Não Confie no Deadpool Seguir historia

uanine uanine oliveira

A vida de Peter estava mais agitada do que nunca: tinha que cuidar dos vilões de Nova York, fazer as compras para a Tia May, mostrar para os Vingadores que ele podia fazer parte do time e, ainda, aprender a controlar seus hormônios à flor da pele. A última coisa que ele precisava era ser perseguido por um mercenário em uma roupa vermelha apertada que insistia em ter seu número para “promover um crossover”. Peter sabia muito bem que tipo de “crossover” o Deadpool queria, e, bem, talvez ele quisesse também.


Fanfiction Comics Sólo para mayores de 18.

#marvel #wade-wilson #spideypool #deadpool #comédia-romântica #ação #spiderman #peter-parker #comédia
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Prólogo

Sabe aqueles dias que você tira para apenas deitar na sua cama, só com suas roupas íntimas, comendo porcaria, livre de trabalhos da escola e deveres domésticos, ouvindo as músicas que você diz para todo que odeia enquanto dança da maneira mais vergonhosa existente? Pois é, esse não é um desses dias.

Aliás, nenhum dos meus dias é um desses dias. Quer dizer, às vezes eu paro dentro do banheiro para soltar meu talento inexistente cantando Rihanna enquanto finjo que o rodo é o guarda-chuva de Umbrella, mas depois de me enxaguar eu tenho que cumprir meus deveres. Dentre eles, ser um super herói. Ah, por favor, não precisa me aplaudir, não é tudo isso, ainda mais quando eu tenho que terminar o trabalho de biologia mas estou caçando um super vilão pelas ruas.

Não é nada legal ter essa vida dupla — a tia May vive reclamando de quando não entrego os trabalhos da escola e que eu chego tarde demais em casa. E, acreditem, nenhum arranhão passa despercebido pelos olhos dessa mulher, então eu sempre tento inovar nas minhas desculpas esfarrapadas, mas depois de alguns anos usando toda a minha criatividade, fica meio complicado inventar coisas novas para justificar um corte profundo no meu braço causado por uma arma dilacerante tóxica.

Por essas e outras razões... Espera, acho melhor citar as outras razões: eu entrei para os Vingadores (Isso, Peter!), o que acabou tomando ainda mais meu tempo e me enchendo de mais obrigações. Não estou reclamando, amo meu trabalho, mas está quase impossível ser o Aranha e o Peter, então eu achei melhor apenas ser os dois.

Agora sim, por essas e outras razões, eu preparei um jantar especial, com comida mexicana, vinho e velas aromáticas e decidi finalmente contar para a tia May quem o sobrinho dela é nas horas vagas, que não são tão vagas assim. Até passar gel no cabelo eu passei e comprei uma calça que combinasse com o suéter horrível que ela me deu no Dia de Ação de Graças.

Tudo isso para amenizar o impacto no coração frágil da minha tia quando eu proferisse as quatro palavras aterrorizantes. “Eu sou o Homem-Aranha”. São quatro, né? Ou o Aranha conta como uma quinta? De qualquer forma, a pessoa mais nervosa agora sou eu, porque eu sei que esse tempinho que vai levar entre um espaguete e a confissão, vão me afastar de outra coisa importante que eu devia estar fazendo.

Não, não é o dever de biologia (Ned já vai fazer isso por mim), e, sim, rastrear um pernilongo vermelho irritante que ao invés de asas possui duas espadas samurais nas costas e vive falando palavrão atrás de mim. Uns dias atrás eu coloquei um rastreador das Tecnologias Stark nele porque estava morrendo de curiosidade para saber o que o mascarado fazia quando não estava enchendo meu saco, mas, para variar, fiquei sem tempo de checar. Deadpool é o nome dele, mas que tal chamar de Pé no Saco? O do látex vive perseguindo o meu alter ego, e não quero lembrar disso para estragar o momento.

Foco na tia May e no que você vai dizer, Peter. Foco nas aulas de primeiros socorros.

— Peter, o que é isso? — a morena diz assim que passa na porta, despertando-me de meus devaneios de super herói. Ela tira os óculos de descanso e abre a boca, admirada com a arrumação da mesa. — Fez o jantar?

Sorrio e me levanto, tirando a bolsa de suas mãos e a pendurando no cabideiro ao lado da porta. Tento o meu melhor para que ela não fique furiosa por eu ter escondido isso por anos. Imagina só: apanhar por ser o Homem-Aranha. Levo tia May até a mesa, puxando a cadeira para que ela se sente, como um cavalheiro.

— É, é, eu fiz seu prato predileto. Quer dizer, eu comprei, mas eu que esquentei — comecei, sentando-me na sua frente.

— Estamos comemorando algo, Peter? Hoje não é meu aniversário.

— Eu sei, tia May — cocei a garganta, observando-a saborear sua comida. Encolhi meus ombro, nem ao menos tocando no jantar. Agora era a parte difícil. — Tenho uma coisa para contar para a senhora...

— Uma “coisa”? Que tipo de coisa? Você se meteu em encrenca, Peter?

— Não, tia May, credo, não! — apressei-me em negar, vendo a cara de alivia no rosto da mais velha. Olhei para os lados, suspirando também. Tá, o que fazer agora? Tia, há uns anos atrás eu fui picado por uma aranha radioativa e comecei a pular de prédio em prédio lutando contra vilões. — É um assunto complicado, tia May — respirei fundo, desviando o olhar para o macarrão na minha frente. — Faz um tempo que quero falar isso para a senhora, mas não sei como. O fato é que eu não consigo mais esconder isso de você, e é horrível pra mim ter que ficar mentindo...

— Eu já sei o que é — a mulher disse, de uma vez.

Arregalei os olhos, segurando forte a quina da mesa e observando-a atento. Ela largou a comida e fechou os olhos, forçando um sorriso simpático.

— Sa-sabe?

— Claro que sei, meu doce. Você achou mesmo que ia esconder algo assim de mim? Eu conheço você, Peter, e sempre suspeitei disso mesmo. Eu te aceito e te amo do jeito que você é, e eu me orgulho de dizer que meu sobrinho é gay.

Gay?

— Eu o quê? — murmurei, indignado.

— Você faz parte de uma parte guerreira da população dos Estados Unidos que...

— Tia May, eu não sou gay!

— Peter, você dança Toxic da Britney Spears e toma achocolatado com canudo — ela explicou, olhando-me de baixo. — Você é gay, sim.

— Não, não sou — expliquei, firme e constrangido. — E o que tomar achocolatado com canudo tem a ver com isso? Eu... Eu, quer dizer, eu sou o Homem-Aranha, tia May, era isso que eu tinha pra dizer. Eu chego tarde em casa porque fico até depois das dez procurando os caras maus nas ruas e ajudando os Vingadores nas missões. Eu me visto com meu traje especial e solto teia pelos prédios. Sou eu nos noticiários. Era isso que eu... Tinha pra falar.

Com tudo dito de uma forma rápida e desesperada, parei, contendo meu fôlego e estudando as reações delicadas da minha tia que passou de forçadamente feliz para uma estranhamente confusa. Franzi as sobrancelhas, vendo-a encolher os ombros, visivelmente desapontada. Na verdade, parecia estar tendo um enorme bug mental.

— Você quer dizer que sai por aí em uma roupa colada vermelha e não é gay?

— Tia May, eu acabei de dizer que sou um super herói! — abro os braços, tentando desenhar a situação para ela entender. — Eu. Não. Sou. Gay.

Ela engoliu em seco, finalmente parecendo compreender o momento em que estávamos. Ajeitou o garfo ao lado do prato, tentando deixá-lo reto, um tique nervoso para tentar controlar a situação. Calei-me por instantes, esperando ela se pronunciar, ainda extremamente afetado pelo fato da minha tia me considerar gay. Toxic é uma música muito boa, é difícil não querer dançar ela, e meu uniforme é muito original e... Másculo.

Imaginei que ela fosse gritar, arrancar os cabelos, me trancar no quarto, rasgar meu uniforme, ligar para Tony e o xingar em todos os idiomas possíveis, e ela nem deu um pio sobre o fato de eu ser o Homem-Aranha. Será que ela acreditou? Chuto a mochila com o meu traje para longe, riscando a ideia de vesti-lo para mostrar minha outra identidade. Seria idiotice.

— É perigoso ser o Homem-Aranha, não é? E... E como você conseguiu seus poderes, você usou droga, Peter?

— Não, tia May, é uma longa história. Eu- Olha eu faço tudo certinho, você vê, certo? Eu sou o amigo da vizinhança — justifiquei, deixando para lá esse lance de Britney, canudo e roupas apertadas.

Tia May mordeu o canto interno de sua bochecha, analisando algo mentalmente. Eu conhecia aquela cara muito bem, quando ela pensa nas coisas que podem dar errado silenciosamente, mas estava na minha vez de pensar nessas possibilidades. Agora que ela sabia, eu teria que protegê-las mais ainda.

Comecei a prestar mais atenção na morena quando ela abriu a boca por uns instantes, ainda formulando o que falaria em seguida. Agora a porra tinha ficado séria.

— Eu entendo que não posso fazer muito sobre isso agora que você já é um homenzinho e, é, como Nova York viveria sem o cabeça de teia? Então, tudo bem por mim... Quem eu estou tentando enganar? Pelo amor de Deus, Peter, vê se não morre, tá?!

Ri, abraçando a morena com força e deixando que ela bagunçasse meus cabelos com gel, o que me incomodou mais do que deveria, porque eu passei muito tempo penteando para ficar arrumado o suficiente.

— Só me diga que não chama o Deadpool de daddy como eu li nas fanfics yaoi de vocês dois — ela murmurou, nervosa.

— Ah, pelo amor de Deus, tia May!


29 de Junio de 2018 a las 13:13 3 Reporte Insertar 16
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TO FU DI DO TO FU DI DO
Melhor Prólogo! ✨
25 de Enero de 2019 a las 14:37
Spier Spier
AAAAAAAAA meu deus como amei esse capitulo! sua escrita é ótimo e virou meu novo xodooooooooooooooo irei ler os próximos capitulos!
29 de Junio de 2018 a las 16:42
Beatriz Micheloti Beatriz Micheloti
Eu queria que gostei muito da forma que o prólogo foi feito mas nada superou o final. Quem diria que a Tia May, lia essas fanfic yaoi com o Homem Aranha e o Deadpool. Esta incrível.
29 de Junio de 2018 a las 12:53
~

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