junxinglover Lais Rodric

Ele não entendia por que toda aquela formalidade, era apenas um ano que separava a idade dos dois, ser chamado de hyung o fazia se sentir velho, e tudo bem que era apenas um pouco de drama adolescente, mas era como Kyungsoo se sentia.Talvez gostasse um pouquinho quando Kim Jongin o chamava assim com aquela voz manhosa,porém ele nunca admitiria que talvez o moreno o afetasse mais do que parecia.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#primeiro-amor #romance #fluffy #exo #sookai #kaisoo
Cuento corto
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Capítulo Único

Estava na sala arrumando a bagunça que seu parceiro de química,vulgo carma pessoal ou melhor amigo como se auto intitula Park Chanyeol, fez com aquelas mãos grandes e desengonçadas, quando o moreno alto do segundo ano entrou batendo, suavemente na porta, e gaguejando um “hyung” bem tímido.

Olhou para o outro garoto rapidamente sem parar o que estava fazendo, esperando que ele entrasse na sala e se aproximasse. Conhecia Kim Jongin, era um daqueles meninos que todos sabem o nome, e talvez Kyungsoo tenha se distraído algumas vezes com a movimentação da boca bem desenhada que sempre distribuía sorrisos por todo o canto enquanto estava no refeitório, mas em sua defesa Jongin era realmente uma ótima visão. Só que além disso não sabia muito mais do outro.

Por isso estranhou o fato dele o estar procurando depois que o sinal, que avisava o fim das aulas, tocou. E não por causa daquela baboseira colegial de que Jongin era muito popular para falar com ele, Jongin falava com todo mundo, mas sim pelo fato do garoto estar totalmente sem jeito e fora de órbita, não entendia mesmo.

“Então? Você precisa de alguma coisa?” Perguntou enquanto colocava o bico de bunsen de volta a um lugar seguro e ainda assim se mantinha atento ao garoto que mexia nervosamente na gravata do uniforme que vestia.

“Kyungsoo hyung é próximo da Hyeri noona, certo?” Jongin falava tão baixo e os olhos nunca paravam em ponto algum, que já imaginava o que o garoto pretendia falando com ele depois da escola. “Sim, ela é minha vizinha… E prima” falou enquanto pegava sua mochila completamente arrumada e já se preparava para caminhar até em casa. Esperou que Jongin dissesse mais alguma coisa, mas tudo que o moreno fez foi corar e soltar algumas risadas tensas, o que fez Kyungsoo revirar os olhos “Você quer o número dela ou algo assim?” Instigou e viu os olhos de Jongin se arregalarem com a sugestão “n-não, eu já tenho”.

Kyungsoo ficou realmente sem entender onde o outro queria chegar, e seu estômago já começava a reclamar, ainda mais ao pensar na comida que a avó deveria ter feito “na verdade eu preciso de um favor seu…” Jongin falou o tirando do devaneio sobre comida e quase se sentiria irritado se o menino na sua frente não fosse tão fofo “ela não está interessada em garotos” disse simplista depois de mais uns minutos de hesitação por parte do moreno que corou e mordeu os lábios por causa da sua resposta direta “se importa de continuar o assunto enquanto a gente anda?” Kyungsoo perguntou colocando a mochila nas costas e viu quando Jongin se encolheu e colocou as mãos no bolso e o seguiu, achou engraçado como até mesmo garotos super populares podiam ser tímidos.

No corredor Jongin dava passos hesitantes e permanecia em silêncio, o que estava deixando Kyungsoo a beira de um colapso, ou talvez fosse o ombro do menino esbarrando no seu enquanto caminhavam ou o perfume que desprendia da pele dele, “ Eu não quero me declarar para Hyeri noona” o segundanista falou quando estava quase no bicicletário da escola e Kyungsoo apenas o encarou levantando uma sobrancelha descrente “ certo, e por que não fala com ela?” E ele viu o momento em que Jongin corou de novo, suspirou pesadamente e cruzou os braços esperando que o menino parasse de o enrolar e chegasse logo ao ponto “ ela roubou meu diário e ouvi falar que você consegue tudo o que quiser dela” ele praticamente se atropelou para dizer aquela frase, e Kyungsoo mal conseguiu entender mas sabia que estava perdido quando o mais novo com aqueles olhos de cachorrinho que caiu do caminhão da mudança disse manhoso “por favor, hyung” e Kyungsoo apenas assentiu meio perdido antes de subir em sua bicicleta e ver Jongin sorrindo acenar para si animado.

No caminho para casa se sentiu estúpido, nem gostava de ser chamado de hyung e como um par de frases desorganizadas poderia ter feito ele ceder tão prontamente, como se Hyeri não fosse puxar seus cabelos até a morte se ele ousasse mexer nas coisas da garota, mas para receber sorrisos de Kim Jongin, ficar careca não parecia tão ruim assim.

Do Kyungsoo, 14:42:

Arraste sua bunda preguiçosa para cá

Agora!

Minnionyeol, 14:44:

Não me paga nem um jantar antes

Do Kyungsoo, 14:44:

Se demorar muito almoço talvez seja sua última refeição

É o preço pelo fiasco hoje em química

Minnionyeol, 14:45:

D:

Chanyeol realmente tinha amor a própria vida, pois nem quinze minutos depois já era possível avistar o corpo grande correndo no início da rua, deixando Kyungsoo satisfeito, mas agora vinha a parte complicada. Apesar de ter passe livre para entrar na casa da tia, o quarto de Hyeri estava fora dos limites, mesmo quando a garota estava fora na aula de dança e era por isso que precisava de Chanyeol e toda sua heterossexualidade, pois a prima realmente não estava interessada em garotos, a não ser que eles fossem Park Chanyeol.

A garota era baixinha e tinha os cabelos muito pretos bem curtos e olhos tão grande quanto os dele, e desde que Kyungsoo se entendia por gente a ouvia falar sobre como garotas eram interessantes e tão mais legais que garotos, e isso poderia ter colaborado para que ele não tivesse o menor interesse nelas, por isso foi um total choque quando pegou a prima suspirando pelo seu melhor amigo enquanto ensaiavam juntos com resto da banda, na garagem de casa. A paixonite continuou perdurando mesmo depois de longos dois anos, então não se sentia muito culpado de usar o amigo bobão para conseguir o que queria.

“Preciso que você entre no quarto da Hyeri” foi a primeira coisa que soltou enquanto via o ruivo se sentar na calçada ao seu lado, Chanyeol abriu a boca em choque com o pedido, pois lembrava claramente de quando eram pequenos e a menina colocava areia de gato no travesseiro dele, se tinham pessoas que ele não gostava de deixar irritados eram os primos Do. “Ela vai matar a gente se descobrir” disse meio inseguro, olhando para janela no segundo andar na casa a sua frente “você não precisa entrar escondido…” O sorriso de Kyungsoo era algo beirando ao maligno e Chanyeol teve um leve calafrio, com certeza ele teria sorte se continuasse vivo depois disso, já que tinha certeza que iria sofrer a ira de um dos primos de qualquer jeito “e como vou entrar lá sem ser escondido gênio?” ironizou o que fez sentir a mão pesada do amigo bater em seus braços “na verdade até antes do fim da aula, você definitivamente concordaria comigo que entrar no quarto da Hyeri é loucura, e o que você quer lá de qualquer maneira?”.

Kyungsoo não queria dizer o nome de Kim Jongin, e nem que ele era responsável pelo plano insano que pretendia pôr em prática, já não bastava ter sido provocado praticamente todo o ano anterior por Yixing, guitarrista da banda que agora estava na faculdade, por causa do calouro bonitinho que ele não conseguia tirar os olhos. Não, tinha sido humilhante demais ele já tinha superado o crush, para aguentar mais provocações dos amigos “ela tem algo que eu preciso” ele disse vagamente esperando que o ruivo apenas concordasse sem que ele tivesse que explicar muito “você só precisa se convidar para ver um filme ou algo assim, eu ligo pra ela pedindo o resumo de história, você sabe como ela é orgulhosa de ser ótima nessa matéria, e você pega o que eu preciso”.

“O que você precisa?” ele apenas deu de ombros, se levantando da calçada e limpando a terra das roupas ”durante a semana vou te dando detalhes, mas agora vamos comprar sorvete e depois eu vou dar uma surra em você no video game” Chanyeol franziu o cenho ao ouvir tamanho absurdo mas levantou passando os braço envolta dos ombros do amigo e ambos desciam em direção a sorveteria “ tá frio cara, só você gosta de tomar sorvete no frio e você nunca ganha de mim!” Disse antes de sair correndo na frente enquanto Kyungsoo apenas ria do amigo.

***

Na terça Kyungsoo se sentiu observado na escola, sempre que ele estava fora da sala ele começava a ter um arrepio na nuca que o fazia olhar por sobre os ombros e nunca encontrando nada, achava que estava ficando louco. Deixou o pensamento estranho de lado e esperava conseguir falar com Jongin hoje, mas não teve coragem de se aproximar no intervalo, pois claro que Hyeri não poderia saber que os dois mantinham contato e um pouco também porque preferia gastar o intervalo o olhando, não que admitisse isso, jamais. Porém aquele intervalo tinha sido estranho, seu olhar cruzou com o do Kim mais vezes do que era aceitável e algumas vezes ficava tão preso nos olhos castanhos que não conseguia desviar e Jongin era muito bom no jogo de encarar, pois Kyungsoo sempre era aquele que não aguentava a mirada forte.

Acabou que só conseguiu falar com o mais novo na quarta, logo depois que Chanyeol o avisar que Hyeri tinha concordado em assistir filme com ele depois do ensaio da banda no sábado, mas Kyungsoo já sabia que a garota aceitaria. Esbarrou com Jongin no banheiro do segundo andar, na verdade parecia que o garoto estava o esperando, mas quem saberia que ele sempre vinha nesse banheiro sempre antes das aulas de educação física, pois era mais longe da quadra. Kyungsoo não era um daqueles nerds que sofriam bullying ou um dos populares, era só mais um aluno mediano daqueles que tem alguns amigos, algumas pessoas conhecem outras não, pouco interessante o suficiente para não ser observado, então tirou os pensamentos da cabeça e parou de encarar o moreno a sua frente e foi até a pia lavar as mãos “sei que o banheiro é um lugar estranho, mas realmente precisava falar com você” falou enquanto olhava Jongin pelo reflexo do espelho “como é seu diário?”, Jongin sorriu quando mencionou o diário e se aproximou apoiando na pia do lado “achei que tinha esquecido, Hyung” Kyungsoo dessa vez fechou a expressão e encarou Jongin que deixou o sorriso morrer, olhando para baixo “ não me chame de hyung” a voz profunda saindo forte fazendo o mais novo concordar e corar de leve.

“Desculpe” o moreno respondeu amuado segurando as mãos no corpo, a postura do menino o fez se sentir culpado e o coração bater um pouco fora do compasso, queria tirar a expressão triste que banhava a face do outro, então tocou suavemente o braço, num carinho sutil que fez Jongin o encarar e tentou sorrir para tranquilizar o mais novo “tudo bem” disse um pouco sem jeito.

Ao de saírem do banheiro Jongin pareceu se lembrar da pergunta do mais velho e correu de volta para ele “o diário é azul, com uma pequena coruja desenhada” Kyungsoo quase pulou ao sentir o hálito quente do mais alto bater em seu pescoço, que se arrepiou por inteiro “okay, Jongin não vou esquecer” disse virando a cabeça na direção do menino antes de sorrir e apressar os passos deixando o outro para trás.

Sexta era o dia em que a Eu Matei Sirius Black se reunia, a banda era composta por Chanyeol na bateria, Yixing no contra-baixo, Baekhyun nos teclados e Kyungsoo no vocal, a ideia de se reunirem para tocar havia sido do pai de Kyungsoo que sempre via ele e o Park fazendo duetos mas nada muito organizado e quando o senhor Do disse que poderiam usar a garagem, Kyungsoo lembrou de Yixing, um veterano na época, e o chamou para se juntar, afinal eles já comiam juntos nos intervalos da escola de qualquer jeito. Baekhyun por outro lado foi uma aquisição muito mais polêmica, o garoto era o astro do time de baseball da escola adversária, mas que o Park acabou se aproximando por causa de ambos serem as únicas pessoas que continuaram a jogar Pokémon Go depois que a febre passou, mas esse não era o problema e sim o fato de que o Byun com toda aquela pose marrenta, tirava o Do do sério e apesar das brigas eles formavam um bom time. Eles chegavam sempre depois do jantar, Yixing às vezes mais tarde, pois tinha que conciliar namoro e amigos, subiam para o quarto de Kyungsoo com todas as guloseimas possíveis. Enquanto comiam os doces eles planejavam o ensaio no dia seguinte e viam Harry Potter pela milésima vez.

Perto da meia noite, Baekhyun começou mais uma de suas provocações “amanhã o nosso Chany aqui tem um encontro” o loiro riu maldoso encarou Kyungsoo que chegou a suspirar imaginando o que viria a seguir “isso vai reduzir para um o número de pessoas que não beijaram na boca nesse quarto” enquanto Chanyeol se encolhia totalmente constrangido, Kyungsoo jogou um dos travesseiros da cama na cara do Byun e Yixing olhava tudo tentando não gargalhar “eu posso não pegar várias pessoas como você, mas eu com certeza já beijei mais que o Park” Kyungsoo falou irritado, bom beijar uma pessoa era mais que zero e era isso que contava agora.

Depois de toda a implicância e algumas partidas de uno, os quatro foram dormir para aproveitarem o dia ao máximo. O ensaio começou cedo e logo Hyeri chegou para assistir, a garota era platéia presente em todos os ensaios, o que dessa vez deixou tudo caótico, Chanyeol nem mesmo conseguia acertar um simples compasso, era como se estivesse usando as baquetas nos pés ao invés das mãos e isso serviu de desculpa o suficiente para Yixing querer sair mais cedo porque queria levar Junmyeon para alimentar patos, claro que todos sabiam que era apena uma desculpa para eles se pegarem. Baekhyun logo foi para casa e Kyungsoo gentilmente, chutou Chanyeol e Hyeri para casa da garota, lançando olhares medonhos para que o ruivo fizesse tudo certo.

Kyungsoo passou a tarde inteira pensando no que faria se o plano não desse certo, o fato que o amigo estava incomunicável, até sair da casa da sua prima o deixava quase doente. Por outro lado não sabia o que faria com o diário quando estivesse em sua posse, deveria ler ou não? Jongin não saberia de nada e só o entregaria na segunda, se ele lesse não era como se alguém fosse descobrir, então agora só dependia que Chanyeol não fizesse nada suspeito.

Chanyeol entrou no quarto e Kyungsoo estava jogado na cama mexendo no celular, mais especificamente nas redes sociais de Kim Jongin, então ao notar que o amigo se aproximava, bloqueou o aparelho tentando esconder as bochechas vermelhas “conseguiu?”

Olhava com expectativa e receio, e se ele tivesse trazido o caderno errado ou se Hyeri percebeu tudo e estava subindo as escadas no momento para matá-los. O coração estava levemente trêmulo e a boca seca, o momento que Chanyeol levou para tirar o caderno de dentro da jaqueta pareceu levar uma eternidade, o medo gelado dentro do estômago e a respiração presa até ver a maldita coruja e a capa azul, soltou o ar aliviado enquanto o mundo voltava a velocidade normal.

Depois que o amigo foi embora, Kyungsoo riu sozinho pensando no quanto era idiota, “e daí se não conseguisse nada? Nem conhecia Jongin mesmo” falou para si mesmo, mas sua mente o traia, lembrando de quantas vezes a prima tinha que ouvi-lo falar do moreno e das desculpas que dava para ir até a academia de dança para ver Hyeri quando mal podia tirar os olhos do Kim. Mas essa queda boba estava superada, não era porque tinha o diário de uma antiga paixão que tudo ia reacender, não mesmo.

Porém ao pensar no caderno em cima da sua escrivaninha, que estava ignorando fortemente fazia um tempo,ele pareceu muito mais tentado a ler o conteúdo, e não é como se Jongin tivesse proibido, convencia a si mesmo do que fazia não era errado, mas ele sabia que eram apenas desculpas.

Sem hesitar, pegou o diário e folheou, encontrando alguns desenhos, e algumas histórias engraçadas de Jongin com as irmãs mais velhas ou com histórias de Sehun, que lendo algumas páginas descobriu ser o melhor amigo do Kim. E claro que um garoto daqueles estaria interessado em alguém, ele falava o tempo todo de um hyung, o que ao mesmo tempo o deprimia também dava uma ponta de esperança. Jongin falava mais desse garoto do que si mesmo e a pessoa parecia maravilhosa e Kyungsoo sabia que nunca seria páreo para ele, mesmo que o moreno gostasse de garotos.

Passou a maior parte do domingo engolindo os fatos ali descritos por Jongin e durante o almoço ficou tenso durante todo o tempo esperando que Hyeri notasse algo diferente, mas a garota mal falou consigo, talvez ainda muito sonhadora sobre o encontro no dia anterior. Quando pode voltar para o quarto, a primeira coisa que fez foi terminar sua leitura e quase perdeu todos neurônios quando viu seu nome escrito ali naquelas folhas, não conseguia entender o motivo do seu nome estar ali, não quando Jongin falava tão docemente dele.

E por causa disso dormiu com um grande sorriso em formato de coração, no rosto.

Na manhã seguinte se arrumou para escola de forma mecânica, mal conseguia pensar e se pensasse não seria capaz de enfrentar o dia, ou talvez a vida, teria que se mudar para Marte ou algo assim. O diário estava cruelmente presente ao lado de sua mochila, fazendo o ar ficar denso e com que suas mãos suassem incontrolavelmente, sem pensar ele apenas guardou o caderno de Jongin dentro da mochila e saiu de casa para esperar a prima.

O caminho para escola foi nauseante com Hyeri falando sem parar e ele se sentindo totalmente exposto, sabia que a prima notaria tudo e ele teria que sair do país de tão mortificado que estava e Kyungsoo nem queria imaginar como seria quando visse o mais novo, esperava que Jongin faltasse, mas sua sorte não era tão grande e viu o moreno assim que pisou na escola e o garoto acenou para eles e tudo o que pode fazer foi corar estupidamente.

Se alguém perguntasse o que tinha acontecido durante a aula, ele não saberia dizer, mal lembrava como tinha feito para que Chanyeol parasse de perguntar sobre o conteúdo do diário, mas algo dizia que envolvia tentar enfiar bolinhas de papel dentro da boca do Park, que não teve outra escolha a não ser ficar em silêncio. Passou o intervalo todo dentro do banheiro, não tendo coragem de sair e encarar Jongin, porque em sua cabeça não entrava que ele era a pessoa de Kim Jongin.

Ele não poderia fugir para sempre, mas esperava que conseguisse falar de forma coerente quando encontrasse o Kim, mas nem sabia como continuava se enganando, sabia que ele tinha a pior sorte do mundo, então não foi nenhuma surpresa encontrar Jongin apoiado em sua bicicleta ao lado de sua prima. Pensou seriamente em se atirar na frente dos alunos que saiam com suas bicicletas, mas possivelmente isso não o faria perder a memória como nas novelas, no máximo só passaria mais vergonha mesmo. Sem escolha se aproximou, tentando controlar o fluxo de sangue que corria para seu rosto “Oi hyung” Jongin começou animado e Hyeri apenas apenas levantou uma sobrancelha quando Kyungsoo não protestou e apenas deu um cumprimento com a cabeça.

Kyungsoo não entendia o que a prima e Jongin faziam ali, pois as segundas a garota não tinha aula de dança e voltava para casa com ele e o mais novo não morava perto da casa dos dois. Na verdade ele tinha certeza de que Hyeri já tinha descoberto tudo e usaria os corpos dos dois para fazer o jantar.

“Jongin vai com a gente?” perguntou o mais desinteressado possível, as mãos suando não significavam nada, olhava para a menina que ajeitava a mochila amarela nas costas.

“Sim, fiquei de entregar um caderno que ele me emprestou” a garota falava como se não quisesse dar satisfações, e claramente Kyungsoo achou que esse era um sinal. “Precisa ser hoje?” Kyungsoo tentou argumentar, e quase derreteu por uns segundos vendo a carinha magoada que tomou o rosto de Jongin, Hyeri nem mesmo respondeu, subiu em sua bike e saiu da escola.

O caminho para casa pareceu duas vezes mais penoso, o diário em sua mochila pesava vários quilos a mais, o incriminando toda vez que a bicicleta dava uma mexida mais brusca, Kyungsoo evitava pensar no que tinha lido do caderno, mas era impossível pois até pedalando com força ladeira acima, Jongin ainda parecia incrível.

Quando chegaram no bairro em que moravam, Kyungsoo sabia que a prima tinha descoberto do roubo do diário, trazer Jongin era a forma dela de se vingar dos dois garotos, ela provavelmente contaria sobre o jeito vergonhoso que Kyungsoo suspirava por Jongin, fazendo com que o mais novo visse o quanto ele era patético e desistisse de qualquer sentimento que pensou ter.

Kyungsoo não estava disposto a deixar a prima fazer o que bem entendia,então logo entrou na casa dela, sem a menor cerimônia, ignorando a pequena risada que a garota soltou ao notar isso. O almoço acabou definindo um novo nível de vergonha alheia, Hyeri não parava de falar, Jongin acompanhava a conversa muito bem e ele mal conseguia colocar o arroz na boca, sem perder um pouquinho no movimento do pomo de adão do Kim, Kyungsoo estava malditamente hipnotizado pelo mais novo.

“Eu vou subir para buscar seu caderno” Hyeri disse enquanto os três guardavam a louça do almoço. Kyungsoo olho de soslaio pelo ambiente e soltou a respiração bem devagar, o corpo inteiramente tenso enquanto assistia a prima sair da cozinha. Sem pensar muito deu uma desculpa qualquer e correu até a sala, tirando o caderno de dentro da mochila e disparando escada acima atrás da prima, ele teria que contar a verdade e torcer para que a garota fosse complacente.

“Hyeri, posso entrar?” Kyungsoo falou enquanto batia na porta do quarto. A menina apenas gritou um “entra” parecendo ocupada o que o surpreendeu quando viu que ela estava tranquilamente sentada na cama mexendo no celular.

Kyungsoo franziu a testa sem entender, as mãos trêmulas segurando o diário com força “você deve está procurando isso?” ele disse baixinho, mas foi o suficiente para a prima levantar o olhar, o encarando séria o que o deixou ainda mais nervoso.

“Na verdade, só estava procurando o caderno de história do ano passado, disse que daria para Jongin” a garota disse simplista o que fez Kyungsoo corar até o último fio de cabelo, pois havia acabado de se entregar em uma bandeja de ouro para que Hyeri fizesse o que quisesse.

Kyungsoo olhou por todo o quarto buscando uma desculpa para sair daquela confusão, mas Heyri só riu da maneira fofa que sempre fazia e disse “eu sabia que o diário estava com você priminho” e riu de novo enquanto ele arregalava os olhos e perdia toda a cor do rosto.

“C-como?” gaguejou sem entender, a sua cabeça não passava de massa cinzenta derretida agora. A prima apenas o puxou para sentar na cama e com uma sobrancelha erguida falou “sério que você ainda me pergunta? Que decepção priminho” a menina suspirou passando os braços finos ao redor do ombro rígido de Kyungsoo “mandar Park Chanyeol, já deveria ser um indicativo, sabe ele é todo lindo e fofo, mas mentir não é o forte dele …”

E antes que Kyungsoo pudesse reagir a garota pulou da cama e saiu do quarto gritando “Jongin! Soo ta com seu diário vem buscar”. O menino mais velho voltou a ficar nervoso, e os passo no corredor era um indicativo que Jongin estaria ali a qualquer momento, sim ele iria entregar o caderno mas não esperava que fosse assim num quarto sozinho.

Kyungsoo viu pela fresta da porta quando a prima, agarrou o braço de Jongin e sussurrou no ouvido do garoto que apenas assentiu e se aproximou da porta e abriu lentamente. Os olhares dos dois garotos se encontraram automaticamente, Kyungsoo permaneceu imóvel, tentando respirar devagar, mas estava praticamente hiperventilando. Antes que qualquer um dos dois pudessem reagir ouviram a porta bater e o barulho das chaves girando e Kyungsoo jurou que destruiria todos os ursinhos da prima pelo caos que a garota estava criando.

Jongin pareceu não se abalar, mas Kyungsoo via as olhadelas nervosas que o moreno dava para porta. “estou com seu diário” Kyungsoo começou balançando o caderno azul como se para mostrar ao Kim “eu sei, Heyri noona me disse” Jongin logo respondeu e eles caíram em um silêncio, nenhum dos dois sabia como agir, Jongin foi mais corajoso. Se aproximou lentamente, parando em frente ao garoto sentado na cama que segurava fortemente o diário e estendeu a mão “acho que isso me pertence” Jongin disse dando um meio sorriso e Kyungsoo prontamente o entregou, quase suspirando aliviado, mas foi cedo demais.

“Você leu?” o Kim perguntou e Kyungsoo sentiu o corpo travar, tentou manter a expressão neutra e encarou Jongin, negando mecanicamente com a cabeça “bons meninos não mentem, hyung” Jongin praticamente sussurrou a frase no ouvido de Kyungsoo que sentia todo seu corpo se arrepiar com a aproximação.

Respirando fundo Kyungsoo fechou os olhos por uns segundos antes de se render “talvez eu tenha lido um pouquinho”. Jongin riu baixinho “o suficiente para saber que domina todos meus pensamentos?”

Kyungsoo não conseguia falar, mas seus olhos diziam tudo, presos naquele mar achocolatado que eram os olhos de Kim Jongin. Ele se afogou na confiança que Jongin emanava, aquele brilho travesso que passava pela íris, ambos se encaravam, se encontrando um no outro.

Jongin lentamente levou a mão livre até a bochecha de Kyungsoo, em um carinho tão suave que o menor se sentiu precioso. O nível de adoração que Jongin demonstrava era bem mais do que um dia Kyungsoo já tinha imaginado, mas era bom, muito bom.

“Eu costumava observar você sempre que ia buscar a noona, mesmo antes de estudar na mesma escola que você” Jongin admitiu ainda acariciando o rosto do outro “No início você só ficava lá no cantinho às vezes tomando sorvete, com cara de poucos amigos, mas quanto mais te observava mais curioso eu ficava, algo em você não me deixava desviar o olhar. Mas eu senti que estava incrivelmente apaixonado, quando te vi sorrir” . A lembrança fazia Jongin sorrir e Kyungsoo acabou sorrindo de volta.

“Depois disso eu não conseguia, não te achar a pessoa mais linda do mundo, os pequenos detalhes da sua personalidade, que eu só podia ver de longe e isso começou a me irritar, eu queria seus sorrisos,queria estar na sua vida, mesmo que um pouquinho eu queria que você gostasse de mim” Jongin disse fazendo um biquinho manhoso e Kyungsoo achava que seu coração sairia pela boca. “Mas se você leu meu diário, já sabe de tudo isso. Eu realmente estou apaixonado por você”.

Kyungsoo sentiu os olhos lacrimejarem um pouco, era inacreditável que Jongin estivesse ali se declarando e ele mal conseguia se mexer. “Hyung se você não disser nada eu vou te beijar” e ele não falou apenas continuou a encarar Jongin, só fechando os olhos quando as bocas estavam a milímetros de se encontrar.

O selar foi tímido, quase inocente os lábios se tocando com uma leve pressão, mas as borboletas estavam ali dançando no estômago dos dois garotos, Jongin se sentia invencível e Kyungsoo não entendia como não saia voando de tão leve que estava. Depois de vários selares Jongin se afastou um pouquinho e viu rosto do mais velho todo vermelho e não conseguia pensar em outra coisa senão o quão adorável ele era “Não me chame de hyung” Kyungsoo falou assim que conseguiu respirar novamente e Jongin riu alto, até mesmo mal humorado Do Kyungsoo era uma fofura.

“Então eu te chamo de que?” Jongin perguntou tentando parar de rir “Namorado é um bom começo” Kyungsoo disse antes que pudesse se arrepender e Jongin no meio da euforia apenas o beijou de novo.

E continuariam beijando se num rompante Hyeri não tivesse destrancado a porta, que os dois nem lembravam de estar trancada, e entrado com tudo no quarto, pegando os meninos que se beijavam apaixonadamente.

“Até que enfim, não aguentava mais vocês dois lamentando no meu ouvido” resmungou a garota, enquanto os meninos estavam completamente envergonhados, mas Kyungsoo não deixou Jongin se afastar, pois se escondia no peito do mais alto.

A menina puxou os dois garotos e praticamente os expulsou de seu quarto, mas não sem antes ameaçar: “ E Kyungsoo se você entrar ou mandar alguém entrar no meu quarto sem permissão de novo espero que você dê adeus ao seus álbuns do Red Velvet”.

Só que o menino estava de tão bom humor que apenas riu da prima e saiu puxando Jongin até a praça no fim da rua para que ele e agora seu namorado pudessem passar mais tempo juntos.

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29 de Junio de 2018 a las 04:46 1 Reporte Insertar 3
Fin

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Alana Rosa Alana Rosa
Aiii gente que fofura kkkkk quero um JongIn para mim! História maravilhosa !!! Bjuss
November 19, 2018, 18:41
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