Filio Seguir historia

nam98buyoung Buyoung Nam

Filio vem do verbo filiar. O mesmo que: adoto, anexo, filho, perfilho. Significado de filiar: Tomar como filho. Kim Junmyeon e Wu YiFan eram há casados há sete anos, e por infortúnios do destino há dez anos eram apenas os dois e mais ninguém. Mas ele tem a chance de mudarem suas vidas por conta de dez "anjinhos".


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#menção-ABO #parentkrisho #exokids #exo
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Chance

“Junmyeon viu uma nova chance”

   Yifan e Junmyeon estavam casados há sete anos, o que começou com uma simples amizade em um campus da faculdade se tornou um romance em poucos meses. O sino-canadense havia se mudado para Seul para se formar em direito, possuía toda a arrogância e egocentrismo esperado para um alfa, mas por detrás daquela máscara era apenas um cara bem… alegre (para não dizer estranho). Um dia ele acabou trombando com um ômega na faculdade, e o estado de desorganização das coisas que Junmyeon carregava fazia com que qualquer pessoa duvidasse que ele era um estudante de administração, ou que ele fosse um aluno totalmente aplicado. De cara o mais velho, que na época usava o cabelo platinado (mas logo que se formou fixou-se no loiro) se interessou pelo baixinho de pele muito clara e cabelos castanhos, mas demorou um pouco para ganhar a confiança dele.

   Eles formavam um casal que de longe não parecia combinar muito, na rua pareciam mais colegas de trabalho conversando, não eram muito românticos fora de casa, mas entre quatro paredes… Ah entre quatro paredes a história era outra. Yifan fazia de tudo para agradar o seu ômega, e vice-versa, surpresas românticas e momentos íntimos eram constantes para os dois. Foi uma imensa alegria quando Junmyeon deu de presente de quarto aniversário de casamento ao marido um exame médico que comprovava sua gravidez de um mês. A notícia foi seguida de meses de alegria para o casal, contudo o destino não foi muito favorável a eles.

   Um acidente grave de carro apenas cinco meses depois levou Junmyeon a ficar em coma induzido por causa do choque, ele rejeitava o fato de ter perdido não apenas seu filho, mas a chance de gerar outro. Depois de um mês no hospital, o ômega pode retornar ao seu lar, mas as coisas estavam totalmente diferentes. Ele não conseguia mais ficar ao lado do marido, sentia uma depressão profunda, uma impotência inexplicável, tentou suicídio por diversas vezes e foi assim durante quase seis meses. O seu alfa, por mais que se sentisse desgastado por toda aquela situação, não desistia de tentar reanimar o ômega que marcara.


.-*-.-*-.-*-.


   Já era tarde da noite, Yifan havia chegado em casa cansado, ele trabalhara o dia inteiro no escritório de advocacia e nem estava com vontade de comer. Passou pelos cômodos da casa, a maioria vazios porque eles haviam se mudado há pouco tempo (Ideia do mais velho, para tentar mudar os ânimos do seu cônjuge). Ao chegar na suíte do casal, encontrou o coreano sentado na cama, apoiado na cabeceira, mexendo em um notebook com fones de ouvido, quando ficava assim, Junmyeon deixava claro que queria pouca conversa. O chinês se dirigiu ao banheiro para tomar um banho e não se prolongou muito, vestiu uma calça moletom e uma camiseta branca, tomou seu lugar no lado esquerdo da cama.

   - Boa noite Jun.

   O mais novo tirou os fones, abaixou a tela do notebook vagarosamente e o colocou na mesinha ao lado da cama.

   - Boa noite Yifan.

   Junmyeon não sorria, seus olhos pareciam cansados.

   - Como foi o seu dia?

   - O de sempre Yifan.

   Sua voz era fria, o mais velho apenas suspirou.

   - Comeu bem hoje e…

   - Sim o seu paciente aqui se alimentou e tomou todas as medicações, podemos dormir?

   Bruscamente Junmyeon se esticou até o interruptor do quarto e apagou a luz. Quase todas as noites eram assim, Se Yifan chegava mais cedo ou mais tarde já não fazia diferença, o mais novo não demonstrava mais expressão, apenas o cumprimentava e se retirava, até recusava qualquer tentativa de afeto do chinês. Contudo, mesmo com essa frieza externa, Yifan sentia pela marca que Junmyeon estava passando por uma grande tristeza e se sentia culpado por algo.

   Naquela noite foi diferente, Yifan alcançou o interruptor do seu lado da cama e acendeu a luz de novo, o coreano continuou deitado de costas para ele.

   - Junmyeon. - O mais alto chamou, mesmo sabendo que o outro não olharia para si. - Jun… Eu… Me desculpe ok?

   Aquela frase inesperada fez Junmyeon sentar-se para olhar o marido.

   - Eu estou tentando, eu juro. Eu não sei mais o que fazer, eu sei que você está passando por algo difícil, você sabe que eu consigo sentir, e eu estou me odiando por não conseguir fazer nada. Você lembra quando nos casamos? E eu prometi que te protegeria todos os dias da minha vida? Joga essa carga em cima de mim Jun, me deixa carregar ela por você, você não merece carregar tudo isso sozinho. Você merece sorrir como sempre sorriu e me encantou, merece viver com toda a felicidade do mundo. - Ele suspirou. - Meu Suho, só me diga se eu posso fazer alguma coisa.

   O mais novo estava sem fala, a boca entreaberta, os olhos marejados.

   - Fan…

   Não foi preciso mais que isso, para que ambos se entregassem num abraço misturado a um turbilhão de emoções, pode ter sido apenas um abraço naquela noite, mas para ambos foi o primeiro passo de uma caminhada que durou mais ou menos dois anos, uma caminhada para que Junmyeon conseguisse se levantar mais uma vez.


.-*-.-*-.-*-.


   Conduzindo um carro esportivo vermelho, Junmyeon chegara em um condomínio fechado de alto padrão, depois de mostrar os documentos para que seu nome fosse conferido na lista de convidados ele dirigiu-se pelo interior do condomínio até a casa azul que muito bem conhecia. Desceu do carro e foi até a porta, ajeitando a jaqueta que usava antes de tocar a campainha e ser recebido por um mordomo.

   Conhecia aquela casa como a palma de sua mão, e nem precisou ser levado até a varanda do segundo andar, onde seu amigo já o esperava.

   - Kibum, cheguei.

   - Jun que trânsito foi esse que você pegou? Já achei que iria comer sozinho.

   Kibum, um editor de revistas de moda muito renomado na Ásia, era casado com um amigo de infância de Junmyeon, Choi Minho, e os dois ômegas logo que se conheceram já se gostaram. Era comum que eles passassem algumas tardes juntos lanchando e conversando, enquanto os maridos estavam trabalhando e Kibum conseguia uma folga. Em certa altura, a conversa foi interrompida pelo barulho de pequenos sapatos, calçados em pés que corriam até o segundo andar.

   Taemin era o filho de Minho e Kibum, ele havia acabado de completar quatro anos. Assim que viu seu Appa foi correndo até seus braços, parecendo animado para contar como fora o dia que ele passara na casa dos avós.

   - Taeminnie você não vai cumprimentar a visita?

   Quando a criança se deu conta que havia outra pessoa ali, escondeu o rosto no espaço entre o ombro e o pescoço de seu Appa, que apenas riu com a atitude do filho.

   - Ele continua tímido não é?

   Junmyeon também ria do garoto.

   - Até mesmo na escolinha, no começo eu fiquei um pouco preocupado, mas agora já sei que é só a personalidade dele.

   Os amigos continuaram a conversa, logo Taemin estava mais solto e ouvia os adultos enquanto comia a comida disposta na mesa. Depois de uma hora, enquanto o pequeno se deliciava com a última torrada lambuzada de geleia, eles ouviram passos nervosos e alguém gritando como se estivesse ao telefone, Kibum suspirou ligeiramente irritado.

   - Minho-ah. - Ele elevou o tom de voz. - Coisas de escritório se resolvem em escritórios.

   O editor era bem rígido em relação a isso, ele tinha sua casa como local de descanso e para assunto entre família e amigos, não gostava quando o marido, que além de jogador de futebol era administrador de algumas ONGs, trazia serviço para casa.

   - Aconteceu alguma coisa?

   - Lembra que o Minho decidiu apadrinhar um orfanato grande? - O amigo assentiu. - Teve um incêndio grave no prédio, nenhuma criança se feriu, mas ele está com problemas para realocar as últimas, principalmente porque algumas já tem mais de cinco anos e conforme vão ficando mais velhas a probabilidade de adoção diminui e alguns orfanatos acabam optando por não aceita-las por conta da lotação.

   - Quantas crianças faltam?

   - Acredito que sejam dez, espere só um minutinho.

   Kibum colocou o filho no chão e entrou na casa, nisso Minho avistou o amigo.

   - Suho - O jogador o chamou pelo apelido que ganhara na faculdade. - Desculpe por essa cena.

   - Sem problemas.

   Minho e Junmyeon cresceram juntos no mesmo quarteirão e sempre se ajudavam no que precisavam. Na época em que Suho estava em sua crise, o esportista ficou receoso de ajudar porque lhe parecia hipocrisia ele tentar ajudar o amigo que perdera a chance de ter filhos e, quando a noite chegava, ele ajudava seu marido a por o filho para dormir. Demorou alguns meses para que ele soubesse lidar com a situação e ajudasse o melhor amigo a se reerguer.

   Antes que os dois começassem a conversar, Minho pegou Taemin no colo, não se importando com a camisa que ficou suja de geleia.

   - Kibum explicou o que aconteceu.

   O mais alto suspirou.

   -  Eu só queria resolver isso o mais rápido possível.

   O ômega voltou com uma pasta preta cheia de papéis, retirou algumas fichas e deu na mão de Suho. No total eram realmente dez crianças, duas de três anos, duas de quatro, três de seis, uma de nove e duas de dez.

   - Você está tendo dificuldade mesmo com essas crianças mais novas?

   - Bem, um deles é chinês, outro apesar de novo teve alguns problemas de comportamento e parece que é bem próximo de uma das crianças mais velhas, esses outros dois aqui também são bem próximos e um deles tem a imunidade muito baixa. Eu queria achar um lugar que aceitasse eles juntos, o susto do incêndio já foi grande o suficiente para eles terem que se separar dessa forma.

   Junmyeon assentiu após as explicações de Minho. Ele olhava as fichas com atenção, desde que começou a ouvir aquela história ele já sentia um impulso dentro de si, não podia negar seus instintos de ômega, mas também sua consciência alertava junto com seu senso de responsabilidade.

   - Minho, teria algum problema se eu e o Yifan jantássemos aqui hoje?

   - Claro que não.

   Ali Minho já detectara as intenções do ômega, que nunca foi uma pessoa muito difícil de se ler. À noite, após o jantar e enquanto Kibum colocava Taemin para dormir, o ômega explicou toda a situação e o sua ideia para o seu marido. Ambos tinham uma casa grande, que ainda tinha quartos vazios, uma condição financeira mais do que confortável, e o ômega possuía bastante tempo livre já seu único emprego era receber o aluguel de algumas casas que ele administrava. O mais velho ouviu tudo sem dizer uma só palavra, Junmyeon sabia que ele faria isso, depois pediu para dar a resposta no dia seguinte.

   Enquanto voltavam para casa, o alfa ainda permanecia calado e isso deixou o coreano um pouco apreensivo. Chegaram em casa, o chinês foi tomar um banho e o Kim foi arrumar a cama para que eles dormissem.

   - Fan.

   Junmyeon chamou quando o outro saiu do banho, apenas com uma toalha enrolada na cintura.

   - Deixa eu me trocar primeiro, está um pouco frio.

   Yifan não estava enrolando, eles estavam no meio de janeiro. Depois que ele colocou um pijama de flanela, assim como o marido, o mais velho deitou-se com ele. Junmyeon encostou a cabeça no ombro do amado, logo sentindo seus braços o envolverem.

   - O que você acha?

   Antes de responder, o loiro moveu um dos braços para que a mão ficasse para ele fazer um cafuné no mais novo.

   - Você realmente quer isso Suho? Não falo de gastos nem nada, nós não temos tanta experiência com crianças, e você teria que passar por outro acompanhamento psicológico.

   - Quero muito Fan. Desde o... - O coreano parou para respirar fundo uma vez. - Desde o Jaeyeol eu sinto que falta um pedaço da minha vida, não posso mentir. Não é que eu não seja feliz vivendo apenas nós dois, mas eu sinto que falta algo.

   Yifan continuou quieto por mais algum tempo, refletindo.

   - Vamos falar com o Minho amanhã, podemos cuidar deles provisoriamente e talvez adotar um ou dois deles, quem sabe até mais. Mas você tem que ter em mente de que não é algo concreto, adoção é um processo complicado.

   - Sim senhor, Senhor Advogado.

   O moreno sentiu os lábios de Yifan em sua testa enquanto ele ria baixinho.


.-*-.-*-.-*-.


   A conversa aconteceu em uma noite de quinta-feira, na manhã seguinte eles ligaram para Minho que já agendou uma visita para sábado. As crianças estavam em um abrigo provisório.

   Era uma manhã nublada, porém agradável, o casal dirigia escutando rap a pedido do mais velho, já que o mais novo preferia as baladas românticas.

   - Ansioso Suho?

   O coreano nem respondeu, só faltava escrever na testa dele o quanto ele estava animado com aquela ideia. Eles chegaram a um terreno não muito grande, com uma casa de paredes cinza e três andares, construída mais posicionada ao fundo do terreno, pelo número de crianças que brincavam na frente da casa já era possível perceber que o local estava na sua lotação máxima. Eles desceram do carro, logo chamando a atenção das crianças, que se aglomeravam nas telas de ferro que circundavam a casa.

   O casal foi atendido por uma senhora que aparentava ter seus sessenta anos, e arrastava os sapatos enquanto andava com seu corpo curvado.

   - Vocês vieram ver os excedentes não?

   Os dois assentiram e estranharam o modo como ela se referiu as crianças.

   - Eles estão em um quarto lá em cima. Sigam-me.

   Eles seguiram a senhora em seus passos vagarosos, o piso de madeira rangia, crianças passavam correndo pelos corredores. Chegaram ao terceiro andar, no quarto que estava no final do corredor. YiFan segurou a mão de JunMyeon, percebendo que ele suava frio na ponta dos dedos.

   A senhora abriu a porta do quarto, as crianças que estavam lá dentro se organizaram de pé assim que ouviram a porta se abrir.

   - Atenção vocês. - A voz dela era séria e ríspida. - Estes são os homens que estão me fazendo o favor de abrigar vocês, então se apresentem e o mais importante: Se comportem.

   A senhora enfatizou muito a ultima frase, e Yifan percebeu três cabeças assentindo de modo sincronizado. Ela saiu do quarto resmungando algo e bateu a porta, o silêncio se instalou por alguns segundos.

   - Olá, sou Kim Minseok.

   O garoto foi o primeiro a falar, era claramente um dos mais velhos, o cabelo era repicado nas pontas e possuía olhos puxados como os de um gato.

   - Sou Lu Han.

   O segundo, com a face delicada, falou ao lado de Minseok, ele estava com as mãos nos bolsos de forma apreensiva.

   - Zhang Yixing, mas costumam a me chamar de Lay.

   O último dos três mais velhos se apresentou de forma serena. O sotaque chinês dele era ainda mais forte que o de Lu.

   - Byun Baekhyun.

   - Kim Jongdae.

   - Park Chanyeol.

   Os três falaram um seguido do outro. O Byun mexia com seu próprio cabelo, o Kim estava com as mãos para trás como se estivesse com vergonha, e os joelhos das calças do Park estavam sujos de terra.

   - Este aqui é o Do Kyungsoo. - Minseok apontou para o garoto de olhos redondos e desconfiados. - Huang Zitao. - Ele apontou para o garoto com olheiras marcadas que possuía um olhar um pouco assustado. - E Kim Jongin. - O último garoto tinha a pele mais escura e um sorriso sincero.

   - Eu sou Kim Junmyeon.

   O ômega se apresentou com um sorriso simples e logo em seguida perguntou:

   - Está faltando um de vocês não está?

   Os garotos se entreolharam nervosos.

   - O Hun... Sehun... Ele ficou um pouco nervoso de conhecer pessoas novas, apenas isso.

   Lu Han foi o primeiro a falar, e ali Junmyeon entendeu de onde vinha aquele nervosismo que ele demonstrara.

   - Onde ele está?

   - Eu não vou sair!

   A voz infantil ecoou abafada pelo quarto. Os mais novos não tiveram muita reação, os três garotos de seis anos (Que pareciam ter certa sincronia) seguravam o riso e Junmyeon lembrou do amigo falando sobre o problema de comportamento vindo de um deles.

   - Sehun por favor.

   Minseok chamou o mais novo entre os dez.

   - Não saio! Não saio!

   Lu Han suspirou, foi até o guarda roupa no fundo do quarto e abriu as portas, Junmyeon teve    um vislumbre da criança.

   - Oh Sehun você está fazendo a gente passar vergonha. - Minseok aumentou o tom de voz para que o outro o ouvisse. - Assim nós não vamos sair daqui.

   - Mas vão separar a gente, e eu não quero isso. Eu quero ficar com o Lulu, e o Kai, e o Taozi. Com todos vocês.

   Ele choramingou.

   - Não vão separar a gente Hunnie. - O mais velho explicou. - O Senhor Wu vai nos levar para um abrigo mais confortável, porque esse está lotado.

   Foi preciso mais um pouco de conversa para Luhan convencer Sehun a sair daquele armário, mesmo assim ele ficou no colo do chinês e se recusou a conversar com Junmyeon.

   Depois dessa pequena cena, Junmyeon sentiu alguém puxar o tecido da sua calça para chamar sua atenção, ele se agachou para ficar na mesma altura que Chanyeol.

   - O que foi?

   O coreano mais velho perguntou docemente, o Park gesticulou para que este chegasse mais perto, como se quisesse contar um segredo.

   - Aquele tio ali não sabe falar?

   O pequeno apontou para Yifan, que durante todo aquele tempo ficara em pé, parado, sem falar nem uma palavra sequer.

   - É por que eu não entendo muito bem coreano.

   Yifan respondeu em um bom e claro mandarim, que só ficou claro para as três crianças chinesas (que ficaram com os olhinhos brilhando de animação ao ouvirem sua língua materna), porque até mesmo Junmyeon teve dificuldades em entender a frase do marido.

   - Você é chinês?

   Yixing perguntou e Yifan assentiu.

   - Então você sabe falar duas línguas também?

   - Na verdade eu falo quatro.

   Foi possível ouvir um "uau" de algumas das crianças, elas chegaram mais perto do chinês, que sentou no chão para ficar mais próximo à altura deles.

   - E por que você fala tantas línguas?

   Foi a vez de Minseok perguntar.

   - Antes de eu vir para a Coreia do Sul, eu morava em um pais que falava inglês, e na China aprendi o cantonês também.

   - Então você já andou de avião?

   O Byun estava ficando animado com a conversa, e ficou ainda mais quando a resposta da sua pergunta foi uma afirmação.

   - E é legal andar de avião?

   Um pouco mais para trás, Junmyeon observava a interação do marido com as crianças, sentido seu coração bater de uma forma diferente. Chegou a sentir lágrimas querendo se formar em seus olhos, mas respirou fundo, ele precisava ser um pouco racional também. Sua mente divagava em como ficaria sua casa com dez crianças, e em meio aos devaneios um pequeno par de olhos chamou sua atenção. Sehun ainda estava no colo de Lu Han, consequentemente de costas para Yifan e de frente para si. Junmyeon sorriu, Sehun fez um bico emburrado.

3 de Julio de 2018 a las 14:11 0 Reporte Insertar 3
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