História de nós dois Seguir historia

machadorisos Machadorisos .

Meu nome é Shino Aburame, e vou contar a vocês uma história de amor.


Fanfiction Todo público.

#shiba #yaoi #fns #naruto
Cuento corto
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Capítulo Único

Meu nome é Shino Aburame, tenho 35 anos. Sou professor em uma universidade de minha cidade, e vivo com meu marido e nosso cão. Tenho Stargardt, desde o nascimento. Vou contar a vocês uma história, a história de nós dois.


Quando nasci, fui diagnosticado com uma doença degenerativa macular, onde, aos poucos, eu iria perdendo minha visão. Essa condição foi herdada de meu pai, e desde criança eu sabia que ficaria cego.


Se eu te disser que, isso nunca me incomodou, eu estaria mentindo. É difícil saber que algo ruim vai te acontecer e não tem nada que você possa fazer para mudar isso. Claro que, sempre me cuidei ao longo de minha vida, mas era algo inevitável, sabe? Então só me restou aceitar.


Desde criança eu usava óculos escuros, a luz me incomodava. Na escola, todos os meus amigos já sabiam do problema, então, não tiravam sarro nem nada. E mesmo se fizessem, acho que eu não ligaria tanto assim.


Minha mãe sempre insistiu para que eu aprendesse muitas coisas, dentre elas, o braile, o que de certa forma foi bastante útil. Como eu disse, era algo inevitável, mas ainda assim, eu poderia me preparar para tornar isso mais fácil, e foi isso que eu fiz.


Com 12 anos, conheci meu marido. Ele se mudou para minha cidade com sua irmã e mãe, e logo foi estudar em minha escola. Ele sempre foi bastante sociável, fez muitos amigos, e como éramos da mesma sala de aula, foi impossível, não começarmos a nos falar. Nos tornamos amigos com facilidade, fazíamos trabalhos juntos, e ele sempre ia a minha casa jogar vídeo games, e comer tudo de gostoso que minha mãe sabia fazer. E foi assim por anos.


Não sei em que momento de minha vida, me apaixonei por Kiba. Só percebi no dia que o vi beijar uma garota, sim, aquilo me partiu o coração, e só naquele momento eu quis mesmo não poder enxergar. Mas fazer o quê? A vida tem dessas.


Nos afastamos, simplesmente, porque eu não estava sabendo lidar. Não era fácil para mim, sabe? Eu o amava. Eu o queria. Mas eu também tinha medo de me declarar e ele me rejeitar, isso seria pior do que continuar levando essa paixão platônica.


Na faculdade, nos reencontramos. Acabamos na mesma sala, Kiba gostaria de ser veterinário, com especialidade em cães, e eu, cursava biologia, mas fazíamos anatomia juntos.


Qual foi minha surpresa quando ele me convidou para fazer um trabalho? Oh, sim, eu fiquei surpreso. O coração foi à boca, e eu tentava inutilmente não criar esperanças. Mas no coração não se manda, não é? O trabalho foi executado com sucesso, tiramos uma boa nota, e eu recebi um convite para tomar um café depois da aula. Com o coração na mão, eu aceitei.


Fomos a uma cafeteria vintage, o espaço era amplo e bem decorado. No menu ia do café expresso ao mocaccino, cupcakes e rolinhos primaveras, um lugar adorável, admito. Kiba sentou de frente para mim e me encarava. Nessa época eu já tinha perdido 50% de minha visão, mas eu ainda enxergava, e mesmo se eu não o fizesse, perceberia seu olhar queimar minha pele.


Lembro de o questionar o motivo de me encarar, e ele com simplicidade respondeu “você não mudou nada, Shino”, lembro que lhe perguntei se isso era bom ou ruim, e ele disse “do meu ponto de vista é bom, traz uma certa nostalgia”. Devo dizer que afundei na cadeira? Sim, eu o fiz. Para mim, naquele momento, ouvi que eu não mudei nada, significava que ele ainda me via apenas como um amigo, e isso magoava.


Quando saímos do estabelecimento, Kiba insistiu para ir comigo até em casa, como se eu já não fizesse isso todos os dias, mas Kiba era Kiba. Eu aceitei. Andávamos lado a lado, e eu sentia minhas mãos formigarem, como se precisassem sentir a textura de suas mãos. Eu poderia usar a desculpa “oh, me perdoe, não vi sua mão”, mas acho que isso seria algo que Lee faria, não eu.


O tempo passou. Kiba continuava se aproximando, e eu continuava tentando repeli-lo, mas só tentava. Em nenhuma de minhas tentativas, obtive sucesso. Já que, quanto mais eu tentava, mais próximo ele ficava, e eu adorava isso. Isso soa masoquista? Talvez. Mas admito que, eu amava que ele estivesse ali, embora soubesse que certas coisas jamais mudariam.


No último período da faculdade, Inuzuka inventou de ir a uma festa. Insistiu para que eu fosse, e eu sabia que aquilo não daria certo, mas como um bobo apaixonado que não sabia negar nada, quando vi aquele sorriso, eu aceitei. Kiba bebeu demais, eu nunca vi alguém beber tanto na vida, e então, precisei leva-lo para casa.


Imagine minha cara, quando tive de despi-lo? Corei da cabeça aos pés. Ele estava caindo de bêbado, e eu tentando colocar ele na cama, ouvi resmungos e palavras desconexas, e quando ele já estava deitado e coberto, me virei para ir embora, e estanquei no lugar quando o ouvi pedir “por favor, não vai”. Tão calmamente me virei, que nem parecia que uma tempestade se formava em minha cabeça, eu perguntei “por que quer que eu fique?”, e ele ainda de bruços com o olhar vago, mas me chamando com a mão disse, “não gosto quando vai embora, você se afasta.... e eu não gosto”.


Quase tive uma síncope. Eu poderia encarar aquilo como uma declaração? Talvez eu não devesse, mas não consegui evitar de me sentir feliz. Borboletas em meu estômago rodopiaram, meu coração batia descontrolado e minhas mãos suavam. Caminhei em sua direção e me sentei ao seu lado na cama, “você está bêbado, Kiba, duvido que lembrará disso amanhã”, murmurei com tristeza.


Ele pegou minha mão e colocou em cima de seu coração, batia rápido, tanto quanto o meu, com o sorriso mais lindo que já pude presenciar ele me disse, “eu não me esqueceria, até mesmo, porque você ainda estará aqui... e esse calor não meu coração vai me lembrar de tudo... Shino... fique”. E eu fiquei.


No dia seguinte, ou melhor, na manhã daquele mesmo dia, eu acordei com medo. Medo dele não lembrar ou me rejeitar dizendo ter sido delírio de um bêbado. Mas nada disso aconteceu, fui recebido na cozinha com um sorriso e um abraço caloroso, “você ficou”, e um selar de lábios, foi que deu início ao nosso relacionamento.


Atualmente, possuo 30% de minha visão, mas já fiz meu dever de casa. Eu decorei, cada canto de minha casa, o som dos passos de pessoas próximas. Decorei a risada de Himawari, minha afilhada, os latidos de Akamaru, ou o som da porta de minha sala, no trabalho.


Decorei cada pedaço de Kiba, desde o contorno de seu rosto ao cheiro de sua pele. Como ele crispa os lábios quando está contrariado, ou como seu cabelo amanhece desgrenhado. O som de sua voz, o calor de seu corpo, e o gosto de seu beijo. Guardei cada pedacinho dele em minha memória, para que mesmo quando eu não o veja, eu ainda possa desenhá-lo em minha mente. Guardei não só em minha memória, como também em meu coração.

23 de Julio de 2018 a las 15:04 0 Reporte Insertar 6
Fin

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Machadorisos . Aqui você vai encontrar de tudo um pouco, quase um mercadinho de fic. Sente, relaxe e aproveite, quem sabe não possa te tirar um sorriso com o que escrevo?

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