linda-almeida1528369410 Linda Almeida

Baekhyun havia ido como acompanhante de Kyungsoo, seu melhor amigo, à festa de 30 anos da empresa na qual o este trabalha. Observava a forma em que todos comiam do jantar de forma elegante e civilizada, inclusive Kyungsoo, e se sente envergonhado por não ser daquele jeito; aliás, sequer sabia segurar um garfo ou uma faca direito. Tudo só piora quando Park Chanyeol, chefe de Kyungsoo, passa a lhe encarar o tempo inteiro e, às vezes, rir com seus amigos. Byun Baekhyun, ele está rindo de você, seu matuto!


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#chanbaek #exo
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Baekhyun, o assassino de lagostas

Sexta.

Já era a sexta vez, de acordo com as contas de Kyungsoo, que Baekhyun trocava de roupas nos últimos 45 minutos. Irritado, o mais velho nem ao menos se propunha a olhar os trajes propriamente para responder a dita questão "E aí, ficou bom?". Deveriam ter pego o táxi, que fora embora pela demora, há trinta minutos se não fosse pela neura absurda do mais novo em estar impecável.

— Baek, tenha piedade de mim. — disse cansado.

Porém de nada adiantou, Baekhyun mordiscou os lábios olhando pensativo para sua imagem refletida no espelho e logo voltou ao banheiro para testar mais um par de roupas.

Mas não leve nosso protagonista a mal. Byun nunca fora preocupado em ser o mais bem vestido do rolê ou aquele que usa a ultima moda ditada pelas blogueirinhas de Instagram, muito pelo contrário, prezava por seu conforto e sensação de bem estar. Mas aquela era uma situação extraordinária.

Kyungsoo, seu grande e muito provavelmente único amigo, trabalhava na maior revista de moda dos últimos anos, a Aras Perspective, no cargo de relações públicas. Para sua infelicidade, esta estava completando 30 anos de existência naquela noite, algo que definitivamente deveria ser celebrado, é claro, mas entre os seus funcionários, não com o amigo sem graça de um deles. Byun fora praticamente coagido e arrastado para acompanhá-lo à comemoração.

— Byun Baekhyun, se eu for aí—

— Tá', tá', já estou pronto! — disse por fim.

Se o mais velho já não estivesse parcialmente comprometido com Jongin, o vice diretor bonitão do setor de finanças (esse parcialmente comprometido deixamos para outra história), teria babado descaradamente frente a beleza do amigo.

Apesar trajar um simples casaco de lã em tom caramelo e calças jeans justas, Kyungsoo apostava que seu dongsaeng não tinha ideia do quanto seu estilo simplista e despojado o deixava atraente. Inclusive sempre reclamava pelos cantos sobre não ter encontrado sua tão desejada metade da laranja, mesmo recebendo olhares interessados aqui e acolá que não notava.

Nesta história, aprenderemos a lição de definitivamente não sermos como Byun Baekhyun.

— Baek, você está lin—

— Terrível, eu sei. Não tenho roupa para esses lugares chiques então vou assim mesmo. — deu de ombros, frustrado.— Vamos logo, quanto mais rápido irmos, mais rápido voltamos.

— Mas —

— Eu já estou pronto, cadê o táxi que você pediu?

E assim Kyungsoo pistolou de vez.

O caçula da família Byun nunca entendeu a necessidade de pessoas ricas comerem com cerca de cinquenta talheres diferentes para cada tipo de refeição. Jeotgarak*, colher, faca e ocasionalmente um garfo. Não era nada complicado, então qual a utilidade dos quatro garfos e das cinco colheres em volta de seu prato naquele momento?

Diferentes tamanhos, cores, isso sem contar a confusão sobre a forma como o jantar era servido. Aperitivo, couvert*, entrada... Tudo isso até o bendito prato principal das as caras. Byun estava faminto, não negava, mas enquanto matutava sobre como comeria o tal do couvert, não podia deixar de sentir o olhar dos demais convidados sobre si, o julgando por nitidamente não pertencer àquele tipo de lugar.

Olhou para o amigo ao seu lado que descomplicadamente conversava com seus colegas de trabalho, parecendo não notar sua batalha interna que mais beirava a um colapso nervoso sobre como proceder àquela situação. Pelo canto dos olhos, viu Kyungsoo usar com maestria uma pequena faca localizada ao redor do prato para cortar um dos pães franceses.

Se ele conseguia, Baekhyun também conseguiria, não é mesmo?

Esse era seu momento, finalmente comeria algo.

Mas como a desgraça alheia é sempre interessante e você e eu sabemos que ele não conseguirá, lá vamos nós.

Na duvida mortal entre qual das duas facas pequenas usar e no auge de seu nervosismo, optara pela mais bonitinha, não percebendo a ausência das serras para cortar.

Daí você me questiona: Uma faca sem serra? Tá' viajando, ô narrador?

Jamais! Rico por si só é um bicho estranho então não me culpe.

A realidade é que não se tratava de uma faca para cortes pequenos e sim uma espátula para geleia. Byun levou cerca de dois minutos até perceber que esfrangalhar o pobre do pão daquele jeito não estava dando muito certo.

Ao analisar seu feito, mirou aturdido para Kyungsoo que apenas rira de seu primeiro desastre e chamara o garçom para levar sua pequena obra de arte contemporânea embora. Mas vendo como seu rosto pegava fogo devido a vergonha, prontamente cortou mais algumas fatias de seu pão e deu a um Byun faminto. Finalmente saciou sua fome enquanto deixava notas mentais a si mesmo para, já que era desastrado como era, sempre sair de casa devidamente alimentado para evitar micos a nível nacional.

Em meio as suas divagações sem pé nem cabeça, notou um grupo de rapazes, todos vestidos com ternos de cortes caríssimos, rindo e cochichando na mesa ao lado e em sua direção. Arqueou a sobrancelha.

Tinha certeza de que haviam visto seu episódio como assassino de pães e agora caçoavam de si por sua falta de modos. Bebeu com violência todo whisky que continha no copo que lhe deram como aperitivo e mastigou mais uma fatia de pão.

Ah, vão lavar a casa da cachorra meu.

Tentou se engajar na conversa em que fora inserido junto aos colegas de Kyungsoo, mas não conseguia parar de se sentir observado o tempo inteiro. Olhou novamente a mesa ao lado e vira que agora apenas um deles lhe encarava descaradamente.

Era bonito, Byun não podia negar, cabelos em um vermelho intenso, corpo esquio e robusto, o que indicava que provavelmente malhava, e um sorriso breve que lhe marcava os lábios. Porém logo ria escandalosamente entre os amigos ao olhar em sua direção. Obviamente, para nosso protagonista paranoico pelo menos, caçoando de si.

Soo... — sussurrou próximo ao mais velho. — Quem é aquele? — apontou discretamente ao rapaz de cabelos de fogo.

Dado ao seu astigmatismo, Kyungsoo se esforçou para saber de quem o baixinho falava, logo sorrindo abertamente ao perceber de quem se tratava.

— É Park Chanyeol, Baek.

— O dono da revista?! — perguntou, sua voz elevando três oitavos e chamando a atenção daqueles que estavam a mesa consigo.

— Não berra, criatura. — respondeu. — É, é meu chefe. Por que a pergunta?

— Não gostei dele. — disse simplista.

Se possível, os olhos do baixinho mais velho dobraram de tamanho.

— O quê? Por quê ? — alarmou-se. — Baek, todo mundo gosta dele.

— Minha mãe disse que não sou todo mundo. — continuou com um bico nos lábios. — Além do mais, ele não é meu chefe.

Kyungsoo apenas virou as orbes. Baekhyun sempre fora assim, quando não ia com a cara de , batia o pé e não mudava de ideia por nada neste mundo. O mais velho logo se lembrou de seu ensino médio quando Byun insistira em não ter ido com a cara de Mahatma Gandhi e quase reprovaram em História aquele ano.

Obrigada professor Junmyeon por ter dado os famosos pontinhos extras.

— Só estou dizendo que ele me irrita, aliás todos aqui. — deu de ombros.

Do apenas suspirou.

— Calma, deixa só servirem o prato principal e vamos embora, tá' bom? — O baixinho só acenou e passou a esperar.

Quando o dito cujo finalmente chegou, dizer que Byun começou a rezar não era exagero. A frase "Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar." nunca fora tão real quando uma lagosta gigantesca junto a talheres estranhos fora posta no prato de cada um dos convidados, incluindo o seu próprio.

Se sentiu a própria Julia Roberts em Uma Linda Mulher, numa versão mais desesperada e mal vestida, é claro.

Virou sua taça de vinho em um gole só, a de Kyungsoo e a do moreno bonitão que não sabia o nome, pedindo ajuda a todos santinhos que conseguia se lembrar no momento para não pagar mais nenhum vexame. Olhou de um lado a outro, vendo se alguém o observava, colocou o guardanapo na gola da camisa e com um garfo, batucou o bendito bicho aqui e ali procurando um jeito decente de começar.

Deus me defenderai.

Mirou àqueles que estavam a mesa consigo e logo percebeu que deveria ter olhado os talheres com mais atenção. Havia uma espécie de alicate, assim como a ferramenta, ao lado do prato, que todos usavam para começar a quebrar a carapaça do bichinho.

Entretanto, antes de sequer pegar o talher, ouviu uma única risadinha vir da mesa ao lado novamente. Era Chanyeol. Seu sangue fervilhou ao ver que ria de si. Largou o garfo com violência contra a mesa ao que o ruivo levantou seu próprio alicate o balançando ao lado da cabeça como se mostrasse que era aquilo que deveria usar para comer.

Aqui, cara de classe baixa, é assim que se come. Matutou consigo mesmo.

Pois muito que bem, seu riquinho metido.

Com o rosto queimando de pura raiva, desmembrou lagosta com as próprias mãos (de onde saiu tal força ninguém sabe) e com o auxilio de sua fiel espátula de geleia, quebrou a dura carapaça aos puxões. Não satisfeito, ignorou propositalmente o garfo e arrancou os pedaços de carne com os dentes, tudo isso sem tirar os olhos do mais alto que rira novamente junto aos amigos.

Tendo de aturar aqueles que estavam junto de si a mesa não economizando elogios ao chefe, Baekhyun ao fim da noite estava possesso, isso para não dizer "de molho em bicarbonato de ódio." Quando grande parte dos convidados passou a ir embora, agradeceu mentalmente a paciência que teve durante todo o jantar ou acabaria por voar no pescoço do chefe de Kyungsoo ali mesmo, ao vivo.

Mas se não fosse para causar, nem contando esta história eu estaria, não é?

Ainda mordiscando seus pedacinhos de lagosta retalhada, viu Park Chanyeol levantar de sua mesa, arrumar o terno que provavelmente custava o triplo de seu salário e vir em sua direção com um sorriso nos lábios.

A cada passo que dava, mais Byun ficava nervoso, isso para não dizer irritado. Kyungsoo por outro lado, levantou-se da cadeira com um sorriso nos lábios, pronto para cumprimentar o mais alto. Respirou fundo várias vezes e sem nem sequer esperar o maior falar algo, já foi abrindo a boca.

— Escuta aqui, senhor Park, eu vi que passou a noite me encarando e eu detestei isso. Sei que sou um sem classe comparado a você e a todo mundo aqui. Droga, eu nem sei usar um guardanapo direito. — disse puxando o pano de sua camisa e o jogando sobre a mesa. — Mas isso não lhe dá o direito de vir aqui e me humilhar por causa disso. Nós nem nos conhecemos, caramba! Você não precisa vir se gabar por ser bonitão, rico e fino, e esfregar na minha cara que todos os seus funcionários tiveram aula de etiqueta, tá'?

Havia chamado-o de bonitão?

— Baek... — disse Kyungsoo pondo a mão em seu ombro, em um pedido mudo para que se acalmasse.

— Não, Soo! Olha a expressão dele de pena pra mim!

A essa altura do campeonato todos os convidados restantes olhavam a cena sem entender bulhufas, Baekhyun nem sequer se importava em fazer escândalo. Não deixaria que caçoassem de si assim.

— Eu vi ele e os amiguinhos rindo de mim a noite inteira, Soo! — continuou. —Você deveria se envergonhar rapazinho, chefe da empresa e fazendo uma coisa dessas. Isso é uma falta de respeito sem tamanho!

Se estivéssemos em uma história em quadrinhos, poderíamos ver uma aura negra ao redor do baixinho

— Olha, senhor Byun, me desculpe, — pigarreou Chanyeol. — Mas eu não vi aqui para lhe criticar. — continuou sustentando um sorriso de canto nos lábios. — Muito pelo contrário...

O mais alto logo sentou-se a sua frente e sorriu de maneira acanhada ao que Byun o olhava desconfiado.

— Estive te observando a noite inteira — começou. — Te achei lindo... Até mesmo fofo. — riu baixo. — E meus amigos estavam rindo da minha pose de covarde por demorar tanto a vir aqui.

Ele não estava querendo dizer que...? Ou será que estava?

— Você poderia me dar seu número?

Minha nossa senhora da bicicletinha verde!

Um silêncio tomou conta de todo o salão, muitos olhavam com expectativa, outros com surpresa, Kyungsoo inclusive os olhava incrédulo. Mas naquele momento, Byun Baekhyun só queria se enfiar num buraco e varar lá na China.

— Mas se não quiser, irei entender perfei—

— Eu quero! — respondeu rapidamente, arrancando risadas dos amigos do mais alto. — Digo, não vejo por que não deveria. — riu desconcertado.

Porém dali em diante não sabia como proceder, além de encará-lo. Depois de tantos aos no poço da solidão dos solteiros você esquece todas as artimanhas do tal comentado "flerte". Depois de alguns segundos e diante do silencio que se seguiu, Kyungsoo pigarreou alto oferecendo um lenço de papel ao chefe.

— Aqui, o número dele. — sorriu ao ruivo que prontamente agradaceu, mas ainda esperando uma resposta de Byun.

Sentiu um beliscão em seu braço o trazendo de volta a realidade quando Kyungsoo virou para si e meneou a cabeça na direção de Chanyeol, incitando-o a falar algo.

—Baek, o táxi chegou. — disse.

Faça alguma coisa! Você é um homem ou um saco de batatas?

Ficou tentado em responder que era um saco de batatas.

— B-bem, eu tenho que ir.

Baekhyun, como seu narrador preciso dizer que isso foi ridículo. Mas pareceu satisfazer o ruivo, que riu largamente colocando o pedaço de papel nos bolsos.

— Tudo bem. Espero poder te ver de novo em breve. — disse pegando uma das mãos do baixinho e depositando um selar breve em suas costas. — Até outro dia.

Se há poucos minutos seu corpo fervilhava de irritação, com um simples toque agora seu rosto corava violentamente. Agarrou-se em um dos braços de Kyungsoo e assim partiram para o táxi, rumo às suas casas.

Falando em Kyungsoo, este tagarelava infinitamente sobre como a situação fora inacreditável, não se retendo a volta e meia dar seus famosos puxões de orelha por conta do escândalo que o mais novo fizera. Contudo, Baekhyun só conseguia pensar nas mãos quentinhas de Chanyeol e na maciez de seus lábios contra a sua.

Mordiscou as unhas divagando sobre como seria sentir esses lábios contra os seus.

Entretanto, ainda no mal hábito de roer unhas, estranhou sentir um gosto salgado tomar conta de suas papilas gustativas. Logo deixou um grito esganiçado escapar, assustando tanto Kyungsoo quanto o motorista.

Chanyeol havia beijado suas mãos impregnadas de lagosta.


É Baekhyun... Assim fica difícil te defender.

14 de Julio de 2018 a las 20:15 1 Reporte Insertar Seguir historia
2
Fin

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Raquel Terezani Raquel Terezani
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June 16, 2020, 10:36
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