Livre das amarras Seguir historia

marikota Aniram Sairaf

Difícil definir em que momento me senti assim, nessa tarde chuvosa estou aqui deitado acarinhando esses cabelos enquanto ele dorme, acho que a intensidade foi muito forte nunca o vi assim tão esgotado, Daniel Kuso meu melhor amigo de infância, agora repousa sobre meus braços e eu não estou me sentindo arrependido muito pelo contrário acho que um peso saiu dos meus ombros, pensei que nunca seria capaz de contar a verdade ao Dan, pior achei que ele ia ter nojo de mim.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#bakugan #258
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O vento e o fogo

Shun P.O.V

Difícil definir em que momento me senti assim, nessa tarde chuvosa estou aqui deitado acarinhando esses cabelos enquanto ele dorme, acho que a intensidade foi muito forte nunca o vi assim tão esgotado, Daniel Kuso meu melhor amigo de infância, agora repousa sobre meus braços e eu não estou me sentindo arrependido muito pelo contrário acho que um peso saiu dos meus ombros, pensei que nunca seria capaz de contar a verdade ao Dan, pior achei que ele ia ter nojo de mim.

Por que tudo isso? Bem antes desse momento nosso e de tudo que houve hoje a tarde, eu ainda treinava pesado aqui no dojô, o qual Dan sempre dizia que era minha prisão. Tudo começou do modo mais normal possível, no colégio, escutavámos as reclamações de Daniel, Runo e Keith em terem que se levantar cedo e estudar durante tantas horas, e o debate deles com Marucho sobre ele nem precisar estar ali por saber tudo, eu estava distante só ouvindo a algazarra deles e as perguntas indiscretas sobre eu e Alice não parecer muito com um casal, “como é que um anda lá atrás e outro sozinho lá na frente?”Acho que a Julie devia parar de ler essas revistas de garotas, enfim naquela manhã parecia que um terremoto sacudiu o Japão, pois Klaus chegou por trás de Alice e a beijou, na frente de todos e, eu dei espaço.

— Xi corno manso Kazami? — Pentelha Keith fazendo nossa turma rir.

— Fermen, primeiro que não é da conta de ninguém…

— E eu pensando que a ruivinha tinha tirado as ferraduras do ninja. — Dan me pentelhou também.

— Eu e o Shun terminamos no final de semana. — Alice conta timidamente. O motivo foi muito simples, o namoro começou de forma forçada, não houve aquela ligação que todos diziam ter, talvez por já me sentir muito confuso, e ela também, ela estava apaixonada pelo nosso ex inimigo, Klaus Von Hertzon, o principezinho europeu metido a conquistador, eu senti um alívio muito grande não queria passar a vida fingindo que estava feliz com ela, a Alice era o tipo de garota que todos naquele colégio queriam justamente por se encaixar no padrão bonequinha, ela concordava com tudo, andava lado a lado, e era doce até com desconhecidos, enquanto Runo Misaki, a menina que Daniel namorava desde os doze anos, era o total oposto, desafiava regras, gritava e batia no Dan com frequência, quem via esses dois por aí não dizia que eram um casal, tanta confusão e às vezes por motivos fúteis.

O caso é; que não parecia que era somente eu que estava estranho, Runo parecia que não queria encarar Dan e Dan também virava a cara daquele modo orgulhoso de sempre, de peito estufado e nariz empinado, o dono da razão e Runo como sempre com um bico formado.

Não faço o tipo curioso e nem quero saber o que aconteceu, ambos tem dezesseis anos são capazes de se resolverem, depois deve ser mais uma idiotice deles, fazem isso o tempo inteiro, brigam, emburram, e voltam.

— O que foi Runinha? — Julie distorce a voz fazendo o estilo burikko( termo japonês pra aquelas meninas que fazem voz meiga pra falar infantilizando, sua natureza, muitas vezes até com professores)

— Julie, pra começo de conversa, para com essa voz de retardada, ao invés de Burikko isso devia ter outro nome, eu não to afim de fofoquinha.— Runo se fecha e passa empurrando eu e Dan que estávamos cada um de um lado do corredor.

— Ela tá muito magoada! — Analisa Julie.

— O que foi que você fez, Kuso?— Pergunto cruzando os braços.

— Vai dar uma de fofoqueiro agora, eu… Eu terminei com ela no dia que ela marcou o jantar com a família, ao invés de amigos ela declarou guerra. — Reclama Dan. Eu não pude evitar de sorrir, não que eu torça pela infelicidade de ninguém, mas aquilo me deixou feliz e nem sei como explicar, seria agora que eu digo que sinto por ele desde o início da adolescência, não definitivamente não, isso não.

A discussão naquele dia foi toda em cima do, recém término deles, a Julie não se conformava de ter desistido de conquistar o Dan para Runo ficar com ela e agora aparecem separados e pior numa data tão importante, Daniel explicava que estava sufocado com Runo querendo mandar e desmandar é, ela definitivamente é muito mandona, mas isso me cheira a desculpa para sair fora, imaturidade, decidi chamar Daniel pra uma volta após o colégio, já que comigo ele sempre se abre sem parecer um idiota.

Naquela tarde uma chuva leve começou a cair antes da saída, Daniel dormia sobre a carteira e o professor colocou a advertência sobre o colo dele sem o acordar, não é de hoje que esse baka faz isso, esse rostinho sereno, os cabelos voando ao ritmo do vento e sua respiração pesada, mas que isso? Ah nossa, eu to parecendo um idiota delirando com meu amigo em plena aula, o que eu posso fazer? Não posso me abrir, poderia estragar anos de amizade com essa confissão.

Quando os sinal bateu observo ele levantar assustado e seca a baba na manga da camisa.

— Vamos, acho que vai prestar bastante atenção já tirou a soneca da tarde. — Pentelho e ele dá um meio sorriso se levantando, deixando a advertência cair e voltando para pegar a escondendo no bolso.

— Shun, se importaria de não tomar a palavra hoje? — Questiona o castanho, eu dei de ombros, quando Daniel quer ter a palavra sinal que a Runo foi a culpada da confusão dessa vez, eu queria tanto ter a certeza… O que me deu óbvio que ele quer que eu o ajude a voltar de novo.

Fomos correndo pela rua, eu não levei guarda-chuva, a chuva foi bem inesperada e Daniel, até quando se avisava ele fazia questão de não dar a mínima, parecia gostar de se molhar.

Quando chegamos ao Maid café,( não, não fomos ao restaurante dos Misaki como de costume) Daniel hoje escolheu esse local, sentamos numa das mesas mais privadas, eu já tava pronto pra começar com o velho discurso de sempre, vamos lá já fiz isso inúmeras vezes, decorei até o que ele me diz quando teima emburrando a cara.

— Vai pedir o que Kazami? — Pergunta Dan olhando o cardápio.

— Daniel, você não pensa em mais nada além do próprio estômago, não?

— Dormir e estudar da fome, fora os quinze minutos de intervalo, não temos muito tempo pra comer. — Apenas reviro os olhos. — Shun, o que houve com você e a Alice, sabe depois que voltamos de Vestal, parecia que....

— Não consegui corresponder às expectativas dela, e nem ela as minhas, Alice gostava mesmo era do principezinho alemão, eu via isso nítido, preferi deixá-la viver com quem ama e não pra quem ela era empurrada, mas já que tocou nesse assunto, e você, não passa uma semana toda sem brigar com a Runo.

— Dessa vez não vem não, Rafic, acabou por definitivo. — Afirma Dan fazendo os pedidos.

— Rafic? — Pergunto inconformado, Daniel tem um senso de humor terrível tava ali rindo da minha cara.

— Não dá mais, no começo pareciamos que iamos ser desses casais de novela, acabou indo pro núcleo errado essa novela, gosto dela… Só que não a vejo como minha namorada, após um tempo comecei a ver ela como a via a quatro anos…

— Como uma amiga? — Interrompo dando um gole no chocolate quente.

— Olha… Eu ia dizer uma muleca, mas tá bom esse ai! — Daniel me fez engasgar.

— O que foi? Se interessou por outra? — Pergunto despreocupadamente, mas sentindo algo me queimando por dentro, era mais forte que a bebida.

— Digamos que sim, pensei tanto nisso, pensei de todas as formas e consequências… Eu sempre encarei os problemas de frente e justo de algo bobo fiquei preso como se tivesse amarrado, me senti obrigado a ficar ali, mas não eu não posso continuar me enganando e enganando a Runo e os pais dela…— Minha cabeça pendeu para o lado confuso, e meu peito estava apertado por pensar que essa pessoa podia ser outra das meninas, podia ser a Mira, afinal ambos tinham muito em comum, principalmente o pavio curto e a valentia, mas ele estava com um brilho muito diferente no olhar, o principal motivo de não conseguir contar a ele é o cerco das nossas colegas isso me faz ver Daniel como um hétero, ele gosta disso, de viver cercado de gente, e meu avô sempre tão rigoroso e carrancudo como Dan o chamava, não creio que aceitaria de bom grado ter o neto apaixonado por outro homem.— Kazami, eu sei que vai querer me matar por isso… — Não tive tempo de entender a estranha conversa do meu amigo…

Daniel aproximou seu rosto do meu e, sua respiração ainda trazia o cheiro do chocolate, suas mãos foram a minha cintura, e minhas pernas tremeram na mesma hora em que seus lábios encontraram os meus, doce, e ao mesmo tempo senti o medo dele de eu acabar com aquilo num murro, mas eu não consegui fazer outra coisa se não corresponder, enlacei meus dedos nos cabelos molhados dele, e a música no café acabou dando um clima que eu não esperava, nossas respirações estavam descompassadas quando soltamos os lábios um do outro, então meu sentimento pelo Daniel não ficava voando no vento, era correspondido, e nós dois sufocamos isso para… Afinal pra que? Naquele momento não conseguia falar nenhuma palavra, eu estava com o corpo quente, minhas mãos molhadas pelos cabelos encharcados dele, e o rosto quente por essa razão suponho que meu rosto estava tão vermelho quanto o seu.

— Daniel! — Naquele momento meu corpo ansiava por mais, eu queria tocá-lo, sentir seus lábios quentes nos meus.

— Kazami, você me correspondeu…— Daniel sorriu.

— Ah quanto tempo? — Pergunto ainda muito confuso.

— Desde… Acho que desde sempre, Shun, eu achei mesmo que íamos brigar, mas essa foi a melhor conversa que já tivemos, pelo menos a ladainha mudou. Daniel zomba e sorrio timidamente.

— Eu… Precisamos conversar em outro lugar, que tal no dojô? — Eu olho de lado para os clientes do café todos nos encarando.

— Vergonha, cara? — Pergunta Dan abrindo a carteira e tirando o dinheiro pra pagar o chocolate quente que acabou só dando alguns goles

A chuva deu uma amenizada, ou pelo menos fingiu, pois a duas quadras da minha casa engrossou de repente, nós já estávamos mais ou menos secos da primeira, agora essa veio com força total, pra minha surpresa Daniel estava parado, como uma criança com o rosto virado pra cima recebendo a chuva em seu rosto e sorrindo.

— O que está fazendo aí? — Pergunto revirando os olhos, ele abriu um sorriso pentelho e chutou água em cima de mim.

— Shun, porque nos enganamos desse modo? Deixamos nos iludir e iludimos as meninas, nós dois estávamos apaixonados e vivíamos uma mentira.— Enquanto falava nossos cabelos pingavam água, ele se aproximou novamente e se antes ele tomou a atitude resolvi provar pra ele que eu correspondia a seus sentimentos e o beijei ali, em meio o vento e a chuva que nos molhava, novamente nossos corpos sentiam o toque um do outro, Daniel foi subindo a mão pelos meus longos cabelos e eu pelas costas e o apoiei em minhas mãos, nossas línguas se tocavam a cada beijo trocado, nossos corpos pediam por mais.

— Acho melhor a gente entrar, Kuso, vamos apanhar uma gripe aqui.— Avisei quando nos soltamos, nesse momento um raio iluminou o local onde estávamos, nos olhos refletem o clarão.

— Ainda prefiro a gripe do que uma descarga elétrica na cabeça.— Dan me pentelhou e rimos por nada.

Entramos na minha casa, e estava vazio, meu avô tinha ido visitar uns amigos, tiramos os sapatos encharcados e as meias, e ele já foi largando o terno do uniforme por aí, a camisa branca colada ao corpo mostrava os músculos de seu peito, joguei uma toalha para ele e peguei outra, desatei o nó da gominha que prendia meus cabelos, desde a última batalha deixei crescer novamente, agora estavam na cintura, os deles até prefiro que não mude, o mesmo corte desde criança.

Eu estava secando meus cabelos, pra depois começar a secar meu corpo, mas quando tirei a toalha do rosto me deparei com Daniel só de calça e secando o tórax, despido, suas calças estavam com o cinto aberto.

— Shun, você tinha que ter começado a secar primeiro o corpo, o cabelo ficasse por último.— Daniel avisa, se aproximando de mim. — Anda Shun, a quem mais vamos enganar?— Daniel desceu as mãos pela gravata e lentamente a tirou e torceu no chão da sala, e passou os dedos pelos botões da minha camisa, mesmo querendo retribuir fui deixando pra ver até onde ele iria, após tirar um por um dos botões ele passou a toalha me secando e eu finalmente criei coragem, já não tínhamos mais nada escondido, um já sabia que o amor era recíproco, tirei minha camisa e deixei ali molhada e caída no chão da sala, Daniel sorriu e me puxou pelos ombros e me beijou, a medida que os beijos se intensificaram meu corpo sentia cada vez mais a necessidade do dele.

— Andou malhando? Elogio o porte que ele vem adquirindo nesses anos de batalhas.

— Você também, Shun… Dan soltou entre um gemido enquanto descia a boca pelo meu abdômen.

— Dan. Gemi seu nome ao sentir a língua dele entre os gominhos, Dan distribuiu beijos por toda a extensão me arrancando gemidos cada vez mais altos, eu não consegui mais só receber seus toques e lambidas tive retribuir, fazê-lo gemer e pedir por mim da mesma forma que ele fez enquanto ele ainda estava abaixado, pois já ia em direção as minhas calças, o puxei pra cima sem machucá-lo, pude ouvir um gemido um tanto frustrado, “não agora Dan, não apresse as coisas”. Eu respirava perto do seu pescoço e com a língua passei por ali até chegar ao lóbulo de sua orelha, os gemidos de Daniel estavam me excitando, me atormentando, se meu corpo estava aquele calor todo com lambidas e toques pela pele, e só de saber que ele ia abaixar minhas calças e… Prefiro nem pensar o que esse castanho ia fazer, prefiro deixar o clima esquentar mais ainda, e se eu achei que Daniel ia me deixar fazer o que eu quisesse e não ia relutar eu me enganei, senti suas mãos descendo devagar pelos meus cabelos e abrindo caminho para minhas costas jogando cada metade para um lado, suas mãos agora deslizavam provocativa, lentamente pelas minhas costas, me deixando ansioso pra ele me tocar, mas ele continuou apenas pelas costas e sorriu de forma sacana de sempre me puxando para um beijo, perdemos o equilíbrio no mesmo momento e caímos no sofá da sala ainda aos beijos.

— Shun, eu quero…— Dan se interrompeu procurando fôlego, sua face corada, seu cabelo grudado no rosto suado, assim como seu corpo, estava me deixando louco. — Shun eu quero ser seu, quero você.— Daniel me fez sorrir com aquela frase.

— Você já é meu, Dan, só estamos concretizando o que já era nosso!— Respondo e o beijo novamente, subi por cima de seu corpo e deslizei minhas mãos pelo seu físico bem trabalhado, os anos nas arenas e na academia do Interespaço contribuíram para nossa boa forma, via pelos movimentos de suas pernas a pressa, mas tava divertido torturá-lo e ouvi lo implorar por mim, essa coragem em se declarar pra mim enquanto eu me acovardava e tentava fugir e empurrá-lo mais um vez para infelicidade só me fez desejar com mais intensidade ser correspondido para ter esse momento com ele, quando ele me beijou daquele modo, sem pudor ao som da doce melodia que tocava foi como se abríssemos uma carta portal, o tempo parecia parado, mas muito ao contrário todos naquele café nos viram, e Dan não deu importância, apenas me abriu seu coração e foi sincero ao dizer que a pessoa que ele amava era eu, deslizei sua cueca até removê-la totalmente, expondo seu pênis ereto, molhado com o líquido do pré gozo, a vontade era abocanhar e fazê-lo se contorcer no sofá, mas tive uma ideia melhor e mais confortável, me levantei e o conduzi para o meu quarto, no começo ouvi ele reclamar de levantar naquele estado, mas continuei beijando para acalmá-lo e o levei para meu quarto, minha cama era grande e com certeza mais confortável que o sofá, aquele perfume dele, misturado com seu suor também me torturavam, eu queria sentir mais intimamente, mas Daniel mais uma vez me enlouqueceu antes que eu pudesse fazer algo, ele se sentou sob a minha ereção, ainda teve a ousadia esfregar-se enquanto sentava, engoli muita saliva, e começou a lamber e morder meu pescoço e desceu a boca até meus mamilos, agora era eu que implorava mais.

Enquanto ele sugava meus mamilos gemendo extasiado e arqueando as costas apoiado sob as mãos no colchão eu aproveitei um dos movimentos e introduzi um dedo em sua entrada, Dan soltou meu mamilo na hora e tentou abafar o grito, mas ele saiu forte, a dor que o toque provocou o fez arquear as costas e o grito saiu alto, seu rosto não o deixava mentir aquilo doeu.

— Não para Shun. — Daniel gemeu e eu fui fazendo movimentos circulares naquela área, a cada movimento Daniel gemia cada vez mais alto, depois de estimular o ânus eu o deitei na cama e passei a estimular seu órgão genital, nunca me senti assim, aquela tarde chuvosa pra mim era a primeira vez, a primeira vez que me senti livre de qualquer julgamento, qualquer cobrança, Daniel e eu éramos um só.

— Não tenho intenção de parar, você é meu…

— Sempre fui, agora estamos mais unidos do que nunca, só que eu cansei de joguinhos… Eu quero que me faça seu, chega de brincadeira.— Daniel pediu arfando.

— Para que a pressa? Relaxa, eu e você ainda temos a tarde toda, o céu está escuro, mas a noite ainda não chegou, o que foi quer acabar logo com isso. — Usou uma das frases de efeito de Dan nas batalhas bakugan.

— Sentir esse cheiro, esse cheiro de folhas misturado com seu suor e o meu, sentir suas mãos deslizando e brincando com meu corpo está deixando ele em chamas.— Dan anunciou tarde demais os estímulos o fizeram gozar em cima do meu colo, suas pernas enlaçadas na minha cintura e seu pênis junto do meu, me abaixei para lamber o gozo aquilo foi maravilhoso de se ver. Não demorou muito pra ele me fazer gozar também, só que Dan preferiu me provocar, depois que se recuperou do primeiro orgasmo, me deitou na cama e fez um oral, a cama rangia tanto que pensei que ia quebrar, observei Dan engolir sem cerimônias o gozo, aquilo foi sensual.

Pra descansar nossos corpos distribuímos beijos um pelo corpo do outro, eu sentado em seu colo e ele me beijando.

Muita tortura depois, muitos toques e carícias, declarações de amor, finalmente Daniel se deitou rendido sob minha cama, jogando os travesseiros e lençóis para fora e repousou o corpo me chamando com os olhos e gemidos baixos, meu nome naquele tom me fez sentir o cara mais feliz naquela tarde, Dan separou as pernas me dando espaço, eu me posicionei de joelhos, ainda estava bem receoso em machucá-lo, nunca tínhamos feito isso um com o outro, fizemos com as meninas, mas nunca senti animação no relato dele, como pude ser tão estúpido em não ver a infelicidade dele em contar sobre a Runo, suava quase como se tivesse ido ver qualquer filme e depois dissesse “foi legal”. Entrei devagar, deixei ele se acostumar com a dor, mas ele era intenso, Dan forçou o encaixe e soltou um grito que me fez olhar com certa pena, fui eu que provoquei aquela dor toda.

— Shun… Não tenha medo, eu quero isso a muito tempo, ah…— Gemeu aquela frase me fazendo retomar devagar as estocadas, mas ele fez um movimento de vai e vem que provocou ainda mais dor devido ao nosso encaixe.

Alguns minutos depois, após gostosas estocadas desfiz o encaixe e vi o anus dele sangrando e ele caiu como uma folha, exausto e esgotado.

—Tá tudo bem Daniel? — Perguntei preocupado.

— Shun, eu te amo.— Declarou enquanto buscava o ar perdido.

—Eu também Dan, eu te amo, a muito tempo.— me deitei sobre suas costas e o abracei, ele me buscou e sentiu dor ao se mexer tanto.

—Vamos tomar um banho quente? — Sussurrei em seu ouvido recebendo uma confirmação com a cabeça, quando fui ajudá-lo a se levantar Dan me puxou para um beijo, seu rosto ainda estava sujo pelo gozo, mas eu não exitei e retribui, nos levantamos e eu ajudei ele a se lavar, ficamos relaxando na banheira quente e trocando beijos mais calmos.

Saímos do banho e eu recolhi nossos uniformes da sala e os coloquei na máquina e depois na secadora, ainda o ouvia gemendo enquanto tentava voltar pra cama.

—Deita de bruços Dan!— Sugeri vendo ele sentado com o rosto vermelho, mesmo contrariado tentando esconder ele me obedeceu e sorriu.

— Relaxa ok? Já venho te fazer companhia.— Sussurrei e beijei seu pescoço.

Após tirar nossos uniformes e mochilas da secadora deixei tudo arrumado e voltei pro quarto, e me deparei com ele dormindo calmamente sob a luz da lua que entrava no meu quarto, me deitei do seu lado e tirei o roupão preto e o abracei, ele respirou profundamente e nem se mexeu em meu colo.

De todas as tardes que já passamos nesse dojô desde crianças até aquele momento esse sem dúvida foi o melhor, estou extasiado e feliz, não me importava com o que diziam de mim antes agora que estamos juntos podemos ouvir os mais variado deboches e palavras ofensivas, o importante é o que temos.

Penso na reação dos nossos responsáveis, dos nossos amigos, nossos bakugans, e principalmente delas, das meninas que um dia foram nossas namoradas, não a traímos, mas não dá pra deixar de pensar em retaliações. Me perco em pensamentos com Dan em meus braços e sou acordado com ele me abraçando e se aconchegando em meu colo, achei que tinha acordado, mas não ele apenas buscou conforto e não acordou apenas respirou profundamente e sorriu dormindo, acariciei seus cabelos agora já secos e limpos e retribuí o abraço, nos cobri e fechei meus olhos deixando o sono me envolver.

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7 de Junio de 2018 a las 03:29 0 Reporte Insertar 2
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