Raça Pura Seguir historia

emily-christine8811 Emily C Souza

Após a humanidade descobrir que lobisomens não eram somente lendas sobrenaturais e que existem sim "humanos" capazes de assumir uma forma lupina completa, houve uma caça onde todos os Lobos das Neves foram aprisionados em laboratórios, ou mortos na luta pela liberdade, e os Lobos das Montanhas, ao temerem a inevitável derrota, firmaram um acordo com os cientistas onde eles os serviriam em troca de se manterem "livres" e vivos. Anos de tortura depois, Deidara, um lobo das neves, conseguiu finalmente fugir dos humanos inescrupulosos e agora tenta de todas as formas reaver seus direitos de ser livre junto ao seu povo. ABO. ITADEI. Betado por Mandy Senju.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

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Rastro da Morte



Capítulo I
Rastro da morte




A lua estava alta e a noite cobria toda a cidade; A cada passo, o sangue escorria mais e mais das suas feridas, deixando um rastro de pegadas na lama e gotas vermelhas no chão. O caminhar era lento e errático, cambaleando hora ou outra e, às vezes, precisava se escorar em alguma parede de cimento do beco para não cair de vez, pois, se parasse, suas esperanças de sobreviver cairiam de poucas para nulas.

Sua perna esquerda estava em carne viva na área da coxa e panturrilha, e por conta disso, além de não conseguir andar direito pelo cansaço, também estava mancando – sem poder usar sua perna da forma que queria. Sua mão direita segurava na lateral esquerda do seu abdômen, com firmeza e bastante pressão um pedaço de pano sujo e velho que arrancou da blusa que vestia antes da sua fuga, onde foi atacado e acabou ficando com uma ferida grande e profunda – e era exatamente dali que provinha a maior quantidade do sangue que pingava no chão, deixando o seu rastro da morte.

Não bastando seu perna e barriga feridas, em algum momento da sua luta pela sobrevivência batera a cabeça sem saber onde e o baque não só deixou um corte na sua testa como também sua mente tonta; estava andando, por pura teimosia, a meia hora e não enxergava mais nem um palmo a sua frente. Sua garganta estava seca mostrando sua desidratação – não tomava água a uma semana, tempo que esteve fugindo, e todo o seu corpo tremia pelo esforço de se manter vivo. Mas não desistiria. Mesmo com sua falta de sorte desde seu nascimento, nunca pensou em desistir ou dar-se por vencido, e nenhuma dessas duas coisas pareciam ser uma opção para si. Não. Era determinado e teimoso demais para deixar-se abater ou ser pego por esses monstros infelizes; Não importa se era minoria, se era a escória da humanidade e desprezado por todos ao seu redor, não importa se sua raça estava praticamente extinta, ou se sua vida era insignificante para todos. Para Deidara, essas coisas não significava nada; ele se manteria vivo, ele se salvaria e encontraria um lugar onde poderia, enfim, viver em paz e segurança, sem temer o dia de amanhã ou ter que esconder quem realmente é: Um Lobo Branco e, ainda por cima, um ômega.

Escutou passos próximo a si, talvez um quilômetro de distância, não sabia dizer ao certo já que sua mente ainda estava embaralhada e sua vista desfocada. Apressou-se mais, escorando o ombro sempre que sua perna falhava em mantê-lo de pé, e mesmo com o barulho se aproximando, não olhou para trás, pois sentiu que perderia todo o, já precário, equilíbrio e cairia no chão.

Ofegante e quase perdendo seus sentidos, Deidara tirou suas calças e a cueca, largando as peças junto a uma poça de sangue, e subiu com dificuldade o muro. Com tantas fugas e lutas em sua vida, o loiro acabou por aprender um pouco sobre escalar muros e pular entre telhados sem estar na sua forma lupina. Já em cima do telhado, Deidara deitou e escondeu seu corpo, ficando fora das vistas de quem estava no beco, ficando apenas seus olhos por cima do muro. Outra coisa que aprimorou foi sua visão, não precisando se transformar pra enxergar bem no escuro – melhor do que os malditos humanos. Escondeu também o seu cheiro, prevenindo caso algum lobo cinza esteja lhe caçando junto ao grupo de cientistas loucos. Ficou quieto, nem sua respiração fazia barulho, e esperou.

Minutos depois um grupo de três homens e quatro mulheres entrou no seu campo de visão. As mulheres com toda certeza eram lobas, e, pelo o que pode perceber, eram elas que guiavam os humanos patéticos, que não conseguiam ver nada no escuro. Assistiu-os atentamente, aproveitando aquela parada para se curar e descansar, preparando-se também para um possível combate seguido de fuga; o que não seria fácil, pois os Lobos Cinzentos eram como um raio, sendo eles a espécie mais rápida de Lobos que o mundo já viu.

Eles se espalharam pelo beco: A garota mais alta estava mais na frente do resto do grupo, e estando assim mais perto de Deidara. Ela farejava o ar em busca do cheiro dele, olhando para todos os cantos como uma verdadeira loba em busca da sua caça. A única baixinha do grupo seguia seu rastro de sangue, e seria o meio certeiro de obter sucesso se Deidara não houvesse deixado o pano sujo e ensanguentado lá embaixo, e os pingos derramados no muro ao subir não poderia ser vistos estando tão escuro. As outras duas garotas, de porte mediano, não eram boas caçadoras como as que seguiram seu rastro, e por isso caçavam Deidara como se ele fosse um chaveiro perdido. Os homens, meros humanos, estavam parados esperando que seus pets encontrasse a bolinha perdida na brincadeira de mais cedo.

Deidara quase riu do quão ridículo eram os lobos cinzas por aliar-se aos humanos em busca de proteção a espécie e se sujeitando a virar animais de estimação. Por isso se orgulhava de ser uma raça pura de Lobo das neves, chamados popularmente de Lobos Brancos, pois sua espécie lutou com todas as forças e, mesmo na morte, foram honrados com suas tradições e crenças. E por eles – seus ancestrais, familiares, alcateia e pais – Deidara sobreviveria, procurando com avidez mais do seus e, assim que os encontrasse, os protegeria, levando-os para um lugar seguro.

Um movimentos mais longe do grupo chamou a sua atenção: A menor delas passou a tirar sua roupa, deixando claro que se transformaria, e isso só poderia significar que ela cheiraria seu sangue. Deidara enrijeceu, isso era ruim, visto que havia gotas do seu sangue pela parede que escalou – e o loiro estava bem atrás dessa parede.

Enquanto seus olhos não desviavam de seus perseguidores, Deidara começou a pensar freneticamente em como fugir dessa situação. Não poderia se levantar, mesmo que os humanos não pudesse vê-lo, as lobas ainda enxergavam em meio a escuridão. Qualquer movimentos mais brusco faria barulho nas telhas onde Deidara estava deitado, e isso deletaria onde estava escondido. A única solução que ele encontrou foi se arrastar como cobra, porém essa ainda era uma ação arriscada, sendo que perderia o grupo de vista, sem poder vê-los ao estar longe do muro. Ainda sim passou a se mover lentamente e com calma, evitando quaisquer locais que poderiam fazer um rangido mais alto do que o sussurrar do vento que ali, na parte mais baixa do teto, dançava.

Perdeu a visão do beco, mas apurou os ouvidos seguindo os passos da loba. Pelo que pôde ouvir, ela ainda estava a uma distância de cinco metros da parede que Deidara escalou, então ele teria, aproximadamente, três minutos para sair dali. O rasgo na sua panturrilha, menor do que o da coxa, já havia fechado, e o da coxa, mesmo estando metade aberto, não sangrava mais. Por serem movimentos curtos, lentos e calmos, sua cura não foi prejudicada, sua energia ainda estava pela metade, e antes de sair do telhado seu sangramento provavelmente cessaria. Com isso em mente, Deidara continuou cauteloso e firme, sem perder a sanidade ou se entregar ao cansaço, mantendo sempre em mente seus objetivos, sonhos, e sua última lembrança dos seus pais.

Usou seu pé para descer ainda mais, buscando o ponto mais baixo para poder se transformar e correr, criando vantagem e distância entre as lobas. Seu joelho bateu em uma ponta da telha, causando um leve rasgo em sua pele pálida e um fino barulho quando ela partiu pelo seu peso. Deidara prendeu a respiração, cessou todos os seus movimentos, e esperou.

Nos primeiros segundos tudo ficou no mais perfeito silêncio. Deidara não conseguia mais escutar as patas da loba no chão ou os passos das outras pessoas no beco, apenas o vento gelado fazia ruídos, mas de nada ele servia a não ser distrair o loiro. Com o coração a galopes e um frio na barriga, Deidara aguardou qualquer sinal do que eles fariam agora que deu uma pequena pista de onde estava.

A espera não demorou, no entanto. Deidara não precisou mais do que um estalo vindo de perto do muro para saber que as outras garotas estavam se transformando em lobas também. Com rapidez, mas ainda assim de forma suave, Deidara se levantou e pulou, virando um belo e grande Lobo Branco no ato. Assim que suas patas bateram contra o telhado ele acelerou, correndo afobado e veloz pelos tetos e telhados da grande cidade de Konoha.

Alguns dos experimentos feitos com sua genética rara resultaram em aprimorações da sua velocidade, poder de cura e do seu olfato, assim como o desenvolvimento de novas habilidades que até então são desconhecidas por ele. Deidara odiava não conhecer o próprio corpo, detestava a ideia de ter ficado submisso nas mãos daqueles seres cruéis, e tentou evitar de todas as formas de usar qualquer coisa que tenha vindo das torturas que viveu durante sete anos. Mas ali, lutando para sair da garra dos seus algoz, não pode se dar ao luxo de negar a velocidade dobrada de um ômega comum. Deidara correu como o vento, desviando com rapidez e destreza das imperfeições de construção nos tetos e impedindo sua captura, descendo sempre que possível nos nivelamentos das casas civis. Ouviu os rosnados atrás de si e apressou-se ainda mais, ignorando a dor no seu abdômen e na sua coxa, ainda ferida.
O seu ritmo não durou o quanto queria, porém, aqueles poucos instantes deitados não foram o suficiente para sua energia de cura agir em seus machucados, e eles atrapalhavam sua desenvoltura.

Precisava de um plano, Deidara jamais conseguiria ganhar em uma luta direta contra quatro Lobas Cinzentas, mesmo duas delas sendo péssimas de luta. Um baixo uivar de vento contra folhas de árvores chamou a atenção do ômega. Deidara olhou para mais adiante; na lateral de Konoha, longe de toda civilização, estava a famosa Floresta Negra, um local que ninguém entrava, pois quem um dia se atreveu a ir lá nunca retornou.

Uma ideia perigosa, praticamente suicida, passou por sua mente fatigada, porém essa era sua única chance de realmente fugir daqueles pets cinzas. Assim que o teto da igreja desapareceu de suas patas, o loiro virou o corpo, dando uma carreira assim que tocou a estrada de terra. Aquele caminho era longe das grandes estradas de Konoha, um campo aberto e perto dali havia fazendas, contudo ninguém se atrevia caçar naquele local que, mesmo de dia, era escuro, por conta das árvores altas que se conectavam, impedindo a luz solar entrar. O que havia lá dentro que impedia as pessoas que entravam a voltar? Não se sabe, mesmo assim, mesmo com todo o perigo do desconhecido, Deidara sentia que sua melhor chance era a Floresta Negra.

A maior loba do quarteto, que logo pareceu entender a intenção do ômega, cessou a corrida. As outras, que não eram tão inteligentes pelo visto, seguiram a presa até entrarem no meio das maiores árvores que os habitantes dali já viram, esquecendo das tenebrosas e sangrentas lendas que cercavam aquele território.

A Floresta era diferente de tudo o que o ômega já viu. A terra sob suas patas se tornou vermelha, as folhas das árvores pareciam ser prateadas e até o ar que Deidara puxava durante sua respiração ofegante parecia ser mais denso e gelado, como se nevasse, contudo não havia nenhum floco de neve a vista. Por incrível que pareça, o ômega se sentiu bem, se sentiu livre. Era um Lobo no final das contas, um lupino que ama terra, árvores e frio. Ali era seu habitat natural e nunca devia ter saído de lá.

O seu encanto durou pouco, menos ainda do que sua resistência. Sua audição aguçada captou um estalo de galho pisado bem atrás de si. Virou a cabeça, retraindo suas pupilas para enxergar o que estava acontecendo. Um vulto muito veloz passou por ele e pulou nas lobas que ainda o seguiam, chamando a atenção de Deidara, que perdeu o controle da corrida e tropeçou, caiu no chão e rolou até bater contra uma árvore. Seus olhos azuis estavam caídos e o ômega lutava para ficar acordado. Escutou ganidos e choramingos de lobos sendo atacados e feridos, rosnou de leve, feliz por ter seus algoz pagando por todos aqueles anos de sofrimento, e soprou exausto, já perdendo o controle sobre sua transformação e voltando a forma humana.

Foram alguns minutos de pura lamentação e então... nada. Tudo na Floresta ficou no mais puro silêncio. Sua consciência começou a esvair, mas antes de apagar Deidara escutou um alto e forte ruivo, parecia vir de um lobo muito imponente, que foi acompanhado de várias uivos de diferentes tons. O loiro entendeu; era a canção de um Lobo ferido por matar outros da espécie, e aquele som arrepiou toda a pele desnuda de Deidara. Manteve-se o mais acordado que pode, vendo tudo embaçado, e pode assisti-lo chegar, caminhando como o animal feroz e selvagem que era, a inteligência e sabedoria brilhando nos olhos vermelhos.

O ômega perdeu o ar: Um enorme e exuberante Lobo negro parou na sua frente, cheirou a sua pele e rosnou. Por mais que ele estivesse em melhores condições que o Lobo branco, por mais que ele fosse claramente um alfa, por mais que o sangue das lobas estivesse grudado no focinho e boca, por mais que os dentes afiados estivessem à mostra, Deidara não sentiu um pingo de medo sequer. Era o ser mais magnífico que viu na vida.

Sem conseguir aguentar mais, Deidara acabou desmaiando. Os olhos vermelhos foram a última coisa que viu antes de sua visão escurecer de vez.

15 de Agosto de 2018 a las 22:57 3 Reporte Insertar 6
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SM Sasha Minki
A história e ótima espero pelos próximos capítulos ansiosamente já passaram três semanas que li
30 de Agosto de 2018 a las 15:16
Blue Martell Blue Martell
Razpaz, ela tem um toque de sci-fi que ei costumava adorar quando criança. Amei demais, cara, demais mesmo. Esse tipo de escrita sua me lembrou muito X-MEN, juro. Vou acompanhar, com certeza. Parabéns pela desenvoltura ao escrever!
15 de Agosto de 2018 a las 18:43

  • Emily C Souza Emily C Souza
    Olá. Primeiramente: Obrigada por comentar. Agora, eu to tão feliz que vc gostou, serio. Essa ABO veio com o proposito de inaltecer omegas e mostrar quem manda na porra toda (o Deidara, claro). Elogiar minha escrita é covardia kkkkkkkkkkkk To nas nuvens, serio. Muito obrigada por ler <3 Beijocas 15 de Agosto de 2018 a las 18:50
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