A Rainha Seguir historia

celi-luna Celi Luna

Desde o meu nascimento me puseram um rótulo na testa. Herdeiro. Um bebê vinha ao mundo com o dever de continuar a linhagem Oikawa e, futuramente, reinar sobre o Aoba Johsai. Cresci com a melhor das instruções, assim, aos dezoito anos podia falar o nome de todos os reinos do mundo e era fluente em seis idiomas. Com essa mesma idade, subi ao trono após a morte de papai. Quando vi todas aquelas cabeças curvadas para mim, me senti inabalável. Não iria me esconder nunca mais. “Vida longa ao Rei.”, eles gritavam. Reuni toda a coragem que tinha para me revelar. “Eu não sou um Rei. Sou uma Rainha.” Naquele dia eu senti como se estivesse pronunciando minhas primeiras palavras. Liberdade. Mas claro que houveram consequências.


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

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A Rainha

   Desde o meu nascimento me puseram um rótulo na testa. Herdeiro. Um bebê vinha ao mundo com o dever de continuar a linhagem Oikawa e, futuramente, reinar sobre o Aoba Johsai. Cresci com a melhor das instruções, assim, aos dezoito anos podia falar o nome de todos os reinos do mundo e era fluente em seis idiomas. Com essa mesma idade, subi ao trono após a morte de papai. Quando vi todas aquelas cabeças curvadas para mim, me senti inabalável. Não iria me esconder nunca mais.

   “Vida longa ao Rei.”, eles gritavam.

   Reuni toda a coragem que tinha para me revelar.

   “Eu não sou um Rei. Sou uma Rainha.”

   Naquele dia eu senti como se estivesse pronunciando minhas primeiras palavras. Liberdade. Mas claro que houveram consequências.


*****


   Mais um dia exaustivo de negociações com Nekoma chegava ao fim, e eu finalmente podia desfrutar de um pouco de paz nos meus aposentos. Tirava os anéis dos dedos e as outras joias que usava pensando no quanto os últimos meses estavam sendo estressantes, na verdade, sinto que não tive um dia não-estressante desde que assumi o trono.

   A criada veio em silêncio para me ajudar a desfazer do vestido e do espartilho, mas eu ainda estava aérea. Sempre soube que governar um reino não seria nada fácil, mas ter uma ameaça de uma guerra iminente nos meus cinco primeiros anos de reinado não era algo que eu esperava também.

   Respirei aliviada, quando o espartilho foi tirado e vesti a camisola confortável. A servente estava prestes a desfazer o penteado, mas eu dispensei-a com um gesto de mãos e ela retirou-se. Não pude deixar de notar o seu silêncio. Quando eu era príncipe, ela costumava ser falante e sempre conversávamos, tudo mudou depois da minha coroação, no entanto. Ela não me olhava torto como os outros funcionários do palácio, mas tampouco me dirigia a palavra além do que era sua obrigação.

   Suspirei. Me sentei na cadeira da penteadeira e ia tirando calmamente todos os grampos que prendiam o coque. Me peguei nostálgica, lembrando-me de como Mihoko fazia isso e eu ficava horas a fio observando-a desembaraçar os cabelos, admirada, e até mesmo um pouco invejosa. Éramos idênticas, exceto por uma pequena parte no meu corpo que ela não possuía e sentenciava a diferença física e social entre nós dois. Uma parte ínfima, comparada a inteligência de minha irmã, porém que fez com que ela perdesse o direito de ser a herdeira do trono de Aoba Johsai. Ela dizia que não se importava com isso, mas eu sim. Ela já estava casada há dez anos com o Rei Sawamura da Karasuno, mas eu ainda pensava em como tudo no palácio era mais solitário sem Mihoko por perto.

   Devaneando, fui pega de surpresa com algumas batidas a porta e me assustei, mas logo sorri de canto. Eu merecia espairecer um pouco dos problemas do reino, afinal.

   – Entre. – Olhei pelo espelho a porta se abrindo e fechando rapidamente e admirei a nova figura que encarava o meu reflexo. Me pus a desfazer a trança, uma vez que já havia retirado todos os grampos – Sabe que não precisa dessas formalidades, Iwaizumi.

   Ele não respondeu e permaneceu parado na soleira. Se havia alguém, além de Mihoko em quem eu confiava, esse alguém é Iwaizumi. Ele é um sortudo, na verdade. Viveu grande parte da vida como camponês até que um lorde o adotou quando sua mãe morreu. Ele viu potencial em Hajime, no manejo da espada e ele não desapontou o tutor, rapidamente mostrou o quanto era talentoso, sendo mandado para o castelo. Nos aproximamos rápido no meu treinamento militar, e uma coisa leva a outra... Eu o nomeei Comandante da Guarda Real assim que assumi o trono e, apesar do que diziam as más línguas, não era pela nossa relação de proximidade. Iwaizumi era o único espadachim do reino que eu nunca consegui derrotar.

   Ele foi um dos poucos que não mudou sua relação comigo quando eu surpreendi a todos na coroação.

   “E daí? Você ainda é a mesma pessoa, só que agora tem uma coroa. A única coisa que me preocupa é que não afunde o nosso reino.”

   Dei uma risada lembrando-me do que ele me dissera quando nos falamos após aquilo.

   – Do que está rindo?

  – Só estou pensando em como veio cedo essa noite. Sentiu saudades? –Falei rindo.

   – Senti. – Franzi as sobrancelhas. Iwaizumi falando abertamente o que sentia? Alguma coisa estava errada. Virei-me para encara-lo preocupada.

   – Você está bem? – Ele não respondeu novamente e se aproximou, devagar. – Aconteceu alguma coisa?

   Iwaizumi pegou a escova de cabelo na penteadeira e passou os dedos pelas cerdas.

   – Posso?

   Estava claro que algo o incomodava, mas Hajime não era do tipo de guardar coisas entaladas na garganta. Ele iria falar o que o aborrecia cedo ou tarde. Assim, virei as costas para que ele penteasse meu cabelo.

   Ele terminou de desfazer as tranças e começou seu trabalho com uma delicadeza que eu não acreditava ser possível para suas mãos de guerreiro que eram acostumadas a lidar apenas com espadas, lanças e escudos. Ele passava os dedos pelos meus fios seguidos pelas cerdas da escova, a sensação era relaxante e boa.

   O observava pelo reflexo do espelho a minha frente desembaraçando as madeixas paciente e concentrado, como se estivesse hipnotizado com o trabalho mais meticuloso do mundo, apesar de ainda parecer pensativo. Era adorável vê-lo tão absorto, tão vulnerável, me senti orgulhosa por ser uma das poucas pessoas que conseguiam a proeza de tirar a carranca mal-humorada do meu ácido Iwaizumi.

   Franziu as sobrancelhas quando se deparou com um nó um pouco mais complicado e admirei como ele prosseguiu com a tarefa sem me machucar, coisa que nem eu mesma conseguia fazer. Caprichoso e distraído, levantou o olhar por um segundo e nossos olhos se encontraram no espelho. Parou o que fazia e ficou me encarando. Levantou a mão que não segurava a escova e com as costas dos dedos acariciou o meu rosto. Sua pele era áspera, mas a graciosidade no ato fez-me pensar que estava sendo beijada por plumas. Fechei os olhos e soltei um suspiro enquanto roçava a pele lisa da bochecha na sua palma como um gato manhoso.

   Ele virou meu rosto para cima, gentil enquanto se aproximava lentamente e tocou meus lábios com os seus. Pude ouvir o baque da escova no chão e logo em seguida sua outra mão em meu rosto. Fiz o mesmo que ele e passei os dedos pela sua barba rala que eu tanto gostava. Um beijo meio desajeitado pela posição que nos encontrávamos, mas logo resolvemos isso. Levantei e me joguei em seus braços e logo estávamos os dois na cama.


*****


   Estava deitada nos braços de Iwaizumi, ainda nua e quase adormecendo enquanto ele acariciava meus cabelos. Sua respiração era calmante e me trazia uma sensação de paz. Claro que isso não iria durar muito, eu devia ter imaginado, a calmaria findou no momento que ele finalmente falou o que estava segurando e eu pressenti a tempestade chegando.

   – Você vai se casar.

   Merda.

   – Como sabe disso? – Me levantei para pegar uma taça de vinho, precisaria de álcool para lidar com isso.

   – Isso não vem ao caso...

   – Foi o Makki quem te contou, não é? Aquele fofoqueiro...

   – Está desviando do assunto.

   – Não tenho nada a declarar, você não me fez uma pergunta, fez uma afirmação.

   – E você não negou, o que significa que é verdade. – Meu silêncio foi o bastante para ele.

   – Foi proposto há poucos dias... Mas foi o mais próximo que conseguimos chegar de um acordo. Precisamos de matéria prima para fabricar mais armas, coisa que Nekoma tem de sobra, e eles precisam de um aliado forte. Uma mão lava a outra.

   – E você vai aceitar esse casamento como uma pechincha no mercado... – Ele murmurou e eu franzi as sobrancelhas.

   – Um casamento político é uma barganha por si só.

   – Está deixando seu medo por Ushiwaka controlar até sua vida pessoal. – Acusou e eu engasguei com o vinho.

   – Não tenho medo do Ushiwaka! – Retruquei ofendida. – Mas tenho medo do exército da Shiratorizawa, eles treinam dia e noite, são uns monstros. Sabe que desde antes da minha coroação eles já estavam esperando por alguma desculpa para começarem a guerra. E com certeza já devem ter se aliado a Inarizaki, Miya Atsumu também não levou muito bem a minha identidade. Sozinhos eles não podem contra nós, mas juntos... Eu não quero nem pensar. Não posso ficar sentada esperando que duas potências nos ataquem com tudo o que têm. Eu preciso de mais aliados além da Karasuno, e Nekoma é uma ótima opção. – Levei a taça aos lábios vendo Iwaizumi retorcer o nariz.

   – Não é como se uma aliança por casamento fosse a única forma de conseguir apoio da Nekoma. Qualquer reino gostaria de se aliar a Seijoh, não acha que eles estão sendo muito impertinentes exigindo um casamento?

   – Não é a mesma coisa um tratado e uma aliança matrimonial, Iwa... – Mordi de leve o lábio e desviei o olhar para evitar a parte mais delicada, porém Hajime me conhecia bem demais para que eu fugisse. Ele estreitou os olhos, me observando inquieto e quando suas sobrancelhas arquearam com a constatação eu soube que ele entendera.

   – A proposta não veio deles, foi sua... – Ele concluiu com a expressão indecifrável.

   – Isso também não foi uma pergunta...

   – Por que?

   – É meu dever. – Eu olhava fixamente para a lua pela janela, evitando seu olhar. – Não é uma decisão fácil. Acredite eu gosto disso tanto quanto você, mas...

   – Se não quer, não faça! Você é uma Rainha, não é obrigada a nada!

   – Não é simples assim. A questão é que eu preciso de um herdeiro. Você não entenderia, eu fui criada para isso.

   – É justo... – Sua expressão voltou a ficar séria e ele se levantou pegando suas roupas ao pé da cama. – Tem razão, não entendo, nunca entenderei.

   – Iwa... Iwaizumi, o que você está fazendo? – Perguntei enquanto ele se vestia.

   – Não serei sua concubina. Você agora é comprometida, então nós acabamos por aqui.


*****


   O banquete era farto e a música estava nas alturas. Os convidados dançavam animados ao redor do salão e eu não poderia estar mais entediado sentado à mesa ao lado da minha, agora, esposa. Alisa Haiba. Irmã mais velha do Rei Lev I de Nekoma. Era uma das princesas mais cobiçadas do continente por sua beleza e graciosidade.

   Não havíamos tido a oportunidade de nos falar ainda, mas eu a observava com o canto dos olhos. Ela sorria e encantava a todos com graça e não pude deixar de pensar que era uma ótima atriz. Afinal, qual princesa, criada a base cantigas românticas sobre cavaleiros de armaduras salvando donzelas em perigo, estaria tão exultante ao ver que o seu príncipe do cavalo branco usava vestidos?

   Pode até ser sadismo da minha parte, mas eu gostaria de ter visto a expressão em sua face coberta pelo véu no momento que entrou no salão e me viu usando, assim como ela, um vestido de noiva. Mas ela não parecia desconfortável, talvez o seu irmão a tivesse preparado para a “surpresa”.

   – Vossa Majestade não parece estar se divertindo. – Ela percebeu que eu os observava e sorriu. Eu não soube dizer se era legítimo ou atuação.

   – De fato, não gosto de ficar sentada. – Os olhos ávidos me olhavam com interesse.

   – Ora, então venha, vamos dançar, minha esposa. – Atriz ou não, ela usar o gênero certo me deixou contente, assim deixei-me arrastar para o salão quando ela se levantou da mesa e estendeu a mão para que a acompanhasse.

   Todos os convidados abriram caminho para nós. Nos cumprimentamos e começamos uma dança um pouco atrapalhada devido ao volume dos vestidos, mas logo nos acostumamos. Imitávamos os passos uma da outra e rindo enquanto rodopiávamos. Em certo momento olhei ao redor, para ver os convidados e meus olhos se encontraram com um rosto que eu não esperava ver ali.

   Hajime estava um pouco afastado da multidão, acompanhado por alguns soldados e segurava uma taça encostado numa das pilastras de mármore. Os amigos ao seu lado riam, bêbados, mas ele me olhava fixamente, assim como eu não desviava os olhos dele.

   Minha mente vagou pelo tempo e voltou naquela noite, há poucas semanas quando ele saiu pela porta do meu quarto e nunca mais entrou por ela. Não o culpava, era uma questão moral e social, Iwaizumi cresceu como camponês e, apesar de adotado por um lorde mais tarde, não entenderia os deveres do casamento para pessoas como eu. Mas eu estaria mentindo se dissesse que meu coração não se partia um pouco cada vez que eu o via pelos corredores casualmente. Era estranho não poder flertar discretamente (ou nem tão discreta, às vezes) com ele quando nos esbarrávamos.

   Nossa amizade e confiança desenvolvida com os anos continuava, era com ele que eu contava para falar de alguma tática de guerra, ou sobre a evolução dos novos recrutas, porém eu sentia falta dos toques, dos beijos... Assim como eu podia ver daqui o quanto ele estava magoado comigo também.

   De onde estava, ele levantou a taça que segurava, como em um brinde em minha direção e levou-a aos lábios, bebendo tudo de uma vez e logo em seguida fazendo uma careta. Iwaizumi nunca gostou de beber. Logo em seguida deu as costas e saiu do saguão. Não tirei os olhos dele até que não fosse mais visível. Suspirei. Não bastavam os conflitos com Inarizaki e Shiratorizawa, agora até minha vida pessoal me dava problemas, e eles se acumulavam numa bola de neve que ficava cada vez maior e me deixava mais perdido sobre como resolver, isso se havia alguma solução para tudo e...

   – O cavaleiro que acabou de sair. É ele quem você ama, não é? – Alisa ronronou, baixo e me deu um pequeno susto, uma vez que eu havia até mesmo me esquecido que dançávamos.

   Levantou a cabeça e pude ver em seu olhar ferino que ela não deixou passar aquela pequena interação entre mim e Hajime. Os olhos bicolores me encaravam, perigosos. Sorria como um gato que encurralara um passarinho. Definitivamente, uma ótima atriz, nem mesmo eu conseguia lê-la. Não respondi, tanto pela novidade em minha falha intuitiva como pelo constrangimento de falar sobre o meu amante (ou ex-amante, que seja) com minha esposa no dia do casamento.

   – Ora, vamos, não há de que se envergonhar. – Ela continuou. – Olhe para a mesa. Vê o cavaleiro de cabelos negros conversando com meu irmão? – Fiz o que ela disse e de fato havia um homem alto e forte com um olhar gatuno e riso malicioso ao lado de Lev.

   – É bonito. Mas o cabelo é estranho.

   – Não posso discordar disso. – Ela riu. – É Kuroo, o Chefe da Guarda Real de Nekoma.

   – Gosta dele?

   – Sim, eu gosto. Parece um malandro, mas é uma boa pessoa e confiável. Crescemos juntos. Contudo, o coração dele não é meu.

   – Não? – Olhei surpresa, para ela. – Sinto muito.

   – Oh, não sinta! Eu estou bem assim. Olhe, falei isso por que quero que entenda que somos uma dupla agora, e não espero que me ame. Mas podemos ser aliadas. O que me diz?

   – Não confio assim tão facilmente nas pessoas, minha senhora.

   – Teremos muito tempo ainda para desenvolver essa confiança.

   – Que seja. Não te incomoda que eu use vestidos?

   – Me incomodaria se eles fossem feios, mas Vossa Graça tem um ótimo gosto, é um vestido muito bonito. – Eu ri e encarei-a perplexa.

   – Não pode estar levando tudo tão normalmente assim. Eu costumo ser boa em ler as pessoas, mas a Senhora esconde bem as emoções. Não sou ingênua ao ponto de não notar isso. Me diga o que pensa de verdade antes de pedir por um voto de confiança.

   – É justo. – Ela desviou os olhos, ainda dançando. – A verdade é que sinto inveja de Vossa Graça.

   – Inveja? – Franzi as sobrancelhas confusa. – Por qual motivo?

   – É verdade que não entendo quando afirma ser uma mulher. Mas me incomoda a liberdade com que fala isso. Quero dizer, Vossa Graça foi criada como um homem e para ser um homem, nasceu destinado a ser um líder, comandante político e militar. Eu fui criada como mulher para ser uma mulher, me ensinaram a dançar e bordar para ser um objeto de decoração, são duas coisas diferentes. Papéis sociais e expectativas diferentes colocadas sob nossos ombros. Não quero ofendê-la, mas acho hipocrisia dizer ser mulher e não ter a mínima ideia do que é ser educada apenas para agradar um futuro marido qualquer e vendida como um pedaço de terra em troca de um exército sem nem mesmo perguntarem a sua opinião. Contudo sempre respeitarei a Senhora como irmã e como desejar ser chamada.

   – Isso foi... bem sincero...

   – Obrigada, eu tento. – Ela sorriu orgulhosa. – Vossa Graça me dá um voto de confiança então?

   – Pode me chamar de Tooru. – Sorri de volta.

   Continuamos dançando em um silêncio confortável, porém nos divertindo até que eu senti uma mão tocar em meu ombro e não me surpreendi quando me virei para ver o seu dono. Atsumu Miya , que fui diplomaticamente obrigada a convidar, junto de seu irmão gêmeo, Osamu, também detestável, porém menos do que o mais velho.

   Interromper uma dança já não era educado, a das noivas, então, era uma grande falta de respeito. Encarei-o sem tentar disfarçar a expressão de desagrado em meu rosto pelas suas maneiras. Até mesmo Alisa pareceu incomodada. Se não bastasse isso, ele usava roupas pretas.

   – Lorde Atsumu, lorde Osamu. – Cumprimentei-os. – Minha esposa, estes são os irmãos Atsumu, do reino de Inarizaki. – Os três curvaram-se, também em um cumprimento

   – Meu Lorde... – Falou, dirigindo-se a mim. Cretino.

   – Lady. – Interrompi-o, secamente, porém ele fingiu não me ouvir e continuou.

   – Se não for muita falta de educação da minha parte, gostaria de ter uma dança com a Rainha. – Estendeu a mão em direção a Alisa com uma reverência. Ela ia aceitar a dança, porém antes que ela tocasse a mão dele, segurei o seu pulso. Percebi logo a sua intenção: me humilhar publicamente. Se Atsumu queria jogar, eu o ensinaria que no meu reino quem dita as regras sou eu.

   – Seria um prazer, meu Lorde. – Eu disse e ele pareceu perplexo por um segundo.

   – Perdão?

   – Logo dançamos mais, minha esposa. – Falei beijando a mão de Alisa, que repetiu o gesto, rindo. Pousei minha mão sobre a de Atsumu, que permanecia estendida e o puxei, ainda confuso, para o centro do salão.

   Era engraçado ver sua expressão de desagrado por não poder recusar a dança comigo. Apesar disso, eu apreciava tanto a ideia de dançar com Atsumu quanto ele. Era um dos que faziam questão de me tratar no masculino. Um dos poucos que tinham esse poder, na verdade. Inarizaki, por ser um reino que se equiparava a Aoba Johsai em poderio, fazia-o ter essa liberdade. Reinos menores afinal não poderiam me desrespeitar, ainda que por medo.

   – O Senhor...

   – Senhora.

   – ... arranjou uma esposa muito bonita.

   – De fato. – Cortei-. Não tinha o menor interesse em conversar com ele, felizmente a música já estava no final.

   – Só me sinto mal pela Rainha. Pobre moça.

   – E por qual motivo? – E começaram as provocações. Questionei franzindo a testa.

   – Ora, uma princesa encantadora como ela merecia um marido que honrasse o que tem entre as pernas, e não um que é motivo de piadas por todo o continente. – Sorriu de lado zombeteiro e continuou os passos da dança – O “Rei de Vestido” é como te chamam, sabia?

   Fiquei estagnada por um momento absorvendo aquilo e nem mesmo pensei quando levantei os punhos, pronta para dar-lhe um soco que quebraria todos os dentes daquela cara debochada. Por sorte, senti um toque suave no meu braço que me parou.

   –Atsumu, meu bom Lorde. Minhas desculpas pela interrupção, mas eu gostaria de trocar uma palavra com minha irmã.

   Mihoko.


*****


   Caminhávamos em silencio pelos corredores, apesar de longe do salão de festa, ainda era possível ouvir a música e os risos dos convidados. Mihoko me olhava preocupada, enquanto eu estava pensativa.

   – Percebi que estava com problemas. – Ela me sorriu, puxando a conversar.

   – Os Miya me irritam. Principalmente o mais velho. Ainda bem que você apareceu. Eu estava prestes a cometer um homicídio.

   – E causar uma guerra também.

  – Tsc. Já estamos nos encaminhando para isso de qualquer forma, eu teria somente acelerado um pouco as coisas.

   – Tooru...

   – Certo, certo. Desculpe. Você tem razão. Eu perdi a cabeça na hora e não pensei.

   Ela suspirou e parou na minha frente levando as mãos ao meu rosto para continuar o sermão. 

   – Já conversamos sobre isso. – Disse com o olhar compreensivo. – Nem todos irão te aceitar, isso não é uma novidade para você. Eu sei que não é justo, mas deve pensar como uma Rainha e no que é melhor para o reino. Não leve Seijoh a uma guerra por causa disso. Deve ser diplomática.

   – Estou sendo diplomática há cinco anos com esse patife. Não só ele, mas Ushiwaka também. Ele nunca superou a minha rejeição quando éramos mais novos. Minha paciência está no limite, Mihoko, não sei mais por quanto tempo vou conseguir segurar...

   – Oh, meu anjo. – Ela me abraçou e começou a fazer carinho no topo da minha cabeça quando percebeu que eu estava prestes a chorar, como a mãe-irmã mais velha super-protetora que era. – Eu sei, eu sei... é cansativo ter que lutar todos os dias contra essas pessoas. Gostaria que não fosse necessário e que eu pudesse evitar esse sofrimento. Mas eu sei que você consegue. É muito forte, não apenas fisicamente, mas sua mente e seu espírito de luta também são. Sempre diz que acha injusto que apesar de eu ser a mais velha, nunca ter tido o direito ao trono, mas eu não penso assim. Você tem uma determinação que eu jamais tive, é uma líder nata e a melhor Rainha que Aoba Johsai poderia pedir. Pode lidar com tudo isso, eu sei e confio em você. Assim como os seus súditos.

   – Obrigada. –Peguei uma das mãos dela e beijei o dorso. Como eu sentia falta de Mihoko. – Mas vamos falar sobre outro assunto. – Passei novamente o seu braço pelo meu e voltamos a caminhar. – Como vai você? E Takeru?

   – Ah, pobrezinho, estuda noite e dia. Daiichi não deixa que os tutores peguem leve com ele. Mas é um doce de criança. Talentosíssimo para a política, porém um amante das artes, ele toca piano, como você e...

   E continuamos andando pelo corredor conversando sobre banalidades, até que em certo ponto Mihoko pigarreou, evidenciando que algo a incomodava.

   – Não mentiu quando disse ao Atsumu que queria conversar comigo, não é? O que houve?

   – Então... – Ela começou e eu percebi que ela estava adiando o assunto para falar sobre ele no melhor momento. – Casada agora, não é? Devo admitir que fiquei surpresa.

   – Chega uma hora que todos nós precisamos, afinal.

   –De fato... mas como Hajime reagiu a isso?

   – Hmmmm... não muito bem, na verdade... ele disse que “não será minha concubina” – Falei imitando a voz de Iwaizumi ao passo que Mihoko riu.

   – Imaginei. Cabeça dura, como sempre, mas com um senso moral afiado, o teimoso. – Resmunguei e franzi a testa. – Ei, não fique chateada com ele. O mesmo aconteceu com Daiichi e Koushi quando éramos recém-casados.

   – Koushi Sugawara, o conselheiro bonitinho? – Perguntei boquiaberta pela novidade.

   – O próprio. Não sei os detalhes, mas deve ter sido algo parecido com o que aconteceu entre vocês, já que Daiichi é tão moralmente correto como Iwaizumi. Mas hoje em dia eu sei que eles voltaram a se encontrar. O que quero dizer e que se vocês gostam um do outro de verdade, ele entenderá com o tempo.

   – Não se sente humilhada com isso? Seu marido deitar-se com outro homem. – Ela suspirou.

   – Meu casamento é como o seu Tooru, foi arranjado por papai. Tenho sorte por conviver pacificamente com Daiichi e Suga. Então, contando que o caso não venha a público para me ridicularizarem, eu realmente não me importo. Eles são discretos o suficiente e, entre nós, não é como se eu não tivesse meus casos também. – Ela riu maliciosa, enquanto eu a olhava chocada. – Logo você, Iwaizumi e Alisa entenderão isso também. Poucos são os casamentos arranjados que resultam em um real envolvimento dos noivos.

   – Mihoko, sua pervertida! Isso é tão errado... – Disse rindo.

   – Mas é a verdade. O que é moral perto do calor de ter quem você ama nos braços? Só vivemos uma vez para nos limitar a lei dos homens e eu não vou me reprimir por isso. Mas você deve fazer sua própria escolha. Assim como Iwaizumi.

   Olhei no rosto de minha irmã e eu não podia tirar a veracidade de suas palavras. É verdade que honra era uma coisa tão superficial e, convenhamos, ela é uma máscara. Ninguém é honroso por que quer sê-lo, mas sim para mostrar ao mundo. Não... Iwaizumi não era assim... o senso de dever para ele era mais importante do que tudo, talvez por ter vindo, literalmente do nada. Hajime teve sim sorte, mas não significa que tudo que ele conseguiu foi sem esforços. Essa experiência de vida eu nunca teria e não tenho o mínimo direito de julgá-lo por fazer o que acha certo.

   – Sinto falta dele... – Falei fazendo bico.

   – E eu tenho certeza que ele também sente sua falta. Devemos dar meia volta, não deve se ausentar por muito tempo, ou sentirão falta da noiva. Conseguiu se acalmar?

   Respirei fundo e assenti, pronta para outra batalha.


*****


   Já haviam se passado seis meses do banquete matrimonial e tudo estava calmo. Calmo demais.

   Eu sabia que os Miya não se esqueceriam da minha atitude no banquete e era isso que me preocupava. Eles deviam estar planejando alguma coisa e, por mais irônico que possa ser, a calmaria me tirava mais ainda o sono.

   Apesar disso o palácio estava em festa. O motivo? Anunciamos a gravidez de Alisa.

   Nossas primeiras semanas de casados foram... estranhas. Nunca senti atração por mulheres, mas como o propósito do casamento era justamente um herdeiro, não era algo do qual eu podia escapar.

   Não vi Iwaizumi nenhuma vez naquela semana. Até penso que foi melhor assim, eu ainda não sabia com que rosto o encararia depois disso. Embora que apesar dos problemas com Hajime, neste exato instante, quem estava me dando dor de cabeça era minha esposa.

   – Alisa, pela última vez ir a Nekoma nas suas condições agora é perigoso. Fique em Aoba Johsai, já disse que recebemos a corte inteira aqui se está com saudades. – Eu tentava sem sucesso, convencê-la já a porta da carruagem.

   – Vossa Majestade está certa, Minha Rainha. – Concordou Akane Yamamoto, a dama de companhia que viera de Nekoma junto com Alisa. Apesar de ser muito mais jovem, a garota era uma das poucas a quem Alisa ouvia e eu podia dizer que eram verdadeiramente amigas. – São três dias de viagem e a senhora sabe como a estrada é turbulenta.

   – Não seja boba Akane! E não estou doente, Tooru! É a milésima vez que me dizem isso. As duas estão sendo exageradas, não iremos pela estrada principal que é mais movimentada e faremos o percurso devagar. Além disso, eu só estou com quinze semanas, não é tão perigoso assim. Quero ir a Nekoma antes que eu esteja realmente impossibilitada, caso contrário só poderei voltar lá ano que vem, ou depois ainda. Quero ver a todos antes disso. – Disse com as mãos na cintura.

   Suspirei com a tenacidade de Alisa, assim como Akane. Não me agradava nem um pouco a ideia da viagem, ainda mais por que eu não podia ir e não conseguia fazê-la mudar de ideia de jeito nenhum.

   – Não esqueça de escrever. – Beijei sua mão que retribuiu o gesto e a ajudei a subir na carruagem. Logo o cocheiro pegou as rédeas, os guardas que designei como escolta tomaram posição e a comitiva eles partiu.

   – Estarei de volta em três semanas. – Ela acenava da janela e eu acenava de volta, apreensiva, vendo-os sumirem ao passaram pelos portões do castelo.

   Eu tinha um mal pressentimento que me embrulhava o estômago. Pelos deuses, eu devia aprender a ouvir minha intuição.


*****


   Uma semana.

   Alisa estava sem dar notícias há uma semana. Todos os corvos que eu mandava não retornavam e eu estava prestes a ir pessoalmente à Nekoma verificar o que aconteceu até certa manhã chegar um mensageiro peculiar em Seijoh: Uma Águia, o símbolo de Shiratorizawa.

   O canto do pássaro, pouco antes do almoço, ressoou alto pelo castelo. Todos ficaram agitados quando viram a ave branca pousar na torre mais alta e permanecer ali imóvel. Desci as escadas e me encaminhei ao pátio, somente então ela se mexeu. Desceu graciosamente agitando suas asas, eu estiquei o braço e ela pousou, com as garras afiadas arranhando minha pele. Olhares apreensivos de todos os tipos de funcionários do palácio estavam voltados para mim, desde cozinheiros até soldados e escribas.

   Abri a pequena mochila com compartimento para mensagens que o pássaro tinha nas costas, com o cuidado de não levar uma bicada e tirei de lá o pergaminho ligeiramente amassado. Assim que eu o peguei, a águia alçou voo como se fosse treinada para isso. Observei o que me fora mandado. O papel amarelado estava enrolado e preso por um anel. A aliança que fazia par com a minha.

   Retirei a joia imediatamente e li o documento, nervosa.

   Terminei a leitura furiosa. Me esquecendo que tinha uma plateia amassei o papel e o joguei no chão. O silêncio era tamanho que o som dos saltos batendo no piso de concreto era audível, enquanto eu voltava para dentro do palácio pisando forte. Assim que saí os burburinhos começaram. Senti alguém me seguindo e logo em seguida uma mão no meu ombro.

   Iwaizumi.

   – O que aconteceu? – Ele perguntou, preocupado. Atrás dele várias pessoas passavam casualmente ou fingiam fazer seus afazeres para espionar a conversa. A notícia seria dada cedo ou tarde, assim não me importei quando falei.

   – Atsumu Miya e Ushijima Wakatoshi sequestraram a Rainha Alisa. Convoque os soldados, Hajjime.


*****


Em nome dos Senhores Soberanos, Atsumu, Miya de Inarizaki e Wakatoshi Ushijima de Shiratorizawa, esta carta tem o dever de intimar o Senhor Tooru Oikawa, o Rei de Vestido, de Aoba Johsai a renunciar seu direito ao trono devido a sua inadaptabilidade social e loucura ao afirmar ser uma mulher, sendo julgado mentalmente incapaz de governar pelos mesmos Senhores supracitados.

A Rainha Alisa Haiba foi resgatada pelo Rei Atsumu e ele a desposará, como forma de anular a vergonha e humilhação causada por seu atual marido.

Tooru Oikawa tem quatro luas para comunicar sua renúncia. Passado este prazo ou encontrando qualquer resistência, os Reinos de Shiratorizawa e Inarizaki se colocam no direito de interferir militarmente em Aoba Johsai, destronando o Rei de Vestido.

Ushijima Wakatoshi

Atsumu Miya


*****


   – Eles sequer têm o direito de fazer uma intimação dessas! Eles não têm poder sobre o trono de Seijoh, os Oikawa reinam nesse território há mais de 400 anos, quem eles pensam que são para chegarem assim e nos dizerem quem devemos ou não coroar? – Kindaichi exclamava exaltado.

   – Foi uma ofensa a todo o reino! – Kunimi concordava com o amigo, porém mais calmo do que o outro.

   – Devemos atacar antes deles! – Kentarou bateu com o punho na mesa.

   – Alisa está com eles, não podemos fazer algo sem pensar! – Yaku, de Nekoma confrontou-o.

   – Eu estou pensando! Entramos lá, matamos todos e retiramos a rainha. Pronto! – Ele completou, simplista.

   –Nem sabemos em qual reino ela está! Eles podem mantê-la tanto em Shiratorizawa quanto em Inarizaki. – Watari acrescentou.

   – Invadimos ambos ao mesmo tempo! Serão pegos de surpresa e nem saberão o que os atingiu. – Kentarou continuou.

   – Imbecil! – Yahaba bateu em sua nuca com força, um dos poucos que tinham alguma liberdade para enfrentar o guerreiro arisco, com fome por uma boa luta.

   –O que? Acha que irão ferir Alisa Haiba? – disse, ironizando.

   – Ele está certo quanto a isso. – Kozume, o conselheiro acrescentou em voz baixa. – Ela é querida por toda a Miyagi. Machucarem-na irá deslegitimar os motivos deles e o povo ficará contra eles. Isso iria torná-la uma mártir.

   – Quem liga para o povo? Se eles quiserem podem fazer qualquer coisa contra ela. Não podemos colocar em risco a vida de Alisa assim! É da minha irmã que está falando, e ela está grávida! – Lev dizia, o mais afobado na sala, de longe.

   – Eu disse quanto a isso, não que devemos seguir esse plano suicida. – Ele se explicou.

   – Sugerem que a Rainha Tooru entregue a Coroa então? Ah, por favor... – Hanamaki disse, revirando os olhos.

   – Se isso for salvar a vida da minha irmã, sim!

   – Está louco se acha que essa possibilidade é sequer negociável. – Kentaro por incrível que pareça, concordava.

   – Ei, cachorrinho, olhe como fala com o nosso rei! – Kuroo, o Capitão da Guarda Real e amigo de infância de Alisa se pronunciou pela primeira vez.

   –Me chamou do que? – Kentarou levantou-se estufando o peito para confrontar o outro.

   – Eu sempre soube que não devíamos ter feito um acordo com vocês, sabia que nos abandonariam na primeira oportunidade, e agora vejam só, nossa Princesa foi sequestrada. Se os Miya não estivessem tentando destronar esse Rei doido eu mesmo faria isso! – Ele exclamou.

   – CALEM-SE! – Gritei, já louca pela confusão que o conselho militar estava virando.

   Estava sentada na ponta da mesa, com Iwaizumi a minha direita, como sempre, tentando mediar o conflito que estava acontecendo. E falhando miseravelmente.

   No dia seguinte a chegada do pergaminho da águia recebemos os Nekomatas no palácio, já estando a par da situação há alguns dias. Aparentemente o recado do Miya e de Ushiwaka foram enviados para todo o continente, e isso era humilhante.

   Convoquei os vassalos e também mandei um corvo a Karasuno, sem retorno. Contudo, não podíamos esperar, já estávamos mobilizando os exércitos, assim como Nekoma. Tudo o que precisávamos era de uma estratégia.

   – Não vamos atacar imprudentemente, apesar de duvidar que a machucarão, devemos assumir que Alisa está sendo feita de refém. Temos que ser cautelosos. – Falei em tom imperativo. – Iwaizumi. –Chamei-o e ele esticou um mapa na mesa, apontando e explicando o plano.

   – Segundo nossos informantes, Alisa está em Shiratorizawa, já que é o reino com a capital mais distante tanto nossa como de vocês. Mas Karasuno fica perto de lá. O que pensamos foi em uma operação de resgate antes de qualquer coisa. É um plano simples. Um grupo pequeno, mas de elite, se disfarça e se infiltra no palácio e tira a Rainha de lá. Falaremos com Daiichi para pedir refúgio em Karasuno e então ela estará a salvo. – Iwaizumi explicou o plano que passamos a madrugada formulando levando em conta o relevo, o castelo de Shiratorizawa e inclusive as condições de Alisa.

   – Isso supondo que nossas informações estejam corretas. Outro detalhe é que Alisa não pode cavalgar, ainda mais em Shiratorizawa, cujo terreno é irregular, devemos tira-la de lá de carroça ou biga, a cavalgada deve ser em última instância. E ainda não recebemos nenhuma resposta do Sawamura. – Acrescentei. – O que quero dizer é que é um plano arriscado e baseado na sorte. Porém é o melhor que temos levando em consideração a segurança da Rainha. A não ser que os senhores tenham objeções e um plano melhor.

   Os quatro Nekomatas se entreolharam. Taketora ainda não havia dito uma palavra ainda, o que era atípico dele. Não sem motivos, Akane era sua irmã mais nova que também estava sob domínio inimigo e ele, assim como Lev, estava preocupado com a segurança da irmã.

   – Faremos isso. – Yamamoto respondeu por todos.


*****


   Era noite alta, um dia antes do plano ser posto em prática. O nosso acampamento estava próximo da fronteira com Shiratorizawa. Era o último dia de viagem antes que chegássemos perto do castelo e déssemos início ao plano de resgate e eu devia aproveitar para dormir, como todos os outros faziam, mas eu estava nervosa demais para conseguir relaxar. Por isso tinha o mapa aberto na minha frente e repassava mentalmente os detalhes do plano.

   – Devia estar descansando. – Ouvi uma voz grossa atrás de mim.

   – Não consigo dormir. – Disse à Iwaizumi que se aproximava e sentava-se ao meu lado. – Você também devia.

   – Alguém precisava fazer a patrulha.

   – E o senhor “eu sou altruísta e moralmente correto demais” fez esse sacrifício por nós?

   – Idiota. – Ele me deu em tapa de leve na nuca enquanto eu ri. Ficamos em silêncio por um tempo, apreciando a companhia um do outro até que voltei a falar.

   – Quando eu recebi o pergaminho... considerei renunciar...

   – Eu sei.

   – Mas eu só venho causando problemas para o reino depois do que fiz na coroação e... espera, o que?

   – Imaginei que tinha pensado e renunciar. Já estava preparando o meu machado pra arrancar sua cabeça se fizesse isso.

   –Oh, que rude, Iwa!

   – Por que você não renunciou, então? – Perguntou sério.

   – O que? – Respondi, desprevenida. – Eu... eu não sei... sinto que devia ter... mas...

   – Mas você sabe que nada disso é verdade. – Falou olhando em meus olhos, iluminados apenas pela chama da lamparina. – Todos nós víamos você se esforçando diariamente para ser um bom rei no futuro. Ninguém do reino nunca duvidou da sua capacidade de nos liderar, não seja você a fazer isso.

   – Eles não motivos para confiar assim de olhos fechados em mim. Eu só levei uma guerra egoísta para o reino. É estúpido, quer dizer, a própria Alisa falou, como eu sei que sou mulher se eu nunca vivi como uma? Eles deve estar certos e eu estou louca... ou louco... eu não sei, é confuso...

   – Ninguém sabe quem você é além de você mesma. Não deixe que façam sua cabeça. Enfrentou centenas de lordes que te desrespeitavam ao longo desses cinco anos. Vai fraquejar agora?

   – Não. – Respondi sorrindo em sua direção e até mesmo consegui ver os lábios de Iwaizumi se inclinarem para cima ligeiramente. Ficamos em silêncio por alguns minutos até que Iwaizumi se pronunciou.

   – Desculpe.

   – Pelo que? – Franzi a testa confusa.

   – Por ter te abandonado... eu não...

   – Ei, ei, pode parar por aí. Dentre todas as pessoas você foi o único que nunca me deixou.

   – Mas naquela noite...

   – Nós só paramos de transar, isso não significa nada. Nossa relação é mais do que sexo. Você está aqui agora, não é?

   – É...

   Ele começou a se aproximar lentamente e eu fiz o mesmo. Nossos lábios estavam quase se tocando quando ouvimos algo e viramos a cabeça no mesmo instante para ver o que nos incomodava.

   Deitados cada um em seu próprio saco de dormir do outro lado da fogueira já apagada, Matsukawa estava com o queixo apoiado nas mãos nos observando com um sorriso malicioso e Hanamaki estava virado de costas para nós dois, porém abraçando o próprio corpo enquanto as mãos subiam e desciam pelas costas, simulando um casal que se beijava, e gemia coisas como “Own... Hajime... Oikawa... aaaah”.

   Será que era muita tirania mandá-los para a forca? Porém antes que eu fizesse algo, Iwaizumi pulou na direção dos dois e dava um mata-leão em Mattsun enquanto Makki implorava para que Hajime o deixasse respirar, pois estava enforcando-o com as pernas. Claro que o barulho acordou nossos companheiros de viagem.

   – É uma briga e ninguém me chamou? – Taketora dizia ainda meio grogue.

   – Vão dormir, seus imbecis! – Kuroo gritou e Iwaizumi soltou os dois, se encaminhando ao seu saco de dormir ao lado do meu.

   Dormi relaxadamente o resto da noite.


*****


   Eu estava há cerca de quatro horas presa naquele estábulo esperando pelo cair da noite para começar aquela operação de resgate e só no que conseguia pensar era no fedor insuportável dos cavalos e do esterco. Se não fossemos descobertos andando pelos corredores, com certeza o cheiro nos entregaria.

   Pelo menos a infiltração no castelo fora bem sucedida.

   Shiratorizawa era uma grande fortaleza bem guarnecida, porém todo homem comum se dobrava com o peso do ouro. Notem que eu disse um homem comum, e isso é algo que os soldados de Shiratorizawa estão longe de ser. Então não, não subornamos os guardas. Compramos por um preço altíssimo a carroça e mercadoria de um comerciante que passava pela estrada para incorporar nosso disfarce.

   O conceito era simples. Se é impossível entrarmos escondidos então passaríamos pelo portão da frente. Assim, enquanto Hanamaki e Matsukawa davam um jeito de enganar os guardas, o resto de nós se escondeu nos grandes barris cheios de cereais que estavam sendo transportados na carroça.

   Ouvíamos parte das conversas abafadas e os guardas queriam entrar para revistar o conteúdo da mercadoria, não sei o que eles fizeram, mas lábia daqueles dois era impressionante, pois conseguimos passar sem a revista.

   Hanamaki e Matsukawa não poderiam ficar com a carroça dentro do castelo, ou não seria possível passar pelos portões na hora de irmos embora, então a função deles era nos deixar dentro do palácio e estarem prontos para a fuga nos limites da cidade quando anoitecesse.

   Descemos da carroça nos fundos do castelo e nos esgueiramos até o estábulo para esperarmos até que escurecesse. Esperando...

   – Ei, hora de acordar do sono de beleza, Vossa Majestade. – Kuroo me cutucava com a ponta do pé enquanto Taketora se espreguiçava em meio ao feno e Iwaizumi estava amolando seu machado. Percebi que adormeci enquanto esperávamos o cair da noite.

   Me levantei, limpando o feno das roupas. Comecei a me armar assim como os outros três. Espada na bainha e mais pelo menos quatro facas presas no cinto. Peguei a aljava de flechas e a passei pelos ombros e, por fim, meu arco.

   Para testar, atirei duas flechas nas paredes como aquecimento enquanto os outros terminavam de se aprontar. Seguimos em fila única para fora do estábulo. Kuroo ia na frente, também com um arco (odeio admitir, mas a pontaria dele é melhor do que a minha) eu seguia atrás dele, Taketora vinha em seguida enquanto Iwaizumi cuidava da retaguarda.   

   Entramos por uma das portas laterais, encontrando o corredor vazio. Ele dava no salão principal, onde tinha uma grande escadaria que se dividia em direções opostas.

   – Vamos nos dividir para acharmos Alisa. – Kuroo falou.

   – Ela não estaria no calabouço? – Taketora perguntou.

   – Não, Atsumu planeja se casar com ela. – Respondi. – Não a jogariam nas masmorras assim.

   – Ela deve estar em um dos quartos. – Iwaizumi concordou. – Provavelmente próxima a Ushijima.

   – E onde está Ushijima, Sr. Óbvio? Sabe me dizer? Não, então devemos procurar de qualquer forma! – Kuroo ironizou o que fez Iwaizumi respirar fundo, e eu sabia que ele estava se segurando para não se estressar com o Nekomata e comprometer a missão.

   – Devemos procurar, como você mesmo disse, Cabelo de Galo. Eu e Oikawa vamos pela ala leste. Você e o doido vão pela ala oeste. – Iwaizumi acrescentou e nós dois começamos a nos mover, porém os dois de Nekoma permaneceram parados.

   – O que estão esperando? – Perguntei.

   Eles se entreolharam e Yamamoto foi quem se explicou.

   – Eu sei que a missão é salvar a Rainha, mas minha irmã também foi levada e vocês não ligam a mínima para isso! – Eu e Iwaizumi nos olhamos, sem poder discordar daquilo.

   – O que Yamamoto quer dizer, é que nosso objetivo também é resgatar Akane. – Kuroo deu um passo à frente. – E se forem vocês a encontrarem-nas... Bom, é inegável que darão prioridade a Alisa. Por isso vamos dividir as duplas com um de Nekoma e outro de Seijoh.

   – Certo. – Falei antes que Hajime tivesse a chance de dizer algo. – Doido vem comigo. Cabelo de Galo vai com o Iwa.

   – É sério? – Iwaizumi falou arregalando os olhos. – Você ficou com o menos irritante, isso não é justo! – Reclamou enquanto subíamos os degraus e os dois Nekomatas vinham logo atrás.

   – Seja mais esperto da próxima vez então. – Falei enquanto virava a esquina. da escadaria da ala leste e Iwaizumi seguia para a oeste com Kuroo em seu encalço.

   – Você não presta, Lixokawa! – Ainda ouvi-o dizendo antes de chegarmos ao topo.

   Eu agora ia na frente com a flecha no arco preparada. Estávamos de frente para um corredor com várias portas e mais a frente havia ainda uma escada. Droga, não podíamos sair verificando de porta em porta a esmo. Precisamos de um plano...

   – Vamos em frente. – Sussurrei para Yamamoto. – Não abra nenhuma das portas.

   – Mas...

   –Faça o que eu disse!

   Ele se calou e seguimos em frente enquanto eu sondava o terreno com os olhos. Pelos deuses, onde estavam? Até que ouvi passos vindos da escada acima de nós. Fechei os olhos para me concentrar no barulho. O som era de metal rangendo e das vozes de dois homens. Colei o ouvido a porta mais próxima. Silêncio.

   Gesticulei para Taketora para que ele encostasse na parede e se escondesse e eu fiz o mesmo. Mais alguns segundos se passaram até que os dois cavaleiros que faziam a patrulha chegassem onde estávamos. Com um único tiro acertei o primeiro no olho que era a única parte do corpo cuja armadura não cobria, enquanto Yamamoto partia para cima do outro.

   – Não o mate! – Falei. E ele ficou confuso. O soldado aproveitou o tempo de distração de Yamamoto e o chutou na barriga, ergueu a espada para dar o golpe final mas eu bati com o arco em sua cabeça deixando-o desnorteado por alguns minutos. Segurei-o nos braços antes que caísse no chão e chutei a porta que havia verificado antes.

   Taketora logo entendeu o que eu pretendia e ajudou-me a arrasta-lo para dentro. Era uma despensa. Mas haviam coisas úteis. Peguei um saco de batatas e despejei o conteúdo no chão, usando o tecido para amarrar as mãos do soldado, ainda grogue.

   –Pegue o outro! Traga-o para dentro, não podemos deixar vestígios. – Falei, retirando o capacete do soldado e vi os cabelos vermelhos como sangue.

   Logo estávamos na pequena despensa com um soldado morto e outro semiconsciente.

   – Onde estou? – Ele começou a recobrar a sanidade.

   – Onde estão Alisa Haiba e Akane Yamamoto? – Ele disse, firme.

   – Quem são vocês? O que estão fazendo aqui? Shirabu? O que fizeram com o Shirabu? – Falava sem parar. Yamamoto se dirigiu as prateleiras, pegou uma cebola e colocou na boca dele.

   Uma grande lição a ser aprendida. Nem todos cediam ao peso do ouro, mas à dor sim. Droga, eu odiava fazer isso.

   – Vamos perguntar mais uma vez e você vai me responder. Onde estão Alisa Haiba e Akane Yamamoto? – Tirei o vegetal da boca dele.

   – Segunda torre da ala oeste, terceiro andar. – Falou simples.

   – Oh, isso foi fácil. Vamos. –Taketora falou. E ele estava certo. Fácil demais.

   – Espere. O que mais tem nesse lugar, soldado?

   – Sabe que não vai tirar mais nada de mim, senhor. Ou devo dizer, senhora? – Falou sorrindo irônico. Como ele sabia? Que seja, pouco importava. Desembainhei a espada e com o punho, bati do lado de sua cabeça, o que o fez desmaiar, provavelmente só acordaria de manhã.

   – Vamos, Yamamoto.

   – Por que não o matou?

   – Não sou assassina. – Respondi e seguimos na direção indicada pelo soldado.


*****


   Chegamos a segunda torre e subíamos a escadaria para o segundo andar. Eu com a flecha no arco e Yamamoto com uma espada em cada mão, preparados para ter uma horda de soldados nos esperando. Porém não havia uma alma sequer guardando a porta única do andar. Ela era adornada com detalhes em dourado.

   – Isso está estranho. – Yamamoto falou.

   – Concordo. Esteja pronto.

   Ele foi na frente e chutou a porta empunhando suas armas enquanto eu oferecia suporte atrás. Mal entrou a única coisa que eu pude ver foi um lampejar prateado e em seguida uma onda vermelha jorrava para dentro do quarto. No instante seguinte, Yamamoto caia ao chão com a garganta cortada.

   – Entre Oikawa. Estava esperando por você.– A voz retumbante disse de dentro do quarto. Reconhecê-la-ia em qualquer lugar.

   –Ushiwaka. Apareça, seu covarde.

   – Covarde? Não sou eu que estou esperando com uma flecha pronto para me abater. Não brinque de caçador, Oikawa, empunhe sua espada. Vamos resolver isso como homens.

   Sibilei de desagrado com suas palavras. Guardei a flecha na aljava novamente e larguei o arco no chão. Desembainhei a espada e entrei no quarto.

   Ele me esperava sentado na cama e limpando a espada suja de sangue.

   – Eu vou resolver isso como uma mulher. – Falei e sem dar tempo para ele se preparar, ataquei-o.

   Mas é de Ushiwaka que estamos falando. Eu não esperava vence-lo assim, é óbvio que ele defendeu meu ataque.

   Provavelmente já mencionei que a única pessoa que nunca consegui vencer era Iwaizumi. Pois bem, a única pessoa que venceu Hajime era Ushiwaka.

   Por um bom tempo, treinamos juntos quando éramos mais jovens. Apesar da inimizade entre os nossos reinos, era comum que príncipes e prodígios militares passassem por um rigoroso treinamento de batalha em Shiratorizawa.

   – Se tivesse ficado comigo ao invés do ranzinza do Hajime na época, isso não estaria acontecendo agora. –Ele dizia enquanto me atacava.

   – Está fazendo tudo isso por amargura do passado? Pelos deuses, você precisa aprender a superar essas coisas...

   –Teríamos construído um império! – Ele continuou sem parecer me ouvir. Fez um giro com a espada que teria sido forte o suficiente para arrancar fora minha cabeça se eu não tivesse abaixado.

   –Teríamos nos matado! Se bem que não é muito diferente do que estamos fazendo agora. – Ele continuava a golpear o ar e eu desviava, sem espaço para fazer meus próprios ataques isso era ruim, ele estava me encurralando.

   Ao invés de continuar me afastando em direção a parede me movi para o lado. Peguei uma cadeira que havia ali e joguei nele. Não ia feri-lo mas ia atrasa-lo.

   –Não seja idiota. – Ele se livrou da cadeira e veio para cima de mim, nossas espadas se cruzaram e com esforço defendi o golpe. Ele me empurrou para trás e cai no chão com a lâmina voando para longe. – Você nunca me venceria sozinho!

   Ele ia cortar fora minha cabeça, mas eu desviei e desarmei-o chutando a espada. Isso não o abalou, montou em cima de mim e começou a usar os punhos, me dando vários socos seguidos antes que eu conseguisse me desvencilhar e inverter nossas posições. Peguei uma das facas que guardava no cinto e tentei cortar sua garganta. Ele segurou a lâmina com as próprias mãos, contudo, me impedindo. Com a testa deu uma cabeçada em mim e fiquei tonta por alguns segundos. Antes que me desse conta eu estava no chão novamente e ele montava em cima de mim com a faca em mãos. Usava ambas para força-las contra meu pescoço e eu segurava-as com esforço. Sentia a ponta afiada pressionando minha pele.

   – Eu nunca... pensei em te derrotar sozinha... –Falei rouca, com a voz por um fio.

   –OIKAWA! –Ouvi uma voz tão conhecida dizer. O silvo de uma lâmina no ar se fez presente e no segundo seguinte Ushijima Wakatoshi tinha um machado cortando seu crânio em dois.

   A força da faca afrouxou e eu joguei-a longe, agora aguentando o peso do cadáver de Wakatoshi em cima de mim e o sangue escorrendo e molhando minha cara.

   –Iwa... –Hajime correu na minha direção tirando o corpo de cima de mim e me ajudando a me sentar.

   – Você está bem? Está muito machucada? O que aconteceu?

   – Devagar Iwaizumi... Estou bem, só um pouco tonta...

   – Vamos segure-se em mim. – Ele passou o meu braço pelos seus ombros e o outro pela minha cintura para me dar apoio para me levantar.

   Um grito abafado cortou o ambiente. Nem mesmo vi quando ele entrou ali, mas Kuroo saia de uma porta que havia no quarto com Alisa e Akane em seu encalço. A mais nova tinha as mãos trêmulas sobre a boca e as lágrimas manchavam o rosto juvenil. O olhar estava fixo em seu irmão morto.

   – Shh... shh... não olhe para isso... não olhe... – Alisa também chorava e abraçava a amiga, acalentando-a e beijando o topo da cabeça.

   –Vamos sair daqui – Kuroo falou sério.

   Foi complicado sair do quarto com o corpo de Yamamoto ainda no chão. Akane passou ao seu lado com o rosto escondido no ombro de Alisa e permaneceu assim.

   Eu e Iwaizumi fomos em seguida e viramos para ver Kuroo.

   – Eu vou salva-las, meu amigo. Nem que isso me custe a vida. Desculpe não ter estado aqui para te ajudar também. – Ele se despedia. Em seguida puxou-o pelos braços para ficar inteiramente dentro do quarto e fechou a porta.

   – Kuroo... eu... – Comecei, porém ele logo me cortou – Yaku me deu um mapa com os tuneis subterrâneos, vamos usar um deles para ganhar tempo. Com o Rei morto logo notarão nossa presença e nos perseguirão. Precisamos estar adiantados quando isso acontecer. Vamos.


*****


   Estávamos nos túneis quando ouvimos os sinos que tocavam quando o Rei morria. O que significava que já haviam nos descobertos e provavelmente estavam atrás de nós.

   – Estão vindo... – Kuroo falou.

   – Corram estamos quase lá. –Iwaizumi gritou. Me soltei dele e comecei a correr junto dos outros.

   Alisa puxava Akane, ainda abalada, pelo braço quando ela se curvou de dor. Não tive tempo de notar antes, mas a barriga dela já indicava certa protuberância.

   –Alisa. – Akane disse preocupada. – O que houve?

   – Eu só preciso... de ar...

   – Não temos tempo! – Kuroo disse, voltou pegou Alisa no colo e a jogou por cima dos ombros, continuando a correr, porém mais devagar do que antes.

   – Vamos Akane. – Falei e segurei a mão da menina, puxando-a enquanto corríamos juntos. Sim, era o sentimento de culpa me tomando. Iwaizumi vinha logo atrás.

   Mais alguns metros avistamos a carroça com Matsukawa e Hanamaki a nossa espera.

   – Estão ouvindo isso? –Akane falou.

   Apurei meus ouvidos e o som de passos ecoavam na caverna. Muitos passos. Olhei para trás e ao longe vimos uma grande horda de guerreiros correndo em nossa direção.

   –Como nos descobriram? –Kuroo gritou, acelerando a corrida.

   – Deve ter sido o rastro de sangue. Tooru está ferido. – Alisa disse, do ombro de Kuroo. Olhei para minha perna e realmente não havia notado antes, mas um ferimento fazia o sangue jorrar, não era fatal, mas o suficiente para deixar uma trilha.

   –Merda, mais depressa. – Iwaizumi acrescentou.

   Chegamos a carroça e Makki e Mattsun ja estavam prontos para partirem. Kuroo subiu na carroça com Alisa. Ajudei Akane em seguida e subi logo depois. Me virei para esticar a mão para Iwaizumi, porém ele não a pegou.

   – Vão, eu irei atrasá-los.

   – Você está louco? – Gritei com ele. –De jeito nenhum, suba!

   –Terão mais tempo se eu ficar, vão logo. Hanamaki, vá! –Ele disse

   –Não, não, não. Makki, não ouse. Iwaizumi, suba aqui agora, é uma ordem da sua Rainha! Ou eu ficarei também!

   – Não! O reino precisa de você! Não pode fazer isso. Adeus, Tooru. Kuroo! – Ele gritou e o guerreiro de Nekoma deu um tapa em um dos cavalos que relinchou e começou a correr.

   – Iwa! Iwaizumi! Hajime! – Eu gritava e me debatia com Kuroo me segurando enquanto a carroça se afastava e a figura de Iwaizumi se afastava. Eu não tirava os olhos dele.

   –Ele está certo, Tooru. – Tetsurou falou, porém eu mal o escutava. – Estamos a carroça, é mais lento do que o cavalo. Se há alguém que pode impedir que nos persigam, é ele.

   – Sozinha não... –Murmurei.

   – O que disse?

   – Sozinha não! – Usei o cotovelo para acertar-lhe o estomago e pulei da carroça sem pensar em mais nada.

   –Tooru! – Ouvi Alisa gritar. – Parem! Devemos pegar Tooru!

   –Deixe-a. – Kuroo dizia a ela e foi a última coisa que ouvi antes de se afastarem cada vez mais.

   Iwaizumi que ainda encarava a carroça partindo correu em minha direção quando me viu rolando no chão.

   –Está doida? Por que fez isso? –Gritou se aproximando

   – Sozinha... não... – Falei me levantando do chão barrento.

   – Do que está falando?

   – Prometeu que nunca ia me deixar! – Falei apontando o dedo na cara dele. – Eu também não vou te deixar! Nós somos mais, lembra?

Ele me olhava em choque e deu um sorriso.

   –Você realmente não presta.

   Nos aproximamos ao mesmo tempo e nos beijamos.

   –Eu te amo. – Falamos ao mesmo tempo.

   Desembainhamos nossas espadas e viramos para encarar de frente a horda de 200 guerreiros que vinham em nossa direção.




EPÍLOGO


   –... e assim, a Grande Rainha e seu Cavaleiro morreram juntos. Defendendo a mim e aos pais de vocês, que ainda estavam dentro de mim, dos poderosos guerreiros de Shiratorizawa.

   – Vovó, vovó. – Akane, minha neta mais nova dizia com a voz fina. – Mas e o resto da guerra? E os gêmeos Miya?

   –Bom... – Falei colocando um dedo nos lábios tentando me lembrar da memória de mais de trinta anos atrás. – No final, Inarizaki não teve a oportunidade de invadir Seijoh, Nekoma e Aoba Johsai tomaram a frente e invadiram de surpresa. Mataram o Miya mais velho, o que fez o trono passar para o irmão mais novo dele, que era mais pacífico e menos provocador. Ele se rendeu e logo Shiratorizawa também, já que estaria sozinha e sem um Rei tão forte como era Ushiwaka.

   – Mas e em Aoba Johsai, Vovó? Quem assumiu o trono quando a Rainha Tooru morreu?

   – Eu assumi a regência como Rainha-mãe até que o seu pai atingisse idade para governar. – Respondi à pergunta de Tooru, o mais velho e vi os três pares de olhinhos brilhantes me olharem curiosos.

   – Essa história novamente? – Ouvi uma voz masculina que eu conhecia. – A senhora não se cansa?

   – Ora, Tobio, não seja ranzinza. É a primeira vez que conto a eles! Mais respeito com sua mãe!

   – Papai! Papai! – Akane correu para os braços de Tobio que a pegou no colo, apesar da menina já ter quase nove anos. Ele a mimava mais do que eu, e olhem que eu quem sou a avó!

   – A primeira de muitas. – Shimizu, sua gêmea disse rindo, se dirigindo às crianças. – Tobio e eu crescemos ouvindo isso toda noite.

   – Que exagerada... – Falei.

   – Eu tenho uma pergunta! – Hajime, o do meio, levantou a mão. – A senhora disse que é uma Grande Rainha, que foi com quem a senhora se casou... – Eu ria, vendo as pequenas engrenagens em suas cabecinhas girarem, já que a fala de Hajime fez com que os outros dois também refletissem sobre isso. – Então, a senhora se casou com uma mulher?

   – Sim, meu querido, eu me casei com uma mulher.

   – Mas como vocês duas tiveram filhos? – Tooru franzia a testa enquanto Akane ainda pensava a respeito da novidade.

   – Do jeito normal. A Grande Rainha era uma mulher um pouco diferente... ela também tinha um pintinho, assim como você, mas ainda era uma mulher.

   As três boquinhas vi formaram um “o”, de entendimento e surpresa ao mesmo tempo.

   – Bom, devemos ir. – Shimizu interrompeu. – Está na hora.

   – Sim, sim, está certa. – Falei e me levantei da cadeira da biblioteca e seguimos nos corredores do castelo.

   Estar em Aoba Johsai sempre me traziam lembranças dolorosas. Apesar de passar quase duas décadas morando ali, era impossível não pensar no fantasma de Tooru andando pelos corredores. Nossa convivência foi limitada, mas mesmo com os anos que se passaram, Tooru Oikawa ainda era uma das pessoas mais impressionantes e corajosas que já conheci na vida.

   Assim, seguimos ao mausoléu dos reis. Paramos em frente a tumba de Tooru. Á sua direita, Iwaizumi. Era um ritual pessoal meu, mas meus filhos também aderiram a ele, talvez tenham criado sentimentos por eles pelas histórias que eu contava, mas eu ficava feliz pela homenagem.

   Me ajoelhei e pus sob as escrituras do nome de Tooru um buquê de flores de cor turquesa e brancas – o buquê que ela usou no dia do casamento. Para Iwaizumi, um buquê de flores totalmente brancas. Olhei para cima e vi todos os meus cinco acompanhantes tinham a cabeça baixa, em respeito, e orando aos deuses.

   – Feliz aniversário, minha esposa. – Falei sorrindo antes de me levantar e rezar também pelas almas de Oikawa e Iwaizumi.


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NOTAS

Oi gente, essa nota é quase que um desabafo também

Eu terminei A Rainha na madrugada de ontem. Meia hora depois de finalizada meu pai teve uma parada cardíaca. Eu vi ele se contorcendo de dor e vi os bombeiros tentarem reanimar ele por quase uma hora. No momento ele está estável na UTI, vivo, porém o estado dele é grave então posso dizer que essas últimas horas tem sido as piores da minha vida.

“Celina, não é meio insensível voce estar publicando uma fic nessa situação?”

Pois é, eu também acho. Mas tem outros fatores em jogo também.

O primeiro é que meu pai me apoiava nessa coisa de escrever. Ele era meio caladão, mas ele via minha pasta de projetos assim e eu sei que ele gostava de eu estar me ocupando com algo, a gente era assim. Ele acompanhou, mesmo que um pouquinh0o de longe e sem saber totalmente do plot, o processo criativo de A Rainha. E eu terminei ela logo nesse dia, nesse horário, então né...

O segundo é que isso é uma despedida. Com toda essa situação não sei quando ou SE voltarei a escrever. É a minha forma de dizer um “tchau” pra vocês. Me desculpem a quem eu to devendo fic, eu gosto muito mesmo de escrever e planejar minhas histórias, então quem sabe eu ainda volte, mas não vou dar garantia nenhuma, por enquanto eu estou totalmente fora do universo das fanfics. Minha família e meu pai precisam de mim no momento e eu preciso muito deles também.

Mas bom, é isso aí gente. Perdoem os erros principais ai de revisão, eu até dei uma revisada por cima assim junto com meu amigo, o Henrique (Palmas pro Henrique, por favor, que me aturou revisando fanfic ate quase 11 da noite quando ele tem que acordar as 4 da manha pra ir pra escola, migo vc é incrivel, te amo), mas não foi nada muito profundo, então eu peço que voces me avisem caso vejam algum erro muito grave, mas principalmente se acharem a Oikawa tratando a si mesma no masculino, é puro costume por ele ser um personagem canonicamente masculino, umas escorregadas, sabem. E perdoem se tiver um pouco ooc também, eu até ia arrumar isso antes do prazo, mas eu não estou com cabeça para isso, ok? Se eu marcar alguma tag errada, ou sla tiverem sugestões de tags também, podem me dizer sem medo mesmo, eu até agradeço, inclusive por que a ultima coisa que eu ando fazendo é pensar direito nas coisas, então se eu marquei alguma tag errada EU JURO QUE FOI SEM QUERER ME PERDOEM!!!

Pequenos lembretes do amor:

1 – personagens podem ter opiniões questionáveis e nem todas elas condizem com a do autor ;)

2 – eu amo a Alisa Haiba e se eu vir alguem aqui com raiva dela por ter “atrapalhado iwaoi” ou algo do tipo eu vo buscar essa pessoa até os confins do inferno com o machado do iwa-chan na mão!!!!!!!!!!!!!

3 – lembrem que nada é preto no branco, ainda mais por que o meu subgênero é intrigas na corte, ok ?

É isso meus anjos, eu amo voces e conheci pessoas e escritores/as incríveis nesse meio e desejo muito sucesso pra todo mundo nessa nossa jornada aí que é a vida.

Beijos a todos e obrigada a quem leu até aqui 

27 de Agosto de 2018 a las 03:51 11 Reporte Insertar 16
Fin

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Celi Luna Em hiatus por tempo indeterminado

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Esta história tem muitos elementos diferentes, é difícil saber por qual começar. Acho que uma das coisas que eu achei mais bacana foi que você manteve alguns elementos do canon, como o Ushijima e o seu "você deveria ter vindo pro Shiratorizawa!" pro Oikawa. Nossa, eu sei que isso apareceu num momento tenso, pouco antes e o Iwa matar o Ushijima, mas eu amei muito a referência (que não foi com essas palavras, mas isso é detalhe). Outra coisa, você manteve um ritmo ótimo! Quando eu vi a sinopse e pensei em como seria o plot, a primeira impressão que me veio foi a de que o plot seria grande demais para uma one-shot. Mas não foi isso que eu senti ao ler. Cada detalhe aconteceu quando deveria, sem pressa. Você nos mostrou os relacionamentos paralelos, nos mostrou o quanto os personagens se importavam um com o outro e conseguiu nos mostrar a história principal também. O uso do subgênero também foi ótimo, porque o que não faltou foram intrigas nessa corte, haha. Parabéns por tudo, sério mesmo. Você nos trouxe o clima da corte, os conflitos internos, tudo o que poderíamos pedir. Eu tenho uma observação a fazer sobre a voz narrativa, apenas. Você usou OIkawa em primeira pessoa e depois, no fim, mudou a primeira pessoa para a Alisa (mulher maravilhosa). É um recurso interessante, apesar de não ser tão comum. (Isso aqui não é uma crítica, viu? Você pode usar quais vozes quiser na sua história.) No futuro, você talvez se interesse em jogar com essas vozes para manter um único narrador na sua história. Isso tudo, claro, sem falar na maneira como você abordou a transgeneridade. O tema veio muito natural, muito coeso com o resto do que foi proposto e acredito que você tenha trabalhado bem demais essa parte na Oikawa. Antes de mais nada, parabéns pela sensibilidade. Parabéns mesmo pela história, está incrível!
4 de Octubre de 2018 a las 14:29
Lovage Lovage
Procrastinei pra ler, mas olha... Que história! A atenção aos detalhes em relação ao gênero, os conflitos. A cena da invasão foi pura adrenalina... Obrigada por essa história
11 de Septiembre de 2018 a las 21:50
Emily C Souza Emily C Souza
CARALHO... Eu to abismada, caramba, to me tremendo toda. Foi uma onda atras da outra de emoções e eu to meio zonza ainda, na real. Primeiro que o Oikawa se casou com outra mulher, que os casais são tão diferentes... sei lá, fiquei meio em suspenso agora. Você separou o IwaOi o DaiSuga e um monte de gente... eu to pasma com isso, na moral, mas que ta bem intrigas da corte ta, isso ninguem pode negar. Eu amei tudo, tudinho, até o final tragico. Achei legal você não ter mostrado a morte deles pq isso fez a fic terminar mais leve do que seria com eles morrendo junto. O romance, as intrigas, os assassinatos, a morte do Ushijima e o Yamamoto, a preocupação com a Alisa gravida... Ate as suas escolhas pros reis (tirando o Oikawa, o Sawamura e o Ushijima, foi uma total surpresa). Nossa, to sem folego amiga, A rainha é um icone, serio mesmo. Sobre seu pai: Vc ta certissima em se dedicar agora a ele. Ter presenciado um avc (foi isso q aconteceu ne? ou foi infarto?) realmente deve ter mexido com seu psicologico e com seu emocional. Espero muito que ele fique bem, amiga, to torcendo por vcs. Obrigada por compartilhar essa maravilha com a gente. MAS EU AINDA NÃO TE PERDOEI POR TER MATADO TODO MUNDO, SUA SAFADA!!!!! SEPAROU MEUS SHIPPS TUDO!! (mas pelo menos tu não colocou aqueles shipps q eu desgosto - vc sabe quais são). É isso, eu adorei
7 de Septiembre de 2018 a las 20:05

  • Emily C Souza Emily C Souza
    P.S.: TOORU É A MELHOR RAINHA DE TODOS OS TEMPOS. um hino de personagem desses <3 7 de Septiembre de 2018 a las 20:05
Nathy Maki Nathy Maki
Primeiramente fica o meu apoio a você e ao seu pai. Muitas forças e que aconteça tudo certo e ele se recupere logo pra continuar te apoiando nesse mundo. Muito linda atitude dele e o seu modo de se despedir. Família é prioridade e tem que ficar junta nessa hora. E quando você voltar, vamos estar te esperando com muito amor e biscoitos amanteigados prontinhos <3 E falando em família, OLHA ESSA FAMÍLIA DIVINÍSSIMA NO FINAL PRESTIGIANDO OS DOIS! E ESSAS CRIANÇAS SUPER FOFAS E RESPEITOSAS! AAAAAA QUERO APERTAR TODAS E ENCHER DE BEIJOS! Chorei muito nessa cena dos túmulos, eu amo essas coisas de deixar um legado e ainda enterraram a grande Rainha ao lado do seu amor T.T Não vou nem falar da morte deles, porque eu achei que isso era exatamente o que ela faria, não ia deixar o amor para trás, mesmo que pelo reino ela confiou tudo pra Alisa e o herdeiro que ela teria. Nossa, ai meu coração aqui! AAAAAAAAALISAAAA! Você é um anjo lindo e puro, um ser de luz maravilhoso! Mesmo que o casamento tenha sido forçado, ela foi maravilhosa e olha só essas motivaçoes e os sorrisos acalmando ela e as duas de vestidos! AAAAA é muita beleza! Como esses idiotas do outro reino ousaram ir no casamento e não ver a beleza irradiando delas?? SHINEEE pra eles! SHINEEE pro Ushijima que raptou a Alisa! Meu coração parou quando a águia chegou! E o conteúdo da carta, nam! FOGO NELES! Tudo por causa de um motivo bobo! ACEITA QUE ELA É UMA RAINHA UM ZILHÃO DE VEZES MELHOR DO QUE VOCÊ Á FOI O VIRIA A SER! O bafafá no casamento foi ótimo, mas me doeu o coração ver o Iwa-chan todo pra baixo :c Felizmente nossa rainha tem uma irmã sensatíssima que só assiste a agarração do marido com seu mozão lindo de cabelos branquinhos <3 OLHA ESSA CENA DO IWA PENTEANDO OS CABELOS DELA! AAAAAAAAAA EU TÔ MUITO IN LOVE! Fiquei com a boca seca e consegui ver perfeitamente a cena e quase senti a textura dos cachos! MENINA CÊ AINDA VAI ME MATAR!!!! E essa cena da coroação? SER REI NADINHA, OIKAWA É RAINHA! pisou em todos! Arrupiou geral! Arrumaram título e tudo, mas ela pisa em todos. E se reclamar pisa de novo! Nossa, agora que eu percebi que comecei a comentar de trás pra frente kkkkk Ops, minha mania de escrever está se revelando >,< No fim, tudo que eu tenho a dizer é que eu amei! Amei Oikawa toda empoderada, amei o relacionamentos dela com o Iwa, amei a sua escrita que foi maravilhosa, profunda e tão tocante que eu só queria pegar eles e abraçar pra livrar de todos esses povos intriguentos e que não mereciam viver no mesmo mundo que uns amores como esses. E essa representatividade toda! Ficou simplesmente fantástica! Você soube trabalhar o tema muito bem e encaixar com todo o contexto de intrigas da corte, o que ainda por cima colaborou para isso! Simplesmente maravilhoso! Deixo aqui todo o meu amor, minhas lágrimas e meu orgulho dessa rainha que merecia ter o mundo aos seus pés! Mil beijos <3
7 de Septiembre de 2018 a las 19:34
Bárbara Vitória Bárbara Vitória
Menina do céu, puta merda que história hein. Eu tô entre chocada e tremendo. Li isso aqui sem crer no que o final me reservara. Olha eu super lhe entendo gata. Meu pai – que os deuses o tenham – era um cara na dele, muito duro e rígido, criticava mil eu ficar no pc, mas falava com orgulho pra meio mundo que a filha dele ficava a trabalhar e escrever na jossa de notebook que comprara. O que rola que depois da morte dele que foi assim de repente eu perdi meu rumo e nem escrever conseguia. Foram anos até voltar ao quase normal. Até hoje sou sentida e uma história que fazia na época foi posta em hiatus. 4 anos se passaram e ela tá lá parada. Então sua pequena despedida para ir cuidar da família é algo muito bonito e correto de se fazer. Nossos pais são únicos e o tempo que temos com ele deve ser sempre aproveitado. Eu super desejo que seu pai melhore e que ele possa daqui um tempo tá aí te apoiando outra vez, te dando incentivos mil e que tudo fique bem. Quanto a história eu realmente gostei, mesmo que o final tenha me quebrado totalmente…
3 de Septiembre de 2018 a las 04:09
Isis Isis
Eu preciso comentar essa história por partes, mas antes disso: força aí pra vc e sua família! Priorize a eles sim, você tem toda razão. Agora vamos lá. Oikawa trans. Uau. Que ideia magnífica. Eu cheguei a começar uma história NaruSasu com o Sasuke trans com esse clima de realeza mas não consegui levar pra frente, sad. Eu achei muito interessante como a transexualidade dela ao mesmo tempo é e não é o tema central da história. Quero dizer, você não trouxe o processo de aceitação dela sobre si mesma, não trouxe nem mesmo o processo de aceitação do reino sobre o isso, mas sim um conflito a médio prazo que tem isso como plano de fundo. Um enredo realmente envolvente. Logo no início a gente vê a relação entre a Oikawa e o Iwa e eu achei um uso muito bom dos personagens. O apoio e a confiança incondicionais, mas os dois firmes em suas opiniões e decisões, ainda que elas tenham significado uma perda na relação deles, combina muito com as personalidades deles. A quase veneração do Iwa por ela, mas sem abrir mão de provocar, também. Agora, as intrigas da corte, o seu subgênero. Bota intriga nisso! A situação no banquete de casamento, o Atsumu sendo desrespeitoso a beça e a Oikawa se esforçando pra não descer do salto - ufa foi por pouco, amém Mihoko que impediu o soco. Aliás, acho que minha passagem favorita de toda a história foi dita por ela: “Só vivemos uma vez para nos limitar às leis dos homens”. Que ícone. O que é Alisa Haiba senão uma rainha, não é mesmo? A sinceridade dela, o jogo de cintura pra lidar com a situação. Diva, apenas. Gostei muito de você ter colocado ela pra questionar a questão da socialização da Oikawa como homem. Isso é mesmo um debate quando se fala de transgeneridade, vale muito a abordagem. Você ter retomado isso depois numa conversa da Oikawa com o Iwa foi bem legal. Confesso que fiquei com uma sensação de curiosidade estranha ao pensar na consumação do casamento das duas. Também fiquei pensando em como a Oikawa lidava com o corpo. Super entendo você não ter tratado disso, até porque não era o foco da história, mas a questão veio rs. O comunicado de Inarizaki e Shiratorizawa me despertou uma indignação! Nossa… chamá-la de louca, usar o apelido humilhante… Foi bem real e bem revoltante. A invasão ao castelo foi muito bacana de se ler. RIP Yamamoto. Que dó. A luta entre a Oikawa e o Ushijima, que tensa. E achei interessante como você usou a obsessão dele também. Eu quase não acreditei no fim. Sério, eu achei que meus olhos iam saltar das órbitas quando eu percebi que IwaOi ia morrer. Minha paga por não ler as tags antes. Mas, num contexto desse, é poético. Viraram lendas, ne. Tobio aparece eu dou um gritinho, mesmo que seja por dois segundos kkkkk. Filho de Oikawa, então, que amor! A maneira da Alisa honrar a esposa… muito bonito. De verdade. Não se preocupe tanto com a revisão, eu vi alguns erros de digitação e pontuação, mas nada que prejudicasse a leitura. Sobre os pronomes pra se referir à Oikawa, eu acho que vi o masculino uma vez só, mais pro fim, mas nem foi ela, foi numa fala da Alisa - quando ela diz que eles foram encontrados porque Oikawa estava ferida na fuga. Mas é perfeitamente compreensível, como você mesma disse. No restante eu realmente não vi, você foi muito cuidadosa. Parabéns pela história tão envolvente e surpreendente, uma contribuição muito bacana mesmo pro desafio. Gostei demais! Tome seu tempo e se/quando quiser voltar, estaremos ansiosos por ver mais da sua escrita. Beijinhos.
30 de Agosto de 2018 a las 17:58
Mandy Mandy
Aproveitando que o inks é terra livre onde os fracos têm voz eu, a mera mortal, venho aqui humildemente XINGAR VOCÊ TANTO QUE ATÉ SUAS FUTURAS GERAÇÕES VÃO SE SENTIR AMEAÇADAS EU NÃO VOU LARGAR A ARMAAAAAAAAAAAAA PAU NO SEU CU CARALHO CELI MEU HAJIME TÁ TRISTE OLHA ISSO EU SENTI ELE TRISTE DESEMBARAÇANDO O CABELO DA OIKAWA EU VOU EMPALAR VOCÊ NESSE CARALHO DESGRAÇA DA PORRA SE ELES NÃO ACABAREM JUNTOS EU VOU FAZER UM ESC NDALO SE VOCÊ ACHA QUE EU NÃO TE CAÇO PRA PUXAR SEUS CABELOS VOCÊ ESTÁ LOUCA QUERIDA QUER ALIANÇA SEAUESTRA ALGUÉM DA NEKOMA E PÕE UMA FACA NO PESCOÇO EXIGINDO ALIANÇA TOMA A PORRA DO REINO FAZ REVOLUÇÃO PATRICINADA PELA TRAMONTINA CARALHO E assim descobrimos que eu seria uma diplomata terrível ok agora vou ler mais um pouco PUTA QUE ME PARIU A PROPOSTA VEIO DA TOORU EU VOU TE DAR UMA VOADORA MEU IWAOI SUA FODIDA EU VOU METER UMA FACA NO SEU CU E AH NÃO PUTA QUE PARIU COMO ASSIM O HAJIME FOI EMBORA EU VOU COMETER UM CRIME DE ÓDIO sim tô comentando enquanto leio nessa porra A TOAST TO THE BRIDES EU TO MUITO MOVIDA AO ÓDIO AO CHORO E A SATISFIED, essa música tá ecoando na minha cabeça e eu só não boto pra tocar porque não quero perder nem um pouquinho da minha concentração nesse HINO que tá me deixando desestabilizado eu tô DESESTABILIZADA você tem noção do que tá acontecendo comigo? Você me pega um fucking cenário medieval com guerra iminente e ainda me dá Shiratorizawa e Seijoh reinos rivais, um Oikawa trans que é uma ideia deliciosa que eu bati palmas desde o fucking início, essa Alissa tão bolinho e maravilhosa (NOSSA FILHA CELI) e ainda me faz apreciar uma narração em primeira pessoa o que é muito raro EU TO MUITO FORA DE MIM COM ESSE PLOT DELICIOSO AAAAAAAA É claro que eu já tô preparada pra sofrer inclusive tô imaginando cenários um mais angst que o outro e to sedenta pra sofrer e sentir odeo é isto. FODE CELI, FODEEEEEEEEEEE Quando ela perguntou se era o Hajime que o Oikawa amava eu só soube me derreter porque ela é um anjo e aaaaaaaa aliás você ressaltou Alissa com heterocromia e mds acertou meu crack porraaaaaaa eu evito o pecado mas o pecado vem até mim apesar de eu amar mesmo Alissa e Saeko eu tenho um fraco em Kuroo x Alissa aí você me diz que não é correspondido aaaa ok vou imaginar meu kuroken vivíssimo e mds eu tô muito soft com ela lidando plena mas também tô triste porque minha nenê merece amor e aaaaaa ela elogiando o vestido eu vou ter uma COISA EU AMO O GIRLS SUPPORT GIRLS AAAAAAAA Aliás, o tapa na cara e a crítica social dela FODE MAIS eu tô muito grata Eu amo o fato de que todo mundo concorda que os gêmeos Miya são um porre mas o Atsumu é mais. E OIKAWA PISOU COM VONTADE MEU DEUS EU TÔ MUITO GRATA ainda acho que ele devia ter socado né foda-se a diplomacia. Ok, ninguém nunca pode me dar um trono que não seja o do inferno. Ushijima não supera a rejeição e choca um total de zero pessoas YOU SHOULD HAVE CAME TO SHIRATORIZAWA EU AMO MIHOKO E AS REALIDADES MEU DAOSUGA VIVE AAAAAAAAAAAAA e a Alane de dama de companhia da Alissa eu tô muito soft apesar de continuar sofrendo porque Oikawa e Hajime não se falam eu tô muito triste aaaaaaaa AH MEU CU, OIKAWA COM MAU PRESSENTIMENTO UMA ÁGUIA, AI MEU CU USHIJIMA E ATSUMO TRAGAM OS DOIS PRA MIM EU VOU EMPALAR OS DOIS PUTA QUE ME PARIU CARALHO PORRA FODE MAIS CELI PORÉM CUIDADO EU VOU TE FODER TAMBÉM SUA NOJENTA EU VOU TE ACHAR EU VOU ESCREVER TANTA ANSGT QUE TI VAI RACHAR DE TANTO CHORAR O conselho tá pegando fogo eu tô berrando socorroooooo Kunimi e Kindaichi marcaram presença eu tô muito soft mds amo Yahaba podendo dar na cara do Kyoutani aaaaaa eu te amo por me proporcionar Kuroo chamando Kentarou de cachorrinho eu tô mortaaaaaaaaaaaaaaa meu novo headcannon é Kuroo provocando ele assim é isto TODO MUNDO DA LICENÇA RESPEITEM O PLANO DA RAINHA NÉ AI MEU CU eu tô trêmula caralho imagina Iwaizumi morrendo nisso credo que delícia digo não mesmo ME DA MEU IWAOI VIVO mas ah se ele morre rsrsrs mas também não né happy ending por favor mas hmmmm imagina Oikawa morta também ah mas Hajime morrendo nos braços de Oikawa ah não vou parar de viajar ok mas hmmm que delícia um angst MENTIRA QUERO FELICIDADE mas um angst….. Não mata a Alissa, o bebê dela poxa! SOCORRO MEU IWAOI GENTE OLHA O HAJIME LINDÍSSIMO ENCORAJANDO O OILAWA APOIANDO ELE EU VOU CHORAR TOMARA QUE EU EXPLODA DE AMOR PELO OTP NESSA PORRA AAAAAAAA MEU IWAOI TA VIVÍSSIMO E EU TO MUITO GRATAAAAAAAA MAKKI E MATTSUN ÍCONES EU IMAGINEI MUITO ESSA CENA O BERRO QUE EU DEI CARALHOOOO KAKSKAKXKAKCD EU VOU MORREEEEEEEEEEEEEER EU AMO UM MATSUHANA DEBOCHADOS SOCORRO O MAKKI SIMULANDO OS BEIJOS EU TO MORTA TAKETORA MELHOR PESSOA E KUROO SOU EU MAU HUMORADA COM O SONO INTERROMPIDO Ok meninas então estamos prestes a invadir um reino e resgatar a esposa com o que estamos preocupadas? ( ) A possibilidade do plano dar errado e Alissa se machucar ( ) O informante estar errado e nós sermos mortos e o reino tomado (X) O cheiro do estábulo Eu amo Oikawa Amém Makki e Mattsun com sua lábia ícone parece eu escapando de levar advertência quando tava no colégio, distraindo a coordenadora. Ok meninas estamos nos preparando pra começar a missão o que fazemos? ( ) Refletimos sobre nossa trajetória até ali e sobre como construimos boas relações com a sequestrada e não queremos que isso acabe ( ) Pensamos no reino e em tudo que está em risco caso eu, a rainha em questão, morra (X) Tiramos um cochilo Eu amo o Oikawa ² Soldado de cabelos vermelhos era o Tendou era o Tendou eu sei que era aaaaa PORRA CELI TU MATOU MEU YAMAMOTO! SUA FODIDA DO CARALHO JORGINHO ME EMPRESTA A 12 VOU MATAR ESSA FODIDA “Eu vou resolver isso como uma mulher” AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA EU TO MUITO FORA DE MIM OLHA ESSE EMPODERAMENTO EU TO AOS BERROS MEU DEUS EU TO MUITO GRATA PELA EXISTÊNCIA DE UMA FANFIC MEU IRMÃO EU TO CHORANDO DE TÃO LINDO QUE ISSO FOOOOOOI PUTA QUE PARIU QUE WAKATOSHI VENCEU HAJIME IH FODEU Ushijima com dor de corno chocando um total de zero pessoas iajakdkaidd EU AMO OIKAWA E A LÍNGUA SOLTA DELA TO MUITO SOFT essa cena de luta vai me matar liga pra funerária CORTEM A CABEÇAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA HAJIME CHEGANDO NA MACHADADA LENHADOR REAL FAZ ASSIM MERMÃO TA PENSANDO QUE ISSO AQUI É BAGUNÇA? NINGUÉM VAI MEXER COM A MINA DELE E SAIR SUAVE NÃO MANO A AKANE VIU O IRMÃO MORTO CELI SUA FOFIDA DO CARALHO FILHA DA MÃE DESGRAÇADA PAQUITA DO CAPETA BOBO DA CORTE DE LÚCIFER (eu mesma) PAU NO SEU CU UM MILHÃO DE VEZES EU VOU ARRASTAR VOCÊ NO LEGO CARALHO OLHA O QUE VOCÊ FEZ COM MINHA NENÉM EU VOU DERRUBAR VOCÊ NA BASE DO TAPA AI PORRA A ALISSA EU VOU TE DAR UM TIRO CELI CADÊ MINHA BASUCA? AI MEU CU CELI HAJIME FICOU CREDO QUE DELÍCIA MAS PAU NO SEU CU SUA FODIDAAAAAAAAA Ok terminei….agora que eu fiz questão de vir no meu docs pra reagir a cada parte da fanfic eu posso fazer um comentário que nem gente decente Que fucking tiro foi esse? Eu tava aqui de boa cuidando da minha vida e PAH sou completamente atingida por um hino em formato de fanfic, que merece mais que nota mil e todas as estrelas da galáxia pau no cu do mundoooooooo Primeiramente eu nem sou juíza nem nada mas acho que você mesclou muito bem o tema do desafio com cada pedacinho da fic e ambientou ele maravilhosamente bem, desde a colocação da suposta loucura do Oikawa (que é bem a cara da época) até o subtítulo porque os reis realmente tinham aqueles “apelidos” então aaaaaa eu tô grata. A narrativa foi incrível, e você está ouvindo isso de alguém que aprendeu a abominar narrativa em primeira pessoa então se eu estou batendo palmas é porque eu realmente adorei, o Hajime com a postura de cavaleiro foi simplesmente maravilhoso e mds o Makki e o Mattsun roubaram muito a cena zombando do otpzão IwaOi eu adorei a trama densa com as mesclas de romance e comédia, foi um trabalho de mestre e não há nada que dê pra acrescentar pra ficar melhor porque tá tudo perfeitoooo Eu adoro um trágico, um daqueles trágicos bons é claro, com aquela pitada do clichê “juntos pra sempre” e quem sabe um Romeu e Julieta, mas os atos heróicos são definitivamente os melhores, e essa tragédia dramática e amável, que me lembrou um pouco uma música da Lana del Rey (love, is it real love? It's like smiling when the firing squad is against you and you just stay lined up) que eu amo me ganhou todaaaaaaaa eu tô muito contemplada e sigo lembrando do filme 300 e eu adoro coisas que me fazem lembrar filmes, ok eu tô falando loucamente aqui. Quanto ao seu pai, meu anjo eu gostaria muito de poder te abraçar, mas se te consola acredito que essa fic é uma forma de carinho a ele porque ele estava com você durante todo o processo criativo e ia gostar de ver você postando sua história ❤️ Estarei sempre aqui se precisar pra te dar amor, ok? E super entendo que você precise estar com sua família então nem vou sair por aí gritando querendo a fic da Alissa bailarina hehehe mas se você voltar um dia, saiba que o berro estará te esperando. O final me fez chorar, se quer saber, não de tristeza mas sim porque foi lindo, tenho um fraco por essa coisa de legados e a história da rainha Tooru sendo contada mexeu com meu coração, os netos cujos nomes honravam os avós e guerreiros, Tobio e Shimizu filhos lindos me deixaram cheia de ternura, e agora eu tô muito aquecida porque adoro os amores perfeitos (como em Titanic, onde a Rose só teve o melhor do Jack e aquilo foi perfeito durante o pouco tempo que durou, a imagem guardada da pessoa é a melhor possível e é o mais próximo que podemos chegar da ficção). Apesar de que Oikawa e Hajime tiveram tempo o suficiente pra passar por algumas provações juntos, como foi mostrada a crisezinha no início né...de qualquer forma, ali, diante do exército, eu tenho certeza que a imagem que levaram com eles um do outro era apenas a melhor. Meu coração descansa em paz sabendo que eles estão juntinhos no além, e o Oikawa pode ser a mulher que ele nasceu pra ser. NINGUÉM VAI TIRAR ISSO DE MIM. Eu sou muito grata pela Alissa nessa fic, imaginar ela vovó me deixou soft e ela fazendo a oração pela esposa respeitando o desejo da Tooru em ser lembrada como uma mulher AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA eu sigo plena chorando de amores, as flores que ela usou no casamento mano sua atenção com pequenos detalhes vai me matar, e as brancas pro Iwaizumi mano você quer me desgraçar né? Ameaças de morte a parte, não há uma parte dessa fanfic que eu não julgue maravilhosa, sei quanto empenho você colocou nisso e é até mesmo inspirador, seu trabalho ficou simplesmente maravilhoso e merece todo amor do mundo, A Rainha é uma obra sensacional e com certeza ficará marcada como um dos melhores contos que eu já li. Cheguei aos 2k de palavras tá bom pra você? Isso é um capítulo de fic, menina dkakdkakd eu avisei que ia ler e você ia ter o maior comentário da sua vida, e ele tá aí hohohohoho será que cabe tudo isso no inkspired?
28 de Agosto de 2018 a las 23:21
Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
Primeiramente, eu quero te abraçar pelo seu pai e eu espero real que ele melhore logo. <3 AGORA O KAITEN. CELINAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA EU QUERO GRITAR MEU ODIO PELA SHIRATORIZAWA REINO AQUI. PUTA QUE ME PARIU, ME FODE MENOS, PORRA. USA LUBRIFICANTE (dos que esquenta, ok? Gosto pessoal!) MAS NÃO FODE NO SECO ASSIM, PORRA, MEU IWAOI ESTA MORTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
28 de Agosto de 2018 a las 19:19
Nathalia Souza Nathalia Souza
Olá! E, nossa, que texto fantástico e ambíguo, do jeito que eu gosto. Oikawa me pareceu ser uma mulher tão forte e destemida, mas ainda assim humana, que teme e erra e se irrita e ama e cresce! Um enredo tão apaixonante, eu com certeza leria um livro longo sobre todos estes personagens. Essa ambiguidade realmente faz parte do teu subgênero, e você abraçou isso tão bem! Parabéns, de verdade. Eu também gostei muito da Alisa, de como ela entendeu Tooru, mesmo tendo sua própria opinião sobre o casamento delas, aquele tipo de personagem doce e ácido ao seu modo que não temos como não amar. Olha, esse tipo de situação é horrível, já aconteceu na minha família com minha vó, ela ficou meses internada, foi difícil pra todo mundo. Então, faz parte você se afastar da escrita, e também faz parte se apoiar nela. Não é insensível, é uma válvula de escape, okay? Não deixe seu talento morrer, mas não se obrigue a escrever por sempre ter feito isso ou por pressão externa. Ninguém conhece mais o seu próprio mundo interior do que você. Enfim, conselhos de uma desconhecida a parte, você escreve infinitamente bem e amei poder conhecer sua escrita. Beijos e até!
28 de Agosto de 2018 a las 16:53
Ariane Munhoz Ariane Munhoz
Olá, meu amor, minha ratazana fofa, pequeno anjo, eu disse que viria hoje e aqui estou eu! Primeiramente, fica o meu apoio pela situaçao do seu pai, que eu ja te disse no grupo, no momento voce precisa focar na sua familia mesmo e em ser o suporte que eles precisam, mas nós, que somos suas amigas, seremos o suporte que você precisa também! Não esquece isso. O mundo das fics, originais e o que quer que você prefira, sempre estará de portas abertas para você e nós te receberemos com todo o carinho e amor do mundo. Nunca deixe de ser esse brilho na escuridão que você é, meu amor. Segundo, falando da fic, eu achei ela maravilhosa. Não vi nenhum erro na parte de gênero do Tooru, achei que você foi super cuidadosa nesse quesito. A narrativa foi extremamente gostosa de ler e, mesmo sendo uma fic longa, você pega a leitura rapidamente. Toda a historia foi muito bem estruturada e me deu arrepio quando Oikawa assumiu o trono dizendo ser uma rainha! Acho que você captou muito bem o espirito da coisa e ver isso em uma história escrita foi simplesmente maravilhoso. Sempre imagino Iwaizumi agindo dessa maneira, sabia? Ignorando essas coisas como se pra ele não fizesse diferença quem o Tooru é conquanto continue a ser ele mesmo. Isso foi muito bonito na minha opinião. Outra coisa que eu amei foi Alisa aqui. Ela ja é um bolinho que deve ser amado, mas voce colocar ela aceitando Oikawa como ele era e falando do amor, nossa, foi lindo demais. E ai temos toda a açao, o sequestro dela e de Akane, foi tudo muito bem orquestrado. Você conseguiu trabalhar tão bem a tematica da fantasia e do transgenero que eu fiquei maravilhada. Porque imagina só ter a atitude que Tooru teve para a época? Ela foi uma rainha memorável. Por fim, aquele fim maravilhoso com ela e Iwaizumi lutando lado a lado me deixou completamente emocionada! E ainda teve um epílogo fofo com Tobio filho do Tooru! Mds, que lindo. Eu fiquei encantada com sua historia, motivo pelo qual eu aguardarei pacientemente o dia do seu retorno, torcendo e orando pelo seu pai todos os dias. Vai dar tudo certo, meu bem! Parabéns pela conclusão dessa história linda!
28 de Agosto de 2018 a las 05:50
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