1 - 800 - HOTLINEBLING Seguir historia

devilwhore P. Miranda

Park ChanYeol se apaixonou por suas ilusões, já não mais percebia o mundo ao seu redor de forma realista, é como se tudo fosse parte de sua grande fantasia de apaixonado. Mal percebia que nós seres humanos tendemos a ver as coisas apenas como queremos, aceitando como verdade somente aquilo que nos convém. Para ele será preciso que o destino resolva ensinar-lhe uma lição, ou nunca conseguirá aceitar a realidade imperfeita do mundo.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 21 (adultos).

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On My Cellphone

{ ✖ }

“I know when that hotline bling

That could ever only mean one thing”

HOTLINEBLING - Drake

{ ✖ }


   - Mais fundo… por favor… - Sua voz do outro lado da linha me deixava tonto, era baixinha, como se estivesse realmente aproveitando tudo aquilo.

   - Vou te enlouquecer de prazer, meu pequeno...- Exclamei alto enquanto minha mão direita se ocupava de uma punheta mais do que rápida em meu caralho terrivelmente duro.

   - Uhm… Assim… Nossa, que gostoso! - Conseguia até mesmo ver seu lindo rostinho cheio de prazer olhando para mim naquele momento de tão maravilhosa e cheia de tesão que era sua entonação.

   - Vou gozar dentro de vo… ah… - Quem gemeu desse vez fui eu, quase como um urro de prazer, deixando que um jato forte de sêmen escorresse de dentro do meu cacete.

   - Eu… Ahmm… Fomos juntos, honey*. Você é o melhor! - A vozinha dele era tão doce, eu podia ouvir sua respiração arfada e o grande prazer que ele sentia, ainda com a respiração tão incerta quanto a minha própria. Não conseguia acreditar que ele fingia tudo aquilo, era real demais para mim.

   - Obrigado pelo serviço, nos falamos depois, ehm? - Minha voz, como sempre, estava embargada e eu tentava fingir que fora realmente uma mera ligação profissional, mesmo assim, estava bem claro para mim e para a pessoa do outro lado da linha, que não o fora.

   - A cobrança será debitada como sempre. Por favor, me ligue de novo logo, honey… - Aquela voz já era mais do que minha conhecida, era meu vício… minha sina.

   - Pode deixar, baby**, sabe que nunca vou parar de ligar. - Ele desligou em seguida, o que era o normal, já que não poderia ficar matando seu tempo com minhas ladaínhas e isso também me custaria bem mais do que eu tinha condições de pagar.

   A verdade é que por mim passaria o resto da noite conversando com ele… ouvindo sua voz... imaginando como era seu corpo… seus rosto… nossa… tudo que eu queria era poder olhar em seus olhos , que imaginava como inocentes e delicados , beijar seus lábios, estes consigo até mesmo ver pequenos, rosados e saborosos…

   Nossa! Se continuar pensando nessas coisas vou acabar tendo que ligar de novo para ouví-lo me estimular com aquela voz de anjo. Mas infelizmente não tenho condições de ligar para o meu pequeno Honey mais que uma vez por semana. Estar desempregado é uma merda.

   Eu sei que isso pode parecer loucura, contudo eu estava meio que apaixonado por um atendente de tele-sexo… Seu codinome era B.B. e ele era conhecido por sua voz fofa e comportamente submisso. Não, eu não sou um louco sádico a procura de um escravo, mas é que ele tinha essa voz delicada e doce que me deixava simplesmente louco de tesão… e além de tudo era inteligente e divertido! Como eu sei disso? Já liguei para ele diversas vezes apenas para conversar e contar de minha vida de merda para ele; assim como pedir sua opinião ou apenas lhe perguntar como está. Ele sempre me responde com carinho; e eu não consigo pensar que isso seja só trabalho… não consigo mesmo.

   - ChanYeol! Abre o caralho da porta! - O grito de KyungSoo me despertou do transe, levantei-me da cama em um salto, fechando o zíper da bermuda e abrindo logo a porta de nosso pequeno dormitório.

   - Porra, nanico, esqueceu a chave de novo? - Ele me encarava mais do que desgostoso, com MinSeok bem atrás de si, observando a cena como quem fingia não ver a tensão no ar. Ele sabia que eu tinha mexido com fogo.

   - Seu dumbo maldito! Nunca mais me chame de nanico. - Ele sempre fazia um biquinho que lhe deixava com cara de criança, depois reclamava do apelido de “mascotinho da turma”. Parece até que tem seis anos de idade.

   - Ta bom, tanto faz… - Deixei que a dupla entrasse e fechei a porta, vendo que os dois já iam ligando o computador do Do e olhando para mim com certa desconfiança após perceberem o grande número de lenços jogados no chão e na cama.

   - Que nojo, ChanYeol, pelo menos joga essas merdas fora… o quarto não é só seu. - Era a primeira vez na noite que eu ouvia a voz de XiuMin, como sempre calmo e delicado… Qual o problema que o destino tem comigo para me jogar em um quarto com esse micro-demônio, quando no mundo existe um santo feito o MinSeok?

   - Estava falando com a puta radialista? - Se tem uma coisa que eu odeio nesse tampinha é que ele sempre sabe de tudo sobre mim, principalmente o que mais me irrita no mundo. Odeio que se refiram a meu inocente B.B. como uma pessoa promíscua… ele apenas tem um trabalho diferente do normal.

   - Cala a boca… - Cocei a nuca enquanto rodava o quarto pegando os lenços e os jogando no pequeno lixinho do Nemo que minha mãe me dera de presente da última vez que viera me visitar na faculdade.

   - O que estão fazendo? - Perguntei após ver que os dois pareciam se divertir de frente ao computador, dando altas risadas de algum dos conteúdos enquanto falavam um monte de besteiras sobre algum tipo de pornô japonês.

   - Estamos planejando uma festinha para o final de semana. - Como sempre a dupla dinâmica e suas festinhas de faculdade… deplorável essa juventude depravada.

   - Ah sim… Entendi. - Não era de meu interesse, por isso já fui pegando minha carteira sobre o criado-mudo e seguindo para a porta, avisando que iria comprar um refrigerante ou algo assim.

   Quando a brisa da noite atingiu meu rosto, ao sair do grande prédio dos dormitórios, acendi um cigarro na desculpa mental de aquecer meu corpo com a fumaça tóxica, sem nem ligar muito para o quão mal aquilo me faria a longo prazo.

   A lua estava brilhando demasiadamente no céu, era quase um farol apontando para mim… fiquei uns bons minutos observando o grande astro brilhante; completamente hipnotizado.

   - É linda, não é?

   Senti um arrepio me percorrer a espinha quando ouvi aquela voz… eu só podia estar ficando louco. Acho que meu grande encanto por aquela voz doce e delicada que já me levara as nuvens sem nem mesmo me tocar havia me enfeitiçado ou algo parecido.

   Não soube como responder, apenas virei-me para a direção de onde vinha aquela fala, ficando em choque com a beleza do ser que vi a minha frente. Era surrealmente bonito, principalmente com a luz da lua lhe servindo de iluminação para a pele branca como marfim e os cabelos negros muito escuros.

   - Sim… - Balbuciei, deixando clara minha surpresa com a presença daquele ser mágico de frente para mim. Acho que ele até mesmo pensou que eu fosse algum tipo de louco.

   - Nossa, deve estar achando lindo mesmo, mal consegue falar. - Abriu um sorriso doce e delicado, parecendo se divertir com minha confusão.

   - Ah, lindo… muito… - Não era da lua que eu falava, isso estava bem claro. Acho que ele mesmo notou, pois deu uma pequena toçidinha, que eu acho ter sido um desfarçe para uma risada advinda de meu comentário idiota.

   - Bom, meu nome é Byun BaekHyun, prazer! - Ele me estendeu a mão para um cumprimento estilo americano, eu não sabia como agir, pois tinha certeza que conhecia aquela voz… mas não era possível.

   Acabei recobrando aos poucos minha atenção ao mundo real e consegui estender minha mão para junto da dele, aproveitando para sentir cada pequeno aspecto da maciez daquela mão maravilhosa…

   - Eu sou Park ChanYeol… Prazer. - Minha voz ainda era incerta, ainda que bem mais natural do que antes. Finalmente estava me acostumando com aquele ser tão maravilhoso.

   - Você me parece bem tímido, né, ChanYeol? - Ele ria para mim e falava melodiosamente, fazendo-me ficar até um pouco perdido com tamanha semelhança. Não era possível que duas pessoas tivessem a voz tão parecida.

   - Ah, é que… estou um pouco… sei lá. Foi um dia estranho. - Tentei parecer natural, como quem diz que teve um dia ruim e foi afetado por isso.

   - Nossa, sei como é. Tem dias que são uma merda mesmo, o meu foi bem bosta também. - BaekHyun me olhava com os olhos brilhando e sorria feito um adolescente, enquanto parecia esperar que eu dissesse algo, mas minha contemplação fazia ser extremamente difícil de proferir palavras em uma ordem que fizesse mínimo sentido.

   - Bom, já que você parece mal mesmo a cerveja é por minha conta! - Pera, ele estava simplesmente me chamando pra sair e beber com ele? Sem nem me conhecer? Ok… Fiquei ali encarando-o em completo estado de choque até que finalmente consegui sorrir, sem saber o que dizer. - Vamos, não aceito um “não” como resposta! - Seus olhos brilhavam e ele parecia realmente empolgado com tudo aquilo.

   - Claro, eu aceito. - Meu sorriso era tímido e meio amarelo, eu estava com muita vergonha de como agia feito um idiota na frente dele.

   - Uhul! - Ele saiu andando todo animado pelo campus, me contando que era estudante do curso de astronomia e que seu grande amor era a lua, por isso geralmente saía para vê-la todas as noites.

   Eu contei, depois de já ter me acostumado com aquela voz maravilhosa e com a presença encantadora de BaekHyun, que era um estudante de teatro do terceiro ano e que pretendia me tornar escritor de peças quando terminasse a faculdade.

   - Nossa, que legal! Eu não sei bem o que quero fazer… mas acho que vou estudar sobre as fendas lunares ou relação da lua com o mar. - Ele era gracioso e doce, assim como sua voz de melodiosa…

   Se Capitu tinha olhos de cigana cínica e dissimulada, então BaekHyun tinha voz de Iara misteriosa e apaixonada; o que faria meu coração bombear o sangue cinco vezes mais rápido por meu corpo, eu podia até mesmo sentir o calor em minhas bochechas, mas atribuía sua vermelhidão a grande quantidade de álcool que tomamos naquela noite.

   Já estávamos em frente ao bloco “A” de acomodações para atlétas, onde BaekHyun indicou ser seu quarto, o meu era no bloco “C”. Ficamos ali na frente por alguns momentos, sem saber bem o que fazer, somente nos encarando, já que nenhuma opção de despedida parecia ser viável.

   Quando vi meus lábios já estávam junto dos dele e nossos corpos se arrastando pelos corredores escuros e longos da construção, até que senti ser jogado para o lado por um segundo enquanto BaekHyun abria a porta do quarto com grande desespero.

   - Não tem problema? Você não divide o quarto? - Não estava nem um pouco empolgado para ser interrompido por ninguém, ou por fazer aquilo com uma pessoa adormecida ao meu lado.

   - Meu companheiro, YiFan, está na casa da namorada hoje. - Fui puxado para dentro do pequeno cômodo, ficando parado no meio do quarto completamente perdido, ouvi a porta bater assim que BaekHyun adentrou, para em seguida me empurrar para a cama, subindo em meu colo e começando a rebolar sobre minha virilha.

   Meus olhos ficaram completamente perdidos, eu já não conseguia racionar aquilo como realidade, pois nunca sentira tanto tesão por alguém além de meu querido B.B. Era enlouquecedor estar passando por aquele momento com um menino que até algumas horas antes não passava de um completo desconhecido.

   - Hoje eu quero que você me arregace! - Sintia-o rebolar sobre mim enquanto falava aquelas palavras obscenas em meu ouvido.

   Deixei minhas mãos se espalmarem em sua bunda, apertando-a com força, mal conseguia pensar quando ele falava em meu ouvido… suas vozes eram tão parecidas que estava ficando louco de tesão apenas em ouví-lo falar.

   - Só vou fazer isso, se prometer gemer bem alto. - Mandei, enquanto descia meus lábios por seu pescoço e lhe enchia com pequenas mordidas que avermelhavam a pele alva.

   - Gemidos são minha especialidade. - Ao fim da frase, é claro, ele soltou um gemido languido e gostoso, tão igual a aqueles que eu amava ouvir pelo telefone, que senti meu pau já duro, tremer em excitação.

   - Tira a roupa logo vai… dança pra mim… - Sentei-me na cama assim que senti o corpo sair de cima de mim, ficando de pé a minha frente BaekHyun pareceu bem experiente em tirar a roupa de forma sensual, abrindo um botão de cada vez daquela camisa xadrez esverdeada e depois descendo devagar a calça jeans justíssima. Ele parecia alguma espécie de deus da beleza, assim como um feiticeiro capaz de hipnotizar qualquer homem com sua magia sexual.

   Enquanto o Byun dançava daquela forma e se despia para mim, fiz-me o favor de desabotoar minha bermuda e retira-la, batendo uma punhate bem lenta enquanto lhe observava e ouvia baixinhos gemidos saírem por seus lábios.

   Logo BaekHyun estava completamente nu na minha frente, com o caralho olhando para mim pedinte por atenção. Ele lentamente veio engatinhando até a cama e ficou a me olhar como um gatinho manhoso, deixando claro que esperava por algo. Sorri de canto e tirei minha camisa, puxando o branquinho para mim, de forma que ele ficasse de quatro com a virilha de frente a meu rosto e a própria face sobre meu pau - em uma posição clásiva de 69 - que ele não demorou a engolir, começando o melhor boquete que já recebi na vida. Não fui cruel e comecei também a chupá-lo, mas não sem antes melecar meus dedos em minha saliva e colocar o primeiro deles em sua pequena e rosada entrada.

   Ele passava a língua por toda a minha extensão, ao mesmo tempo que suas mãos apertavam minhas bolas e um de seus dedos desenhava o contorno delas, para em seguida abocanhar todo o cacete duro e ficar brincando com o mesmo em sua garganta, até que o ar se fizesse faltar e ele começasse a distribuir beijos enlouquecedores pela cabecinha toda melecada do meu pau, fazendo com que eu gemesse desesperado, estocando sua boca, como quem pedia por mais e mais.

   Me ocupava em lhe chupar, mas o que me concentrava realmente em fazer era penetrar intensamente aquele cuzinho que piscava por mim. Mais uma vez melequei meus dedos em saliva, para colocar três dentro dele, movendo-os de forma alargá-lo o máximo possível, enquanto minha lígua brincava em seu períneo. Podia ouvir sua voz desesperada, mesmo que entrecortada por estar ainda caprichando naquele sexo oral maravilhoso.

   - Uhm… Nossa… - Ele parecia querer dizer algo, mas não conseguia se concentrar enquanto gemia e lambia meu cacete… Meu coração ficava acelarado a cada segundo que ouvia aquela voz, estava quase começando a acreditar que encontrara meu real B.B.

   - Está gostando, é? - Perguntei ao jogar minha virilha para cima de forma a penetrar meu caralho na boca dele com grande força, sentido que o deixara levemente engasgado. Meus olhos se reviraram de prazer com a sensação, aproveitei para penetrar mais um dedo em seu buraquinho, que já começava afrouxar bem, deixando claro que logo podeira receber-me ali.

   - Uhum… você é o melhor… - Aquela frase soou tanto como meu B.B. que quase gozei naquele momento, resolvendo que o melhor seria realmente seguir para o passo seguinte do ato, depois de tanto tempo, finalmente, estava fazendo sexo de verdade com alguém.

   - Vem cá… senta. - Ajeitei-me na cama, vendo o menor se mover sobre mim, encarando-me com tanta profundidade que tremi de cima a baixo, puxando-o pelas mãos e ajudando-o a ficar na melhor posição possível.

   BaekHyun começou a descer bem devagar, mas eu não estava em clima para aquilo no momento, por isso espalmei um tapa em sua nádega direita e olhei-o nos olhos, falando autoritário:

   - Senta de uma vez, sua vadia!

   E foi assim que ele fez, sentando-se em uma só arrancada sobre meu caralho, senti estrelas percorrerem meu corpo e assim que pude puxei-o para um beijo desesperado e cheio de tesão, enquanto arremetia meu quadril contra sua anelzinho apertado, ouvindo-o gemer feito uma cadela no cio.

   Nunca fui de ser carinhoso na cama, por mais que aqueles gemidos me fizessem pensar em B.B. eu não conseguia ver BaekHyun como ele, por ser depravado e totalmente aberto a um sexo selvagem e animal, enquanto meu amado desconhecido era um príncipe de amor inocente e palavras tímidas.

   - Uhm… Ah… Quero mais! Fode mais fundo! - Ele gemia em meu ouvido e me dizia aquelas palavras sujas e enlouquecedoras, cheguei a ficar um pouco incomodado naquele momento, pois as palavras sujas não combinavam com a voz tão linda daquele garoto, ainda que me enchessem de vontade de tê-lo.

   Resolvi que era hora de mudar de posição, sem nem perguntar se ele o queria, jogou-o na cama e levei seus joelhos a meus ombros, passando a lhe penetrar com ainda mais pressão, enquanto encantava-me pela beleza de sua face avermelhada pelo calor e molhada pelo zuor de prazer. Me pergunto se alguém no mundo já achou esse homem feio, pois isso parecia impossível para mim.

   As mãos dele seguravam meus braços e seus gemidos começavam a ficar muito mais altos, soube que atingira sua próstata quando ele fechou os olhos e passou a praticamente berrar de prazer, insistindo que eu fizesse de novo daquela forma.

   Meu prazer também estava em um ponto bem elevado, mas quis prolongar um pouco aquilo, diminuindo a força de meus movimentos, coloquei-o de quatro sobre a cama e fiquei a dar investidas lentas e sem qualquer força, ouvindo praticamente miar enquanto pedia por mais intensidade.

   - Diga que sou o melhor, de novo… vamos… - Dei um tapa tão forte em sua bunda que uma marca vermelha apareceu no local, arrancando um grito de prazer e dor dos lábios inchados dele.

   - Você é o melhor… - Eu podia ver que saliva já escorria pelos lábios dele enquanto falava com o rosto encostado ao travesseiro da cama e seu corpo tinha espamos debaixo de mim.

   Guiei minha mão para o pau dele, passando a masturba-lo com velocidade, no mesmo ritmo em que lhe estocava. Era tanto prazer que eu mal conseguia respirar, estava simplesmente perdido naquilo, sentindo meu corpo inteiro em chamas, ouvia-o gritar meu nome desesperadamente, pedindo que fosse mais e mais rápido.

   - Eu vou… - Antes que eu terminasse a fala, ou tivesse meu próprio orgásmo, senti minha mão ficar melecada com a porra dele, excitando-me o pouco que faltava para finalmente deixar que meu próprio sêmen lhe preenchesse. Dei mais algumas estocadas fortes antes de finalmente sentir meu corpo mole e acabar caindo sobre a cama com ele ainda abaixo de mim, respirando pesado.

   Com certa dificuldade saí de dentro de BaekHyun e me deitei a seu lado na cama, vendo-o mover-se tímido e deitar com a cabeça em meu peito, ambos apreciando a sensação gostosa e delirante do pós-orgasmo.

   - Uau… - Sua voz mais uma vez tocou meus ouvidos de forma cruel, mexendo demais com minha cabeça. Essa semelhança ainda me mataria.

   - Fazia tempo que eu não tinha um sexo tão intenso… - Na vida real, completei minha fala mentalmente, enquanto minhas mãos iam para os cabelos dele.

   Não falamos muitos após aquilo, apenas mais algumas coisas sobre o que faríamos no dia seguinte e como fora bom termos conhecido um ao outro. Mesmo assim, acabei dizendo que já era tarde e que eu deveria voltar para meu próprio quarto, ele concordou com carinho e falou que entendia, porém decidiu me levar até a porta.

   A lua já brilhava alta no céu quando chegamos ao jardim frontal do edifício de dormitórios, nos olhando sem saber bem o que dizer, eu já me despedia quando ouvi a voz que tanto me enlouquecia dizer:

   - Posso pegar seu telefone? - Ele sorriu para mim meio tímido, estendendo o celular com uma expressão de receiro na face.

   - Ah, claro! Me empresta aqui seu celular. - Enquanto me estendia o aparelho, fiz questão de estender o meu próprio smartphone para ele, pegando o seu e começando a digitar meu número.

   Minha surpresa se deu quando ao teclar os números, já tão meus conhecido, a agenda de BaekHyun começou a soltar um grande número de sugestões de contatos, até que, ao terminar a sequência numérica pude ver o nome “HoneYeol”, que era uma clara brincadeira com o apelido que B.B. me dera “honey” e meu nome de uso no serviço de tele-sexo “BoYeol”. Fiquei parado, olhando para ele em choque extremo, vendo-o olhar para mim com a mesma cara atônita. Provavelmente tendo achado o contato “B.Baby” em meu celular, ao digitar o próprio número.

   Em um movimento rápido o outro tirou o celular de minhas mãos e entregou-me o meu, saiu correndo sem me dar tempo de dizer nada e adentrou o prédio onde morava, deixando-me parado ali ainda em estado de choque.

   Demorou cerca de uns dois minutos para que compreendesse tudo o que acontecera comigo. Pensei em ir atrás de BaekHyun, mas imaginei que seria melhor deixar que ele tivesse o próprio tempo para refletir sobre tudo que aconteceu.

   Quando finalmente cheguei à porta do meu quarto percebi que já eram quase quatro da amanhã e imaginei que KyungSoo deveria estar dormindo, por isso abri com calma e adentrei o espaço, me jogando na cama e deixando que minha mente sonolenta e ainda meio embriagada viajasse por todos os lindos sorrisos que recebera de meu querido BaekHyun…

   Era surreal pensar que depois de quase seis meses somente conhecendo sua voz e imaginando-o como um anjo delicado, finalmente constatara que era ainda mais bonito do que pensava, também muito mais divertido e delicado.

   Mesmo assim, não podia negar que aquele sexo não era nem um pouco o que eu imaginara ter com meu amado B.B. Ele estava longe de ser o lindo e inocente menino que falava comigo do outro lado da linha… isso me doeu um pouco. Acho que no fim das contas, talvez, até aquele momento, tudo realmente tivesse sido fingimento, ele não sentia qualquer prazer comigo naquele telefone, só fazia seu trabalho.

   Sei que é triste que eu tenha me iludido com isso, mas acho que todos temos a mente fraca e com isso acreditamos apenas naquilo que queremos acreditar. BaekHyun me parecia um menino incrível, porém não era o meu menino dos sonhos.

   Mas é claro que em minha mente nasceu a pergunta: qual o motivo de um menino tão lindo e inteligente trabalhar com tele-sexo? Não que eu tivesse qualquer tipo de problema com isso, acho que cada um faz o que quer da própria vida, ainda que sejam coisas meio estranhas. Eu também não era nenhum santo, não me sinto no direito de julgar esse tipo de coisa.

   Passaram-se mais ou menos duas semanas desde a primeira e única vez que estive com BaekHyun, nenhuma mensagem fora mandada ou ligação atendida, ele parecia simplesmente ter sumido do mapa, como se nunca nem tivesse existido.

   Eu não sabia o que fazer, apenas ficava pensando nele, me perguntando como faria para vê-lo de novo e dizer que queria me aproximar e conversar mais, perguntar o motivo dessa atitude dele e coisas assim.

   KyungSoo me convencera a ir até para a tal festa que planejaram na casa de JongIn, um colega nosso que tinha uma casa grande perto da faculdade e ficava lá sozinho quase todo final de semana, já que seus pais trabalhavam com algo relacionado a viagens e geralmente ficavam viajando sábado e domingo.

   Admito que não estava nem um pouco empolgado com a expectativa de ver um monte de jovens se agarrando em meio a nuvens de fumaça de cigarro e maconha, mas era melhor que ficar em casa enfurnado fazendo nada a noite inteira.

   Coloquei uma camiseta vermelha simples e um jeans preto bem justo, arrumei o cabelo jogando pro lado e fui de all star mesmo, não estava a fim de ficar me arrumando demais, porém, ainda sim queria estar apresentável.

   - Anda logo, orelhudo! A festa já começou há mais de uma hora! - JongDae, um de nossos amigos que ficava no quarto no final do corredor, batia na porta e chamava por mim, parecendo bem desesperado para que fôssemos logo para a festa.

   - Calma! ‘To indo já! - Abri a porta do dormitório e saí apressado, trancando a fechadura e seguindo para fora do grande prédio enquanto meu amigo me contava que recebera uma mensagem de ZiTao, o intercambista chinês, falando que a festinha estava boa e que algumas garotas do clube de dança estávam dançando com a camiseta molhada em volta da piscina… Não que eu me ligue muito em mulheres, mas meus colegas não sabiam disso, eles achavam que eu era frouxo e por isso nunca aparecia com ninguém. Mesmo KyungSoo, achava que a pessoa pra quem eu ligava e batia punheta sempre fosse uma menina.

         - Pô, legal ehm… - Falei meio distante, já vendo que a festa deveria estar bem agitada, pois as luzes do lado de fora da casa eram incríveis. Assim como a grande quantidade de pessoas ao redor dela.

   - Vai ser bom! - JongDae saiu correndo para dentro do casarão de paredes brancas, deixando-me sozinho no gramado externo, pelo qual continuei caminhando lentamente até que finalmente chegasse a sala abarrotada de pessoas onde uma música eletrônica alta tocava, ficando um pouco perdido achei que a melhor opção fosse sair e fumar um cigarro na varanda do segundo andar.

   Passei pelo corredor e quase escorreguei em uma poça de vinho tinto derramada no carpete branco, a mãe do JongInnie vai ficar bem puta, pensei enquanto continuava meu caminho em direção a porta de vidro no final do corredor; porém algo me chamou muita atenção.

   A figura magra, delicada e de aparência inocente, cabelos negros, olhos grandes e sorriso oblíquo que era Byun BaekHyun sendo puxada por um rapaz alto e forte para dentro de um dos grande quartos da mansão Kim, enquanto em uma das mãos o copo de cerveja derramava grande gotas devido a embriaguez, para finalmente ser completamente derrubado ao dar um passo em falso. Ele parecia contrariado em seguir o tal cara, que eu identifiquei como Oh SeHun, um veterano do último ano do curso de música.

   - SeHun, me larga! Já conversamos! Eu já pedi desculpas... - Mesmo bêbado ele ainda parecia bem o suficiente para dizer ao outro que não tinha qualquer intenção de seguir com ele, por isso acabei correndo em direção da dupla e adentrei o quarto bem em seguida de ambos, puxando BaekHyun pelo braço para perto de mim e o afastando do coreano de forma a deixá-lo “escondido” atrás de mim.

   - Ele não quer falar com você! - Bradei com raiva, vendo os olhos perdidos de BaekHyun voarem de mim para SeHun diversas vezes.

   - Essa putinha não merece que fique defendendo! Sabe o que ele faz pra viver? Fica gemendo no ouvido de velhos tarados! - Algo na voz dele me deixava claro que se sentia traído… talvez os dois tivessem algum tipo de envolvimento e fosse por isso que BaekHyun tivesse fugido de mim.

   - Eu não sei o que vocês dois tem, mas eu duvido que ele faça isso para magoar você ou outra pessoa! Isso também não faz dele uma pessoa promíscua! E mesmo que ele fosse, isso não muda a boa pessoa que ele é! - Os olhos de SeHun pareciam cheios de raiva, ainda que meio mexidos com o que eu dissera.

   - Boas pessoas não enganam seus namorados! - SeHun rosnou para mim, fazendo dessa vez com que minha guarda baixasse e me sentisse um pouco perdido… já desconfiava que tinham algo; mas namorado? Acho que era um pouco demais para mim.

      - Namorado? - Não consegui não soar chocado e decepcionado, fazendo o olhar de SeHun ficar pior, tanto para mim, quanto para BaekHyun, que pareceu meio confuso com a minha reação.

   - Sim, esse trai… - A frase dele não chegou a um final, pois o pequeno Byun saiu de trás de mim e selou os lábios de SeHun com carinho, olhando-o em seguida de forma doce, deixando-me ali, completamente congelado, vendo todas as minhas chances de ter qualquer coisa com aquele ser mágico se perderem.

   - Prometo que vou largar esse emprego, uhm? Mas por favor, não faça nada com ele. Eu te amo, ok? Eu só precisava do dinheiro, e era fácil... - A fala dele acabava comigo, arrancando cada pequeno pedacinho de apreço que eu criara por aquela criatura; ou eu queria que tivesse arrancado.

   - Você promete mesmo? - Os olhos de SeHun para ele eram de um verdadeiro apaixonado; por um momento me senti mal por ter me metido no relacionamento dos dois, contudo me lembrei que o começo daquilo tudo era o emprego estranho de meu amado, antes, desconhecido.

   - Claro que sim. - Byun deu mais um beijo nos lábios do namorado, bem de frente para mim, para então virar-se e me encarar nos olhos, com uma expressão “vazia” continuou falando com toda a calma do mundo. - Olha, ChanYeol, agradeço muito por tudo o que fez por mim, mas as algumas coisas devem se manter no âmbito da fantasia, pois o mundo real não funciona como um paraíso. O que aconteceu foi bom, mas agora tem de acordar. É hora de cada coisa ir para o seu lugar… uhm?

   O terceiro menino na sala claramente não entendeu bulhufas do que fora dito, ainda sim eu entendi cada palavras. BaekHyun nunca pretendeu ter nada sério comigo, mas estava brigado com o namorado e querendo sexo para se aliviar. O fato de eu achar que teria uma linda história de amor com a voz do outro lado da linha de um tele-sexo não era culpa dele, assim como termos nos conhecido fora uma mera peça pregada pelo destino. Senti meu peito arder ao constatar todas aquelas coisas, era como se uma bomba de realidade tivesse caído sobre minha cabeça.

   Não tive tempo para responder, apenas vi os dois saindo de mãos dadas pela porta, seguindo-os lentamente, ainda pude ver a dupla atravessando o corredor tomado pela fumaça de cigarro e pelas pessoas embriagadas… senti meu coração parar quando BaekHyun virou o rosto para mim por um segundo; e com a mão formando um telefone ao lado do ouvido, sussurrou:

   - Me liga…

4 de Julio de 2018 a las 01:42 0 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

P. Miranda Uma autora dessas que ou escreve putaria insana, ou drama pra te fazer debulhar de chorar. De vez em quando junta os dois, só pra variar.

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