Como (não) ficar perto do crush Seguir historia

lubbsye

“De sete bilhões de pessoas para eu me apaixonar, eu resolvi me apaixonar logo pelo meu vizinho que não sei o nome. Coração, vamos colaborar, por favor? Aliás, vizinho, vamos colaborar também? Por que você fica me olhando?”


Fanfiction Todo público.

#kim-taehyung #comédia-romântica #ficção-adolescente #fluffy #comedia #romance
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(Não) caia na frente dele

De sete bilhões de pessoas para eu me apaixonar, eu resolvi me apaixonar logo pelo meu vizinho que não sei o nome. Coração, vamos colaborar, por favor? Aliás, vizinho, vamos colaborar também? Por que você fica me olhando?


Sexta-feira — 05:12 PM


   Eu andava de um lado para o outro pelo o meu quarto, apertando minhas mãos uma contra a outra e, para completar o pacote, meu estômago revirava como se dançasse valsa e um frio passava por toda a minha coluna, do início ao fim. Ah é, eu também olhava para o mundo do outro lado da janela de vidro do cômodo.


Apenas diga oi. Apenas diga oi. Apenas diga oi.


Essa era a frase mágica — sintam a ironia da palavra, por gentileza — que martelava na minha cabeça quando eu chegava a uma extremidade do quarto, vulgo meu armário, virava e voltava para o outro, claro que não sem antes dar aquela espiadinha básica pela janela. Agarrei meu celular — que não, não era um IPhone 5, 6, 7 ou sei lá das quantas — e liguei a tela; meu coração deu um pulo contra o meu peito quando vi que em menos de quinze minutos o Deus Grego que chamo de vizinho chegaria.


Eu sei que estou parecendo uma stalker louca, mas calma, ainda vamos chegar no glossário dessa história.


— Vamos lá, vamos lá… é só um garoto. Só um garoto — repetia esse mantra para me acalmar. Bem, pelo menos era pra ter esse efeito. Na real, estava ajudando era droga nenhuma quando a sucessora dessa frase vinha a mente: — O garoto mais bonito que eu já vi na minha vida. — e eu queria me dar um tapa.


E, só pra perceberem como a pessoa que vós narra tem probleminhas, eu realmente fiz isso.


Ai, doeu!


Olhem que vida linda: além do meu coração estar batendo mais rápido que o de um coelho — segundo o Tio Google, a frequência cardíaca dessas bolinhas de pelo adoravelmente fofas são de 80-300 batimentos por minuto —, estou com a bochecha direita ardida e parecendo mais um tomate. Não, tomate não, não gosto de tomate. Morango. Isso. Morango!


Aish, sua idiota, retardada…! — resmunguei, afinal, quem é a pessoa imbecil que se dá um tapa?


Enfim, peguei mais uma balinha de morango — já falei que amo morangos? — e coloquei na boca, depois fui até a minha tão amada caminha pegar o celular para ver a hora e…


05:26 PM


Oi?!


Como assim se passaram quatorze minutos e eu não notei?!


Arregalei os olhos e saí correndo do quarto com o chaveiro de panda em uma mão e na outra o celular. E se liguem nisso: eu tentava encaixar o celular no bolso traseiro do short jeans.


Deixando esse pequeno detalhe de lado, fui em em direção ao portão da frente de casa. E, para evitar futuros sermões de dezoito horas sobre o quão perigoso era deixar a porta de casa destrancada — apesar de eu estar, literalmente, na esquina — da minha chefe, vulgo adorável mamãe, fechei e tranquei tudo direitinho.


Mas isso não vem ao caso; o foco aqui é falar com o crush, que por um presente dos céus vindo diretamente de Deus é meu vizinho.


Viram? Eu disse que iria chegar a hora das explicações!


Ok, acho que estou me precipitando, então vamos pelo começo do começo dessa coisa louca que eu me meti:


Esse garoto — que não sei o nome, idade, onde estuda e nem nada além dele ser meu vizinho — sempre, repito, SEMPRE, me olhava. Na verdade verdadeira, ainda me olha. Mas eu, como a bela covarde que sou, nunca tive coragem de chegar nele e perguntar o motivo dele fazer isso. E olhem que oportunidade não faltou!


Sempre que nossos olhares se encontram — credo, clichê — , eu faço questão de desviar daquele castanho escuro tão penetrante e que me faz corar até os ossos.


Tão clichê — eca! — , eu sei, mas não escolhemos essas coisas, elas que nos escolhem.


Eca, mais clichê!


Continuando… No caso, esse tal garoto mora na esquina da minha rua, então posso considerá-lo meu vizinho — acho que essa é a denominação correta —, vem me encarando de uns cinco meses pra cá, porém só foi há um mês e meio, quase dois, que eu me descobri apaixonada por ele.


Apaixonada pelo sorriso quadrado que ele tinha, apaixonada por aqueles cabelos castanhos lisos que caíam sobre o rosto, apaixonada pela voz dele — que por ironia do destino só ouvi uma vez apenas — e apaixonada por aquele olhar intenso que me fazia sentir borboletas na minha barriga.


Só não sei o nome mesmo, que sorte eu tenho.


E agora, eu estava, mais uma vez, diga-se de passagem, indo encontrar minha melhor amiga — que também é minha vizinha — , Hana, na esquina que ele sempre passa, para tentarmos mais um dos planos mirabolantes dela. No caso nem tão mirabolante assim, já que eu tinha a obrigação de fazer isso sem ser arrastada pelo pulso como estava sendo agora.


Ah sim. Enquanto eu pensava essas coisas todas, deu tempo de eu ficar parada que nem uma estátua na calçada — medo é o nome — e da Hana se irritar de esperar, ir até o lugar que eu estava e me puxar como se eu fosse uma boneca que ela brincava quando era criança — ah, nenhuma delas sobreviveu para contar a história — para o lugar de sempre.


— Ai, você é tão… Tão… — a baixinha reclamava, logo em seguida me empurrando contra o muro da rua, ele era de uma casa da rua, alto o suficiente para eu parecer uma anã, e colocar as mãos na cintura. — Decorou o roteiro que eu te dei? — indagou arqueando a sobrancelha e eu apenas balancei a cabeça para cima e para baixo, afirmando. — Ótimo, vamos treinar.


Isso não daria certo e... Não deu.


Foi apenas eu ficar travada e com cara de tapada após o treino do roteiro que ela havia feito — que basicamente consistia em eu dizer “oi” e ela, fingindo ser o vizinho bonitinho, responder “oi” também — que ela já queria me matar. Por que eu tenho uma amiga tão violenta e escandalosa assim mesmo?


— VOCÊ TEM PROBLEMAS?! — Ela gritou, sim, gritou, porque Hana não sabe falar como um ser humano comum e normal. Deve ser por conta da altura, sempre dizem que pessoas baixinhas são mais irritadas.


— Não, mas vou ficar surda e morrer de vergonha se você continuar gritando. — rebati envergonhada, pois havia algumas pessoas na rua nos encarando.


Ah, estávamos lá porque ele só chega quase seis horas da tarde do colégio. Já contei no relógio, coloquei alarme e tudo mais.


— Argh! — reclamou logo em seguida fazendo um bico com os lábios rosados de batom. 

— Você tem sorte de ter a mim, pois a Jennie queria te empurrar em cima do garoto. — disse me fazendo revirar os olhos. Jennifer — apelidada Jennie — era minha outra melhor amiga. Nós três éramos unha e carne, totalmente inseparáveis, mas essas duas eram completamente malucas, mas acho que pelas ideias já mencionadas dá para notar.


— Vocês são duas malucas. — falei e arregalei os olhos ao escutar os cachorros da rua latindo. Eles são melhores que despertador, pois sempre se agitam no mesmo horário. Não sei a razão, mas sei que quando eles começam a latir é quando o meu crush chega. — Ah. — olhei desesperada para a loirinha, que sorriu maliciosa e uniu as palmas das mãos. — Eu vou ir pra casa.


— Comigo aqui não. — retrucou se colocando na minha frente, me impedindo de fugir.  — Você vai falar com ele — aquilo não foi uma sugestão, foi uma ordem mesmo. — Você é muito estúpida, o garoto é lindo, tem um corpo maravilhoso, que eu sei que você já viu sem camisa, e ainda por cima parece gostar de você. Criatura, você quer mais o quê? — indagou, realmente me deixando sem palavras para responder. No final, ela estava certa. Eu que sou muito vergonhosa. Então olhei para o lado e meu coração parou. 


As velhinhas que eram vizinhas de calçada haviam saído de casa, esse era o sinal dois que ele estava chegando e, ai, caramba! Quero a minha mãe!


— Sabe, acho que deveria ir pra casa e... — já era. Foi apenas o tempo do meu rostinho virar pro lado que ele chegou, lindo como sempre.


A mochila nos dois ombros — diferente dos garotos do meu colégio, que deixavam ela pendurada em um só —, que estavam relaxados, a blusa do colégio colada no corpo por conta do suor — nunca mais reclamo de transpiração na minha vida — e… Ele estava vindo para cá?! Claro que ele estava vindo para cá, ele mora aqui!


— Quando ele passar, vai falar com ele. — a Hana falou ao pé do meu ouvido, com as duas mãos nos meus ombros, me deixando mais nervosa ainda, pois ela também sabia que ele sempre parava para conversar com a velhinha.


E assim foi feito.


Ele deu mais alguns passos, não sem antes me dar aquela encarada — eu devia estar com uma cara muita estranha, afinal, eu me sentia suando frio até em lugares que não sabia que conseguia — e virar-se para a velhinha, que logo começou a conversar com ele.


— Agora! — e minha amiga me empurrou. Lembrete: matar a Hana.


Agora a questão que não quer calar: eu consegui ir até ele?


Logo eu, a pessoa mais desastrada do mundo que tropeça até no ar?


Claro… que não!


Eu perdi o equilíbrio, o cadarço do meu tênis estava desamarrado, e eu caí humilhantemente no chão.


Vida, por que me odeia tanto?


Nem liguei tanto em cair de cara no asfalto, o problema foi ele ter visto. Meu crush me viu caindo! Que coisa mais vergonhosa, eu não precisava de mais essa na minha lista!


Por sorte, não me machuquei, mas a gargalhada da que se dizia minha melhor amiga logo atrás e os olhares de todos que estavam na rua, inclusive o do crush, me deixaram encabulada e com o rosto mais vermelho que um tomate maduro. Recolhi o que restava da minha dignidade e me coloquei de joelhos, morrendo de vergonha de olhar para a frente; mas minha curiosidade era maior que a vergonha, então eu olhei, vendo uma mão grande estendida para mim. Não!


Meus olhos seguiram a linha do braço até o ombro, pescoço e depois rosto e… Já posso morrer agora, porque vou ser a pessoa mais feliz da face da Terra.


Até a risada da minha amiga cessou e depois de encarar os olhos dele — que por acaso eram LINDOS — por quase um minuto sem quebrar esse contato, aceitei a ajuda para não deixá-lo parado com a mão estendida que nem uma idiota.


— Obrigada — falei baixinho e rápido, abaixando o olhar, assim que ele me deu um puxão leve, mas que foi forte — uau —, me puxando para ficar na posição que uma pessoa deveria ficar normalmente.


Ele deu um sorriso de lado e assentiu com a cabeça, se afastando de mim após me encarar por mais alguns instantes — eu não olhei de volta, mas sentia o olhar dele — e voltar a andar para ir até a casa dele.


Quer saber, acho que vou simplesmente deixar pra lá essas ideias malucas das minhas amigas e…


Ele sorriu pra mim?!


Hã… Quero dizer, acho que vou tentar mais uma vez, né?

27 de Julio de 2018 a las 03:41 0 Reporte Insertar 0
Fin

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