Árvores, livros e filhos Seguir historia

kaitapora luna

Durante uma aula do colegial, Junmyeon ouviu seu professor citar para a sala que todo homem antes de morrer deve "Plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho". Ele não fazia a menor idéia do que aquilo significava metaforicamente, muito menos a quem pertencia tal pensamento. Mas ele prometeu realizar o que a citação propunha. Agora, já na faculdade, começando seu primeiro período de Filosofia, Junmyeon resolveu que já estava mais que na hora de cumprir sua promessa. Para isso, ele teria a ajuda de seu novo colega de quarto que, na maioria das vezes, tinha pensamentos sem pé nem cabeça.


Fanfiction Bandas/Cantantes Todo público.

#yaoi #exo #sulay
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Prólogo

                                 [ # ]


Era o primeira dia de Junmyeon na universidade, ele prometera a si mesmo que seria uma pessoa nova esse ano, com novas metas a se cumprir e mais memórias a se guardar. Afinal, na faculdade ninguém se conhece, ninguém sabe quem você era antes e quem você é agora, a menos que você diga.


Enquanto caminhava para o quarto número 28, segurando a chave que pegará na secretaria do local, ficava se perguntando se a pessoa que dividiria o quarto com ele era alguém no qual ele podia confiar. Nunca foi muito de fazer amigos, uma das coisas que ele tentaria mudaria esse ano, e por esse motivo ele não sabia muito bem como identificar se alguém era ou não uma "má influência".


Com esse pensamento, ele chegou em frente a porta que procurava, pondo a chave na fechadura e girando com hesitação, rezando para ter chegado primeiro que seu colega de quarto.


Assim que abriu a porta, viu que suas presses não resolveram de nada, pois na cama a direita do quarto - que por acaso era menor do que esperava - estava um garoto pálido, de cabelo preto, aparentemente mais alto que ele, olhando para a parede em sua frente e falando sozinho. Isso mesmo. Falando sozinho.


Ótimo, meu colega de quarto é maluco. Foi o que pensou.


"Olá" disse, batendo de leve na porta antes de entrar puxando sua mala. Tal ação fez o garoto esquisito despertar de seu momento nada normal e olhar para Junmyeon com uma bela interrogação imaginária em sua testa.


"Quem é você?" O garoto perguntou, com um sotaque um pouco esquisito. Parecia até que ele havia acordado depois de muito tempo em coma, sem lembrar até da própria existência.


"Seu colega de quarto." Respondeu, balançando a chave que segurava, como um sinal de que ele não abriu a porta com um friso de cabelo e estava lá para roubar os órgãos do estranho.


"Colega de quarto?" o garoto questionou, agora olhando para o mesmo local que fitava antes de perceber o outro. Será que ele consegue falar com as paredes?


"Sim, na faculdades nós dividimos o quarto com outra pessoa, você não sabia?" Junmyeon perguntou, erguendo a mala pesada e colocando-a em cima da cama a esquerda.


"Ah sim, acho que a mulher comentou isso comigo." Disse, não tirando os olhos da parede.


"Sim, a mulher..." Junmyeon murmurou baixinho, pensando seriamente em fugir dali correndo. "Qual o seu nome?" Ao invés de fugir, resolveu socializar e fazer amizade com o estranho. Afinal, se ele fosse um assassino, teria mais chaces de sobreviver sendo amigo dele.


"Zhang Yixing, e você?" O chamado Yixing virou o rosto para ele, dando o pequeno sorriso - o que fez covinhas profundas aparecerem em sua bochecha, o tornando um esquisito fofo.


"Kim Junmyeon, você é chinês?" Perguntou, vendo-o assentir. "Isso explica muita coisa..." Murmurou para si mesmo, abrindo a mala a sua frente.


Como havia observado antes, o quarto da universidade não era muito grande. Tinha duas camas encostadas em cada lado cômodo, um único closet ao lado da porta, uma escrivaninha perto da janela com várias prateleiras encima da mesma, um pequeno pufe e um frigobar. Tudo isso agrupado dentro de um cubículo. Não que Junmyeon se incomodasse muito com isso, mas é sempre bom prezar pelo próprio conforto, certo? Pelo menos a vista da janela era bonita.


Após se conformar que iria morar em uma toca de rato junto com um chinês esquisito e com covinhas, Junmyeon começou a arrumar suas coisas no closet. Yixing já havia feito tal tarefa com suas roupas, elas estavam todas agrupadas de um jeito nada organizado em um lado do móvel, fazendo com que Junmyeon anotasse mentalmente que iria organiza-las direitinho qualquer dia desses.


Falando no garoto estranho, ele voltara a olhar para a parede a sua frente, dessa vez sem falar consigo mesmo. Vê-lo quieto assim parecia mais assustador do que o ver falando sozinho.


Depois de organizar todas as suas roupas por cores, como sempre fez desde pequeno, Junmyeon foi até sua mala, tirando de lá uma pasta com vários posteres e anotações, colando-os na parede que sua cama estava encostada. Da para notar o quão eclético Junmyeon é, só de vê-lo colando um poster de The Smiths perto de um poster de Bach. O mais engraçado de tudo é a sua replica de Impressão do Sol Nascente, que ele fizera aos 11 anos, junto com uma foto da Britney Spears.


Okay, talvez ele não tivesse lá muita moral para achar o Yixing estranho.


Depois de terminar de colar sua ultima citação de Aristóteles ("O belo é o esplendor da ordem"), Junmyeon se deitou sem nenhuma delicadeza na cama, fechando os olhos com força e se amaldiçoando por ter trazido tanta coisa.

"'Escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho', isso é a letra de uma música?" Yixing falou, assuntando Junmyeon por estar perto de mais do mesmo. Como ele chegou aqui tão rápido??


"Não, é uma citação." Respondeu, depois de se recuperar do susto.


"De quem?" O chinês perguntou, parecia realmente interessado naquilo, recebendo uma pitada de admiração do outro.


"Não sei" Junmyeon respondeu, simplista. "Foi algo que um professor falou no colegial, nunca mais tirei ela da cabeça." Disse, olhando para o papel que continha a frase. "Pretendo cumprir esses requisitos um dia."


"Vocês vai escrever um livro?" Yixing perguntou, erguendo as sobrancelhas. Porque tanta surpresa? Existem muitos escritores nesse mundo, não há nada de impressionante nisso.


"Sim, só preciso de algo que valha a pena escrever." Respondeu, voltando a fechar os olhos.


Yixing não falou mais nada, Junmyeon sabia que ele ainda estava lá parado, mas não se importou com isso. Não entendia porque o chinês ficara tão impressionado com o fato de que ele iria escrever um livro, mas não deu muita importância. Ao invés disso ele dormiu, para tentar tirar todo o cansaço que adquirira só naquela manhã. Em dois dias as aulas começariam e ele queria estar preparado para isso.


                                   [ ... ]

6 de Junio de 2018 a las 16:00 0 Reporte Insertar 2
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