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shiinya- Shiin Lycan

Taehyung aceita uma proposta que pode mudar a vida do novo predileto da mídia, Jeon Jeongguk. E cabe à si mesmo, decidir que tipo de coisas irá realizar.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#menção-vhope #kookv #taekook #vkook
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Eu desisto de uma aposta por você

— Não é possível, Taehyung, sabe o tamanho dessa chance?!

Ji Hee parecia mais que impressionada, mas eu não estava muito diferente, porque não é todo dia que um funcionário tem a oportunidade de ter um jantar com Jung Hoseok, o dono da revista. E, apesar da aposta ser tentadoramente errada, sabia que a partir do momento em que enquadrava como empregado nessa tão famigerada empresa teria que abdicar até dos bons modos e obter os mais recentes assuntos, desde a mídia até lugares qualquer, e incluir precisamente as fofocas mais quentes do momento.

— Eu nunca pensaria que Hoseok poderia ser tão gentil conosco — Concordei com a afirmação de Jimin. Todo o local era preenchido pelas conversas alheias, murmúrios audíveis sobre os prováveis destaques que certamente teriam mais chances que outros.

Jung Hoseok havia perdido o juízo, definitivamente.

Foi anunciado há minutos atrás que o funcionário que conseguir babados fortíssimos sobre o novo cantor da Big Hit, o tal do Jeon Jeongguk, conseguiria um dia de fama com Hoseok. Bom, parece ser bem simples, mas acreditem, é complicado de verdade, afinal, faz semanas que o garoto se tornou famoso e seria difícil desmascará-lo.

Semana de natal e ganha um jantar com o dono da revista Jung Hoseok, quem conseguir juntar provas e boatos sobre Jeon Jeongguk, o novo cantor da Big Hit. Claro que todos querem ter um momento a sós com Hoseok, mas só um irá conseguir.

Soa como capa de revista, até, de tão inacreditável.

Eu, Kim Taehyung, particularmente sou fanático por Jung Hoseok desde que entrei nessa maldita empresa como redator, e agora que a oportunidade bate diretamente em minha porta, não sou o único a poder consegui-lo, no final.

Havia muitas pessoas, e todas se matariam para ter um jantar com o Jung. Até o garoto que se dizia meu melhor amigo — maldito Park Jimin — tem grande potencial para a matéria, sem falar nos seus contatos que o faz parecer um empresário de grande porte.

— O único problema vai ser descobrir os segredos de Jeongguk, porque sabemos que não há sequer uma alma que não saiba ao menos contatá-lo — Ji Hee tinha razão, e não era pouca. Uma das dádivas de ser funcionário da Gossip's Time é esse tamanho desempenho em contatos quase universais, até por conta das entrevistas, que sempre acontecem soltas.

— Eu quero ganhar — Admiti para mim mesmo, recebendo os olhares de Jimin e Ji Hee, que estavam sentados à minha mesa, um de cada lado, como se fossem os donos daquela merda.

— Todos querem, não percebeu? — Revirei os olhos e respirei fundo, contando de um até dez mentalmente para que não surtasse do nada, pois a revista se assemelhava a um ninho de passarinhos.

— Eu sei, mas em especial — Comentei novamente, lançando uma expressão triste para Ji Hee que sorriu meiga, afagando meus fios loiros como se fosse íntima para tal.

— É Taehyung, se você não se esforçar vai perder seu amor platônico mais cedo do que imagina — Fiz o favor de chutar Jimin para fora da minha mesa, apesar de quase não alcançá-lo devido a minha posição relaxada. — Tire esses pés sujos de cima de mim, seu idiota.

— Amor platônico ou não, Jimin, você também sabe que o Tae-ah é sensível e você não deveria estar perturbando ele — Mostrei meu sorriso estranho para a garota ruiva, antes de observar o grande relógio na parede. Fazia exatamente cinco minutos que Hoseok tinha dado a notícia e dito que tínhamos sete dias até o natal para conseguir arrancar algo de ruim do favorito da mídia.

— Só porque eu amo você, Tae, vou conseguir uma entrevista sua com o Jeongguk — Praticamente voei no pescoço de Jimin, abraçando-o como se fosse meu ursinho de pelúcia, e sim, eu tenho um. — M–Me larga, imbecil, vai me matar!

Ignorei seus protestos e todos os olhares jogados para mim, sorri grande para Jimin, apertando-o ainda mais, como minha maneira de agradecê-lo, porque porra! É um sonho conseguir um dia com Hoseok.

— Estão nos olhando estranho, Kim, larga a cópia mal feita da Nicki Minaj — Gargalhei com o tapa que Minnie deu em Ji Hee, antes de começarem uma discussão sobre o quão desnecessário foi tal comentário.

E ninguém precisa saber que sou totalmente a favor do apelido.

~

Okay, se concentra Taehyung, nada de ruim vai acontecer.

Era quase impossível, repetia meu subconsciente, eu estava indo entrevistar Jeon Jeongguk e isso é estranhamente errado porque é simplesmente para conseguir uma relação mais furtiva com o cantor e finalmente arrancar informações úteis para minha matéria.

— Kim Taehyung, certo? — Acenei para a moça loira que sequer quero descobrir o nome e a vi abrir um sorriso arteiro. Endireitei minha postura ao notar o flerte, era realmente uma pena, porque eu prefiro algo que ela não pode me dar. — Pode subir, andar dezessete, sala cinco, senhor Jeon aguarda você.

Agradeci, agora meu coração batia tão acelerado que poderia ter um infarto a qualquer momento, e desejava internamente que isso não acontecesse antes de conseguir um lindo jantar com Jung Hoseok.

Sei, também acho incrível essa mania estranha de ter Hoseok em todos os meus pensamentos, por mais que eu compreenda que sejam apenas devaneios de um adolescente apaixonado, ainda sim era ruim.

Os homens bem arrumados que passavam por mim, me faziam imaginar que sim, aquele nunca seria o local no qual me encaixaria, até porque não conheço alguém mais desleixado, desafinado e ridículo como eu, então não haveria muito que fazer.

Apesar de tudo, cumprimentei a todos, sorrindo mínimo e demonstrando total imparcialidade entre tantos aspectos que me deixavam nada a vontade. Me dirigi ao elevador com pressa, agradecendo aos céus mentalmente por estar vazio, apertei o botão do andar, e assim que as portas se fecharam, pude respirar fundo, ajeitando meus fios à medida que me olhava no espelho e o cubículo subia. Segurei a mochila com mais força nas costas e contei os números na mente, aguardando o tal esperado encontro para entrevista.

Boa sorte para mim.

As portas se abriram e por sorte ou não, não havia ninguém para adentrar o elevador. Caminhei mais um pouco em busca do número cinco e assim que a encontrei, respirei fundo batendo algumas vezes na madeira. Ouvi um mínimo som de algo quebrando e cogitei a ideia de algo estar acontecendo dentro daquela sala, que eu não queria realmente saber do que se tratava, no entanto, assim que a porta foi aberta, coloquei um sorriso no rosto, me curvando.

Talvez estivesse me equivocando mais cedo quando pensei que Jeongguk não passava de um cantor riquinho, porque ao ver suas bochechas ganharem uma cor avermelhada e os cantinhos dos seus lábios se repuxarem em um sorriso, logo sua voz melodiosa preenchia meus ouvidos com uma frase carregada de educação e vergonha.

Entra, por favor...

— Prazer, sou Kim Taehyung.

— O prazer é meu — Novamente um sorriso, ainda maior que mostrava seus dentinhos alinhados, se assemelhava a um coelho, e não pude rir baixo para tal fato, observando sua destra alcançar sua nuca de maneira quase discreta. — Sinta-se a vontade.

Passei direto por sua cadeira visto que Jeongguk se sentou no sofá do local, me induzindo a seguir sua ação, ficando frente a frente para si. Jeongguk parecia muito tímido e eu não estava muito diferente.

Ajeitei o caderno em mãos e iniciei o gravador do meu celular devido à não oficialização daquela entrevista, e respirei fundo antes de começar as perguntas.

— Como está sendo para o senhor tolerar essa fama?

— Me chame de Jungkook, por favor — Comentou alheio — Essa pergunta é complicada... Assim, está sendo bem duradouro, e todos me tratam muito bem...

Não deixei de escutar suas palavras, e também permiti que meus olhos vislumbrassem sua pessoa, desde as roupas caras utilizadas até seu modo de falar as coisas. Jeongguk era bonito, admito, não mais que Jung Hoseok, pois uma mente e coração apaixonados não conseguem ver beleza em quase nada além daquele ou daquela que a cativa.

Rodeava os olhos por todo o local que logo notava se tratar de um camarim, e, aliás, um camarim mais que organizado e bonito, mas simples como provavelmente Jeongguk deveria ser. Ou talvez eu ainda estivesse tendo pensamentos mais errados já que não faz sequer muitos minutos que estamos trocando palavras.

Meus questionamentos eram o mais simples possível visto que só precisava de alguns quesitos entre suas respostas para obter sucesso na pesquisa, mas mesmo assim, Jeon falava com uma grande espontaneidade, e prestando atenção em casa letrinha pronunciada por mim.

Não vou mentir, era até engraçado observar como os olhinhos de Jeongguk se semicerravam quando havia algo que ele não compreendia, ou até o modo como suas covinhas surgiam enquanto o garoto fazia caretas ao mesmo tempo em que falava — e céus! Esse garoto parece que tomou uma pílula que o fazia não parar a boca por nenhum instante.

Claro que não estava preparado, afinal, para mim, Jeon Jeongguk não passava de um cantor imbecil, como muitos que cheguei a entrevistar ou mantive contato por um pequeno período de tempo.

Agradei-me repentinamente quando me foi oferecida uma xícara de café e quase abracei Jeongguk por isso, afinal, não é de hoje que sempre fui fã radical de café e seus semelhantes. O gosto era excentricamente extravagante, concorde comigo, sequer conheço alguém que ao menos não goste.

Enquanto apreciava o bom sabor do líquido escuro, Jeongguk me contava sobre ser seu sonho desde quando era uma mera criança, se tornar alguém famoso, tanto na habilidade de canto, quanto na de dança, até me mostrou alguns belos passos por eu ter duvidado da sua capacidade, e foi deveras divertido vê-lo dançando e cantando adult ceremony como se fosse um grande fã da senhorita Park.

Praticamente demorei certa de quatro horas somente nas conversas paralelas, tudo porque Jeongguk era uma pessoa realmente espontânea, e por pouco não desisti de tentar descobrir algo de ruim sobre o garoto, seu sorriso acolhedor me fazia sentir um infame.

— Hoje foi meu dia de folga, se não fosse você, eu não teria saído da cama — Revelou, se sentando em uma cadeira. Pensei sobre sua frase e cheguei a conclusão que tudo seria melhor do que estar cedendo o dia para uma entrevista sem sentido algum.

— Me desculpe — Pedi sincero, a voz umas oitavas mais baixa devido ao peso na consciência.

— Não tem problema, foi até divertido conversar com você. Vou ser sincero e admitir que estava esperando uma garota metida, nojenta e atirada como algumas que já apareceram por aqui — Riu ao final na frase, e não podendo controlar, deixei que minha risada também se esvaísse pelo seu camarim.

— Então foi realmente sorte — Complementei, ouvindo a gargalhada contida de Jeongguk se transformar em algo mais alto. Hesitei um pouco, mas ao vê-lo praticamente e engasgar com uma risada fofa de bebê, mandei um belo 'foda-se' para os modos e ri o quanto podia.

Era realmente uma pena eu precisar ir embora, porque já bastava o dia que tive que pedir a Jimin para me cobrir na revista. Jeongguk se acalmava enquanto minha expressão se tornava um pouco mais séria.

— Obrigado pelo dia.

— Quem agradece sou eu — Interrompi sua fala, sorrindo mínimo e guardando meus assessórios na mochila. Jeongguk tinha um sorriso nos lábios, divertido, quando mirei meus olhos aos seus, me vi observado atentamente.

— Poderíamos... Sei lá, nos encontrarmos outro dia? Sem a parte do profissionalismo — Poderíamos, só não sei se devemos. Pensei, contendo a vontade de dizê-lo em voz alta, limitando somente a respondê-lo corretamente.

— Claro que sim — O sorriso que Jeongguk abriu fez meu corpo amolecer de tanta fofura, se não estivesse sentado, provavelmente me ajoelharia ao chão e iniciaria uma reza para me livrar dessas sensações, só porque Jeongguk era um ótimo 'partido'.

— No sábado? — Muito perto.

— Aceito.

— Eu vou te buscar no trabalho, pode ser?

— Você dirige?

— Quantos anos você acha que eu tenho? — A pergunta retórica me fez revirar os olhos pela primeira vez aquele dia.

— Meu expediente termina ás dezoito — Comentei, finalmente me erguendo do sofá e seguindo em sua direção.

— Ótimo, estarei lá.

— E aonde iremos?

Surpresa.

Eu adorava surpresas, ainda mais quando estas vinham em forma de pedidos indiretos.

~

Talvez não tivesse sido uma boa ideia contar cada detalhe do ocorrido no camarim de Jeon Jeongguk para Ji Hee e muito menos para Jimin, porque não existem pessoas mais chatas e absurdas do que essa dupla, e agora sim, não duvidava do parentesco de ambos. Um dos problemas é a parte que os dois vivem me jogando para cima dos jovens que conhecem, mesmo sabendo que meu coração tinha dono — ou nem tanto assim, pois nessa semana, Hoseok ocupou menos partes da minha mente, dando lugar ao trabalho.

Sem contar da parte em que Jeongguk e eu trocamos os números antes da minha saída, e o cantor fez questão de me chamar todos os dias no 'kakao talk, reclamando do seu dia e de quebra, anunciando que estava ansioso para nosso passeio, e eu me senti estranho ao vê-lo por ênfase nessa palavra, mesmo que eu não saiba o motivo, afinal, o que tinha demais? Eu realmente não compreendia minha própria mente louca.

Mas é o ditado: os loucos são os melhores.

Acho que minha autoestima está lá em cima hoje.

— Você já fez compras?

— Para quê?

— Você vai sair com Jeon Jeongguk, Taehyung! — Meus olhos se arregalaram pela algazarra que Ji Hee fazia dentro do local de trabalho, agora os meus concorrentes haviam escutado e estavam cochichando — como se eu não estivesse ouvindo, claro.

— E o que tem isso? Nós só vamos nos conhecer mais, você acha que nós vamos nos beijar ou algo do tipo?

Se ele te convidou da maneira que você disse, então sim, ele vai tentar alguma coisa — Jimin complementou, se sentando em minha mesa, despojado como sempre.

— Não, ele não vai — Neguei firme, achando um absurdo as ideias que as cabecinhas de Ji Hee Jimin produziam.

— Claro que vai, Taehyung, não seja idiota — Ji Hee praticamente gritou no recinto e rapidamente os olhares se voltaram a nós de um modo tão intenso que se conseguissem matar, eu já estava a sete palmos abaixo do solo.

— O que te faz ter essa ideia? Jeongguk é quase um anjo, deu para notar — Tentei mais uma vez, vendo Jimin revirar os olhos rapidamente.

— Não sei se você já se deu conta, mas metade dessas pessoas que trabalham aqui já falou com o Jeon, e mesmo assim, você foi o único que chamou a atenção dele.

— Quem disse?

Taehyung, larga de ser imbecil, porra!

— Não xinga!

— Então põe na cabeça que Jeongguk vai querer te arregaçar nesse encontro! — Respirei impaciente com a revolta de Jimin e expulsei da mesa à pontapés. — Para de me chutar, o que você tem contra mim?!

— Não é um encontro!

— E o que é então, senhor sabe tudo?

— Apenas iremos passear por aí, não é como se fôssemos parar em um restaurante chique para conversarmos a sós no cantinho.

— E para ser um encontro precisa disso? Não precisa. Se vão sair, pronto, um encontro!

— Ji Hee, você está insuportável — Admiti com pesar, mexendo nos meus fios loiros como uma forma de distração, algo mais conhecido como mania imudável.

— Se prepare Taehyung, não se esqueça de se lavar bem amanhã, porque provavelmente vocês vão transar...

— Saiam daqui, saiam, pelo amor dos deuses! — Gritei rouco, atraindo ainda mais a atenção alheia, mas não me importei enquanto empurrava Ji Hee e Jimin da minha mesa, ignorando os protestos altos.

Sequer vi quando Jung Hoseok adentrou o local, assobiando provavelmente pela falta de organização que todos nós tínhamos, mas não me culpem, os primos são mesmo inadmissíveis!

Vou tratar de vir aqui de surpresa todos os dias, já que vocês vivem sem fazer nada, conversando como se estivessem em casa.

~

Dizer que não estava ansioso seria mentira e uma bem lavada, porque sinceramente, meu coração parece que vai fugir do meu corpo por conta dos batimentos descompassados. Faltam exatamente quinze minutos para o meu expediente concluir e passei o dia todo suportando as frases soltas e sem sentido de Jimin, já que Ji Hee preferiu não vir hoje, mas algo me dizia que ela estava por perto, só não sei como e nem onde.

— Está chegando a hora, Taehy — Larguei o computador com os dedos trêmulos e fitei bem a face limpa de Jimin, estava quase esganando o mesmo e fazendo um assassinato, o que é cem anos de prisão perto de dias sem Jimin? Não era basicamente nada.

— A minha hora, porque você vai ficar aqui até as vinte — Rebati, sorrindo travesso ao ver Jimin revirar os olhos e sair de perto de mim, voltando ao seu lugar, mesmo que ele não tenha nada a fazer, já que nosso principal objetivo se remetia à Jeon Jeongguk e o resto era somente resto.

Sim, isso mesmo, Jung Hoseok estava nos liberando para que ficássemos praticamente sem fazer nada além da busca incessante de informações ocultas sobre Jeon Jeongguk. E, aproveitando para mencionar, que pelas fontes de Ji Hee e Jimin, a corrida está acelerando, pois parece que já tem pessoas que conseguiram algo, que não irão dizer à mais ninguém por conta da chance de furto.

E provavelmente em primeiro lugar, estamos falando de Min Yoongi, o garoto míope que tem créditos especiais com Jung Hoseok. Eu, particularmente acho desnecessária essa sede que Yoongi possui em conseguir sair com o chefe, porque porra! É só ele abrir as pernas para Hoseok, que pronto, do nada já tem uma foda marcada para o dia seguinte, se duvidar.

O horário parecia passar voando já que aumentava consideravelmente enquanto eu balançava as pernas, prestes a ter um ataque cardíaco e isso não passou despercebido pelos infames do recinto, já que me encaravam com um olhar julgador, e bom, acho que estão imaginando o quanto eu tenho sorte por conseguir algo do tipo como um mero passeio com Jeon Jeongguk, o cantor mais famoso da Big Hit atualmente.

— Taehyung, tem um moço te esperando lá em baixo — Arregalei os olhos com o susto, mas agradeci à Namjoon por ter ao menos me avisado. Não eram dezoito horas, mas me surpreendi com tamanha rapidez de Jeon Jeongguk. — Pode mandar ele subir? Ainda faltam uns minutinhos aqui.

Estranhei a aparição repentina sem ao menos um aviso nas minhas mensagens, já que Jeongguk e eu conversávamos vinte e quatro horas por dia — quer dizer, retirando os lindos vácuos da lista, porque nem eu e nem ele tínhamos tempo para ficar de bobeira, já que a obrigação sempre tinha que ser prioridade, mesmo que custasse a perca de uma conversa mais agradável com alguém.

Okay, chega.

Namjoon era o segurança que ficava na portaria, e imagino que a recepcionista esteja em outro mundo por deixá-lo a mercê do seu próprio cargo, e não iria me esquecer de contar isso á Jung Hoseok, porque sim, eu sou o maior bajulador que você respeita.

Não demorou nem dois minutos e logo a porta do local se abre, causando um grande espanto nos cidadãos que aqui trabalham. Até Jimin me encarava como se eu fosse um maldito vencedor e a inveja estivesse predominando em todo o ambiente. Levantei-me de súbito, chamando a atenção de Jeongguk, e ao vê-lo sorrir, preferi ficar do lado de fora a conversar com o cantor enquanto era observado por diversos idiotas — e até Min Yoongi se encaixava nisso.

Arrastei Jeongguk de volta, e fechei a porta, escutando os murmúrios provindos daquelas pessoas enxeridas.

— Você veio muito cedo — Comentei baixo, sem conseguir conter o sorriso, senti minhas bochechas esquentarem devido a isso.

— Desculpe, eu preferi vir mais cedo por medo de ficar no engarrafamento — Mordeu o lábio ao final da frase, se aproximando um pouco de mim. Fiquei meio tenso, erguendo a cabeça e encontrando os olhos com lentes azuis, mas que da mesma maneira me fazia sentir como se o mundo estivesse parando para dar lugar apenas a nós dois.

Fingi ter acreditado na sua desculpa, seu leve desviar de olhar o entregava como mentiroso.

— Nós podemos sair uns minutos antes, Jimin me cobre.

— Jimin?

— Meu amigo — Respondi sem hesitação, dando a entender que não queria falar daquele indivíduo que provavelmente estava atrás da porta tentando escutar nossa conversa.

— Vamos, então — Seguimos até o elevador em um silêncio profundo que pela primeira vez não me incomodou, porque na verdade, era até reconfortante, visto que tanto Jeongguk quanto eu não sabia muito bem o que fazer ou falar.

Quer dizer...

Era somente um passeio, não era?

Não posso me esquecer de mencionar que todo o trajeto que concluímos era observado por pares de olhos curiosos de adultos que pareciam ver incredulidade em Kim Taehyung, o garoto simples que escreve uma maldita revista e um cantor bastante famoso.

Oras, foda-se.

Caminhávamos colados para o hall de entrada, e arrepios percorriam meu corpo ao sentir os dedos de Jeongguk se encontrando aos meus, repetidas vezes, chegando a me fazer cogitar a ideia de ser proposital, mas logo abdicando de tais pensamentos que eram na verdade, improváveis como um raio de sol no meio da noite.

— Nenhuma pista sobre onde vamos? — Tentei, recebendo o olhar arteiro de Jeongguk, logo após o sorriso bonito que conquistou diversas fãs.

— É surpresa — Cantarolou, tocando meus dedos até que finalmente chegássemos ao estacionamento. Quase me joguei ao chão mesmo que seja algo totalmente inadmissível ao notar uma lamborghini vermelha e preta sendo acionada por sua chave.

Meus olhos se arregalaram assim como minha boca, mas tratei de me ajeitar antes que fosse percebido, mas acho que simplesmente não deu muito certo porque Jeongguk me olhou com um sorriso de canto e expressão travessa.

— Essa é a minha Sanha — Revirei os olhos pelo nome dado ao automóvel, mas deixei que um mínimo sorriso fosse revelado por meus lábios.

Jeongguk abriu a porta do carro para mim e eu o agradeci com as bochechas quentes, implorando para que ninguém tenha visto aquela cena, afinal, seria um grande prejuízo no trabalho, e para Jeongguk certamente.

Além das piadas de Ji Hee e Jimin, óbvio.

Jeongguk arrancou 'Sanha' assim que nossos cintos foram postos e eu não hesitei em xingá-lo em alto e em bom som, atraindo até a atenção das pessoas nas ruas por tamanha falta de educação.

Precisei me segurar firme no banco com medo de sair voando pela janela, que inclusive se encontrava aberta e me fazia ver e ter uma pequena noção da velocidade em que estávamos.

Bom, não preciso dizer que não arrisco em minha moto, quem o faz é Jimin, todas as vezes que a pede emprestada. Então, é realmente raro eu estar tão apavorado com a ideia de velocidade acima do permitido.

— Diminui Jeongguk — Pedi quase em tom de suplicia e escutei sua gargalhada alta. Resvalei os dedos por sua coxa coberta para logo em seguida estapeá-la com vontade.

— Ai, Taehyung!

— Eu mandei diminuir!

— Okay, okay — Vi pelo cantinho dos olhos, Jeongguk revirar os orbes ainda prestando atenção da estrada e diminuindo a intensidade da sua força no acelerador.

— Agradecido — Zombei, pondo um bico nos lábios e olhando através da janela, sentindo meus dedos formigarem pelo tapa dado em sua coxa que pelo visto era bastante torneada.

Passei o caminho todo tentando descobrir onde nós estávamos indo, mas quando o automóvel adentrou um caminho mais deserto e totalmente desconhecido comigo, fiquei confuso, apreciando a bela vista que era os parques bonitos cada vez mais repletos de árvores cujas folhas estavam mais coloridas que nunca.

Os céus escuros contrastavam a beleza das cerejeiras que passávamos por perto; me vi surpreendido com tudo que não havia visto antes somente porque não me arrisquei em sair das áreas que preciso percorrer todos os dias.

— Estamos chegando — Concordei com um suspiro, ainda que estivesse totalmente interessado na bela vista na janela da lamborghini.

Não demoramos tanto assim para alcançar o tal lugar surpresa, porque no meio do caminho Jeongguk ignorou os meus protestos e pisou fundo no acelerador alegando que deveria voltar cedo para casa.

Segurei todo o meu medo dentro de mim e deixei que Jeongguk fizesse o que quisesse, e logo havíamos parado em um parque que havia descoberto a existência na mesma hora.

Assim que a porta foras destrancada, tratei de sair do carro, impressionado com a vista bonita. O local estava mais para inspiração de pintores do que um parque qualquer. Assim que me encostei as grades pratas, sorri observando a cidade do alto, admirando a quantidade excessiva de luzes enfeitando as casas, empresas e semelhantes, sem contar nos diversos piscas-piscas que faziam o favor de complementar Busan, deixando-a ainda mais bela.

Dali, consegui enxergar algumas praias e mesmo não podendo identifica-las direito, me contentei com os barcos e navios que percorriam os mares com suas iluminarias coloridas.

O barulho dos carros ornamentava uma orquestra, de perto era devastadoramente irritante, mas assim, tão de longe, era como se o incômodo não existisse. Apoiei-me descaradamente nas grades, procurando achar a empresa que à noite era realmente iluminada pela claridade das lâmpadas pratas, e assim que consegui encontrá-la, não hesitei em rir baixo, recordando-me de ter deixado Jimin cuidando da minha parte dos trabalhos, mesmo que não existisse algo para ser concluído.

Minha visão foi cortada pelos dedos de Jeongguk que estavam trêmulos, mas seguravam com maestria uma linda flor que no momento em que peguei, notei ser rosa, quase lilás.

— Eu... Vi essa flor ali e pensei que combinasse contigo — Suas palavras soaram indecisas, e um sorriso nasceu em meu rosto por conta desse fato, Jeongguk era adorável.

— Obrigado — Agradeci assistindo os movimentos de Jeongguk, que se remetiam ao retirar delicado da flor em meus dedos, colocando-a em minha orelha, logo após ajeitar meu corte de cabelo na frente.

— Eu queria te trazer aqui, porque é o meu lugar favorito no mundo — Jeongguk confessou, se apoiando na grade como eu estava há segundos. — Você tem?

— O quê?

— Um lugar predileto no nosso mundo — Pensei. Não, eu ainda não tinha.

— Acho que não, porque... É tudo muito grande, não é como se eu soubesse todos os locais para decidir qual o melhor — Finalizei rindo, Jeongguk me fitava com destreza, sua expressão calma aquecendo meu coração.

— Eu chamo de ''lugar preferido no mundo'' o local que mesmo depois de conhecer o globo inteiro, ainda gostaria de visitar por ser simplesmente algo memorável — Senti sinceridade em suas palavras, e concordei em um aceno, voltando a olhar a cidade iluminada.

Não era ao seu todo ruim estar ali, pois sim, eu também achava um parque memorável, bonito e agradável, e ainda mais por estar ao lado de alguém que sabia ser ele mesmo em todos os aspectos, demonstrando o quão firme era.

— Você já trouxe alguém aqui? — Fui incisivo, apesar de não ter ao menos ter essas expectativas apertando em meu peito, como se uma resposta positiva fosse capaz de arrancar minha alma para fora.

— Você é o primeiro — Jeongguk sorriu trazendo seu olhar para o meu, e me mirando de forma divertida, como se fosse possível que ele saiba da confusão que se instalou na minha cabeça do nada. — Eu queria te contar algumas coisas também.

— Você confia em mim?

— Não sei por que, mas desde o primeiro dia em que te vi, parei 'pra pesquisar e não foi somente isso... — Seu rosto ganhou uma coloração avermelhada e só conseguia enxergar por estar próximo a si. Não compreendi o porquê. — Em uma noite qualquer quando você estava jantando em um restaurante próximo da revista, com... Uma moça bonita — As palavras pareciam sumir da minha boca perante a sua confusão estampada na face. Soube na hora de quem se tratava, havia passado um dia na casa de Ji Hee em um tempo mais antigo.

Ji Hee estava com problemas, pois gostava de um garoto e precisava de ajuda, sim, parece estranho, já que a mulher é como uma máquina de orgulho e confiança, mas acontece que até as pessoas mais determinadas sentem medo dos próprios sentimentos presos em uma caixa grande no fundo do subconsciente. Um dia eles resolvem aparecer, quando uma pessoa qualquer, seja homem, mulher ou criança acaba por cativar o melhor de alguém.

— Era Ji Hee — Comentei baixo. — Minha amiga e colega de trabalho, ela namora — Não sei o motivo, mas resolvi acrescentar, ganhando um olhar envergonhado de Jeongguk. Gargalhei alto quando o cantor se encolheu sobre as grades, desviando seu olhar para a cidade, não era possível, céus! Jeongguk havia pensado que ela era o que minha? Namorada? — O que você imaginou?

— Que ela fosse sua irmã, sei lá — Curvei-me com a dor repentina de estômago pela quantidade de risos que saíam por minha garganta, ecoando no local, onde o vento passava fortemente, trazendo uma nostalgia inexplicável, um sentimento acolhedor. — Para de rir, bobo.

Tentei conter a risada, mas era praticamente impossível, até porque Ji Hee e eu somos completamente diferentes e eu não suportaria a ideia de ser namorado de uma pessoa tão metida quanto à ruiva.

Passei longos segundos que parecia durar eternidade, mas quando o estômago doeu ainda mais, respirei fundo diversas vezes, acalmando meu corpo para voltar a estaca zero, onde eu sou calmo, e faço jus a minha idade.

Voltei à posição inicial, com um sorriso no rosto, explorando cada cantinho da cidade que conseguia ver.

Ao olhar os céus escuros e as estrelas que normalmente não são vistas, deixei que um suspiro de contentamento escapasse por meus lábios, logo atraindo a atenção de Jeongguk para mim novamente, mesmo que agora, eu evitei o contato, para não me sentir tímido, sendo que odiava quando isso ocorria.

— Sabe... Eu batalhei muito para chegar até aqui — Meus olhos só se voltaram para si quando os seus foram direcionados às estrelas, assim como eu fazia. — Eu sou de Busan, mamãe e papai são bem conservadores e não aceitavam a minha ideia "tosca" de me tornar famoso.

— Eles queriam que você fosse médico ou algo do tipo?

— Sim. Eles querem que eu me torne um maldito dono de uma empresa famosa. Admito que a ideias deles seja ainda pior que a minha — Riu baixo, continuando. — Eu não queria, por isso larguei tudo lá quando fiz dezoito anos e vim para cá em busca de uma oportunidade, e você não imagina por quantas seleções eu passei, não conseguindo nenhuma.

— Mas você está aqui, não deveria se lembrar disso, e apenas comemorar — Estava sendo sincero, se eu estivesse em seu lugar, tentaria ignorar todas as mensagens que não eram de apoio para mim.

— Eu sei, só não consigo, porque todas as vezes que fui dispensado, as palavras de mamãe e papai ficavam perambulando pela minha mente, era inevitável — Bufou, revirando os olhos talvez por causa da lembrança. — Eu deixei uma pessoa bem importante para mim, e quando fui ao menos retornar nossa antiga amizade, recebi ódio.

— Quem?

Meu namorado, Yugyeom — Concordei em um aceno, e esperei que Jeongguk continuasse o falatório.

Então o famoso Jeon Jeongguk era gay?

— Há muito mais que isso, mas eu não quero te assustar falando das inúmeras vezes que passei fome, doente e sendo cuidado por velhos asquerosos — A frase saíra um tanto trêmula, e ao notar o sentido que continha, escorreguei os dedos pela grade, tocando os seus em uma carícia calma, desejava mostrá-lo que poderia contar comigo.

— Você cedeu?

— Acho que não quero mais falar sobre esse assunto, mas não — Seus dedos apertaram os meus, e logo estava me aproximando de si, envolvendo seus ombros em um abraço de lado.

— Eu não vou sair daqui — Jeongguk concordou, aninhando-se à mim como um filhotinho de cachorro que precisa de carinho. Quase ri pela comparação, já que Jeongguk se semelhava mais a um coelhinho.

Não sei quanto tempo ficamos ali, mas me impressionei por Jeongguk ser tão forte a ponto de somente fungar próximo a mim, sem derramar uma lágrima sequer.

— Canta — Resmunguei aleatório pelo pedido, mas não consegui negar quando seus olhos cobertos por lentes azuis se fixaram aos meus. Puxei uma música qualquer que costumava cantar quando era menor, e permiti que meus lábios pronunciassem a melodia simplória, mas repleta de significados ocultos.

Enquanto cantava, perambulava os dígitos pelos fios negrumes, afagando-os de maneira calma, sentindo a maciez e observando Jeongguk se entregar aos meus toques, um mínimo sorriso em sua face.

Jeon Jeongguk tinha um péssimo histórico. E não podemos deixar de falar sobre os fatídicos dias em que o cantor se via cheio de problemas enquanto dividia uma casa com diversos velhos pervertidos ao seu extremo.

Martelei-me em pensamento por causa das ideias supérfluas que atingiam meu consciente, e passei a prestar atenção na música cantada, não sei se era bom ou não, mas a letra me fazia imaginar que era parecida com a vida de Jeongguk, mesmo que não saiba sequer a metade do que ele passou.

— Acho que é melhor te levar para casa — Sua voz ecoou em meus ouvidos como uma melodia clássica. Desfiz do meu aperto em si, e sorri contido vendo-o retribuir da mesma maneira.

— Já? — Não deixei de transparecer tristeza, pois estava sendo deveras divertido conversar com Jeongguk, enquanto fingia não notar o incômodo que era ter uma bendita flor atrás da orelha, e ainda lutando para que a fragrância doce não fizesse meu nariz se irritar.

— Você quer ficar?

— Queria, mas talvez seja melhor, porque você descansa em sua casa — Alheio, deslizei meus dedos por meus fios despenteados.

— Você se preocupa comigo?

— Com todos os meus amigos.

— Então eu sou seu amigo?

— Claro que é Jeongguk, que pergunta! — Revirei os olhos, me afastando da gradezinha e me despedindo mentalmente daquela visão espetacular.

— Já que somos amigos, eu posso te chamar de 'hyung'? — Pensei um pouco vendo Jeongguk destravar o carro, e dessa vez por abri a porta por mim mesmo, já que a vergonha do momento anterior resolveu se apossar de mim em um momento importuno.

Pode — Respondi baixo assim que Jeongguk ligou o carro, pisando fundo no acelerador, nem me assustando mais.

— Me diz onde é sua casa.

A partir de então, nossas conversas se baseavam na estrada, sobre como a noite era bonita, misteriosa, secreta, e os caminhos para se seguir até minha casa.

Pensei em Jeongguk minutos atrás, e em mim, pensei na revista e consequentemente em Jung Hoseok. Céus! Não tem como desviar meu chefe dos pensamentos, é complicado demais, impulsivo por extremo, um costume que eu desejava largar, pois de fato era insuportável me lembrar dos meus defeitos que me impossibilitavam de conseguir algo com o mesmo.

Estava com medo, e indeciso. Eu tinha algo para pôr na revista sobre Jeon Jeongguk, possuía a chance de conseguir um dia com Jung Hoseok, me declarar e provavelmente teria uma noite de foda com o chefe, e o escritório dele está meio parado atualmente.

Park Jimin, Min Yoongi, Kim Seokjin, Kim Soo Hyun faziam parte da concorrência. Talvez nenhum dos citados tenha algo tão forte quanto eu, ou não, podem sim, possuir alguma coisa, mas insignificante para quem descobriu o passado de Jeon Jeongguk.

Uma mente apaixonada e compulsiva tende a fazer bastante merda, e uma dessas besteiras que Kim Taehyung iria fazer se resumia a: revelar a todos o tipo de pessoa que é o cantor, levando em conta as frases indiretas soltas e os prováveis flertes lançados a mim.

Quase trocava a direta pela esquerda ao notar a intensidade da minha imaginação e me desculpei com Jeongguk que parecia pacífico demais a tudo isso. Quieto demais para o meu gosto, e concentrado demais nas ruas.

Estranhei tal situação mesmo que só tenha passado poucas horas com Jeongguk.

Nosso caminho de volta não era tão longo, visto que meu apartamento era ainda mais próximo que a revista, e logo já me encontrava observando o edifício branco, as luzes apagadas, dando um aspecto de abandono ao local, mesmo que eu as acenda hora ou outra, pois realmente não gosto muito da luz prejudicando meus olhos, e isso pode soar estranho, no entanto, era a mais pura verdade, a escuridão me agradava mais por se natural, e eu era apaixonados por todas as coisas naturais do mundo.

— Obrigado por me trazer — Agradeci com um sorriso pequeno na face, achando meiga a forma como os cantinhos dos seus lábios se repuxaram em um semelhante, mas tímido.

— Sua casa é bonita — Permiti que um riso baixo se estendesse e ecoasse sereno no nosso silêncio particular. Observei bem seus traços sutis e bonitos, até chegando a reparar em uma pintinha extremamente adorável abaixo do seu lábio inferior, parecia contrastar lindamente com sua palidez e rosto infantil.

— Obrigado pelo passeio, Jeongguk, foi divertido — Sinceridade nas palavras, enquanto os dedos perambulavam pela trava do carro, prestes a repuxá-lo para obter meu descanso.

— Mesmo que eu tenha falado muito sobre mim?

— Sim, não foi ruim, bobo, e eu não me importo, é legal porque ao menos conheci mais um pouco sobre o famoso Jeon Jeongguk — Brinquei satisfeito com a expressão calma de Jeongguk, recebendo um riso baixo.

Abri a porta do carro, mas algo não parecia correto, deixei que meus orbes percorressem por toda extensão do apartamento, enquanto meus lábios adornavam um sorriso secreto, confidencial de alguma coisa que sequer imaginava.

Meu coração disparou repentinamente quando pude escutar a voz de Jeongguk umas oitavas mais baixas, como se o receio dominasse seu ser, e não era divergente de mim, já que meus batimentos cardíacos eu conseguia ouvir de modo alto.

— Tae.

Virei-me para si, sendo gratificado com um tocar macio dos lábios de Jeongguk aos meus. Sequer pensei antes de fechar os olhos e entreabrir a boca, sentindo-a ser invadida como há séculos não acontecia. Não desse jeito, doce, carismático, macio e singelo.

Levei os dígitos até o tecido da sua camiseta, enquanto os seus próprios vinham de encontro a minha face. Resvalava-os pela tez, e um suspiro de contentamento fugiu ao mesmo tempo em que nossas línguas se enroscavam, não em uma batalha, mas sim em um abraço de conhecimento.

Ah, sim.

"— Se ele te convidou da maneira que você disse, então sim, ele vai tentar alguma coisa."

~

Era véspera de natal.

Minha mente não poderia estar mais conturbada, não quando Jimin e Ji Hee praticamente só falam comigo para me dizer que eu preciso pensar bastante sobre o que fazer.

O beijo de Jeongguk não saía da minha memória.

Estava fresco, e se fechasse os olhos, quase conseguia sentir a maciez dos lábios de Jeongguk nos meus. Claro que evitava fazer isso, ainda mais quando estava em horário de trabalho, afinal, provavelmente um sorriso tosco iria brotar em meu rosto e as pessoas iriam olhar.

Jeongguk ficou bastante encabulado para olhar dentro dos meus olhos, mas eu o obriguei a fazê-lo quando decidi experimentar do seu sabor mais uma vez. Eu gostei, beijos calmos sempre foram os que mais me agradavam, e a leveza com que Jeongguk e eu nos beijávamos trazia uma nostalgia simplória e saborosa para mim.

Desde então, sua lista se encheu e passamos a conversar apenas por mensagens, e nesses dias, nos conhecemos tão bem que sequer passaria na mente de algumas pessoas que veem por fora, que ainda éramos desconhecidos. Mas não tanto quando Jeongguk sabe que eu prefiro pantufas confortáveis de patinhos a calçados menos despojados, ou quando eu sei que Jeongguk ama a cor vermelha e se abrir sua gaveta de cuecas, só enxergaria vermelho ali.

Éramos próximos, e essa proximidade se deu a partir daquele beijo especialmente saboroso de recordar. Ao me recordar de que estávamos nos conhecendo ainda, me assustava facilmente, afinal, nunca havia visto uma amizade que se mostra ser duradoura entre tão poucos dias, em uma média de semanas, senão menos.

Amigos? Não cogitaria essa possibilidade se estivesse em um tempo mais avançado, mas se parasse para olhar de um lado, eu sabia seus segredos e hora ou outra eu deixava escapar algumas coisas que talvez fossem comprometedoras, como a memória de uma cuspida de um chimpanzé no meu rosto, ou talvez como minha primeira vez foi uma total merda.

Vários segredos, várias páginas no Word sobre Jeon Jeongguk e sua vida particular.

Eu havia faltado o trabalho e por não ter dado satisfação para ninguém, meu celular vibrava de dois em dois minutos como se Jimin e Ji Hee não parassem um segundo de me xingar via mensagem, e isso era irritante, mas meu dia — tirando essa parte, porque puta merda, eu odeio meu celular tocando como se não existisse amanhã —, estava ótimo apesar da minha instabilidade, e o sorvete derretendo no meu colo enquanto assistia um dorama qualquer que estava quase me fazendo chorar.

Talvez Jeongguk também tivesse me mandado alguma mensagem, mas o dorama estava mais interessante no momento, então larguei o celular na cozinha, mas como se tratava de aparelho que vibra demais, conseguia escutá-lo dali.

Parecia uma maldição jogada em mim, porque era complicado.

Jung Hoseok continua lá, sorrindo aos quatro ventos, observando os funcionários e mandando piadinhas engraçadas que me arregaçam o fôlego de tanto rir. A mesma pessoa, com a mesma rotina, e a ideia maluca de querer uma página da revista falando e difamando sobre o quanto nenhum famoso é certinho por completo.

São aproximadamente vinte páginas no meu notebook, tudo resumido e organizado, do jeito que faço na revista, mas ainda mais detalhado. Era apenas clicar no botão de enviar do e-mail para que Jeongguk seja entregado à mídia e as fãs com tantas fofocas fortíssimas que provavelmente se observado de modo diferente, acabaria com a carreira dele.

E então eu, Kim Taehyung conseguiria um dia com Hoseok, falaria dos meus sentimentos e provavelmente nos foderíamos a noite toda, com direito a champagne, vinho e semelhantes.

Mas por que meu coração parecia tão sufocado, prestes a ser quebrado por uma mão invisível? Por que meus olhos marejavam à medida que estava pensando no quanto de informações eu tinha?

Eu daria tudo para passar dias com Jung Hoseok, e esse 'tudo' estava como documento em meu notebook.

Era tão certo, mas tão errado.

Meus devaneios decadentes foram interrompidos por batidas frenéticas na porta e o soar incessante da campanhinha que fez até os cachorros da vizinha iniciarem a algazarra.

Sequer cogitei a ideia de me levantar para atender meus amigos, e apenas continuei a saborear do sorvete caro que molhava minha roupa à medida que ia descongelando. Revirei os olhos pelo incômodo, e fingi que nada estava acontecendo, mesmo que Jimin e Ji Hee praticamente tentavam arrombar a porta. Pude escutar inúmeros xingamentos e permiti que um sorriso adornasse meus lábios.

De repente, os sons pausaram, e logo a porta era aberta por um Jimin afoito que assim que me viu, lançou a pior expressão de ódio que possuía seguido por Ji Hee.

Até que enfim, eles acharam a merda da chave que fica no jardim.

— Eu larguei o trabalho, para vir ver se você estava bem, e você está se depreciando com sorvete de flocos e doramas? — Ji Hee se pronunciou, bagunçando seus fios ruivos que já estavam desorganizados, talvez devido ao seu estresse.

— Sério Taehyung, isso não se faz — Jimin respirou fundo, movendo minhas pernas e se sentando no sofá. — Por que você está assim?

— Porque minha vida é uma merda — Fechei os olhos após pronunciar tal frase com a voz rouca demais, consequência da quantidade de gelo ingerido. Não reclamei com Ji Hee quando a mesma se sentou no chão, furtando o pote de sorvete da minha mão, mas fiz careta, ouvindo sua risada escandalosa.

— Isso é por causa da concorrência — Era uma afirmação retórica da parte de Ji Hee, então não fiz questão de respondê-la, sentindo uma tristeza gigante se apossando de mim.

Resolvi abrir os olhos, dando de cara com a meia escuridão da casa, o teto branco me chamando mais a atenção do que os rostos expressivos de Jimin e Hee. O silêncio entre nós três não era tão confortável, tinha certeza, porque ambos sempre são bastante conversadores e odeiam ficar sem falar algo, e de repente, foi como se as palavras sumissem do mundo, mesmo que a televisão ligada no dorama mostrasse totalmente o contrário.

Refleti acerca de toda a confusão que se instalou em mim, e percebi que tudo se resumia ao meu amor deveras platônico por Jung Hoseok, desde que adentrei a maldita revista que mudou o rumo dos meus pensamentos. Porque na verdade, sequer me interessaria por fofocas e essas coisas, se não precisasse de um emprego para cursar a faculdade de medicina que sempre me agradou.

— Você não sabe o que fazer? — Ji Hee quebrou o silêncio, rumando o pote de sorvete ao seu lado, enquanto Jimin fazia um carinho — estranho — em minhas pernas descobertas.

— Eu sei sim, mas não me sinto contente com isso — Minha resposta saíra meio sôfrega e ao receber o olhar desolado de Jimin, soube na hora que ambos haviam notado esse meio receio, apesar de já saber o que concluir.

— É só ignorar. Eu sei que é o melhor a se fazer. Você não vai desperdiçar essa chance, não vai — Jimin estava certo, tão certo quanto a minha vontade louca de contar sobre meus sentimentos para Hoseok.

— Jimin, cale essa maldita boca, quem tem que decidir é o Taehyung — Ji Hee se levantou, desligando a minha televisão e iniciando mais uns minutos de silêncio que me soavam como se alguém tivesse falecido, porque porra, era incômodo demais.

— Eu estou apenas ajudando.

— Não, não está.

— Claro que estou.

— Não comecem! — Praticamente berrei, quase caindo do sofá, mas me recompondo e me sentando, desfazendo das carícias esquisitas de Jimin. Pela milésima vez uma discussão iria ser iniciada, e eu não estava com paciência para ouvi-los. Minha cabeça parecia que iria explodir.

Jimin e Ji Hee reviraram os olhos simultaneamente e logo meu celular ao longe tocava uma melodia de natal, que faz dias que resolvi pôr. Não tive tempo de falar nada antes que ambos corressem para o cômodo, em busca do aparelho.

Suspirei em pesar, vendo Jimin surgir com os olhos brilhando e expressão impressionada.

— É o Jeongguk, Taehyung! Atende logo — Pulei no garoto, tomando o celular de suas mãos e atendendo numa rapidez inacreditável. Jimin e Hee me assistiam com olhares atrevidos, enquanto eu escutava a voz de Jeongguk soando um pouco longe.

"— Boa noite, Tae-ah, eu estou teimando com os staffs e te ligando para dizer que amanhã vou buscar você ás dezoito para sairmos, tchau, tchau."

Sorri para o nada com as palavras apressadas do Jeon, mas logo desmanchei o sorriso visto que Jimin emitia um som bizarro na tentativa de imitar beijos no ar, sendo seguido por Hee, mesmo que eles não façam ideia do que tinha acontecido.

Ignorei as faces brincalhonas e me dirigi até a cozinha, afinal...

Era véspera de natal e deveríamos aproveitar.

~

Meu natal está sendo maravilhoso.

Simplesmente porque Hoseok pagou bebidas para todos os funcionários, sem exceção. Senti-me feliz com a loucura de Hoseok, e deixei que meu corpo bailasse por toda a revista, ao som de uma música estrangeira alta que sequer fiz questão de descobrir.

Nunca sorri tanto na vida, e tudo ficou pior quando Hoseok e eu trocamos olhares travessos. Meu rosto se esquentou tantas vezes que até perdi a conta, já que fiquei mais preocupado em ajeitar a boina na cabeça, tentando disfarçar o meu constrangimento.

Jimin não poupou gargalhadas ao meu lado, me seguiu para diversos lugares da revista, com um copo de vinho. Até estranhei tal fato, mas assim que notei Min Yoongi conversando com Hoseok, de cara, percebi o motivo.

A verdade é que Jimin gosta de Yoongi, sem ao menos terem trocado algumas palavras. Lembro-me de que o máximo que já conversaram foi justamente em um dia que faltei por estar constipado demais para ficar agonizando enquanto escrevia algo.

O bom é que Park Jimin mede esforços por Min Yoongi, e não se deixa levar pelo sorriso pequeno que o de cabelos pretos sempre mostra ao trocar olhares com alguém.

— Acho que você deveria ir falar com ele — Comentei cantarolando enquanto caminhávamos para nosso recinto predileto.

— Ele está ocupado demais atrás de Hoseok.

— Como se você não estivesse participando de uma concorrência para ter um dia com o chefe — Revirei os olhos, assistindo Hee conversando e rindo escandalosamente com uma moça do trabalho.

Estava — Praticamente engasguei com o champagne olhando incrédulo para Jimin. Quer dizer, ele tinha tudo além de mim para conseguir vencer aquela merda. — Olha só, eu não tenho olhos para Hoseok como você.

— Você estava animado, e desistiu por causa de um garoto que pouco se importa contigo?

— N–Não.

— Você não me engana... — Vi Jimin finalmente se afastar, como se estivesse desistindo de conversar comigo, mas não.

Você tem um minuto? — Assustei-me com a voz, e me virei, dando de cara com Min Yoongi.

— Sim, pode falar.

— O que você tem com Jeongguk? — Franzi o cenho em confusão, repassando a frase na mente enquanto era encarado de maneira esquisita pelo dono de armações escuras.

— Nós não temos absolutamente nada — Fui fiel a resposta, dando ênfase em cada palavra, já alterado pela expressão de deboche feita por Yoongi.

— Não? E por que ele está lá em baixo te esperando feito idiota? — Arregalei os olhos, me despedindo rapidamente de Yoongi, mostrando o quanto me importava com aquilo. Observei o relógio na parede e quase me estapeei por tal fato, olhando os ponteiros corretamente montados em um ângulo de noventa graus que me irritou profundamente.

Não vi Jimin e nem Hee, então decidi seguir o caminho até o elevador sem avisar ninguém. Era festa, afinal, e acho que não importaria para Hoseok, e eu esperava fielmente que estivesse correto.

Seriam aquelas as últimas horas em que nos encontraríamos? Logo no natal? Vou me sentir péssimo ao fazer um ano e recordar da provável bobagem que irei fazer. Somente precisava apertar um botão no celular e pronto, garantia uns dias com Hoseok, não estou me gabando, mas ao notar cada piscadela nada discreta do mesmo para mim, sabia que não iríamos passar um mísero dia juntos, e sim vários.

Antes que meus devaneios aprofundassem, alcancei a recepção, sorrindo confuso ao reparar Namjoon e Jeongguk conversando como se fossem confidentes de épocas atrás. Logo, interrompi a linha de raciocínio e chamei por Jeongguk, que me recebeu com uma expressão doce, que quase derretia meu interior.

— Como está sendo o dia?

— Enjoativo de tão bom — Perto de Jeongguk, eu era um poço de sinceridade, pois sequer cogitava a possibilidade de mentir para si, e algumas coisas ocultas aqui e ali não eram basicamente nada. — E o seu?

— Arrisco dizer que vai ser bem melhor agora — Meus olhos se arregalaram enquanto Jeongguk tentava disfarçar algo, pondo as mãos nos bolsos do seu moletom.

— Com licença, eu preciso voltar ao meu posto — Acenei acanhado para Namjoon, fitando o garoto a minha frente que observava tudo, menos o meu rosto, me fez imaginar que suas palavras também causaram efeitos nele.

Segui Jeongguk até o automóvel e lembranças do nosso beijo se instalaram em minha mente como um dejavú qualquer, que trazia sentimentos aleatórios e intensos. Não deixei que o cantor abrisse a porta para mim como dias atrás, devido à compreensão de que não estávamos sozinhos, já que Jeongguk abdicou do estacionamento hoje.

Sorri para Jeongguk em uma mania inalterável e ao ser retribuído, senti como se o ar estivesse de repente ficado escasso, mas logo entendi que a ansiedade estava dominando meu ser como anteriormente.

Não questionei para onde estávamos seguindo, afinal, as luzes e as vozes das pessoas gritando e comemorando em alegria me pareceu mais importante. Eu confiava em Jeongguk e sabia que o mesmo não me levaria a um lugar perigoso, ou estranho.

O cinto parecia apertar ainda mais o meu corpo, enquanto a alegria das pessoas nas ruas me contagiava de uma maneira erroneamente boa. Não precisei solicitar à Jeon que diminuísse a velocidade, já que em nenhum momento senti que precisava, pois o ar frio batendo em meu rosto a partir da janela era realmente viciante e magnífico.

Lembro-me das luzes que enxerguei no parque ao lado de Jeongguk, e vendo mais de perto, via a mesma graça e magnitude de toda a iluminação, mesmo que de forma divergente, já que no alto, o show de luzes é ainda mais impressionante.

Também, não demoramos muito para que o automóvel pausasse, findando meus pensamentos de tamanha intensidade. Em nossa frente havia um bar chique, e fiquei contagiado pela festividade que havia ali. Conseguia ver os garçons praticamente pulando enquanto atendiam os clientes, que em sua maioria eram casais, e não vou fingir que isso não me deixou meio abobado, pois seria uma grande mentira da minha parte.

Saí da lamborghini logo após Jeongguk, e depois de uma troca confidencial de sorrisos, adentramos o estabelecimento, sendo assistidos pelas pessoas sorridentes e felizes, que sequer se surpreenderam ao notar Jeon Jeongguk com mais alguém, provavelmente desconhecido.

— Hoje é por minha conta, hyung — Agradeci, achando o modo como seus lábios pronunciavam o pronome bastante agradável.

— Dois copos de tequila fizz, por favor — Pedi inocentemente para o homem que sorria antes de se retirar. Fitei a face esbelta de Jeongguk por uns segundos, antes de me voltar para as mesas quase cheias.

Havia um casal aos beijos e sorrisos, algo deveras simpático, porque ao longe dava para se ver o amor que emanava daqueles dois. A moça confidenciava algo para o provável namorado, ao mesmo tempo em que o mesmo selava toda a extensão do rosto da garota.

Sobressaltei-me ao ter Jeongguk atingindo uma leve cotovelada em minha cintura. Desconcertado por estar observando o casal e sentindo inveja daquela paixão, senti meu rosto esquentar e logo Jeongguk ria.

O homem atendente não tardou em nos trazer a bebida, e após nosso agradecimento simultâneo, deixei que Jeongguk experimentasse primeiro. Assim que recebi seu olhar confuso, sorri para si, tomando um pequeno gole do líquido meio esverdeado do meu copo.

Sentamo-nos ali mesmo, trocando palavras sobre o dia especial de natal. Não poupei as minhas para contar-lhe cada detalhe — retirando a parte que se resumia à Jung Hoseok, pois a omissão ainda estava presente.

Jeongguk me contou ainda mais sobre sua vida, alegando que seus dias cheios pareciam que não eram recompensados. Sua ambição de chegar mais e mais longe era realmente enorme, gigante, e eu não me importei, já que sinto como se meus esforços na revista também não fossem recompensados, principalmente no que diz respeito às palavras de as palavras de parabéns, que o chefe nunca chegou a me dizer.

Acho que não preciso dizer o quanto a simplicidade do local e do momento me deixou soberbo, a ponto de desejar que minha vida fosse sempre daquela maneira, simples, carismática e repleta de ilusões verdadeiras. Promessas bonitas, palavras bandidas, sentimentos correspondidos. Jeongguk e eu passamos a maior parte da noite enchendo nosso corpo de bebida alcoólica, cada vez em mais quantidade, e doses mais pesadas. Sabia, tinha a certeza de que não era uma boa ideia, visto que já estava ingerindo esses tipos de líquidos na festinha natalina na revista.

Jeongguk parecia não ligar, apenas sorria contando piadas e mais piadas, soltando frases com sentidos mais que ambíguos, se transformando em uma pessoa ainda mais aberta.

Desejo dizer a melhor parte do nosso momento quase particular: Jeongguk não mediu esforços para contar tudo o que pensava de mim, desde que acabou me assistindo naquele encontro de amigos com Ji Hee.

Assustei-me quando de repente, suas frases revelavam o quanto conhecia de mim antes mesmo de me conhecer oficialmente no seu camarim. Eram informações básicas sobre onde eu trabalhava — o que não é nenhum segredo, já que fazia questão de assinar meu nome do rodapé das páginas escritas por minha pessoa, numa tentativa frustrada de possuir alguém que ao menos gostasse das desgraças que escrevo, como se fosse um maníaco por fofocas ou algo semelhante.

Jeongguk não me pareceu com medo ou algo do tipo, falou tanto que quase precisei levá-lo ao banheiro para que pessoas indevidas não escutassem aquele tipo de conversa, mesmo que somente o atendente estivesse de fato, assistindo o pequeno espetáculo, com uma expressão estranha no rosto.

Talvez o achasse um stalker ou algo do tipo, mas não duvidava muito desse fato, já que existe um ditado que afirma que um bêbado nunca mente, e levando em conta que esse quesito estava ocultado de minha consciência, fosse melhor desconfiar um pouquinho, mas ao ver Jeongguk com um bico fofo moldado nos lábios e rosto contorcido em uma careta de dor interna, não consegui sentir medo daquela pessoa tão meiga que se mostrava atenciosa demais para comigo.

— Vamos para casa — Ditei por fim, quando Jeongguk apoiou a cabeça no balcão, olhando fixamente para algum lugar que sequer fiz questão de descobrir.

Assisti-o acenar em confirmação e logo andávamos devagar para o lado de fora, após o dinheiro ser entregue ao atendente, sem nem ao menos aguardar o troco, isto é, se houvesse, já que parecia mais estar faltando.

Senti-me no direito de dirigir sua lamborghini, mas a mera menção disto fez Jeongguk me xingar em alto e em bom som, alegando que ninguém iria tocar no volante do seu xodó, mesmo que essa pessoa fosse eu.

Então, o que me restou foi adentrar o automóvel, rezando para que Jeongguk não dormisse enquanto nos levava até a minha casa, pois sentia como se estivéssemos novos demais para morrer.

Por sorte ou controvérsia do destino, Jeongguk manteve uma conexão estável com a velocidade que seguíamos, então não precisei puxar-lhe as orelhas para evitar um falecimento.

Não sabia que horas eram, mas tarde, certamente, já que nas ruas já não se via ninguém, e algumas casas possuíam as luzes desligadas, enquanto outras não, como se a festança fosse até o amanhecer. Cogitei a ideia de ligar para Jimin ou Ji Hee e questionar se ambos estavam se divertindo, mas deixei de lado assim que minha mente viajou até alcançar o maldito dia do beijo.

Os sentimentos que senti naquele dia vieram à tona do nada, como se a previsão do dia fosse apenas confusão em todo o meu ser. Não conseguia ignorar o fato de que estávamos indo para minha casa, e aquele ósculo molhado foi justamente em frente a minha porta.

Aos poucos, meu coração batia frenético, descompassado, e fiquei com medo de que Jeongguk conseguisse escutar, porque seria uma cena constrangedora demais ter que contar-lhe tudo o que sentia.

Hesitei em levar os dedos até os lábios como da última vez, e por fim, não o fiz, fixando o olhar em Jeongguk que parecia concentrado na pista. Quase de modo inconsciente deixei que meus dentes maltratassem a pele da minha boca em uma mordida dolorida, que no momento não surgiu efeito algum.

Não sei quanto tempo continuei naquela posição, mas foi realmente bastante, já que Jeongguk notou, desviando rapidamente os orbes para mim, juntamente com o sorriso estampado no rosto.

Notei a velocidade do automóvel diminuindo ainda mais à medida que os lábios de Jeongguk se moviam na pronuncia de palavras.

— Acho que ainda falta algo para que meu dia termine bem — Comentou, estacionando o carro em algum lugar que não quis saber, mas que por estar deserto me preocupou por uns instantes, me fazendo erguer o vidro da janela, impossibilitando que alguém conseguisse enxergar-nos e consequentemente assistir-nos.

— O que falta para você? — Questionei arteiro, a voz rouca demais demonstrando o meu estado de alteração no organismo que de certo, era elevada. Também, removi o cinto de couro do meu corpo vendo Jeongguk fazendo o mesmo antes de se virar lentamente para mim e me olhar como se eu fosse uma pedra preciosa no meio de tanta confusão.

Percebi que minhas mãos começaram a tremer, e com receio de que um infarto me acontecesse, me aproximei de Jeongguk com cuidado, tocando os botões do ar-condicionado ao mesmo tempo em que iniciávamos uma troca supérflua de olhares que me atraiu como um imã.

— Me falta um beijo seu.

Fechei os olhos me entregando de cabeça naquele mar de sentimentos estranhos e permiti que os lábios de Jeongguk tocassem os meus em um selinho demorado que sequer tardou em ser transformado em um beijo molhado, sua língua se enroscando a minha como na primeira vez.

Deixei que meus dedos fossem até os seus fios, entrelaçando-os. Senti os seus próprios alcançando minha cintura, com um aperto leve, mas firme, como se existisse receio em si, mesmo que soubesse o que ansiava.

A falta de ar, porém, nos fez findarmos aquela troca de saliva, entretanto, não demorou em que eu pudesse sentir os beijos de Jeongguk em todo o meu rosto, descendo para o pescoço, arrepiando meu corpo, fazendo-me suspirar em deleite.

— Pensei que fosse só um beijo — Brinquei, acariciando o couro cabeludo de Jeon, e sorrindo para o nada.

— Você quer que eu pare, então?

— Não precisa, continua — Afirmei, sentindo os dentes rasparem minha tez, mordiscando-a e fazendo com que o ar se tornasse ainda mais escasso, o carro estava quente, abafado, e quando os dedos de Jeongguk se encontraram com minha pele sob as roupas, uma lamúria quase passou despercebida, se não estivesse tão próximo à Jeongguk.

Como se houvesse sido um incentivo, Jeongguk colou nossos corpos, enquanto tentava se desfazer da minha camiseta, e com minha ajuda, esta foi jogada atrás de si. Senti uma vergonha se apossar de mim quando os olhos de Jeongguk se fixaram em meu abdome. Meus fios aos poucos começavam a grudar na testa, e sequer o ar-condicionado ajudava, pois era como se o inferno estivesse mais próximo.

— Porra — Sibilou rouco, eufórico e sensual, ocasionando em um leve arfar da minha parte.

— Te agradei?

— Muito — Sorri com sua resposta, atracando nossas bocas mais uma vez, mais molhado, carregado pela excitação que aos poucos dominava meu corpo em uma dança sem igual.

Desfiz-me dos meus sapatos com os pés, aos poucos me ajeitando no banco, e sendo puxado pelos braços de Jeongguk, quando percebi, já possuía a clavícula mordiscada ao mesmo tempo em que me arrastava levemente no colo de Jeongguk.

O banco do motorista não era muito bom para que fizéssemos aquilo, mas ao menos tentei aproveitar, segurando os fios de Jeongguk com força, não sem antes arrancar sua camiseta para juntar-se a minha ao fundo.

Logo, novamente brincávamos com os beijos. A mão atrevida de Jeongguk desabotoando minha calça e se infiltrando até que chegasse às minhas nádegas. Empinei-me dando espaço para o que Jeongguk fizesse o que desejava, soltando lamúrias baixas ao ter os glúteos apertados com volúpia.

Não era doloroso, muito menos ruim, era um aperto simplório que demonstrava tamanho tesão que Jeongguk sentia claramente por meu corpo. Esqueci-me de tudo que me deixava confuso, e me entreguei à Jeongguk, choramingando pelo calor insuportável e os panos incômodos atrapalhando minha mais nova visível ereção.

— Tira pra mim — Pronunciei baixo entre os lábios de Jeongguk, e assim que o mesmo compreendeu minha fala, ajoelhei-me no banco, tendo os botões róseos endurecidos, proveniente dos dentes salientes de Jeon, que puxavam minha pele sensível sem fragilidade, chupando em seguida, ao mesmo tempo em que suas mãos tratavam de arrancar minhas roupas, ainda que fosse dificultoso.

Assim que conseguimos remover a peça apertada, suspirei aliviado, posicionando as pernas aos lados de Jeongguk, e me sentando novamente em seu colo, agora, conseguia sentir seu pênis pulsar abaixo de mim com força, o que ocasionou em uma vontade louca da minha parte de me mover certeiro, ouvindo Jeongguk chiar, jogando a cabeça para trás consequentemente no banco.

Os dedos ágeis trataram de abaixar o banco para que houvesse mais espaço, mesmo que ainda limitado demais para nossa quentura quase desagradável. Logo, precisei revirar os olhos e me segurar nos ombros nus para que meu corpo não fragilizasse, devido às mãos de Jeon que trabalharam em revelar meu pênis, tocando-o com maestria, em uma velocidade quase torturante.

Minha cabeça latejava, e meu estômago parecia ser preenchido por mariposas gigantes por tamanho prazer sentido há muito tempo atrás retornando com uma velocidade incrível.

Fechei os olhos, permitindo que meus lábios entreabertos desengatassem gemidos alvoroçados. Era gratificante possuir o polegar alheio pressionando minha fenda que escapava porra de maneira exacerbada, quase humilhantemente porque Jeongguk apertava meu pênis com maestria, me fazendo tremer em seu colo.

Tentei diminuir as lamúrias, ao menos um pouco, mas sequer consegui fazê-lo antes de atacar seu pescoço, marcando a tez como se fosse apenas minha, revalando os lábios e chupando com força, causando um impacto tão grande em Jeongguk, que me deu ainda mais espaço para concluir o que desejava ali.

— Tae, que porra — Era incrível como até os xingamentos de Jeongguk faziam com que pontadas rudes alcançassem meu pênis em uma rapidez inacreditável, juntamente com gemidos abafados e reboladas indiscretas.

Percebi que deveria fazer algo antes de gozar, queria dar prazer para Jeongguk antes que meu corpo se amolecesse e eu não quisesse nada mais do que ser fodido.

Escorreguei a destra por seu peitoral, apertando a derme macia e quente, até chegar onde precisava de mais atenção. Quase destruí seu zíper por tamanha pressa e ansiedade, mas consegui terminar sem grande estragos, e me xingando mentalmente por estar tremendo mais que galhos de árvores no outono.

Ao pôr seu pênis para fora, senti uma vontade imensa de chupá-lo, mas não havia como já que o espaço minúsculo não me permitia fazê-lo, então, mesmo desapontado, movi a mão em movimentos clichês em sua sensibilidade, percebendo a respiração de Jeongguk se descompassar, atingindo uma rapidez entrecortada que me assustou.

A partir de então, nossas lamúrias se tornaram em uma bagunça mais intensa, o suor escorrendo por nosso corpo de modo incessante, tanto que me incomodei bastante já que os vidros se embaçavam devido à quantidade de ar quente, que não era diminuta.

— Ah Tae, isso–tão bom — Concordei com suas palavras cortadas e apertei com mais força sem pau em minha mão, sorrindo satisfeito ao ver abundância na deliberação de pré-gozo.

— Eu estou quase — Murmurei rente à sua orelha, mordiscando-a em seguida, e choramingando ao ter agora, a mão de Jeongguk em meu pênis junto ao seu. Levei meus dedos sujo de porra até os ombros bonitos, pressionando as unhas ali, deixando rastros de vergões que logo, logo apareceriam.

A sensação de ser estimulado daquela maneira era tão boa e viciante que sequer consegui avisá-lo antes de finalmente gozar, interrompendo um grito meio rouco ao colar seus lábios nos meus. Jeongguk mordiscou-me a língua levemente, trazendo arrepios que perduraram bastante, enquanto ainda sentia meu pau sendo pressionado por seu polegar.

Foi também um sufoco grandioso para retirar minha boxer que ainda se encontrava em minhas coxas, apertando-as, mas consegui o fazer com a ajuda de Jeongguk, logo novamente sentando em seu colo, agora mais as pernas, fazendo a buzina soar alta por um instante que me fez arregalar os olhos e conferir se alguém estava percebendo dois garotos quase fodendo dentro de um carro fechado — uma completa prova de um quase suicídio, porque caralho! O calor aumentava a cada segundo, sufocando-nos.

Escutei a risada de Jeongguk e sorri mínimo, puxando sua calça e boxer um pouco mais para baixo, para dar-nos liberdade extrema para nos sentirmos segundos adiantes.

Jeongguk se esticou, colando seu peito ao meu e beijando meu rosto enquanto buscava algo no compartimento ao lado do volante, que imaginei do que se tratava, pouco me importando, já que para mim a língua de Jeongguk explorando minha boca era muito mais que importante do que um mero pacote — que olhando por outro lado, é importante para porra.

Findei o ósculo molhado, levando dois dedos a minha boca e chupando-os, enquanto Jeongguk rasgava o pacotinho com os dentes, sem desconectar nossos olhos que pareciam ser ligados com um imã, por conta de tamanha veemência. Ao que notei ter lubrificado bastante meus dígitos, empinei-me no colo de Jeongguk, apoiando a cabeça em seu ombro enquanto levava os dedos até minha entrada.

Choraminguei com o contato supérfluo e inseri-os dentro de mim, sendo observado atentamente por Jeongguk, que me beijou a orelha, logo levando as mãos até meus glúteos, os afastando como podia.

Minha boca entreaberta deixava meus suspiros mais audíveis, ao mesmo tempo em que forçava meus dedos contra meu interior, estocando-o e lubrificando-o. Fechei os olhos, entregue a tantas sensações, chiados surpresos saíram de minha garganta assim que os dedos bonitos fizeram questão de marcar minhas nádegas.

— Jeonggukie — Arrepiei com os beijos distribuídos em meu pescoço, suspirei, arfei e gemi, Jeongguk me enlouquecia com tão poucos toques que até me surpreendia.

— Eu quero tanto foder você — Choramingava com as palavras sussurradas rente à minha orelha. Perdia-me nos mais profundos sentimentos que se interligavam à vontade de ser preenchido, e marcado. Era deliciosa a sensação de ter a certeza de que alguém me desejava.

Sequer assisti a hora em que Jeongguk pôs o látex, somente retirei os dedos da minha entrada, com um pouco de descontentamento, que se transformaram no contrário, assim que minha cintura foi laçada pelos braços de Jeongguk que me ajudavam a posicionar seu pau.

Aos poucos, senti-me violentado, sussurrando palavras chulas, próximo ao pescoço de Jeon, e sendo agraciado com seus pelos se eriçando rapidamente. O pênis de Jeongguk se enfiando em meu interior, doía deveras, entretanto, não cogitei a ideia de parar com o ato, porque compreendia que fazia muito tempo desde minha última relação, então não estava acostumado com a invasão.

— Meu Deus, Tae, você é muito apertado — Seu nariz resvalava por meus fios em uma carícia quase calmante, deixou-me desconcertado por uns segundos enquanto tentava espantar a dor em minhas paredes internas.

É bom?

Tanto que poderia gozar apenas parado, assim — Sorri com sua confissão e me mexi com dificuldade, sentindo o aperto ao meu redor se intensificar de maneira forte, que causou uma fricção erroneamente deliciosa entre meu pênis e seu abdome.

Senti-me afoito, e logo não tardamos em aumentar aquele ritmo simplório do jeito que conseguíamos. Suas bolas batiam contra minha bunda, e provavelmente quando fosse notar estaria totalmente marcado, mas não iria fazer nada além de sorrir para o espelho e alegar que a noite foi divertida.

E caralho! Muito prazerosa.

Nossos chiados ecoavam por todo o carro, e foi como se a temperatura tivesse aumentado uns dez graus, porque eu suava como se estivesse correndo uma maratona por horas seguidas.

Ansioso, deixei que meus lábios selassem as bochechas bonitas, a testa, o queixo, nariz, até que alcançar a boca inchada e vermelha, mordisquei com força, escutando um gemido de ardor que me felicitaram os tímpanos.

No ósculo, descontei todo o prazer e sentimentos semelhantes que sentia ao ter a próstata surrada pela glande, desde as mordidas nada fracas até nossos bater de dentes, que normalmente seria considerado algo constrangedor, mas no momento contribuía para que tudo fosse ainda mais excitante.

— Me toque Jung... Gukkie, por favor — Pedi sôfrego, sentindo as lágrimas se acumulando em meus olhos e aos poucos rolando pela minha face, ainda mais quando o meu pedido foi atendido, e logo tinha o pênis apertado por sua destra, enquanto era estocado, bruto, forte e rápido, no nosso ritmo que só perecia pelo limite sem igual de espaço, porque certamente se estivéssemos ao menos em um quarto, não permitiria que essa velocidade fosse constante, nem que o trabalho fosse todo meu.

Perdi a conta de quantas vezes meus olhos se reviravam, e quantos grunhidos escutei e realizei, porque a sensação de ser arrebentado era tão fodidamente soberba!

O álcool ainda facilitava para que meu corpo ficasse ainda mais sensível e podia jurar que Jeongguk assim como eu, enxergava as coisas girando ao nosso redor, a cabeça doendo como se tivesse batido-a na parede.

O fervor era alto, tamanha continuidade das penetradas que fodiam com minhas preguinhas até então imaculadas desde algum tempo que não faço questão de recordar, por ser mais um devaneio desnecessário que não exigia atenção.

— Goza... Goza gostoso, Tae-ah.

Larguei um choramingar alto o bastante para qualquer pessoa na rua escutar e me desmanchei após ter a glande pressionada em uma grandeza inadmissível. Pensei e repensei ''eu sou um masoquista'', e não pausei minhas ações, quicando com voluptuosidade sobre o colo de Jeongguk até que finalmente o cantor soltasse uma lamúria mais manhosa, e viesse dentro de mim, apesar da camisinha impedir o contato direto, foi realmente bom sentir Jeongguk gozando em meu interior.

— Eu gosto tanto de você, Tae...

Fechei os olhos apreciando as palavras de Jeongguk, mesmo que não conseguisse dizer igualmente, já que fazia pouco tempo para que um sentimento tão profundo se instalasse em mim. Agradeci baixinho, a voz rouca demais, e o coração batendo tão fortemente dentro do peito, que a qualquer momento, poderia ter um ataque cardíaco.

A culpa? Jeon Jeongguk.

O garoto que me fez desistir de uma competição louca para conseguir um dia com Jung Hoseok.

...

Fofoca urgente! O cantor Jeon Jeongguk foi visto ao lado do redator da revista Gossip's Time.

A semana de natal pareceu bastante alegre para o mais novo casal da mídia, sim, isso, mesmo. Kim Taehyung e Jeon Jeongguk estão aparentemente juntos, e o cantor até vai buscá-lo no trabalho como prova, para que saiam — e inclusive, há uma indução para que Kim Taehyung sequer concluísse o expediente para se encontrar com o cantor.

Não restam dúvidas que o cantor mais famoso da mídia é homossexual praticamente assumido e está namorando Kim Taehyung.

Realmente uma decepção tanto para os fãs como para a própria empresa que precisa urgentemente fazer algo a respeito disso.

Para mais informações dessa bomba noticiaria, estejam atentos em todas as bancas de revistas, Gossip's Time irá contar-lhes tudo que sabe sobre o casal homossexual.

26 de dezembro

Min Yoongi.

4 de Julio de 2018 a las 01:30 0 Reporte Insertar Seguir historia
4
Fin

Conoce al autor

Shiin Lycan Ficwriter e leitora em todo o tempo; todobakudeku bjs

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