O Boneco Seguir historia

nonna.ayanny Nonna Costa

-Todas as noites, a partir das seis, não deixe-o fora da caixa sem a tampa. - o tom de voz era de profundo alerta. - Não trate-o como se houvesse alguma consciência nele, é apenas um boneco. Nunca o mostre para outras pessoas como se fosse um troféu ou algo parecido. Este não é um brinquedo comum, apesar de ser apenas um boneco. - falou com mais fervorosidade e isso assustou Naruto, de certa forma. - É apenas um boneco. - repetiu com mais convicção. Contém violência explícita Quem possuir Automatonofobia, por favor, não leia. Se passa num ambiente futurístico. Yaoi do fandom Naruto, se não gosta, não leia.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#suspense #terror #yaoi #lemon #naruto #sasunaru #darkfic #fodanojutsufns
Cuento corto
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A Loja de Velhas Fantasias

 Alguns anos no futuro, muito além do século 25, quando a humanidade está dividida entre viver os benefícios de uma sociedade robotizada, em que é ainda mais comum ver animais mecatrônicos nas casas, nos becos e nos zoológicos, ou tomar um ônibus voador para trabalhar nas grandes fábricas de produção em larga escala de modelos andróides para os mais variados fins, ou comprar um carro que te leve a qualquer lugar em velocidade hipersônica.

As cidades cresceram até o espaço fosse a “nova vista panorâmica”. Os prédios, os antigos arranha-céus de gloriosas megalópoles do passado, convertaram-se em verdadeiras florestas preservadas, santuários naturais, uma vez que depois da Big Bang, ou Grande Explosão, o que se entendia por urbano desapareceu. As usinas nucleares colapsaram e os ricos fugiram para o espaço, deixando os pobres e desolados abandonados em terra. O planeta precisou de apenas alguns séculos para se recuperar do “susto”, mas com a falta dos humanos, encontrou o rumo adequado.

Mais um século e logo a nova sociedade foi estabelecida: os ricos viviam em plataformas flutuantes no espaço, aproveitando os luxos que uma vida dentro de cúpulas altamente resistentes à pressão atmosférica podem oferecer e com serviçais mecanizados de tecnologia de ponta sempre ao dispor, enquanto os pobres se esgueiravam entre as antigas e as novas construções, amontoando-se perto das grandes montadoras de todos os tipos de veículos e perto das grandes fábricas de robôs, e buscando meios de ascensão social.

Mas esta não é uma história sobre o futuro, apesar de estar nele. É uma história sobre o passado. Ou pelo menos sobre algo que esteve no passado e resistiu todos esses anos para estar presente nessa história do futuro. Por isso, não se deixem encantar pelos painéis holográficos sobre inúmeras propagandas em tempo real de estilo de vida ou de produtos que vão tornar sua realidade melhor: ela pode ser um pouco mais assustadora que o esperado.

Dentre os inúmeros pobres, e entenda pobre como aquele que não tem condições de estabelecer moradia nas plataformas acima das primeiras camadas da atmosfera, havia um que se destacava pelos seus trabalhos sociais com os menos favorecidos ainda. Seu nome é Naruto Uzumaki e ele é o que se entende como um humano híbrido: não um filho de alien com humano, mas por uma eventualidade em seu passado, ele perdeu seu braço direito e ganhou uma prótese biônica que lhe concedeu um pouco mais de força naquele membro, entre outras coisas. Dessa forma, conseguiu trabalho numa fábrica que lhe rendeu alguns créditos a mais para comprar comida para quem precisasse. Não é porque o mundo é uma merda, que todos devem ser também, assim ele pensa.

No entanto, mesmo com toda essa postura de bom samaritano, Naruto se tornou uma pessoa solitária, vivendo num apartamento que fica no décimo andar de um prédio ocupado por pessoas que trabalham na Huntsman Interprises, famosa por construir naves para viagens interplanetárias, e não tinha com quem dividir experiências, como um simples aniversário.

Era tão sozinho que aos 30 anos, Naruto ainda é virgem. Um homem de 30 anos, notavelmente bonito, com uma situação financeira que lhe permite dormir sem preocupações com as contas e de boa conduta, ainda é virgem, solteiro e sozinho. Não por escolha, deve-se salientar, mas por falta de escolha. Num mundo onde a raça humana quase foi extinta e que os pobres recebem benefícios dos governos por causa de suas grandes proles, só os ricos podem se dar ao luxo de se deitarem com pessoas do mesmo sexo. Pois é, Naruto é gay.

E era, provavelmente, o único gay com coragem de se assumir sem medo das consequências que poderiam vir. Porém, falava-se de aniversários e hoje, exatamente hoje, Naruto completa lindos e bem vividos 30 anos e quer sair da condição de virgem. Quando entendeu a sua sexualidade, 15 anos atrás, ele era um sonhador de primeira classe: imaginava-se tendo sua primeira vez com um homem que lhe fizesse experienciar coisas indizíveis, de modo que nem o prazer de um brinquedo sexual se permitiu, apenas esperou pelo seu grande momento. Que nunca aconteceu.

Tanto tempo depois, frustrado com a própria humanidade, decidiu dar-se o merecido presente, de modo que saiu, naquela tarde, mais cedo do trabalho para procurar “a perfeição”. Não pense o contrário, ele foi em busca de algum brinquedo sexual que lhe permitisse ter o tão sonhado prazer. De loja em loja, analisou os mais variados tipos, cada um com suas “peculiaridades”, mas não achou nenhum que lhe provocasse a vontade de praticar o ato.

Uns eram simples demais, outros bizarros demais, achou aqueles que nem faziam sentido e ainda teve uns que Naruto se questionou se a finalidade era realmente o prazer sexual. Decidiu procurar por algum robô que cumprisse a função, mas também não achou nenhum que soubesse dar prazer a um homem ao analisar suas descrições. Não estava sendo exigente, só queria que sua primeira vez fosse ao menos especial, afinal, é o seu aniversário.

Depois de quase 3 horas caminhando pelas ruas da cidade térrea, sentou-se numa calçada para relaxar os pés dentro das botas que usava. Suspirou e esfregou os cabelos loiros com a mão cibernética, se questionando se as coisas eram difíceis porque era pobre ou porque era gay. Talvez fosse os dois, quem sabe. Sentiu fome, então procurou um lugar para comer.

Naruto levantou-se de onde estava e girou no próprio eixo, deparando-se com uma loja incomum. Nunca vira aquele lugar antes. Aliás, já vira, mas em fotos da internet de ambientes que existiam no milênio passado. Era como uma antiga loja de variedades do século XIX.

Como ele sabia que era daquele ano? Havia uma placa escrita “Desde 1919”. Nossa, pensou, uma relíquia de um passado que só existia em imagens dentro do futuro. Incrível! Naruto entrou ao sentir o cheiro de comida. Quem diria que, além de vender todo tipo de bugiganga antiga, em sua maioria para decoração, vendia comida também?

Ele sentou-se em uma das banquetas altas em frente a um balcão de madeira e… Nossa, há quantos anos não sentia madeira de verdade sob seus dedos? Seus móveis, supostamente de madeira, eram feitos de uma substância sintética muito fajuta que imitava aquele material. Naruto viu um objeto metálico em forma de concha com um botão em cima e o tocou. Uma campainha.

Se não fosse tão aficcionado por filmes de época, não saberia nem como abrir a porta daquele lugar, porque ele possui maçaneta no lugar de um reconhecendo magnético de presença calorífica. Tocou de novo a campainha, achando divertido o som, e alguém passou por uma espécie de porta feita de continhas presas em fios brilhantes.

Era uma mulher de seios fartos e cabelos loiros cacheados, seus olhos verdes eram marcados por maquiagem pesada, deixando-os ainda mais expressivos, e seus lábios, bem como as unhas, estavam cobertos por um vermelho vibrante e ela usava vestes extravagantes. Se não estivesse enganado, aquela era uma cigana. Quem diria que seu conhecimento em coisas antigas, vendo os filmes desse estilo, seria útil num momento como este?

-Boa noite. - ele disse com o seu melhor sorriso simpático, enquanto ela lhe observava com claro mistério. - Então… Posso ver o cardápio? - a mulher indicou um quadro de lousa negra com letras escritas, preso na parede atrás de si. - Obrigado.

Havia os dizeres “Old Fantasy” bem no alto e logo abaixo vinham todos os pratos disponibilizados pela loja com os preços em créditos. Naruto optou por um café com leite, pois nunca bebeu algo como aquilo, e pastéis doces de forno para acompanhar. A mulher logo foi preparar a sua comida e quando voltou, manteve-se apoiada sobre o balcão, analisando o homem a sua frente.

Naruto olhou com certa curiosidade para a mulher e sorriu. Ela parecia analisar alguma coisa em seu rosto, como se pudesse ver algo muito além do que estava ali. O homem continuou comendo ao baixar o rosto e, naquele momento, ouviu um risinho.

-Diga-me, meu caro, acaso é o seu aniversário? - Naruto arregalou os olhos e assentiu. Ia perguntar como ela soube daquilo, mas se recordou que as ciganas costumavam adivinhar as coisas. - E vai comemorá-lo sozinho? - ele assentiu de novo, ainda mais admirado. - Que tipo de presente está procurando para si mesmo? - ela sorriu quando o viu corar. - Por que não olha pela loja? Talvez encontre aquilo que deseja ou algo melhor.

Acabou concordando. Quando terminou de comer, caminhou pela loja. Talvez achasse algo legal, não precisava ser necessariamente um brinquedo sexual, mas algo que fosse especial para si. Havia roupas, acessórios de todos os gêneros, todo tipo de artigo de decoração feito de madeira, porcelana, cristal, papel, barro e semelhantes, porém algo lhe chamou atenção. Um boneco, sozinho, na prateleira mais alta de uma estante, com a cabeça pendendo para frente como se dormisse.

Naruto usou seu braço biônico para esticar bem lá em cima, uma das boas funcionalidades que ele lhe proporciona, e buscou o boneco. Era de um tipo de material resistente, frio ao toque, como se fosse uma mistura de porcelana e plástico. Os olhos eram bicolores: um negro e o outro roxo, extremamente brilhantes e vívidos. Os cabelos eram pretos e ele era muito estiloso para um boneco.

Usava calça preta bem alinha, com as pernas presas, meio franzidas, dentro das botas marrons escuras, cinto, camiseta preta cavada, por cima uma camisa xadrez, casaco preto de aparência militar e um cachecol vermelho de tecido sedoso para completar. Era um boneco grande, com quase 60 centímetros, seu semblante era sério, mas parecia guardar um segredo de forma pouco modesta. Um boneco com ares pretensiosos. Quem diria?

Parecia ter desenhos nos braços, mas Naruto teria que erguer as mangas para verificar. Em uma das mãos, havia uma espécie de anel vermelho colado no dedo indicador e uma pulseira do mesmo material, também grudada, e ambos pareciam de ferro. Um puta boneco estilo, reafirmou enquanto deslizava seus dedos pelo tecido, sentindo a textura verdadeira.

O homem foi para o balcão com o boneco em ambas as mãos e a cigana ficou repentinamente séria, como se desconfiasse de sua escolha. Naruto o colocou ali e sorriu de novo, já desdobrando a manga de sua camisa para que seu pulso ficasse a amostra par ao pagamento. Ela penteou os cabelos do boneco, como se os ajustasse para que mantivesse o penteado com franja caída sobre o olho roxo, e tornou a fitar Naruto com aquela desconfiança.

-Por que este boneco, dentre tantos outros? - indicou a prateleira onde havia mais opções e notavelmente mais bonitas, elegantes, curiosas e até divertidas. Apesar de ser muito estiloso, com aquelas vestes de um tempo que não existe mais, não era um boneco bonito, mas não deixava de ser uma escolha interessante. Naruto deu de ombros. - Tem certeza?

-Não sei mais. A senhora está tão relutante em me vender este boneco, que não sei mais se devo comprá-lo. - colocou ambas as mãos na cintura, indignado com aquela desconfiança.

-Existem regras, caso queira ficar com ele. Regras de cuidado e de uso. - ela abaixou-se para buscar uma caixa grande e bonita, colocou-o dentro dela, por cima de uma espécie de almofada vermelha, tampou a caixa e empurrou-a para Naruto. - Se segui-las, estará tudo bem em levá-lo e de graça, sem nenhum problema. - avisou com cautela.

-Ok. Manda ver. - Naruto notou que a tampa da caixa possuía alguns símbolos feitos com um material dourado muito bonito, lembrava-lhe uma tábua ouija ou algo assim. O nome maior dizia “O Incrível Sasuke”. Parecia nome de mágico. - Quais as regras?

-Todas as noites, a partir das seis, não deixe-o fora da caixa sem a tampa. - o tom de voz era de profundo alerta. - Não trate-o como se houvesse alguma consciência nele, é apenas um boneco. Nunca o mostre para outras pessoas como se fosse um troféu ou algo parecido. Este não é um brinquedo comum, apesar de ser apenas um boneco. - falou com mais fervorosidade e isso assustou Naruto, de certa forma. - É apenas um boneco. - repetiu com mais convicção.

Naruto assentiu e pagou apenas pelo o que comeu. Foi para seu apartamento, levando o enorme presente consigo, e chegou minutos depois de andar a pé. Eram mais de dez horas da noite. Depois de se banhar e vestir um pijama novo, Naruto suspirou profundamente, com um sorriso enorme nos lábios, ao abrir a caixa e se deparar com o boneco.

-Oi, Sasuke. - disse rindo ao colocá-lo sentado na sua frente. Acabara de quebrar uma das regras, mas e daí? Era só um boneco. E era seu aniversário: merecia se divertir. - Então, eu sou Naruto e sou seu novo amigo. Não sou seu dono, seremos parceiros, sabe? Não sei por que aquela mulher fez tanto estardalhaço por sua causa, mas você me parece tão gente boa.

Foi para a cozinha, buscar o pedaço de torta que restou da noite anterior, sentou-se na cama de frente para o boneco, que também estava sentado, e observou-o. Roupas demais. Retirou o casaco, a camisa xadrez e o cachecol, retirou também as botas e colocou tudo aquilo em cima da cadeira que tinha perto da janela grande. Aproveitou para fechar as cortinas, apagar as luzes e ligar a projeção programacional daquela noite, enquanto descansava do lado do boneco.

-Eu sou gay, sabe? Vivo aqui sozinho, sem ninguém. - comentou enquanto comia com excesso de sensualidade, deslizando o garfo pela língua devagar. Não sabia por que agia assim, mas tinha algo haver com fato de que aquele boneco, mesmo não sendo lindo, era muito charmoso e fora moldado para parecer forte. - Você tem problemas com homens gays? Espero que não, porque vamos viver juntos por muito tempo. - deslizou um dedo pelo corpo dele, por cima da camisa, e sorriu. - Por que te fizeram tão… - teve medo de dizer o nome gostoso para um boneco porque estaria exagerando.

Deu de ombros e terminou sua torta depois de alguns minutos. Assistiu os problemas até que o tédio lhe consumiu os pensamentos, desligou os aparelhos, deitou-se por baixo das cobertas e aninhou o boneco perto de si. Ele era mais ou menos do tamanho de uma criança de um ano ou menos, o que era notavelmente grande, para um boneco adulto.

Ficou olhando-o, passando um dedo pela superfície dele, conhecendo aquele corpo frio e curioso. Naruto respirou fundo, achando que fora o tal do café, bebida que nunca provara antes, que lhe deixou assim, repentinamente cheio de ideias malucas. Era seu aniversário ainda, poderia fazer o que quisesse, certo? Por que não se divertir um pouco mais? Tocou o rosto pequeno e acariciou os lábios duros com o polegar, aproximou-se mais do boneco e lhe beijou. É, beijou um boneco.

Não um simples beijo ou um selinho: Naruto ousou beijá-lo tal como se ele lhe correspondesse e, por um segundo, achou que era realmente correspondido. Desde que encarou aquele brinquedo, sentiu uma conexão se formar entre os dois, uma especial, então simplesmente não conseguia evitar sentir aquilo. Beijou-o repetidas vezes, deitando-se por cima dele para se esfregar. Montou-o depois de se livrar de suas roupas, subitamente tomado pelo desejo, passou a cavalgar sobre ele enquanto se masturgava e esfregava sua glande na boca dele.

Naruto observou o boneco e franziu o cenho ao vê-lo abrir a boca para lamber seu pênis. Parou, pois aquilo não era normal. O boneco sorriu para si, meio diabólico, e lhe mordeu a glande, provocando um urro de dor em Naruto. Então, despertou. Olhou para seu apartamento no escuro e arfou, aliviado por ter sido apena sum pesadelo maldito.

Onde deixou o tal boneco? Fitou a cadeira, perto da porta, longe das cortinas e viu uma silhueta. Parecia um homem grande sentado. Naruto ligou a lanterna de seu celular e mirou ali. Não havia nada, apenas o seu boneco. Observou o relógio e deu-se conta que ainda era dez horas da noite.

-Eu estou ficando maluco. Bem que a mulher me disse para não tratar o boneco feito gente. - desligou a lanterna e notou que a silhueta agora estava de pé, perto da cadeira. Naruto ficou em alerta e acendeu a luz do abajur. Ela desapareceu, mas o boneco estava ali. - Mas o que…? - seria algum tipo de realidade virtual ou coisa holográfica do brinquedo?

Saiu da cama e o pegou, analisando com cuidado cada coisa. Ativou o sistema de scanner de seu braço e avaliou toda a estrutura de Sasuke. Não achou nada que ao menos recordasse um chip ou qualquer coisa biônica. Ele era oco por dentro. Nada, apenas aquele material resistente e roupas. Até o cabelo do boneco era de um tipo de fibra encontrada em crina de cavalo, seja lá o que isso fosse. Então, o que estava projetando aquela sombra na escuridão?

Colocou o brinquedo na cama, fechou as cortinas, tal como fizera em seu sonho, e apagou a luz da lanterna, ficando perto da cadeira para olhá-lo. Nada aconteceu desta vez. Naruto coçou seus cabelos, tirou o boneco da cama e o jogou no chão. Bobagem. Devia ser apenas algum curto nos sistemas holográficos da sua casa, nada que não consertasse de manhã.

Deitou-se novamente para dormir, sentindo-se patético por não ter conseguido nada além de um boneco muito estiloso e uma frustração para o seu aniversário, mas foi impedido. Uma voz, meio fanha, sussurrante, começou a cantarolar “Parabéns para você”. Naruto sentou-se de súbito na cama e observou seu quarto. Ninguém e a voz sumira. Nenhum de seus sensores de movimento ou de calor dispararam, o que significava que não havia ninguém ali, só ele.

-Jurei ter ouvido alguém cantando para mim. - acendeu todas as luzes e verificou seu apartamento. Talvez fosse um de seus vizinhos lhe pregando uma peça ou algo assim. Continuou sem encontrar ninguém. - Estou ficando maluco, só pode. - deu de ombros e se voltou para a cama.

As luzes do quarto estavam apagadas. Franziu o cenho. Um curto? Eram comuns na parte inferior da cidade, mas conseguia ouvir o barulho do gerador funcionando bem e não fazia nem 45 dias que trocar a fiação do apartamento, por segurança. Naruto encurtou o olhar e viu, novamente, aquela silhueta de um homem alto, grande, parado perto da cama, lhe encarando. Pegou a primeira coisa que sua mão conseguiu e lançou contra aquela sombra.

Naruto congelou ao ver o ser erguer a mão e pegar o copo que lançou. Na escuridão, um par de olhos se abriram, um roxo e um negro, e um sorriso macabro também, tudo voltado para si. O boneco? Por Deus! Ativou a lanterna do seu braço e iluminou aquele ponto. Ninguém. A sombra sumira e o boneco continuava lá, largado no chão. Apagou a luz e engoliu em seco: a silhueta estava mais perto. As luzes da cozinha se apagaram também quando aquela coisa começou a andar, fazendo suas botas ecoarem pelo ambiente escuro.

-Quem…? - tudo ficou um maldito breu quando ele estava perto o suficiente para que até mesmo a lanterna no braço de Naruto se apagasse. Este caiu sentado no chão, sem nenhuma reação possível para aquilo. - O que está…? - a sombra se abaixou e o que pareceu ser uma mão foi para o meio das pernas do homem, deslizando devagar pelo tecido. Naruto arregalou os olhos ao sentir-se ser apertado bem ali e, por Deus, foi… Bom.

-Parabéns para você… - a voz sussurrou, aproximando-se mais do híbrido. O loiro sentiu uma respiração quente contra seu pescoço. - Parabéns para você… Eu te deixo escolher… - continuou cantarolando. - O presente que vai querer… - Naruto engoliu em seco, pois aquela masturbação por cima da sua calça estava deliciosa demais para ser ignorada. - Apesar de eu saber. - os dois se fitaram. Era um homem, disso teve certeza pela voz e pela aparência, mas era real? - Na-ru-to.

-Quem é você? - indagou, preocupado por não enxergar bem um rosto, apenas os olhos e a boca que se moviam na escuridão.

-Seu primeiro beijo gay. - a boca se aproximou e Naruto gemeu quando a língua macia se enroscou com a sua, ao passo que seu corpo era puxado para o colo alheio. As mãos desciam, acompanhando suas curvas, como se já conhecessem o caminho correto para percorrer, e subiram de volta para os ombros de Naruto. As bocas se apartaram e ele arfou. - Gostoso?

-O que… - recebeu mais selinhos, um atrás do outro, mal lhe dando tempo de raciocinar. - Espera, espera. - bateu nos ombros escuros. - Eu sou virgem… É a minha primeira vez com um homem, ou seja lá o que você seja… Eu preciso saber…

-Você me comprou para realizar seus desejos mais profundos… - Naruto se viu sendo içado no ar e levado de costas para a cama, de onde só enxergava as costas ganhando tonalidades e formas a cada segundo. Era como se visse o seu boneco. - Eu posso ver sua alma e ouvi sua vontade de se entregar para mim… Agora vou realizá-la. - os dois se fitaram. - Você quer?

Naruto não respondeu. Os dois chegaram até a cama e o loiro foi deitado delicadamente sobre ela, acomodando-se entre os lençóis, enquanto via o tal homem revelar parcialmente suas roupas. Fechou os olhos por um momento quando ele se curvou lentamente sobre si para lhe beijar o pescoço delicadamente. Naruto engoliu em seco e abriu os olhos quando tudo parou.

Sumiu. O homem sumiu e tudo o que restou foi o boneco sentado na cadeira. No dia seguinte, Naruto mal se concentrou em seu trabalho, pois só conseguia pensar no quanto aqueles beijos foram bons, por mais que fossem de uma coisa, um fantasma, ou que quer que fosse, que não sabia definir. Tinha a sensação, agora, que aonde quer que fosse, o boneco estava e era prestes a lhe tocar. Às vezes, em pontos mais desprovidos de luz, via aquela silhueta lhe encarando com claro desejo, fixamente.

Era tão excitante quanto assustador. Procurou na internet informações sobre o tal brinquedo e tudo o que achou foi algo de séculos antes, algo sobre uma fábrica de brinquedos que pegou fogo misteriosamente e tudo o que restou foram alguns bonecos, que foram vendidos por valores exorbitantes com o tempo. Porém, os donos morriam por causas misteriosas, tal como aconteceu com o dono da fábrica, e os bonecos foram destruídos em fogueiras. Aparentemente, faltou um.

Naruto voltou para casa horas depois, com certo temor de entrar, pois sabia que se aquela sombra lhe tocasse, não resistiria um só minuto em se entregar, porque seu corpo pedia aquilo. Antes, fez uma análise usando a tecnologia do seu braço para verificar se havia alguma anomalia. Nada, tudo normal. Ao entrar, por volta das sete, viu o apartamento todo no escuro, porém, a silhueta sentada numa cadeira deixava bem claro que Naruto era ansiosamente esperado. Engoliu em seco ao fechar a porta e ir direto para o banheiro, sentindo os olhos vigilantes sobre seus ombros.

Acendeu todas as luzes no caminho, mas assim que terminou de se lavar e abriu a porta, deparou-se com a mais sombria escuridão e com o boneco caindo ao seus pés, que antes estava escorado na porta sem que o homem soubesse. Naruto quase gritou, mas sua voz foi engolida pela luz do banheiro que apagou. Ouviu uma respiração forte vindo de detrás de si, como se fosse algum animal feroz esperando que fizesse algum movimento brusco para lhe atacar.

-Preparando-se para mim? - o boneco desapareceu de repente, nos segundos que sua visão precisou para se ajustar à escuridão repentina, e ele sentiu mãos tocarem sua cintura nua. Naruto quis olhar para trás, mas desistiu quando a respiração fria se aproximou de seu pescoço molhado. - Você quer? - uma lambida seguida de uma mordida em sua orelha provocou-lhe um arrepio longo. - Diga…

Uma das mãos deslizou por seu quadril, soltando a toalha, e tocou sua intimidade nua, apertando-lhe, ao passo que sentia sua nuca e parte de seu ombro serem chupados sensualmente. Tirou as mãos de sua boca, que lhe impediram de gritar, e gemeu nervoso quando os apertos se tornaram uma masturbação quente e acelerada. A outra escorregou por sua coluna e arranhou sua nádega nua, puxando-o em seguida para mais perto do corpo negro. Naruto arregalou os olhos ao sentir uma ereção se chocar com força contra seu traseiro.

-Diga. Você quer? - a língua pontiaguda entrou em sua orelha e lhe incitou a querer aquilo. Segurou-se na pia, arfando e rebolando contra a mão que lhe masturbava com vontade. - Diga. - a ordem soou ainda mais inegável. Naruto estava todo arrepiado, de pernas afastadas, sem voz nenhuma para responder, mas não parava de se esfregar da ereção pulsante em sua bunda. - Você… Quer…?

A luz repentinamente voltou e Naruto despertou daquele torpor ardente. Se viu sozinho no banheiro de novo, nu, de pau duro e com um boneco caído perto da pia. Engoliu em seco, tremendo e deixando seu corpo arrear. Não sabia se era de excitação ou de medo, mas não conseguia desviar seus olhos do boneco, que agora parecia lhe encarar com desdém.

Naruto enrolou a toalha na cintura, pegou o boneco e o enfiou na caixa. Um pesadelo sexual, só podia ser isso em sua vida. Tinha um fantasma lhe perturbando agora, atiçando porque conhecia sua vontade de entregar para um homem de verdade, de ter a sua primeira vez.

No dia seguinte, na sua folga, pegou a caixa e a devolveu para a cigana, implorando pelo perdão dela por ter quebrado as regras. Ela nada disse, apenas colocou a caixa num lugar longe das vistas de Naruto e este último foi embora, sem olhar para trás. Mal chegou em casa, duas horas depois, viu na projeção holográfica do seu braço a notícia de que a loja incendiou e que nem mesmo os bombeiros conseguiram conter as chamas ou salvar a dona daquele lugar, com toda a tecnologia.

Naruto sentiu sua alma congelar ao ver aquilo.

Fora o boneco. Não precisou investigar casos anteriores para saber. Com certeza foi o tal boneco que deixou lá.

Nas filmagens do incêndio, viu uma silhueta de um homem de casaco, ao lado da loja, porém ele desapareceu no segundo seguinte. Naruto soube que ele queimou tudo para lhe avisar. “Não pode se livrar de mim.”, podia vê-lo mexer a boca ao dizer.

Fora o pensamento que lhe ocorreu de repente, enquanto andava dentro do apartamento, preocupado com sua própria situação. Por sorte, não mostrou aquele demônio para ninguém. Se alguém ia se ferrar naquela história, era somente Naruto, por não conseguir seguir as regras como se deve. O boneco lhe desejava e deve ter se enfurecido ao ser deixado na loja, por isso, de alguma forma, ateou fogo nela.

Durante seu sono, podia sentir os toques por seu corpo, principalmente em suas partes mais sensíveis. Desde aquele dia, as marcas das chupadas que recebeu no banheiro não desapareceram. Ainda estavam ali para lhe lembrar que fora um maldito momento sobrenatural e real.

Queria livrar-e da ideia de procurar pelo boneco nos escombros, mas não precisou disso: quando voltou ao apartamento, ao terceiro dia, achou a caixa de Sasuke sobre a cama, mas ela estava vazia. Com o seu braço, analisou as imagens das horas em que ficou fora de casa e notou que até as 18 horas, sua cama estava vazia, porém, a partir de 18:01, a caixa estava lá, aberta e sem nada. Naruto procurou por todo o ambiente pelo boneco, mas não o achou em lugar nenhum.

-Sasuke? - chamou baixinho ao apagar as luzes. Era a coisa mais idiota que havia feito na vida, mas era melhor ter um demônio lhe desejando do que lhe atentando. - Sasuke? - chamou mais alto. Ouviu passos. Vinham do banheiro. Naruto fitou aquele ponto na cozinha e viu um homem, não uma silhueta, sair de dentro dele enxugando as mãos com uma toalha pequena.

Quase morreu de susto ao perceber que era exatamente o seu boneco, porém sem o casaco e na forma humana. Ele parou de andar assim que esteve ao alcance das mãos de Naruto, caso as esticasse, e o encarou intensamente. O loiro engoliu em seco, preocupado com o que poderia acontecer, mas tudo o que fizeram foi se olhar por alguns minutos, em silêncio.

-Você é Sasuke, não é? - perguntou com claro temor. - O boneco? - ele não respondeu, mas não se manteve distante mais: as mãos, uma vez limpas, foram para o corpo a sua frente, puxando-o para um abraço carinhoso e sua boca foi tomada por um beijo demorado.

Ele lhe tomava a boca como um verdadeiro amante, enfiando a língua dentro de sua boca de forma pouco puritana. Naruto só conseguia acompanhar, quase ronronando por causa dos carinhos em seus cabelos e em suas costas, movendo os lábios quase que na mesma velocidade dos dele. Iam devagar e logo apartaram as bocas para trocarem selinhos demorados.

-O seu boneco. - corrigiu, descendo os beijos para o pescoço enquanto as mãos apalpavam as nádegas por cima do macacão de trabalhador. - Ainda não me respondeu… - lembrou da tal pergunta.

Naruto não disse nada, apenas empurrou devagar o corpo de si e foi para o banheiro tomar um banho. Assim que terminou, de toalha mesmo, esticou-se na cama, de barriga para cima, e fitou o homem que se aproximou de si, ainda sério. Sua toalha foi solta e aberta devagar, revelando sua intimidade. Sasuke espalmou as coxas com as duas mãos, subindo uma para o pênis mole e descendo a outra para o períneo e mais embaixo. Ele se colocou de joelhos na frente de Naruto para começar a beijá-lo com demora ali. Pelo menos pensou que fossem, mas Sasuke lhe mordeu, com muita força, ao ponto de deixar marcas e fazer fios de sangue escorrer.

Naruto pensou em fugir, mas ao sentir a língua subir por sua extensão, molhando-o, não conseguiu. Tinha algo naquele homem que lhe impedia de se afastar, mesmo que a dor fosse excruciante. Sasuke enfiou-o completamente dentro de sua boca para chupá-lo de forma sensual e extremamente provocante. Era o primeiro boquete da sua vida e, Deus, o melhor com certeza. Sentia sua glande bater no fundo da garganta sempre que Sasuke baixava a cabeça e a língua dele massagear seu pênis sempre que movia a cabeça para a cima.

Parou de repente, a boca aberta e os braços apoiados na cama, encarando Naruto como se o desafiasse. Ele entendeu. Enfiou seus dedos dentro dos cabelos negros, segurou firme a cabeça e moveu os quadris, fodendo aquela boca molhada e quente com toda a força que tinha naquele momento. Sasuke fechou os lábios, contraiu as bochechas, para chupá-lo com mais força, e não desviou o olhar, incitando-o mais. Naruto sentia seu corpo tremer e ficar mais fraco quanto mais perto do orgasmo ficava, mas não conseguia parar, queria gozar, o mais fundo possível naquela garganta.

Viu as veias de seu corpo ficarem visíveis e sua pele ficar mais pálida mais perto do seu ventre, como se seu corpo estivesse se transformando num cadáver. Suas forças se esvaíram, não conseguiu mais se mexer, mas Sasuke manteve a felação naquele ritmo. Gozaria, a qualquer momento gozaria e queria muito gozar, implorava com os olhos que lhe deixasse gozar, mas Sasuke nada dizia. Ele lambia e deixava marcas de chupões por todo o seu pau, mas não doía, era incrivelmente bom.

-Vou levar até a última gota. - aquela voz grave ecoou por sua mente e fez seu corpo se mexer sozinho, arqueando-se na cama como se algo puxasse sua coluna para cima. Naruto assentiu, enfiando seu pênis mais lá dentro, assentiu repetidas vezes. - Você quer…?

-Quero! - gemeu alto, não aguentando mais se segurar. Suas pernas estavam afastadas, como se fosse parir uma criança, suas coxas eram marcadas pelos dedos dele e sua pele estava ainda mais pálida e com as veias mais visíveis.

Sasuke sorriu ao começar a punhetá-lo e subiu na cama de novo para beijá-lo com aquele desejo profano. Naruto se agarrou com força nele, arranhando-o ao ponto de ver sangue escorrer. Ele tornou a lhe morder o corpo na altura da clavícula e dessa vez Naruto gritou, gozando com força na mão alheia. Sasuke lambeu a pele suja, sorvendo o sêmen enquanto deixava marcas pelo caminho.

-Você é meu. - ele sussurrou contra a boca do loiro. - Para sempre. - os dois se encararam e Naruto viu o seu sangue no canto do lábio fino. - Eu nunca vou deixá-lo… Nunca. Vou entrar em seu corpo e nunca mais sair. - não sabia dizer se aquele tom foi de ameaça ou de sedução.

Sasuke colocou-se de quatro, retirou a camisa xadrez, para por fim puxar a camisa negra para cima, revelando sua barriga bem desenhada em músculos bonitos, porém, antes que pudesse abrir completamente a calça depois de desafivelar o cinto, algo arrancou literalmente Sasuke de cima de Naruto, fazendo com que o homem se sentasse na cama.

Encarou a porta e se deparou com um padre. Um padre? Padres ainda existem? Não só um padre, mas dois soldados e um homem usando jaleco. Sasuke urrou ferozmente quando o chicote de um dos soldados apertou ainda mais o pescoço dele, fazendo-o se debater violentamente. Sem se importar com a sua nudez, saltou da cama e foi até Sasuke, querendo soltá-lo.

O outro soldado puxou-o de cima e o jogou de volta à cama, mas Naruto tentou de novo ir até Sasuke, mas aquele homem deu-lhe uma cacetada com a arma que tinha em mãos. Sasuke, ao ver isso, silenciou e tudo ficou escuro repentinamente. Lanternas foram acesas, mas ao tentarem iluminar o homem, elas apagavam, provocando resmungos indignados. Ouviram passos rápidos, arranhando as paredes o chão. O primeiro a gritar foi o soldado do chicote e em seguida, as luzes se acenderam.

Naruto berrou ao ver o corpo do homem pendurado no teto, enforcado pela sua arma, porém não havia nada naquele lugar que servisse de ponto para amarração. O que parecia ser médico, por causa do jaleco, gritou ainda mais alto que Naruto e de repente se calou, engasgado. O padre o encarou e não acreditou que de dentro da boca dele, saiu o tal boneco que foram buscar. Ele caiu no chão, com a garganta rasgada e com um boneco contorcido e ensanguentado sobre seu peito.

-Sasuke… - Naruto gemeu esticando sua mão, chamando-o de volta. Não sabia o que estava acontecendo, não entendia por que queria tanto ter relações com aquele ser diabólico, mas não podia simplesmente negar. Queria-o e queria agora. - Sasuke…!

-Criança! - falou o padre, retirando sua cruz e sua bíblia. - Este é o demônio! A serpente do inimigo! O enviado pelo maldito! - bradou antes de lançar água benta no boneco. Este apenas virou sutilmente rosto, mantendo o semblante inexpressivo, e desceu do corpo desfalecido. O outro soldado engatinhou sua arma, mas antes que fizesse algo, as luzes se apagaram.

O padre ouviu um resmungo abafado, seguido de uma série de disparo e depois um gemido luxurioso. Ele ativou o crucifixo em seu peito e este iluminou parte do ambiente. O soldado estava morto, com sua cabeça estourada em milhares de pedaços, e Naruto estava de quatro, com a bunda bem empinada, recebendo um beijo grego demorado do homem-demônio. Este encarou o padre e sorriu discretamente de lado, lambendo os lábios rubros.

-Eu tenho a minha alma virgem, padre, e não há nada que possa fazer. Ele é meu. - Sasuke saltou para cima dele e mordeu com toda força o peito do padre, arrancando o crucifixo e parte do coração no ato. Tudo continuou em silêncio e no escuro, vazio, frio, um tanto abandonado.

-Sasuke… - Naruto olhou em volta, procurando por aquelas pessoas mortas durante um caótico combate que apenas lhe provocou ainda mais terror e desespero, porém quando Sasuke lhe abraçou e lhe beijou, abrandou a sua mente. Tudo o que encontrou foram vários bonecos destroçados no chão de seu apartamento e Sasuke de pé, perto da cama. - Sasuke?

-Você quer? - ele indagou, erguendo sua camisa com uma mão e abrindo sua calça com a outra. Naruto assentiu. Fora apenas um pesadelo, ninguém morreu de verdade. Estava tão assustado por ser sua primeira vez que estava imaginando coisas que só aconteceriam em filmes de terror.

Sasuke sorriu, retirou suas botas e a camisa, abriu completamente a calça para exibir o membro duro e ereto, colocou-se de quatro na cama, sobre o corpo que tanto desejava, e o beijou apaixonadamente. Não houve preparo, nem oportunidade para que Naruto voltasse atrás ou dissesse qualquer coisa: ele o penetrou de uma vez só, o mais fundo que pôde dentro daquela cavidade muito apertada e manteve o beijo demorado na boca virgem. Ardia muito, ele era enorme, preenchia-lhe por completo, por isso Naruto cravou seus dedos na pele nua das costas, talvez abrindo ferimentos, mas não se importou com isso, queria diminuir a dor em seus quadris.

Suas mãos apertaram as carnes macias, abrindo mais as bandas da bunda para fodê-la com força, enquanto distribuía beijos pelos ombros, pelo rosto e pelo pescoço. Naruto chorava e gritava a cada movimento contra sua bunda, mas não conseguia parar de rebolar, de receber aquele membro quente e pulsante, para de acariciar o rosto de Sasuke e de beijá-lo com carinho. Ele lhe sorria enquanto lhe sustentava em seu colo e lhe olhava intensamente.

Os dois se beijaram com furor e caíram na cama, deitados, com Sasuke por cima, golpeando o interior pulsante com toda a força que queria, ao passo que Naruto abafava seus gemidos altos no ombro nu, porém intimamente abraçado ao corpo dele.

Foi literalmente arrancado nos braços de Sasuke e deitado na cama, com suas mãos presas pelas dele, os dois se encararam, sem cessar os movimentos, e o por cima se curvou para chupar como queria os mamilos eretos. Eram seus pontos fracos, sabia disso, e Sasuke sugava sem nenhuma piedade, fazendo-os ficarem inchados e pulsante. Os olhos negros ainda lhe fitavam sem nem ao menos piscar e era extremamente excitante.

Sasuke desconectou-se dele e fê-lo ficar de quatro para si, com a bunda empinada de novo. Sentiu-se ser lambido bem ali, diminuindo a dor em seu canal, porém aumentando o calor, deixando-o ainda mais desejoso pelo pênis que saira de si. Gemia alto, quase rasgando os lençóis, sem acreditar que tanto prazer fosse possível. Naruto arregalou os olhos quando sentiu as unhas de Sasuke passarem por suas costas e abrirem vergalhões. A língua saiu de seu canal, subindo devagar, passando por suas feridas e as limpando, chegou em sua nuca e lhe beijou.

-Tão puro… Tão virgem… Tão meu… - sussurrou antes se encaixar dentro de Naruto de novo enquanto lambia e beijava as partes suadas ao seu alcance, ao mesmo tempo que beliscava um dos mamilos com carinho. Os dois se fitaram e se beijaram com demora. - Meu… Meu… - repetiu com os lábios colados nele e Naruto assentiu, ofegante e trêmulo. - Assustado?

-Não sei o que vai acontecer… É a primeira vez que transo com alguém. - seu corpo foi delicadamente puxado e assim ficou sentado no colo alheio, sentindo o membro ainda mais fundo do que antes. Naruto choramingou e Sasuke revirou os olhos de deleite.

-Nada de ruim… Não com você. - o loiro viu os dedos do parceiros sujos de sangue depois que seu traseiro foi tocado e os viu sumir dentro da boca.

As investidas recomeçaram com a mesma força e velocidade de antes, de modo que os dois estavam agarrados como se fossem se fundir em um só corpo. Sasuke parecia ter mil mãos, pois Naruto se sentia apertado por todos os pontos possíveis de sua pele, sentindo-a queimar e formigar, uma mistura de prazer e desejo sem explicação. Rebolava rápido, segurando-se firme nos braços dele, ansiando alcançar a libertação daquele prazer insano.

A mão do boneco veio para seu pênis e o masturbou, pois as contrações ao redor de seu pau anunciavam que logo aquela loucura findaria. Gozaram segundos depois, beijando-se como se suas vidas dependessem disso, e tudo foi engolido por uma escuridão densa. O sêmen de Sasuke ainda fluía para o interior de Naruto, ele ainda o sentia dentro de sua bunda e os braços ao seu redor, bem como toda a ardência pulsando levemente por seu corpo, mas era bom.

Deitado na cama, aninhado em conchinha contra o corpo do boneco que se fez homem, Naruto sentia-se em paz. Sasuke ergueu o braço e mostrou algo para Naruto: outro boneco, porém este tinha aparência semelhante a de uma criança. Os dois se fitaram e se beijaram. Era o melhor presente que poderia querer: uma família inteira.

Meses depois, Naruto foi internado num hospital psiquiátrico por causa de um “comportamento obsceno”. Não trabalhava e saía de casa apenas para comprar comida. Basicamente, passava o dia inteiro tendo relações sexuais com um boneco que ele chamava de Sasuke. O pior de tudo era que dentro do apartamento onde vivia, haviam corpos de dezenas de pessoas assassinadas brutalmente que, para ele, eram apenas bonecos de pano. Por isso, ao ser internado, foi separado do tal Sasuke, pois imaginavam ser a causa de seus transtornos, porém só os piorou.

Naruto passava boa parte do dia entorpecido por causa dos medicamentos, encarando a porta do seu quarto com expectativa, chamando por seu amor. Na outra parte, estava desmaiado pelo sedativo e em seus sonhos, sentia-se em paz, pois retornava à noite do seu primeiro ato sexual. E Sasuke sempre lhe questionava “Você quer?” e antes que pudesse responder, despertava.

Porém, naquela noite em especial, depois de nove meses distante de seu boneco, Naruto despertou em meio a escuridão. Nunca as luzes estavam apagadas. Além disso, sentiu cheio de madeira queimada e ferro retorcido. O hospital estava queimando? Mesmo com toda a tecnologia avançada que possuía, como sistemas anti-incêndio a vácuo e robôs bombeiros, ele estava queimando! Naruto podia ver pela janela as labaredas e as pessoas gritando. Como isso era possível? Levantou-se do chão acolchoado e encarou um canto.

Se estava escuro e o hospital estava em chamas, significava uma coisa. Seu sorriso lentamente se abriu quando uma mão negra saiu da escuridão, estendida para si. Os olhos negro e roxo se abriram e um largo sorriso se fez presente. Ouviu “Você quer?” e Naruto assentiu. A mão o chamava e ele foi sem pensar duas vezes, abrindo os braços para ser engolido pelas sombras.

Ninguém sabia como, mas daquele prédio só restou as vigas de sustentação e o chão, nada do que faziam funcionava para findar as chamas. Todos os que ficaram dentro morreram carbonizados. Ninguém escapou, pois aqueles que fugiram, morreram nos hospitais, asfixiados.

O único lugar que não queimou foi uma pequena cela, ao fundo do terreno. Permaneceu intacta. Ao abrirem a porta, que estava fortemente trancada, acharam um homem nu, coberto por um casaco e abraçado a um boneco. Acharam-no vivo. Quando questionado, Naruto disse que escapou porque seu boneco lhe amava e que todos que faziam mal a si, morriam.

16 de Septiembre de 2018 a las 19:23 1 Reporte Insertar 8
Fin

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Nonna Costa Outros perfis onde publico minhas histórias NyahFanfiction (onde posto fanfiction do fandom Naruto) - https://fanfiction.com.br/u/533620/ Watt: https://www.wattpad.com/user/Nonna2317 Nesses perfis, vão encontrar mais histórias minhas.

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Luray Armstrong Luray Armstrong
CARALHO VAI SE FUDEEEEER AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA QUE FIC FODA FINAL FODA AAAAAAAAAA AMEI MUITO NONNA QUE PISÃO PISA MENOOOOOS EU IMPLORO amei a fic, cada pedacinho e como tenho mt medo de bonecos to mt feliz de ter lido de manhã AAAAAAAA ADOREI
25 de Diciembre de 2018 a las 07:51
~