Neve Seguir historia

missunofirework iara oliveira

Onde Taehyung sente frio, e tudo que precisava eram os braços de Jungkook ao seu redor. oneshot taekook.


Fanfiction Bandas/Cantantes Todo público.

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Capítulo Único

Neve. Para meus amigos neve era algo bonito, cheio de significado e novas estações. Estações nas quais pessoas saíam todas equipadas para brincar lá fora, jogando bolas brancas e geladas umas nas outras, fazendo do frio algo menos triste. 


Sim, o frio era algo triste para mim. Nele não se via pássaros no céu na mesma frequência que a primavera, as minhas lojas preferidas no centro fechavam sempre que havia tempestade de neve, e meus amigos com os quais eu não saía mas agora precisava, deixavam de ir nas festas pra ficar com suas namoradas e suas famílias, fazendo algo cliché como assistir um bom filme debaixo das cobertas, tomando chocolate quente e namorando quando dava vontade. 


Sendo aquecidos. 


Queria poder estar aquecido, não por estes tecidos de pano, que enganam meu coração e diz que ele está quentinho como meu corpo. 


Pois ele não está.


Meu coração sente frio. Ele foi congelado por uma brisa gelada, pois a pessoa que provavelmente amo não gosta de meninos. E nunca cogitou a ideia de ficar com um.


A pessoa que me fez sentir tão bem, e quente nos últimos meses, foi o motivo que minha alegria foi-se com a primavera há seis dias atrás. E com o inverno, minha dor chegou. 



Conversava com Jungkook depois da aula de música. Estava organizando os fios espalhados pela sala, já que estava responsável de organizá-la e fechá-la no dia de hoje. Jungkook, meu amigo mais próximo no último ano desde que veio pra essa cidade, se propôs a me ajudar.


"Daí a voz dela fez um -" deu um gritinho agudo imitando Solange e sua desafinação no ensaio mais cedo. O conjunto de sua voz, suas caretas e poses fez com que ambos ríssemos.


"Você é mau, até parece que nunca desafinou também." reprovei o mais novo que mantinha um sorriso no rosto enquanto desligava a caixa de som. Antes de me olhar.


O fato era: cada reerguida de Jungkook tirava um sorriso de meu rosto. Cada vez que virava as costas e me encontrava no corredor, abrindo um sorriso e pulando empolgado na minha direção antes de me contar sobre alguma garota, arrancava uma parte boa de mim.


Tirava de mim uma energia que um dia me levou pra boates com ele, e que me permitiu sorrir e apoiá-lo antes que sumisse pra ficar com alguma delas, das garotas, me deixando sozinho e frio, triste.


Uma energia que me deu forças pra inventar uma desculpa nova sempre que ele me perguntava porque nunca me via conversando ou saindo com garotas. Uma energia que me fez negar que era gay com veemência quando me fez essa pergunta por mais de três vezes ao longo do ano.


E eu neguei todas. Por conta daquela energia eu me dispus a negar quem eu era pra Jungkook, porque a alegria de ser seu amigo era essa energia. E eu não queria perdê-la.


Talvez, o problema tenha sido que sem querer, a perdi.


Cansado, eu estava cansado de sempre sentir as coisas entaladas na minha garganta e não poder falar.


Quando meu sorriso se esvaiu, Jungkook se aproximou preocupado, me analisando com zelo e deixando meus olhos molhados porque eu via muito mais na forma que me olhava, e que me tocava como estava fazendo agora em meu braço. Mas sabia que era tudo uma vontade irrealizável de minha mente.


"Tae? Está tudo bem?" seus olhos escanearam meu rosto preocupado, e dessa vez, enquanto minhas lágrimas desciam, não tive a audácia de mentir.


Então neguei. E Jungkook me abraçou.


Aquele abraço. Aquele aconchego que recebi pela penúltima vez, e que aqueceu meu corpo e meu coração temporariamente antes que me lembrasse que ia acabar.


Tudo acaba.


"Poxa, Tae... Sabia que tinha algo, anda tão abalado esses dias..." Jungkook disse enquanto acariciava meus cabelos e pousava minha cabeça em seu ombro, e ao soluçar, percebi que seu toque estava fazendo o contrário de me curar.


Estava me maltratando. Eu estava agonizando em dor.


E foi assim que me separei de seu corpo, estendendo minha mão em forma de pare na sua frente quando se aproximou.


Limpei meu rosto, tentei parar de soluçar, e então a bomba explodiu. E o inverno chegou com a neve.


"Eu sou gay, Jungkook." funguei, subindo meus olhos de novo pros seus e vendo que parou no tempo. 


Antes que falasse, fui mais rápido. 


"Você estava certo sobre mim. Eu não saio com garotas porque não gosto delas. Eu saio com um garoto que gosto, mas ele nunca soube que cada saída significava muito mais pra mim do que pra ele." engoli o grosso, sentindo meu rosto todo inchado e provavelmente vermelho.


Jungkook riu. Aquele riso quase debochado, como se não acreditasse. "De quem está falando? Você não sa-


"De você. Você sabe que é de você. Eu não saio com o resto." falei, minha voz afetada pelo choro anterior, e Jungkook teve aquele típico comportamento dos filmes, que entrega que a conversa não vai acabar bem. Seus dentes estavam à mostra, num sorriso ponderador, seus olhos no chão e as mãos na cintura.


"Então... Você, você gosta de mim? É isso?" riu mais uma vez. Ele não queria acreditar. Seus olhos encontraram os meus, e terminei de embolar os fios nas minhas mãos, encarando o chão antes de olhá-lo.


"Sim, e eu evitei, acredite. Sei que vai dizer que isso estragou nossa amizade, por isso não contei antes. Mas não consigo guardar mais, Jungkook." neguei, balançando a cabeça e deixando os fios na cadeira, onde não devia deixar.


Ele não sabia o que dizer. Sua boca abria e fechava em incredulidade e indecisão. Então facilitei as coisas.


"Imagino que não vá querer dividir aluguel comigo mais. Pode tirar suas coisas quando quiser, não tenho problema com isso" falei.


E com essa declaração, deixei a sala de música vazia com um garoto hétero e sem amigos agora. 


Eu não era precipitado.


Jungkook fez o mesmo com seu último parceiro de aluguel na faculdade. O cara se apaixonou por ele, e Jungkook se foi.


                                                            ...



"Já estou indo." falou, batendo na porta aberta duas vezes, avisando de forma repetitiva e desnecessária que estava ali.


Não precisava. Jungkook usava colônias demais.


"Uhum, já chamei o táxi." falei, levantando da cama e bloqueando o celular da minha conversa com minha mãe.


— Não posso ir pro feriado, mãe. Jungkook me pediu apoio em Busan, não pude negar. —


Então, fechei a porta do meu quarto e caminhei com o moreno até a porta, tentando não desabar e desistir.


O táxi já estava lá, fiz questão de encurtar a despedida o máximo possível.


Vi Jungkook colocar suas duas malas no porta-malas, segurando sua mochila nas costas e pedindo um minuto ao taxista que entrou no veículo.


Forcei um sorriso quando veio até mim.


"Não faça o cara esperar demais." avisei, mantendo o sorriso forçado e aceitando seu abraço desajeitado.


"Podemos superar, Taehyung. Eu posso ficar aqui e -


"Não." o interrompi "Você deve ir. É mais fácil" ofereci-lhe meu melhor sorriso, e Jungkook insistiu no contato visual.


Não podia. Não tinha energia pra isso. Minha inspiração estava indo embora, e ela devia ir. Não haviam chances.


"Tchau. Se agasalhe direitinho. A ferroviária é um pouco longe." falei, me afastando um passo pra dentro de casa, acenando, implorando que fosse logo.


Então, com um último olhar e um meio sorriso de sinto muito, Jungkook se dirigiu até o carro, entrou, e saiu depois de dizer seu destino.


O destino de Jeon Jungkook era longe de mim. Com uma garota.


Então aqui estou eu, minutos depois, olhando pela janela do meu quarto, empacotado por tecidos de pano, multiplicando saudosismo e neve.


Neve por ser triste.


Frio por não ter aqueles braços a me esquentar, a me aquecer.


O frio dói.


Mas doeria menos com você, Jungkook.


11 de Julio de 2018 a las 16:48 0 Reporte Insertar 0
Fin

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