Nu, de gravata Seguir historia

ohhtrakinas

Bakugo sendo um caso perdido da falta de paciência; Midoriya um diabético que só quer o bem de todos; Todoroki cansado de todo mundo; Kirishima um irritante otimista, e Kaminari um piadista. Não tem como dar errado essa equipe de adultos responsáveis, empregados de uma empresa que presta serviços.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

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A ciência do café Arenoso

      Todoroki sabia que aquela quantidade de açúcar que Bakugo colocava incessantemente no copinho de café, não era saudável. Estava parado ao lado do loiro no cantinho onde ficava a maquina de café, saches de açúcar e chás.

— Está olhando o que? — resmungou, Bakugo, que continuava com os olhos vidrados no copinho de café que recebia quantidades generosas de açúcar — Se está sem o que fazer, acho melhor ir disfarçar que está trabalhando antes que o idiota do Iida veja.

— Eu iria jogar isso ­— levantou a colherzinha transparente que usou para mexer o seu café — no lixo, mas você está na frente da lixeira e... — deu uma pausa, levemente desconfortável em perceber que Bakugo não estava nenhum pouco afim de parar em colocar açúcar naquele maldito café — era quê esse tanto de açúcar?

— Deku pediu pra eu levar café pra ele.

— Mas Midoriya é diabético, por que está colocando tanto açúcar? Um gole disso e ele vai pro banheiro se encher de injeções.

— Exatamente...

Todoroki levanta as sobrancelhas e abaixa as pálpebras minimamente, ficando com uma expressão tediosa na qual arrependera-se de ter questionado o comportamento duvidoso de Bakugo. Lógico que estaria planejando algo para prejudicar ainda mais a saúde do pobre Midoriya; pensou, Shoto.

Não era segredo pra ninguém que Bakugo e Midoriya tinham uma amizade perigosamente duvidosa; se é que podemos chamar isso de amizade.

      Todoroki dá de ombros, afastando um pouco Bakugo para que pudesse jogar a colherzinha no lixo.

— Então quer dizer que você finge estar trabalhando quando não tem nada pra fazer, só para Iida não desconfiar — Todoroki comenta simplista, vendo Bakugo por fim terminar de desperdiçar açúcar naquela tentativa idiota de assassinar Midoriya.

— Eu não disse isso... —estreitou os olhos, passando a caminhar ao lado do outro em direção às duas mesas.

      Assim que chegaram, Bakugo deixa o copo de café em cima da mesa de Midoriya.

— Obrigado, Kacchan — assim que pegou no copo, percebera que estava pesado; a textura do café deixou-se de ser líquida e o cheiro era insuportavelmente doce. Aquela insistência de Bakugo em elevar sua diabete em níveis mortais fazia parte de sua rotina, tanto que encarava aquela tentativa de homicídio algo terrivelmente normal. Não se importava com aquilo, uma vez que conseguia desvencilhar-se de todas e terminar o dia vivo.

      Como se nada houvesse acontecido, viraria o copo e derramaria o café na planta decorativa que ficava ao lado de sua mesa; como sempre fazia com todos os outros café arenosos de açúcar. Todavia, escutou Kirishima chamar sua atenção.

— Joga não, joga não! — girou a poltrona de rodinhas que estava sentado em sua direção, esticando os braços enquanto mostrava aquele sorriso de dentes serrilhados — Dá pra mim.

— Vai querer? — levantou uma das sobrancelhas, não desvirando o copo que estava de cabeça pra baixo, esperando o café escorrer, que até então, era tão grosso, que demorava para tal.

— Eu sei que é estranho, mas eu tenho uma prima que trabalha no centro químico medicinal do estado, e lá eles estão estudando os benefícios que o açúcar pode trazer além do convencional — o ruivo ganhara a atenção de todos que estavam sentados naquela ilha de mesa, tanto Todoroki, quanto Midoriya e Kaminari estavam com as sobrancelhas arqueadas, escutando o que o ruivo dizia; menos Bakugo, pois o mesmo ainda continuava ignorando as afirmações idiotas do colega de trabalho — E até onde eu sei, uma amostra disso daqui vai revolucionar o campo de estudos daquela instituição em relação aos benefícios da glicose, que é a área que minha prima está.

— E o que te faz pensar que um café adoçado por Bakugo na base do ódio, vai ajudar nos campos de pesquisa de sua prima? — perguntou Todoroki, que ainda parecia desconfiado do que Kirishima dizia.

— Quem sabe explicar isso é a minha prima, meu trabalho é com planilhas de Excel, cara — deu de ombros, levantando de sua cadeira e pegando o copinho de café da mão de Midoriya, que até então, arrastava-se preguiçoso, resistindo à gravidade.

— Avisa tua prima que esse estudo aí é uma palhaçada — por fim proferiu Bakugo, que encarava tedioso a tela do computador enquanto mexia no mouse, clicando em aleatoriedades.

­— Mas uma descoberta cientifica dessas pode dar um bom dinheiro...

— Duvido muito que ela vá descobrir algum beneficio nessa gororoba aí. A única certeza é que isso é um veneno para diabéticos.

— Mas já pensou se a prima do Kirishima consegue descobrir alguma coisa a partir disso? ­— Diz Kaminari, soltando risadinhas ao imaginar tal situação — Os créditos e patentes vão todos para ela, Bakugo! Hahaha!

O loiro estressado apenas revira os olhos.

— Isso não vai acontecer.

— Bakugo... — chama, Todoroki.

— Hm?

— Impressão minha ou está escrito “minha rola” nesse arquivo? — apontou para a tela do computador de Bakugo, que logo comprimiu os lábios em desgosto por ter sido descoberto — Está fingindo trabalhar de novo?

— Porra, cuida da sua vida, cara!

— IIDA!!!

— CALA A BOCA!!!


Nu, de gravata – cap. 1


      Depois de mais tentativas de homicídio, fingimento e cafés venenosos, alguns dias se passaram naquela companhia prestadora de serviços, onde mais uma vez, Bakugo chegava em seu andar morrendo de sono.

       Com a cara carrancuda, era vidente de que não responderia os “bons dias” que recebia dos colegas. Não era obrigado.

      Quando sentou-se em sua cadeira e jogou a maleta em cima da mesa, ligou o computador e logo foi mexer em sites aleatórios, até parar em um noticiário da web, que logo na noticia principal, tinha num título chamativo a seguinte frase:


Cientistas descobriram que uma dose de açúcar com algumas gotas de café, além de ser um grande energético, minimiza as chances de câncer de garganta


      Bakugo estreita os olhos e faz uma expressão descrente, relendo a matéria várias e várias vezes até ter certeza que seus olhos não estavam fazendo uma puta sacanagem contigo.

Virou-se bruscamente para Kirishima, que por incrível que pareça, não parecia estar tão feliz assim.

— Com o dinheiro da descoberta ela viajou para a Europa — passou as mãos nos cabelos vermelhos, frustrado — Sequer lembrou-se de mim, que levou a porra do seu café...

      Escutaram logo ao lado risadinhas contidas de Kaminari, que estava fazendo seus afazeres do dia.

— Neste momento, era para Kirishima estar tomando vinho em frente à torre Eiffel, aproveitando o ar classudo parisiense — comentou o único loiro que parecia divertir-se com a situação desastrosa dos dois.

— Gwaaah! — gritou Bakugo, esmurrando a própria mesa — Merda, Merda!!! Puta que pariu, hein, caralho!

— Olhe pelo lado bom, Kacchan, você contribuiu para a medicina de alguma forma!

— Vai se fuder, Deku!

— Nunca pensei que a força do ódio serviria para alguma coisa — Todoroki soltou um riso nasal.

      A partir desse dia, Bakugo nunca mais foi levar café para Midoriya. 

4 de Septiembre de 2018 a las 01:13 0 Reporte Insertar 4
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