Rixa Seguir historia

raylanny Raylanny Alves

Era para tudo ter acabado de forma pacífica, mas Madara não aceitou muito bem a idéia e mesmo não amando Itachi, ele já o havia declarado como dele e isso não era algo revogável. Seu lado possessivo e controlador nunca permitiria que o mais novo escapasse entre seus dedos e por isso a rixa começou.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © 2018 Os personagens não me pertencem, mas o enredo sim.

#itachi #MadaIta #pwp #madara #universo-alternativo #ItaMada
Cuento corto
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Capítulo Único

Notas: Essa fanfic foi feita a pedido da Alice e também é dedica a ela <3

E obrigada Marcela por me betar e comer meu juízo, te amo <3

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O som dos dedos finos de Itachi ecoavam pela sala, demonstrando sua impaciência ao observar Madara que permanecia sentado atrás de sua escrivaninha em silêncio. Aquilo deveria ser uma reunião para discutir alguns pontos sobre o festival de arrecadação de fundos para a faculdade e Itachi estava se amaldiçoando por ser o presidente do conselho estudantil naquele momento. Madara era o professor de Direito Penal e dono de um dos melhores escritórios de advocacia de Tokyo, além de ser o responsável pela organização do festival e aquilo estava sendo péssimo já que ele era última pessoa que queria ver.

—E então, o que a universidade pretende fazer? — o maior continuou em silêncio, olhando para si de forma inexpressiva — Pode por favor falar de uma vez para que eu possa ir embora?

—Está com medo do que pode acontecer se ficar muito tempo sozinho comigo, Itachi? Sei que temos uma rixa agora, mas isso não muda tudo o que vivemos juntos.

—Eu apenas quero terminar isso de uma vez.

Não dava para negar que Madara era alguém irresistível. O simples cheiro dele ainda tinha o poder de desestabilizá-lo caso uma aproximação brusca chegasse a acontecer e Itachi tentava a todo custo evitar isso. Não queria mais ter nenhum tipo de envolvimento com ele.

—Como vai o seu amiguinho atirado? Deidara não é? — desconversou novamente.

Madara adorava brincar com a paciência do mais novo e era exatamente por causa dessas brincadeiras que essa rixa havia começado. Ambos se conheceram quando Itachi era apenas um calouro na faculdade e por ter se destacado entre os demais de sua classe acabará chamando a atenção de muitos professores. Na época, Madara havia ficado impressionado com tamanha genialidade e decidiu tornar Itachi um de seus pupilos, oferecendo aulas de reforço e até mesmo um estágio para ele quando chegasse o momento, mas ele nunca chegou a imaginar que algum tempo depois o garoto conseguiria mexer tanto com sua cabeça.

Itachi era uma pessoa excepcional, além de bonito e nada casto quando lhe era conveniente. Madara conseguiu ver o mesmo desejo que havia em seus olhos nos olhos alheios e não foi preciso muitas investidas para conseguir que ele aceitasse sair consigo. Era para ser um caso passageiro nada que durasse mais que um mês, mas quando se deu por conta ambos já se encontravam quase todos os dias, mesmo não sendo de fato um casal ou tendo sentimentos românticos um pelo outro. O relacionamento deles era algo estritamente carnal e ambos preferiam assim.

Tudo correu bem durante um bom tempo, sempre se viam pela faculdade ou no apartamento de Madara. O desejo que um sentia pelo outro apenas aumentava a cada dia que se passava, até que Itachi decidiu terminar aquilo de uma hora para outra, não dando nenhuma explicação aceitável ao maior. Era para tudo ter acabado de forma pacífica, mas Madara não aceitou muito bem a idéia e mesmo não amando Itachi, ele já o havia declarado como dele e isso não era algo revogável. Seu lado possessivo e controlador nunca permitiria que o mais novo escapasse entre seus dedos e por isso a rixa começou.

Madara sempre mandava indiretas para Itachi durante as aulas e o menor apenas fingia não ouvi-las enquanto sua mente implorava para que sua boca se movesse e o mandasse a merda. Desentendimentos e xingamentos entre eles se tornou uma coisa corriqueira. As pessoas em volta não entendiam muito bem o que acontecia, mas a troca de farpas entre os dois era mais que perceptível.

Madara afastava qualquer pessoas que ele considerasse suspeita de Itachi, tornando quase impossível para o menor a possibilidade de começar outro relacionamento com alguém daquela instituição de ensino. Não suportando mais aguentar aquelas circunstâncias, Itachi enfim declarou guerra a ele. Já estavam naquilo a quase seis meses e agora o ponto de vista que tinha sobre eles era similar ao Iraque.

—Você não muda… — disse Itachi ao estreitar os olhos — Quando quiser discutir sobre o festival ao invés de trocar farpas comigo peça que me chamem. Eu não vou ficar aqui simplesmente olhando para a sua cara.

Itachi se levantou abruptamente da cadeira em que estava e seguiu em direção a porta. Olhou de soslaio para Madara que ainda permanecia sentado em sua poltrona. Girou a maçaneta para ir embora, mas a porta estava fechada e ele sabia que aquilo não seria nada fácil.

—Nós vamos conversar, Itachi — pronunciou-se fazendo Itachi se virar para si — Eu já cansei dessa rixa idiota.

—Já disse que não temos o que conversar. Acabou Madara.

—Eu quero saber o porquê de você ter se afastado de mim — disse se levantando e caminhando calmamente na direção do menor.

—Porque eu quis. Não tínhamos futuro.

—Se você queria estar em um relacionamento sério, por que ainda está sozinho?

—Talvez seja porque você afasta todos que se aproximam de mim.

—Você é esperto, Itachi. Se você quisesse estar com outra pessoa você já estaria a muito tempo — falou fazendo Itachi dar passos para trás até que se encostasse na porta e eles ficassem a apenas alguns centímetros de distância —Não vai dizer nada?

—Abra a porta — disse entre dentes.

—Só se você admitir que não conseguiu achar alguém que te satisfaz como eu.

—Eu não vou admitir nada.

Madara colocou uma mecha do cabelo de Itachi atrás de sua orelha e aproximou sua boca dos lábios finos. O coração do mais novo disparou e o cheiro amadeirado tão conhecido por ele invadiu suas narinas, o desestabilizando um pouco.

Madara esperou uma reação negativa do ex-amante, mas ele sequer havia se movido e na verdade parecia esperar ansiosamente pelo que viria.

Sem mais demora, Madara selou seus lábios aos do outro, iniciando um beijo lento e profundo. Um arrepio percorreu a espinha de Itachi assim que Madara o puxou para mais perto e suas mãos agarraram a camiseta social que ele usava. Queria afastá-lo, mas não encontrou forças para isso. Queria senti-lo de novo, por mais que tentasse se convencer do contrário e por isso decidiu ceder de uma vez as carícias do ex-amante.

Madara pediu passagem para aprofundar o beijo e Itachi cedeu ainda receoso. As línguas começaram a explorar a boca alheia com maestria e logo o beijo se tornou afoito. O menor deslizou uma de suas mãos até a nuca do mais velho, puxando com força os fios negros e desalinhados, arrancando um murmúrio dele.

Abandonando os lábios finos, Madara se pôs a beijar o pescoço alvo de Itachi marcando-o sem restrições, se deleitando com os arfares do mesmo. Voltou a atacar a boca já avermelhada pelo beijo anterior e uma de suas mãos se infiltrou sob a camiseta do menor, dirigindo-se a um de seus mamilos para apertá-lo de leve. Itachi gemeu baixo e se remexeu nos braços alheios ao sentir que seu membro já dava sinais de vida.

Ao perceber isso Madara se afastou minimamente, sorrindo de forma convencida ao observar um Itachi ofegante a sua frente.

—A chave está no cinzeiro em cima da minha mesa. Pode ir embora se quiser — disse para provocá-lo.

Ao ouvir isso, Itachi empurrou o corpo alheio com brutalidade e se dirigiu a mesa em passos duros. Pensou no quanto foi idiota por cair naquele jogo sujo e se amaldiçoou por ter facilitado tanto as coisas para Madara.

Depois de pegar a chave, Itachi abriu a porta e assim que fez menção de passar por ela Madara a fechou, puxando-o para o pequeno sofá que havia ali.

—O QUE ACHA QUE ESTÁ FAZENDO? ME DEIXE IR DE UMA…

Antes que pudesse terminar a frase, Madara voltou a atacar seus lábios com volúpia. Tentou empurra-lo, mas ele foi mais rápido e prendeu seus punhos com uma das mãos e o encarou de forma intensa. Poderia se livrar das mãos de Madara se quisesse, mas ele era como um ímã que sugava todas as suas forças.

—Você me odeia? — Itachi permaneceu em silêncio — Responda!

—Não… — sussurrou.

—Então pare de fugir de mim. Mas se você disser que está com outra pessoa e que a ama, eu deixarei você ir.

O silêncio se fez presente e Madara teve a certeza de que havia vencido. Afrouxou o aperto sobre os punhos de Itachi e puxando-o para seu colo, logo voltando a beijá-lo. As línguas brigavam por dominância e as mãos começaram a explorar cada pedaço de pele que estivesse ao alcance. Madara livrou-se da camisa do parceiro e logo os botões da sua começaram a ser desabotoados sem que o contato de suas bocas fosse cessado.

Madara puxou Itachi de seu colo e o deitou no sofá, terminando de tirar a própria camisa com pressa antes de parar para observar o parceiro que o encarava ansioso. Os lábios do mais novo estavam entreabertos, tentando avidamente recuperar o fôlego perdido no ósculo, os cabelos fios negros já não estavam mais presos pela pequena fita vermelha e ver aquela cena trouxe um sentimento nostálgico a Madara. Já estava a tanto tempo sem tocá-lo, que nem mesmo se lembrava da última vez em que o viu tão desajeitado. Iria aproveitar cada segundo como se fosse o último e se fosse mesmo o ultimo faria questão de deixá-lo o mais marcado possível.

Voltou a aproximar seus rostos e mordeu a bochecha alheia com força, começando uma trilha de beijos de seu pescoço até seus mamilos, tingindo de vermelho a pele imaculada.

Itachi gemeu arrastado assim que Madara começou a chupar com gula um de seus mamilos, enquanto apertava o outro com a ponta dos dedos e seu membro vibrou dentro do jeans, dando-lhe um súbito desejo de se livrar das peças remanescentes em seu corpo.

Percebendo a inquietação do mais novo Madara brincou com a barra do jeans alheio, provocando-o ainda mais.

—Desde quando você é dado a preliminares demoradas, Madara?

Sem responder, Madara abaixou vagarosamente o zíper da calça e o mais novo sorriu vitorioso assim que a peça começou a ser retirada de seu corpo. Itachi baixou sua cueca por conta própria e encarou o ex-amante que lhe sorriu sugestivo, entendo exatamente o que ele queria.

Madara segurou o membro já desperto pela base e passou a ponta do polegar pela glande, fazendo o menor gemer em deleite por finalmente ter seu membro tocado. O maior espalhou os resquícios de pré gozo presentes no local e lambeu os lábios em expectativa, iniciando uma masturbação lenta e torturante antes de aproximar seu rosto da intimidade pulsante vagarosamente. Itachi arfou quando a respiração do mais velho entrou em contato com seu membro e um arrepio percorreu sua espinha assim que ele ameaçou começar a lambê-lo.

O menor resmungou impaciente e Madara apenas sorriu debochado, se divertindo ao perceber o quão entregue ele já estava. Sempre soube que toda aquela resistência do outro era algo forçado e estava muito satisfeito por ter quebrado essa barreira depois de tanto tempo.

Cansado de esperar, Itachi levou suas mãos aos fios longos do outro para puxá-los com força, obrigando-o a começar de uma vez aquele bendito boquete. Madara colocou a língua para fora e lambeu toda a extensão do membro pulsante, contornado as pequenas veias que já saltavam devido a excitação. O menor aumentou o aperto sobre os cabelos alheios, judiando do couro cabeludo quando Madara enfim colocou todo o pênis na boca, dando início a movimentos rápidos de vai e vem que logo começarão a ser ditados por si.

Itachi arremetia-se com violência para dentro da cavidade oral do parceiro, não se importando se aquilo o machucava ou o faria se engasgar. Madara apertou as coxas roliças do menor com força, deleitando-se com o comportamento descontrolado do parceiro enquanto tentava relaxar sua garganta o máximo que podia para recebê-lo por inteiro.

Itachi murmurava palavras desconexas em meio aos gemidos e não demorou até que ele aumentasse ainda mais o ritmo do oral. Madara já sentia seu membro doer dentro da calça social que usava e o mais novo não demorou a sentir espasmos por todo o seu corpo. Os lábios de Madara se curvarem em um sorriso ainda com o membro alheio em sua boca e Itachi procurou forças para afastá-lo de si o mais rápido possível. Não queria gozar ainda.

—C-chega — disse ao afastar o maior —Eu não quero gozar ainda.

—Que seja.

Madara levantou mantendo seus olhos presos aos de Itachi e direcionou as mãos de forma lenta ao cinto de sua calça social, tirando-a vagarosamente enquanto Itachi acompanhava cada movimento seu. Livrou-se da peça que já havia se tornado incomoda e começou uma masturbaçao suave em si mesmo, gemendo em deleite por enfim dar atenção ao membro antes negligenciado.

—Hora de retribuir o favor.

Com um sorriso sacana, Itachi se ajoelhou aos pés de Madara, não demorando a colocar o membro que já escorria pré-gozo próximo aos lábios. Lambeu a glande inchada com satisfação e o maior gemeu arrastado assim que começou a passar seus lábios por toda a extensão de seu membro antes de colocá-lo por inteiro na boca. Relaxou a garganta para conseguir engolir tudo e sentiu Madara estremecer quando começou um vai e vem rápido e ritmado. Por vezes arrastando os dentes de leve sobre a intimidade dele para provocar um prazer masoquista, que sabia ser apreciado por ele. Itachi deixou que uma de suas mãos deslizasse até o meio das nádegas alheias e sem muita cerimônia inseriu um dígito no interior do maior, que sentiu suas pernas fraquejarem e se viu obrigado a apoiar um dos braços no sofá. Os movimentos em seu interior foram sincronizados com os que eram feitos em seu membro e foi impossível repreender os gemidos altos que insistiam em sair de sua garganta.

—V-você é mesmo uma vadia boqueteira não é?!

Itachi encarou-o com luxúria e o maior sentia seu membro vibrar assim que o mais novo riu em meio ao oral. Sabia exatamente onde ele queria chegar com aquilo, mas não iria deixar tão barato. Madara segurou os cabelos longos do outro com força e o afastou de seu membro sem nenhuma delicadeza, virando-o de costas para si em um movimento rápido, colocando-o de quatro sobre o pequeno sofá.

—Vamos direto ao que interessa — disse deixando pequenos beijos por sua coluna.

—Pensei que eu seria o ativo.

—Não depois de ficar fazendo tanto cu doce.

Madara deferiu um tapa forte na bunda de Itachi, e o mesmo gemeu sôfrego. Chupou dois de seus dedos e os levou até a entrada rosada do outro, inserindo um de cada vez com cuidado antes de iniciar movimentos de vai e vem lentos e ritmados, fazendo-o gemer baixinho enquanto o preparava para recebê-lo. Itachi gemeu alto assim o terceiro dedo foi inserido e se empinou em reflexo, se movendo da forma que podia para tentar se aliviar um pouco.

Quando achou que já era o suficiente, Madara posicionou seu membro na entrada alheia, esfregando-o ali sem de fato invadir a cavidade apertada que piscava em ansiedade. Passos e vozes foram ouvidos no corredor ao lado da sala em que estavam e Itachi olhou o maior assustado por um momento, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa Madara tampou sua boca.

—Shiu! Não quer que alguém entre aqui e nos pegue assim, quer? — sussurrou próximo a orelha do menor.

Assim que os sons no corredor cessaram, Madara tirou a mão que silenciava o menor, que não esperou nem um segundo para se pronunciar indignado.

—Você não fechou a porta?!

Madara riu da expressão preocupada dele e deixou que uma de suas mãos rodeassem seu pescoço, erguendo seu rosto para iniciar um beijo carregado de luxúria.

—Não — disse começando a invadi-lo — Mas eu sei que isso te excita, afinal você é uma vadia que adora situações perigosas.

Ao falar isso, Madara afundou-se por completo no corpo alheio e Itachi teve que morder o próprio lábio para não gemer alto. Madara arfou ao sentir o aperto das paredes internas do menor tentando avidamente expulsá-lo e gemeu em deleite, começando a se mover sem nem mesmo esperar a permissão do outro para isso.

Itachi xingou Madara em meio aos gemidos de dor, tornando suas palavras desconexas aos ouvidos do maior, que apertou de leve seu pescoço assim que os movimentos se tornaram mais rápidos. Depois de um tempo a dor deu lugar ao prazer e os corpos suados já se chocavam com brutalidade. O cheiro de sexo já pairava no ar e os dois já não se importavam mais com o fato de que poderiam ser pegos, deixando os gemidos luxuriosos que saiam de suas gargantas ecoarem pela sala.

—Você é meu e nunca vai poder mudar isso — rosnou puxando os fios longos do menor com brutalidade, mordendo seu ombro por fim — Entendeu?

—Mada-ra… — gemeu arrastado.

—Eu perguntei se você entendeu! — repetiu diminuindo o ritmo das estocadas, tornando-as torturantes.

—Sim… — arfou — Agora me faz gozar de uma vez.

Após tal declaração, Madara levou a mão que pousava sobre o pescoço de Itachi até seu membro esquecido, iniciando uma marturbação rápida que logo aompanhou o ritmo de suas estocadas. Uma corrente elétrica percorreu o corpo do menor e seu dedos se fecharam sobre o estofado do sofá enquanto espasmos lhe invadiam. Com um gemido rouco, Itachi se derramou sobre os dedos de Madara, que os levou até a boca para lamber a essência do amante antes de aumentar ainda mais o ritmo de suas investidas. O maior sentiu as paredes internas de Itachi se comprimem em volta do seu membro e percebeu que seu ápice também estava próximo.

Depois de mais algumas estocadas, Itachi sentiu o maior se derramar dentro de si, gemendo alto em meio ao nirvana de sensações. Madara ficou parado por um tempo, ainda se recuperando do pós-orgasmo. Assim que sua respiração voltou ao normal ele se retirou do interior do menor, que deixou seu corpo cair no sofá. Ambos permaneceram em silêncio por um tempo, encarando-se vez ou outra processando de uma vez tudo que acabará de acontecer.

Lembrando-se de que ainda podiam ser pegos, Itachi levantou-se com dificuldade começando a vestir suas roupas em silêncio, tendo sua movimentação observada atentamente pelo outro.

—Você ainda não me disse o porquê de ter se afastado — disse começando a se vestir também.

—Depois disso eu tenho certeza que você sabe.

—Eu quero ouvir da sua boca.

—Eu não vou falar — soou firme.

—Tem medo de admitir que se envolveu demais e que está apaixonado?

—Olha… Só me deixa em paz a partir de agora — disse sério encarando o outro que já terminava de se vestir — Sei que não quer um relacionamento tanto quanto eu e se isso continuar essa paixão nunca vai desaparecer, então apenas pare de incentivar essa rixa entre nós e me deixe ir de uma vez.

—Não posso.

—Como não pode? Você pode encontrar outra pessoa em um piscar de olhos.

—Mas eu não quero outra pessoa, nem você.

—Apenas pare de vir atras de mim! — disse assim que terminou de arrumar seus cabelos.

—Itachi, eu não posso dizer que estou caindo de amores por você, mas também não posso ser hipócrita ao ponto de achar que não sinto nada. Eu gosto de estar com você e não vou abrir mão disso.

Itachi abriu e fechou a boca tentando dizer algo em resposta, mas as palavras simplesmente morreram em sua garganta. Madara aproximou-se de si e deixou um beijo cálido em seus lábios.

—Estarei em casa no sábado.

—Eu não vou aparecer e o que aconteceu hoje não vai se repetir. — falou se afastando rapidamente, indo em direção a saída — Me mande os detalhes do festival por email...

Desta vez, Madara o deixou ir e sorriu ladino quando Itachi olhou para si uma última vez antes de passar pela porta. O maior sabia que aquilo iria se repetir e que uma hora ou outra Itachi acabaria aparecendo na porta da sua casa, além de não estar disposto a parar com as provocações e trocas de farpas só por que ele havia pedido.

Aquela rixa estava longe de acabar e Itachi teria que aprender a lidar com ela.

16 de Agosto de 2018 a las 20:03 0 Reporte Insertar 6
Fin

Conoce al autor

Raylanny Alves Estudante de arquitetura, amante incondicional de Uchihas e fã de Star Wars, com funcionamento a base de Toddynho e música vinte e quatro horas por dia. Tenho 18 anos e me tornei escritora por ter uma imaginação fértil demais e precisar compartilhar isso com o mundo. Bem vindo ao lado Raylannystico da força 🌈

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