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clisthert Khil Tint

Por mais que Baekhyun insistisse ao melhor amigo que simplesmente curtisse a festa, Kyungsoo se recusava de todas as formas a dar seu primeiro beijo em uma bagunça de alunos do colégio. Ele não iria beijar nenhum desconhecido, não mesmo. [BAEKSOO | AU | FESTA | FLUFFY | 30DAYSLOVECHALLENGE | +16]


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13. © Todos os Direitos Reservados
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I gonna convince you to kiss me again and again.






“Eu já disse que não vou fazer isso!”


A voz de Kyungsoo soava irritada e alta, tentando quebrar a barreira do som que lhe feria os tímpanos por conta das batidas graves da música eletrônica insuportável. Estava completamente impaciente com tudo o que havia ali e, se alguém lhe chegasse perto, seria capaz de socar alguém.


Mesmo que não fosse lá tão intimidador ou violento.


“Caramba, Soo! Qual é o problema?” o garoto de cabelos ruivos e um pouco mais alto que si, Byun Baekhyun, lhe questionou quase indignado. “É só você ir lá naquele cara que já está te olhando há horas e beijar! Porra, é tão fácil beijar!”


E dentre todas as pessoas naquele local que Do queria socar, Baekhyun era o principal, aquele cara que era seu melhor amigo ― ou era suposto que fosse. Ele estava lhe aborrecendo fazia uns bons minutos e, naquele momento, desde os cabelos desgrenhados e os olhos meio nublados, até o cheiro forte da bala de menta que o ruivo consumia junto a voz grave quase dentro de seu ouvido estava lhe deixando terrivelmente impaciente.


Tudo isso porque Byun queria que ele beijasse. E Kyungsoo nunca havia feito aquilo!


“Pode ser fácil pra você, mas pra mim não é!” exclamou, o timbre expressando seu controle que se esvaía lentamente. “Eu nunca beijei de verdade e por esse mesmo motivo eu não vou beijar um desconhecido! E ele está olhando pra você e não pra mim, seu imbecil.”


Baekhyun enrijeceu o corpo de forma débil ― pois estava um pouco alto ― e olhou novamente para o cara que estava no outro canto, num espaço mais vazio da festa. O mais baixo bufou, sentindo-se completamente arrependido em ter pisado em uma festa do colégio. O que ele estava pensando, afinal? Garotos esquisitos não frequentam festas do Ensino Médio. Isso mesmo, um garoto esquisito, porque era aquilo que ele escutava desde sempre e até mesmo o ruivo brincava consigo daquela forma de vez em quando ― com o diferencial que Do podia responder aquilo à altura com agressões amigáveis.


Queria aprender a dizer não para Baekhyun, mas o amigo lhe convencia fácil demais quando queria algo ― ele tinha boa lábia e era dissimulado ― e o coração mole de Kyungsoo não conseguia ignorar o bico chateado e os olhos caídos decepcionados ao dizer-lhe um sonoro não. E também, havia se negado àquelas festas por muito tempo. Infelizmente, agora ele sabia dizer o porquê.


“Ah…” Byun balbuciou, após um tempo em que fixara o olhar no cara do outro lado. “É. Ele realmente não estava olhando para você, Soo.” os lábios novamente se aproximaram do rosto mais baixo, o hálito com o mentol forte da bala que ele consumia fazendo os olhos do outro arderem levemente.


“Claro, ninguém olha para o cara esquisito.” falou em tom mais baixo e sabia que Baekhyun não havia escutado aquilo. “Faz o seguinte” iniciou, ajeitando os óculos no rosto. “Vai lá e fica com ele, tá? Eu vou vazar, não rola ficar aqui…” largou o copo que segurava e nem esperou o amigo lhe dizer algo; saiu em passos apressados, inevitavelmente chateado com a situação.


Okay, Kyungsoo não queria ficar com alguém realmente, mas… ele meio que queria ter a opção de dizer não, entende? Ele queria passar pela experiência do interesse ― mútuo ou não. Só que ninguém exatamente olhava para si com atenção. Aquilo lhe causava uma pressão mental muito ruim, pois a sensação que tinha era que, se qualquer pessoa estranha viesse querer algo consigo, deveria sentir-se agradecido. E mesmo que ele soubesse que não deveria ter aquela ideia de que qualquer interesse direcionado a si fosse pouco ou que nunca teria algo recíproco, era um pouco inevitável para a mente jovem.


Balançou a cabeça com certa grosseria, querendo espantar os pensamentos ruins, mas só conseguindo uma tontura provavelmente por culpa do pouco que bebera ― pois também não era habituado a isso. Passou por aquela multidão na entrada daquela casa desconhecida, esbarrando nas pessoas sem ao menos pensar direito ou se desculpar. Ele queria ir embora daquele lugar desconfortável.


Só quando chegou ao jardim tomado pelo frio da madrugada, que conseguiu respirar fundo, já preparando-se para correr e refugiar-se no conforto de seu quarto.


Entretanto, mal dera o primeiro passo para saída, voltou dez ao ser puxado por alguém que, sem ao menos saber quem era, selou seus lábios com brusquidão; o movimento bruto o suficiente para Kyungsoo fechar os olhos automaticamente por conta do impacto.


Era para ter ficado apavorado? Óbvio que sim. Mas quando sentiu o cheiro inconfundível da menta invadir seu olfato, junto da ardência ao ter seu lábio inferior sugado lentamente, Kyungsoo tornou-se uma completa bagunça. Por isso acabou cedendo, os lábios ficando entre abertos, permitindo-se corresponder ao seu primeiro beijo de verdade, apenas se dando conta do que estava fazendo quando foi firmemente abraçado pela cintura e uma língua agitada invadiu sua boca.


“Mas…!” exclamou surpreso, afastando o outro corpo com certa grosseria, mordendo-o a língua no processo. “Que merda você pensa que está fazendo, Baekhyun?”


“Beijando você?” devolveu, como se fosse óbvio, antes de levar a mão à boca. “E você me mordeu, sabia?” reclamou, mas voltou a puxar a cintura de Kyungsoo, que quase deixara cair os óculos por culpa da surpresa.


“Você é meu amigo, porra, por que isso agora?” falava rapidamente, quase se atropelando. “E por que você está me abraçando de novo, meu deus, Baekhyun!”


“Shiiu, você me disse que não queria beijar um desconhecido, então cá estou eu.” Byun sorriu abertamente, aquele sorriso que Kyungsoo sabia ser sincero como todos que já lhe foram dirigidos. “E eu vou te beijar de novo.” voltou a selar-lhe os lábios, mas foi afastado novamente.


“Baek, você vai se arrepender, você tá bêbado.” tentou argumentar enquanto forçava o braço do outro a soltar sua cintura, mas em vão.


Com aquela confusão que estava sentindo na mente e provavelmente por conta daquele único copo de vodca com suco que tomara, ele não conseguia se soltar, algo lhe impedia além da força que o ruivo exercia, ele não sabia dizer. Talvez o conforto que sentia por saber que era Baekhyun ali? Ou pelos braços mornos serem tão bons para se deixar envolver? Seu coração estava acelerado, a respiração rarefeita e o corpo todo mole, deixando como sua única opção virar o rosto para que não fosse novamente beijado.


“Assim você me ofende.” Byun murmurou próximo ao seu ouvido e, maldição, a pele de Kyungsoo reagiu muito bem àquilo. “Primeiro, eu não estou bêbado. E segundo… Como eu vou me arrepender de beijar a boca mais linda que já vi?” o mais baixo nem sequer tentou esconder a surpresa ao ouvir aquilo, virando o rosto apressadamente para olhar o ruivo, que não esperou para selar-lhe a boca.


“Baekhyun…” balbuciou, sem saber o que dizer exatamente. Ele não poderia estar ouvindo aquilo do melhor amigo, certo? E que diabos de nervosismo que queria surgir justo naquele momento de revelação que deveria lhe deixar catatônico, mas na verdade estava lhe deixando… feliz?


“Na verdade, você é todo lindo.” ele riu, beijando novamente a boca daquele que estava com os olhos ainda maiores que o natural. “Me deixa te beijar, Soo, vai… Se você quiser, eu te beijo amanhã de novo.” propôs com a voz mole, capturando o lábio de Kyungsoo entre os seus rapidamente, fazendo-o tremer de leve. “Se quiser, eu te beijo depois de amanhã… pelo resto da semana, ou eu posso te beijar pelo mês inteiro. Se quiser, eu posso beijar, só você, todos os dias a partir de hoje.” riu, e Do quis fechar os olhos, soltando um suspiro maldito e involuntário por culta de Baekhyun.


“Porra…” praguejou, sentindo-se quase como uma máquina com um parafuso a menos a realizar processos que não eram pré-determinados por acabar encarando os lábios caidinhos e gostar tanto de vê-los tão próximos, sentindo-se tentado a ceder. Confuso. Kyungsoo estava confuso. “E-eu não sei… Mas… Por quê?”


“Só deixa, vai? Prometo que não vai ter arrependimento nenhum.” soltou em um murmúrio, com a voz pedinte. “Por favor… os porquês a gente resolve depois, hm? Só aproveita, Soo...”


E o que Kyungsoo poderia fazer? Quando deu por si, seus braços já estavam apoiados nos ombros de Baekhyun enquanto sua destra lhe puxava os cabelos da nuca, sentindo os toques carinhosos dele em sua cintura durante aquele beijo calmo e gostoso que recebia, aquela atenção que nunca pensou em ter do melhor amigo, quebrando, talvez, uma barreira assustadora que Do não queria pensar no momento. Apenas permitiu-se guiar naquela vontade de aproveitar a maciez dos lábios do suposto melhor amigo, junto a ardência da menta e a confusão que lhe tomava, deixando o corpo cada vez mais mole e entregue.


Talvez em um outro dia ele aprendesse a dizer não à Baekhyun mas, felizmente, não seria naquele.

22 de Julio de 2018 a las 06:15 1 Reporte Insertar 8
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Lana Q Lana Q
Olá! Meu coração fica apertadinho com esse Kyungsoo todo inseguro. Entendo bem esse lance e é uma bosta quando você se sente insuficiente pra qualquer pessoa, sem a famosa “opção” de dizer não a alguém. Mas felizmente temos um Baekhyun pra resolver o problema do melhor amigo! E que coisa mais linda, beija o Soo durante sua vida inteira sim Baeksoo é amor demais pqp
22 de Julio de 2018 a las 09:40
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