Às Cegas Seguir historia

jung_krystal Krystal Jung

[BMIN +18] [MENÇÃO JWOO] Somin não sabia exatamente quando os bilhetes escritos na madeira da mesa começaram a fazer parte de sua rotina, mas era automático chegar na biblioteca, sentar no mesmo lugar e procurar pela resposta do King. Começou apenas como alguns rabiscos aleatórios de sua parte até o dia que começou a receber respostas. Ela tampouco sabia o que levou o outro a assinar como King ou a si mesma como Black Jocker, mas ela sabia de uma coisa. Estava completamente e cegamente apaixonada.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#colegial #258 #JWoo #BMin #kard
6
4.8mil VISITAS
En progreso - Nuevo capítulo Todos los sábados
tiempo de lectura
AA Compartir

Bilhetes na madeira

Somin no momento era uma bagunça de roupas, cabelo e livros. Se não conhecesse o caminho de cor e salteado, de certo já teria alguns roxos e ralados de tombos para contar história quando chegasse em casa.


Ela sempre tentava ficar bonitinha até o final do dia, mas a quantidade de livros no colo amarrotavam as roupas e o vento de outono fazia o cabelo voar na cara, entrar no nariz e dava vontade de espirrar. Nada arrumada.


Quando ela chegou até a biblioteca, os braços já tremiam de cansaço e o cabelo na cara estava dando agonia. Deu um jeito de empurrar as grandes portas de madeira com o quadril e entrou.


Não falou com ninguém e também ninguém falou com ela. Melhor assim. Foi até o seu cantinho de todos os dias, afastado do centro da biblioteca, onde os alunos se concentravam e deixou os livros caírem sobre a mesa.


Respirou fundo, aliviada ao sentir o sangue voltando a circular nos braços e puxou a cadeira, fazendo o mínimo de barulho possível. Todo final de período letivo era assim, a partir da penúltima aula ela já não se concentrava e quando soava o sinal ela saía correndo de qualquer jeito até a biblioteca.


Deu uma arrumada no cabelo com os dedos, tentando desfazer os nós a força, mas desistiu quando a cabeça começou a doer. Somin umedeceu os lábios e buscou, perto da quina, a parte descolada. Sorriu.


A parte escrita por ela: “Lunatica”.


E a resposta do King: “Minha música favorita é The Spell”.


Somin apagou ambos os escritos com o dedo e colocou um novo.

Avalon”.


E acrescentou a sua própria assinatura. Black Jocker.


Deixou-se cair recostada contra a cadeira de qualquer jeito e fechou os olhos. Não era uma regra, mas ela havia se acostumado a escrever apenas uma palavra e esperar para saber o que o King diria sobre aquela palavra. Era uma forma diferente de conversar, mas que nunca se esgotava.


Começou de forma totalmente nada a ver, Somin era uma dessas pessoas rabiscadoras de mesa, e ela gostava de rabiscar na parte descolada porque ninguém nunca via, então nunca era apagado ou zoado até que ela mesma resolvesse fazer uma dessas coisas, geralmente a primeira, para trocar por um escrito novo.


Um dia ela levantou a madeira e havia uma “resposta”. Assinada por tal de King. Ela não deu muita bola, isso até perceber que eles tinham gostos parecidos.


Eram poucas as palavras que trocavam afinal o espaço era pequeno, mas pelo menos para ela, aqueles diálogos curtos carregavam um significado muito maior do que deveriam, eram o céu e o mar de palavras fantasmas, que não eram ditas, mas estavam ali.


Sua amiga, Jiwoo tinha certeza que aquilo era paixonite. E não teria problema algum se fosse elas tinham dezesseis anos, era a hora de se apaixonar e fazer burrada. A questão é Somin negava até a alma que fosse.


Porque ela não conhecia o rosto do outro, então como poderia desenvolver qualquer sentimento de afeto, por menor que seja?


A resposta de Jiwoo geralmente era erguer a sobrancelha de forma debochada.


“Tanto em comum e você acha que o mais importante é o rosto dele?”


“Ou dela”. Somin acrescentava.


“Ou dela”. Jiwoo concordava.


Mas ali, naqueles momentos em que ficava sozinha, ela sorria sem ninguém ver e o coração dava pequenos giros, dançando pelo peito. Era aquele calorzinho gostoso que só o amor trazia, aquecendo até mesmo aquela sala fria.


Quando pensava no King, ela nunca imaginava um rosto específico porque seria esquisito, mas a coisa toda era como nos livros de romance que ela gostava de ler e passar horas tagarelando no ouvido de Jiwoo, uma coisa bonitinha, delicada.


Havia dias em que ela se irritava por não saber o rosto do outro, mas a maior parte dos dias eram pontuados pela curiosidade latente. Era gostosinho, todos vivendo o dia de cada momento e ela ali, com aquele segredinho, que ninguém que olhasse para ela imaginaria que existia, quantas pessoas não sentavam ali todos os dias? 


Nenhuma havia visto os bilhetes, ninguém imaginava que uma história de amor se desenrolava ali todos os dias, que duas pessoas sentavam tendo uma a outra na mente e deixavam a imaginação passear.


Somin não sabia dizer como e quando os bilhetes escritos na madeira descolada começaram a fazer parte de sua vida, mas a paixão era real, e ela se sentia completa e cegamente apaixonada.


Jogou os cabelos para trás e foi colocar os livros que havia trazido no lugar, não demorando a substituí-los por novos, a semana de provas havia acabado e ela estava livre para se divertir durante um tempo.


Ela torcia para que o King falasse sobre algum livro. Ela estava ansiosa para comentar sobre alguns dos seus favoritos.

29 de Junio de 2018 a las 14:14 0 Reporte Insertar 1
Leer el siguiente capítulo Meu melhor amigo que eu não sei quem é

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

¿Estás disfrutando la lectura?

¡Hey! Todavía hay 5 otros capítulos en esta historia.
Para seguir leyendo, por favor regístrate o inicia sesión. ¡Gratis!

Ingresa con Facebook Ingresa con Twitter

o usa la forma tradicional de iniciar sesión

Historias relacionadas