Chamada de Emergência Seguir historia

minseokbaek kel

Depois de umas noites trabalhando em dobro, Park Chanyeol queria apenas dormir. O motorista da família Byun iria alcançar seus objetivos se um atrevido Baekhyun não chamasse, supostamente bêbado, às 5 da matina, o obrigando a buscá-lo num fim de festa. {chanbaek!flex}


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Eu sei que você está curioso.

Existem muitas coisas nessa vida que eu amo fazer. Tomar café de manhãzinha, dirigir meu carro, abraçar meu cachorro e dormir.


O último item estava em tanta falta que até doía ficar acordado. Passei os últimos dias cobrindo folgas dos meus colegas e abrindo mão do meu soninho da beleza.


Eu trabalho como motorista na casa dos Byun há quase quatro anos, responsável principalmente pela locomoção dos filhos do ricaço. O salário é bom, mas aquele pessoal não sabe ficar parado. É levar Baekhee nos shoppings e em show de idols, o filho de Baekbeom na escola, o próprio Baekbeom pro trabalho e o mimado do Baekhyun pra todo canto.


Sério. Ele seria capaz de me chamar pra levá-lo até a padaria que fica na esquina da rua.


Mas eu não posso sair reclamando, meu bolso sempre está devidamente cheio no fim do mês, então é melhor aguentar a mala de um metro e meio, o que só é possível porque mesmo sendo um belo de um folgado, Baekhyun é até legal.


Ele tem essa alma de vinte e poucos anos, sorriso grande e cabelo cor-de-rosa (e no fundinho eu sei que não posso culpá-lo pelos caprichos, ele sempre foi muito queridinho pelos pais. Até Baekhee nascer e estragar tudo, besteira de irmãos). Só por esse tantinho de coisa que eu não fico tão irritado assim com ele.


Mas pelo amor de Deus, tem hora que esse menino exagera.


Eu estava pleno e jogado nos braços de Morfeu depois de me presentear com um chocolatinho quente - estava frio aquela madrugada - e ver alguns episódios da tal Stranger Things que Baekhyun não para de me pedir para assistir. Eu estava morto, não tenho mais idade pra essa coisa de dormir três da manhã.


Eu nem estava mais no plano da consciência, sonhando com cachorrinhos cor-de-rosa, quando um som insuportável invadiu a minha cabeça.


FANTASTIC BABY, DANCE


Os cachorrinhos me olhavam pidões, aposto que odiando aquela barulheira tanto quanto eu. Foi só aí que eu percebi que a música do BigBang gritando nos meus ouvidos vinha do meu celular.


Abri os olhos com pesar, os poucos raios de sol me indicavam que ainda estava bem cedo. Tateei a minha cama, pronto pra mandar o infeliz atrapalhando meu sono para a puta que pariu. Que tipo de gente faz ligações uma hora daquelas?


Minhas dúvidas foram sanadas quando selfie que Baekhyun tirou no meu celular brilhou na tela - pra vocês terem noção do atrevimento. Eu só não reclamei daquilo porque... Ah, até que a foto era bonitinha.


Soltei um suspiro frustrado. Eu queria muito mesmo ignorar o "pirralho", mas Baekhyun ainda era parte do meu trabalho. Então deslizei o verde e levei o celular ao ouvido.


— Senhor Byun? - Eu nunca vou me acostumar em chamar um cara mais novo de senhor.


— Aaaah, Chanyeol-ah. Chanyeollie. - a voz de Baekhyun era anasalada, e ele deu uma risadinha. - Chany Chany, você pode vir me buscar?


— Senhor Byun, desculpe, mas eu estou fora do meu turno. É alguma emergência? Minseok pode ajudar.


Nãooo, aquele baixinho não. Eu quero você, Chanyeollie. Por favorzinho. Eu estou com frio.


Respira fundo, Park Chanyeol.


— Baekhyun, eu estou na minha casa. Estou sem o carro.


— Ahh, venha com o seu, com o seu. Eu estou aqui, venha me buscar. - a repetição de palavras e o excesso de aegyo me diziam que aquela peste estava bêbada.


É difícil ser uma boa pessoa.


— Onde você está?


— Ooooh, você vai vir mesmo? Chanyeol-ah, você é um herói. Você pode trazer um casaco? Está tão frio, Yeollie.


Esse menino vai destruir a minha vida. Eu já conseguia imaginar aquela coisa pequena encolhida nos próprios braços para se proteger do frio. Até dava uma dózinha. Soltei um suspiro frustrado e me sentei na cama, fazendo Toben acordar e levantar as orelhas. Fiz um carinho nos seus pelos enrolados e cocei os olhos enquanto repetia a pergunta para Baekhyun.


— Onde você está?


— Sei lá, eu tô aqui.


Que Deus me providencie paciência.


Depois de conseguir fazê-lo me enviar a localização pelo kakao, me arrastei para fora da cama.


Eu juro que ouvi meu travesseiro chorar, mas talvez tenha sido só eu mesmo.


Arranquei o meu casaco do cabideiro e busquei as chaves do meu 4x4 na mesinha. Só notei que ainda estava com um pijama quando entrei no veículo. O conjunto nada profissional de uma camiseta do Pink Floyd, uma calça de moletom e meias. Eu saí andando de meia!


Baekhyun estava bêbado, não iria reparar mesmo.


Ignorei aquilo e dei partida. Pelo menos eu podia andar com o meu bebê, ele passava muito tempo inutilizado.


Depois de pouco tempo passando pelas ruas desertas, até porque mal eram 5 da manhã, eu avistei a cabeleira rosa na frente daquela boate, com poucas pessoas preenchendo a paisagem. Sentadas no meio-fio, encostadas em carros ou em pé bebendo os últimos goles das bebidas. Esses jovens não cansam mesmo.


Baekhyun tinha um belo de um sorriso na cara enquanto conversava com um garoto alto e com cabelos ainda mais coloridos que os seus.


Abaixei o vidro e buzinei levemente, chamando a atenção dos dois. Não sei se foi impressão minha, mas o sorriso do menor pareceu aumentar quando me viu. Ele acenou animadamente.


Virou-se para o amigo ou o que quer que seja e disse algo em seu ouvido, fazendo o magrelo dar uma risada alta e engraçada. Ele deu o braço a Baekhyun e deu a volta no carro, abrindo a porta do passageiro antes que eu indicasse os bancos traseiros.


Baekhyun se jogou no banco, me lançando um olhar enviesado e mostrando os dentes. Abaixou o vidro rapidamente e colocou a cabeça para fora. Por um instante eu quis chorar porque eu achei que ele vomitaria pela porta do meu bebê, mas ele só gritou.


Seeehunnie, tchau bebê. - insira aqui uma quantidade exagerada de beijinhos no ar. — Não esquece de mandar um beijo pra esse seu chinês gostoso.


Mas o que é que esse menino está falando, no meio da rua? Controlei a vontade de subir o vidro com a cabeça dele para fora mesmo.


— Hyung, para com isso. - o tal do ‘Sehunnie’ balançou as mãos no ar antes de cobrir o rosto com elas. — Vai embora logo, se o Xing aparecer eu vou morrer de vergonha com você falando besteira


— Mas é verdade Hunnie… Ah, olha ele ali, o dono da beleza da China. Yixing!!! - Baekhyun estava berrando. Eu acho que vou começar a comprar tranquilizantes. — Cuide bem do Sehunnie, ouviu?


Apoiei minha bochecha no meu punho e a cabeça na janela - o meu vidro já estava fechado. Já que as gracinhas iriam ficar tagarelando até sei lá que horas. Muito propício o local.


Como eu sou curioso, dei uma espiadinha no cara moreno com um sorriso divertido que se aproximava do amigo de Baekhyun. As pesquisas foram bem feitas, ele era um pitelzinho mesmo. O tal garoto tinha sorte.


— Baekkie… - Sehun choramingou um pouco e eu não controlei a risadinha baixa. Qual é! Era uma cena e tanto. A última coisa que vi foi o rosto de Sehun coberto pelas suas mãos e seus cabelos coloridos sendo bagunçados pelo outro. Baekhyun soltou mais alguns beijinhos e umas onomatopeias não identificadas antes de se despedir de uma vez.


— Tá bom. Boa noite.


Baekhyun acenou exageradamente e virou o rosto na minha direção. Eu só gostaria de saber porque ele nunca parava de sorrir pra mim. Subiu o vidro por si só e se esparramou no banco. Lembrei do casaco pedido que eu havia deixado estrategicamente no banco de trás e me virei para pegar, o entregando à Baekhyun em seguida.


Nem parecia que ele estava com frio depois de presenciar aquele show, mas quando seus dedos gelados tocaram os meus para pegar a peça e a vestir afoito, as coisas fizeram mais sentido.


Seu corpo ficou pequeno naquele moletom escuro, menor ainda quando ele colocou o capuz com um sorriso débil no rosto.


— Ahh, obrigado Chany. - meu corpo enrijeceu quando as pontas gélidas dos seus dedos passaram pelo meu braço descoberto. — Meu herói, Chanyeol-ah.


A situação era tão estranha que era até engraçada, foi difícil manter a pose para lidar com aquilo. Eu já disse antes, mas Baekhyun é divertido. Sempre me forçava a sair do “personagem” tentando puxar conversa e se tornar íntimo, foi assim que viramos uma espécie de amigos, ou colegas, pelo menos. Eu até esquecia os bons 7 anos de diferença no ano de nascimento.


Ele inclinou o corpo agasalhado para frente, prestes a mexer no rádio desligado, mas o interceptei antes disso.


— O cinto, Senhor Byun.


Não há acidentes quando se está de carona com Park Chanyeol.


E se há acidentes, não há mortes. Use o cinto.


— Pare de me chamar de senhor, o idoso aqui é você. - ele disse, rindo baixinho. Talvez achasse que não tinha falado em voz alta. Levou a mão ao cinto de segurança e deu puxões nada delicados, brigando com o objeto.


Meu Deus do céu! Ele estava machucando o meu filho.


Segurei seus pulsos e os sacudi, tentando não ser rude, mas já sendo. Ele soltou o cinto e me deixou passar a faixa pelo seu corpo folgado e prender no encaixe. Baekhyun soltou uma risada soprada perto do meu rosto e eu senti o cheiro de vodka emanando dele.


Não bebam, crianças.


— Chanyeollie. - mal havíamos saído do lugar quando Baekhyun começou. — Não me leva pra casa não, tá?


— Como não? Para onde mais eu te levaria? - A cara maliciosa que ele fez me deixou até com vergonha. — Baekhyun…


— Eu quero ir num karaokê.


— Baekhyun, são cinco da manhã, eu não vou te levar num karaokê.


Ele cruzou os braços.


— Você não vai me levar? - neguei com a cabeça. Espero que ele não me demita. — Então eu vou fazer o karaokê aqui.


Eu ia perguntar o que ele quis dizer com isso, mas ele esticou o braço e ligou o rádio. Também aumentou o volume.


E agora eu estava lidando com Byun Baekhyun cantando e coreografando Cheer Up do Twice numa voz extremamente alta dentro de um cubículo, enquanto eu andava sem rumo pelas ruas, porque o bonitinho ainda não disse para onde ir além da casa dele.


Em algumas ruas de distância, meu colchão está gritando por mim.


~~~


Eu decidi que ele precisava se alimentar pra apaziguar o álcool no sangue depois de uma conversa fiada, então estacionei no drive thru do Mcdonalds, esperando Baekhyun fazer o pedido.


— Já sabe o que vai querer? - ele perguntou a mim. Levantei uma sobrancelha.


— Nada.


— Hmpf. - resmungou antes de quase me matar do coração quando passou seu corpo por cima do meu, as mãos apoiadas entre as minhas pernas. Onde foi parar o cinto de segurança? — Moça a gente vai querer doooois de tudo tá? BigMac, fritas e milkshake de morango. - ele pareceu ponderar. — Chanyeollie, você gosta de milkshake de morango? - Virou o rosto para mim e eu afastei a cabeça rapidamente, pois era próximo demais. Rolei os olhos e assenti, já sabendo que não existia a opção “não quero comer nada”. — É isso mesmo moça, você anotou?


Depois da confirmação dos pedidos, Baekhyun se afastou para que eu pudesse seguir com o carro. Ele não tinha sentado, no entanto. Estava curvado sobre mim, ignorando o tal do “espaço pessoal”. Quando usei o braço direito para segurar e afastar o seu corpo, ele riu.


Não disse nada e nem pediu minha ajuda para colocar o cinto de segurança de volta.


Minutos depois, com o carro estacionado e uma rádio internacional tocando baixo, nós dois comemos num silêncio agradável. Baekhyun estava até tranquilo demais, para ser sincero. E era óbvio que não iria continuar assim por muito tempo.


Seu inglês longe de estar perfeito foi utilizado para acompanhar as músicas logo depois da pança cheia. Eu não resisti em murrurrar algumas coisas, até.


Só não sei em que momento os toques indiscretos começaram. Quando notei, já dando um passeio pela cidade, a mão de Baekhyun estava sobre a minha coxa. E ele estava sorrindo.


— Você malha? Que pernas... Uau. - meu corpo se sobressaltou quando ele apertou a pele. — Ahh. Você tem pernas gostosas, Chanyeol.


— Baekhyun, pelo amor de Deus. - afastei a palma maldita. — Eu vou te levar de volta, você precisa dormir.


Na verdade, quem precisa sou eu.


— O quê? Poxa, eu só estou te elogiando. Você é tão bonito. Olha esses braços, woaah. - ele segurou o meu braço direito com as duas mãos. Eu sabia que estava vermelho e morrendo de constrangimento. — Você deveria parar de usar aquele terno e exibir esse corpão mais vezes, Chanyeol. Mas na verdade eu gosto do terno também. Fica tão rude, ahh, lindo.


— Você está percebendo o quanto isso é inapropriado, garoto?


— Ei, eu não sou um garoto. Senhor, garoto… Você não acha um meio termo? E não tem nada de inapropriado em dizer que você é um homão.


Eu respirei fundo.


Não fazia ideia de como lidar com os flertes de Baekhyun. Nunca soube, na verdade. Mas ele também nunca tinha sido tão claro assim. Suas sutis investidas desde que eu entrei na equipe nunca passaram despercebidas por mim, mas eu ignorava todas, no máximo repreendia um comentário mais ousado.


E eu sei que deveria ter imposto mais limites quando o garoto de 19 anos começou com essa ideia, e não sei porque não o fiz. Talvez, só talvez, eu até gostasse um pouco. Inflar o ego, sabe como é.


Mas agora Baekhyun tinha 23 e estava mais abusado do que nunca. E tinha sido muito difícil reprimir a atração que senti por ele no início do trabalho pra ele resolver destruir minha barreira agora. Se o superego¹ parar de agir eu não sei o que eu faço da minha vida.


Meu mantra espiritual foi cortado quando as mãos atrevidas deslizaram pelos meus braços e tocaram o meu tronco coberto. Meu corpo entrou em estado de alerta. Além do mais, eu sou humano e não consigo ignorar a sensação dos dedos acariciando meu abdômen.


— Me deixa contar os seus gominhos, Chanyeol?


Gominhos que eu sequer tenho, ele estava era apertando os meus pneuzinhos.


— Baekhyun, por favor. Você está bêbado, pare com isso. - Foi nesse momento que sua risada alta ecoou. Eu franzi o cenho. — O quê?


Ele balançou a cabeça negativamente, com um sorriso irônico no rosto, me deixando confuso.


— Não quero. - desceu o toque minimamente, ousando passar pela minha pélvis. Eu retesei, apertando o volante. — Sabia que eu sonhei com você hoje a noite?


Ontem, se você quer dizer.


— Não. - Agilmente afastei suas mãos do lugar proibido, mas não tive força o suficiente para tirá-las de perto de mim, o que ocasionou na risadinha anasalada de Baekhyun. Deus, me controla.


— Vou contar pra você, Yeol. Eu sonhei que a gente estava ali atrás. - apontou para os bancos traseiros e eu engoli em seco, sabendo o caminho daquele sonho. As juntas dos meus dedos já estavam brancas do quanto que eu apertava o coitado do volante. (Desculpa, bebê.) — Você está nervoso? Mas eu nem contei a melhor parte.


Seus dedos passaram pelo meu ombro e tocaram minha nuca timidamente. Controlei o suspiro alto e a vontade de fechar os olhos. Eu ainda estava dirigindo e precisava de atenção. O maldito do Baekhyun é incapaz de me dar sossego, não é possível.


Ele podia ser menos bonito.


— Então, continuando. Você estava tããão bonito, sabe? Pelo menos do meu ponto de vista, logo abaixo do seu corpo. - o sorriso ladino que ele me lançou quase me fez abrir a porta e me jogar dali mesmo. — Foi muito bom. Eu já sonhei com você várias vezes, mas essa… Ahhh. - eu sentia sua voz mais próxima, mas não me atrevi a tirar os olhos da pista. — Você me beijou aqui.


Eu arregalei os olhos antes mesmo dos seus lábios roçarem no meu pescoço, e me afastei assim aconteceu.


— Baekhyun. Não faça essas coisas! - meu olhar passou rapidamente pelo seu rosto divertido antes de voltar a olhar para a rua. — Você precisa parar de beber. Meu Deus.


— Eu só estou te mostrando o meu sonho. Eu sei que você está curioso.


Maldito.


Ele interpretou meu silêncio como um sinal para continuar - quando na verdade eu só estava sem reação.


— Você me tocou aqui. - fraca e lentamente, as pontas dos seus dedos tocaram a minha pélvis novamente. Eu arfei, ouvindo sua risada próxima ao meu ouvido. Ele afastou antes que eu pedisse, descansando a palma na minha coxa. Era nesse momento que eu deveria o impedir. — Nos meus sonhos, você geme bonito.


Eu juro que se não parasse no acostamento, bateria o carro. Eu respirei fundo, sentindo meu corpo arrepiado e a proximidade perigosa do filho do meu chefe.


— Pare.


— Por quê? Você não gosta de mim? Não sente nem um pouquinho de atração? Hm? - seus olhos me encaravam e eu fiquei sem palavras. — Eu sei que sim, Chanyeol.


Não é como se fosse possível não notá-lo. Não me entendam mal, é só que, puta merda, ele é lindo. Divertido, tem uma conversa legal. O desgraçado faz o meu tipo, e cada vez que eu lembrava disso eu tentava me afastar mais dele.


Claramente não deu muito certo, considerando que o corpo dele está inclinado sobre o meu e sua mão está deslizando lentamente pela minha coxa. E seu hálito de morango me recordou da sua condição há menos de uma hora atrás.


Juntei o meu autocontrole que estava prestes a ir pro brejo - eu realmente poderia beijá-lo ali mesmo - e segurei seus pulsos.


— Baekhyun, você vai se arrepender e morrer de vergonha do que está falando mais tarde. - o peguei sorrindo, o olhar mirava meus lábios antes de voltar a atenção para os meus olhos. — Você está bêbado. Mesmo que eu quisesse, eu seria um filho da mãe de me aproveitar de você.


— Você não entendeu, Chanyeol. - ele sussurrou, e ainda estava sorrindo. Sacudiu levemente as mãos e eu suspirei antes de soltá-lo. — Eu não estou bêbado, e quem está se aproveitando de alguém sou eu de você.


— Baek-


— Eu bebi duas doses de vodka, Yeol. - seus dedos correram pelo meu peito, subindo pelo pescoço e parando na nuca. — Você é tão bobo, eu só queria chamar a sua atenção.


— Do que você está falando?


— Eu quero beijar essa sua boca desde que eu te vi naquele inferno de uniforme. Você até estava usando quepe! Argh! - ele rolou os olhos. Minha nossa senhora eu nem sei o que pensar no momento. Meu único ponto de atenção era na sua mão livre tateando meu corpo. — E depois dessa noite eu decidi que deveria fazer algo a respeito. Então eu armei pra você. Não fica bravo. - ele fez um biquinho. A porra de um biquinho.


Espera aí um minuto.

Como assim armou pra mim?


— Você fez o quê?


— Eu fingi que estava bêbado, sabia que você viria se fosse assim. - Byun Baekhyun sorrateiramente sentou no meu colo enquanto eu fingia que não reconhecia o seu movimento. — Mas eu estou cansado de atuar.


— Eu estava dormindo. - eu sei que choraminguei um pouco, mas ainda estava ligando os pontos. Então quer dizer que era tudo mentira e eu levantei da minha cama pra salvar o mocinho que nem estava em perigo? Eu poderia esganá-lo.


Mas eu esqueci momentaneamente disso quando suas mãos apertaram os meus ombros e ele me lançou mais um dos seus sorrisos bonitos antes de dizer:

— Dorme comigo então.


Eu sabia o que ele iria fazer, e a cada milímetro que seu rosto se aproximava do meu, um fato se formava na minha mente. Vamos contá-los.


1 - Baekhyun é o filho do meu chefe.

2 - Ele tem 23 anos, eu tenho 30.

3 - O filho da mãe me passou a perna. E agora estava sentado em cima das minhas.

4 - Ele tem uma pintinha em cima do lábio superior.


— Você tem certeza do que está fazendo? - cada vez que eu movia meus lábios, eles roçavam levemente nos de Baekhyun, me causando a sensação de eletricidade. A resposta que ele me deu foi um sorriso e o fim da distância.


5 - Baekhyun está me beijando agora.


Eu fiquei sem ação por um tempo, com os braços jogados ao lado do corpo e os olhos arregalados. A boca de Baekhyun cobria a minha calmamente, todo suave, enquanto eu parecia um robô.


Ele sorriu contra os meus lábios e senti suas mãos passeando pelos meus braços até encontrar as semelhantes. Baekhyun pousou minhas mãos em sua cintura e voltou a segurar meus ombros. Deixei meus dedos sentirem seu corpo, ajustados à curva da sua cintura coberta pelo moletom grosso do meu casaco, criando coragem para fechar os olhos.


Eu queria estar menos tenso, mas minha mente se enchia de problemas que poderiam acontecer caso a gente terminasse do jeito que Baekhyun - e, eu admito, que eu - queria. E Baekhyun era esperto demais para não notar isso. Suas mãos massageavam meus ombros e os lábios escaparam dos meus e distribuíram beijinhos pelo meu maxilar e pescoço.


Eu posso dizer que ele sabia o que estava fazendo. Meus pelos se arrepiavam com o contato macio na minha pele. Foi involuntário impor mais força no toque em sua cintura.


— Você aprende rápido, Chanyeol. - o filhote de demônio sussurrou em meu ouvido, atrevido demais como sempre.


Limitei minha resposta a um rolar de olhos que ele não viu porque ainda estava ocupado com os lábios sobre o meu pescoço, dando a mínima para marcas, chupando e mordendo a minha pele. Era bom demais para se ignorar, e eu sabia que nem estava mais tentando. Foi natural passear as mãos em suas costas, até porque eu já tinha esquecido metade dos meus problemas. Minha distração tinha cabelos cor-de-rosa, não era difícil me prender na sua bolha.


Baekhyun voltou a subir os beijos para alcançar a minha boca de novo, e eu lhe dei passagem quando sua língua deixou um rastro no meu lábio inferior. E ele ainda tinha gosto de morango. Eu não me contive.


Deixei um suspiro de aprovação escapar e segurei seu rosto com uma das mãos, aprofundando o beijo antes que mudasse de ideia. Baekhyun não se importou com a minha falta de calma, correspondendo na mesma intensidade, puxando o meu lábio com os dentes entre um beijo e outro, com os olhos grudados nos meus e um sorriso malicioso se abrindo. Ele era a personificação da sedução, meu Deus.


Baekhyun se moveu sobre mim para mudar de posição, com uma perna de cada lado do meu corpo e os joelhos apoiados no banco. Fui obrigado a levantar a cabeça, porque ele estava mais alto que eu agora. Seus lábios vermelhos estavam quase brilhando ao meu ver, deixando os meus ansiosos. Quando se aproximou, no entanto, direcionou a boca até minha orelha.


— Eu quero que você realize o meu sonho. - Eu ofeguei só de me imaginar no banco de trás com Baekhyun. — Te conto todos os detalhes.


— Por que você tem que provocar tanto?


Baekhyun soltou uma risada gostosa, enfiando os dedos nos meus cabelos, mantendo a minha cabeça levantada e virada para si.


— É um dom.


E lá estávamos nós novamente, com os lábios grudados e as línguas enroscadas. Baekhyun guiava o beijo com a mão que puxava meus fios escuros e eu me sentia entregue - o que não era um problema. Seu beijo era voraz, e eu sabia que ele estava me explorando o máximo que podia, porque eu fazia o mesmo.


Minhas mãos procuraram por sua pele debaixo do casaco e da blusa, e ele estremeceu quando toquei a derme morna. Subi a palma pela lateral do seu corpo para lhe apertar a cintura sem o tecido atrapalhando, me aproveitando da sua maciez. Os leves arranhões pareceram acendê-lo.


Ele partiu o beijo e tirou o casaco num só movimento, já que era folgado. Dessa vez ele esperou meu movimento, e quando levei meu lábios até a pele alva do seu pescoço e decidi beijar todos os sinais ali marcados, ele pendeu a cabeça para me dar mais espaço, ao tempo que chegava perto do meu ouvido, me permitindo ouvir seus suspiros satisfeitos.


Sua respiração soprava contra a minha pele sensível, piorando a situação lá nos países baixos, coberta apenas pela calça de moletom. Pelo menos era confortável e não apertava, mas o volume era perceptível. Ao contrário do meu conforto, Baekhyun usava um jeans skinny, e eu tinha uma visão muito clara da sua ereção.


Suas respostas corporais eram muito sinceras, o senti arrepiar quando deslizei minhas mãos pelas coxas fartas e pela bunda marcada, e um gemido baixinho saiu dos seus lábios, me incentivando a continuar. Abri os botões da sua camisa listrada até que sua clavícula estivesse amostra. Encostar os lábios naquela região tentadora era um desejo secreto que eu mantinha.


Parece que a realização de sonhos já havia começado. Beijei de seu ombro desnudo até a dita cuja. Lambi e chupei a pele para lhe pintar mais uma marca avermelhada, o que não parecia estar o preocupando.


Suas mãos desciam pelo meu tórax, passando pela minha ereção quase exposta e foi a minha vez de suspirar em deleite. Os dedos deslizavam sobre o comprimento e apertavam suavemente em alguns momentos, mesmo por cima do tecido. Eu estremeci, cada toque seu me deixando mais duro.


Busquei pelos lábios gostosos e Baekhyun me beijou sem parar a massagem, multiplicando o número de sensações que se apossavam de mim. O carro estava preenchido pelos estalos do beijo e os gemidos baixinhos, além da música que embalava a nossa pegação sem-vergonha.


Abri todos os botões da sua camisa e ele se afastou para que eu conseguisse tirá-la, expondo mais da pele. Seu corpo não era tão magro quanto eu imaginava ser, haviam trincos suaves no abdômen e os braços eram contornados nos bíceps.


Acontece que Baekhyun era um homem, mais do que a imagem jovial presa em minha mente me mostrava.


Eu estava tocando a pele exposta e pronto para tomar seus lábios com os meus de novo, mas uma rápida olhada pela janela me permitiu notar que carros passavam ao lado do meu.


Foi só aí que me dei conta de que estávamos no acostamento de uma rodovia, pelas sete da manhã de um sábado. Era capaz até que alguém nos abordasse por achar que o carro tinha problemas.


— O que foi?


— Não podemos fazer isso aqui.


Ele soltou um muxoxo frustrado e eu ri, enlaçando sua cintura com os braços e beijando o pescoço uma última vez.


— Estamos no meio da rua.


— Eu não ligo. - ele disse, apertando meu pau e me fazendo prender um gemido na garganta.


— Eu não tenho camisinha ou lubrificante. - argumentei, lembrando momentaneamente de que precisamos disso.


Ele pareceu ponderar, saindo do apoio nos joelhos e sentando em meu colo de novo. Sabia que tinha sido de propósito. Desgraçado. Mexeu os quadris, roçando ainda mais em mim e me deixando morto de vontade.


— Não faz isso. - minha voz saiu quebrada e eu me amaldiçoei por mostrar a fraqueza tão fácil assim.


— Da próxima vez eu quero esse porta-luvas bastante equipado, entendeu bem? - ele sussurrou, grudou seus lábios nos meus por segundos e saiu do meu colo. Eu senti falta do seu calor corporal sobre mim. E o próxima vez não passou despercebido também. Baekhyun vestiu a camisa, mas não abotoou. — Fique sabendo que não vou sossegar até foder com você nesse carro.


Minha boca ficou seca depois de ouvir aquilo. A palavra limite não existe no vocabulário dessa pessoa. Minhas mãos estavam trêmulas e eu levei um tempinho me recuperando para conseguir ligar o carro e focar na pista.


Primeiro pensei em pra onde diabos eu iria. Não ia enfiá-lo num motel, e não me parecia uma boa ideia ir para a casa da família dele. Sabe como é, de todas as pessoas que poderiam testemunhar aquilo, nenhuma era o seu pai.


Acabei seguindo caminho para o meu prédio, sem nenhum minuto de sossego, já que Baekhyun tinha mãos nervosas. Eu também não o impedi de me tocar onde quisesse, então passei o caminho todo com dedos intrusos na minha calça, me segurando para não perder os sentidos.


Passamos pelo porteiro com roupas bagunçadas e um sorriso amarelo na cara, e o elevador com porta de ferro tinha um espaço pequeno demais para ser mal aproveitado. E eu nem pensei duas vezes antes de manter corpo preso entre a parede e os meus braços e seu lábios nos meus.


Baekhyun passou os braços pelos meus ombros e deu um impulso. O ergui para que ele conseguisse enlaçar minha cintura com suas pernas e juro que fui no céu. Sua ereção roçava na minha, ele colocava pressão naquele aperto ao meu redor. Apalpei sua bunda para empurrar seu quadril para frente, quase implorando por mais contato.


Ele gemeu em meus lábios assim que chegamos no meu andar.


— Você vai pagar caro por estar me fazendo esperar tanto. - Baekhyun desceu do meu colo. Eu dei risada. Ele era uma figura. Uma figura muito da gostosa.


Abri a porta recebendo Toben subindo nas minhas pernas, mas ele não foi o único. Baekhyun voltou a se pendurar em mim e eu me desculpei mentalmente com o meu cachorro enquanto me enfiava no quarto com o pedaço de mau caminho e fechava a porta. Minha boca estava ocupada.


Baekhyun afastou o corpo para me deixar tirar a sua camisa pela segunda vez naquela manhã, e quando eu caí na cama com seu corpo debaixo do meu, não pensei em cochilos em nenhum momento sequer.


Suas mãos puxaram a barra da minha camiseta para cima e lembrar que ele esperava por um abdômen definido até me deixou constrangido. Qual é, eu passo o dia sentado e dirigindo, e quando não faço isso estou comendo ou bebendo, era de se esperar uma barriguinha de chopp.


O tecido foi jogado no chão e Baekhyun me olhou com um morder de lábios e um sorrisinho, os dedos correndo sobre a minha pele vergonhosamente flácida.


— Você é uma delicinha, puta merda, Chanyeol.


Eu só fiz rir. Inclinei o corpo para alcançar seu pescoço com meus lábios e agora suas unhas passavam pelas minhas costas nuas, não tão gentis. Baekhyun forçou meu corpo sobre o seu, causando a fricção que me deu arrepios novamente.


Deslizei as mãos pelo seu corpo até o botão de seu jeans, me afastando minimamente para abrí-lo. Baekhyun remexeu o quadril e sacudiu as pernas para me ajudar a tirar a peça. E eu que não sou bobo nem nada, levei sua boxer azul junto.


Sua nudez me deixou sem palavras. Meus dedos ansiavam em tocá-lo e eu passei a língua pelos lábios só de imaginar o seu gosto. E, meus amigos, eu só fui.


Beijei seus lábios antes de distribuir selos pelo seu pescoço, peito e abdômen, vendo-o se contrair quando me aproximei do seu pau duro. Beijei sua glande antes de segurar o membro com uma das mãos, espalhando o pré-gozo pelo seu comprimento. Baekhyun estava quente e suspirava luxúria. Ele estava mesmo esperando muito por isso.


Não hesitei em lhe tomar com os lábios, o chupando da melhor forma que sabia, ouvindo seus gemidos arrastados e sentindo seus dedos desesperados embaraçados no meu cabelo. Suas palavras obscenas eram um incentivo a mais e eu só parei quando sua voz começou a soar mais alta e o senti pulsar em minha boca.


Ainda não.


Limpei os cantos dos lábios enquanto o admirava ofegante, o peito suado subia e descia e os lábios entreabertos expiravam o ar. Uma puta de uma imagem linda.

Sua mão abanou o ar, fazendo sinal para que eu me aproximasse. Eu sorri.


— O que você quer?


— Vem aqui… Me beija.


Eu não iria negar. Baekhyun me agarrou pelo pescoço quando cheguei perto e grudou os lábios nos meus, me invadindo com a língua logo depois. Eu estava no céu, era isto. Ele não partiu o beijo enquanto descia as mãos pelo meu corpo, empurrando minha calça para baixo e deixando leves arranhões na minha pele.


Baekhyun apertou minha bunda e minhas coxas desnudas, subindo o toque pela região interna das mesmas, me matando por dentro por evitar minha ereção. O encarei só pra ver aquele sorriso sacana. Suas mãos espalmadas empurraram meu corpo, me deixando cair para o lado e invertendo as posições.


Não me importei, como poderia? Ele estava me dando uma ótima vista, rebolando propositalmente sobre mim enquanto se curvava para me beijar de novo, como fez mais umas dezenas de vezes. Ele repetiu meus atos, descendo com os lábios pela minha pele quente, mas descolando umas mordidas aqui e ali, porque não lhe faltava audácia.


Seus lábios tocaram minha glande sensível e eu acho que vi estrelas. Meu corpo tremia toda vez que ele sugava com mais vontade, ou me fazia sentir o início da sua garganta. Acho que nunca fui tão bem servido na vida, os gemidos escapavam sem que eu conseguisse pensar em conter.


Os fios rosas estavam entre os meus dedos e eu usei desse artifício para parar os seus movimentos, não aguentaria muito mais tempo. Então ouvi o estalo da sua última investida e ele sorriu para mim, os lábios vermelhos e molhados eram tentadores.


— Como você prefere? - ele sussurrou no pé do meu ouvido, selando a região com mais alguns dos seus beijos suaves.


— Faça o que quiser. - Baekhyun pareceu se sobressaltar com a minha resposta e se afastou para me encarar. Eu ri com a sua surpresa. — Podemos testar todos os jeitos se preferir.


Ele sorriu e eu finalmente lhe disse onde estavam os acessórios que faltavam para acabar com aquela tortura. Baekhyun assumiu sua posição entre minhas pernas e eu apoiei a cabeça com um dos braços, ansioso pelos seus próximos movimentos. O vi vestir a camisinha e lamber os lábios enquanto espalhava lubrificante nas mãos, me preparando depois.


Eu senti seus dedos me invadindo até que eu ficasse confortável para recebê-lo, curvando a coluna enquanto ele se movia devagar dentro de mim até que não deixasse o resquício da dor. O segurei firmemente pela cintura e guiei seus movimentos. Nossos gemidos misturados eram a figura da libido, a cama seguindo o ritmo dos choques corporais também completava o cenário.


Perdi toda a sanidade que me restava, tão entregue a ele quanto ele se entregou para mim logo depois. Provar Baekhyun foi como morder o fruto proibido, e se dependesse de mim, devoraria aquele veneno muitas outras vezes.


~~~


O relógio marcava sete da noite na parede da cozinha enquanto eu passava um café. Coloquei o líquido numa xícara e segui para a varanda minúscula do meu apertamento, sentando num banquinho e deixando a xícara no parapeito para acender um cigarro.


Na verdade eu nem gostava muito de fumar se não estivesse nervoso, e considerando que o filho do meu chefe estava enrolado nos meus lençóis nesse momento, tenho muito com o que me preocupar.


O diabinho de cabelo cor-de-rosa não demorou muito para aparecer na sala, na ponta dos pés. Toben estava o seguindo.


— Meu Deus, cachorro. - Baekhyun se esquivou das patas e veio na minha direção. O sacana estava se exibindo semi-nu, bem na frente da minha salada. — Bom dia.


— Bom dia. - expirei a fumaça para o lado de fora. — Não está frio?


Ele soltou uma risadinha, se aproximando para sentar no meu colo e roubar o cigarro dos meus dedos.


— Me esquente. - o sorriso malicioso estava ali de novo e eu não imaginava que tragar um cigarro poderia ser tão sensual quanto as pessoas costumavam dizer. Mas lá estava Baekhyun, soprando nicotina em meu rosto e me dando um selinho logo depois.


Deus, me leva, é sério.


— Não estão te procurando em casa? - arqueei uma sobrancelha, mas não deixei de envolver seu corpo com os meus braços, principalmente porque já podia ver sua pele arrepiada com o frio. Baekhyun correspondeu com apenas um braço, porque ainda estava fumando.


— Sei lá, eu não ligo. Quero ficar aqui.


Toben se acomodou nos meus pés e Baekhyun apagou o cigarro para se acomodar em meus braços. Aparentemente agora eu cuido de dois filhotes.


— Você sabe que não é assim que funciona.


— Ai, Chanyeol, cala essa boca. Para de se preocupar com besteira, do que você tem medo? - Bom. De ficar desempregado, de ser castrado pelo seu pai, esse tipo de coisa. — Ninguém precisa saber, tá bom assim? Eu até gosto de ser um segredinho.


Eu estava tranquilo com umas noites de sexo casual, mas tinha o leve pressentimento de que aquele envolvimento pequeno podia dar muita merda. Porém não vou tentar me enganar, eu queria um round dois desde que o round um acabou.


Baekhyun tremeu um pouquinho e eu decidi que era hora de sair daquela varanda. O levantei e recolhi a xícara parcialmente vazia, fechando a janela. Baekhyun não estava mais na sala quando me virei, aparecendo segundos depois com o edredom sobre os ombros. Deitou no meu sofá, sendo seguido pelo traidor do meu cachorro.


— Eu estou com fome.


E lá estava o folgado que conhecemos e não amamos… Muito.

Foi assim que eu troquei o dia pela noite, comendo um lámen improvisado na bancada da cozinha, falando merda, trocando beijos e, por último e não menos importante, enroscado no corpo de Baekhyun pela madrugada.


~~~


Já havia passado mais de uma semana desde a minha pequena aventura com Baekhyun, e eu não posso dizer que superei a presença dele. Não era como se ele deixasse também.


Agora ele se recusava a ser levado para os lugares no banco traseiro, fazendo piadinhas sobre como aquele lugar estava reservado para outras coisas. Até mesmo com outras pessoas no carro, como no dia em que levei todos os irmãos e o filho de Baekbeom para o teatro, a mulher do mais velho era bailarina e tinha uma apresentação.


Foi por muito pouco eu não engasgo na minha própria saliva e morro quando ele me soltou “O Chanyeol, por exemplo, tem uma pancinha adorável”, rindo quando Baekhee inocentemente perguntou como ele sabia disso.


E lá estava eu no horário de descanso, pensando na morte da bezerra enquanto fingia prestar atenção nos pequenos detalhes que Minseok e Luhan analisavam do jogo de futebol que passou na TV em algum dia.


Meu celular vibrou no bolso e eu encarei a foto de Baekhyun na minha tela.


— Que cara de paspalho é essa, Chanyeol? - Minseok comentou e eu me sobressaltei. Que porra. Não acredito que eu estava com cara de idiota.


— Deve ser mulher.


Os dois riram da piada do ano e eu me afastei para atender a chamada.


— Diga.


— Quem te permitiu não me chamar mais de Senhor Byun? Hm? - ele riu. — Brincadeira.


Não existia a opção de não revirar os olhos.


— O que houve?


— Nada, Chanyeol-ah. Eu estou na empresa, de pernas pra cima porque não tem nada pra fazer, pode vir me buscar? - E lá vamos nós de novo.


— Tudo bem, estou indo.


— Chanyeol? - chamou. Eu murmurrei uma resposta. — Como anda o seu porta-luvas?

29 de Junio de 2018 a las 17:18 2 Reporte Insertar 5
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May Nimmy May Nimmy
Eu te amo muito por escrever essa fic. É isto.
22 de Julio de 2018 a las 09:56
May Nimmy May Nimmy
Eu te amo muito por escrever essa fic. É isto.
22 de Julio de 2018 a las 09:56
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