Aquela que não podia amar Seguir historia

mliang Feng Min

Natan, um professor universitário se apaixona por Rubi, uma das garotas de programa mais ricas e cobiçadas da cidade de São Paulo. Após muita, Rubi também se apaixona pelo professor, mas se julga indigna pelo fato e ser uma prostituta. Mesmo assim Natan lutará contra o preconceito para poder viver essa história de amor. ✓ Arte da capa: Aykut Aydogdu


Romance Suspenso romántico Todo público.

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Um

A última vez que estive em São Paulo foi quando eu tinha por volta de dez anos, mas apenas para uma visita a uns parentes.

Já a segunda vez era praticamente para ficar. Meu primo Afonso havia conseguido um emprego para mim como professor de Criminalística em uma universidade particular localizada na capital paulista. Quando o avião sobrevoava a cidade fiquei encantado com a vista de cima, naquele momento senti que ter deixado Mato Grosso de Sul valeu a pena, assim eu esperava.

Afonso não perdeu tempo e logo me levou em alguns pontos turísticos de São Paulo. Começamos a andar pela Avenida Paulista e pude ver a variedade de pessoas que passavam por ali. Empresários de todos os ramos possíveis da indústria e comércio e trabalhadores de todos os tipos passavam por aquelas calçadas, indo e vindo. Uns com muita pressa e outros que caminhavam vagarosamente observando, apontando e fotografando cada detalhe dos edifícios que compunham aquela avenida.

Paramos em frente a um violinista que tocava com muita destreza uma música popular. Quando ele terminou de tocar fiz questão de aplaudir e colocar algumas moedas no case onde ele carregava o violino.

- Difícil achar alguém que aprecie tanto um músico de rua tocar. – disse Afonso

- Sempre admirei essas pessoas que fazem tais trabalhos – respondi – eles merecem mais gratificação e reconhecimento.

Meu primo apenas sorriu e disse:

- Você deve conhecer essa avenida à noite.

- Por quê?

- Ah, meu primo, você verá uma grande variedade de pessoas, de baladas...

- Já ouvi falar sobre isso pela TV. Deve ser interessante.

- Temos que marcar uma noite para vir aqui. – Afonso falou com grande empolgação.

Minha tia Margarida já havia me falado sobre os gostos que meu primo tinha como as noites paulistanas agitadas. Não vou negar que tenho curiosidade em conhecer essa agitação noturna, mas penso que não fui feito para tal vida.

A vida que eu tinha antes de vir para São Paulo era mais tranquila. Era de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Não havia muitos divertimentos naquele lugar e foi Afonso que me convenceu de vir para a capital paulista. Tive muito trabalho para convencer minha mãe para tomar essa decisão de deixar Campo Grande, mas consegui tal feito.

O que mais queria naquele momento era descansar. Já era sexta e eu iria começar meu novo trabalho na segunda-feira. Mas quem disse que Afonso me deixou sossegado.

- Vou deixar você descansar por hoje – disse Afonso – mas amanhã iremos a uma peça de teatro muito boa. Já comprei até os ingressos.

- Ah primo – eu falei – Não precisava disso!

- Claro que precisa! Não vejo nada melhor do que te levar a uma peça. Tenho certeza que lá em Campo Grande nem teatro tem.

- Não zombe de mim! Sou caipira, mas não tanto!

Afonso deu uma gargalhada fazendo com que os transeuntes olhassem para ele.

- Você gosta mesmo é de passar vergonha. – falei

- Isso não importa! A maior conquista que consegui hoje é te convencer a te levar ao teatro.

A noite de sábado havia chegado mais rápido do que eu esperava. Logo chegamos ao teatro, que estava bem cheio, penso que era pelo elenco. Não conhecia todos, mas por ter tal quantidade de espectadores, eles eram bem talentosos.

Enquanto sentávamos nos nossos lugares, Afonso puxou-me pela manga da camisa e disse olhando para frente:

- Está vendo aquela moça entrando naquela fileira de cadeiras logo a frente?

- Tem várias, Afonso!

- Aquela de vestido colado cor vinho.

Comecei a estudar o local quando eu havia me acomodado e pude ver a tal moça que Afonso me falara.

-Que tem californianas loiras? – perguntei.

- Essa mesma!

Não conseguia ver seu rosto, mas posso dizer que ela tinha belo corpo evidenciado pelo vestido que usava estilo tubo até os joelhos. Os cabelos eram um pouco abaixo dos ombros e ela segurava uma pequena bolsa em sua mão.

- Quem é? – perguntei curioso.

- Se chama Rubi. Moça educada e que tem bom gosto. Posso te apresentar depois da peça, se quiser.

- Não vai me custar nada. – eu disse dando de ombros.

A peça era uma comédia romântica bem divertida. Dei muitas risadas, mas as minhas foram abafadas pelas de Afonso. Eu praticamente ria de suas risadas. Só havia assistido algo assim pela televisão e posso dizer: é bem mais divertido você assistir ao vivo. Sempre me questionei como os atores conseguem decorar textos tão grandes e quando os executam falam sem errar. Decerto é um dom.

Quando o espetáculo terminou logo me levantei para ir embora quando Afonso e puxou pela manga da minha camisa e disse levantando-se:

- Não vai esperar?

Logo me lembrei de que meu primo iria apresentar sua amiga. Soltei um “é mesmo” um pouco sem graça e fomos onde a moça estava. Descemos algumas fileiras, se não fosse Afonso chama-la ela já teria ido embora.

Rubi veio ao nosso encontro com um sorriso com um sorriso não muito agradável. Eu já tinha visto seu rosto em algum lugar, mas não me recordava onde. Seu perfume adocicado chegava a ser inebriante, seus lábios carnudos pintados de vermelho fazia jus ao nome e seus olhos esverdeados, como as folhas da aroeira, estavam fixados em mim.

- Faz tempo que não nos vemos Afonso. – Rubi disse com a voz aveludada.

- Eu sabia que te encontraria aqui – falou Afonso.

- E quem é este que está com você?

- Este é Natan Porto – meu primo pousou a mão em meu ombro esquerdo – um primo que morava no Mato Grosso do Sul e veio morar aqui.

- Seja bem vindo a Paulicéia desvairada! – disse Rubi estendendo os braços sem largar sua pequena bolsa.

- Então você gosta de Mario de Andrade. – falei mostrando interesse.

- Sempre gostei dos seus poemas! Mesmo depois do ensino médio nunca deixei de ler as obras da literatura brasileira antiga.

Afonso entrou na conversa com outro assunto.

- Tem algum compromisso hoje, Rubi?

Ela me olhou mordendo os lábios e voltou seu olhar para Afonso dizendo:

- Hoje tenho um compromisso depois daqui. Mas você sabe onde moro, não é?

- Ah Rubi, é um pouco complicado...

- Apenas para tomar um chá! Não vai lhe tirar um pedaço.

- Prometo que vou pensar com carinho – respondeu meu primo com um sorriso empolgado.

Saímos do teatro calados. Um monte de perguntas surgiu em minha mente sobre essa moça que acabamos de conhecer. Pensei em perguntar para Afonso, mas logo desisti da ideia. Por mais que ele e Rubi se conhecessem há mais tempo não era de sua alçada saber tudo sobre ela.

- O que achou dela? – ele perguntou enquanto caminhávamos para a estação de metrô.

- Acho que já a vi em algum lugar. – respondi.

- Com certeza você já a viu. Ela é uma modelo. Posou para muitas revistas de moda.

- Pode ser.

Logo cheguei em casa, tomei um banho e fui me deitar. A imagem de Rubi não saia da minha cabeça. A forma como andava, o jeito de seu cabelo, seu vestido, seu perfume, seus olhos marcantes com uma maquiagem não muito pesada, mas o suficiente para deixar a cor de seus olhos bem evidentes. E seus lábios que me chamavam muita atenção.

Não sabia dizer, mas algo bem profundo naquela mulher me chamava atenção. Tentava decifrar de todas as maneiras para descobrir o que era, mas não tive sucesso algum. Acabei adormecendo por causa do cansaço.

29 de Septiembre de 2018 a las 17:27 0 Reporte Insertar 0
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