Quem foi que ensinou o Baek a beijar na boca? Seguir historia

heymaxi Maxi

A vizinhança tem um problema: O filho mais novo dos Byun aprendeu a beijar.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#kiss #EXOKID #exo #baekhyun
Cuento corto
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Mais que um, mais que mil e mil e um.

A senhora Byun suspirava acima da bandeja com xícaras de café que levava até a sala. As pequenas porcelanas que tremiam a cada passo pareciam estar mais frustradas que ela. O ar quente do café se chocando com sua testa, as mulheres acomodadas em sua não tão grande sala de estar. Fazia zig-zag por entre os móveis com a missão de não derrubar tudo no chão antes de chegar até a mesa de centro. A educação na forma de sentar das vizinhas não mascarava o motivo de que estavam ali pra fazer reclamações. Agora sentada na poltrona, ajeitando o cabelo ao tempo que suspirava, sendo centro dos olhares sérios, e com um relatório do trabalho a terminar, a senhora Byun não tinha a menor paciência pra dar voltas desnecessárias no assunto. Recebera uma, duas, três reclamações. Não sabia o que fazer a respeito do problema. Até o ponto de ter todas as mães da vizinhança abrindo pauta em sua sala naquele início de tarde. O problema era um: Baekhyun aprendeu a beijar.

-Eu sinto muito senhora Kim, eu entendi o que disse da primeira vez, eu prometi que ia fazer algo a respeito. Mas acho que não é pra tanto... – com uma mescla de pedido de desculpas e cansaço evidente

na voz ela se referia a presença das outras mães no lugar. – até isso se resolver eu vou pedir pro Bae não brincar com o Jongin. Tá bem?

-Não é só isso, não chamei elas aqui – se explicava a outra mãe com movimento de mãos, tentando afastar o pensamento de tomar qualquer medida antes de uma conversa civilizada – aconteceu com todos os nossos filhos.

-Todos? – a mãe do pequeno problema se sobressaltou, algumas mulheres permaneciam caladas, outras acenavam em confirmação, penosas diante da situação incômoda, que era maior que a senhora Byun imaginava – com todos eles?


Poucos dias antes disso, o pequeno Baekhyun espreitava o corredor com os fios negros pendendo no ar, graças a cabeça colocada pra fora do quarto entre a pequena brecha que abrira na porta. Olhou demoradamente para um lado, em direção as escadas, ninguém subia. Olhou para o outro lado, na direção do fim do corredor, a porta do quarto do irmão permanecia trancada, e ninguém parecia estar no banheiro, sorriu malicioso. Trancou a porta de seu quarto e voltou correndo a se ajoelhar diante da cama. Relendo mais uma vez aquela cena que atiçara sua curiosidade: Em um quadrinho que roubou do irmão mais velho, lá nas últimas páginas coloridas, o super-herói entrou pela janela sem avisar, e encontrou a mocinha que saía do banho vestindo apenas uma toalha mal colorida. No primeiro quadro ela se espantava, no segundo ele se desculpava. No terceiro quadro ele a olhava com cobiça. Ao virar a página seguinte, Baekhyun apertou o próprio macacão marrom bem na perna, quando no quarto quadro da página quarenta e dois o herói se aproximou da mocinha indefesa, e na quinta e última cena da página, no maior quadro colorido, depois de uma frase no balão de falas que Baek não entendeu muito bem, estava desenhada a boca do herói junto a da mocinha. Bem de perto, num zoom. Ouviu os passos da mãe se aproximando, e jogou o gibi pra baixo da cama. E com um olhar inocente segurou a mão da mulher e aceitou o convite pra descer e almoçar.


Algumas horas depois daquilo, ele brincava no quintal gramado dos Kim. Lutando contra o inimigo de cabelos castanhos e camisa listrada, tentando tirar seu boné que o deixava automaticamente invisível. Segurava-o por trás e tentava fazê-lo ir ao chão verde de lava alienígena. Caíram os dois, e de repente Jongin lutava contra seus braços, exasperando-se pra levantar.

-Eu preciso fazer Xixi, eu preciso fazer Xixi! – correu, largando a espada de plástico na grama. Se pondo de pé rente ao muro coberto por folhas. A frente de sua bermuda baixa minimamente para que seu amiguinho escapasse e ele pudesse aliviar antes de fazer nas calças.

Num olhar traiçoeiro, Baekhyun, rei de todos os vikings, aproximou-se a passos silenciosos pra tomar a arma que seu inimigo deixou cair no chão. Na tentativa de desarmá-lo. Seu corpo abaixado pra tomar a espada de plástico no chão, Jongin de pé fazendo Xixi.

-Baekhyun, não olha! – Reclamou, envergonhado.

-Desculpa, Desculpa! – Abandonou seu personagem desbravador e destemido, tapando seu rosto com as mãos.

Espiando o amigo fazendo barulho molhado na parede, por entre os dedos. lembrou-se do mais novo herói que conheceu no quadrinho do irmão. Aquele que entrava e pegava as mocinhas de surpresa. Aquele que não tinha vergonha. Aquele que dava beijo. Queria brincar daquilo...

Jongin deu saltinhos no lugar, abandonando as ultimas gotas. “Ei jongin...” ouviu Beakhyun chamar, e virou-se com sua atenção na luta que tinha pra por a cueca dentro da bermuda de novo. Olhando pra baixo não pode notar o quão próximo o inimigo estava de si. Voltou seu olhar a frente, e recebeu a boca de viking de Baekhyun estalar na sua de Jongin.

-O que é isso? – Jongin, o alienígena, não sabia o que dizer, aquilo era curioso. Fez sua barriga gelar. E arrepiou a nuca. Tinha gostinho de segredo. E de pirraça. Era tão bom.

-É meu ataque secreto, você não pode se mexer – Jongin não ia, mesmo que quisesse – pronto, você morreu!

O pequeno castanho olhou em volta, nem sinal da mãe, as irmãs não estavam em casa. Olhou de novo para o viking – Não morri... Eu tenho três vidas.

Baekhyun largou as duas espadas no solo. Deu dois passos, segurou o Jongin paralisado pelos ombros, pra ele não cair. E deu outro beijo na sua boca pequena – duas vidas – e outro beijo estalado – uma vida – e mais um, demorado, de olhinho fechado e tudo – você morreu!

                                   ...

- Agora o meu Jongin anda suspirando pela casa dizendo que tá apaixonado. Vê se pode? Ele não sabe nem o que é isso. E eu não quero dizer nada, não quero que me entenda mal, eles são crianças. Mas eles são dois meninos, o que eu vou dizer pro pai dele? – a senhora Kim explicava. Tudo o que conseguiu tirar de Jongin, depois de ameaçar tirar seu vídeo game, foi que o Baek deu um beijo nele de brincadeira.

-Eu sinto muito por isso. Eu não sei o que dizer...

-Quem sabe o que dizer? eles são crianças – dizia a senhora Park. Amiga dos Byun. Que trazia um bolo caseiro em fatias da cozinha, e depositava na mesa de centro. Se juntando no braço da poltrona ao lado da amiga, lhe segurando o ombro – eles são só crianças, é um assunto delicado demais.

-Delicado – interferiu uma das mães. A mais bem vestida delas. A que segurava a xícara e o pires com um guardanapo. Um pouco exagerado da parte dela – Meu Jongdae é uma criança delicada. Ele chorou por quase uma hora inteira. Eu tive que tomar a escova dele pra ele poder parar de escovar os dentes. Parecia que ia fazer a língua cair de tanto esfregar...

                                  ...

Baekhyun brincava sozinho na porta de casa. Acertava a cerca com a bola várias vezes. Com um pouco mais de força ela ricocheteou e saltou seguidas vezes pro outro lado da rua. Caindo na terra molhada do outro lado. Onde Jongdae balançava pra frente e pra trás num banquinho de madeira suspenso por cordas. Embaixo da árvore no jardim da família.

-Oh Jongdae! – gritou por ele, chamando a atenção com os braços. Dando-lhe ouvidos o pequeno andou até a ponta da calçada, cada um de um lado da rua – joga de volta!

Jongdae olhou pra bola, com nojo – Eu não, ela tá suja. Eca. – dizia com uma voz sem gênero, pausada, devagar, meio arrastada. Era uma criança que parecia precisar de força pra falar. Dando ênfase em cada sílaba. Era bonitinho pra uns, irritante pra outros.

Baekhyun puxou a pele do rosto, fazendo uma careta monstruosa por alguns segundos, ele nunca tinha paciência pras manias do outro. Teve ele mesmo que atravessar e pegar a bola suja de lama.

-Você quer brincar comigo? – perguntou, apontando a bola pro outro. Que se afastou, encolhendo os braços e erguendo os ombros, defensivo.

-Eu brinco. Se você lavar a bola – respondeu – E as mãos.

A brincadeira seguiu, com Baek chutando de um lado, e Dae do outro. No gramado aberto, da rua sem movimento algum. A bola que vez ou outra eles deixavam escapar, caia em alguma poça de lama, e tinha que ser lavada novamente. O Byun teve de ter paciência pra não voltar a brincar sozinho. Mas ter uma torneira ali perto tornava aquilo mais fácil.

Em uma de suas missões a procura do brinquedo redondo, eis que Baekhyun encontrou uma minhoca. Se debatendo na terra. Ficou de cócoras observando o pequeno ser, enquanto o amigo esperava atrás de si, para que se levantasse com a bola em mãos. Pro susto dele, o menino levantou com um verme entre os dedos finos.

-Olha Dae! – apontou animado – vamos colocar ela no alto dessa árvore, e esperar até uma ave grande vir comê-la – Baekhyun mostrou os dentes, e suas garras imaginárias na altura da cabeça, imitando uma criatura feroz.

-Eca. Germes! – o garoto recuou, tencionando o rosto em uma expressão de nojo.

-Ela não morde, olhe! – tentou por o animal nas mãos do Dae. Até ele correr e se esconder do outro lado da árvore. Correram em círculos com Baek tentando persegui-lo.

– Tira isso de perto de mim! – Jongdae,cansado de correr. Estapeou a mão do amigo. Fazendo o verme cair de novo no solo. Deixando-o irritado

– Por que você é tão chato? Tudo tem germe, germe...– fazia careta pro outro – você parece um bocó.

-Eu não quero brincar com você! – o Dae se exaltava.

-Eu não ligo! – Baekhyun correu até ele e o pressionou contra o tronco da árvore, juntando seus rostos, e suas bocas. Bateu de leve os dentes no dele, antes de dar um beijo bem molhado em seus lábios – Germes! – gritou, provocando-o.

Jongdae cuspiu algumas vezes, e entrou correndo dentro de casa. Baekhyun apanhou sua bola, mostrou a língua por cima dos ombros e voltou pro seu próprio gramado, irritado dos pés aos fios pretos.

                                  ...

-Ele teve a quem puxar... – sussurrava a mãe da família Park pra senhora Byun.

-O meu Dae ficou magoado. – concluiu a mãe.

-Eu vou fazer o Bae se desculpar, não se preocupe. Não vai acontecer de novo. – Disse, cansada. Só mesmo Baekhyun pra lhe arrumar um problema desses. Como resolver isso? Como tratar esse assunto com crianças? – o Baekhyun beijou o filho de mais alguém?

Mais duas mães levantaram a mão. Não era possível, a senhora Byun só faltava arrancar os cabelos.

                                  ...

Os braços do menino loiro estavam largados, seus fios assanhados pela gravidade, espalhados por todos os lados, Baekhyun diria parecer uma vassoura se estivesse prestando atenção. Sua cabeça começava a doer, mas Sehun se recusava a sair daquela posição, de ponta a cabeça. Até que Baekhyun olhasse.

-Ei, você sabe fazer isso? Você nem sabe! – Dizia pendurado pelas pernas, presas no ferro do brinquedo de escalar que tinha em seu quintal, no qual o pequeno Byun tinha o prazer de brincar poucas vezes, quando Sehun não o estava irritando.

-Eu não quero olhar. Você tá chato! - Beakhyun estava sentado a sua frente, de costas, laçando com os braços o joelho, de encontro ao peito.

Ouviu Sehun descer do brinquedo. E andar atrás de si – Desculpa Baek. Toma, é pra você...

-O que você tem ai? – perguntou, desfazendo aos poucos seu tom raivoso. Esperando saber se o presente valia a pena pra perdoar de novo o amigo.

-É uma flor! – assegurou. Seu tom de voz tentando afastar as incertezas do outro. Ao se virar pra recebê-la, Sehun tinha uma pistola de água em mãos, que esguichou no rosto do Byun, dando risada dele – Te enganei! Você é tão burro Baekhyun – . A água entrou em seus olhos, e ardeu um pouco. Baek ficou irritado, se pôs de pé e saia dali com passos raivosos. Deixando pra trás um Sehun arrependido de seu jeito de brincar. Correu até o amigo mais velho, e segurou seu braço.

-Me solta!

-Baek desculpa... – pedia, com um bico triste nos lábios. Vendo o pequeno não querer olhar em seu rosto, fazendo birra

– fica pra brincar comigo, eu não sei brincar sozinho. Eu te ensino a ficar de cabeça pra baixo, quer ficar com a minha arma? Quer me molhar também? eu faço qualquer coisa!

Aquelas palavras trouxe um sorriso travesso instantâneo no Byun. Que virou a cabeça bem devagar, repetindo quase melodioso – Qualquer coisa?

-Qualquer coisa! Só não quero comer a ração do cachorro de novo. Não teve graça aquele dia...

-Não precisa comer a ração do cachorro. É só me dar um beijo, ai eu não fico com raiva.

-Tá! – Sehun se apressou, beijando a bochecha do amigo, e limpando primeiro sua boca e depois a pele beijada com os pulsos da manga de sua própria blusa.

-Não aqui – Baekhyun deu dois tapinhas com a ponta do dedo indicador na bochecha beijada – Aqui! – sussurrou, dando dois tapinhas nos próprios lábios.

-Na boca?! – o pequeno Oh Sehun perguntou, sua voz aumentada.

-Na boca...

-Tá bom... Mas tampa!

Baekhyun pensou por um momento, esfregou a perna direita com o pé esquerdo. Ponderando, e tapou a boca com a palma da mão. Sehun respirou fundo, tomou fôlego – como se fosse preciso – e rapidamente jogou o rosto sobre o do Byun, com um bico nos lábios. A esperteza de Baek calculou o momento exato pra tirar a mão da frente do rosto. E Sehun arregalou os olhos, quando notou que seus lábios estavam colados ao dele, separando-se rápido e limpando a boca enojado, enquanto o Byun ironizava ao rir de si – Te enganei! Você é tão burro Oh sehun...

                                   ...

-Agora o Sehun fica espiando o Baek com um binóculo pela janela. Diz que vai esperar o momento certo pra pegar ele de surpresa e se vingar, dando um beijo mais forte que puder – disse a mãe do pequeno e vingativo Oh.

-Pelo menos o seu filho quer brigar com o Baek. E não com o próprio irmão – interrompeu a ultima das mães. A que usava um chapéu grande, e colocava de novo o pires e a xícara sobre a mesa.

                                  ...

O pequeno problema foi deixado na casa de um dos vizinhos, Junto a Jongin. Pra fazer companhia aos irmãos, que como sempre, arrumavam um jeito de brigar nos intervalos das brincadeiras. Suho, o mais velho, provocava o pequeno Dyo por qualquer coisa. Em um minuto estavam se abraçando, no outro, Dyo queria arrancar a cabeça do irmão mais velho. A chuva caia na vista dos meninos, que brincavam com o monte de brinquedos que os irmãos tinham. Todos espalhados na varanda. Onde eles estavam protegidos da chuva. Logo a mãe de Jongin apareceu pra buscá-lo, o garoto se despediu apenas do Byun, e foi embora protegido no guarda-chuva da mãe. Deixando os outros três sozinhos. Com Baekhyun entre Suho e Dyo, ambos irmãos descalços e com roupas leves. Apenas o Byun se encolhia de frio.

-O Dyo é muito feio! – ria do degrau mais alto. Com o pequeno emburrado no degrau mais baixo.

-Eu não sou feio. – Se defendia. Triste com as palavras.

- É sim, você é banguela – Suho se divertia irritando o irmão. E o Baek sempre se recusava a tomar partido de qualquer lado, pelo menos de início, até o menor deles ficar triste e sem fala.

-Ele ainda vai nascer – Dyo voltava seus olhinhos grandes a si mesmo, cutucando o espaço na gengiva, onde lhe faltava um dente – e você tem um cabeção!

-Banguela!

-Cabeção!

-Banguela, você não vai namorar por que é muito feio.

-Não é verdade – Baekhyun tomava pena do irmão mais novo – Eu vou namorar o Dyo.

Segurou o pequeno, apertando suas bochechas, e depositou um selinho em sua boca rosada. Dyo mostrou a língua pro irmão, provocando, se sentindo vitorioso. Os dois então se juntaram pra rir das bochechas vermelhas do Suho, que confessou, quase pedindo pra provar da pena de Baekhyun também – Acho que eu também sou feio.

Baekhyun deu uma risada do mais velho, esticando o próprio pescoço, e Suho abaixou o rosto, pra se deixar ser beijado também. Suho não deixou que o Byun se afastasse, dando repetidos selinhos nele. Nunca satisfeito. Gostava da brincadeira. Dyo puxou Baek pelo braço, insistente, até que o irmão o largasse, e meio sem jeito o trouxe pra ser beijado na boca de novo. Baekhyun se via dividido, os dinossauros e bonecos de ação estavam largados no piso, esquecidos. O pequeno Byun – e os beijos que aprendeu a dar – era o mais novo brinquedo dos irmãos, sendo puxado de um lado pro outro, pelos braços, pelas roupas, pelo cabelo. Entre um beijinho em um, e um beijinho no outro, ele gritava, resmungava, tentava reclamar quando um dos dois fazia o favor de soltar sua cabeça e deixar seus lábios quietos.

Dyo começou a investir contra Suho, lhe empurrando o rosto pra longe do amigo. Ameaçando arrancar sua cabeça grande. Baekhyun agradeceu o momento em que foi deixado de lado, quando os dois partiram pra agressão. E mais ainda quando sua mãe, sozinha, caminhando na rua deserta, apareceu em sua vista pra buscá-lo. Não podia ver o rosto dela, mas reconhecia o guarda-chuva florido.

-Minha mãe já chegou, tchau! – escapou dali, aliviado, e correu muito agradecido até a mulher que lhe apertava contra o corpo pra protegê-lo da chuva.

                                    ...

-Do nada os dois entraram em casa se estapeando e discutindo pra ver quem ia namorar o Baekhyun.

A senhora Byun estava boquiaberta. A senhora Park também, as duas mulheres mais novas ali tentavam resolver aquilo. Baekhyun mal tinha feito dez anos e já estava lhe presenteando com esse tipo de problema.

A mãe do Park levantou-se do braço da poltrona. E tentou dar uma teoria pra aquilo tudo, uma explicação pra tal comportamento, algo que aliviasse a preocupação das outras mães – o Bae é uma criança. Ele chegou na vizinhança não faz muito tempo. Deve ser só o jeito dele de conhecer e criar laços com as outras crianças. Digo isso por que não aconteceu com o Chanyeol, porque eles se conhecem desde que ainda engatinhavam. Não se preocupem, não vai piorar. É só deixar a poeira baixar e isso tudo vai ter passado.

-É, é verdade. O Bae tem os jeitos dele de ficar íntimo dos outros. Eu vou até lá encima, e vou explicar pra ele que não pode sair beijando os amiguinhos. Ele vai entender, é um menino obediente.

A mãe se despediu das outras mulheres, suspirando pesado quando bateu a porta. Agradecendo pela conversa finalmente ter chegado ao fim,e a Amiga tentava acalmá-la enquanto recolhia a porcelana da mesa.

-O Baek é tão imprevisível – disse, tentando fazer aquilo parecer uma besteira, pois em sua concepção, realmente era.

-Eu espero não ter trabalho quando ele tiver maior! Você acredita mesmo, nisso de ser só um jeito dele de se aproximar mais das outras crianças?

-Sim, é como eu disse, não é difícil de entender as crianças, é só um comportamento involuntário. Ele não fez isso com o Chanyeol, porque já se conhecem.

-Eu vou conversar com ele agora – A mãe agradeceu a ajuda. E a senhora Park se prontificou a lavar a louça. Subia as escadas preparando seu discurso matriarcal, escolhendo as melhores palavras pra lidar com aquilo. Abriu a porta do quarto do filho já cuspindo as palavras e alertando que precisavam ter uma conversa, quando se deparou com o cômodo vazio. Gritou pela amiga lá de cima, e pediu quando ela confirmou estar ouvindo – Me diz que a porta da cozinha não tá aberta!

                                    ...

Baekhyun agora se debruçava no parapeito da janela fechada da casa dos Park, chamando pelo garoto no quarto. Mordendo os lábios e olhando sugestivo pro menino de pijamas de foguete.

-Chanyeol, abre a janela, eu quero entrar!

-Tá, mas o que foi? – perguntou diante da animação do amigo.

-Eu quero… Te mostrar uma coisa...


6 de Junio de 2018 a las 13:51 0 Reporte Insertar 10
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