança de que ele acordasse. Ela ainda não tinha escolhido o nome do bebê, queria que ele a ajudasse com isso. Afinal, era uma pauta que sempre gerou muita discussão.

E, naquele mesmo dia, 10 de setembro, ele acordou. Pela primeira vez em cinco meses, os olhos de Lorenzo se abriram. Ele não conseguiu falar e muito menos se mexer. Quando os médicos entraram às pressas e pediram para que Lorenzo tentasse mover os dedos das mãos e dos pés, ele não sabia se tinha conseguido. Não sabia se havia entendido o pedido com coesão. Não conseguia ouvir tudo com clareza, mas ao olhar para a mulher que estava de pé e chorando ao seu lado, ainda sonolento e sem forças, ele sorriu. O cabelo estava diferente, mas era ela. Era sua Elorá .

Mais tarde, ao acordar de um cochilo, percorrendo os olhos pelo quarto — quando o silêncio já havia se instaurado novamente —, ele encontrou um bilhete de sua amada colado em sua vestimenta. Suspirou aliviado. Dessa vez, era real. No entanto, antes de relaxar completamente, ao desviar o olhar para a porta, ele viu a figura negra mais uma vez.

Ela se aproximou e Lorenzo prendeu a respiração. Era a primeira vez que via seu rosto descoberto. Era belíssimo. Angelical e terno. E ainda assim ele se recolheu.

— Não tenha medo, Lorenzo. — a voz disse, como uma mãe protetora. — Já descobriu o que sou?

— Não. — ele disse e se arrependeu logo em seguida, adicionando: Alguém que sente prazer em brincar comigo?

Ela riu.

— Alguém que lhe deu uma segunda chance. E a última. Não faça eu arrepender de minha decisão, Lorenzo. Espero que tenha aprendido a lição.

O vulto desapareceu e as lembranças o atingiram como um tiro.

E então entendeu. Ele não costumava ser para ela o que desejava ser.

Enquanto estava em coma, dentro de suas linhas descontínuas de informação, pairando no subconsciente e vagando nos sonhos, Lorenzo descobriu o que poderia ter sido e nunca foi. Descobriu o valor que nunca lhe deu. Descobriu o amor que nunca valorizou. Redescobriu a menina por trás das dores que, por tantos anos, carregou. Elorá sempre foi exatamente daquele jeito. Seu anjo. No entanto, ele nunca a tratou como tal. E foi para ela nada além de ordinário. E, à beira da morte, Elorá o salvou. Não da morte em si. Mas, sim de seu limbo, de sua desistência. Ele queria continuar com ela e por ela.

E continuou.


22 de Octubre de 2018 a las 20:06 0 Reporte Insertar 2
Fin

Conoce al autor

Arlene Mello " Somos todos homens, Em nossas pr�prias naturezas fr�geis, E sujeitos � nossa carne; poucos s�o anjos."  William Shakespeare. O que dizer sobre ela? Ela que preenche tanto os nosso dias que chegamos a trata-la com desd�m. A tratamos como ordin�ria. Obsoleta. Ela � a poesia, a arte do o dia a dia. Literatura � uma das minhas grandes paix�es e, �s vezes, me aventuro a escrever algumas coisas.

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