Uma concha para caber o mundo Seguir historia

yuuic Yuui C. Nowill

Ren não sabia o que estava acontecendo com ele. De repente, o que parecia ser um relacionamento duradouro, estava ruindo lentamente. E a culpa era, inegavelmente, sua. Por diversas razões. Parecia que o mundo estava desmoronando. O que ele não sabia era que o seu mundo cabia, perfeitamente, dentro de uma pequena concha.


Fanfiction Juegos Sólo para mayores de 21 (adultos).

#fantasia #gore #sexo #erótico #pwp #universoalternativo #fantasticoink #Persona5 #AmamiyaRen #AkechiGoro #GoroRen #FantasiaSombria #NiijimaMakoto #MakoRen #SirenGoro
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O mundo que cabe em uma concha

Notas Iniciais

Esse ship vai ser minha ruína. Quem quiser, essa música foi que deu ritmo ao conto inteiro.

Fanarts dessa fanfic:

LiNest com esse aesthetic

Hayde com essa comission

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“O que está acontecendo com você?”

A areia sob seus pés era macia, afundava com cada passar. As ondas, gentis, acariciavam suas solas em um movimento sutil, gracioso.

“Você... Nós não éramos assim. O que tudo isso se tornou?”

Sentia o vento acariciar seu corpo, levantar sua blusa, bagunçar seus cabelos. Parou um momento e fechou os olhos, aproveitando a sensação, sentindo o corpo se resfriar com a brisa.

“Makoto...”, a sensação das mãos dela sobre seu rosto, o toque macio, o calor de seu corpo, tão perto, tão carnal.

Fechou os olhos e esperou, ansiou, pelo beijo que não veio.

As ondas o despertaram da lembrança, tocando seus calcanhares, um pouco mais firmes agora. Fitou o mar; parecia agitado. Por que estaria? Seria muita arrogância pensar que era um reflexo do seus próprios sentimentos?

Certamente que sim.

“Um relacionamento não se resume a sexo, Ren.”

“E, antes que esse também vire mais uma obrigação, eu preferiria que nós déssemos um tempo.”

Olhou para a aliança, um gosto amargurado na boca. Tocou-a, fazendo-a rodar por seu dedo. Ameaçou tirá-la... recolocou-a.

— Um tempo. — Suspirou.

Ele achava que conseguia. Mas não era tão fácil quanto parecia. Eles precisavam mesmo daquilo?

Não sabia mais responder; Makoto, no entanto, parecia muito certa, principalmente quando retirou a aliança e a deixou sobre a sua cômoda, enquanto se arrumava naquela noite.

Sua esperança restou, ainda que pequena, quando ela a pegou antes de ir embora, colocando-a junto de seu colar.

Desde aquele momento, ele não conseguia dormir. Comer. Se concentrar. Mas essas coisas não vieram antes? Não estaria ele mesmo afundando aquela relação?

O tempo serviria para isso, provavelmente. Refletir. Mas ele estava cansado.

As ondas continuaram acariciando seus calcanhares. Voltou a caminhar, a areia acolhendo as solas de seus pés, macia, fofinha.

Estava perto das rochas agora; as ondas que chegavam em seus pés eram meros fios de água, algumas gotas caindo em seus cabelos pelo impacto que elas faziam contra as pedras grandes.

Os salva-vidas odiavam que as pessoas ficassem ali. Escorregar e cair de cima das rochas era questão de segundos. Atrás delas, onde ele estava, era perigoso se machucar com algum estilhaço que se desprendia. Ele não ligava, contudo.

Fora ali que se beijaram pela primeira vez, escondidos dos outros, na visita à praia. Um verão há dois anos. Parecia que fora outro dia mesmo.

Estava se sabotando? Possivelmente.

Pisou em algo meio duro. Parou um momento, buscando na sola do pé para ver se ali se prendera — era uma conchinha. Não.

— Uma escama? — Piscou, pegando o pedaço e levando à altura dos olhos. Era de um azul clarinho, clarinho, quase branco. Contra a luz, certamente deveria ficar branco. Lustrado, brilhoso — parecia uma joia. Nunca havia visto uma escama tão bela.

Olhou por entre as rochas para ver se algum peixe não estava ali, na parte rasa que chegava na areia; nada. Olhou novamente a escama; que bicho teria uma escama tão bonita?

Ergueu a vista um pouco mais adiante e então percebeu uma nadadeira — branca, translúcida. Arregalou os olhos; a escama deveria ser daquele bicho com certeza. Na certa deveria ter encalhado.

Afastou-se das pedras e correu pela areia, tentando alcançar o que quer que fosse que ali estava. Se fosse um peixe, ainda teria chance de salvá-lo.

Parou um momento, sentindo o sangue circular mais lento por suas veias, a respiração falhar o compasso. O lugar para onde estava indo era justamente o ponto onde costumava ficar a sós com Makoto — quando queriam se beijar, se tocar ou só... quando estavam de saco cheio dos outros.

— De todos os lugares, por que nesse? — Perguntou-se, engolindo o gosto amargo na boca novamente.

Sacudiu a cabeça, espantando os pensamentos. Animais não escolhiam onde encalhar. Era somente uma coincidência; uma infeliz coincidência. Seguiu a passos mais lentos e, para a sua surpresa, o que surgiu diante de seus olhos não era um bicho.

Era uma pessoa.

Os cabelos caramelo foram os primeiros que apareceram, misturando-se à areia, molhando-a devido a umidade dos fios. O rosto, ao que conseguia ver dali, era delicado; ainda estava um pouco longe. Foi aproximando-se mais, um arrepio subindo por sua espinha conforme os detalhes saltavam diante de sua vista.

Aquela pessoa tinha uma cauda. Cauda de peixe. Suas orelhas eram como nadadeiras — brancas, translúcidas como a ponta de sua cauda. Nas costas, barbatanas se projetavam, firmes, grossas, parecendo espinhos. A cauda era do mesmo azul clarinho da escama que ele havia achado. Piscou, atônito.

— Ok, isso deve ser uma fantasia. Tem pessoas que se fantasiam de sereias de toda forma. — Murmurou, um pouco distante da... criatura. Se era uma criatura. Ou uma pessoa; estava desacordada. — Fantasia ou não, preciso ajudá-la.

Pé ante pé, ele foi aproximando-se daquele ser que estava desmaiado. Talvez precisasse fazer uma respiração boca-a-boca para que voltasse a si; não lembrava muito das aulas de primeiro-socorros, mas talvez ajudasse. Estava quase se abaixando à frente dela, quando percebeu um movimento. Parou, estático.

A pessoa piscou lentamente uma, duas vezes, as íris carmesim parecendo letárgicas. Moveu lentamente a cabeça, desencostando-se da areia.

E, quando seus olhos se cruzaram, um choque aconteceu.

Tão rápido quanto o quebrar da onda, a criatura ergueu o tronco, a pele assumindo um tom azulado escuro, as barbatanas de suas costas se erguendo, mostrando todos os espinhos; seus olhos assumiram um fundo amarelado brilhoso, o seu pescoço abriu com o que pareciam ser guelras e seus dentes se puseram para fora, afiados como os de um tubarão.

Ele caiu na areia, perto demais para a sua própria segurança. Percebeu a criatura tentar agarrá-lo, as mãos com unhas tão afiadas quanto seus dentes. Começou a se arrastar para trás o mais rápido que conseguia sem tirar os olhos dela — Deus sabe o que aconteceria se ele não visse seus movimentos.

O bicho guinchou, alto e ameaçador, usando as mãos para tomar impulso e se jogar para cima dele. Sentiu as costas baterem contra uma árvore atrás de si e o desespero consumiu-o por completo. Encolheu-se, fechando os olhos no instante em que a criatura tomou outro impulso para se atirar sobre si.

Outro guincho encheu o ar, dessa vez agudo, doído. Ele abriu os olhos e viu a criatura se torcer na direção de sua cauda, tentando puxá-la, porém não saindo do lugar. Ela começou a se espernear, rolando na areia, batendo as barbatanas no chão, nas pedras, guinchando ainda mais pela dor. Percebeu que a cada movimento brusco dela, mais e mais escamas caíam de sua cauda.

— Ei, para, para! — Ele disse, fazendo um gesto para que o animal se acalmasse. Ele, porém, continuou a se debater, cada vez mais desesperado. Levantou-se, meio desajeitado, tentando outra aproximação. — Calma! Se você continuar assim–!

Outro chiado em sua direção, quase um berro, os dentes pontiagudos brilhando, prontos para arrancar-lhe um pedaço. Sentia suas pernas tremerem, mas ao mesmo tempo estava com dó. Afastou-se um pouco mais, percebendo que a criatura fez o mesmo.

— Olha... Eu já entendi que você quer me... comer, estraçalhar, estripar, qualquer coisa assim. — Ele piscou, observando atentamente o corpo do animal. Estava envolto no que parecia ser uma rede... era de aço? E a ponta do rabo estava totalmente enroscada, cortada. Para piorar, a rede parecia estar presa embaixo de uma pedra. — Mas... você não parece que vai conseguir se soltar se continuar se debatendo.

O bicho fungou alto, os espinhos em suas costas erguendo-se mais. Ele percebeu quando a criatura apertou levemente os olhos, uma das barbatanas fazendo um espasmo... deveria tê-la machucado agora. Suspirou; aquilo seria difícil.

— Eu posso soltar você. Ou tentar. Mas você precisa me deixar se aproximar. O que acha? — O animal estalou os dedos, as garras prontas. — Por favor.

Olhou no fundo dos olhos da criatura. O carmesim brilhava, vívido, parecendo o próprio Sol ao entardecer. Sentia o ar faltar aos pulmões — era medo, era encanto, charme, tudo. Aquele bicho a sua frente era... indescritível.

De repente, ele se acalmou. O amarelo de sua esclerótica foi se desfazendo, dando espaço ao branco; as barbatanas das costas se recolheram, a pele foi voltando ao tom meio branco, meio amarelado, parecido com o seu próprio. As guelras em seu pescoço se fecharam totalmente, quase invisíveis na pele; as garras em suas mãos voltaram ao tamanho normal e ela relaxou os ombros, parecendo desistente.

Ele fez um sinal de cabeça, percebendo o bicho se ajeitar na areia. Foi a passos lentos se aproximando dele, observando a forma como a rede se enroscava em sua cauda, como suas escamas praticamente saltaram por conta do atrito. Engoliu em seco. Desceu mais rapidamente a vista, tentando encontrar onde a rede se prendia.

— Achei! — Percebeu a criatura dar um salto com sua afirmação; endureceu o corpo. Mal sinal. — Calma, achei onde a rede está presa.

Ambos se acalmaram. Ele foi devagar até a pedra que estava prendendo a rede; era grande. Não sabia se conseguiria movê-la, mas valia a tentativa. Enfiou as mãos dentro da água, os dedos na areia lodosa. Percebeu que o fim da pedra estava logo ali. Com um impulso, ergueu-a, mas só um pouquinho. Talvez se...

— Bate a cauda. — Pediu. O bicho, sem demora fez um movimento de chicote, derrubando-o no processo; bateu com o peito na pedra, sentindo o ar sair dos pulmões. — Merda...

A criatura riu. Ele respirou em jorros, olhando meio torto. Não era nada ameaçador, contudo. Também pudera, era um garoto magrela de uns vinte e tantos anos; e o que estava à sua frente era simplesmente o animal mais encantador de qualquer conto de fadas já escrito até então.

Tirando talvez pelo fato de que ele era mais assustador, mais agressivo e com um aparato de coisas cortantes.

Quando recobrou a respiração, aproximou-se da criatura, tentando soltá-la da rede. Sentia o olhar sobre si, a forma como as escamas pareciam levantar-se, receando seu toque. Tentou ao máximo não encostar no animal, puxando a rede somente pelo aço, lento e cuidadoso, para que não o ferisse ainda mais.

Com muito custo, desfez o emaranhado que prendia a ponta de sua cauda, deslizando a rede para fora dela rapidamente depois disso. Respirou aliviado quando conseguiu, puxando o restante da rede para dentro da praia.

Assistiu a criatura curvar-se para observar o ferimento que tinha. Ela passava os dedos delicadamente pela nadadeira, afastando-a levemente, torcendo a expressão quando percebeu que ela se partiu um pouco. Soltou-a, tentando erguer agora as barbatanas das costas; chiou de dor outra vez. Ele percebeu que uma delas estava encavalando... deveria ser por isso que estava incomodando.

— Né... — Ameaçou se aproximar de novo. O bicho guinchou, mostrando os dentes outra vez. — Ah, qual é. Pensei que tínhamos virado amigos? Eu tirei a rede de você!

— Caso você não saiba, sua raça fez com que eu ficasse preso nessa porcaria. — A criatura brandiu, o rancor pingando em sua voz. Seus olhos se arregalaram, o ar faltando de seus pulmões.

— Você fala!

— E você não pensa, só pode. — Ela grunhiu, tomando um impulso e voltando para a água. Ele percebeu a pele da criatura tomar o tom azulado novamente, mas não tão agressivo quanto em terra.

Tomando impulso com a mão, a criatura boiou até o local onde o balcão de areia fazia um tombo, ficando mais fundo; a partir dali, mergulhou, experimentando nadar. Torceu novamente a expressão; a dor estava forte, pelo visto. Ele acompanhava tudo da beira, a água translúcida fazendo as escamas daquele bicho brilharem ainda mais, o azul reluzir com o do mar.

Percebeu as barbatanas se erguerem para fora d’água, a criatura movendo-se de um lado para outro, ainda experimentando seus movimentos. Lembrava demais um tubarão, porém mais robusto, mais belo. Qualquer um que visse aquela barbatana ficaria, no mínimo, estonteado; ele mesmo estava.

A criatura colocou um pedaço da cabeça para fora da água, as escleróticas amarelas contrastando com o carmesim de suas íris. Moveu as nadadeiras que faziam parte de suas orelhas, espirrando água para os lados.

— Faça algo de útil pra mim. — Pestanejou, mal educada. Ele torceu a expressão, desgostoso. — Tem um caranguejo atrás daquela pedra. Pegue-o e me traga. — Ela apontou na direção onde o bicho estava.

Ergueu as sobrancelhas. Por que deveria obedecer aquele bicho? Contudo, era suspeito que, se ele estava pedindo isso, era porque não conseguiria fazer sozinho. Sua dó ainda era grande.

Devagar, ele foi até onde estava indicado. E o caranguejo realmente estava ali. Tentou pegá-lo, sem preparo e foi beliscado pela garra enorme.

— Au!

— Burro.

— Calada! Estou fazendo isso pra você! — Protestou. A criatura na água chiou, mergulhando e se debatendo. Depois, voltou à posição em que estava.

Tentou outra vez, agarrando o caranguejo pelas garras, para que ele não as usasse. Deu certo, apesar do bicho ter começado a se debater em suas mãos.

— Aqui, toma essa coisa. — Queria jogá-la, porém antes que conseguisse processar, a criatura saltou da água e agarrou o caranguejo de suas mãos com uma força que o fez cair com a bunda na areia; de novo.

Percebeu como, facilmente, a criatura rompeu a casca grossa, despedaçando o bicho com as garras, os dentes, mastigando a carne com gula. Sua boca, seu peito, eram somente um líquido azulado, casca e carne. Um gelo subiu por suas veias — era isso que ela faria consigo, caso a provocasse o suficiente?

Ficaram em silêncio, ele evitando olhar enquanto a criatura comia. Apesar disso, não conseguia conter-se em espiá-la de soslaio. Ela pareceu perceber, oferecendo-lhe uma pata do caranguejo.

— Ah, não quero! Obrigado! — A criatura fez um muxoxo, enfiando a pata na boca para comê-la. — Né... você tem nome?

— E o que isso te interessa? — Foi a resposta ríspida.

— Eu te ajudei, poxa. — Ele murmurou. — E... queria te chamar de algo. Eu posso te dar um nome também. Talvez algo como belezu–!

— Me chame de Goro. Nada dessas coisas humanas idiotas.

— Ah. — Ele riu. — Não gosta de flerte? — Goro ergueu as sobrancelhas, mexendo as nadadeiras do rosto. — ... Não sabe o que é isso? Bom, deixa pra lá.

Quando Goro terminou sua janta, ele voltou à água, arrastando-se para a parte mais funda, parecendo mais confortável ali. Testou novamente o movimento da cauda e das barbatanas das costas... nada muito agradável, pelo visto. Ainda assim, ele percebeu quando Goro começou a mergulhar mais fundo.

— Ren! O meu nome é Ren! — Disse antes que Goro sumisse. Notou no brilho amarelo e carmesim por entre o translúcido das águas e, logo, o vulto foi se afundando mais no banco de areia, até que não pudesse mais vê-lo. — De nada pela ajuda. E o jantar também.

Suspirou, colocando as mãos nos bolsos do shorts. Estava quase anoitecendo; era bom voltar antes da ressaca. E talvez rezar para que aquilo não tivesse sido um sonho — ou uma alucinação.

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Voltou ali uma semana depois para encontrar a orla vazia. Suspirou decepcionado. Talvez aquilo fosse, de fato, uma alucinação. Estava quase saindo, quando um som estranho pescou sua atenção.

Caminhou um pouco mais a frente, passando por uma enorme pedra — não costumava ir muito além dali; sequer sabia que existia mais praia depois daquele ponto. Para a sua surpresa, existia.

E Goro estava bem ali, à beira da areia, no que parecia ser um pequeno lago, formado por várias rochas por onde entrava a água do mar. Quando percebeu sua presença, a sereia — se é que podia chamá-lo assim — logo ergueu as barbatanas das costas, torcendo a expressão; ela ainda estava encavalada.

— Você voltou. — Ele afirmou, desinteressado. — É mais burro do que eu imaginava.

— Vai fazer o quê? Me devorar? — Ren brincou, o sorriso meio de canto, debochado. No instante seguinte, se arrependeu; Goro realmente poderia comê-lo. Era o que elas faziam, não? As sereias.

Percebeu quando as escleróticas ficaram amarelas e a pele azulada. Péssimo sinal. Engoliu em seco, prestes a correr, mas desistiu quando percebeu Goro relaxar, voltando a aparência “normal” — ou menos bizarra, que seja.

— Você é magro demais. Não enche nem um par de dentes meus. — Debochou. Ren fez um muxoxo, aproximando-se, desgostoso.

— Eu sei que sou magro, fraco e desajeitado, às vezes. Não precisa jogar na cara. — Deu de ombros, sentando-se ao lado da sereia. Percebeu que ele tinha algo nas mãos; era uma concha. — O que é isso?

— Molusco. — Respondeu, dando a conchinha na mão de Ren. — Ou o resto dele. Tem vários aqui. São fáceis de pegar. — Mal terminou a frase, Goro colocou a mão dentro da areia lodosa e tirou outro de lá. O bichinho batia as batinhas dentro da concha. — Um petisco apetitoso, eu diria.

Antes que Ren pudesse comentar algo a respeito, Goro enfiou o bichinho na boca e, com uma sugada, o engoliu inteiro, mastigando a carne desinteressadamente. O outro, ao seu lado, parecia ter pedido o movimento do maxilar — ou se esqueceu como fechá-lo. A sereia ergueu as sobrancelhas e bateu as nadadeiras das orelhas, estranhando.

— Que cara feia é essa?

— Que nojo! Olha o que você fez.

— É comida. — Protestou, dando novamente a concha na mão de Ren. — Toda e qualquer comida é bem-vinda.

Ficaram em silêncio. Ren observou como, compulsoriamente, Goro pegava os moluscos e sugava, desfazendo-se das conchinhas. Grunhiu, quase choroso, quando percebeu que eles haviam acabado — provavelmente haveria outros mais a fundo; por que ele não os pegava, Ren não sabia.

Olhou pelo corpo da criatura, percebendo que suas escamas ainda estavam faltantes, a nadadeira da ponta da cauda cortada. Suspirou, entristecido; ele ainda estava ferido? Uma semana não era o suficiente?

— Ainda está machucado?

— Você acha que eu me regenero ou algo assim? — Ren encolheu os ombros; Goro não gostava de perguntas burras. Ou coisas burras, quem sabe. — Ferimentos como esses demoram a cicatrizar. Principalmente se você não se alimenta direito.

— Você não sabe caçar? — Perguntou, assustado.

— Eu não posso caçar, humano imbecil. — Goro arremessou uma conchinha na direção de Ren. Ele conseguiu pegá-la antes que acertasse sua testa. — Tenho sorte de ter um ou outro bicho imbecil por aqui. Caso contrário, estaria morto já.

Era inegável, Ren atestou. A sereia estava visivelmente magra; suas costelas estavam aparentes. Era possível que fosse, inclusive, uma anemia. Fitou o mar um momento; seria possível que ele tivesse uma forma de ajudá-lo? Se fosse refletir, o estado de Goro era, de alguma forma, sua culpa — já que a rede que o prendera era uma das muitas dos barcos pesqueiros.

— Eu posso te ajudar. — Ele afirmou. Percebeu Goro bater as nadadeiras das orelhas, desconfiado.

— Como? Virando minha comida?

— Você disse que eu sou muito magro!

— E você é. — A sereia bateu a cauda, espirrando água. — Além do que, carne de humano é borrachuda e não tem nutrientes.

— Eu pensei que vocês comessem humanos.

— Na falta, qualquer coisa serve. — A sereia ergueu as barbatanas das costas, chiando alto pela dor. Ren percebeu como ele abria e fechava os dedos, parecendo aguentar a sensação.

— A ideia era... trazer peixes pra você comer, quem sabe? — Ren foi um pouco para trás, observando a barbatana encavalada. Lentamente, levou a mão até tocá-la. Percebeu quando Goro se assustou, os espinhos se propagando em sua direção, o tom azulado voltar à sua pele. Engolindo o medo, Ren segurou-a firme entre os dedos e, com um puxão preciso, colocou-a no lugar.

Goro guinchou alto pela dor do movimento. Respirou em jorros e, um tempo depois, experimentou abrir e fechar as barbatanas. Fez o gesto uma, duas, três vezes. A dor tinha passado. Suspirou, aliviado, acalmando-se no processo, voltando à sua outra aparência.

— Se... — A sereia o olhou de soslaio, desconfiada. — Você puder trazer peixes grandes, seria uma boa ajuda. Como... essa agora.

— Posso. Não são tão caros quanto parecem.

— Não sei o que isso significa, mas... — Goro entrou na água, fazendo um movimento gracioso e fluído enquanto virava-se de barriga para cima, boiando. — Obrigado.

— Nada. — Ren observou-o, admirando a forma como as escamas brilhavam contra o Sol.

Em outro movimento, assistiu quando a sereia mergulhou e passou por uma fenda entre as pedras, a ponta de sua cauda desaparecendo para o mar profundo além dali. Suspirou, levantando-se e se espreguiçando.

Ao menos, agora, tinha um motivo para continuar voltando ali — sem ser as lembranças de sua namorada ou o sentimento de amargura.

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Amamiya Ren [11:30]: Makoto... como você está? Espero que bem.

Amamiya Ren [11:50]: Saudades...

A primeira vez que ele trouxera comida, fora uma experiência assustadora. Antes que pudesse se aproximar de Goro, ele já havia colocado os dentes enormes e afiados para fora, as garras saltadas, as barbatanas das costas totalmente arqueadas; antes mesmo de questionar algo, a sereia havia pulado em si, derrubando os peixes da sacola e, sem qualquer cerimônia, começou a dilacerá-los.

Duas vezes foi pego desprevenido dessa maneira. Agora, já mais ciente, antes de chegar ao pequeno lago, ele já arremessava os peixes que trazia. Podia ouvir o som deles colidirem contra a areia e, nem segundos depois, o som da água do mar se agitando quando Goro os atacava.

Era quase como alimentar um animal feroz, um tigre ou um leão. Até um cachorro agressivo, talvez. Era meio... ridículo pensar dessa maneira. Mas era o mais próximo da realidade. Depois de se satisfazer com a comida, eles costumavam sentar-se próximos um do outro, aproveitando a sensação da água do mar.

Como aquele momento, onde Goro insistentemente sugava uma das espinhas do peixe, tentando consumir até o último pedaço de carne que havia. Ren, imóvel, observava o gesto grotesco; ao menos era algo para se distrair da amargura...

Do fato de sua namorada sequer lhe responder as mensagens.

Suspirou, voltando sua vista para a pequena lagoa, as ondas quebrando pelas pedras que a formavam. O som do mar, das gaivotas... era tudo meio melancólico. Talvez somente os sons de Goro, ao seu lado, destoavam de tudo aquilo; chegava a ser até engraçado.

— Hey. — Assustou-se quando a sereia o chamou. — Que porcaria é essa na sua mão? — Perguntou e, sem qualquer noção de espaço pessoal, Goro pegou em sua mão, trazendo-a para próximo de sua vista.

Ele falava do anel de compromisso. Observava-o com curiosidade, porém sem encanto em seu olhar. Já Ren, contudo, parecia mais interessado em notar como a mão de Goro era delicada, apesar de ter unhas afiadas; o seu pegar era leve, sutil. A pele entre os dedos era tão fina que, Ren podia jurar, se partiria ao menor toque. A sensação era a mesma de segurar um peixe, apesar de Ren saber que ele era mais parecido com um anfíbio — talvez seria como pegar um sapo?

Será que ele coaxava também?

— Isso é um anel de compromisso. Nós usamos quando... estamos em um relacionamento com outra pessoa. Para mostrar que estamos juntos. — Respondeu depois de um longo momento. Goro soltou sua mão, movendo as nadadeiras em seu rosto, focando o mar.

— Hm. Entendo.

— Vocês tem algo assim?

— Mais ou menos. — Percebeu como Goro se remexeu, inquieto. — Não é tão... sutil dessa forma.

— Hm.

Ficaram em silêncio novamente, as ondas quebrando com mais intensidade nas pedras. Percebeu quando Goro começou a bater a cauda na água — as escamas ainda pareciam soltar-se de sua pele, porém o corte da nadadeira estava cicatrizando. Era o que ele esperava.

— Goro, sereias cantam mesmo? — Ren perguntou, apoiando o queixo na mão, sem retirar os olhos das escamas da sereia. O azul delas era sutil, sutil; e, como ele imaginava, elas ficavam brancas na luz do Sol.

— Sim, cantam. — Ele respondeu, desinteressado.

— Você... poderia cantar pra mim? — Pediu, percebendo o outro arregalar os olhos, as nadadeiras do rosto inquietas. — Considere como uma outra forma de me agradecer pelos peixes.

— Não posso. — Goro foi menos ríspido do que Ren imaginou. Foi a sua vez de arregalar os olhos, desentendido. — Cantar é... um ato de acasalamento.

Ah.

— De–Desculpa! Eu não sabia!

— Óbvio que não sabia, sua mula. Você ainda é humano... — Goro ergueu as sobrancelhas. — Ou não. Sua inteligência é bem limitada. — Ren encolheu-se com a ofensa. Às vezes as palavras dele machucavam; talvez não mais que os dentes, supunha.

— Eu... acho que estou carente. Só isso. — Comentou meio à esmo. De soslaio, percebeu a criatura ficar curiosa, pendendo a cabeça para o lado com a sua afirmação. — Você... não sabe o que é isso também?

— Talvez não leve o mesmo nome? Quem sabe... — Goro ajeitou-se na areia. Parecia uma foca fazendo isso; era no mínimo inusitado. — E tem como curar isso?

— Curar, não, mas... — Ren pausou. Seria abuso, não seria? Se consolar com uma criatura que mal entendia o significado de carinho. — Tem formas de aliviar.

— Podemos tentar? Já que você tão gentilmente alivia minha fome.

— Não é a mesma coisa, sabia disso, não é?

— Então morra com isso. — Ren suspirou, passando a mão pelos cabelos, desacreditado. — Só estava tentando ajudar.

— Ok. Só... não se assuste, então? — Pediu e, devagar, quis se aproximar da sereia. Percebeu a forma como as barbatanas se levantaram, parando um instante. — Goro.

— Eu não sei o que você vai fazer comigo, imbecil! — Chiou, desgostoso.

— Isso se chama beijo e é o que eu quero tentar com você. Se você queria me consolar de algum modo. — Fez um muxoxo. Goro abaixou as barbatanas no mesmo instante, movendo as nadadeiras do rosto. — Confie só um pouco em mim e... não coloque os dentes pra fora, por favor.

Devagar, Ren levou a mão até o rosto de Goro, a ponta dos dedos tocando sua bochecha levemente. A pele era macia, porém ele podia sentir as pequenas elevações das escamas — imperceptíveis contra o Sol. Notou no formado de seu nariz, nas nadadeiras, a forma como o cabelo se grudava ao rosto.

Focou em seus olhos e, sem as escleróticas amarelas, o carmesim de suas íris era brilhoso, brilhoso, brilhoso. Podiam pérolas serem vermelhas? Pois elas pareciam pérolas; quase como se fossem feitas de vidro. Percebeu Goro piscar, curioso. Sua respiração estava irregular — sentia que ele estava nervoso, segurando-se para não fazer algum movimento que pudesse machucar Ren.

Aproximou mais um pouquinho o rosto do dele — pensou que sentiria um forte cheiro de peixe, mas não. Goro cheirava a sal, o mesmo cheiro do mar. E um misto de algas... era quase um perfume, meio doce. Mais alguns milímetros — sentia os lábios roçarem nos seus. Encostou-os; estavam molhados e com gosto de peixe; também pudera, ele estava comendo nem a um segundo atrás.

Sentiu as nadadeiras se moverem, os pingos de água resvalarem em seu rosto. Fechou os olhos e mergulhou na sensação, apertando mais a boca contra a dele. Experimentou movê-la, capturando seu lábio superior. Surpreendentemente, a sereia correspondeu, parecendo entender o gesto. Ren subiu as mãos para os cabelos caramelados, querendo tocá-los desde que o vira a primeira vez; eram sedosos, apesar de estarem sempre molhados. Enroscou os dedos ali, adorando a sensação.

Ele mudou do lábio superior para o inferior, demorando-se, sugando com calma. Sentiu que Goro levantara as barbatanas outra vez, mas era um movimento mais sutil, menos ameaçador. Resolveu espiar, percebendo que ele fazia um movimento contínuo de erguê-las um pouco e abaixá-las. Notou, também, que Goro parecia tão absorto na sensação quanto ele próprio.

E foi nesse detalhe que resolveu separar as bocas, afastando-se da criatura. Assistiu a forma como ela abriu os olhos, piscando desnorteada, se questionando o motivo do toque ter acabado abruptamente.

— Vocês... fazem isso de graça, então? — Foi a pergunta de Goro, um instante depois.

— Como assim? Sereias beijam também? — Ren questionou, devolvendo uma pergunta com outra. Estava começando a concordar com Goro sobre sua inteligência.

A sereia nada disse, somente desviou o olhar e, num movimento rápido, atirou-se na água. Sem olhar para trás, ela sumiu pela fenda das pedras, perdendo-se mar à dentro. Ren suspirou; talvez tivesse exigido demais dele.

Queria sentir-se mal, contudo só conseguia ter um sentimento meio agridoce. Pensou, por um breve momento, que a sensação seria a mesma de beijar Makoto — talvez até imaginá-la ali, no lugar de Goro. A verdade, no entanto, era que ele não conseguia.

Se isso era bom ou mal, Ren só decidiria à noite. Ou talvez nem nessa noite. Numa próxima, quem sabe? Poderia não decidir também.

Sua mensagem continuava sem resposta ao fim do dia. E ele sequer se importou com ela também.

—————————–––––––––––––––

Ele estava compulsivamente se pegando com uma sereia. E nenhum arrependimento passava por sua cabeça; nem mesmo a lembrança de que, talvez, ele ainda estivesse em um relacionamento.

Eles estavam dando um tempo, não estavam?

Goro se tornou assustadoramente receptivo depois da primeira vez. E, agora, Ren até podia encostar em sua cintura, tomando muito cuidado para não esbarrar nas barbatanas e se machucar no processo. A sensação das guelras abrindo e fechando sob sua palma, enquanto ela repousava no pescoço de Goro, ainda era meio estranho, mas aceitável.

E os lábios dele tinham um gosto tão, tão bom sem o peixe para impregná-los.

Separaram-se para que Ren pudesse puxar o ar, encostando testa com testa. Goro movia as nadadeiras do rosto, espirrando água nele — estava sempre molhado. Ren suspeitava que ele precisava disso, por alguma razão. Sorriu com o toque delicado das gotas em sua pele.

— Cansou? — Foi a pergunta desinteressada da sereia. Ren riu ainda mais, se afastando dele.

— Só um pouco. Mas eu me sinto um drogado. — Goro pendeu a cabeça para o lado, o olhar curioso. — É... alguém que fica dependente de algo que não pode.

— E por que não poderia? Por que eu posso te comer? — Goro ergueu as sobrancelhas, deixando as escleróticas ficarem amarelas. Quando percebeu que Ren sequer reagiu, desistiu da ameaça. — Não tem graça, você não se assusta mais.

— Estou convivendo tempo o suficiente com você para saber quando está blefando. — A sereia sacudiu as nadadeiras do rosto novamente, virando-o para olhar o mar.

Estavam em cima das pedras agora, um pouco afastados da praia. Ali, as ondas quebravam com mais força, molhando constantemente os dois — para Goro, parecia ser mais relaxante. Ren, no entanto, estava mais alerta, pois escorregar era questão de um piscar de olhos.

— Não tem problema você fazer isso comigo? Já que... — Goro começou, virando o rosto para fitar seu anel. — Você tem alguém.

— Não tem, porque... nós não estamos de fato juntos. — Ren suspirou. — Ela pediu um tempo da relação. Eu... ainda estou usando isso porque... — Revirou o anel no dedo. Queria tirá-lo, mas não conseguia. — Nem eu mesmo sei.

— Hm.

— Você parece incomodado. Por quê? Isso é contra... algo que você acredita? — Ou sei lá, pensou, mas não completou. Sereias tinham alguma conduta dessa forma? Fidelidade?

— Normalmente, nós temos um único par para a vida toda. — Goro comentou, balançando a cauda. — E a marca disso... não sai como esse negócio no seu dedo. É pra sempre.

— Vocês marcam o par de vocês? — Ele acenou, pensativo. — Então... você nunca teve ninguém, eu suponho? Já que não tem marca nenhuma no seu corpo.

— A única sereia que eu vi, além de mim, foi a minha mãe. — Goro sorriu, meio amargo.

— Se–sério? E onde ela está agora? — Ren perguntou, tentando amenizar a conversa. Talvez tivesse sido interesse demais querer saber esses detalhes. Por mais que eles, de fato, estivessem se pegando fazia um tempo. — Talvez em alguma outra praia ou–

— Morta. — Ren gelou com o tom fúnebre que saiu dos lábios de Goro. Fitou-o, piscando atônito. — Ela morreu na minha frente. Com um arpão no meio do peito.

— A–Ah. — Ren pensou em dizer algo, mas antes que as palavras saíssem de sua boca, Goro lançou-se ao mar em um movimento que foi gracioso, seu corpo formando um arco perfeito enquanto ele mergulhava. Ren tampou o rosto com o braço quando a água bateu contra si. — Goro!

— Eu não ligo. Isso faz muito tempo. — Percebeu que a sereia ficou somente com metade da cabeça para fora da água. Ela se aproximou da rocha novamente, pegando um de seus pés, as unhas resvalando na sola. — Mudando de assunto... isso é uma coisa estranha.

— Pés? — Ren ria, sentindo cócegas. Goro separou seus dedos, observando-os curiosamente.

— Sim. Você consegue nadar com isso?

— Consigo. Talvez não tão bem quanto você, mas ainda assim...

— Hmm... — Percebeu como os olhos da sereia brilhavam. Ela parecia ter pensado em algo. — Da próxima vez, venha com uma roupa que consiga nadar.

— Eu? — Goro afastou-se dele, indo para o mar aberto. — Ei, onde vai?

— Sim, você. E eu vou caçar. — Percebeu quando as barbatanas nas costas de Goro se arquearam, as escleróticas ficaram amarelas e os dentes saíram de sua boca. — Até outro dia.

Antes da despedida, ele sumiu pela água. Ren ainda tentou ver algum vulto, mas as ondas eram mais fortes e o camuflaram no azul infinito. Suspirou. Estava cada vez mais e mais cativado por ele. Seria uma sentença? O anel ainda não saíra de seu dedo, contudo. O que o prendia à Makoto, no fim das contas?

Devagar, deixou as pedras. E, em seu apartamento, horas mais tarde, tentou buscar por uma sunga que fosse bonita — para quê, nem ele sabia. Nada iria se comparar a Goro no fim das contas e a sereia sequer notaria nisso.

—————————–––––––––––––––

— Que coisa ridícula é essa? — Ren torceu a expressão, percebendo como Goro mexia as nadadeiras do rosto, espantado.

— Uma sunga. Você não pediu que eu viesse com algo que pudesse nadar? Pois então.

— Estranho. — Goro foi se arrastando pela areia, para dentro do mar. Sem questionar, Ren foi seguindo-o, lentamente.

Foi percebendo a areia se tornar mais lodosa conforme caminhava, até que seus pés não mais tocassem o chão. Foi deixando-se boiar devagar, mais concentrado em prestar atenção na presença de Goro. Ele estava mais à frente, as barbatanas de suas costas sendo a única coisa visível sobre a água. Ren foi impulsionando o corpo, começando a nadar para segui-lo.

As ondas atrapalhavam suas braçadas. Às vezes tinha que segurar a respiração quando elas quebravam, evitando que água entrasse por seu nariz. Não era fã de nadar no mar aberto, mas era o que tinha para hoje — esperava que Goro, no fim das contas, pudesse socorrê-lo se algo acontecesse.

Parou um momento quando, na distração, não notou mais a sereia à sua frente. Olhou para trás e percebeu que estava a metros consideráveis da praia. Foi surpreendido por uma onda um pouco maior, sacudindo a cabeça, sentindo os cabelos grudarem-se ao seu rosto.

— Goro? Ei, Goro! Não acha que estamos um pouco longe? — Chamou pelo outro. Nenhum sinal. — Goro! O que diabos você–!

Sentiu um puxão forte em seu calcanhar e, no mesmo instante, ele estava submerso. Trancou a respiração, fechando a boca e os olhos; não estava preparado para aquilo. Uma brincadeira idiota.

Tentou voltar à superfície, porém a mão em seu calcanhar firmou-se, puxando-o mais para o fundo. Fez força novamente, para cima; em vão. O coração começou a bater mais rápido, zumbindo em seu ouvido.

Sentia um vulto próximo de si, passando próximo de seu corpo. Não sabia o que era. Seria Goro? Só poderia ser ele. Por que o estava puxando para o fundo? Não poderia ser que...

Ren desesperou-se. Começou a se debater, mas ao invés de conseguir subir, ele estava se afundando ainda mais. Não podia abrir a boca ou respirar, senão se afogaria. Sentiu as garras de Goro resvalarem em sua cintura, tentando aquietá-lo; agarrou-se aos ombros da sereia. Sequer podia abrir os olhos.

Então, Goro baixou seu maxilar e, de repente, a boca da sereia estava na sua. Sentiu quando ele enfiou a língua, comprida, pegajosa, até a sua garganta. A sensação de vômito era forte, porém nada veio ao seu esôfago. Uma coisa pastosa parecia estar se formando ali, na sua entrada para os brônquios e também seu esôfago.

A língua saiu de sua boca e, antes que pudesse perceber, ela estava em seu nariz, quase entrando por suas narinas, a mesma sensação pastosa passando por elas. Tentou se livrar do outro, mas o corpo estava mole; estava começando a faltar ar.

Uma voz veio imperativa logo em seguida:

— Respire.

E, como se por um encanto, ele obedeceu. O ar passou, enchendo seus pulmões, porém sem a ardência da água. Pensou em abrir os olhos — esses, por sua vez, arderam ao menor contato com ela.

Lábios vieram até suas pálpebras e, por uma fresta entre elas, sentiu uma soprada. Primeiro no olho direito, depois no esquerdo. Um toque delicado na ponta de seu nariz, como quem dizia para que olhasse; e ele assim o fez.

À sua frente, Goro sorria meio de canto, os cabelos espalhados, as escleróticas amarelas, o carmesim brilhoso, a pele azulada. As barbatanas em suas costas estavam arqueadas, mas não tinham os espinhos — só estavam em pé. Os dentes não se propagavam para além de sua boca — sua arcada parecia mais com a de um humano do que a de um tubarão, como era em terra.

Daquela forma, Ren pensou, ele era a criatura mais bela que já tinha posto os olhos. Era diferente de quando estava na superfície, quando assumia essa forma lá. Ou talvez essa fosse a forma real dele, sem estar em perigo eminente.

— Você pode falar. — Goro comentou, o sorriso não abandonando seus lábios. — Só não pode voltar à superfície, senão eu vou ter de fazer tudo de novo.

— Pera, o quê?

— Selar suas narinas, sua boca e seus olhos. — Sentiu Goro tocar seus lábios com a ponta dos dedos, as unhas resvalando com cuidado, sensualidade. — Assim você pode respirar aqui embaixo. Comigo.

— Ah. Era isso que você... Mas, espera, pra qu–. — Muitas perguntas e Goro não parecia interessado em nenhuma delas. Tanto que calou-o com um selinho sutil, começando a sugar seu lábio superior, devagar.

Ren foi assistindo as íris carmesim se expandirem, começando a tomar o lugar das escleróticas. O amarelo foi empurrado para o canto, quase inexistindo. As nadadeiras em seu rosto estavam inquietas; sentiu quando a mão de Goro subiu por seu ombro, as unhas arranhando sua pele bem, bem de leve.

Ele queria dar uns amassos embaixo d’água? Era sério? Ren riu um pouco, mas achou interessante a premissa. Resolveu render-se ao beijo, tocando o rosto da sereia com cautela, sabendo que as guelras em seu pescoço agora tinham utilidade.

Mas antes que pudesse se perder muito, Goro rompeu o contato, livrando-se de seu toque. Ambas as mãos estavam em seu ombro e ele começou a esfregar o rosto contra o seu, delicado. Sentiu também quando a cauda começou a roçar em suas pernas, as nadadeiras ao redor dela fazerem um carinho sutil.

— Goro, o quê–? — Quis questionar, porém ouviu um som baixinho chegar aos seus ouvidos. Era... uma música? Não. Concentrou-se mais e percebeu que o som vinha de Goro. — Você...

Ele nada disse, somente afastou um momento o rosto de Ren, o carmesim sendo a única cor predominante em seus olhos. Fez um som baixinho, macio, começando a nadar para trás de Ren, o corpo se esfregando contra o seu. Fez uma volta completa e repetiu, dessa vez convidando-o a passar a mão por sua cauda. Ren deixou os dedos deslizarem por ela, acompanhando o movimento que Goro fazia, adorando como as nadadeiras se enroscavam em seus dígitos, deslizavam por ele.

As barbatanas nas costas de Goro abriam-se e fechavam, parecendo intensificar o som que sua garganta produzia, espalhá-lo pela água. Ren queria acompanhar cada movimento, mas não conseguia se virar tão rápido. Sentiu quando as mãos de Goro voltaram à sua cintura e, de repente, ele estava à sua frente uma vez mais, nariz com nariz, as bocas se roçando.

Pensou em dizer algo, mas teve os lábios tomados novamente, a boca sendo invadida pela língua de Goro, enroscando-se com a sua. Sentiu quando a cauda dele passou pelo meio das suas pernas e, então, alguma coisa dura começou a se esfregar contra ele.

Aquilo era um pinto?

Desgrudou-se um momento de Goro, um gemido escapando por seus lábios, querendo perguntar. Porém a sereia, insistente, voltou a beijá-lo. Talvez aquilo fosse uma forma de Goro dizer que não era momento de falar. Riu entre o beijo, desfazendo-se nos lábios dele.

Sentiu os braços de Goro passarem por baixo dos seus, as unhas arranhando suas costas, seus ombros. Sua cauda esfregava-se contra ele insistentemente e, a essa altura, ele não podia mais resistir à própria excitação, esfregando-se contra a sereia também. Naquele momento, praguejou a sunga que separava o contato pele com pele.

Ren passou os braços pela cintura de Goro, mantendo-o firme, deixando que ele ditasse o compasso do que eles fariam. Ele era o dono daquele lugar de todo modo. O mar era dele e Ren era só um intruso — ou um convidado ousado desfazendo-se em carícias que ele nunca pensou que trocaria com alguém.

O beijo foi ficando mais exigente, o esfregar da cauda contra o meio das suas pernas mais forte, mais rápido, as unhas desenhando livremente as suas costas. Ele estava quase lá, sentindo um calor no ventre se acumular mais, mais, mais.

Então, Goro parou, afastando-se só um pouco, começando a levá-los para a superfície. Antes que pudesse pensar, Ren já estava vendo o céu azul, o ar entrando por seus pulmões de maneira diferente, sentindo aquela camada pastosa se dissolver de seu nariz e sua garganta.

— Por quê? — Vociferou em jorros. Sentiu a cauda de Goro voltar ao meio de suas pernas, esfregando a ereção dele contra a sua novamente. Gemeu contido pelo toque.

— Não precisa assistir à tudo. — Goro comentou, o carmesim ainda sendo a única cor de seus olhos. Sentiu quando ele colou peito com peito, a boca indo até uma região próxima ao seu ombro. — E também...

Ren não quis mais pensar. Agarrou-se à sereia e, de repente, sentiu os dentes perfurarem sua pele lentamente em uma mordida firme. Goro se esfregou mais rápido, com mais força, os dentes apertando sua pele no mesmo compasso, na mesma intensidade. E, de repente, tudo na vista de Ren ficou branco, pequenas estrelas se pintando diante de seus olhos.

Ficaram parados por um tempo, até que os dentes em sua pele aliviaram a pressão, a cauda se afastou dele. Sentiu Goro levar sua cabeça até o ombro e, lentamente, guiá-lo à praia.

Chegaram até lá ajudados pelas ondas, praticamente arrastados por elas até a beira da areia. Quando sentiu seus ombros encontrarem terra, Ren virou-se de barriga para cima, fitando o céu e o Sol, a respiração ainda em jorros. Sentia algo meio pastoso na barriga e, principalmente, dentro da sunga, mas esse ele queria ignorar. Fechou os olhos um instante.

Foi quando a luz sobre suas pálpebras diminuiu. Abriu lentamente os olhos para espiar o que acontecia. Goro estava acima de si, os cabelos caramelos brilhando como ouro contra o Sol, a pele pingando água levemente. O carmesim havia voltado ao tamanho normal, mas eles estavam brilhando de uma forma diferente, quase como se fosse uma libido contida — ou um pós-libido, as barbatanas de suas costas arqueadas para tampar mais a luz que os atingia.

Sem pensar, Ren puxou seu rosto para beijá-lo. Beijou-o intensamente, explorando dentro de sua boca, como Goro fizera até agora. Não se importava com os dentes afiados, nem se sereia resolvesse matá-lo agora. Só queria aproveitar a sensação do beijo dele novamente, aproveitar que seu corpo estava sobre o seu, encostando-se mais, ele praticamente deitado sobre si.

— Me deixa... — Ren suplicou, suspirando alto, quando as bocas se separaram. — Te levar pra casa. — Goro riu, abrindo e fechando as barbatanas.

— O que é isso, agora? — Ren fez suas testas se encostarem. Goro não parecia nem um pouco preocupado com nenhum toque que ele fazia sobre sua pele.

— Eu não sei. Eu só... — Ele apertou a vista, dando um selinho em seus lábios. — Não tem como você se tornar humano?

Encarou o carmesim dos olhos de Goro. Eles não mudaram seu brilho, tampouco ele pareceu se alarmar com a pergunta. Sua vista continuava baixa, sedutora, praticamente enfeitiçando Ren a cada segundo que passava.

— Se eu disser que sim, o que você faria?

Ren arregalou os olhos, como se tivesse acabado de sair de um transe. Tirou as mãos do rosto de Goro para se apoiar e levantar o tronco, fazendo a sereia escorregar por sua barriga. Ele continuava com o mesmo olhar, a mesma postura — estaria o próprio Goro enfeitiçado, em um momento de insanidade pós-orgasmo?

— O que você quer dizer com isso? Tem um modo? — Percebeu quando Goro tocou o local onde havia mordido. Surpreendentemente, não doía. Ren sequer tinha visto sangue. Foi então que uma ficha caiu. — Você me marcou? Como, como–!

— Se — Goro começou, não se importando com o espanto de Ren. — Eu me tornar humano, você será o único responsável. E eu vou ter de viver sob a sua asa. Para sempre. — Ele ajeitou-se, afastando-se de Ren, voltando mais para o mar. — Lembre-se que sereias só tem um parceiro. Mesmo que eu vire humano, essa premissa não muda.

— Você... comigo...

— Eu já te marquei meu. — Ele sorriu, meio de canto, meio melancólico. — Resta saber se você quer me marcar como seu.

O silêncio. As ondas quebravam na areia com calma, molhando ambos. A cada momento sob o Sol, Goro parecia brilhar mais: os cabelos, as escamas, as barbatanas, tudo. Ele era a imagem da perfeição. Ameaçadoramente perfeito; ameaçadoramente sedutor. Tudo.

Tudo lindo demais para ser real.

— Como... eu faço isso? — Goro balançou as nadadeiras do rosto, sua expressão ficando mais séria. Ele puxou o ar lentamente pela boca, anunciando cada palavra com cuidado.

Ren prestou atenção em cada detalhe, absorvendo com dificuldade. Ao fim da explicação, eles permaneceram em silêncio e, não muito depois, Goro partiu, de volta ao mar. Ren permaneceu ali, refletindo. Saiu quando era quase noite, não acendendo uma única luz quando chegou em seu apartamento.

E, de dentro dele, ele não saiu por vários dias. Pensou e repensou em cada palavra que Goro havia dito. O peso que cada uma delas tinha, a responsabilidade.

Quando estava quase completando uma semana, ele tomou uma decisão. Tirando a aliança de compromisso, foi dormir, esperando descansar para o que faria no dia seguinte.

—————————–––––––––––––––

“Ren? Que bom, me ligou em boa hora. Acho que precisamos conversar. Na realidade, estava para te ligar esses dias, mas...”

A noite foi caindo lentamente. Das janelas do apartamento, ele podia ver como o Sol tingia o céu de laranja. Apertava os dedos nas mãos, inquieto, ansioso.

“Makoto... Eu...”

“Podemos marcar um dia?”

“Não, não podemos.”

Quando já estava escuro, ele levantou-se, pegando a pequena mochila com as coisas que havia separado. Olhou uma última vez o porta-retratos onde, hoje, ainda existia a foto dele com Makoto. Abaixou-o junto da aliança e, sem demoras, saiu.

“Como não? O que aconteceu?”

“Eu acho que nosso tempo pode ser definitivo.”

“... Entendo.”

A areia sob seus pés era macia. Ainda estava quente devido ao Sol da manhã. O mar, contudo, estava revolto, as ondas quebrando com força na orla da praia. Pareciam querer rechaçá-lo; talvez soubessem o que ele faria.

Estava determinado. Não havia ressaca que o impedisse. Daquele dia não passaria.

“Não vou dizer que não fico chateada, mas acho um bom desfecho. Estávamos desgastados, não é?”

“Muito, eu diria.”

“Tudo bem. De todo modo, eu ainda gostaria de te ver. Gosto muito de você e queria conversar sobre a nossa amizade daqui pra frente.”

Antes de chegar ao pequeno lago onde sempre se encontravam, tirou da mochila a peixeira, olhando-a uma vez mais. Segurou o cabo dela com força, vendo seu próprio rosto refletido na lâmina. A respiração começou a falhar; engoliu em seco e, por fim, prosseguiu.

“No momento, acho melhor mantermos dessa forma. Mais para frente, quem sabe. Ainda preciso de momentos comigo.”

“Eu entendo perfeitamente, Ren. Mas não esqueça que, apesar de tudo, eu ainda te amo.”

“Eu também, Makoto.”

Encontrou-o deitado sobre a areia, longe da água. Assustou-se de começo. Goro estava diferente: magro, quase esquelético. Porém a barriga estava inchada. Ele sequer se mexeu quando percebeu Ren ali, parado, com a peixeira na mão.

— O que... aconteceu em uma semana? — Perguntou, os dedos trêmulos, enquanto se aproximava com passos um pouco mais rápidos.

— Você veio... — A voz era um fio. — Que bom. Eu estava esperando por isso; eu confiei em você.

— Confiou... — Ren abaixou-se diante dele. — E se eu... tivesse desistido?

— Eu morreria. — O sorriso no rosto de Goro era assustador. — Você... lembra o que tem de fazer, não é? — Ren acenou, hesitante. — Se você tiver medo, nada vai mudar. E eu... vou morrer em vão.

Ele engoliu em seco. Goro, lentamente, virou-se com o peito para cima, a respiração vagarosa, fraca. Olhou no fundo dos olhos de Ren, o carmesim meio apagado, fadigado.

Devagar, Ren pegou a peixeira e, encostando a lâmina com cuidado sobre o peito da sereia, começou a cortá-la verticalmente. A mão estava trêmula, mas não o suficiente para desviar a faca de seu caminho.

Percebeu quando a pele de Goro tornou-se azulada, o amarelo invadir suas escleróticas, os dentes saírem para fora da boca. O guincho que escapou de sua garganta pela dor foi agudo, porém ele estava fraco demais para reagir. Quase cadavérico.

Ren repetiu o corte uma vez mais, até que a pele pudesse ser aberta. Nesse momento, largou a peixeira e, delicadamente, apoiou Goro em um de seus braços, separando a pele com as mãos livres, da mesma forma que se abria um peixe.

Podia ver, então, cada um dos órgãos dele. O coração pulsando, o fígado, o estômago, os pulmões... Tudo em perfeito funcionamento. Olhou para Goro, no fundo dos olhos. Estampado ali estava a dor, o caos, o desespero; as íris estavam fundas, fundas, fundas, parecendo um abismo sem fim.

Engoliu em seco novamente, sentindo os olhos lagrimejarem. Não poderia fraquejar agora. Já fora até ali. Lentamente, apesar de a vista não deixar, ele tentou procurar. Os órgãos pareciam se encolher mais e mais, como se escondessem algo.

— No... meio... — Era o murmúrio. Goro estava morrendo. Em seus braços.

Ren piscou, tentando retardar as lágrimas, mas elas já estavam rolando por sua face, nublando sua visão. A lente não ajudava tampouco — estava incomodando seu olho, fazendo-o piscar desnecessariamente. Sentiu quando Goro agarrou seu ombro, ficando as unhas ali.

— Ren...

— Achei! Eu achei! — Ele disse, percebendo a pequena coisa brilhosa, bem ali ao lado do coração.

— Puxa. — Sentia a pressão da mão de Goro fraquejar em seu ombro.

— Não morra agora! — Ren protestou, desesperado. Engoliu em seco e, devagar, enfiou a mão dentro do peito de Goro.

Foi buscando lentamente, passando por cada órgão. Sentia o coração dele bater contra seus dedos, um arrepio gélido subir por seu braço. Ele estava pegando algo dentro de um ser vivo. Estava soluçando de desespero; com a ponta dos dedos, sentiu a pequena concha. Foi movendo-os até conseguir pegá-la.

Só puxar. Só puxar.

E ele puxou. De uma vez.

Porém, não foi só ela quem veio com seus dedos. As entranhas de Goro vieram junto, praticamente o desmantelando em suas mãos. Segurou firmemente a pequena concha — miúda, miúda, brilhosa, parecendo o arco-íris. As tripas foram escorregando por ela e, ele percebeu, eram as artérias de seu coração.

O sangue escorria por seus dedos, pelo buraco no peito de Goro. Olhou para seu rosto, os olhos opacos. Assistiu como o coração dele parou de bater, os órgãos dando espasmos, parando lentamente conforme o sangue ia faltando a cada um deles.

— Oe... — Ren chamou, soluçando, não enxergando mais nada devido as lágrimas agora. — Você... não mentiu, não é? Você não me fez... te... te...

Ele não conseguia mais falar. Não podia ser mentira. Ele não havia se preparado à toa. Ele ficou noites e noites sem dormir para aquilo. Não podia...

Ren encostou a testa contra a da sereia, chorando sem controle, a conchinha ainda firme em seus dedos. No fim, tudo, tudo se resumia aquilo: uma concha tão pequena que, se ele não tivesse cuidado, ela quebraria. E nada mais além daquilo.

De que valeu, então, tudo o que ele pensou? O que ele nutriu? O que ele se encantou...

— Goro...

De repente, um som bizarro. Ele olhou para a barriga, inchada. Ela inchou mais e mais, praticamente levantando o corpo da sereia, como se algo fosse sair dali. Antes que Ren pudesse piscar, saiu: em uma bola de gosma, tripas e um líquido pegajoso.

— O, o...

Percebeu quando a... pessoa que havia acabado de sair dali de dentro sacudiu a cabeça, os cabelos grudados pelo líquido pegajoso. Ele estalou os ombros, movendo as mãos, esticando as pernas, tamborilando os dedos dos pés.

— Ah, que nojo. — Aquela voz... seria... — É por isso que minha mãe falava que virar humano era asqueroso.

— Goro?! — A criança virou-se, os olhos carmesim assustados, piscando descontroladamente. — Goro, Goro!

— É, sim, sou eu, por quêêêê–?! — Ren agarrou-o, levantando-o do chão, prendendo-o contra o peito. — Ah, para com isso! Eu disse que daria certo, não disse?! — Goro deu alguns tapas em suas costas. — Me solta!

— Mas você morreu! Nos meus braços! Ali! — Ele quis apontar para o corpo da sereia, mas ele já estava se decompondo, virando pó em uma velocidade impressionante. — Ah...

— Você acha que magia funciona como? — Sentiu os braços pequenos passarem por seu pescoço, um beijo ser depositado em sua têmpora. — Não sei que merda vocês humanos espalham, mas ela é muito mais asquerosa do que você imagina.

— Eu... — Ren fungou, esfregando os olhos, limpando as lágrimas. Sentiu a lente sair do lugar dentro do olho, tentando ajeitá-la. Deu certo, pelo menos. — Percebi.

— Preste atenção. — Goro sentou-se em seus joelhos, pegando a mão onde estava a conchinha. — Isso agora é tudo o que me mantém vivo. Um arranhão nela e eu posso desaparecer como pó. Entendeu? — Ren acenou agressivamente, parecendo desesperado. — É... sua responsabilidade. Cuidar da minha vida. Eu sou seu da mesma forma que você é meu. — Ele passou a mão pelo peito de Ren, onde há uma semana havia deixado uma marca.

— Essa... aparência...

— Foi o que eu consegui canalizar em uma semana. — Goro deu de ombros. — Em um mês eu devo estar do tamanho normal. — Sentiu Ren passar a mão por seus cabelos, tão longos que iam até a cintura. — Talvez eu tenha de cortar isso, também. Não foi planejado.

— Tudo bem. Nos ajeitamos com o tempo. — Ren beijou o topo de sua testa, carinhoso.

Lentamente, ele pegou Goro no colo. A peixeira, deixou que o mar levasse. Quando encontrou sua bolsa de novo, pegou uma toalha e enrolou-a em Goro, antes de voltar ao seu apartamento.

O pequeno, aconchegante, apartamento.

—————————–––––––––––––––

Havia uma coisa da qual Goro havia mentido. Que ele ficaria do tamanho normal em um mês.

Ou isso ou Ren não percebeu que ele era mais alto quando o conheceu. Talvez porque sempre estivesse sentado.

Não que Ren se importasse muito de todo modo. Principalmente quando eles estavam jogados no pufê de saco, Goro perfeitamente ajeitado com a cabeça encostada em seu queixo. Não costumava ser muito grudento, mas era inevitável. Apertou mais o corpo de Goro contra o seu.

— Ah! Eu não acredito. — Ele exasperou, socando o livro que estava lendo, sobre sereias, na cara de Ren. — Você queria que eu criasse pernas como isso aqui? Que ultraje!

— Ué, eu cresci vendo sereias assim. O que eu posso fazer?

— Parar de se iludir. É um bom começo pra deixar de ser burro.

— Não posso, eu amo você. — Goro se remexeu com o comentário e Ren sabia que ele estava envergonhado. Era interessante como ele ficava rubro fácil. Beijou os cabelos caramelos, deixando que ele se acomodasse mais. — Goro...

— Não é justo você me pegar desprevenido assim. — Ele virou-se no colo de Ren, o livro sendo esquecido no chão. Começou a cutucar o potinho que ele usava no pescoço, a conchinha arco-íris dentro dele. — Foi uma boa ideia colocá-la num potinho.

— Sim. Seria melhor se ela ficasse com você, na real. — Ouviu um murmurar e já sabia que Goro era contra a ideia. — Tá bom, tá bom.

— E sua ex-namorada? Tudo bem com ela?

— Sim. Ela já estava com outra pessoa também, aparentemente. Não que eu me importe muito. — Goro foi subindo mais, jogando o peso do corpo contra o de Ren. Ele riu, desacreditado. — Qualquer hora eu apresento vocês. Ela é bem linha dura, mas acho que vocês se dariam bem.

— Hmm, hmm... — Ele desenhava a linha de seu maxilar com a ponta dos dedos. — Ren, você disse que tinha algo pra me mostrar depois de um mês. E eu estou curioso.

— Está, é? — Ren abaixou o rosto, esfregando o nariz com o dele. — Hmm... sabe a cama? — Percebeu Goro olhar de soslaio para ela, a curiosidade mais presente nas íris carmesim. — Então... a gente vai usar ela para eu te mostrar como humanos acasalam. O que acha?

— Hee... E humanos também cantam quando acasalam?

— Não, mas... produzem sons muito, muito bons. — Ele beijou os lábios de Goro, delicado, mas com uma pitada sutil de libido. — E eu quero ouvir cada um deles da sua boca.

Da minha?!

— Da sua...

Goro queria protestar. Ele queria mesmo. Mas o beijo de Ren era muito sedutor. A forma como ele o levou para a cama, também. E a sensação dos lençóis contra a sua pele, do corpo de Ren contra o seu, dos toques em absolutamente toda a sua pele — tudo era tão bom, tão novo, tão encantador, que ele desistiu.

No fim, a única coisa que restou foi saber o quanto do mundo cabe em uma concha — ou quanto de uma concha é necessário para caber o mundo. Já que o deles se resumia um ao outro e nada mais.

—————————–––––––––––––––

Notas finais
Não sei fazer coisas sombrias. A única coisa que consegui foi sofrer por meio mês e criar um sentimento agridoce. Eu tenho uns 200 headcanons de sereias que nunca coloquei em prática e estou doente para fazer algo maior do que isso; ficou faltando muita coisa, mas o principal está aí. Espero que tenham gostado da minha sereia tanto quanto eu gosto dela rs. Ah! Esqueci: O Goro estava lendo "A pequena Sereia".

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24 de Agosto de 2018 a las 22:29 41 Reporte Insertar 11
Fin

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Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill (ou somente Yuui), 24 anos, designer formada e auxiliar de departamento pessoal. Escrevo desde os sete anos de idade e meu principal foco são contos (oneshots), com temas como romance, drama e erotismo. Eles envolvem, ainda, conteúdo LGBT+, em geral fanfics, algumas originais. O conteúdo aqui postado será compartilhado com as minhas demais redes sociais voltadas ao gênero (Nyah!, SocialSpirit, Ao3). Em todos eles mantenho o mesmo pseudônimo (Yuui C. Nowill ou somente Yuui C.).

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, tudo bem? Meu Deus do céu, que história amorzinho. Eu adorei, o Ren é um lindo, a forma que ele ajudou o Goro a se desprender da rede logo no início, mesmo que isso pudesse resultar em sua morte, foi muito tipo tô sem ar, que homem corajoso da porra. Se fosse eu, teria saído correndo e dane-se o mundo. Ainda mais porque temos sereias com a minha vida. E o Goro, gente, que delícia esses dois juntos que pelamor, quero acabar de morde os dois. O desenvolvimento do relacionamento dos dois é como o mar, vezes tranquilo e outras cheio de ondas grandes de emoções e eu gostei. Gostei do jeito como tudo fosse desenvolvido com a trama. E o Goro canta do pro Ren. AHHHH, queria esse Lemon completo aí, please! Bom, a história é linda de verdade, mas não se encaixa em fantasia sombria, infelizmente ela é toda mítico, e isso é meio frustante, sabe? Porque tá linda! De resto, está ok, a forma como você construiu o cenário, o plot em si nunca vi antes, o desenvolvimento dos personagens... Parabéns! Esperamos que tenha gostado de participar do desafio! Beijinhos 😘
4 de Octubre de 2018 a las 14:50

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Inkspired Brasil, olá <3 Confesso que não esperava receber um comentário da equipe. Achei que somente aqueles que chegavam no TOP10 recebessem eles. Primeiramente, MUITO obrigada pelos elogios. E eu já estava ciente disso de algum modo... confesso que quando entrei para o desafio, eu pensei "eu não posso ser TÃO azarada a ponto de pegar um dos dois únicos temas de fantasia que eu não sei escrever" (que, no caso, eram fantasia sombria e Intrigas da Corte). E... bam, justamente fantasia sombria. Acho que Intrigas da Corte eu teria me saído melhor nesse sentido, mas... Terror em essência NÃO É minha praia, haha. Mas como era um desafio, eu tentei me empenhar em construir algo mesmo que acabasse fugindo do tema. Pesquisei, tentei buscar referência na saga que tinha lido do gênero (The Witcher), mas... não consegui pegar a essência do subtema. Achei ele muito, mas muito subversivo. Inclusive, acredito que meu maior erro foi a subversão dos fatos. Mas tudo bem! Errando e aprendendo, né? A experiência foi muito boa e a peça, enquanto peça escrita, me agradou também de certo modo. Acho que o carinho de todos do Ink foi surpreendente, principalmente com uma obra de um fandom esquecido. E ESSE LEMON VAI FICAR PARA A HISTÓRIA AOUDHFUOGHADUG Vou precisar fazer um completo dele, porque o pessoal realmente gostou MUITO da ideia! E eu pensando que ficaria estranho, porque é um humano com uma sereia... Que bom que não ficou. E fico MUITO feliz que o Goro e o Ren tenham encantado vocês <3 Esses personagens merecem muito amor. Estou ansiosa e atenta para o próximo desafio que poderei participar! Foi uma boa experiência apesar dos altos e baixos (enquanto produzia). E ele me deu ânimo para começar desafios particulares também. Obrigada pela oportunidade! 5 de Octubre de 2018 a las 00:20
Celi Luna Celi Luna
Eu nem conheço esse negócio de Persona5 mas ja estou shippando horrores Goro e Ren <3 mds que história incrível, a relação dele passada e como tudo evoluiu, e essa coisa diferente mesmo dos contos de fadas de sereia, ficou tudo muito incrível de verdade, a cena do Goro cantando aaaaaa fiquei emocionada E a agonia que eu senti quando o Ren achou que o goro tinha morrido?? Mds do ceu eu senti aquiiii e a conchinha <3 aaaaa ficou tudo muito lindo incrivel e bem construido, parabens :)
8 de Septiembre de 2018 a las 21:10

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Olha, eu SUPEEEER recomendo Persona 5, de verdade! Ele é originalmente um jogo, mas tem um anime também que começou na temporada de Junho e ainda tá passando. E o anime tá bem fiel à história do jogo! Então não perde nada quem vê pelo anime ou quem joga o jogo... Pelo menos do contexto geral. Os detalhes menores ficam esquecidos, mas acontece. MAS VEJA SIM POR FAVOR <3 E AAAAAAAA POR FAVOR SHIPPE O GORO COM O REN ELES SÃO SÓ AMOR! O Goro precisa de MUITO amor <3 AAAA MUITO OBRIGADA Ç___Ç Eu tentei buscar a ideia dos contos para o que o Ren entendia, mas a realidade ser totalmente diferente, o que o deixa meio perdido ao mesmo tempo encantado. E MANO O GORO CANTAR PRA ELE <3 <3 <3 Essa cena é super amooooor <3 E no final eu queria deixar a dor mesmo, do Ren acreditar no Goro que tudo daria certo, ficar no desespero de ter dado errado, mas no fim foi tudo bem (grotesco, mas bem). E ESSA CONCHINHA. Te contar que só nomeei a história depois que pensei nela @_@ A conchinha mágica <3 MUITOOO obrigada por todo o carinho e os elogios Celi! <3 9 de Septiembre de 2018 a las 03:16
Emily C Souza Emily C Souza
MENINA VOCÊ INTIMADA A ME DAR UMA LONG FIC DESSES DOIS!!!!!! Minha esposa leu essa fic (o nome dela aqui é Linest) e ela disse que esses personagens são de um jogo (ou anime, não lembro bem) mas como eu não conheço eu li como uma original. QUE ARRASO, SOCORRO. Vc não tem noção do quanto eu to apaixonada por esses dois, por essa fic, por esse mundo que você criou. A cena deles se "conhecendo". O relacionamento sendo bem construido e o fato de uma criatura tão arredia confiar nele ao ponto de dar a sua propria vida... nossa, to até sem palavras. Não é exagero dizer que eu amei do começo ao fim e aquela cena do acasalamento me arrepiou da vabeça aos pés. Menina, to besta. Quero mais, vc não tem noção do quanto. Desse desafio, a unica fic q eu realmente sentir que queria mais foi a sua. Eu to muito encantada, serião. ME DA MAIS DELES, EU NUNCA TE PEDI NADAAAAAAAAA!!!! Amei, amei, amei, amei, amei. TO SURTANDO. ESSA FIC É MUITO BOAAAAAAAAAA. meu coração é teu, ta decidido.
8 de Septiembre de 2018 a las 18:16

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    OUHDAFUGHADFUG MEU DEUS <3 EU VOU DIZER QUE DEPOIS DE TANTO AMOR EU ESTOU REALMENTE INCLINADA A FAZER ALGO! Não sei se vou pegar a mesma ideia, porque ela foi para essa oneshot, mas certamente fazer uma long usando sereias e um Merman!Goro, porque eu amo ele ç___ç Sim! As personagens são de um jogo/anime (tem os dois)! Eu tentei deixar de modo que pudesse ser lido avulso, focando mais na personalidade deles, desse modo poderia ser lido como uma original mesmo (ainda que todos os créditos sejam dos criadores dos personagens XD). AAAAA VOCÊ VEIO PELA LINEST <3 QUE BOOOM <3 VEM CÁ, DEIXA EU TE ABRAÇAR TAMBÉM *abraça* E AI MEU DEUS POR FAVOR SE APAIXONE NELES, ELES SÃO LINDOS DEMAIS E MERECEM MUITO AMOOOOOOOR (principalmente o Goro, o Goro é uma gracinhaaaaaa). AAAA MUITO OBRIGADA Ç____Ç Eu fiquei muito tensa na transição entre a cena do acasalamento (que nossa eu tava DOENTE PARA ESCREVER SÉRIO ADFUOHGUDFHGUOA uma das minhas favoritaaaas) e a cena onde o Goro aceita se tornar humano pelo Ren, mesmo que para isso ele precise morrer como sereia. AAAAA MUITO OBRIGADA EU ME SINTO MUITO HONRADA POR ISSO <3 Eu vou realmente pensar em um plot mais longo para desenvolver esses dois, sério! Só vou terminar antes uma pequena oneshot que comecei essa semana. MAS AA MUITO OBRIGADA MESMO POR TODO O CARINHO Ç__________Ç *guarda o coração em um potinho* vou guardá-lo como a concha que o Ren tem, com todo o cuidado do mundo <3 OBRIGADA MESMO POR VIR AQUI! 8 de Septiembre de 2018 a las 20:08
Hime  Hime
Sem palavras para expressar tudo o que senti lendo isso, eu simplesmente amei. Cada sentença, cada palavra, cada parágrafo me deixou com um sentimento bom e ruim em vários momentos da história. Muito bom :D
8 de Septiembre de 2018 a las 06:56

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Hime, olá <3 Eu fico MUITO contente que você tenha amado esse pequeno conto ;_; Eu confesso que sofri horrores para produzir ele e saber o quanto as pessoas gostaram me deixa imensamente feliz. Fez sentir que a dor valeu totalmente a pena! E que bom que os sentimentos foram mistos; é uma sensação meio agridoce, né? <3 Não sei fazer terror, só drama e coisas agridoces ;_; Muito obrigada pelo carinho e por ter comentado! 8 de Septiembre de 2018 a las 19:59
LiNest LiNest
MEU DEUS AKESHU! UMA FUCKING AKESHU! EM PT-BR! E AINDA POR CIMA MARAVILHOSAMENTE ESCRITA! EU TO MORTAAAA! Ok OK, vamos tentar ser coerente nesse comment (o que vai ser dificil porque eu to total chocada) Primeiro, maravilhosa caracterização de todos os personagens, o Goro é meu filho então sou especialmente exigente quando o assunto é ele lol mas deuses vc pegou todas as peculariedades que tornam o Akechi fascinante para mim, ele tá tão sincero nessa fic, tão ele, adorei a sagacidade, sarcasmo e mal-humor dele, eu ria horrores quando ele tirava sarro do Ren por suas perguntas óbvias kkkkkk e a forma sutil como ele mostrava seu interesse e querer pelo Ren, como ele se apega aos poucos sem querer e acaba confiando no Ren ao ponto de virar humano por ele, ah isso foi lindo (mas me deixa melancólica porque ai nóis lembra do jogo e coração se quebra de novo) O Ren tmb tá 10/10, eu não vi o anime, então posso falar muito, mas ele me lembrou o protagonista do jogo o que já é o suficiente, adorei como não foi repentino a superação do termino com a Makoto (que inclusive vc fez justiça mesmo sem ela aparecer totalmente na fic, Mako Queen 4ever) e ele se apaixonar pelo Akechi foi um processo, tudo começando com a desculpa de esquecer da relação fracassada com a Makoto, mas a verdade é que já existia um clima, só faltava a faísca, e vc soube fazer isso muito bem; o jeito flertivo dele foi perfeito e acho incrivel como o próprio Ren se abre para o Akechi ao mesmo tempo que o Akechi confia nele, RELATIOSHIP GOALS! AFF OTPZÃO DA PORRA! Toda a parte da mitologia está tão inacreditavelmente maravilhosa, eu amo a subversão do conto e como vc misturou diferentes lendas de sereias, nas ainda criou algo novo e belo e super interessante. Eu sou uma bitch por detalhes, então toda a descrição da anatomia do Goro me fazia babar, de verdade! Eu queria ter algum talento artistico pra desenhar cada cena dessa fic de tão fascinada que fiquei. AMEI A CENA DEBAIXO DA ÁGUA MANO! AQUILO FOI UMA OBRA PRIMA! Eu sou estranha ok? Diria que sou meio furry, ai a gente fica como? Muito apaixonada por uns sexo bizarro kkkkkk mas sério, que cena lindissima, a intimidade dela é tão tocante e bela, eu senti meu kokoro acelerar até e isso é sinal de que tá ótimo lol tmb amo as partes do Goro se alimentando, como disse, curto uma bizarrice. Mas o ouro fica para o final, QUE FINAL FANTÁSTICO! EU FIQUEI CHOCADISSIMA OK? Quando o Ren tira a pexeira pra abrir o Goro, mano, meu grito assustou meu cachorro kkkkkk eu tava tão envolvida que meu olhos lacrimejaram junto com os do Ren e eu chorei de alivio quando o Akechi renasceu da concha, E MANO ESSE DETALHE FOI O MELHOR! QUE CRIATIVIDADE LINDA A SUA! Eu to sinceramente fascinada, meu Poseidon, eu queria poder quotar toda essa fic só pra fangirlar com cada cena! *q* Falando da sua escrita, sinceramente tá ótima, vc tem um português muito bom e a narrativa flui muiti bem, além de ser super cativante, dando o tom e tempo correto, sem parecer apressado. Tirando alguns errinhos pequenos de pontuação e gramática, não encontrei nada gritantemente errado na escrita, está bem revisada. ENFIM, eu escrevi essa bíblia só pra dizer que amei demais esta porra, inclusive irei imprimir porque tenho que guardar essa obra de arte ok? Maravilhoso trabalho, parabéns <33333
6 de Septiembre de 2018 a las 10:23

  • LiNest LiNest
    P.s: eu não sei se foi intencional ou se foi por conta do portuga não ajudar, mas notei que vc usou tanto o pronome feminino quanto o masculino pra se referir ao Akechi e, mesmo que sem querer, isso deu um tom de "genderfluid" o que sinceramente gostei muito porque não dava pra ter certeza do gênero dele até a cena do sexo. Só uma pena o português não ter pronome neutro 6 de Septiembre de 2018 a las 10:33
  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    MEU DEUS, UMA FÃ DE AKESHU. VEM CÁ, ME ABRAÇA, DEIXA EU TE AMAAAAAAAAAAAR <3 NOSSA OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA! Eu tô MUITO FELIZ PORQUE MEU DEEEEEUS. Eu sou tipo alone no meu ciclo porque eu sou a única que gosta de Akeshu e ama infinitamente o Akechi NOSSA DEIXA EU TE ABRAÇAR MUITOOOOOOO. Ah, MUITO obrigada pelos elogios ;_; Eu tento buscar sempre a melhor forma de caracterizar as personagens dentro do ambiente que eu apresento. E o Goro é uma personagem complexa, porque ele tem essencialmente duas facetas. Eu não acho que tenha como trabalhar 100% da personalidade dele. Aqui eu tentei pegar a parte mais áspera, menos paciente dele. A minha outra fanfic tem o lado mais fofo, o lado mais cuidadoso... uma ideia dele sem todo o CAMINHÃO DE MERDA que ele passa no jogo (aqui o caminhão de merda veio diferente, mas veio QQQQ). EU FICO MUITO FELIZ QUE TENHA GOSTADO DA CARACTERIZAÇÃO DELE, ELE É MEU NENÉM TAMBÉM, EU AMO DEMAIS ELE. Ah, nossa, nem me lembra do jogo porque eu fico TRISTE OTL E, ah, eu adoro o Akechi tirando sarro do Ren, porque o Renren é muito besta, nossa senhora uoadhfughaug (Claro, depende da rota que você faz pra ele, na real. No jogo eu tô sendo neutra/empática, às vezes um pouco sarcástica, mas depende muito da situação. Inclusive, é essa rota que estão pegando no anime pro Protag. A mais neutra o possível; o cara que se importa, que está presente e quer ajudar, mas que é sempre na dele). Nossa, MUITO obrigada referente à Makoto <3 Eu confesso que ela não é das minhas preferidas dentro da turma e dos confidants, tem algumas coisas nela que eu fico meio "meh", mas eu tentei não focar nisso e dar um ar mais de seriedade à situação, mais maturidade. Aliás, isso foi tanto pra Makoto quanto pro Ren. Eu acho que os dois ficaram bem impactados com o rumo das coisas, mas pro Ren - que estava mais alheio - foi mais difícil digerir o tempo e terminar de fato. E, SIM, NOSSA, eu gosto de coisas assim que vão acontecendo não ao acaso, mas progressivamente. Não que o Akechi tenha substituído a Makoto - tanto que o Ren ainda fala que ama ela - mas que agora ele tem um papel mais importante na vida do Ren do que a Makoto, no momento. Mas não é uma substituição. AH MANO, ESSE OTP É SÓ PAIXÃO ADFOGHUDFHGA Eu não me canso deles e EU VOU PRODUZIR TODAS AS AKESHUS QUE O FANDOM BR PRECISA, FICA VENDO (já que eu acho difícil eu achar em PT-BR e as gringas estão tudo on going agora). AAA, muito obrigada ;_; Eu confesso que gosto de detalhes, gosto de metáforas e gosto de mesclar as coisas; não acho que exista UMA verdade sobre uma lenda (seja sereia, vampiro, lobisomen, etc) e eu gosto de trazer coisas diferentes e não usuáis a esse tipo de criatura mística, porque foge um pouco do padrão e me agrada escrever desse modo! E eu AMEI descrever o Goro, porque nossa eu AMO SEREIAS AMO DEMAIS E AMO O GORO DEMAIS OTL E ter o Goro de sereia me fez querer mais e mais. Nossa se eu pudesse perdia mó tempo descrevendo ele, mas nem tinha espaço adfoguhdfaughuaog AI NOSSA OBRIGADA Ç______Ç EU QUERIA PODER DESENHAR ESSE MERMAN!GORO PORQUE EU ACHO ELE LINDOOOO. E, AH, ESSA CENA, ELA FOI UMA DAS CENAS CORE. Não vou te julgar porque eu tava DOENTE PRA DESCREVER ESSA CENAAAAAAAA. Eu ainda quero fazer uma cena full-smut de sereias, seja Humano x Sereia ou Sereia x Sereia. Tenho altos headcanons com isso. Aqui eu dei uma pincelada nesses headcanons <3 AH MANO ESSA CENA DO FINAL era outra cena core da história. Eu fiquei suando FRIO escrevendo ela, porque ela é toda a parte dark/drama do conto e precisava ser TOCANTE. Fico feliz que isso tenha te impactado, porque significa que eu consegui QQQ Mas tadinho do seu cachorro ;______; E esse detalhe de renascer da concha... Nossa eu tava alta nas drogas, só pode. Parando pra analisar é bem creepy e eu só usei porque era Dark Fantasy. É romantico ao mesmo tempo que é nojento QQQQQQ Nossa, sei lá o que eu pensei pra conseguir chegar nessa solução. Ainda tô tentando refazer minha linha de raciocínio pra entender. Mas OBRIGADA por ter gostado desse detalhe <3 E OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA <3 Eu fico me atentando ao tempo das coisas, porque eu gosto que o ritmo seja fluído, não forçado. O que foi um pouco trabalhoso para aplicar aqui. Ficou MUITA coisa de fora, mas eu tentei ajeitar como pude ;_; Ainda vou fazer uma coisa mais longa pra ter um tempo maior de acontecimento. MAS NOSSA MUITO OBRIGADA PELO COMENTÁRIO SÉRIO <3 E AAAAAA PODE IMPRIMIR EU ME SINTO HONRADA AUODFHGOUDFHAGOUAHO E quanto à gramática, eu confesso que sou bem burra pra isso, em geral. Eu sei o conceito básico, mas começa a aprofundar demais e eu desligo; só não desligo mais do que com matemática. Matématica eu sou a perfeita NEGAÇÃO. E eu sempre vou revisando as histórias, continuamente ;_; Fico feliz que erros muito grotescos não tenham passado adfoughfuadhguao Obrigada mesmo <3 E, AAAAAAH, NOSSA que detalhe você reparou. Então, eu acredito que seja pelo fato de eu ter nomeado o Goro como "uma sereia" - e como sereia é somente feminino, quando me referia à sereia, ficava tudo no feminino. Mas é um tom legal, porque querendo ou não, ele É uma criatura mística <3 Fico feliz que isso tenha te cativado também! Como você é shipper de Akeshu, se tiver interesse, posteriormente, eu tenho uma outra fanfic deles dois chamada "Sete-oitavos preta" que eu fiz pra exaltar a skin crossdresser do Ren no P5D. Se você gostar de detalhes e cenas de sexo, lá tem de sobra QQQQQQQQ Mas lá, como eu citei anteriormente, o Akechi tá mais fofo, buscando um pouco da ideia do anime até agora E também não levando em conta os anos que ele ficou sob a asa do Shido; é como se ele só agisse como detetive e não tivesse contato com o Shido, uma realidade alternativa (plus que ERA pra ser pwp, me enrolei e virou um porn with feelings/plot absurdo). AH VOCÊ ME DEIXOU UMA REVIEW MUITO OBRIGADA EU FIQUEI TODA GAAAAAAAAAAY <3 OBRIGADA, OBRIGADA OBRIGADA! E ME ABRAÇA PORQUE EU PRECISO DE MAIS SHIPPERS DE AKESHU PRFV 6 de Septiembre de 2018 a las 19:30
  • LiNest LiNest
    MANO ONDE VC ESTEVE EM TODA A MINHA VIDA? VC É MUITO EU OMG! E AQUI *se joga em vc* TOMA MEU SER COMO PRESENTE! NEM TE CONHEÇO E JÁ ADORO! E moça vc não faz ideia do quanto amo o Goro, ele é literalmente eu sem a parte cheia de merda e assassinato kkkkk fazemos niver no mesmo dia, inclusive, então não tinha como não me apegar. Particularmente ele é meu favorito, mas eu tmb amo o Yusuke e a Ann, então diria que os 3 são meus bb <3 E sim, adorei como vc usou o lado mais ácido dele porque é o lado que acho mais interessante, é a parte vulneravel dele, que ele tenta esconder, e vc capturou ela muito bem na fic. E mano as interações com o Akechi são 10/10, meu protag é mais sárcastico, tipo 99% sassy mas aquele 1% depressed 😂 então eu o faço dar nos nervos de todo o grupo lol mas gosto mais da personalidade neutra quando falamos de caracterização oficial, então pra mim teu Ren tá ótimo. E sobre a Makoto, 100% relatable, mano ela não é minha fav no grupo tmb e me irrita como a gameplay tenta me forçar a ter romance com ela quando eu quero ser gay ou ficar com minha musa Ann, tipo porra Atlus, vc faz isso desde o P3! DEIXA EU DECIDIR COM QUEM FICAR SEM FORÇAR PORRA! (Até porque a Makoto é lésbica, falei mermo) Ok, depois desse rage desnecessário, bora voltar pro foco, vc fez a Makoto ser amorzinho aqui e ainda continuar no personagem, só merece elogios mesmo, e sim, eu gosto de certo realismo no desenvolvimento dos relacionamentos e a forma como vc construiu a situação dos dois aqui foi sensivel, adulta e sincera, amei muito isso. E POR FAVOR TRAGA MAIS AKESHU! Inclusive irei me unir à vc nessa luta porque tenho planos de fazer um fix-it de P5 crossover com P2 no futuro e lógico que terá Akeshu, então tamo junto enaltecendo o otp <3 E cara, vc sou eu porque eu sou 50% metaforas e 50% angst nesta vida de ficwriter kkkkk amo sua forma de apreciar lendas, fascinante de verdade e o teu Merman!Goro é perfeito demais, eu até to fazendo um aesthetic pra essa fic pra compensar a falta de talento kkkkk deuses, só de imaginar ele eu fico sem folego #@^@# E ACEITO UMA FIC EXTRA DESSE SEXCO CABULOSO VIU? NÃO SE SEGURE MONA! E QUERO MAIS FICS TUAS DE SEREIA PORQUE 10/10 VIDA! E não se preocupa, sério, sua fic tá incrivelmente bem escrita (e te entendo sobre matemática, somos 2) e a parte da concha foi minha favorita lol mas sem duvida foi nojento 😂 E REVIEW É O QUE ESSE ICONE MERECE! Vou inclusive compartilha com minhas migas que shippam AkeShu pra espalhar a obra de deus <3 e vc é um amorzinho, já tá na lista de autoras favs <333 6 de Septiembre de 2018 a las 22:55
  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    EU NÃO SEI EU TAVA ESCONDIDA provavelmente fazendo trabalhos da faculdade e ;____; MAS AAAAAAA *agarra* VAMOS NOS CONHECER, NÃO TEM PROBLEMA E FALAR DO GORO E COMO ELE DEVE SER FELIIIZ. E, MEU DEUS, UMA MINI-GORO? VEM CÁ DEIXA EU TE ADOTAR *aperta* Sim, eu entendo. Meus preferidos são o Goro e o Protag (que eu chamo de Ren mesmo), mas eu gosto de todos em alguma medida (eu precisaria fazer rankings dos que eu mais gosto, porque é mais fácil aodufhgouah). Ah, eu gosto DEMAIS desse lado vulnerável dele. Eu sempre procuro fanfics nas gringas onde consiga retratar isso, porque eu A.M.O quando o protag. consegue driblar isso de algum modo e chegar bem no fundo do coração dele <3 No jogo, qualquer coisa relacionada ao Goro, eu sou 1.000% flerte e.e Com as meninas em geral eu sou mais empática (porque não quero namorar ninguém) e com os meninos eu sou semi-gay q (só pra não causar ciúme no Akechi QQQQQQQQ). Mano, qual a necessidade de forçar alguma coisa durante a gameplay? Acho isso TÃO chato e___e Ok, se você analisar VISUALMENTE o ship MakoRen funciona, mas não passa disso pra mim. Pior que tem MUITAS pessoas que gostam do ship e eu fico "oh no". Das meninas se eu FOSSE ficar com alguém talvez fosse a Ann mesmo (apesar de eu ver muito ela como sis), a Takemi/Ohya (porque eu sou vidrara numa tiazona QQQQ ZOEIRA É PORQUE ELAS SÃO LINDAS) e... talvez a Futaba...? Apesar de eu achar errado porque a Futaba parece ser muito novinha e eu vejo o Ren com ela como se fossem irmãos, mas o ship não é 100% desagradável... TRUTH BE SAID EU PREFIRO QUE ELE SEJA GAY, É MAIS FÁCIL AUODFHGUOAHDUOGA E, sim, CONCORDO. Mano no anime eles deram uma brecha pra MakoAnn que eu fiquei "NOSSA SENHORA MAKOTO SE FREIA CÊ TÁ PIOR QUE OS MENINOS" (ok quase mas ela dá uma secada linda nas pernas da Ann em um episódio). Ah, obrigada <3 Eu confesso que não pretendo trabalhar tanto a Makoto nas fanfics, até por medo de acabar fugindo da proposta dela, sabe? Causar ciuminho desnecessário e essas coisas. E AH EU VOU TRAZER MAIS AKESHUS COM CERTEZA EU TÔ LOUCA PRA ESCREVER MAAAIS ç___ç Eu tô fazendo outro conto antes, mas depois dele vou fazer mais Akeshus porque o fandom BR PRECISA DE CONTEÚDO DELES. E A POR FAVOR FAÇA SIIIIIIIIIIM <3 Eu não conheço muito o cast do P2 mas certamente vai ser MUITO BOM. Eu queria fazer um crossover P3 x P5, talvez eu ainda faça, mas não nesse momento. MAS POR FAVOR FAÇA QUE EU QUERO LEEERRR. E AAAAAA OBRIGADA Ç______Ç eu quero ver como vai ficar esse aesthetic, SÉRIO NOSSA EU FIQUEI MUITO EMOCIONADA OBRIGADA MESMOOOO. E nossa eu quero mais merman!Goro porque eu tenho muitos headcanons de sereias, inclusive de histórias originais minhas de sereias e eu quero trabalhar TODOS ELES MAS AAAAAAA. e AH EU VOU FAZER UMA FANFIC COM SMUT DE SEREIAS FOR SURE, PODE CONFIAR <3 e MANO MUITO OBRIGADA MESMO POR TODO O CARINHO Ç______Ç Obrigada mesmo eu tô sem palavras soudhfguahduoga 7 de Septiembre de 2018 a las 16:08
  • LiNest LiNest
    PODE SIM ME ADOTAR! IMAGINA SÓ SER FILHA DE ALGUÉM INCRIVEL COMO VC? SONHO! Mas sim, como vc eu amo o lado vulneravel do meu bb e tmb caço fics gringas que façam jus à ele, vc já leu a série Hungry Thirsty Roots no AO3? Pra mim são as melhores fics de AkeShu no universo canon, amo demais o Akechi nela e tmb acho que respeita muito os ladrões ao lidar com a reação de cada um deles com a traição do Goro e o relacionamento dele com o Akira/Ren, é muito boa mesmo. Tmb recomendo The Next Time Around da chashmish que é Ó-T-I-M-A! Ri demais, mas meu coração tmb quebrou várias vezes, é uma AU, mas é muito amorzinho. A Takemi é muito deusa mesmo, mas eu não a vejo como link amoroso lol meu coração é só da Ann, mas as outras com quem fiz par foi a Haru e a Hifumi, ainda assim Ann >>>>> e eu só não fiz com a Futaba porque ela é muito minha irmãzinha, sei lá, acho estranho. A verdade é que eu só queria ser gay, mas Atlus né... EU TMB SOU FULL FLERTE COM O GORO! ACEITO ELE SEMPRE NO GRUPO! MakoAnn é muito canon, MakoHaru tmb, por isso ficava "wtf" quando rolava clima do Protag com ela mesmo sem eu investir no bond com ela. E FAÇA ESSE CROSSOVER PLS! P3/P5 É TUDO! Eu vou fazer com P2 porque 1- memes (P5 é muito o remake cool de P2 lol) e 2- Akechi precisa de amor e Tatsuya e Jun são perfeito para dar isso. Ainda preciso planejar melhor pra ver como encaixar meu otp eterno de Persona em P5, mas pode apostar que vou fazer. E SÓ VEM MAIS FIC AKESHU, MAIS SEREIA E MAIS PUTARIAAAA! ADOROOOO! E me add no face pra que eu te mande o aesthetic sweet, só buscar por Linest Albuquerque <3 8 de Septiembre de 2018 a las 21:28
  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    HUADOUGHUAD Nossa, imagina ;_; Nem sou tanto assim auodfhgoudfhguoa Então, ainda não li. Eu dei uma olhada nas duas que você indicou, a segunda tem mais de 100k de palavras, vou demorar um pouco pra ler @.@ Mas deixei as duas favoritadas, vou pegando aos poucos pra ler porque eu tô com uma lista ENORMEEE (eu comecei pelas fanfics Explicit, porque eu gosto mais. Mas como agora a maioria tá on going, tô começando a pegar as Mature e Teens, mas aos poucos. Gosto de T, mas sempre fica aquele ar de quero mais, sabe? E eu naturalmente gosto de smut q). Então, eu não vou fazer nenhum link amoroso for sure, só flertei levemente com a Takemi, mas não peguei o link romantico dela não. Eu acho ela super gostosa, mas não acho que ela ficaria DE FATO com o Ren lol Só no flerte mesmo. Dando corda pra ver até onde vai, mas nunca concretizando nada lol A Ann eu acho uma fofa, apesar de preferir ela romanticamente com o Ryuji (tipo bromance) e, claro, com a Makoto/Shiho. A Haru eu gosto com a Makoto ou sozinha, tho. Não sei, ela é muito princesa pra qualquer coisa @_@ E a Hifumi... meh. Nem sei se vou pegar o SL dela, porque eu tô desesperamente tentando pegar o do Iwai qqqqqq E SIM A FUTABA É MUITO IRMÃZINHA NOSSA SENHORA. Eu até aceito com o Ren porque... Não tem nada de errado? Mas eu acho ainda muito errado qualquer coisa que suba dos 13+ entre os dois @_@ Futaba muito imouto <3 <3 <3 E EU VOU FAZER SIM. Eu pensei em fazer pro desafio, na real, como oneshot. Porém a ideia ERA muito complexa para retratar em 10k de palavras, então desisti :/ Era bem mais creepy que essa daqui, tho. Mas talvez eu retome. Ou isso ou uma long sobre sereias. Ainda vou pensar. Mas quero fazer mais akeshus porque akeshus são AMOOORRR <3 E, nossa, vou esperar ansiosa! Eu não sei muito de P1/P2, sei mais do P3/P5, um pouco do P4, mas vou ler de toda forma porque AKESHU <3 E, ah, eu pedi solicitação no face! Não tem problema, né? ç_ç E obrigada de novo por todo o carinho! 9 de Septiembre de 2018 a las 03:11
Marchetti ! Marchetti !
Oiie! Bom, nem sei por onde começar cara! Que escrita fascinante, é a primeira história que leio desse gênero, tanto yaoi, quanto contos de sereias, e cara, eu me apaixonei! Me encantei pelo Goro, sua personalidade, sua sinceridade e sua aparência única. Adorei a história toda, parabéns!
4 de Septiembre de 2018 a las 15:51

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Marchetti, oláá <3 Eu fico MUITO agradecida por você ter gostado da minha escrita ç_ç E também por eu ter sido a primeira autora que você lê yaoi e sereias <3 Espero que o gênero te agrade e você procure outras coisas sobre, porque tem materiais muito bons (e alguns muito errados, devo avisar). AAAA eu fico MUITO FELIZ que você tenha gostado do Goro ç_ç Ele é um filhote. Queria que fosse meu, mas infelizmente não é (é da Atlus, essa mãe desnaturada). Mas eu fico feliz por ela, porque ele merece tanto carinho <3 Obrigada por ler essa história e comentar! Fico feliz que tenha se divertido! 5 de Septiembre de 2018 a las 01:30
Yashiro Akame Yashiro Akame
Eu queria muito que o Inkspired tivesse uma opção "responder resposta" pq daí não precisaria ficar postando comentários novos sempre UAHUAHUAHUAHAUHAU. Eu acho que o bully dos professores/coordenadores é pior, pq teoricamente seriam as pessoas nas quais você deveria "confiar", as pessoas responsáveis e talz, mas enfim águas passadas. Cara, teríamos muito o que conversar mesmo e eu adoraria, pq crescer não tendo com quem compartilhar seus gostos é bem chato e comigo foi basicamente assim, mas enfim passou sigamos a vida :D. Eu ficaria muito feliz com um conto Yusuke X Ren. Olha! Ce não tem noção, mas é aquilo, faz o que te der na telha pq eu tenho certeza de que vai ser tão bom quanto as outras...Sobre a Makoto concordo, a progressão dela no jogo é terrível, achei o confidant dela uma das mais sem graças(Só não pior que a da Hifumi), acho a muito forçado a "relação" dela com o Ren, pra mim não teve uma progressão, foi muito repentino. E de fato eles funcionam só visualmente mesmo. Eu não to acompanhando o anime, to esperando lançar todos os episódios pra ver logo tudo de uma vez, mas me segurando muito pra não dar uma espiada. Caraca!!!! Sim, o Ren não é hétero, NÃO MESMO(MEU DEUS! ATLUS ME DA A OPÇÃO DE UMA RELAÇÃO HOMOAFETIVA SDDS JUN E TATSUYA UAHUAHAUHAUAHUA). AAAAA!!! Eu faria o mesmo, gente Haru é muito pura, de certa forma delicada, sexualizar ela, POR FAVOR NÃO!!!! SIM SIM SIM SIM! Iwai X Ren Eu não consigo falar mais nada, só sim, sim MUITO sim, por favor sim sim SIIIIIIIIM!!!! UAHAUHAUHAUAHUAHAU. Uma das confidants que mais gosto é a Takemi, mas não sei, acho que a relação dela com o Ren ficaria algo mais de flerte, mas nunca algo concreto, sabe? Eu vejo ela muito como uma mulher independente, sexy e durona por fora, mas muito amável por dentro, ai não sei....Mas agora eu até preciso repetir Iwai X Ren MUITOS SIM!!!!!!!!!! Eu até me assustei por um breve momento pq Sojiro é tipo o paizão de todo mundo. Acho muito plausível seu headcanon sobre ele ALÔ ATLUS TA PERDENDO UMA ÓTIMA ESCRITORA E ROTEIRISTA AQUI ÓÓÓ!!!!! AHUHAUAHUAHAUHA. Se eu te disser que eu imagino o seu guilty pleasure do Akechi com........ ce acredita? Se for quem eu to pensando, é mais "guilty" do que "pleasure" EU ESTOU MORTO!!!! UAHAUHAUHAUHAUAHUAHAU. Eu fico muito feliz que goste de receber comentários e interagir com o pessoal, bom que eu não me sinto mal em escrever 847365874658742835968723 comentários UAHUAHAUHAUAAUAUA <3
4 de Septiembre de 2018 a las 15:01

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Então... Se tu clicar em responder no seu próprio comentário, o Ink arruma por ordem do mais antigo pro mais recente. Ou seja, vai ficar embaixo da minha resposta e não continuação da sua. Eu testei duas vezes e funcionou OUHAUDFGHUOADFHOG E, sim. Você sofrer bullying das pessoas que em teoria deveriam te apoiar... cara a coordenadora pedagógica tinha mandado eu parar de escrever, na época, porque "escola não era lugar pra isso" (eu não mostrei o que era. Suspeito que ela pensou que eu escrevia mal dos outros. Mas não, era só putaria básica mesmo auodfhguahdug). Eu tive sorte que, pouco depois, achei duas amigas que gosto MUITO e nós compartilhamos gostosos. Aí eu grudei nelas e não larguei mais. Eu já estou fazendo mais um conto, talvez ele saia em breve, não sei. Esperemos aodfhgoufdahgua Eu ainda NÃO PEGUEI o confidant da Makoto, acredita?! Ela se recusou a sair comigo porque me achava BURRO! Nossa, fiquei muito ofendida. Tô pensando em nem pegar, truth be said. Tô trabalhando desesperadamente pra abrir o do Iwai, mas pegar Guts é difícil e demoraaaaa ç___ç A Hifumi é outra que eu não faço questão de abrir, na real. Meu amigo gosta dela, acha super legal. Eu fiquei meh. E esse mesmo amigo também achou o confidant+relationship com a Makoto bem fracos. Nossa, eu fiquei PUTAÇA com a cena na casa do Soujiro, onde a Makoto faz o maior drama e o Soujiro pega eles... naquela posição idiota. ACHEI TODO MUNDO ALI AMIGO DA ONÇA, FALEI MESMO. FIQUEI PUTAÇA COM TODO MUNDO U______U#### Eu comecei acompanhando o anime, não resisti e comprei o jogo, joguei que nem louca até agora o Palácio da Futaba, mas tô acompanhando o anime e MORRENDOOOOOOOO de preguiça de fazer o resto ;_______; Tô jogando pelo Akechi, mas tem tanta dor que me aguarda que tô tipo: "nossa senhora PORQUE". E, confesso, comecei a produzir conteúdo porque isso tava me corroendo, aí não sei o que eu priorizo: o jogo, o anime, FAZER as fanfics ou LER as fanfics @______@ Aí tá lá, tá tudo jogado e minha vida snowballando adfuohgudfhgoua (plus que eu jogo outras coisas também, aí ainda tem mais essa pra dividir o tempo). O anime tá bem legal! Tá fiel ao jogo, salvo uma cena ou outra. BOATOS DIZEM que algo sobre o Goro vai ser mudado. Rezando horrores pra que seja a morte dele (PLEASE LET GORO LIVES); todavia não quero criar muitas expectativas porque eu normalmente caio do cavalo.......... vou chorar horrores, droga. NOSSA ATLUS PRFV ME DÁ OPÇÃO DE DAR DATE NOS BOY PORQUE TÁ OSSO. Tem muita mulher bonita, ok, mas deixa a gente pegar os mino, poxa. É opcional a rota romântica mesmo ;___; E... ISSO É UM INCENTIVO PRA IWAI X REN? PORQUE EU SOU LOUCA PRA FAZER ISSO ADUOFHGUOADFHGUAO Nossa o Iwai é pura sensualidade. Nossa senhora meu DEUS alguém para aquele homem. E, não, o Sojiro é muito paizão. Eu lembro de uma fanfic onde a menina comentou que "eles ficaram conversando sobre a vida amorosa do Sojiro" e eu só pensei "SOJIRO NÃO PRECISA DE UMA ESPOSA, PRECISA DE UMA CRECHEEEEEEEEE". Eu gosto da confidant da Takemi também, tanto que das minhas é a que tá quaaase no máximo (ok que eu SOU interesseira e queria os descontos/adesivos de mana). Por um deslize eu quase não comecei uma relationship com ela e fiquei "NOSSA NÃO NÃO NÃO PARAAAAAAAAA", mas ficou tudo sobre controle. Apesar de adorar a confidant dela, eu sempre fico suspeita com aqueles exames que ela faz no Ren. Eu fico tipo "HMMMMMMMMMMM" e só vem coisa errada na minha cabeça. Jesus Christ. Mas sim, concordo que eles são mais de flertes. A Takemi NUNCA deixaria o Ren avançar nela for sure. Ela ia podar as asinhas dele rapidinho auodfhgudfhuga (Ohya é outra que também faria isso, apesar de ter SUPER CARA de quem queria dar uns pegas no Ren. Esse é o meu headcanon da Sete-oitavos, na real. Ohya super a fim de pegar a Miya, mas a Miya super não quero). E... AH NEM SOU BOA ROTEIRISTA NÃO ç____ç Eu só faço merda, confia no que eu digo asduofhguadfga E... É, É, EU CONFESSO, MEU GUILTY PLEASURE COM O AKECHI É O SHIDO. É TOTAL GUILTY. E SÓ TEM PLEASURE PORQUE eu achei uma escrita na gringa que faz umas histórias dos dois que você fica "MEU DEUS QUE ERRADO" e "MEU DEUS QUE TESÃO" e "MEU DEUS EU TÔ CHORANDOOOOOOOOOOOOO". Sério, a menina manda muito bem e quando eu vi já tinha lido TUDO Shido x Akechi dela. Aí, desculpa, fodeu. Num tem mais volta. Mas é totalmente Guilty e eu tendo mais pro Guilty entre os dois do que pro Pleasure (pleasure só se for pra fazer o Akechi sofrer. E eu A.M.O. o Goro, tipo, assumidamente AMO ele. Mas num dá personagem na minha mão que eu gosto é de fazer sofrer). E pode mandar quantos quiser <3 Eu posso demorar um pouco pra responder, mas eu respondo siiim ç_____ç E desculpa o confessionário, NÃO ME JULGA, POR FAVOR, EU TÔ JOGANDO O JOGO, mas eu sou lerda e, além de lerda, eu tenho um problema com coisas que tem fim. E eu peguei MUITOS detalhes do jogo, muitos mesmos, aí eu tô naquilo de "QUERO VER" e "NÃO QUERO VER PORQUE VOU SOFRER QUEM VAI ME CONSOLAR DEPOIS" -> ps não tem consolo, só isso. 4 de Septiembre de 2018 a las 23:50
  • Yashiro Akame Yashiro Akame
    Ahhhh eu fiz isso uma outra vez e não sabia se você receberia notificação da minha resposta, mas vamo então...Isso é ruim demais, pq parece que você não tem a quem recorrer...sei la é uma sensação péssima(EU TO RINDO MUITO COM A "Era só putaria básica mesmo" UAHUAHUAHAUHAUA). Ai cara, que bom eu fiz minhas amizades, mas nenhuma delas partilhavam dos mesmos gostos, mas tudo bem, acho que isso me ajudou de certa forma a respeitar as diferenças pessoais e conviver com elas, então ta lindo, mas que bom que você grudou nelas duas adolescência é uma fase muito tensa de se passar sozinho... Já vou ficar ligado esperando pelo próximo conto, já to ansioso já :D Ai cara, eu não tinha a Makoto como uma opção pra um relationship no jogo, depois de ver o confidant dela então... O problema(Ou não) de Persona é que dificilmente você consegue fazer tudo na primeira gameplay, terminei a primeira com +100 horas de jogo E MESMO ASSIM NÃO FIZ TUDO, então sim, acredito que ainda pegou o confidant dela, mas basicamente é você ajudando ela com uma questão do conselho estudantil OLha essa garota te recusando pq você não é tão inteligente quanto ela AFF MAKOTO AUHUAHAUAUHA. Eu ainda tinha certa esperança do Confidant dela ser legal pq o pessoal falava que ela era "Best Girl" e tão, mas foi tão meh... Sobre o guts, sim, eu mesmo nem consegui terminar o confidant do Iwai na primeira gameplay(FIQUEI EXTREMAMENTE TRISTE MEU SUGAR SENPAI DADDY SUPREMO 3:) ). Cara por mais que a Hifumi seja bem sem graça também, ela te ensina umas táticas pra usar durante nas batalhas, então até recomendo abrir o confidant dela. TO RINDO COM A SUA REAÇÃO COM ELES NA CASA DO SOUJIRO AUHAUAHUAHAUHA, aquela cena eu fiquei meio, "Que?" não tinha necessidade, de verdade... Eu já estava esperando o lançamento do jogo desde que ele foi anunciado então comprei ele logo assim que ele foi lançado NA, amo muito a franquia <3_<3 mas quero muito ver o anime AAAAAA!!! Pra mim a dungeon da Futaba é uma das melhores, confesso que chorei em algumas partes UAHUAHAUHAUHAUA Cara o jogo é em grande, eu dropei a segunda gameplay pq eu tava tentando platinar, porém esqueci de ler uma fucking mensagem do Mishima em agosto, com uma request e perdi ela, a essa altura eu já estava na dungeon do Shido larguei, mas to pensando em voltar. Eu confesso que tinha certo ranço do Akechi no começo, ainda mais pq por "causa dele" não teria meu persona preferido no jogo(Loki), mas cara hoje em dia eu de certa forma entendo as motivações dele, de certa forma e é só amor(Caralho eu sinto que to dando muito Spoiler, desculpa UAHUAHUAHAUHAU). Agradeço ao jogo então, por você estar produzindo conteúdos, AAAAAA <3!!! Olha, eu recomendaria terminar o jogo pelo menos uma vez por mais que você já saiba(Ou não) o final :D :D Apesar de que, ainda estando na dungeon da Futaba, tem MUITA coisa pra acontecer, mas enfim... Esse efeito de Snowball na minha vida se resume a minha lista de animes, filmes e series que eu quero ver, TAMARRADO! Só cresce. Aguardemos que o Akechi tenha um final diferente no anime, por favor. Pois é dona atlus e eu achando que a senhora estava progredindo desde certas questões levantadas no P4. ISSO É UM SUPER INCENTIVO PRA IWAI X REN MENINA EU VI UMAS FOTOS DE UNS DOUJIN DELES QUE EU FIQUEI TÃO :O ~ nosebleed ~ ENTÃO SIM É UM SUPER INCENTIVO UAHAUHAUHAUAHUAH. Cara SIM IWAI É UM POÇO DE SENSUALIDADE EU FICO CHOCADO!! Inclusive quero... Eu sempre vi o Sojiro com um paizão, mas nunca havia pensando nele comandando uma creche, gostei da ideia. Eu sempre fiquei meio desconfiado dos exames da Takemi também, ainda mais nos casos em que o Ren apaga por um tempo e depois acorda sem saber o que aconteceu UAHUAHUAHAUHAUA. Vejo total dessa forma tanto com a Takemi, quanto a Ohya, ela parece muito gostar de carinhas mais novos eu nem me surpreenderia, serião( acho que você poderia explorar um pouco dessa questão da Ohya com a Miya na continuação de Sete-oitavos em AUHAUHAUHA). Bom se você diz que não é boa roteirista ok, mas eu ainda acho que você tem um grande talento :D E U S A B I A que era com o Shido, cheguei a ver umas fics deles aqui ou ali, mas não cheguei a ler, mas agora que você falou eu quero AAAAAAAAAAAA! UAHUAHAUHAUA. O akechi só se fode, tadinho GIVE AKECHI A HAPPY ENDING! Mentira, faz sofrer mesmo MWHAHAHAHHAHAHAH! Ta parei. Mas cara o que ferra, é quando o modo como a pessoa escreve te cativa de certa forma, pq por mais que você ache erra(não generalizando, obviamente) você acaba se interessando pela história, então...tem nem o que dizer. Vou ver se acho depois, pra ler. Poxa, você demorar pra responder? Se isso é demorar eu quero que todas as demoras da minha vida sejam assim UAUHAUHAUAHAUHAU Não precisa se desculpar pelo confessionário, acho que foi algo mútuo UAHAUHAAU. E jamais te julgaria por não ter terminado ainda, acho que cada um tem o seu tempo. Além do mais quem sou eu pra poder te julgar, não é mesmo? :D Eu super entendo esse problema com coisas que tem fim, SUPER ENTENDO. <3 5 de Septiembre de 2018 a las 21:03
  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Sim! Eu recebo as notificações sim. Pelo menos isso adfoghaodfuhgo E, ah, era putaria básica. Eu sempre escrevi contos eróticos desde que eu COMECEI a ler fanfics que tinham erotismo (no começo eram coisas bem sutis, nada detalhado. Foi detalhando com o tempo. Isso nas que eu lia; depois eu mesma fui começando a detalhar mais as cenas. E, acredite, para ter as cenas que eu faço hoje eu fiquei MUITO TEMPO ESCREVENDO MUITA MERDAAAAAAAAA cristo que vergonha que eu tenho dos textos antigos aoudhfgouadhuog). Siiim <3 Eu não fiquei muito com elas no colégio, eu tinha um grupo que eu fazia parte por fazer, mas depois do colégio nós somos só amores. São as únicas amigas que eu trago da época de escola, na real! Nossos gostos não são 100% iguais, mas falamos sobre as mesmas coisas e sem preconceitos; isso que é importante. Adolescência é uma merda de qualquer jeito, sejamos sinceros adofhgudfhguoa Só é bom porque você estuda e dorme à tarde (eu fazia isso. Sdds dormir à tarde. Faço só de final de semana agora KKKKKKKK). Ah! Eu quero terminar, talvez não seja um conto longo, mas da forma como eu me enrolo... A própria Sete-oitavos, acredite você, era para ser curtinha. Do tipo "Introduzo a Miya, faço a putaria e GG". Mas quando eu vi tinha quase 24 páginas SÓ DE ENROLAÇÃO e eu fiquei "MANO COMO EU FAÇO ELES FODEREM??????????????". Aí foram mais 12 páginas SÓ DE PUTARIA E EU TAVA "AH MEU DEUS COMO EU FAÇO ELES PARARAM DE FODER????????????". Então, é, eu não posso confiar no meu planejamento porque eu sou horrível com isso. Sai tudo errado KKKKKKKKK Ah, me falaram isso mesmo, que não tem como fazer tudo na primeira gameplay. Talvez só com o New Game+, SE você abrir pelo menos todas as confidants no jogo normal. E, aaaaah, eu vi um pouquinho do SL dela @_@ Que tem um fake dating... Tipo WTF Atlus pra que empurrar ela desse jeito? E, nossa, inteligência upa MUITO devagar, meu Deus do céu. Toda vez que vem uma pergunta na sala eu fico "POR QUE COMIGO, TEM TANTA GENTE, NÃO PERGUNTA PRA MIM NÃO QUE EU NÃO SEI". E tem muita gente que fala que ela é "Best Girl". Ela e a Futaba. Mas... Mano a Makoto NÃO TEM NADA DEMAIS ME PERDOA. A Haru é mais interessante que ela. Ela se paga demais de certinha, de mandona.......... ah não mano. Para. E, NÃO ME FALA ISSO eu tô tentando aumentar o Guts só pra fazer o Confidant do Iwai ç____ç Tô pensando seriamente em largar outros confidants só por conta dele, porque MANO (só não chamo de Sugar Daddy porque né. Shido é mais QQQQQQQQQQQ PENA QUE É EMBUSTE MEU DEUS). Ah, me falaram da Hifumi e as estratégias! Mas eu fiz uma cagadinha e fundi uma Persona que tá com praticamente TODOS os elementos, aí tô meio "Preciso?" q Sabe? E meu amigo ainda foi ensinar como que maximiza os status das Personas........ velho meu ciclo social não tem o que fazer de verdade KKKKKKKKKKK Aí tô paralelamente com o objetivo de deixar um Arsene forte e a minha Phoenix forte (outro motivo pra eu fazer insistentemente o SL do Sojiro, pra dar mais XP pra minha Phoenix KKKKKKK). AH MANO EU FIQUEI MUITO BRAVA COM AQUELA CENA SÉRIO. E o Sojiro todo sem graça, A ANN, O YUSUKE E O RYUJI ESCONDIDOS??????? TIPO ALO GALERA O ÚNICO FILHO DA PUTA QUE >NÃO< PODERIA SER PEGO NAQUELA SITUAÇÃO FOI PEGO. HELLOOOOOOOO?????? Ah fiquei super brava KKKKKK Eu confesso que pensei em comprar no lançamento, porque eu fiquei "Nossa que menino fofo" (pro Ren isso). Mas eu não sou muito de console, truth be said. Prefiro o pc. Aí fui deixando... Agora peguei o PS4 e o P5 q E, nossa, o jogo é grande MESMO ç_ç Mesmo assim eu fico triste porque a parte com o Akechi é curtinha... Meu amigo já mandou eu fazer outro save e me matar no Mementos com ele. Vou fazer isso mesmo e FODA-SE. Atlus me dá o Akechi jogável POR MAIS TEMPO POR FAVOR GRRRRRRR. Meu amigo dropou um save no Merciless que ele tava fazendo KKKKKK Justo também, modozinho infeliz. Olha, não julgo, porque uns 70% do fandom ODEIA o Akechi por N motivos diferentes :/ E a maioria deles eu acho muito injustos com a personagem. NOSSA EU FICO LOUCA QUANDO FALAM QUE ELE SÓ PODERIA SE REDIMIR MORRENDO GRRRRRRRRR Você pelo menos justifica, não tem como pegar o Loki por conta dele UAOHDFGUOHFDGUOA Eu vi que ERA pro Akechi continuar jogável depois da luta contra o Black Mask, inclusive pra você poder usar tanto o Loki quanto o Robin Hood, mas a Atlus descartou a ideia...... atlus pq. PQ. E, ah, relaxa, eu já peguei os spoilers mais importantes. Não sendo spoiler visual tá bom Q E eu pretendo terminar, porque o jogo é MUITO BOM. Eu só preciso vencer a preguiça. Talvez eu tenha me acomodado por conta do anime ç___ç Essa vida de snowballar coisas é horrível UOHDUFHGUAODG Eu tô só assistindo como ela vai Q Sem arrependimentos. E um comentário frequente no meu ciclo é que a Atlus não tem bolas suficientes pra apostar nas coisas. Ok, até entendo, mas MANO. TU VIU A CAPA DA NEWTYPE DE OUTUBRO? QUAL É ATLUS, ME POUPA. E, AAAAAAAAAA eu QUERO FAZER IWAI X REN. Quero fazer a confidant do Iwai justamente pra poder escrever sobre os dois adofuhgfuadhguoahg Mas eu vejo Iwai x Ren em um universo paralelo à Akechi x Ren, porque são dois ships que eu amo MUITO ç___ç E não dá pra existirem no mesmo universo senão rola ciúme (ou um threesome. Vi um nos gringos. Não foi OOOh, mas pelo menos tem. Sim, Iwai x Ren x Goro lol). Nossa quando o Ren apaga nos exames dela eu fico "TAKEMIIIIIIIIIIIIIIIIII". Isso me dá muito trigger. Mas eu gosto demais dela <3 Acho uma fofa. E, nossa, a Ohya super daria uns pega no Ren. Dependendo do quanto eu progredir na Sete-oitavos eu coloco alguma coisa, mas na minha fanfic, o Ren é 100% homo e o Akechi 100% bi. Então, se a Ohya oferecesse um threesome, por exemplo, o Akechi aceitaria mais que o Ren, na real (meu headcanon é que a Ohya fique "Mas nem uma fodinha, Miya?" e a Miya fique "NÃO, POR FAVOR, PARA COM ISSO". KKKKKKKK Não que a Ohya insista, mas ela joga uns flertes e a Miya só ignora, porque interesse é zero). E, AAAH, obrigada ç_ç Eu não sou boa com roteiros MUITO elaborados, eu perco a mão da coisa e me atrapalho. Prefiro coisas simples, na real. Mas eu gosto de usar muitas metáforas e significados. Piorou quando eu fiz semiótica na faculdade KKKKKK Aí fiquei doida de verdade. MANO EU VOU TE FALAR QUE AS FANFICS E DELES DOIS NO AO3 SÃO Ó, UMA DELÍCIA. Se quiser eu te passo o nome das que eu li, são todas da mesma autora. Mas já vou te avisando que é uma montanha russa de sentimentos e no final você vai ficar com uma vontade ENORMEEEE de chorar, porque ela trabalha tudo do POV do Akechi e é uma mais perturbada que a outra. E, ah, eu fico em conflito, porque ele já sofreu TANTO que eu acho que ele merecia um pouco de felicidade ç_ç (de preferência nos braços do RenRen pra ele dar MUITO AMOR E CARINHO PRO GORO, PORQUE O GORO MERECEEEEEE). E, sim, nossa mano. Eu falo que não é pelo ship em si (Shido x Akechi), mas pela maneira como ela escreve. Nossa a menina manda MUITO BEM MESMO. Tanto que eu li outras, de outras autoras e fiquei "nossa que meh". Ela pega a essência da podridão do Shido e toda a perturbação do Akechi. É horrível ao mesmo tempo que é belo. E, ah, obrigada por não julgar ç_ç Eu já fui julgada por conta disso, aí nem comento, sabe? Que tô jogando ainda. Jogando, vendo anime, lendo spoiler, wiki, tudo. Eu devorei o conteúdo em menos de 1 mês Q SEM ZOEIRA. Eu tô há uns 3 meses só consumindo Persona. E, milagrosamente, já assisti o Persona 3, coisa que meu amigo tentou ANOS e só conseguiu agora q AMEI a trilha sonora tho. E VELHO DO CÉU te falar que o P3 eu não tankei. A morte do Shinji me derrubou e eu fiquei "CARALHO ALGUÉM ANOTOU A PLACA?". Fiquei de cara. E eu sabia como ele morria, tipo, em detalhes. MAS NÃO TANKEI VELHO. NÃO TANKEI. Inclusive eu tive uma ideia de fazer um crossover P3xP5, talvez eu pegue pra fazer em outro momento, porque vai exigir demais dos meus miolos desgastados aodfhguadfhgufadhg OTL 6 de Septiembre de 2018 a las 01:14
Wolfinha -- Wolfinha --
Puts grila, minha autoestima com a minha história foi pro brejo Ç-Ç Que escrita sensacional, amore, meu Deus do céu! Alguém chama uma ambulância que estou tendo um infarto!
3 de Septiembre de 2018 a las 16:15

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Awn, Samara, não fique assim! Por favor ;_; Eu fico IMENSAMENTE FELIZ que você tenha achado minha escrita sensacional, mas não precisa se sentir pra baixo com isso, por favor. Escrever é como desenhar, é treino e treino. E ideias são excesso de leitura, literalmente. Quanto mais se lê, mais ideias se tem, porque nada mais são do que coletâneas de referências de diversos lugares (isso eu aprendi na faculdade. Inclusive, NADA, absolutamente NADA é criado do zero. Tudo tem referência de algo, seja sintético ou não). PASSA MAL NÃO POR FAVOR FICA BEM. Obrigada pelo carinho e por ter escolhido essa história pra ler <3 3 de Septiembre de 2018 a las 16:42
Yashiro Akame Yashiro Akame
Crianças/pré-adolescentes podem ser muito "cuzões" as vezes, mas sei la eu acho que fui diferente(por mais que falando assim pareça ter um total de 0 de credibilidade),, mas ficaria muito feliz em ser seu amiguinho no recreio UAHUAHAUHAUAHUAHA. Em relação ao próximo conto, esse é o bom de você ter sua liberdade criativa, pode seguir o caminho que quiser e/ou o que te deixa mais feliz e realizada :D AAAAA Eu simplesmente não consigo enxergar Ren X Makoto como um casal totally a NOTP(talvez essa transição de Makoto -> Goro nesse conto tenha me deixado feliz, não nego UAHUAHAUAHUAHUA) sobre a Haru não consigo vê-la de forma sexual, não sei explicar(Eu não sei explicar muitas coisas como pode ver e adoro usar parênteses AUHAUHAUA). Fiquei curioso com "Ren X Qualquer um mais velho" Já imaginei aqui, Sae, Takemi, Kawakami, S O J I R O UAHUAHAUHAUHAUAHAU MDS!!!! Aliás, obrigado por ser tão atenciosa :D
3 de Septiembre de 2018 a las 07:08

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Então... Eu não sei o que foi pior nessa época: o bully dos meus colegas ou dos meus professores/coordenadores. Tirando minha(s) professora(s) de português (ao longo dos anos) e meu professor de história do E.M., o resto não ia muito com a minha cara em geral. Inclusive, até hoje, eu sinto que eles me olham como "meh, mais uma". Bom, whatever, né. Coisa de quem é de humanas, literalmente. OBRIGADA por querer andar comigo no recreio <3 A gente certamente teria muito o que conversar! Eu ainda estou pensando, depois da sua sugestão sobre Yusuke x Ren, talvez seja um bom desafio antes de continuar a Sete-oitavos. Eu meio que tô esgotada de ideias Ren x Goro também... E, ah, a Makoto pra mim foi uma personagem que teve uma progressão horrível. Não no anime, mas no jogo até agora ela tá... muito não-ela em proposta. Me lembra muito a Lenalee de D.Gray-man, que teve um começo bom, mas o progresso dela foi péssimo no decorrer da obra. E terem forçado ela pra cima do Ren de uma maneira escrota me deixou ainda mais irritada, sério. Eu digo que, esteticamente, Ren x Makoto funciona, porque eles funcionam visualmente. Contudo, a dinâmica do casal... NÃO. Sem contar que, desculpa, eu mais vejo o Ren gay do que bi (não existe a opção hetero. Hetero ele não pode ser. No mínimo bi). E, nossa, eu vi uma fanfic nos gringos Ren x Haru que fiquei "NOSSA SENHORAAAA". Olhei as tags, meus olhos saíram da cara, pensei no que poderia ser o plot e FUGI. Era uma, desculpa a palavra, putaria tão grande que meu DEUS DO CÉU NÃO. Desde então não consigo nem imaginar que me dá medo aduofhguoafdhguoa Acho que por ela ser muito fofa, muito delicada, sabe? Talvez não pular de cabeça nessas coisas. Ou fazer... outras coisas mais ousadas. Sei lá, ainda tô traumatizada com as tags daquela fanfic. E, NOSSA, VEM CÁ, DEIXA EU TE CONTAR DOS MEUS GUILTY PLEASURE. Eu tenho 3 que eu sou PERDIDA, 2 com o Ren e 1 com o Akechi. Com o Ren, eu gosto MUITO de Iwai x Ren e Takemi x Ren. Apesar de ser MUITOOOOOO errado. Sae eu nunca imaginei, talvez ela encaixasse melhor com o Akechi mesmo. A Kawakami eu acho muito errado até pros meus gostos (e eu tenho um Guilty Pleasure que MEU DEUS DO CÉU É IMPOSSÍVEL NÃO TEM SALVAÇÃO). E o Sojiro... NÃO. O Sojiro precisa de uma creche. Porque ele gosta de acolher crianças carentes. E é isso, meu headcanon termina aí KKKKKKKK Mas é, meu favorito ainda é Iwai x Ren; acho sexy que dói a alma. Errado que dói a alma também. E o com o Akechi............................................................. minha passagem lá pra baixo tá mais que reservada depois disso. Ah, imagina ;_; Eu AMO receber comentários, adoro responder eles, fico toda molenga adofhguadfhgoudahg Eu que agradeço tanto carinho! 3 de Septiembre de 2018 a las 16:50
Yashiro Akame Yashiro Akame
Terceira vez que volto aqui pra ler e cara, queria muito andar com você no recreio hahahahahaha. Mas sério, eu to muito encantado pela sua escrita não sei explicar. Já to aguardando ansiosamente pela próxima história(mas ó, sem pressão, take your time <3). Me pergunto se um dia você seria capaz de deixar um pouco seu shipp de lado e escrever um conto sobre meu shipp(YusukeXRen). Menina, eu te desejo muito, mas MUITO sucesso <3
3 de Septiembre de 2018 a las 02:06

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    UHOUDOFHGUDFHGUA Nossa senhora eu ficaria MUITO feliz, porque as pessoas não queriam andar comigo no recreio (te falar que eu tive um problema ENORME no primeiro colegial por conta disso, de passar o recreio escrevendo... nossa senhora, fui parar na coordenação por conta disso. Mas águas passadas). Eu realmente fico MUITO feliz que você goste da minha escrita ;_; Inclusive, feliz por gostar de dois pontos diferentes dela, porque esse conto, por exemplo, é bem contra-mão do que eu costumo escrever (a sete-oitavos é mais ou menos a linha que eu costumo trabalhar em questão de estrutura textual). Sobre o próximo conto: como agora o desafio foi concluído, eu estava pensando em continuar a sete-oitavos (ou trabalhar para, pelo menos, fazer mais alguns capítulos dela). Yusuke x Ren é uma boa pedida, eu posso começar a pensar em algo (eu prefiro Yusuke x Futaba, mas nada muito absurdo também). Eu acho que só não escreveria Ren x Makoto for sure, porque esse é meu NOTP. Ou Ren x Haru em um patamar sexual (não consigo ver a Haru em uma relação sexual para isso). O resto eu estou... relativamente de boa. Inclusive com alguns ships que não deveria (aka Ren x qualquer um mais velho e... Oh, deixa pra lá, esse ship tem que morrer do buraco de onde ele saiu UOHADOFUGHUAODFHGUOFDHGUA). MUUUITO obrigada mesmo <3 Que suas palavras se tornem reais! Eu vou trabalhar para, sempre. Ou, pelo menos, pra distribuir um bom material (eu digo que gosto de publicar boas fanfics, porque eu gosto de contribuir com o fandom de algum modo). Obrigada por ter voltado aqui novamente e me deixado outro carinho! 3 de Septiembre de 2018 a las 02:28
Karimy Karimy
Estava um pouco resistente a ler essa história, porque não conheço o anime nem nada, mas o título me chamou a atenção e eu apareci por aqui umas duas ou três vezes e só tive tempo e coragem agora, infelizmente. Acredito que entenda, até porque, eu pelo menos, costumo ficar "boiando" em fanfics de animes que não conheço quando o autor não coloca referenciais. Isso não aconteceu, não me senti perdida, porque a história foi bem-contextualizada do começo ao fim, o que me fez até sentir o coração sangrar por saber que essa coisa maravilhosa não é uma original, pois tinha tudo para ser e merecia ser. Enfim, a escrita é muito leve, romântica e atrativa. Gostei de como a história se desenvolveu, de como eles se conheceram, do drama de Ren e também do drama de Goro. As descrições foram fascinantes, e só tenho a lamentar não ter lido antes. Como você mesma disse, fugiu do seu tema, mas estou agradecida por isso, pois acho que não ia aguentar uma reviravolta "mortal" depois de toda explosão de fofura e amor que essa fanfic enraizou em mim! Bjs!
30 de Agosto de 2018 a las 21:40

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Karimy, olá! <3 Nossa, eu fico MUITO feliz que tenha escolhido essa história para ler. Eu entendo perfeitamente sobre ler fanfics de um fandom que não conhece... É realmente chato, porque você acaba se perdendo nas informações e não sente as personagens. E... ah, eu AMO esse título ;__; Você acredita que no primeiro rascunho, eu só chamei de "dark fantasy" por que nem sabia do que ia chamá-la? Depois que peguei melhor o rumo da história que me surgiu o título... Ah, MUITO obrigada, eu tentei me esforçar para criar o contexto, introduzir as personagens e seus dramas sem que ficasse muito vago. Como é UA, não precisei aprofundar tanto no passado delas, mas sim nos conflitos momentâneos e na personalidade... E, waa, obrigada <3 Nossa eu queria MUITO que o Goro fosse uma OC minha. E esse Ren também. Na real, entre nós, mas eu tenho um OC chamado "Ren", o que me fez ficar bastante conflitante com esse anime por conta do nome do protag. Mas no fim amei ele como amo o meu próprio Ren ;_; E... sim, fugiu um pouco do padrão de "terror" do dark fantasy, mas eu tentei compensar ele nas descrições mais grotescas, na magia não convencional, na não beleza dos atos do Goro e da forma como ele se tornou humano... Mas não iria aguentar fazê-los sofrer. E acredite, tive pelo menos 2 ideias onde o Goro iria sofrer HORRORES, mas não tive coragem de escrever, porque... ai, ele já sofre tanto no canon (cê nem queira saber) que eu queria dar um final feliz pra ele <3 Fico MUITO, MUITO, MUUUITO feliz que essa fanfic tenha deixado uma marca tão boa em você <3 Obrigada pelo carinho! 31 de Agosto de 2018 a las 01:44
BC Bruno Coutinho
Que história tão encantadora! Achei interessante a subversão dos estereótipos neste subgénero! De facto, fantasia sombria não significa que tenha que existir uma atmosfera de terror, e esta obra é bem a prova disso! Está bastante bem escrita e estruturada. Como não conhecia a matéria prima ao ler, desconhecia de todo que esta obra se tratava de uma fic, o que é bom sinal, porque eu tive a oportunidade de descobrir as personagens e interações sem me sentir obrigado a julgar o quanto foi fiel a fosse o que fosse... Quero dizer com isto que não precisei de conhecê-las previamente para justificar as suas ações, o que demonstra um esforço conseguido de caracterização das mesmas. E o simples facto de ser algo alegre, agradável, deixou-me feliz de a ter lido.
30 de Agosto de 2018 a las 07:34

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Bruno, olá! <3 Obrigada por ter vindo até aqui! Sobre a subversão dos esteriótipos... É, exatamente por essa linha que eu pensei, na real. Fiquei mais da metade do mês tentando achar algo que conseguisse pegar um clima sombrio, mas sem precisar necessariamente apelar para o terror quanto a isso. Eu sou bem fraca com terror, na real. Até por não consumir muito esse material. Fico MUUITO feliz que tenha conseguido sentir as personagens mesmo sem conhecer a obra! Eu tento me esforçar bastante para ambientá-las bem, principalmente em universos alternativos, para que não ocorra tanto esse problema. Fico contente que tenha gostado da minha escrita e do finalzinho feliz <3 Ah, não me aguentei, esses dois merecem coisas boas na vida deles ;_; Muuuito obrigada pelo carinho! 31 de Agosto de 2018 a las 01:39
Kaline Bogard Kaline Bogard
Olá! Vamos lá, acabei de ler sua história e é aquele momento de deixar aquele comentário esperto. Adorei ser uma fic de Persona 5, se bem que meu favorito é o Sakamoto (Adoro ele). Sobre a história, vou começar com os pontos fortes: adorei o jeito como eles se encontraram, fiquei morrendo de pena de ver o Goro todo enroscado, tadinho. E o medo não afastou o Ren. Isso ficou muito condinzente com o personagem do anime. Também gostei da ambientação e das reações do Goro de desconfiança... ficou bem criativo, inclusive o humor mudar traços do corpo dele. O canto ter a ver com compromisso com um parceiro foi de certa forma bem bonito e contradiz o senso comum. Adoro quando acontece isso em histórias, como se as lendas humanas raspassem a "realidade" e que a verdade é diferente do que a gente pensa. Quando eles nadaram juntos foi lindo, uma cena bem construida! Seu português é muito bom e fluido, parabens. Agora só teve uma ou duas coisinhas que tiraram um pouco do encanto. Por ser um U.A., até entendo, mas achei que o Goro ficou um pouco diferente do anime, lá ele parece alguem muito mais racional do que passional, por isso me deu a impressão de ser outro personagem. Também achei um tiquinho confuso ele conseguir nadar pra fugir do Ren, mas não pra pescar algo pra comer. Talvez, no fundo, fosse uma desculpa pra voltar e ver o humano? Hehe... o que me lembra: acredito que o tipo de peixe que o Ren levava não tem osso, tem espinha! Na cena em que o Goro atacou a comida, escapou um "osso" na narrativa. E o ultimo ponto foi o tal do "pinto" na cena mais bonita da história. Você descreveu tudo com um encanto sutil, quase magico. Dai vem essa frase e quebrou toda a cena! Socorro, acabei rindo, tipo "olha o pensamento do humano idiota". Não sei se era a sua intenção essa quebra na intensidade mesmo, se foi é só ignorar a minha dica. Enfim, foi um ótimo conto de fadas, deu um final feliz a vida de solidão em que o Goro estava, e em vários contos de fada em essa magia mesmo, de surgir o amor quando e onde menos se espera. Parabens pelo texto e por cumprir o desafio.
27 de Agosto de 2018 a las 10:00

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Kaline, olá! <3 Como faria Jack o estripador: vamos por partes. Primeiramente, MEU DEUS ALGUÉM QUE CONHECE PERSONA, AMÉM. Tudo bem que eu mesma fui convertida por um amigo ao fandom (ele estava há ANOS tentando isso e só agora conseguiu), mas eu confesso que achar outras pessoas sem ser no meio gringo é meio complicado. Sobre o Ryuji, eu gosto bastante dele, MESMO, mas em questão de relacionamento com o Ren, eu acho que ele fica muito no limite da amizade (não consigo ver ele lidando de boa e entrando tranquilamente em um relacionamento com o Ren. Ele se sentiria muito alheio). Diferentemente do Yusuke ou o Akechi, por exemplo, ao meu ver. Deixando isso de lado, porque são coisas além, MUITO obrigada pelo carinho <3 De verdade. Eu confesso que relendo eu também senti pena do Goro... toda vez que eu revisei, fiquei com mais pena ainda. E, infelizmente, algumas coisas não são só da história; cansei de ver animais marinhos sofrerem por culpa nossa :/ Sobre as mudanças no corpo dele, isso é uma coisa que eu adoro. Eu fielmente gosto desse headcanon, principalmente porque não acredito que sereias sejam 100% do tempo lindas (tenho outras histórias de sereias e todas elas tem mudanças relacionadas ao humor... Não tão voláteis quanto o Goro, mas principalmente na hora que elas estão prontas para caçar). O canto ser algo de acasalamento foi um headcanon que se desenvolveu aqui. E é mais um que quero usar em outras de sereias futuramente... e de outras maneiras também. E essa questão do Conto x Realidade é algo que eu curto também, desconstruir uma versão encantada e/ou um mito. Na real, eu sempre entendi que todo o mito, seja ele qual for, foi distorcido para que pudesse convencer alguém de algo. E essa cena de eles nadando juntos foi uma das cenas obrigatórias no meu ponto de vista pra construção do enredo. Essa e a cena final, na real. Eram as duas que eu mais queria construir auohsdfoughadufg Fico feliz que tenha gostado delas! Agora, sobre seus apontamentos: corrigi a questão da espinha, isso foi falta de pesquisa mesmo, porque eu associo muito espinho com osso, mas os peixes ósseos não são os que nós comemos; eles são mais robustos. Faz total sentido. Aconteceu a mesma coisa com o caranguejo: uma amiga minha quem comentou sobre o líquido azulado. Faz MUITO tempo que eu tive biologia, então esses detalhes eu nem lembro direito mais. Obrigada mesmo! Referente ao nadar... se foi mais perto do final, onde ele comentou que iria caçar, deve ser sido brecha que ficou por conta do número de palavras mesmo. Acho que a transição entre a melhora dele ficou muito sútil. Eu diria que, a partir do momento em que eles começaram a "se pegar", o Goro já estava bom o suficiente pra poder caçar, nem que fosse coisas pequenas. Mas tanto ele quanto o Ren continuavam voltando lá porque queriam se ver. Se for antes desse fato, os ferimentos dele não iriam ajudá-lo a caçar as presas que ele precisava para melhorar. Eu entendo que sereias devam caçar peixes grandes e, logo no começo, ele realmente não conseguia fazer isso (até porque, além de ferido, ele estava bem magro). Acredito que seria por uma grande somatória. Mas não que ele estivesse totalmente imobilizado. Só mais para o final mesmo que ele melhora. Quanto à personalidade do Goro... ele É uma personagem muito, muito, MUITO complicada de se trabalhar, tanto fora quanto in-canon, porque ele tem uma curva de personalidade absurda. E mesmo no jogo ele não foi trabalhado 100%, a Atlus cortou o Social Link dele em prol de continuidade com a história... eu vejo MUITA gente, principalmente no fandom gringo, interpretando a personagem de maneira errada porque não consegue entender essa curva que a personalidade dele faz. No anime, ele tá hiper fofo, porque ainda não chegou no clímax da história (inclusive, começa a partir dessa semana, brace yourselfs). Justamente por isso no UA/RA vai acabar faltando pedaços da personalidade dele, porque também não vai ter gatilhos suficientes para cobrir ela inteira (e eu confesso que tem TANTAS coisas a trabalhar sobre o Goro que é muito complicado definir a linha de ação dele). Por fim, a cena do pinto... infelizmente, é proposital uoahdfuoghfuadg Porque eu achei que seria sutil demais só mencionar que teria algo ali e continuar. E o Ren, meio burro como ele é nessa história, IRIA perguntar se o Goro tinha um pinto mesmo, principalmente depois de sentir um que ele não tinha reparado que estava ali uoahdfughadufogha Então, é, é um pensamento idiota de humano mesmo KKKKKKKK Enfim, MUITO obrigada pelo comentário e por ter escolhido essa história para ler <3 Fico muito contente com todos os pontos que você deixou, vou me atentar a cada um deles nessa e em outras histórias futuras. Obrigada pelo carinho! 27 de Agosto de 2018 a las 20:25
Yashiro Akame Yashiro Akame
Eu to completamente apaixonado pela maneira como vocês escreve, posso dizer que já estou viciado nas suas histórias. É como diz aquele ditado, publica mais que ta pouco <3
25 de Agosto de 2018 a las 13:01

  • Yashiro Akame Yashiro Akame
    Ahhhh e esqueci de dizer, eu amo a forma como você é sensível e em como bem detalhado são suas histórias AAAAAAAA. Aliás, a musica casa perfeito com a história <3 <3 25 de Agosto de 2018 a las 13:12
  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Yashiro, Oooi <3 Obrigada por ter lido! Eu fico totalmente sem palavras quando as pessoas dizem que ficam viciadas pelo que eu escrevo adfghfuodg ;_; Escrever pra mim é uma coisa tão boa, apesar de eu sofrer bastante fazendo. O sentimento de realização depois que conclui é muito bom <3 E compartilhar isso é ainda melhor! Fico contente que a música tenha casado com a história. Eu literalmente escrevi ouvindo ela adhfguadhfgua Eu espero fazer mais histórias de sereias, aproveitei o desafio para fazer essa, mas quero trabalhar mais a fundo, porque eu tenho outros headcanons (inclusive, alguns que surgiram nessa história kkk). Obrigada pelo comentário doce <3 25 de Agosto de 2018 a las 20:45
Tali Uchiha Tali Uchiha
Eu amo sereias, são as coisinhas mais fofas e demoníacas do mundo e eu adorei a forma como você colocou sua própria visão sobre elas, eu me apaixonei mais ainda, confesso. Parabéns, de verdade, sua história é incrível, o enredo, os personagens, as reviravoltas, tudinho <3
25 de Agosto de 2018 a las 09:48

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Tali, olá <3 Eu também sou APAIXONADA por sereias. São lindas e ao mesmo tempo perigosas, ameaçadoras. Me encantei ainda mais quando descobri que elas poderiam ser tão cruéis quanto são magníficas. E quanto mais coisas eu vejo sobre, mais encantada eu fico. Fiquei MUITO feliz em saber que você se apaixonou mais um pouco por elas e por essa visão que eu ofereci <3 Espero poder trazer mais peças com sereias, porque eu adoro trabalhar elas. Obrigada pelo comentário e por ter lido <3 25 de Agosto de 2018 a las 20:48
  • Tali Uchiha Tali Uchiha
    Eu que lhe agradeço por esse leitura maravilhosa a qual você me proporcionou ^^ 25 de Agosto de 2018 a las 23:44
Zen Jacob Zen Jacob
Sereias não são o meu ser fantástico favorito, mas essa sua versão com certeza me cativou. Adorei o detalhe das escleróticas e da pele do Goro mudando de cor, a personalidade dele, a atenção para a questão linguística (já que apesar de conseguir falar a mesma língua que o Akechi, era óbvio que ele não teria acesso a determinados vocábulos) e por aí vai. A questão do relacionamento do Akechi ser algo que ainda prendia ele e aos poucos foi sendo deixado de lado em prol da relação com o Goro também ficou muito delicada, deu pra visualizar bem a nuance de sentimentos que se passavam na cabeça dele. A cena de sexo pra mim ficou sublime, bem feita e delicada como quase tudo que você posta dentro desse espectro porque, né, você é uma rainha nisso - espero um dia chegar nesse nível. Por fim, o desfecho quase me fez ter um ataque, achei realmente que você ia fazer um final que remetesse à história original da Pequena Sereia. Gostei muito da reviravolta e de o Goro ser capaz de fazer um tipo de magia envolvendo "gestação". Acho que nunca tinha lido isso numa história de sereia ou mesmo envolvendo criaturas que pudessem se transmutar, achei genial, de verdade. =)
24 de Agosto de 2018 a las 20:21

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Saber que sereias não são seus seres fantásticos favoritos me deixa bem triste, vou ser sincera OUHAODUFHGUAD Porque elas são os meus, de longe, junto com lobisomens. Só não gosto mesmo de vampiros, acho eles sem graça em geral. Mas saber que você se apaixonou pela minha sereia me deixa tão mole que eu pareço um pedacinho de merda audhofguaodhg ;_; Tu sabe que você é meu mestre, né? Principalmente quando se trata de horror ou climas sombrios. Eu amo a forma como você escreve, me saltam os olhos e eu fico toda babona. Saber que eu consigo fazer isso contigo me deixa molinha, molinha OUHADUFHGUAODFHGUA Essas mudanças físicas eu achei importantes, porque desse modo eles se disfarçam bem principalmente na terra. A personalidade do Goro aqui é mais perto do que seria realmente; em "Sete-oitavos" ele tá hiper fofo porque eu simplesmente larguei mão dos problemas psicológicos dele pra poder encaixar no enredo. Aqui ele tem um pouquinho de passado melancólico, o que faz ele ser mais ácido nas respostas. Sobre o relacionamento... Bom, eu precisava de um pano de fundo mais triste. E eu acho que essa crise de relacionamento era perfeita pra situação, sabe? O meio termo entre trair e não trair, entre amar e não amar, ver o que está errado e mudar, etc. ESSA CENA DE SEXO ADFOUHGUADFHGUOADH Eu fiquei loca do cu pra escrever ela, sinceramente, porque MEU DEUS EU PRECISAVA DE UMA DANÇA DE ACASALAMENTO AUODHFOGUHADU Ficou ainda bem superficial, mas deu a ideia do que eu gostaria. E O PINTO DE GOLFINHO ADFUOGHDFUGHUAOGA Ai, sei lá como reagir a ela. Obrigada ;_______; Eu não acho que faço isso TÃO bem, eu só tento, juro mesmo. Ainda quero fazer um porn with feelings, com aquela angst, sabe? Meu próximo desafio pessoal adfighuaodhg Tô doente pra fazer isso. E, pare, você escreve tão bem quanto eu! Você é meu mestre, nunca se esqueça disso u___u Eu não sei que erva que eu fumei pra fazer isso de magia com gestação. Mas achei que serviria, então coloquei. Ficou BEEEM bizarro, mas pra dark fantasy eu acho que supre a necessidade. E NOSSA ESSA CENA AOHGFUDHGUAO Eu queria fazer algo mais dramático, com eles brigando antes de isso acontecer, mas faltou espaço. Achei que ficou aceitável como está. Não sou boa de descrever entranhas e etc ;______; Eu tentei. Acho que consegui deixar pelo menos as pessoas preocupadas UOHOUADFHGOUHADFUG Povo tudo espera tragédia de mim, nossa senhora. Obrigada por comentar Beeeeen <3 Tô DOENTE pra ler sua história agora *____* Aguardando ansiosamente! 25 de Agosto de 2018 a las 23:19
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