Asas Destinadas Seguir historia

aghy Aghata Monteiro

Max Takeshi sempre teve que conviver com problemas herdados de sua mãe, falecida após o parto. Mal sabe ele que seus "problemas" podem ser controlados quando sua verdadeira natureza for descoberta. Max e seus novos amigos, também com problemas de controle, precisam aprender a controlar suas habilidades em um colégio para pessoas um pouco... diferentes. Segredos e mentiras são os pilares sustentadores desse colégio. Ninguém é imune aos perigos ocultos dentro das paredes e de si mesmos. A cada dia que se passa, Max chega mais perto de revelar o verdadeiro começo de tudo... E o fim daqueles que o cercam. OBG: Essa estória, como todas as outras que escrevo aqui, também estão publicadas no spirit fanfiction, e recomendo que vejam por lá a estoria para poderem ver as imagens de cada cap, alem das fichas de personagens para entender com maior facilidade quem é quem, como são os personagens e acompanhar a historia de cada um sem se perder. Porque são TRÊS FUKING ESCRITORES NESSA ESTORIA LOCA! TEM TANTO PERSONAGEM QUE TA QUASE VIRANDO HOMESTUCK!


Romance Romance adulto joven Sólo para mayores de 18.

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Um dia de cada vez

--(28/01/2018 02:30 PM) Cidade de Magara, Japão --

Max Takeshi

Eu estava abrindo algumas caixas, sozinho, em meu novo quarto. Meu pai havia sido transferido de seu trabalho anterior, nos Estados Unidos para esse novo, em uma cidadezinha japonesa.
Mesmo que a mudança drástica de ambiente não me afetasse realmente, fiquei feliz por ele.
Com o apoio constante de meu pai sobre o conhecimento de minha "cultura materna", aprendi japonês desde pequeno, eliminando qualquer problema de comunicação que essa mudança repentina poderia trazer.
Minha mãe, que Deus a tenha, era Japonesa, de acordo com as palavras de meu pai, e segundo ele, uma mulher linda e gentil. Ela morreu durante meu nascimento. Portanto meu pai sempre foi muito presente em minha vida.

Escuto batidas na porta, quebrando minha espiral de pensamentos.

Pai: Max?

Max: Pode entrar pai.

Meu pai abre a porta e anda até minha recém montada cama, se sentando ao meu lado

Pai: Como você está?

- Bem... só arrumando algumas outras coisas

Pai: Não Max, sobre os seus sonhos.

- Foi o mesmo de ontem

Pai: A sala com os quadros?

- Uhum.

Meu pai, sempre preocupado com minha saúde mental. Eu havia herdado de minha mãe problemas com alucinações, além de uma estranha inabilidade de enxergar cores, estranhamente os únicos momentos nos quais eu era capaz de enxergar as cores eram em meus sonhos ou em minhas alucinações.
Meu pai quebrou o silêncio, mudando de assunto.

Pai: as aulas começam em fevereiro. Ouvi dizer que tem um colégio não muito longe daqui

- Uhum, não se preocupa, eu vou continuar indo pra escola

Ele então se levanta, caminhando em minha direção e colocando uma mão em meu ombro como um gesto confortante.

Pai: porque não dá uma pausa na mudança? Vai andar um pouco pelo centro, esfriar a cabeça

- Okay, porque não

Pai: só não volte muito tarde

Disse meu pai enquanto eu procurava meu casaco e meus sapatos.
Indo em direção ao centro da cidade, começo a olhar em volta para o mundo preto e branco. Andar e observar sempre foi meio sem graça pra mim, sem conseguir enxergar cores tudo que me resta é imaginar.
A única parte de minha vida que não é como um filme em preto e branco é nas ocasiões em que minha temidas alucinações se fazem presentes.
Pessoas com asas, como se fossem anjos, com chifres, orelhas de bicho e cauda, vez ou outra pessoas com partes de peixe, como se fossem sereias andando em terra firme.
De acordo com meu pai, minha mãe tinha o mesmo problema. Ele repete essa frase constantemente, como que para me consolar. Mesmo que essas tentativas sejam, em sua maioria, falhas, não é ruim saber disso, é como se eu me aproximasse de uma parte de minha mãe, mesmo que nunca tenho chegado a conhecê-la.
Vago sem rumo pelo pequeno centro da cidade, me sentando em um banco no centro de uma praça de cerejeiras, onde não haviam muitas pessoas por perto. Apesar de não conseguir ver a verdadeira cor das flores, elas ainda são bonitas. Imagino o quão mais bonitas elas seriam sem esse filtro cinza permanente.
Fico sentado por um tempo, observando as pessoas passarem por mim, cada uma com sua própria vida, seus próprios problemas, sua própria versão de um mundo em preto e branco. Não sei dizer por quanto tempo permaneci sentado, num estupor infinito, pensamentos indo e vindo de minha cabeça, até que resolvi voltar pra casa.

Sophia Riche

EU TO ATRASADA!! Como foi que consegui perder a hora desse jeito? A professora vai me matar!
Correndo desesperada, com esperanças de chegar logo na mansão Quíron, recebo uma mensagem. É Gaia, louca se perguntando onde é que eu estou. No meu frenesi, tentando responder a mensagem de Gaia, fechar o zíper da bolsa e correr na direção certa ao mesmo tempo, acabo esbarrando em alguém e caindo de cara no chão.

- Ai, Desculpa cara foi mal

Eu digo rapidamente antes de olhar para a pessoa em quem esbarrei. Era um menino. Cabelos e olhos castanhos, vestido de preto da cabeça aos pés. Minha Deusa, parecia que tinha acabado de sair de um funeral. Antes que ele pudesse sequer pensar em responder, me levanto e saio correndo, estou atrasada no final das contas, e Gaia deixou mais uma mensagem.

Max Takeshi

Mas o que foi isso? Ao olhar pra baixo vejo um livro de capa dura. " As origens das criaturas místicas". A garota com a qual esbarrei deve ter deixado cair quando saiu correndo.
Olhei por dentro a procura de um nome ou número de telefone. Estava ainda um pouco abalado pela alucinação que me pegou de surpresa assim que olhei no rosto da garota. Um terceiro olho, brilhando bem no meio de sua testa. Nunca tinha visto nada parecido, nem mesmo em alucinações passadas.
Desisti de tentar olhar o livro no meio da rua, ia dar um jeito de devolver depois que chegasse em casa e conseguisse respirar direito novamente.

Chegando em casa, logo reparo que meu pai não está. Ele deixou um bilhete na geladeira, avisando que tinha apenas saído para ir ao mercado, e mais tarde, para um visita a empresa na qual trabalharia daqui em diante.
Sem muitas cerimônias, apenas larguei meu casaco junto de meus sapatos em um canto, trancando a porta de meu quarto antes de me jogar na cama com o livro em mãos.

Folheando o livro, percebi que além de capítulos com textos e anotações, haviam exercícios e atividades, como as de uma apostila escolar. Cada capítulo tratava de uma região diferente do planeta e descrevia criaturas mitológicas, como se elas realmente existissem. Aos meus olhos parecia uma piada. Encontrei uma página com as informações da dona.

Aluna: Sophia Riche. Não havia um endereço, mas sim um número de celular.

Tentei ligar para o número escrito, mas ninguém atendeu. Resolvi deixar uma mensagem avisando que eu estava com o livro e perguntando como poderia devolvê-lo.
Admito que fiquei curioso sobre o porquê de existir uma apostila sobre contos, contando com o fato de que eles não existem. Aquele livro tratava assunto de uma maneira bem mais séria do que qualquer livro de mitologia.
Fiquei encantado com o livro, resolvendo lê-lo novamente e examinar os exercícios feitos. Na última página achei uma pequena anotação, escrita em caneta com a mesma caligrafia do resto da apostila.

"Amanhã as 4:30, aula prática sobre luta greco-romana no campo de vôos, com a professora Cirene Angel. Chegar antes das 4 para instruções teóricas."

Então esse era o motivo da pressa. Já eram quase cinco e meia quando cheguei em casa, então deviam ser mais ou menos cinco horas quando ela esbarrou comigo na calçada.
Ao fechar o livro novamente, notei uma pequena anotação na contracapa. Um link, aparentemente "para mais informações".
Pegando meu notebook no pé da cama, digitei o link. A página era sobre uma escola, aparentemente chamada "Mansão Quíron", com a aparência de um colégio interno. Anotei o endereço em um bloco de notas. Caso Sophia não respondesse, eu poderia ir até essa escola e deixar o livro com alguém.
Pesquisando sobre o endereço, descobri que era bem longe do centro da cidade. Eu teria que pegar dois trens pra chegar na parte mais rural da cidade, e depois aparentemente andar mais uma parte do caminho.
Toda essa história me deixou cansado, então resolvi ir tomar um banho e ir dormir, mesmo ainda sendo bem cedo, as vezes o horário ajudava a amenizar a intensidade de meus pesadelos.

21 de Octubre de 2018 a las 03:39 0 Reporte Insertar 0
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