Para Sempre Seguir historia

valdieblack Valdie Black

Clara Oswald pede ao Doutor para fingir ser seu namorado e o resultado disso será algo que eles lembrarão para sempre.


Fanfiction Series/Doramas/Novelas Sólo para mayores de 21 (adultos). © Doctor Who não me pertence, fanfic escrita sem fins lucrativos.

#fluffy #romance #hentai #the-time-of-the-doctor #clara-oswald-eleventh-doctor #souffez #whouffle #doctor-who
Cuento corto
1
4.9mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Para Sempre

Ele poderia fingir, sim. Sempre fora muito bom em fingir. Na Academia fingia ser um bom aluno, depois fingiu ter outro nome, sempre fingia que estava tudo bem e às vezes se fingia de humano. John Smith ou algo assim. Qualquer identidade valia desde que não fosse a dele.


Naquela noite ele fingiu ser o namorado de Clara Oswald e foi muito fácil. Não sabia ser namorado de ninguém, óbvio, mas conseguia fingir por causa dela. Fingir era algo que ele sabia fazer. Foi extremamente fácil fingir estar apaixonado por ela, inventar qualquer história de como eles se conheceram, segurar sua mão, abraçá-la e até roubar-lhe uns beijos. O rosto dela corava e seus lábios rasgavam-se num sorriso, satisfeita porque tudo corria bem.


- Eles acreditaram em você. – Clara disse depois que sua família saiu. – Eles realmente acreditaram que você era meu namorado.


O Doutor sorriu para ela do outro lado da sala.


- Ah, problema resolvido então! – ele esfregou as mãos, agitado. – Sabe, eu pensei que fosse ser chato passar a noite jogando conversa fora mas foi muito divertido. Sua avó tinha tantas histórias de quando você era criança!


- É, eu não gostei muito dessa parte... – ela corou ainda mais quando se lembrou das revelações da avó.


- Sua madrasta foi muito gentil comigo, perguntando se eu era doido. A maioria das pessoas não se importa.


- Hum...


- Mas acho que seu pai não gostou muito de mim... ele perguntou quais eram minhas intenções com você e eu tentei manter o disfarce de “namorado” dizendo que pretendia beijar você umas mil vezes ainda hoje. Pela cara dele não era isso que ele queria ouvir.


Clara achou graça.


- Doutor, ele queria saber se você me levava à sério.


- À sério?


- Sim, se o nosso relacionamento era sério ou se você estava só me usando.


- Usando? Pra quê?


Clara olhou para o rosto confuso e ingênuo do Doutor e achou que era melhor esquecer aquele assunto.


- Não importa. Você não precisa fazer isso ano que vem, eu já vou ter arrumado um namorado de verdade até lá.


- Ah... – o Doutor pareceu desapontado, mas rapidamente recuperou o sorriso. – Ainda bem! Não entendo nada desses rituais humanos. Em Gallifrey nossos casamentos eram arranjados...


Clara deu um pulo.


- Acabei de me lembrar, Doutor! Tem uma coisa que eu queria te dar...


- ... não existem namorados e não demonstramos afeto como vocês.


Clara estranhou.


- Como vocês demonstram afeto?


- Ora, com apertos de mão, é claro.


- E como vocês fazem bebês então?


O Doutor enrubesceu com aquela pergunta tão direta.


- Você queria me dar o quê?


- Hã? Ah, sim...! Seu presente, é claro.


Ela saiu apressada pelo corredor. O Doutor a seguiu.


- Presente?


- Sim, o seu presente de natal. – respondeu, sua voz vinha do quarto.


O Doutor parou do lado de fora do cômodo. Clara procurava pelo presente dentro do armário.


- Clara, não precisava me dar um presente.


- Precisava sim, é natal!


- Eu não tenho um presente pra você.


- Tudo bem. Conhecer você esse ano já foi um presente.


Ele ficou tocado com a declaração dela.


- Nossa, Clara, eu poderia dizer o mesmo... mas... pra ser sincero, eu não tenho certeza de qual ano é esse.


Clara foi até ele trazendo um pacote em mãos.


- É 2013. – ela disse. – Feliz natal.


O Doutor aceitou o presente. Não o abriu de imediato. Ao invés disso sorria para sua companheira, perdido em pensamentos. “Conhecer você esse ano já foi um presente”. Devia ser muito bom encarar o tempo dessa forma tão linear. Ela sabia exatamente quando o tinha conhecido, mas ele saberia apenas quando a veria pela última vez. Normalmente eram as últimas vezes que ficavam marcadas em sua memória, porque estas eram as únicas datas que não poderiam ser alteradas.


- Abra logo!


Ele tomou um susto com o grito da outra e logo tratou de tirar o embrulho do pacote.


- Clara...


- É ela, não é? Eu reconheci o nome. Sei que sente falta dela.


O presente de Clara era um livro, um guia antigo de Nova York escrito por Amelia Williams. O Doutor ficou sem palavras.


- Clara... minha querida... minha Garota Impossível... – ele segurou a cabeça dela e plantou um beijo em sua testa.


Clara tinha um sorriso brilhante no rosto.


- Sabia que você ia gostar. Quer dizer, primeiro pensei que você fosse ficar triste...


- Triste? Ora... eu nunca fico triste.


- Mas eu já o vi triste, Doutor. Várias vezes.


- Bobagem. Eu nunca fico triste. Sou o Doutor!


Clara alisou o braço dele.


- Tudo bem, Doutor, não precisa mais fingir. Estamos sozinhos agora.


Ele arregalou os olhos, em choque. Novamente não sabia o que dizer.


- Fingir? Ora, eu... mas...


- É, você está sempre fingindo para se proteger. Eu entendo isso. Mas não precisa fingir agora.


O Doutor tinha lágrimas nos olhos que ele não sabia de onde tinham vindo.


- Você não gostaria de mim se eu parasse de fingir.


- Eu já sei quem você é, Doutor, mas acho que você gostaria de parar de correr de si mesmo. Pelo menos por enquanto.


Ele segurou o rosto de Clara, alisando sua bochecha com o polegar. Todo esse tempo e ela sabia? Clara sempre foi um mistério para o Doutor e quanto mais a desvendava menos ele a entendia. Havia um mundo inteiro dentro daqueles olhos castanhos que o encaravam e que o compreendiam tão bem.


- Acho que nunca tive essa oportunidade de ser eu mesmo. – ele confessou. – O que devo fazer?


- O que você gostaria de fazer?


O Doutor encarou-a, pensando na pergunta. Nunca podia fazer o que ele queria fazer, mas agora tinha permissão. Baixou o olhar para a boca dela e sentiu vontade de beijá-la.


- Eu não mereço você. – ele disse antes de unir seus lábios aos dela.


Clara foi pega de surpresa, o Doutor ainda segurava seu rosto e ela não se esquivou. Beijar pessoas não era algo estranho para ele, mas aquele beijo tinha uma sensação muito diferente. Era como se ele estivesse fazendo algo proibido mas ao mesmo tempo parecia ser a coisa certa a fazer.


Ela entreabriu os lábios e o Doutor sentiu o gosto do interior da boca de sua companheira pela primeira vez. Percebeu que queria fazer isso desde a primeira vez que se conheceram mas não podia. Ele não apenas amava a Clara como também a desejava muito.


O Doutor desceu sua mão pelas costas da outra trazendo-a mais para perto de si. Clara interrompeu o beijo deles.


- Doutor, eu não sabia... – ela sussurrou.


- Pensei que você já soubesse tudo sobre mim.


Clara sorriu.


- Acho que eu sabia, mas não acreditei.


O Doutor entrou no quarto dela, colocou o livro em cima da sua mesa de cabeceira e sentou-se na cama.


- Venha. – ele convidou, estendendo-lhe a mão.


Clara aceitou o convite, segurando a mão do Doutor e sentando-se perto dele. Estava escuro mas ele conseguia enxergar seu rosto, os olhos dela o encaravam cheios de questionamentos.


- É estranho pensar em mim dessa forma? – o Doutor perguntou. – Você prefere que voltemos a ser amigos como antes?


- Não. – ela respondeu depressa. – Eu não estava esperando essa sua reação hoje, só isso.


O Doutor alisou os cabelos dela delicadamente fazendo-a sorrir, um sorriso tímido. Ela era tão preciosa. Beijou seus lábios mais uma vez e a deitou na cama, ficando em cima de Clara e entre suas pernas. Sentiu as mãos dela em seu pescoço, tirando a gravata-borboleta, e depois desceu pelo seu tronco desabotoando sua camisa.


Ele beijava todas as partes do rosto dela. Os lábios, as bochechas, o nariz e até os olhos. O que a fazia rir. A risada dela só o fazia desejá-la ainda mais. Livrou-se das camadas de roupa que separavam o corpo dela do seu e sentiu-se aquecido por tê-la tão perto de si como estava.


Segurou os seios dela e massageou-os com os dedos, fazendo círculos em volta dos mamilos. Clara dava pequenos gemidos e aproximava-se mais dele, queria que ele a penetrasse. Mas o Doutor queria passar mais tempo analisando aquele corpo que ele só tinha visto em sonhos, quando se permitia sonhar com essas coisas.


Ele deu beijos em seus peitos e em seu tórax fazendo-a gemer mais alto. Desceu sua mão para debaixo da saia dela e sentiu seu interior quente e molhado. Explorou a área com os dedos primeiro, Clara mexia os quadris desejosa por algo mais e o Doutor percebeu que era impossível segurar sua vontade por mais tempo.


Tirou suas calças e puxou-a pela cintura, quando a penetrou ela gritou seu nome e o Doutor sentiu-se livre talvez pela primeira vez na vida. Não sentiu culpa enquanto estava dentro dela e nem quando ejaculou aliviando-se do prazer que sentia. Geralmente ele sentia-se muito solitário quando fazia sexo, mas não daquela vez pois Clara o compreendia.


Ambos riram quando terminaram aquele ato, surpresos com a própria ousadia. O Doutor a beijou novamente, percebendo que ainda não tinha chegado em mil beijos.


*******


Foi acordado pela luz doo sol em seu rosto. Era uma sensação estranha. Acordar pela manhã, passar o tempo de forma linear.


- Bom dia. – Clara desejou, abraçada a ele. – Estava me perguntando quando você ia acordar.


- Faz 900 anos que não durmo.


- Que tal?


O Doutor alisou os cabelos dela e sorriu.


- Foi ótimo. – respondeu.


- Gostaria de ficar aqui para sempre.


- Eu também. – admitiu, sabendo que o seu “para sempre” era mais longo do que o dela.


Ele a abraçou com mais força. Concluiu que não tinha fingido nada na noite passada. Sempre quis ser o namorado de Clara Oswald.

12 de Junio de 2018 a las 17:07 0 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~