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Chanyeol sempre foi manhoso e lerdinho, mas nunca foi tão constrangedor levar as pessoas no sentido literal. [CHANSOO]


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#universoalternativo #comédia #yaoi #fluffy #chanyeol-kyungsoo #dyo #kyungsoo #chanyeol #chansoo #exo
Cuento corto
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Capítulo Único

Chanyeol andava de um lado para o outro agoniado. As mãos esfregavam a cabeça, tentando abafar aquele som inquietante e que não lhe dava trégua. Ah, onde estava Kyungsoo?

Somente o baixinho conseguia tranquilizar — mesmo sem paciência, na grande maioria das vezes — o grandão manhoso.

Os olhões procuravam aqueles cabelos vermelhos e rebeldes no meio das ruas movimentadas de Seul. Não havia nenhum sinal do outro e cada instante que passava, era mais um Chanyeol nervoso barra ansioso.

Ah, ele sabia que fazia drama demais, mas o que poderia fazer? Ele queria atenção e também uma solução imediata para o problema, porém sabia que não funcionava assim e nem saberia como resolver até procurar um médico.

Um biquinho já estava formado nos lábios grossos, os olhões ardiam devido as lágrimas acumuladas e as mãos apertavam os fios macios.

Parou de caminhar igual um bobo pela rua extremamente lotada e observou as pessoas que iam e vinham sem parar. Seria possível que Kyungsoo o ignorou e mentiu ao dizer que estava a caminho?

Puxa vida, ele queria um abraço confortável do namorado e talvez uma palavra ou outra sobre aquele problema, mas que afirmasse que tudo ficaria bem. Só isso. Ok, tudo bem, e um beijinho para reforçar que não estava sozinho, nem que continuaria com o zumbido... era algo passageiro, né?

Chanyeol estava tão perdido em pensamentos, na dor do ouvido e no zumbido que nem notou a aproximação de Kyungsoo. O mais novo enlaçou a cintura do namorado e selou um beijinho nas costas.

Hoje era um bom dia para o pequeno. Sem reunião estressante e maçante com chefe. Sem enfermeiras loucas atrás de si. Sem pacientes igualmente enlouquecidos atrás de si.

Era um dia perfeito!

— Olá, manhoso — sussurrou, puxando o maior em direção a cafeteria.

— Soo! — Passou os braços longos demais pelos ombros do namorado, abraçando-o apertado.

— Tá, tá. Agora podemos entrar? Estou com frio — escondeu a boca e o nariz no cachecol vermelho.

O maior assentiu, entrando na lojinha com o namorado friento. Procuraram uma mesa nem tão afastada, queriam o máximo de calor possível; uma vez que era uma época extremamente fria em Seul e um tanto incomoda dependendo do ponto de vista.

Chanyeol olhou para Kyungsoo, colocando um biquinho nos lábios enquanto reclamava da cabeça. O menor suspirou atormentado, entrelaçando os dedos com o maior. Talvez assim Chanyeol ficasse mais calmo e quietinho.

Uma garçonete doida — doida mesmo — anotou os pedidos. Chocolate quente e bolo de chocolate, adoravam essa explosão calórica.

— E o ouvido?

— Horrível — respondeu, encolhendo-se no casaco grosso. — Será que é labirintite?

— Eu não sei, Yeol — os dígitos da sestra faziam círculos nas mãos grandes. — Não entendo bulhufas sobre isso e também não compreendo o porquê em não procurar um médico especializado — disse, capturando um guardanapo solto.

— É desnecessário — sussurrou.

Tinha medo da possível reação que Kyungsoo faria ao escutar isso.

— Como assim? É sua saúde, qual é o problema? — Engrossou a voz, apertando os dedos do namorado contra os seus. — Esse zumbido vai te deixar louco.

— Tô com medo, Soo.

O mais novo aspirou fundo, fechou os olhos e pensou nas possíveis formas que ajudaria o mais velho.

— Fica de quatro — falou, fazendo o maior arregalar os olhos e corar.

— O quê? Aqui? — Apontou com o indicador.

— Sim, algum problema? — Enrugou a testa.

— Ah, tudo bem — soltou um risinho. Ao menos o probleminha no ouvido estava esquecido, por enquanto. — Só não entendo como isso vai ajudar — soprou, levantando da cadeira e depositando o cachecol sobre a mesa.

De início Kyungsoo nem se incomodou com as ações do namorado, que era mais lerdo que um jumento. Então Chanyeol se ajoelhou próximo a mesa que estavam, atraindo alguns olhares para ali, e literalmente ficou de quatro.

O menor arregalou os olhos e rapidamente gritou:

— Chanyeol, o que você está fazendo?

— Ué, não era pra ficar de quatro? — Falou, sentindo o rosto esquentar. Observou que algumas pessoas riam ao mesmo tempo que outras estavam espantadas e confusas.

Sem esperar mais e completamente encabulado, Chanyeol se levantou e sentou na cadeira outra vez.

— Meu Deus, sua mula — bateu de leve na nuca de Chanyeol. — Era para fazer o número quatro e não ficar de quatro.

O maior se envergonhou mais, não acreditava que era tão lerdo ao ponto de não entender.

— Você não explicou direito! — Acusou, tentando se esconder das outras pessoas que riam da situação. — Que vergonha.

Kyungsoo não aguentou e soltou uma gargalhada. Céus, aquele gigante era um jumento disfarçado de ser humano.

— V-voc—

O pequeno não conseguia formular uma frase, estava ocupado demais se contorcendo sobre a cadeira e ficando todo vermelhinho. As lágrimas abandonavam os olhos e os dedos tentavam enxugar as gotinhas fujonas.

— Ai, ai... — Abanava o rosto com a destra. — B-bom, já sabemos que não é labirintite — tampou a boca, buscando abafar as risadas, mas era impossível.

— P-para com isso!

— Não tenho culpa se é engraçado — rebateu, cruzando os dedos.

O menor pôs uma mão em cima do peito à medida que buscava o ar para respirar direito. Caramba, estava difícil.

Imaginem só: um cara de quase dois metros de altura, lerdo pra cacete — e fofinho também — se abaixando no meio da loja para ficar de quatro.

— Soo! — Chamou atenção, atravessando os braços.

— Desculpa — beijou o topo da cabeça do namorado. — Mas você é lerdinho, bebê.

— Sou nada.

— É, sim — bagunçou os cabelos enroladinhos. — Ah, enfim.

— Eu morrendo com essa merda no meu ouvido e você praticando bullying, muito bem — continuou com a birra.

Essa seria a pior parte do dia. A parte que o grandão ficava mais manhoso que o normal e só Kyungsoo conseguia reverter a situação — ou não.

— Desculpa, desculpa... — Murmurinhou, pegando a xícara fumegante de chocolate quente que a garçonete entregava. — Só foi bem engraçado, qual é.

— Foi ridículo.

— Ah, desculpa, uh? — Kyungsoo segurou com firmeza a mãozinha meio gelada. — Quando chegarmos em casa, eu ligo para um amigo e peço para que avalie seu ouvido, uh? — Retomou ao assunto. — Estou preocupado, isso não é normal.

— Eu sei — assoprava o conteúdo da caneca. — Falando assim, você me deixa mais nervoso.

O mais velho fechou os olhos, escorando-se mais no suporte da cadeira de madeira.

— Vai ficar tudo bem, sério — comeu um pedaço do bolo. — Yeol...

— Hm?

— Vai ficar de quatro mais tarde? — Elevou as sobrancelhas sugestivo.

— Puta merda, Soo.

Lá se ia mais uma sessão de piadinhas marotas por parte do mais novo enquanto o mais velho se amaldiçoava por ser tão lerdo, mas essa partezinha era irrelevante.

Ali só importava o amor que um tinha pelo outro... e posições de quatro que Chanyeol faria com Kyungsoo.

27 de Junio de 2018 a las 17:22 1 Reporte Insertar 3
Fin

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Raíssa Kreppel Ficwriter floppada. Ativista do só sei que nada sei. #SuperJunior.

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Dianna ☾ Dianna ☾
Ai meu Zeus, Ray... eu tô morrendo de vergonha pelo Chanyeol, mas ri demais! kkkkkk Isso aqui tá tão fofineeeo socorrinho :3
29 de Junio de 2018 a las 09:37
~